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A Câmara Municipal da Chamusca vai liderar um consórcio de 11 entidades que prevê um investimento global de 150 milhões de euros no EcoParque do Relvão, considerado uma infra-estrutura única no país na recolha e aproveitamento de resíduos.
Segundo a autarquia são 22 os projectos abrangidos na candidatura ao PROVERE (Programas de Valorização Económica de Recursos Endógenos), cuja estratégia de eficiência foi reconhecida oficialmente.
"Enquanto as outras candidaturas partem normalmente de um recurso natural existente no seu território, a nossa baseou-se no reconhecimento do potencial de uma infra-estrutura dedicada à recolha de resíduos - e onde se situam os dois únicos centros de recolha de resíduos industriais perigosos do país (CIRVER) - e ao aproveitamento energético e energias renováveis", disse o chefe de gabinete do presidente da Câmara, João Rodrigues.
A candidatura envolve as empresas já instaladas no EcoParque do Relvão, como os dois CIRVER ou o aterro da Resitejo, as que se estão a instalar, como a que vai tratar os resíduos hospitalares do país, e outras ainda em fase de projecto, disse.
Entre os projectos incluídos na candidatura encontra-se o que está a ser desenvolvido com o Instituto Superior Técnico (IST), o Simbio, que visa a criação de simbioses, de forma a que os resíduos de umas empresas instaladas no parque sirvam de matéria-prima para outras.
Também o Instituto Politécnico de Portalegre inseriu dois projectos, um destinado à criação de uma Unidade de Electrólise Alcalina Avançada, com vista à produção de hidrogénio como nova fonte de energia, e outro de aproveitamento de rícino como fonte energética alternativa, disse.
Há ainda projectos que visam a modernização dos sistemas produtivos das empresas e outros que visam a produção de energias alternativas, adiantou.
No caso da Resitejo, que faz a recolha dos resíduos urbanos na região, há um projecto para a optimização da recolha selectiva de resíduos e outro para valorização energética do biogás a partir de uma das células do aterro que já está encerrada.
A empresa Lena Ambiente tem um projecto para desenvolvimento de uma central de produção de electricidade a partir de resíduos orgânicos, que visa a produção de 15 Megawatts de energia/ano, num investimento de 48 milhões de euros.
A autarquia candidata um projecto para a infra-estruturação da segunda fase do EcoParque, com vista à instalação de novas empresas, a realização de estudos para aprofundamento do projecto com o Instituto Superior Técnico e para a eficiência energética do parque e ainda a criação de um Centro de Empresas, que deverá incluir um laboratório a ser utilizado por várias empresas, num valor total de perto de 5 milhões de euros.
As empresas envolvidas nesta candidatura passam a beneficiar de majorações e tratamento diferenciado na apresentação de candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
Com a apresentação dos projectos, a decorrer depois de uma reunião com todas as entidades envolvidas destinada a iniciar a concretização da estratégia aprovada, a autarquia pretende divulgar as potencialidades do Relvão como "pólo de excelência na área dos resíduos e das energias renováveis", disse
«O Mirante»
