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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
CARTAXO - 3.º ENCONTRO DE INTERVENÇÃ​O SOCIAL DO CARTAXO

O concelho do Cartaxo recebeu no dia 15 de Dezembro o 3.º Encontro de Intervenção Social, este ano subordinado ao tema “Consumos Aditivos”.  Organizado pela Rede Social do Concelho do Cartaxo, Núcleo Local de Inserção Social e Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJ), com o apoio da Câmara Municipal do Cartaxo e Santa Casa da Misericórdia do Cartaxo, o encontro foi mais do que uma reflexão conjunta, levando os parceiros sociais a assumir vários compromissos para uma melhor resposta às necessidades da comunidade.  A presença de instituições de vários pontos do país – com diferentes tipos de intervenção, desde a formação e ocupação de jovens, passando pela promoção social e da saúde, a prevenção, acompanhamento e tratamento de pessoas aditas e sua reinserção social – proporcionou, não só trocar experiências, como estabelecer contactos para novas parcerias, com o objectivo de reforçar a actuação da Rede Social do concelho do Cartaxo.  Entre os resultados práticos alcançados neste encontro, destaca-se a possibilidade de criar um grupo de Alcoólicos Anónimos no Cartaxo, cuja disponibilidade foi manifestada por dois elementos desta entidade e acolhida de bom grado pela Rede Social do concelho.

 

 

Paulo Varanda defendeu reforço do trabalho em rede na procura de novas respostas à comunidade

 

Para o presidente do município do Cartaxo, Paulo Varanda, é fundamental que os parceiros sociais fortaleçam os seus laços neste momento de dificuldades, em que se sente da parte das famílias uma maior necessidade de apoio. “Temos de estar mais próximos, reforçar a nossa rede de trabalho, actuar de uma forma mais firme, aproveitando sinergias, criando outras mais-valias, para que as famílias do nosso concelho se tornem mais sólidas”, afirmou Paulo Varanda, na abertura do encontro.  Paula Morais, do Centro Distrital de Segurança Social de Santarém, marcou também presença na sessão de abertura e, a propósito do tema proposto para debate, defendeu que “é fundamental apostar nos jovens, ajudando-os a adoptar atitudes responsáveis. É preciso investir na prevenção, mas não esquecer que é preciso também tratar e minimizar os efeitos”.

 

 A importância da intervenção na prevenção

 

O 3.º Encontro de Intervenção Social foi estruturado em dois painéis. O primeiro esteve focado na prevenção e contou com a intervenção da Escola Segura, da CPCJ de Grândola, da Associação Barafunda (Benedita) e da Arisco – Instituição para a Promoção Social e da Saúde.  Representando a equipa da Escola Segura da GNR de Santarém, o Cabo-chefe Ribeiro apresentou as actividades desenvolvidas por este núcleo em estreita colaboração com as escolas, ao nível do policiamento, da prevenção rodoviária e das acções de sensibilização.  Do município de Grândola veio a psicóloga da CPCJ, Helena Pereira, que apresentou o projecto “É Proibido Proibir”, iniciado em 2001 com o objectivo de combater o abandono escolar e o consumo de álcool por parte dos alunos do 2.º e 3.º ciclos. Deste projecto resultou ainda a criação do Gabinete de Mediação Escolar, em 2006, e do Gabinete de Psicologia, em 2010.  O sucesso do projecto não teria sido alcançado sem o envolvimento de muitas outras instituições e entidades do município de Grândola, como a GNR local. O Cabo João Carlos Pereira, da Escola Segura de Grândola, fez-se representar também neste painel, apresentando o trabalho de sensibilização desenvolvido junto dos jovens e dos comerciantes de bebidas alcoólicas.  Vânia Delgado e Vera Loureiro partilharam no Cartaxo as experiências que resultam da implementação do projecto Programa Escolhas pela Associação Barafunda, no concelho de Alcobaça, e Lúcio Santos apresentou os projectos da Arisco, uma associação centrada no desenvolvimento social e pessoal dos jovens e na promoção da saúde.

 

Respostas no acompanhamento e tratamento de pessoas dependentes de consumos aditivos

 

O consumo excessivo de álcool afecta 10% da população portuguesa, pelo que “trata-se de uma realidade que existe muito próxima de nós”, constatou Margarida Neto, psiquiatra na Casa de Saúde do Telhal, e que há 20 anos lida com doentes alcoólicos.  A sua intervenção fez parte do segundo painel, sobre Tratamento e Acompanhamento, no qual Margarida Neto falou da sua vasta experiência no trabalho de recuperação de doentes alcoólicos, revelando a verdade de alguns números. “Apenas 20% dos doentes que recebem tratamento deixam de consumir álcool para o resto da vida”.  A psiquiatra defendeu que “primeiro é preciso fazer com que o doente pare de beber. Só depois entramos no trabalho da motivação”. Contudo, o que leva os doentes a parar de beber continua a ser “uma coisa muito misteriosa, profunda e solitária, que eu não consigo identificar”, revelou.  A presença de dois elementos dos Alcoólicos Anónimos, que deixaram neste encontro o seu testemunho, foi muito rico para os técnicos da área social. Donatila Arcadinho e João Esteves contaram a angústia que viveram enquanto consumidores de álcool e a esperança que encontraram junto da entidade que agora representam.  “Hoje reconheço que foram 30 anos de muito sofrimento. Mas consegui mudar isso quando entrei para os Alcoólicos Anónimos. Encontrei aí um grupo de gente que não me apontou o dedo, que não me julgou e que me compreendeu”, revelou João Esteves, que há mais de dois anos não toca num copo de bebida alcoólica.  Intervieram também neste segundo painel Leonor Barbosa e Susana Santos, da Associação CADEQ – Centro de Aconselhamento e Tratamento de Dependências Emocionais e Químicas, situada no Seixal, e Mário Marques, da Comunidade Terapêutica António Lopes Aragon – Caritas Diocesana de Évora.

 



publicado por Noticias do Ribatejo às 18:10
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