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Terça-feira, 27 de Março de 2012
CARTAXO: JOAQUIM NICOLAU ESTEVE À CONVERSA NO CARTAXO

 

O ator foi o convidado de José Raposo para a habitual tertúlia do Centro Cultural do Cartaxo, realizada no passado dia 25 de março

 

Joaquim Nicolau esteve à conversa no bar do Centro Cultural do Cartaxo (CCC) no passado dia 25 de março, no âmbito de mais uma edição da tertúlia “José Raposo Convida”.

 

O ator, que tem uma grande ligação ao Ribatejo, em especial ao Cartaxo, sendo um assíduo visitante do CCC, foi caracterizado por José Raposo como sendo “um homem muito completo”, mas “acima de tudo um homem do teatro”.

 

Ao longo do trabalho desenvolvido nos últimos 27 anos – altura em que se estreou no teatro – Joaquim Nicolau tem tido a particularidade de “dar sempre muita intensidade àquilo que faz, não deixando de ser uma pessoa simples, humilde, com uma cultura vastíssima”, reforçou José Raposo.

 

De facto, Joaquim Nicolau preferiu falar menos de si para dissertar mais sobre o atual estado das coisas – desde a sociedade, a política e, claro está, a cultura, em especial o teatro.

 

O ator revelou que se iniciou no teatro “de uma forma muito comum” e o que mais o impressionava era “o lado artificial” das artes de palco. “O que me seduzia era aquilo que não era parecido com a vida, que tinha a ver com a representação e interpretação das coisas”, explicou.

 

Entediado com o curso de Agronomia que frequentava na altura, Joaquim Nicolau decidiu procurar outra ocupação e, então, optou pelo boxe. Mas a caminho da academia onde pretendia inscrever-se, cruzou-se com um anúncio afixado na Incrível Almadense, o qual divulgava a procura de jovens para uma companhia de teatro.

 

A inscrição que fez não foi afinal na academia de boxe, mas sim na companhia de teatro, onde foi encontrar Canto e Castro, um ator que desde sempre admirou.

 

Joaquim Nicolau trocou o curso de Agronomia pelo teatro. Frequentou a Escola Superior de Teatro e Cinema e, posteriormente, teve a oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos e experiências em Paris, onde esteve cinco anos.

 

“Só para exemplificar a diferença que existia na altura entre Portugal e França, deixem-me dizer-vos que para se encontrar aqui um livro sobre teatro era uma carga de trabalhos. Quando cheguei a Paris, deparei-me com uma livraria só com livros de teatro”, referiu.

 

O contacto com uma realidede e uma modernidade que não conhecia enriquece-o muito e deu-lhe uma visão mais abrangente das coisas. Hoje, é conhecido, não só pelo trabalho que tem feito no teatro, televisão e cinema, mas também por ser uma pessoa com uma vasta cultura, cujas abordagens e críticas são sempre feitas de forma muito aprofundada.

 

A propósito do teatro, Joaquim Nicolau defendeu que as artes de palco deveriam ser entendidas não apenas como “uma simples forma de entretenimento”, mas como “fonte de conhecimento”.

 

Para o ator, a construção de “modernas e fabulosas” salas de teatro um pouco por todo o país não significa literalmente descentralização cultural e uma aposta na cultura, porque, “fazemos muitos templos, mas falta-nos um padre. Quantos desses locais têm uma companhias profissional de teatro? Muito poucas”, afirmou, defendendo que “não podemos apenas ter barrigas de aluguer. Sem essas companhias não há afirmação cultural, porque as identidades culturais acontecem porque existe uma força que as anima”.

 

O ator acrescentou ainda que “um dos factores da falta de afirmação do teatro não é a falta de atores ou de encenadores, porque nesse campo somos bons, é o facto de termos um país com um fosso gritante entre a província e a capital”.

 

Ao longo desta conversa, Joaquim Nicolau foi expondo várias opiniões e ideias. A respeito dele próprio e do seu percurso, foi também com humildade que se apresentou. “Não tenho o talento de um verdadeiro ator, mas também não me pelo para estar em cima do palco. Sou honesto no palco, mas desde muito novo entendi o teatro de uma maneira mais abrangente, que não só a representação”, frisou.



publicado por Noticias do Ribatejo às 17:38
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