NOTICIAS DO RIBATEJO EM SUMARIO E ACTUALIZADAS PERIODICAMENTE - "A Imparcialidade Na Noticia" - UMA REFERÊNCIA NA INFORMAÇÃO REGIONAL -
Sexta-feira, 30 de Março de 2012
BENAVENTE: DELIBERAÇÕES E OUTROS ASSUNTOS QUE PASSARAM PELA REUNIÃO PRIVADA DA CÂMARA MUNICIPAL DO DIA 26/03/2012

 

 

MANIFESTAÇÃO DAS FREGUESIAS PORTUGUESAS EM 31 DE MARÇO – APOIO E SOLIDARIEDADE:

 

 

 

O executivo camarário deliberou, por unanimidade, ceder o autocarro às Juntas de Freguesias para que todos os que queiram participar na manifestação convocada pela ANAFRE para o dia 31 de Março, o possam fazer. O executivo manifestou inteira solidariedade com a intenção da ANAFRE em se fazer ouvir junto da Assembleia da República e do Governo do País, ouvir quem representa as freguesias, em primeiro lugar, e tomarem uma decisão que seja consentânea com os seus interesses e direitos.

O pedido para que as Câmaras Municipais cedam os Autocarros às Freguesias surge por parte da ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias) que considera não ser preciso “revisitar o passado para sabermos que, Municípios e Freguesias, nos momentos mais difíceis da sua História, sempre souberam responder a todos os desafios, com firmeza e determinação, fazendo-o em solidariedade e respeito mútuo.

Solidariedade, mais que servir, é estar com os outros.

 

É relacionamento que resulta da convivência, do compromisso e da responsabilidade mútuos.

 

Com o devido respeito e em nome desses valores, vem a ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE FREGUESIAS – ANAFRE – lembrar Vossa Excelência que, estando as Freguesias Portuguesas a viver sob a ameaça da extinção, contam com a sempre presente solidariedade dos Municípios, ainda recentemente demonstrada, na construção do parecer emitido pela sua ASSOCIAÇÃO NACIONAL – ANMP – sobre a Proposta de Lei n.º 44/XII.

 

Esta Proposta de Lei com que se pretende promover uma Reorganização Administrativa Territorial Autárquica, não respeita a vontade do Povo a quem não auscultou, nem os seus representantes, escolhidos democraticamente em Ato Eleitoral, cuja voz emudeceu.

 

Por tudo isso, a 31 de março corrente, vão as Freguesias Portuguesas dar corpo a uma Manifestação de cariz cultural, etnográfica, demonstrativa da força das suas raízes, da diversidade da sua cultura, das suas tradições, da sua identidade, empunhando os respetivos símbolos, a realizar em Lisboa, na tarde daquele dia.

 

Com elas, nessa hora de especial representatividade popular e cívica, estarão as Associações Recreativas, Culturais e Desportivas de todas as modalidades, com os seus Ranchos Folclóricos, Bandas e Grupos Musicais, Tunas, Grupos de Teatro, de Cantares e de Canto Coral, Bombos e Fanfarras, Tambores e Zés Pereiras, etc., etc.,

 

As Freguesias necessitam e esperam que as suas Câmaras Municipais lhes proporcionem, uma vez mais, todo o apoio possível para a deslocação dos elementos que darão corpo a esta representação, designadamente, ao nível dos transportes, através da cedência de autocarros da edilidade ou alugados para o efeito.

 

Certa de que Vossa Excelência escutará este apelo e o registará para o melhor acolhimento, a ANAFRE, em nome de todas as Freguesias, apresenta antecipado agradecimento, sabendo que pode contar com a habitual colaboração, nesta causa de que depende o bem-estar de todos e cada um dos cidadãos das Freguesias, dos Municípios, de PORTUGAL!

 

Com o mais elevado respeito institucional e estima pessoal,

Armando Vieira

Presidente do Conselho Diretivo

 

O vereador Carlos Coutinho informou, que na reunião que mensalmente realiza com as Juntas de Freguesia, a questão em apreço foi abordada por estes órgãos autárquicos, sendo que todos se manifestaram interessados em participar na manifestação.

 

Sobre esta matéria, a vereadora Ana Casquinha disse que nesta alegada reforma administrativa (que de reforma tem muito pouco), justificada pelos Partidos do arco do Governo com a imposição da Tróika (se bem que aquilo que se lê no Memorando são autarquias e não necessariamente freguesias), o que mais choca é o facto de não ser tida em conta a voz das populações.

 

O vereador José da Avó disse não querer tecer qualquer consideração relativamente à proposta de Lei em causa, mas transmitiu que no fim de semana anterior ouviu o Presidente da ANAFRE declarar que se estava a concluir, em discussão na especialidade, que as posições desta Associação e do Governo se estavam a aproximar e, de alguma forma, determinadas preocupações estavam a ser vertidas na lei final.

 

O Presidente da Câmara disse que, apesar de se tratar duma proposta de Lei que se autointitula como de reforma administrativa do País, certo é que uma reforma administrativa tem um alcance muito mais vasto, que não apenas o que resulta do Memorando de Entendimento e, em sua opinião, numa leitura enviesada.

Afirmou, que do Memorando de Entendimento consta a redução de um número substancial de autarquias, nem sabendo a Tróika que em Portugal existe um regime diferenciado doutros países.

Disse que “os municípios portugueses, em termos estatísticos, têm rácios de população, áreas territoriais e competências que, de facto, não constituem nenhum peso para o território, a nível de despesa, tendo entendido o Governo que deveria atacar por aí e esquecendo que em Portugal (o estado mais centralizado da Europa) uma reforma administrativa começa, exatamente, pelo processo de regionalização, tal como fizeram recentemente outros países, com as suas tradições culturais, para terem o controlo democrático dos cidadãos sobre o poder central.

Observou, que foram os municípios portugueses que praticamente definiram as fronteiras do País, criando, através das cartas de alforria, o verdadeiro espaço nacional, e dispondo sempre dum estatuto de autonomia que, naturalmente, a Tróika não desconhece, sendo que muitos dos países que englobam hoje a Europa não têm oitocentos anos de história.

Opinou, que é demagógico chamar reforma territorial a algo que se constitui como uma lei para aglomerar as freguesias, não sendo por aí que se salva a economia e se criam as condições para o progresso do País e para a sua estabilização, bastando, para tal, acabar com os denominados plenários de cidadãos eleitores, acrescido de algumas freguesias urbanas em sede de município.

Afirmou, que quem em política toma decisões, tem que compreender que quando elas não são aceites pelo povo, o seu primeiro dever é ouvir quem representa, em relação de proximidade, e com ele decidir. É a isso que se chama democracia.

Crê que a agregação de freguesias conduz ao aprofundar das divergências e assimetrias locais e constitui um contributo para a desertificação das zonas rurais do País.

 

ACONTECIMENTOS OCORRIDOS EM 22 DE MARÇO DE 2012 DURANTE A GREVE GERAL – REQUERIMENTO APRESENTADO PELO VEREADOR JOSÉ DA AVÓ:

 

O executivo camarário aprovou, por maioria (votos favoráveis do Vereador José da Avó e da -Vereadora Ana Casquinha, com com as abstenções: do Presidente da Câmara Municipal, do Vereador Carlos Coutinho, da Vereadora Gabriela Santos e o voto contra do Vereador Miguel Cardia), o requerimento apresentado pelo vereador José da Avó sobre alguns acontecimentos ocorridos no dia 22 de Março durante a greve gera. Trata-se da abertura de um processo de inquérito de averiguações com base nos seguintes pressupostos:

 

- Identificação do(s) responsável(eis) pela colocação do equipamento que obstruiu a entrada do estaleiro municipal de Benavente, ato que esta Câmara Municipal deverá repudiar e que, para além de inconstitucional, por impedir o acesso de trabalhadores ao seu local de trabalho, colocou em perigo as instalações municipais, impedindo o acesso às mesmas em caso de perigo.

 

- Abertura de inquérito para determinar se os inertes colocados na entrada do estaleiro da empresa Águas do Ribatejo pertenciam ao Município de Benavente e se foram utilizados equipamentos do município para efetuar aquela descarga. Caso se determine a veracidade destes factos, identificação do(s) responsável(eis) por aqueles atos, que constituem atentado contra a propriedade municipal e de terceiros, e imputação dos respetivos custos por danos causados.

 

- Declaração, por esta Câmara Municipal, de repúdio de todas as ações que impeçam quer o direito constitucional à greve, quer o direito constitucional ao trabalho e tomada de decisão para que sejam instauradas ações disciplinares, ou outras que se determinem relevantes, aos responsáveis que se venham a identificar como autores das ações atrás referidas.

 

- Estabelecimento de procedimentos que garantam o acesso incondicional da Águas do Ribatejo aos seus equipamentos situados em propriedade municipal, em qualquer situação e garantia do mesmo a todo o tempo.

 

Estes factos constituem infrações e violações graves, quer sobre os direitos dos trabalhadores, quer sobre a propriedade privada, quer sobre o uso abusivo e não aprovado da propriedade municipal. Estas ações colocam ainda em causa o bom nome do Município de Benavente, pelo que a verdade dos factos deve ser apurada o mais rápido possível. Como tal, proponho à Câmara Municipal a aprovação do atrás exposto.

O Vereador

José Rodrigues da Avó”

 

O vereador José da Avó disse estar convicto de que aquela ação não vai de encontro ao espírito com que esta Câmara Municipal encara as greves e os direitos dos seus trabalhadores.

Acrescentou, que agravando esse acontecimento, relatado nos órgãos de comunicação social e presenciado por várias pessoas, foi dado a entender que teria sido utilizado equipamento municipal na obstrução das instalações da “Águas do Ribatejo”, facto cuja veracidade pretende ver apurada, porque só assim poderá o Executivo assumir (ou não) as devidas responsabilidades junto daquela empresa intermunicipal.

Observou, que independentemente do que for apurado, não deve a Câmara Municipal incorrer em custos com a situação, porquanto não foi o Município que decidiu aquelas ações e, caso não tenham sido trabalhadores municipais, terá então a “Águas do Ribatejo” que intentar uma ação contra terceiros.

Em contrapartida, caso seja apurado que foram trabalhadores do Município, haverá então que os identificar e fazer repercutir sobre eles os danos que terão causado àquela empresa intermunicipal.

 

Crê que, de alguma forma, a situação colocou em perigo as instalações municipais e da “Águas do Ribatejo”, felizmente sem consequências, cumprindo também apurar se houve abuso de utilização quer da propriedade municipal para descarga de inertes, quer dos próprios inertes que seriam também propriedade municipal e terão o seu valor.

 

Sobre esta matéria o Presidente questionou se o Senhor Vereador José Rodrigues da Avó tem, porventura, conhecimento se foi algum dos trabalhadores da Câmara Municipal quem praticou o ato de utilização da máquina e sua colocação à entrada do estaleiro, ou de utilização de qualquer outra máquina para o transporte de inertes.

 

Afirmou, que nem ele, nem nenhum dos Vereadores a tempo inteiro têm conhecimento da utilização, por quem que seja, de máquinas da Câmara Municipal para aquele efeito, sendo tão-somente constatável que alguém colocou uma máquina municipal junto ao portão, impedindo a entrada no estaleiro, ato que considerou lamentável.

 

Disse, que nunca utilizou a sua solidariedade que é devida aos trabalhadores que, porventura, lutam pelos seus direitos e interesses, nem nunca utilizou o cargo que ocupa para influenciar no sentido de fazer ou não fazer greve, achando que isso é um direito de consciência e, como tal, ninguém tem o direito de influenciar essa consciência.

Acrescentou, que também tem a consciência tranquila de que nenhum trabalhador que não tenha feito greve na Câmara Municipal foi perseguido, marginalizado ou chamado à atenção por quem quer que seja, pelo facto de ter exercido esse direito, sentindo-se magoado pela leitura de alguns comentários postados no Facebook por elementos anónimos mal informados e que normalmente aproveitam estas situações para dizer disparates que, em alguns casos, o atingem profundamente.

 

Deu conta, que o Diretor Geral da “Águas do Ribatejo” lhe telefonou e prestou-lhe a informação de que teria sido colocado um monte de terra em frente ao portão, mas que os seus trabalhadores, que se encontravam dentro das instalações, iriam retirá-la e retomar a normalidade dos seus serviços.

No final do dia, e na posse dos dados que tinha, perguntou ao Senhor Diretor Geral se haveria, conforme constava, danos sobre o património sob administração da “Águas do Ribatejo”, ao que este lhe respondeu negativamente, para além da fechadura que, apesar de poder eventualmente ser concertada, foi entendimento daquela empresa intermunicipal que deveria ser substituída pelo que, de acordo com o Diretor Geral, da parte da “Águas do Ribatejo” não há que pedir responsabilidades a quem que seja.

 

Considerou que a situação, a ser averiguada, deve necessariamente ter em conta a possibilidade de haver areia no estaleiro municipal e ter sido utilizada máquina da Autarquia, podendo também ser oriunda de qualquer outro lado, porquanto não há garantias nem certezas, nem os rastos dão indícios que apontem claramente nesse sentido.

Acrescentou, que lamentando que tivessem colocado uma máquina impossibilitando o acesso ao estaleiro, não resultou qualquer prejuízo para o equipamento, tendo-se tratado duma atitude de indignação que não pôs em causa aqueles que não quiseram fazer greve.

Observou, que não tendo os dois apontadores feito greve, apresentaram-se nos estaleiros de Benavente e de Samora Correia e, no cumprimento das suas obrigações, tomaram nota dos nomes de todos aqueles que não aderiram à greve e que, face às circunstâncias, não tiveram acesso ao seu posto de trabalho, não tendo daí resultado qualquer prejuízo material para os trabalhadores.

Disse crer que a razão que levou a que fosse tomada a atitude infeliz de colocar areia em frente ao portão que dá acesso às instalações da “Águas do Ribatejo”, se deve prender com a tentativa de evitar que os trabalhadores ao serviço do Município pudessem aceder ao estaleiro através dum outro portão que faz a ligação entre as duas instalações, como aconteceu numa greve anterior.

Reiterou, que até prova em contrário, não houve qualquer prejuízo nem para os trabalhadores, nem para o património municipal.

 

O Presidente lamentou que se tivesse transformado os factos ocorridos num caso político, quando não deveriam sair da esfera dos direitos sindicais, e que o tenham posto a si em causa enquanto homem e enquanto democrata.

Disse, que não deve nada a ninguém em termos dos seus deveres adquiridos pelo cargo que exerce e pela experiência de vida que obteve, no respeito que sempre teve por todos, quem quer que seja, sentindo-se profundamente magoado e atingido por algo de caricato e lamentável. 

Segundo lhe foi transmitido, vários foram os trabalhadores da Câmara Municipal que afirmaram querer fazer greve, porque entendiam ser importante, mas não o fizeram, porque o dinheiro que lhes seria retirado do salário lhes faz falta, facto que constitui o maior atentado à liberdade.

Entende que, perante os factos, a sua posição não pode ser outra senão a de não inviabilizar a realização de inquérito proposta pelo Vereador José Rodrigues da Avó, mas gostaria que fossem penalizados os verdadeiros causadores desta situação, porque os trabalhadores são as vítimas que se indignam e cometem asneiras contra o património municipal, felizmente sem causarem grandes prejuízos, enquanto aqueles que estão a conduzir os povos para o desastre mundial que está a acontecer e que exercem a verdadeira ditadura sobre os povos e sobre Portugal estão incólumes, apesar de matarem à fome e atirarem para o desemprego milhares de cidadãos que perdem direitos.

 

O vereador Carlos Coutinho disse crer que ao longo dos muitos anos de democracia, os sindicatos portugueses e os trabalhadores têm demonstrado uma grande cultura democrática no exercício dos seus direitos, nomeadamente o direito à greve, forma de contestar algo que não está bem, feito num grande respeito pela democracia e pelas suas regras, se comparado com o que se passa em países como a Espanha e França, onde esse exercício é muitas vezes acompanhado de atos de violência.

Considerou que a situação ocorrida em Benavente terá resultado dum ato irrefletido, que lamenta, mas que será seguramente o acumular de todas as situações em que o País se encontra pelo que, não concordando com o que foi feito, também se sente de certa forma violentado por ter de tentar encontrar quem criou a situação. Aponta claramente para que sejam identificados os causadores da situação e, a serem funcionários, instauradas as respetivas ações disciplinares.

Afirmou, que para além de lamentar o que aconteceu com a máquina, lamenta que seja o elo mais fraco a pagar, porque tal como já foi referido, houve alguns trabalhadores que não puderam exercer o seu direito à greve por motivos económicos, para além de que num país onde a precaridade é generalizada, quantos e quantos, face à ação desenvolvida pelas entidades patronais, se viram também impedidos de exercer o direito à greve perante o perigo de perder o seu posto de trabalho.

O vereador Carlos Coutinho absteve-se na decisão.

 

A vereadora Ana Casquinha admitiu que esteve a ouvir o Presidente com toda a atenção, até porque considera que, injustamente, ele foi o mais visado por pessoas que não têm a coragem de assumir a sua postura e as suas acusações nesta matéria.

Assumiu que se identificou com a proposta do vereador José Rodrigues da Avó, porque ficou convencida que pelo respeito ao bom nome da Câmara Municipal e ao bom nome do Presidente, que foi visado e talvez de forma muito injusta, achou também que o próprio iria viabilizar o inquérito e estaria na linha da frente para apurar responsabilidades.

 

Considerou que, pela experiência de outras greves gerais, durante as quais trabalhadores da Câmara Municipal entraram pelo portão das instalações da “Águas do Ribatejo” para irem para o estaleiro municipal, não se pode considerar que aquele ato tenha sido irrefletido, porque quem o fez, fê-lo propositadamente com o intuito claro de criar ali obstáculo a que alguns trabalhadores pudessem aceder ao seu local de trabalho, pelas razões que o Presidente explicou e com as quais ela também concorda, porque há muita gente que não tem liberdade económica de poder fazer greve.

Concordou ser triste que, passados trinta e sete anos sobre o “25 de Abril”, haja pessoas que não têm aquela liberdade, mas não pode concordar que não se tente perceber quem terá tido aquela atitude, sendo certo que até poderá ter sido um terceiro que tenha saltado a vedação e fazê-lo, dado que o Vereador Carlos Coutinho acabou de dizer que as máquinas que estão no estaleiro têm as chaves lá dentro quando estão parqueadas, e não estando a apontar o dedo a nenhum funcionário da Câmara Municipal, acha que pelo bom nome do Município e pelo bom nome do Presidente, devem ser afastadas todas as possibilidades.

Concorda que seja aberto um processo de averiguações e que se cheguem às devidas conclusões, ainda que eventualmente se conclua que foram desconhecidos que praticaram aqueles atos, não querendo deturpar ou chegar obrigatoriamente a alguma conclusão.

 

O Presidente disse respeitar a opinião da vereadora Ana Casquinha, e lamentou uma vez mais que a indignação leve à prática de atos que, ainda que não prejudiquem o património, nem sejam causadores de incidentes que possam ser considerados graves, sejam irrefletidos e deem uma imagem, que não se pretende, da democracia e, sobretudo, dos eleitos que têm que gerir a Câmara Municipal.

Reiterou, que em consciência, e não querendo sequer abordar as posturas políticas que foram tomadas pelos partidos através de comunicados e posições individuais, a sua abstenção não inviabiliza a realização de inquérito, porém, disse ainda e admitindo que estejam envolvidos trabalhadores da Câmara Municipal, terá muita pena se eles vierem a ser punidos por um gesto irrefletido num panorama de profundas injustiças, porque nunca foi essa a sua postura, nem é essa a escola da democracia em que o Executivo tem procurado viver, e tem muito orgulho na democracia local, no trabalho que tem ajudado a desenvolver e no trabalho de todos os que o têm acompanhado ao longo do seu percurso.

 

O vereador José da Avó, que a questão do inquérito se prende, tão-somente, com o facto de se querer saber a verdade dos factos, respeitando, no entanto, a posição dos trabalhadores e a possibilidade de, efetivamente, numa atitude menos refletida e até mesmo pressionada por condições sociais e económicas atuais, terem atuado daquela maneira, e por forma a evitar que, em futuras situações de greve ou outras, os equipamentos sejam utilizados, e a tomar procedimentos para impedir que qualquer pessoa o possa fazer, uma vez que, por uma questão de segurança, todos os equipamentos parqueados têm a chave lá dentro.

Clarificou, que quando se referiu ao lock out não estava a querer dizer que alguém da Câmara Municipal com um cargo efetivo o tivesse feito mas sim que, no caso em apreço, tal foi feito pelos próprios trabalhadores ou por terceiros, através da colocação da máquina e dos inertes, porque impedir o acesso dos trabalhadores ao seu local de trabalho é lock out.

Independentemente de compreender as razões, tem que se perceber que a justiça popular não é admitida num estado de direito.

Acrescentou, que não crê que qualquer um dos eleitos da Câmara Municipal tenha emanado indicações para a prática daqueles atos, lamentando que se tenham retirado esse tipo de conclusões, porque em parte alguma da posição que foi por si tomada, e aqui expressa, é indicado que qualquer um dos eleitos tem o que quer que seja de culpa neste tipo de ações, pretendendo, outrossim, que seja apurada a verdade e defendido o bom nome do Município, dos eleitos e dos trabalhadores, afastando as sombras que a situação causa.

 

O vereador Manuel dos Santos transmitiu que respeita muito o direito à greve e o respeito ao trabalho e feitas que já foram algumas considerações sobre tomadas de posição, referiu que respeita as decisões políticas ou não políticas de todos e, no caso em concreto, abstém-se na decisão a tomar, embora discordando dos atos praticados. O vereador Manuel dos Santos absteve-se na decisão.

 

O vereador Miguel Cardia disse, que embora não o podendo afirmar, parece-lhe que os atos praticados terão sido uma consequência da greve, sendo que as palavras proferidas pelo Presidente o levaram a refletir que terão sido consequência de todo um percurso de achincalhamento das pessoas e dos seus direitos, que por vezes as levam a tomar atos irrefletidos.

Repudiou a situação mas, não tendo havido danos patrimoniais ou contra terceiros, a sua consciência diz-lhe não haver necessidade de abrir um inquérito ou um processo de averiguações para tomada de decisões, pelo que votou contra.

 

A vereadora Gabriela Santos absteve-se na tomada de decisão.

 

Realização de Evento “TAPAS E COMPANHIA, PROMOVIDO PELO GRUPO DE SEVILHANAS DE BENAVENTE – apoio:

 

O executivo camarário deliberou, por unanimidade, prestar o apoio solicitado pelo Núcleo de Sevilhanas da Associação Desportiva e Cultural de Benavente para a realização do evento denominado “Tapas & Companhia” destinado a dinamizar o espaço do Jardim do Coreto, em Benavente, a ter lugar no dia 16 de junho:

 

INAUGURAÇÃO DO NOVO QUARTEL DA ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE SAMORA CORREIA:

 

O executivo camarário endereçou os parabéns à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Samora Correia pela inauguração do seu novo quartel,

 

Segundo o vereador José da Avó: “é uma infra-estrutura que obviamente será muito importante para aquele Corpo de Bombeiros e para o Município de Benavente, enquanto estrutura de apoio a todas as ações de socorro que se mostrem necessárias não só no concelho, como também nos limítrofes.

Cumprimentou aquela Associação pelo esforço, dedicação e empenho que sempre demonstraram naquela construção e nas dificuldades que passaram para a conseguir, e que com esta inauguração viram satisfeito o seu sonho de alguns anos a esta parte.

 

A vereadora Ana Casquinha afirmou, que quando os homens sonham e lutam, por vezes em detrimento da sua vida pessoal e familiar, para que uma obra se possa concretizar, ela realmente concretiza-se, sendo que houve muita gente que, durante este percurso que foi penoso, trabalhou intensamente, havendo que reconhecer publicamente que essas pessoas foram importantes na vida daquela Associação, que no fundo é formada por indivíduos que muitas vezes dão a própria vida para salvar outras vidas humanas.

Disse, que apesar dos bombeiros realmente existirem para servir, deixa a preocupação de que aquela Associação, como tantas outras no País que têm uma ação meritória, vive atualmente um dos momentos mais dramáticos na história dos bombeiros portugueses e que, mais uma vez, tem a ver com as contingências financeiras de Portugal.

Desejou sinceramente à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Samora Correia, assim como a todas outras corporações de bombeiros pelo País fora, que consiga passar por cima das dificuldades financeiras que vão enfermando a atividade daquelas associações e que, no fundo, possam continuar a lutar pelas vidas humanas e a corresponder às necessidades das populações, função que o Estado cumpre através da boa vontade do voluntariado de muitas mulheres e muitos homens portugueses, que abdicam do seu tempo com a família e do seu lazer para poderem ter esta atividade, que o Estado aproveita da melhor forma, preocupando-se muito pouco com as necessidades.

 

O vereador Carlos Coutinho associou-se referiu a propósito que a obra contou com o esforço de muita gente, é muito digna e, não sendo luxuosa, é acima de tudo uma obra funcional e que, seguramente, vai permitir uma grande operacionalidade, dado que nela estiveram envolvidos também indivíduos com saber acumulado, experiência e grande dedicação aos bombeiros.

Disse, que esteve presente também uma grande vontade e esforço por parte da Câmara Municipal, nas verbas significativas e nos terrenos que foram disponibilizados para os bombeiros, tendo havido um envolvimento muito forte de todos para que efetivamente se concretizasse aquele projeto.

Deixou o excelente exemplo do Eng.º Mário Jorge, pessoa que sendo residente em Salvaterra de Magos e estando já aposentado, tal como foi referido na sessão inaugural, teve o grande gesto de concretizar o acompanhamento da obra até ao final, crendo que muito do trabalho que lá está e da forma que se apresenta, tem também o seu contributo.

 

Todo o executivo endereçou os parabéns a todos os que efetivamente contribuíram para que aquela obra se concretizasse.

REUNIÃO COM OS ALUNOS DA UNIVERSIDADE SÉNIOR – PÓLO DE SAMORA CORREIA:

 

O vereador Carlos Coutinho informou, que participou numa reunião com os alunos da Universidade Sénior - Polo de Samora Correia, com o objetivo de poder equacionar o futuro no que diz respeito às instalações.

Recordou, que em termos de planeamento para Benavente, a Câmara Municipal tinha uma situação que se concretizou com o Centro Cultural, sendo que em Samora Correia fora estabelecido o diálogo com a Pluricoop e obtido o acordo no sentido de a Universidade Sénior poder ser instalada na área social da loja daquela entidade.

Contudo, face à evolução da situação económica do País, a Pluricoop entrou em processo de falência, não tendo sido possível concretizar aquela possibilidade.

Observou, que a Câmara Municipal sempre tratou da mesma forma quer a população de Samora Correia, quer a de Benavente, proporcionando-lhes as mesmas condições, mas efetivamente o importante vértice da Universidade Sénior em Samora Correia não usufruiu das melhores condições em termos de espaço físico, partilhando um conjunto de equipamentos, alguns deles com algumas dificuldades.

Deu conta, que teve oportunidade de transmitir que, no momento, a Câmara Municipal não tem disponibilidade financeira para equacionar a recuperação de algum dos edifícios que foram propostos ou a concretização dum projeto de raiz.

Naquele quadro, procurou identificar alguma solução, e estando desativada a escola do primeiro ciclo, no Porto Alto, foi aquele edifício disponibilizado aos responsáveis da Universidade Sénior, para poder servir em permanência e em exclusivo o Pólo de Samora Correia.

Referiu, que após ampla discussão, os alunos estão divididos quanto à solução, na medida em que se alguns entendem que a possibilidade de utilização do edifício do Porto Alto dever-se-ia concretizar de imediato, porquanto oferece as condições necessárias para o funcionamento do Pólo da Universidade, outros preferem continuar em Samora Correia, ainda que nas condições em que atualmente funciona.

Acrescentou, que teve oportunidade de transmitir que uma vez que não há consenso, cumpre aos responsáveis da Universidade Sénior tomarem as suas decisões, sendo que pela parte da Câmara Municipal qualquer uma delas é válida, embora o Executivo tenha consciência de que um projeto como a Universidade Sénior ficará sempre melhor se tiver instalações próprias, porquanto pode fomentar valores importantes como os afetos, o convívio e a confraternização.

 



publicado por Noticias do Ribatejo às 21:21
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