NOTICIAS DO RIBATEJO EM SUMARIO E ACTUALIZADAS PERIODICAMENTE - "A Imparcialidade Na Noticia" - UMA REFERÊNCIA NA INFORMAÇÃO REGIONAL -
Sexta-feira, 30 de Abril de 2010
TORRES NOVAS-Balanço e Apresentação de Iniciativas
Envolvendo 429 crianças e jovens, 31 escolas e mais de 70 professores, os projectos EmpCriança e EmpreEscola, implementados pela Nersant no distrito de Santarém, constituem uma das maiores manifestações de empreendedorismo do país. Com o objectivo de fazer o balanço e a apresentação das iniciativas ligadas a estes projectos, que serão realizadas até ao final do ano lectivo, a Nersant convida-o a estar presente nesta Apresentação que se irá realizar no próximo dia 06 de Maio, pelas 17h00, na sede da associação, em Torres Novas


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BENAVENTE-Deliberações e outros assuntos que passaram pela reunião privada da Câmara Municipal no dia 26 /04/2010

Deliberações e outros assuntos que passaram pela reunião privada da Câmara Municipal no dia 26 /04/2010 TRANSPORTE EM AMBULÂNCIA PARA O SAP: O executivo camarário tomou conhecimento da informação emitida pela Unidade de Cuidados de Saúde de Benavente que foi afixada no SAP e distribuída aos Médicos e Administrativos. “AVISO” Transporte em Ambulância para o SAP Só haverá direito ao pagamento de transporte em ambulância, de utentes que vierem ao SAP, mediante justificação clínica de situação urgente pelo médico do SAP.” INVESTIMENTO NO ABASTECIMENTO DE ÁGUA EM BENAVENTE E SAMORA CORREIA: O executivo camarário tomou conhecimento da informação emitida pela empresa Intermunicipal “Águas do Ribatejo”, que a seguir transcrevemos: “As Águas do Ribatejo adjudicaram a empreitada de Execução do Subsistema de Abastecimento de Água de Benavente/Vale Tripeiro/Samora Correia à Sociedade Oliveiras SA, pelo valor de 4.376.935,65 Euros + IVA. A obra deverá iniciar-se em Maio e tem um prazo de execução de 210 dias, prevendo-se a sua conclusão no primeiro trimestre de 2011. Por considerarem uma informação de interesse público ansiada por cerca de 25 mil pessoas que vivem e trabalham no município de Benavente, apelam à divulgação da nota de imprensa e colocam os seus serviços à disposição para qualquer esclarecimento adicional”. HOMENAGEM A CT1DT MÁRIO PORTUGAL LEÇA FARIA – PEDIDO DE APOIO (Associação de Radioamadores do Ribatejo) – DIA 6 DE JUNHO: O executivo camarário deliberou, por unanimidade, prestar o apoio logístico solicitado pela Associação de Radioamadores do Ribatejo para a realização da homenagem a CT1DT Mário Portugal. Assim, serão cedidas as instalações do Cine-Teatro na data e para a finalidade pretendida. Mais foi deliberado, igualmente por unanimidade, que a Câmara Municipal se associe à homenagem a Mário Portugal, enquanto membro da Comissão Municipal de Protecção Civil, através da atribuição de uma medalha municipal, devendo o processo em causa ser acompanhado pelo Vereador Miguel Cardia, em colaboração com os serviços. Outras informações em: www.ct1arr.org PROTOCOLO DE PARCERIA NO ÂMBITO DE UMA PROPOSTA PARA A CRIAÇÃO DE UM CENTRO DE APOIO FAMILIAR E ACOMPANHAMENTO PARENTAL (CAFAP): O executivo camarário deliberado por unanimidade aprovar a minuta do supracitado protocolo e autorizar o Presidente da Câmara Municipal a outorgar no mesmo. A Associação PAR – Respostas Sociais intervém, no concelho de Benavente, ao nível da prevenção primária das toxicodependências, através do Projecto “Liga-te”. O seu público-alvo é os alunos da Escola EB 2,3 João Fernandes Pratas e os alunos de CEF da Escola Secundária de Benavente. Este projecto surge do diagnóstico de necessidades elaborado entre a Rede Social do concelho de Benavente e o Centro de Respostas Integradas do Ribatejo. Tendo em vista a apresentação duma proposta de Acordo de Cooperação ao Centro Distrital da Segurança Social de Santarém para a criação, no concelho de Benavente, dum Centro de Apoio Familiar e Acompanhamento Parental… PROTOCOLO DE PARCERIA (…) CLÁUSULA PRIMEIRA (Objecto) O presente protocolo define as formas de colaboração entre a PAR e a C.M. de Benavente, tendo em vista a intenção de apresentação de uma Proposta/Projecto de Acordo de Cooperação ao Centro Distrital da Segurança Social de Santarém de um Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (CAFAP), Resposta Social, vocacionada para o estudo e prevenção de situações de risco social e para o apoio a crianças e jovens em situação de perigo e suas famílias, concretizado na sua comunidade, através de equipas multidisciplinares. (…) REDE SOCIAL/PROJECTO DE INTERVENÇÃO PRECOCE: PROTOCOLO ENTRE O MUNICIPIO DE BENAVENTE E O CENTRO DE RECUPERAÇÃO INFANTIL DE BENAVENTE: O executivo camarário deliberou, por unanimidade, aprovar a minuta do supracitado protocolo e autorizar o Presidente a outorgar no mesmo. PROTOCOLO ENTRE O MUNICÍPIO DE BENAVENTE E O CENTRO DE RECUPERAÇÃO INFANTIL DE BENAVENTE, PARA APOIO A CRIANÇAS DOS 0 AOS 6 ANOS DE IDADE, NO ÂMBITO DA TERAPIA DA FALA: (…) O apoio às crianças que integram o Projecto de Intervenção Precoce será prestado por um terapeuta da fala, cuja área de intervenção incidirá sobre os seguintes aspectos: - Diagnóstico e intervenção ao nível das perturbações da linguagem, fala, voz e comunicação, nomeadamente: perturbação articulatória, gaguez, disfonia, etc. Cláusula II (Destinatários) Serão abrangidas pelo presente Protocolo as crianças até aos 6 anos de idade, especialmente dos 0 aos 3 anos de idade, com deficiência ou em risco de atraso grave de desenvolvimento global ou específico. Cláusula III (Contratação) O presente Protocolo destina-se à contratação de um técnico a tempo inteiro, 50% para as crianças integradas no Projecto de Intervenção Precoce e 50% para as crianças sinalizadas pela comunidade escolar e caberá ao Centro de Recuperação Infantil de Benavente essa responsabilidade. Cláusula IV (Encargos) Compete à Câmara Municipal assumir os encargos resultantes do presente Protocolo, transferindo mensalmente, para o Centro de Recuperação Infantil de Benavente, os valores correspondentes a: 1.367,80 € (vencimento dum técnico superior a tempo inteiro) + 21 dias = 88,41 € (subsídio de alimentação) + 26,80 € (seguro) + 273,56 € (segurança social) + subsídio de férias + subsídio de Natal. (…) REUNIÃO: SISTEMA INTEGRADO DAS REDES DE EMERGÊNCIA E SEGURANÇA DE PORTUGAL: O vereador Miguel Cardia comunicou ter participado numa reunião realizada em Lisboa, na passada quinta-feira, 22 de Abril, com o Eng.º Carlos Machado, Director da Unidade de Missão do SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal), do Ministério da Administração Interna. Referiu que a citada reunião teve como assunto, a possibilidade de adesão da Câmara Municipal de Benavente, designadamente, o Serviço Municipal de Protecção Civil à rede integrada do SIRESP. Comentou que o primeiro contacto estabelecido com a Câmara Municipal ocorreu no ano de 2007, quando foi solicitada autorização para instalação de duas antenas nos Postos da GNR de Benavente e Samora Correia e, curiosamente, quando a Câmara Municipal manifestou a intenção de aderir ao sistema de comunicação digital via rádio foi dada resposta afirmativa e que se devia obedecer ao princípio do utilizador/pagador. Assim, houve necessidade de realizar a reunião para tentar perceber a situação, dado que anteriormente se tinha solicitado através de ofício para levarem em consideração o facto de existirem duas antenas instaladas na área do Município, uma das quais em área do domínio privado municipal. COMEMORAÇÕES DO “25 DE ABRIL” – BALANÇO: A vereadora Gabriela dos Santos informou que, de uma forma geral, os espectáculos integrados nas comemorações do “25 de Abril” tiveram uma grande adesão por parte da população. Referiu que na passada sexta-feira, dia 23, os grupos internacionais de folclore suscitaram agrado junto das crianças, dado que o grupo da Turquia realizou um workshop junto dos alunos do Centro Escolar de Benavente, que trouxeram os pais para o espectáculo realizado à noite no Cine-Teatro, registando-se que o mesmo foi muito participado e agradável. O vereador José d’a Avó felicitou todas as colectividades e entidades que se associaram às comemorações do “25 de Abril, bem como a boa participação nas iniciativas. A vereadora Ana Casquinha comentou que muitas crianças e jovens não sabem o significado do “25 de Abril” nem conhecem os seus momentos históricos, pelo que considerou importante a transmissão da mensagem dos ideais de Abril que terão de continuar vivos nas próximas gerações. Sugeriu ainda que se possa equacionar a descentralização da sessão solene. O Presidente referiu a propósito que a metodologia que tem sido procurada para elaboração dos programas das comemorações do “25 de Abril” pode e deve merecer reparos e até propostas de reformulação. Aquela programação tem sido resultado de um trabalho conjunto das Juntas de Freguesia, das colectividades e da Câmara Municipal, pelo que talvez seja necessário envolver também as escolas naquela comissão para se obter os resultados desejáveis. Relativamente à descentralização da sessão solene, opinou que tal medida deverá ser tomada em altura própria, ainda que defenda como mais sensato, que a sua eventual realização se possa repartir pelos dois grandes núcleos populacionais de Benavente e Samora Correia, designadamente, pelas condições dos edifícios municipais existentes. REUNIÃO COM A ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA E CULTURAL DE BENAVENTE: O Presidente deu conhecimento da reunião realizada com a Associação Desportiva e Cultural de Benavente e informou que Benavente foi contemplada para a fase final do campeonato nacional de infantis, a realizar entre 17 e 20 de Junho. A ADCB pretendeu saber da disponibilidade da autarquia para assinar um protocolo com a Federação Portuguesa de Andebol, com a Associação de Andebol de Santarém e com a própria associação local, tendo respondido que a Câmara Municipal não fazia questão de figurar no protocolo, por entender que o seu papel nesta acção se resume a apoiar a iniciativa. Contudo, a ADCB entendeu por bem, sem qualquer custo adicional para a Câmara Municipal, que a autarquia subscrevesse o respectivo protocolo. Acrescentou que a ADCB tinha solicitado a cedência do pavilhão gimnodesportivo e a utilização do refeitório escolar para, eles próprios, poderem confeccionar as refeições, com o necessário acompanhamento de um funcionário do município, sendo que a associação assumirá os encargos com os produtos para a confecção das refeições. APROVAÇÃO DAS CONTAS DA EMPRESA ÁGUAS DO RIBETEJO: O Presidente informou que as contas da empresa intermunicipal Águas do Ribatejo foram aprovadas e que o resultado do exercício se aproxima de 50 mil euros. Acrescentou que não haverá distribuição de dividendos e que os impostos a pagar ao Estado rondam os doze mil euros. O fiscal único, quando questionado, afirmou parecer-lhe que a empresa tem condições de poder responder às questões objecto de preocupação e que se prendiam com a necessidade futura de um eventual ajustamento do tarifário para valores muito elevados para responder àquilo que eram as necessidades de financiamento da empresa. O fiscal afirmou ainda que entende, que se ocorrer a reforma da contabilidade, conforme se espera, que muitos dos actuais proveitos diferidos passarão a ser activos da própria empresa e, como tal, a tendência será para melhorar os resultados, ainda que, tenha de haver um grande esforço financeiro para fazer face aos encargos financeiros, nomeadamente de amortizações e juros, que irão surgir, fruto do grande investimento que vai ser realizado até 2013



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RIO MAIOR -Centro de Estar de Assentiz comemorou Dia da Mãe


 
Realizou-se, no dia 29 de Abril, no Centro de Estar de Assentiz, uma pequena comemoração do Dia da Mãe.
 
Este convívio envolveu os utentes deste Centro, que apresentaram várias récitas do seu conhecimento, poemas de Carlos Drummond de Andrade, Sebastião da Gama, Alberto de Oliveira, um excerto de “A invenção do dia claro”, de Almada Negreiros, provérbios, a história do Rei Salomão e a fábula da águia e da coruja, tudo alusivo à temática da mãe e do amor de mãe.
 
Os utentes dos Centros de Estar de Arrouquelas, Arruda dos Pisões, Azinheira, Malaqueijo, São Sebastião e Vila da Marmeleira vieram assistir, assim como, as crianças do Jardim-de-infância de Assentiz. Estiveram também presentes, a Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Rio Maior, Sara Fragoso, a Presidente de Junta de Freguesia de Assentiz, Amélia Simão, e os Presidentes das Juntas de Freguesia de Arrouquelas, Rio Maior e Vila da Marmeleira (Mário Pião, Filipe Santana Dias e Edgard Carriço, respectivamente).
 
Esta iniciativa resultou do trabalho de Animação e Dinamização dos Centros de Estar, que tem vindo a ser realizado pela Câmara Municipal de Rio Maior desde Janeiro de 2009 e que visa a promoção do bem estar dos seniores, a valorização dos seus conhecimentos, da sua experiência de vida e acima de tudo envolvê-los na própria dinâmica e animação. Uma comunidade com seniores activos e participativos é uma comunidade socialmente mais rica.
 
Para finalizar este encontro, de várias gerações e Freguesias, realizou-se um lanche convívio, oferecido pela Junta de Freguesia de Assentiz.
 



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RIO MAIOR - Comemorações do “25 de Abril” em Rio Maior

Universidade Sénior “Cantou Abril” no Cineteatro A fechar as Comemorações do “25 de Abril”, o Município de Rio Maior, através da Universidade Sénior (USRM), levou a efeito um espectáculo intitulado “Cantar Abril”, realizado a 28 de Abril no Cineteatro.

 

O evento iniciou-se com a projecção de um vídeo alusivo ao Dia da Liberdade, com imagens do dia 25 de Abril de 1974, acompanhadas de um poema de Manuel Alegre.

 

No espectáculo apresentado pela professora da USRM, Manuela Dâmaso, a Vereadora Sara Fragoso falou sobre as Comemorações do “25 de Abril” em Rio Maior. “Quisemos inovar! E penso que estas Comemorações reflectem a forma de como encaramos a efeméride: um dia de libertação de todo um povo”, afirmou a autarca. Dirigindo a suas palavras ao Capitão de Abril, Coronel Marques Júnior, a Vereadora da Cultura declarou que “o Coronel é símbolo de uma luta justa, de uma luta de um militar contra a sua hierarquia e da hierarquia contra a ditadura que nela assentava”.

 

De seguida, a Directora da USRM, Bernardete Maurício, recordou a luta dos portugueses e dos heróis de Abril pela liberdade e pela democracia, manifestando a vontade de que todos recordassem “o dia em que se lançaram pombas brancas e que se cantaram hinos de esperança”. A Rui Andrade, membro do Núcleo Coordenador da USRM e Vice-Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior, coube a tarefa de apresentar o orador desta noite: o Capitão de Abril, Coronel Marques Júnior.

 

O Coronel Marques Júnior deu o seu testemunho ao presentes sobre a sua experiência pessoal, as razões que levaram os militares a envolverem-se na luta pela liberdade, os preparativos para a revolução, o Dia da Liberdade e o pós-25 de Abril.

 

“O 25 de Abril parece que foi uma coisa muito fácil porque fizemos uma revolução sem dar um tiro, fizemos uma revolução em que o símbolo é o cravo, fizemos uma revolução que é considerada internacionalmente como um dos movimentos que mais importância teve no aparecimento de outras democracias desde a América Latina a Africa (…) mas nós tivemos também muita sorte porque os nossos adversários eram muito mais do que nós”, confessou o Capitão de Abril. A terminar a sua palestra, o Coronel afirmou ser “muito bonito comemorar o 25 de Abril todos os anos” ressalvando que “o 25 de Abril deve ser comemorado todos os dias, cumprindo Abril”.

 

Após a palestra proferida pelo Capitão de Abril, deu-se início ao espectáculo com os alunos da USRM a declamarem dois poemas alusivos à Revolução dos Cravos. A declamação poética terminou com Bernardete Maurício e Manuela Dâmaso a apresentarem um poema de Manuel Alegre. A finalizar, o Coro da Universidade Sénior de Rio Maior, dirigido pela Directora da instituição, presenteou o público com um reportório essencialmente composto pelas músicas mais marcantes do “25 de Abril”. Zeca Afonso, Manuel Alegre, Manuel Freire e Ermelinda Duarte foram alguns dos autores recordados pelos alunos nesta noite comemorativa. Assistiram ao “Cantar Abril” o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior, João Castro, e o Juiz da Comarca de Rio Maior, João Carreira.



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CARTAXO-COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA NO CONCELHO DO CARTAXO
Desfile de carros alegóricos de cada uma das freguesias do concelho, recuperam tradição da Festa do Trabalho. No próximo dia 1 de Maio terá lugar mais uma das iniciativas integradas nas Comemorações do Centenário da República, no concelho do Cartaxo. A abrir o desfile de campinos na cidade, que terá início às 10h30, estarão os carros alegóricos de cada uma das freguesias do concelho, com motivos alusivos a profissões e ofícios ligados à história e cultura do Cartaxo.


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CARTAXO-Luís Ramos – o “rei” dos Joanicas


 
O único armazenista de vinhos do concelho do Cartaxo foi o convidado da 23.ª edição das Conversas na Taberna. Luís Ramos, de 82 anos, foi ao longo de mais de 30 anos um dos grandes impulsionadores dos Joanicas e a ele se deve a qualidade que sempre prestigiou os néctares desta sociedade.
 
É ao vinho que Luís Ramos deve muitas das grandes emoções da sua vida. Para este homem, o néctar de que falamos significa mais do que uma marca de um concelho, mais do que uma presença assídua numa mesa, mais do que a principal fonte de um negócio que ajudou a construir e a fazer crescer. Para este homem, o vinho significa qualidade, significa luta constante, significa vitória.
 
Luís Ramos, de 82 anos, é hoje o único armazenista do concelho do Cartaxo. E o que mais o preocupa neste momento “é ver que a juventude não entra na vida dos vinhos. E a comercialização vê-se, por exemplo, nos livros das promoções da semana – vinho espanhol: leve seis, pague quatro”.
 
O gosto pelos produtos da terra herdou-o da família. Desde pequeno que foi envolvido nos trabalhos do campo – nas férias do Natal, o pai introduzia-o na poda das vinhas; nas férias da Páscoa, as suas delicadas mãos tornavam-se ásperas pelo uso da enxada nas tarefas da cava.
 
“Aprendi todos os serviços da agricultura. Uma vez ganhei um yo-yo por andar a tirar as ervas das favas. E lembro-me de outra vez em que eu e o meu pai cavámos uma vinha inteira em dois dias e meio. Agora, nas horas vagas, vou para a minha horta, tenho alfaces, favas, feijão. Gosto de ter aquelas coisas criadas por mim”.
 
Não foi dos alunos mais brilhantes da escola, mas sempre esteve entre os melhores especialistas de vinho do concelho. Os pais conseguiram pagar-lhe os estudos no Colégio Marcelino Mesquita com o dinheiro que recebiam aquando da venda do vinho. “Cem escudos no primeiro ano, cento e vinte no segundo, cento e quarenta no terceiro e cento e sessenta no quarto. Um aumento de vinte escudos por ano era muito, naquela altura”.
 
Era o campo que dava sustento a muitas famílias. Além de produtor de vinho, o seu pai era reconhecido localmente como “um bom gadanheiro. Ele ganhava trinta escudos por dia a ceifar com uma gadanha, enquanto outros só ganhavam dez. Era um trabalho muito bem pago”.
 
Quando acabou o curso, aos 16/17 anos, Luís Ramos trabalhou uns tempos numa caldeira de destilação de aguardente, na Avenida João de Deus, a ganhar 350 mil réis. Depois, foi para o Grémio da Lavoura e posteriormente, arranjou trabalho em Lisboa, por intermédio de um tio, como ajudante de despachante no transporte de militares. “Ganhava um conto de réis por dia, era um ordenadão”.
 
Regressou entretanto ao Cartaxo, ficando novamente a trabalhar no Grémio da Lavoura. Como dactilografava rápido e bem, respondeu a um anúncio da Câmara Municipal. Foi o único concorrente e entrou para a instituição. Mais tarde, com o falecimento do sogro, Luís Ramos acabou por solicitar uma licença ilimitada à autarquia, para exercer funções na sociedade Joanicas do Cartaxo. 
 
Tornou-se um especialista dos vinhos, na comercialização e na produção. Muitos dos prémios atribuídos a vinhos da sociedade Joanicas a ele se devem. E se as memórias forem curtas, a imprensa é testemunha desse sucesso. Por exemplo, a edição do Diário de Notícias de 9 de Outubro de 1993 dedica uma página aos néctares Joanicas, designadamente ao Cabernet Sauvignon, merecedor de um primeiro prémio nacional. Já O Povo do Cartaxo, na sua edição de 6 de Julho de 1995, designa Luís Ramos como “um dos melhores narizes nacionais para o vinho”.
 
“Nunca alinhámos em comprar vinhos baratos, porque desprestigiavam o nome do Cartaxo. Junto dos pequenos produtores tinha sempre a porta aberta. E ia também a Palmela, a Almeirim, ao Alentejo. Onde eu descobria um vinho bom, eu comprava, mesmo se fosse caro. Os produtores tinham gosto em vender aos Joanicas. Eu arranjava um conjunto de vinhos de excelente qualidade e combinava-os. Por vezes eram melhores juntos que sozinhos. E a verdade é que quando os vinhos andavam em baixo de forma, nos anos 80, nós continuávamos a ganhar prémios”.
 
Não tirou curso, mas fazia o papel de enólogo. “Provava o vinho, às vezes não estava bebível, mas eu idealizava e via que com o calor e o tempo ia ser um óptimo vinho”. Até hoje nunca se enganou. “Talvez tenha uma intuição”.
 
Talvez tenha sido essa intuição que o levou a apostar na sua “menina dos olhos bonitos” – a Aguardente Rainha dos Joanicas. É a história que está por trás da criação da marca desta aguardente que Luís Ramos elege como um dos episódios mais intensos da sua vida na sociedade Joanicas.
 
Comprou dez cascos de aguardente no Bombarral, “para experimentar” e o sucesso foi logo imediato. Os maiores problemas surgiram no registo da marca. “A Junta do Vinho não aceitava o nome, mas o que nós queríamos dizer era que esta aguardente era a rainha dos Joanicas, não a rainha de todas as aguardentes. A Junta não aceitava e então pus um advogado contra a Junta – foi um risco muito grande, porque era a Junta que fiscalizava os armazenistas – mas ganhei a causa”.
 
Aqui, como noutras batalhas, Luís Ramos tem sido “um grande lutador”. E o Cartaxo agradece. 
 



publicado por Noticias do Ribatejo às 13:58
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ARTIGO DE OPINIÃO- SER MAÇON: UMA QUESTÃO DE LIBERDADE

Por: Anabela Melão

 

Alguns leitores têm manifestado alguma curiosidade sobre o que é a Maçonaria. O que é. Quem a ela pertence. O que visa.

Achei interessante o desafio. Assim, não pretendendo maçar-vos com textos extensos e pouco perceptíveis, vou “iniciar-vos” com algumas ideias gerais. Dependendo do vosso interesse, “juro” que se seguirão outras crónicas.

 

Dado que é a primeira vez que me “revelo” maçon para a minha família de sangue, dedico-lhes estas palavras. Aqui vai, Vale de Cavalos. Ao meu avô que vive, no lado de lá, ao “Oriente Eterno”.

 

 Começo por dizer que falo de Maçonaria, na visão que tenho dela. Nenhum maçon, a não ser que devidamente mandatado para tal, se assume como porta-voz dos seus irmãos. É uma postura pessoal, como o são todas as posturas dos maçons: livres, pessoais e intransmissíveis. Daí o “segredo” de que tanto se fala.

 

Que mais não é do que a forma interiorizada, espiritualizada como cada maçon vive, a cada dia, a sua “iniciação” e o seu “aprendizado”. Da “pedra bruta” que é quando, neófito, se entrega ao trabalhá-la, para o resto da sua vida, numa linha contínua de aperfeiçoamento e melhoramento, até à “pedra polida”. Posso, como apaixonada por História, mencionar-vos o papel que desempenhou na História do Mundo na implantação de uma comunidade que se rege pelas máximas da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade (o lema adotado pelos insurgentes durante a Revolução Francesa).

 

Posso, como cidadã, esclarecer-vos que não se trata de uma sociedade secreta, mas sigilosa ou discreta, dependendo da forma mais ou menos livre com que cada maçon assume (ou não) que o é. Tudo depende dos tempos. Em liberdade ou em ditadura, assumir que se é maçon é já, de per si, um acto de liberdade.

 

Digo-vos que nenhuma ditadura (muito menos o Estado Novo, já que se comemora, também Abril) foi complacente com os maçons, porque estes antagonizam, como livres pensadores que são, os poderes instituídos. O secretismo, esse está e esteve sempre directamente relacionado com a maior ou menor Liberdade em que o país vive em cada momento da sua História.

 

A Maçonaria foi secreta quando perseguida pela Inquisição, por Pina Manique ou durante o período que opôs liberais a miguelistas. Voltou a ser secreta quase cem anos depois com a ditadura do Estado Novo.

 

Foi “secreta” sempre que a Liberdade perigou. Posso, como jurista, dizer-vos que é uma ordem com regras próprias, a que apenas adere quem é convidado por maçons que detém a qualidade de mestres e que apenas quem possui tal “grau” se pode assumir como tal.

 

Posso, como maçon, confirmar-vos que não é uma religião, mas uma ordem iniciática pautada por valores e princípios que transcendem a mera crença num Deus, que, consoante a religião de cada maçon ou até para os agnósticos e ateus, acredita na existência de uma entidade superior, a que chamam o “Grande Arquitecto do Universo”.

 

 

Posso, por fim, como co-fundadora da Academia de Estudos Laicos e Republicanos (fundada por “sete” “Irmãos”), trocar impressões sobre o modo como influenciou os destinos do nosso País, sobretudo num ano em que se comemora a República: um sonho (também) de maçons. Nas vésperas de 1910, ser-se republicano significava ser civicamente activo e ser-se pela democracia de opinião por oposição ao Estado centralizado na figura do rei.

 

 Por isso, muitos republicanos eram maçons e outros tantos carbonários (o “braço armado” do movimento republicano). A estrutura funcional da Maçonaria de antanho era idêntica à de hoje, na forma de trabalhar. Em 1910, a Maçonaria estruturava-se em “Lojas” e “Triângulos”, dispondo o Grande Oriente Lusitano Unido de órgãos específicos com carácter legislativo, executivo, judicial e ritual. Eram locais privilegiados de debate, contribuindo para que a República fosse encarada como uma alternativa ao regime monárquico.

 

Discutiam temas de interesse nacional, focando-se no sistema de ensino, na organização política e económica do país, com enfoque nas matérias de carácter social: a pobreza, o divórcio, os horários de trabalho, a assistência médica pública, o movimento operário ou o analfabetismo.

 

 Os maçons, tratando-se por “Irmãos”, possuíam uma estrutura piramidal, tendo na base as “Lojas” azuis, incluindo os “graus” de “aprendizes”, “companheiros” e “mestres”. Era na faixa litoral que se concentrava o maior número de Lojas, onde o Porto, Coimbra e Leiria, possuíam uma actividade maçónica significativa, mas era sobretudo Lisboa que projectava a politização nacional, com reflexos directos naquele que viria a ser um marco (outro) de LIBERDADE: o 5 de Outubro.

 

 


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ALMEIRIM-Encontro de culturas

Durante os dias 22 a 25 de Abril de 2010 estiveram presentes no concelho de Almeirim 7 grupos folclóricos internacionais que permitiram um conhecer de culturas e de ideias muito interessantes para quem esteve envolvido nesta organização como foi o meu caso. Esta actividade envolveu toda a comunidade dado que fizemos diversas visitas a várias instituições do concelho, apenas foi possível realizar com o apoio das entidades oficiais como a Câmara Municipal de Almeirim e respectivas Juntas de Freguesia e Governo Civil. Estiveram presentes, e colaboraram de uma forma estreita com a organização vários Ranchos Folclóricos de todo o concelho como o Rancho de Benfica (Principal organizador), Rancho da Velha Guarda de Almeirim, o Rancho da Raposa, o Rancho Adulto das Fazendas de Almeirim e o Rancho de Paços Negros. Todos os Ranchos trouxeram um pouco de alegria e animação às ruas de Almeirim, senão vejamos, os Gregos apareceram com a sua magia e experiencia, o grupo Lituano era extremamente jovem e irreverente, o grupo da Bulgária apareceu com o seu rigor, o grupo Turco passeou todo o seu exotismo, o grupo Polaco apresentou toda a sua espontaneidade, o grupo escocês realçou a sua sonoridade e o grupo Ucraniano presenteou os espectadores com todo o seu profissionalismo e encanto, sendo mesmo o grupo mais aplaudido. Durante o evento esteve aberta uma exposição sobre os países que nos visitaram durante este festival. Este é sem dúvida o 3 evento cultural da cidade de Almeirim, apenas conseguiu-se realizar devido à forte envolvência de todos, o que prova que a união faz a força e apenas com todas as forças vivas a puxarem para o mesmo lado, independentemente da preferência partidária ou clubista se consegue colocar em prática a famosa frase de Fernando Pessoa ‘Deus quer, O homem sonha, a obra nasce’. O mais importante desta actividade foi a grande adesão dos Almeirinenses a esta iniciativa, o que permitiu também projectar Almeirim além Fronteiras. Diremos presente a uma próxima edição, esperando contar uma vez mais com todos os Almeirinenses.

 Por: Paulo Mendes da Paz



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TLVT e Médio Tejo juntos para dinamizar sector
A Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (TLVT) firmou um acordo de parceria com os nove municípios da sub-região do Médio Tejo, para dinamizar o sector naquela zona. Este protocolo vai permitir aos municípios a implementação de sinalização turística, o acesso a uma base de dados da oferta de recursos e produtos turísticos regionais, instrumentos de gestão territorial, acções promocionais, edições turísticas, uma rede de apoio ao empresário e investidor turístico, assim como a planos de formação profissional. O protocolo está inserido na nova filosofia de actuação da TLVT, que contempla a concepção e entrada em vigor do Plano Estratégico da instituição, que visa potenciar dos diversos recursos turísticos dos diversos municípios. Os nove municípios que assinaram o protocolo são Abrantes, Vila Nova da Barquinha, Sardoal, Constância, Tomar, Alcanena, Ferreira do Zêzere, Entroncamento e Torres Novas http://www.opcaoturismo.com/

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SANTAREM-Idália Moniz No Porto para entregar o Premio Maria Candida da Cunha
Trabalhos que se destinguem na area da investigação com impacto na qualidade de vida das Pessoas com Deficiencia. Galardoados investigadores do Dept de Eng Cerâmica e do Vidro da Univ. Aveiro, Fac Psicologia e ciências da Educacao da Univ. Porto e Faculdade Engenharia da Univ. Porto


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COMUNICADO DA "SCUTVIAS"

 

A Scutvias – Autoestradas da Beira Interior, S.A. estabeleceu uma parceria com os Governos Civis dos Distritos atravessados pela A23 na extensão que lhe está concessionada, nomeadamente Santarém, Castelo Branco e Guarda, para a implementação de uma Campanha de Sensibilização para a Prevenção Rodoviária.

 

A apresentação da Campanha teve lugar na tarde do passado dia 28 de Abril, nas instalações do CAM – Centro de Assistência e Manutenção da Scutvias, S.A. na Lardosa (Km 138 da A23) e participações dos Governadores Civis dos Distritos, Senhores Dra. Sónia Sanfona de Santarém, Dra. Alzira Serrasqueiro de Castelo Branco e Dr. Santinho Pacheco da Guarda, Padrinho da Campanha o “Piloto da Guarda” Dr. Francisco Carvalho e Director Geral da Scutvias Eng. Levi Ramalho, tendo sido dado particular relevo ao apelativo mascote para as camadas Jovens de nome “TOPAS”, bem como aos autocolantes apostos nas viaturas.

 

Esta campanha tem o apoio da ANSR – Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.

 

A Campanha desenvolver-se-á num período de 10 meses, com o apoio das autoridades, culminando com o tratamento dos dados estatísticos de um inquérito, por entidade académica relevante e credenciada da região.

 

A estratégia delineada objectiva três temas: o uso do cinto segurança; o excesso de velocidade e a condução sob o efeito de álcool. No final da Sessão, foi apresentado um excerto filmado, com os testemunhos das entidades que efectuaram a apresentação.


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Junta de Freguesia de Alverca decidiu fazer melhoramentos

Num rasgo de criatividade, a Junta de Freguesia de Alverca decidiu melhorar um pouco o estacionamento na antiga Quinta da Vala, em Alverca.

Mãos à obra e lá vão eles a um excelente ritmo quando (e pelo que dizem os moradores) uma senhora de uma das varandas na foto não queria o estacionamento todo feito porque "encostam ali um camião e assaltam-me a casa".

 Consequência: os cantos a 90º no lado esquerdo da imagem. O certo é que a obra parou!

Se é verdade o que dizem, da dita senhora ter forçado a alteração do "projecto" do parque, perdem-se 2 lugares e, a essa senhora digo: Então e o resto de Alverca? E as pessoas que moram nos rés-do-chãos, não correm mais riscos do que a senhora?

Espero que a situação não seja essa.

 Espero que os 2 lugares a menos tenham uma outra explicação, e que a paragem das obras também.

Porque se for mesmo o que os oradores dizem: é uma vergonha para a junta de Freguesia estar a ceder a um capricho de uma senhora, subvalorizando todos os outros moradores.

É que ali 2 lugares de estacionamento fazem muita diferença.... Resta-me dizer-vos que a situação da pastorícia estava a ser resolvida na passada quarta-feira!

 Texto de Pedro Calisto



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Quinta-feira, 29 de Abril de 2010
Montepio Geral devolve verbas à sociedade civil
No ano 2009, a Fundação Montepio recebeu, através do Ministério das Finanças, EUR 421 000,00 (quatrocentos e vinte e um mil euros) resultantes de valores atribuídos, no ano 2007, no âmbito da Lei da Liberdade Religiosa (Consignação Fiscal). Pelo facto de este montante ter sido entregue, pelos contribuintes, ao cuidado e gestão da Fundação Montepio, decidiu esta Instituição de Utilidade Pública devolvê-lo à sociedade civil através da aplicação do referido montante na aquisição de veículos automóveis especiais e adaptados, que, constituindo o que designámos por “Frota Solidária”, apoiarão a actividade de mais 16 instituições particulares de solidariedade social


publicado por Noticias do Ribatejo às 19:24
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SANTAREM- O Deputado António Filipe em Santarém
António Filipe, deputado do PCP na Assembleia da República eleito por Santarém, vai estar no próximo sábado dia 1 de Maio pelas 10.30h, na Travessa de Santa Margarida (junto ao antigo Cinema Rosa Damasceno), uma das zonas afectadas pelo deslizamento das barreiras de Santarém. O deputado do PCP vai ouvir as preocupações dos moradores intimados pela Câmara Municipal de Santarém a demolirem as suas habitações no prazo de 10 dias.


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OURÉM-Carina João, Deputada do PSD pelo distrito de Santarém, criticou a atitude do executivo de não pôr fim aos pontos negros das estradas e ter extinto a Brigada de Trânsito
“Se tivesse um sinal rodoviário para dar ao governo seria o de sentido contrário” Para Carina João as estradas portuguesas continuam a ser uma “fatalidade porque os portugueses continuam numa autêntica guerra civil nas estradas portuguesas”. Segundo a social-democrata “não há distrito neste país que não tenha uma curva da morte, um cruzamento fatal, um ponto onde sistematicamente se ceifam vidas humanas”. A deputada recordou que o relatório entregue na Assembleia dá conta da existência de seis novos pontos negros nas estradas portuguesas, num total dos 53 identificados. Carina João defende que neste momento “não basta dizer que estão a travar o drama. Precisamos de actos concretos e evidentes”. A deputada concluiu a sua intervenção referindo que "se tivesse um sinal rodoviário para dar ao governo nesta matéria, seria o de sentido contrário", criticando a extinção da Brigada de Trânsito, a "única força policial verdadeira vocacionada para a intervenção directa na acção dos condutores".


publicado por Noticias do Ribatejo às 18:39
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TORRES NOVAS - Oportunidades de Negócio na Roménia
A Nersant vai levar a efeito uma sessão de“Oportunidades de Negócio na Roménia”, que se irá realizar no próximo dia 06 de Maio, pelas 14h15, no Auditório Nersant, em Torres Novas.


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SANTAREM- Baile em Pernes
Sábado dia 1 de Maio, música ao vivo, pelas 23 horas, com o grupo Eden, na Sociedade Recreativa Filarmònica Pernense (Música Velha) em Pernes. Org Sociedade Recretiva filaarmónica Pernense (Música Velha)


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SANTAREM-Presidente do ISS rejeita cortes nos apoios sociais
O presidente do Instituto da Segurança Social disse em Santarém que "não é cortando nos apoios sociais que se combate a crise”. Edmundo Martinho defendeu em Santarém que "o combate à crise não pode comprometer o combate à pobreza e à exclusão social”, respondendo a críticas de alguns participantes numa iniciativa coordenada pelo núcleo da Rede Europeia Anti-Pobreza sobre casos que consideram de "falsa pobreza", revela o jornal "O Ribatejo". Um dos mais críticos foi o socialista que preside à Câmara de Almeirim, Sousa Gomes, que dividiu a pobreza em Portugal em "pobres estruturais", "novos pobres" e "falsos pobres" que andam a "falsear o sistema". Em resposta, o presidente do ISS, que integrou a Comissão de Honra do PS nas legislativas, rejeitou por completo a proposta de obrigar os beneficiários do Rendimento Social de Inserção a prestar serviços à comunidade, defendendo em alternativa que “devem ser estimuladas a procurar trabalho remunerado que lhes permita deixar de receber apoios públicos”. “Os pobres e desempregados não podem ser bodes expiatórios de empresas que sabem organizar-se”, disse ainda Edmundo Martinho, deixando críticas a alegados “responsáveis pela crise que continuam a querer estar na crista da onda a procurar ter uma palavra sobre as soluções para o problema que criaram”. http://www.esquerda.net


publicado por Noticias do Ribatejo às 17:08
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ARTIGO DE OPINIÃO-O Ribatejo e as lutas rurais de 1911
Um dos pilares do século XIX português é o Partido Republicano. (O.M.) [...] um partido que tem como programa, única e absolutamente, a substituição do poder executivo do rei pelo poder executivo dum presidente da República, bem se pode dizer que é uma flor singular desabrochada por excepção neste famoso jardim da Europa à beira-mar plantado [...]. O Ribatejo, não só pela sua localização como pelo Tejo — uma das mais importantes «estradas» do País —, tinha contactos estreitos com operários particularmente activos no movimento (fragateiros, carregadores, carroceiros). O seu conhecimento do movimento operário é considerável e possui, desde o início da República, uma tradição de luta entre trabalhadores rurais e lavradores. Associado a estes factos, e contribuindo ainda mais para o seu peso, o Ribatejo, desde o século XIX, tinha uma agricultura de cunho capitalista (cuja expressão mais saliente será a Companhia das Lezírias), com um proletariado agrícola coeso e consciente da sua força e poder reivindicativo. Ambas as partes sabiam com que contar do movimento rural que atravessou o Ribatejo: ambas as partes — proletariado agrícola e lavradores — se conheciam bem, e, por isso, terá havido um aproximar dos extremos: o proletariado não elevou demasiado as suas exigências salariais e os proprietários, ao aceitarem as reivindicações operárias, tomaram uma posição que foram depois mantendo ao longo do ano. Nas lutas rurais de 1911, concelhos há em que o salário reivindicado não vai além dos 240, 300 réis/dia, como é o caso de Santarém, Vale de Figueira, Almeirim, Alpiarça, Casével ou Golegã, com uma pequena amplitude salarial que se verifica entre os períodos do ano de menor e maior trabalho. O capitalismo penetrou muito cedo no Ribatejo porque a viticultura e a horticultura se implantaram, garantindo o emprego permanente, o que levava a que as crises de trabalho não fossem tão frequentes nem tão profundas como no Alentejo. Será este facto — maior garantia de trabalho e concomitante redução do número de trabalhadores eventuais, para além da importância dos seareiros — que explica a reivindicação de um salário mínimo relativamente baixo e a manutenção de baixos valores mesmo nas épocas altas de trabalho. É frequente a reivindicação de que máquinas agrícolas, como as ceifeiras, gadanheiras e outras, só possam ser utilizadas a partir de determinada distância das localidades, como em Casével, onde as ceifeiras e outras máquinas só podem estar nos campos mais afastados. Esta reivindicação assume a maior importância. A consciência do colectivo que ela demonstra torna mais clara o nível de organização que as greves dos trabalhadores rurais têm desde o início e a orientação da sua luta. Esta característica desenvolve-se aquando da 2ª greve de Dez. 1911 e vai contribuir, de forma determinante, para o esqueleto ideológico e a forte unidade de acção, com uma importância decisiva no peso que, durante os 3 ou 4 primeiros anos de República, terá na cena política o sindicalismo rural. A primeira greve dos trabalhadores rurais desenvolveu-se em duas frentes afastadas espacialmente, mas quase coincidentes ao nível temporal. A primeira área abrangeu o vale do Tejo, desde a Chamusca até Lisboa, com o centro em Santarém, e acabou por ser o exemplo das paralisações e das reivindicações apresentadas em todo o País. O que se compreende, já que o distrito de Santarém, para além de deter a primazia por ser a capital, encerrava em si — pela posição junto do rio Tejo, uma importante via de comunicação com Lisboa —, uma interpenetração de proletariado rural e urbano, em que este forçosamente dava um apoio dinâmico e porventura ideológico. Uma das particularidades do movimento ruralista ribatejano é que, na maior parte dos locais, logo na primeira vaga de greves, são os administradores que acabam por compelir os trabalhadores à formação de associações: um grupo de trabalhadores chegava à administração ou à autoridade local e declarava querer apresentar x reivindicações e, caso estas não fossem aceites, entrariam em greve; era-lhes dito que tal não podia acontecer, pois não existia uma associação de classe. O que levou a que se formassem, de imediato, as associações, se nomeassem comissões e a que processo ganhasse uma certa organização (vd. episódios relatados pelo Debate, de Santarém). É vulgar que, nas movimentações maiores, ou onde os grevistas assumem uma postura de maior intransigência, a GNR ou o Exército intervenham e façam prisões (ex. Azeitão, Azinhaga, Coruche, Golegã, Santarém, Reguengos e Vila Franca de Xira). Por regra, os trabalhadores só reagiam quando eram intimidados, ou quando se tentava furar as greves com trabalhadores de fora (ex. Cabrela (Vendas Novas), onde, perante as ameaças do administrador, este foi sequestrado pelos trabalhadores, vendo-se obrigado a fugir por uma janela; ou, Castro Verde, onde o Exército intervém para manter a ordem, pois os trabalhadores locais obstavam a que os ceifeiros algarvios saíssem para o trabalho durante a greve). A repressão e o clima de intimidação mantém-se, assim como o conluio, cada vez mais evidente, entre as autoridades e os proprietários na falta do cumprimento do acordado. As organizações dos trabalhadores rurais adensam fileiras e distanciam-se da República, recusando as soluções de espera que os sectores moderados (como os socialistas), propunham, e o anarco-sindicalismo vai passar a influenciar decisivamente o movimento, criando desse modo uma forma de actuação bem marcada. A imprensa e as acções dos trabalhadores após os movimentos do proletariado rural proclamam em uníssono que as ilusões se desfizeram, os sonhos se dissiparam e que nada há a esperar da República, que apenas deseja acautelar os interesses dos burgueses que a constituem. Os messias tinham acabado, e restava a sua organização autónoma e manter viva a luta - esta é a declaração de intenções dos trabalhadores rurais ribatejanos que não deixaram cair os braços ante a queda do sonho republicano. Por Anabela Melão

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ALPIARÇA-As centenas de alpiarcenses que defrontaram a clandestinidade e a prisão, que sejam também homenageados
Foram homenageados em sessão solene «sete alpiarcenses escolhidos entre os que se destacaram» pela luta da liberdade, sendo-lhes atribuído a Medalha Municipal da Liberdade. Segundo Mário Pereira, foi uma «escolha muito difícil, porque desta lista de homenagem poderiam constar muitos mais nomes, como sabemos todos». «Alguns perderam a vida nesse combate; várias centenas de alpiarcenses que, neste trabalho empenhado, defrontaram a clandestinidade, a prisão e a tortura». O presidente da Câmara reconhece que «são todos merecedores do nosso mais alto reconhecimento colectivo». Se os «sete alpiarcense escolhidos» entre os que mais se destacaram e se várias centenas de alpiarcenses que «defrontaram a clandestinidade, a prisão e a tortura» então que sejam estas centenas também homenageados como foram os «sete alpiarcenses escolhidos». De uma outra forma mas que não deixa de ser uma homenagem justa: em memória destas centenas de alpiarcenses que lutaram pela liberdade, lhes seja edificado um monumento, em sitio a determinar, onde conste os seus nomes.


publicado por Noticias do Ribatejo às 08:48
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CARTAXO-JS quer aproximar câmara dos cidadãos
A Juventude Socialista do Cartaxo quer aproximar a autarquia dos cidadãos. Nesse sentido, elaborou uma moção, apresentada pela eleita Rita Monteiro, da bancada socialista na Assembleia Municipal, em que considera que há que criar e implementar canais de comunicação que cativem e aproximem cada vez mais a autarquia dos cidadãos, em especial, dos mais jovens. Assim, a moção defende a criação de um registo da autarquia em várias redes sociais, tais como o Facebook ou o Twitter, com actualizações diárias ou semanais. A par desta proposta, a moção defende a criação de um Portal Municipal da Juventude, onde seja possível encontrar informação relativa a áreas como o emprego, habitação, actividades desportivas e culturais, oportunidades de estágio e Conselho Municipal de Juventude. A moção foi aprovada por unanimidade. in Rádio Cartaxo


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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010
ALMEIRIM-Um bom exemplo

Olhando para ele, para a forma dominadora como fala, para o modo seguro como trabalha, avaliando as 18 clínicas que tem, espalhadas por todo o país, ostentando o seu nome, metade português, metade chinês,
"Clínicas Dr. Pedro Choy", medindo e pesando o homem, o médico, Pedro Choy, ninguém diria, dessa análise precipitada e ligeira, que nasceu pobre. Mas nasceu. Muito pobre. Tão pobre que só teve electricidade aos 15 anos. Tão pobre que as instalações sanitárias da sua pobre casa, em Almeirim, eram no fundo do quintal e consistiam num buraco feito no chão, rodeado por uma cabana de madeira feita por si e pelos irmãos, com tábuas e pregos. Tão pobre que, todos os anos, Pedro Choy e os irmãos tapavam esse buraco com terra e abriam outro buraco ao lado.


Pedro Choy nasceu em Macau e veio com três meses para Portugal, mais concretamente para Almeirim, onde vivia uma avó (mãe do pai). Um ano depois, rebentou a guerra colonial e o pai foi para Macau, onde ficou 14 anos. A mãe de Pedro Choy, chinesa, ficou sozinha com quatro filhos, três rapazes e uma rapariga, numa terra estranha, sem falar uma palavra de português. "A minha mãe, além de ser chinesa, vestia-se de uma forma completamente chinesa. Naquela altura, em Almeirim, nunca ninguém tinha visto um chinês. As pessoas andavam atrás dela como quem vê um extraterrestre. Faziam fila para a ver. A ponto de, um dia, ela ter desatado a fugir e ter caído, porque tinha medo. Por outro lado, o meu pai era o único adulto com quem ela conseguia falar, dado que não falava português. É uma sobrevivente, a minha mãe. Uma mulher muito especial."

 

Quando chegou a Portugal, e sobretudo a Almeirim, a mãe de Pedro Choy desconfiava que algo de muito sério se passava. Acostumada à densidade populacional da China, estranhava a escassez de pessoas. "O meu pai assegurava-lhe vezes sem conta que não havia nenhuma espécie de guerra, que estava tudo bem. Não havia nem guerra, nem peste, nem epidemias. Porque ela não conseguia acreditar que a população da terra fosse mesmo só aquela, que não estava ninguém escondido."


A avó de Pedro Choy morava numa casa igualmente pobre, com chão em terra e divisões improvisadas pelos netos, com tábuas. Era cauteleira e vidente. Na terra era conhecida como "a bruxa". "Lembro-me de passar de ouvir as pessoas dizer: 'Lá vai o neto da bruxa'. Não foi fácil. Fomos vítimas de chacota, não só por sermos pobres mas também por sermos chineses. No meu caso, por exemplo, inventavam-me nomes. Chamavam-me 'Choy-Roy-Foy-Coy-Moy...', tudo acabado em oy." Mas Pedro foi educado para ser forte. O pai ensinou-o a dar como resposta: "Pois é. É por isso que sou melhor do que tu."


Pedro Choy e os irmãos cresceram e fortaleceram-se, num ambiente hostil. Apesar da pobreza, os "filhos da chinesa" e "netos da bruxa" nunca andaram sujos nem nunca passaram fome: "Podíamos usar roupas usadas, velhas, dadas, mas estavam limpas. Podia não haver dinheiro para comprar carne mas tínhamos, pelo menos, arroz todos os dias. Arroz e leite. Não passávamos fome, do ponto de vista quantitativo."
Passar fome, passou mais tarde, enquanto estudante universitário. Quando pediu uma bolsa de estudo e a viu recusada, Pedro Choy sentiu uma revolta grande. "Eu era a pessoa mais pobre do meu curso. Se eu não tinha direito à bolsa, quem é que tinha? Investiguei e descobri que os bolseiros eram filhos de empresários, que pura e simplesmente não faziam declarações de rendimentos."


E assim, sem bolsa, foi trabalhar. De resto, mesmo antes de entrar para a faculdade, aos 14 anos, prevendo qualquer dificuldade tentou armazenar dinheiro e trabalhou na Compal, em Almeirim. Era higienista, nome pomposo que, na prática, significava lavar a fábrica toda. "Foi o cargo que escolhi porque era o mais bem pago. Tinha um subsídio de risco porque era necessário lavar as máquinas por dentro. E às vezes havia acidentes. Além disso, era preciso carregar às costas sacos de 50 quilos de soda cáustica. E a soda cáustica, como o nome indica, é...cáustica."


Além desse trabalho, teve outros: na apanha do tomate, nas vindimas, como servente de pedreiro. Mas o dinheiro amealhado não foi suficiente e, na universidade de Coimbra, onde foi tirar Medicina, passou fome. "Comia uma vez por dia, ao almoço, na cantina da universidade de Coimbra. Não tocava na maçã e no pão. Embrulhava-os e levava para casa, para me servirem de ceia. É difícil dormir quando se tem fome."


Para dar a volta, rompeu com uma das suas convicções, a de que ensinar karaté devia ser gratuito. "A fome faz repensar algumas convicções". Algum tempo depois de se tornar mestre de karaté, convidaram-no para ser segurança. Foi segurança de discotecas e, mais tarde, foi convidado para ser guarda-costas. "Fui guarda-costas de algumas figuras conhecidas por esse mundo fora. Era contratado para fazer reforço de segurança, ou seja, em circunstâncias de perigo. Isso permitia-me trabalhar durante duas semanas, três semanas, um mês, a remunerações absolutamente impensáveis."



Pedro Choy chegou ao 4º ano de Medicina mas depois interessou-se mais por um curso de Medicina Tradicional Chinesa, na Universidade de Marselha. Os outros dois irmãos são médicos e a irmã é bióloga e uma das mais reputadas investigadoras na área da genética. Uma família de vencedores. Talvez porque o pai sempre lhes tenha exigido o máximo, que fossem os melhores. Talvez porque cresceram a ver a mãe num empenho extraordinário para cuidar de quatro filhos numa terra estranha, onde era vista como um extra-terrestre. Talvez porque sim, porque lhes está na massa do sangue. Pedro Choy tem 18 clínicas, espalhadas por todo o país, ostentando o seu nome, um nome que foi alvo de zombaria e que hoje é um nome de sucesso. Ninguém diria que o homem por detrás do nome nasceu pobre. Mas nasceu. Muito pobre. A prova provada de que é possível mudar o destino. Ou, como diz o provérbio chinês: "É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão."

 

http://boascausasboascoisas.blogspot.com



publicado por Noticias do Ribatejo às 21:35
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"Topas" sensibiliza para segurança rodoviária

A Scutvias, em parceria com os governos civis de Castelo Branco, Guarda e Santarém, desenvolve a partir de quinta-feira, dia 29, uma campanha de sensibilização de segurança rodoviária. O "Topas" é a mascote que vai andar por aí. Reduzir a sinistralidade rodoviária é o objetivo da Campanha de Segurança e Prevenção Rodoviária que a Scutvias, concessionária da Auto-Estrada da Beira Interior – A23, que foi apresentada hoje em conferência de imprensa.

 A campanha desenvolve-se a partir de amanhã, até ao final do ano e conta com a parceria dos Governos Civis de Castelo Branco, Guarda e Santarém e o apoio da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária – ANSR.

O director geral da empresa destaca que a campanha assenta em três pilares: utilização do cinto de segurança, condução sob o efeito do álcool e excesso de velocidade. “Para que a segurança rodoviária seja efectiva não basta que se tenha um traçado harmonioso, nem que se apresentem os melhores índices e parâmetros de utilização.

 A segurança é fundamental” afirma Levi Ramalho. A campanha tem como mascote o “Topas”, um boneco bastante apelativo, sobretudo para os mais jovens, e como padrinho o piloto da cidade da Guarda, Francisco Carvalho. O director da Scutvias realça que a iniciativa se enquadra, igualmente, na política de responsabilidade social da empresa e pretende estreitar os laços de cooperação com os diversos organismos das regiões atravessadas pela A23. Para além da divulgação na comunicação social, táxis e veículos da empresa, a campanha de sensibilização também engloba a distribuição de pin’s, t-shirts e panfletos, em ações de rua.

Será ainda realizado um inquérito com dados de avaliação estatística que, posteriormente, serão analisados por uma das instituições de ensino superior ou universitário do distrito de Castelo Branco. A governadora civil de Castelo Branco afirmou que este tipo de ação não é novidade para o distrito, uma vez que têm sido diversas as parcerias desenvolvidas com a Scutvias.

Maria Alzira Serrasqueiro reforça que todas as campanhas que têm sido desenvolvidas em conjunto com a concessionária apresentam resultados positivos. Para Santinho Pacheco, governador civil da Guarda, estas parcerias são uma forma de reconhecimento das entidades locais pelo desenvolvimento e mais-valias que a A23 trouxe a esta região do interior.

A governadora civil de Santarém congratula-se com o facto de ser uma empresa privada a tomar este tipo de iniciativa. “Este é um bom exemplo que a Scutvias está a dar a outras concessionárias e até ao país”, sublinha Sónia Sanfona. Francisco Carvalho frisa que, “se na pista uma décima de segundo pode fazer a diferença entre o primeiro e o vigésimo lugar, na estrada vinte minutos não são preocupantes e podem fazer a diferença entre a vida e a morte”.

http://www.reconquista.pt



publicado por Noticias do Ribatejo às 19:38
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ALPIARÇA-A 1.ª República abriu caminho a 48 anos de ditadura

«Estamos empenhado em prosseguir na linha do espírito republicano de 1910 qualitativamente melhorado pelo 25 de Abril; ou seja, continuar a trabalhar em conjunto com a população e com o movimento associativo, envolvendo os alpiarcenses nas decisões, promovendo a participação. A difícil situação que enfrentamos só poderá ser superada com rigor, responsabilidade e a transparência por partes dos eleitos» porque os «ensinamento tirados da 1.ª República devem ajudar-nos a exigir que a Revolução de Abril se cumpra integralmente». Genuíno é o discurso de Mário Pereira nas Comemorações do 25 de Abril levadas a efeito em Alpiarça como puro é o seu pensamento sobre a sua ideologia politica. Um discurso bem argumentado e justificado quanto ao passado e ao presente para pouco adiantar quanto ao futuro. Sobre o “amanhã” ficamos apenas a saber que a Câmara se vai associar ao Centenário da República. Um discurso carregado de história porque os «ensinamentos tirados da 1.ª República devem ajudar-nos a exigir o cumprimento revolucionário». Ficamos a saber que existe uma profunda inter-ligação entre a revolução de 1910 e o 25 de Abril dos quais no plano de igualdade se criam «expectativas legitimas de desenvolvimento social» que segundo Mário Pereira tudo fará para se concretizar, mas deixando a mensagem que «estamos perante um quadro extremamente difícil em termos financeiros» o que quer dizer em entrelinhas que alguns dos projectos eleitorais ficarão dependentes de melhores dias que supostamente virão. Nem sempre podemos «satisfazer as reivindicações populares» porque foram estas que «condenaram a 1.ª República e abriu caminho a 48 anos de ditadura». Como consequência das reivindicações presentes e das mudanças esperadas para Alpiarça, resta-nos esperar pelo que vai acontecer e por aquilo que se irá fazer. Sobre a herança socialista nem uma palavra porque o momento não era de criticar. Aproveitou o momento e a circunstância para aconselhar que não se criem expectativas naquilo que todos desejam porque o momento é extremamente difícil. Foi um discurso bem elucidativo das ideias do presidente da Câmara que deixou bem claro que certos momentos da história às vezes se repetem, incitando-nos a esperança que é «preciso continuar a defender os valores e as conquistas de Abril».



publicado por Noticias do Ribatejo às 19:35
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BENAVENTE-Projecto “BioDiversity4all”

Todos podem participar nesta iniciativa e ajudar a criar uma base de dados da biodiversidade portuguesa

 A Câmara Municipal de Benavente aceitou o convite da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) para participar no projecto “BioDiversity4all” (Biodiversidade para todos), cujo objectivo é criar uma base de dados dinâmica e nacional online sobre a biodiversidade que existe em Portugal.

 Esta base de dados resultará da participação activa da sociedade civil e da comunidade científica, na sequência dos registos feitos em www.biodiversity4all.org, de plantas, animais e fungos, após a respectiva observação num determinado local.

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o ano de 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade. Com esta declaração a ONU pretende alertar a população para o papel vital que a biodiversidade desempenha no bem-estar humano e na manutenção do planeta.

Em virtude de todos sermos responsáveis pela perda e pela manutenção da biodiversidade, a qual se está a processar a um ritmo insustentável para o Planeta, todos devemos assumir a responsabilidade pela evolução negativa da biodiversidade, promovendo e desenvolvendo esforços para travar a perda de biodiversidade, num processo onde o conhecimento sobre esta realidade, igualmente, se generalizará à sociedade.

A Câmara Municipal de Benavente divulga a iniciativa e convida todos os Munícipes a participarem activamente na criação desta base de dados da biodiversidade portuguesa.



publicado por Noticias do Ribatejo às 17:25
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CARTAXO- A Oposição desmonta as Contas da Câmara Municipal

A oposição (PSD+CDU+BE) ao PS na Assembleia Municipal do Cartaxo desmontou magistralmente a prestação de Contas da Câmara Municipal relativas ao exercício de 2009.

 As "gaffes" sucessivas e a incapacidade dos eleitos locais do Partido Socialista para corresponderem às exigências e ao cumprimento da Lei tornaram esta sessão da Assembleia Municipal num episódio que é impossível esquecer.

Em anexo, encontrará a Declaração de Voto que os eleitos do PSD entregaram na Mesa da Assembleia Municipal, em linha com a Declaração de Voto que os Vereadores do PSD entregaram, pela manhã, durante a reunião do executivo Municipal (também em anexo), destinada a discutir e aprovar as Contas de 2009. Depois desta reunião do executivo da Câmara Municipal e da sessão da Assembleia Municipal do Cartaxo falta saber o que pensa o Presidente da concelhia do PS-Cartaxo - Pedro Ribeiro - sobre as Contas da CMC de 2009. Fica aqui o desafio...

O PS-Cartaxo concorda com a posição política dos seus autarcas eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal?

 

Saiba mais em: http://www.cartaxocomcoragem.com/



publicado por Noticias do Ribatejo às 11:45
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CARTAXO-Relatório de Gestão (RG) de 2009” com as “Demonstrações
Financeiras (DF)” e o “Parecer e Certificação Legal de Contas” Tendo analisado os documentos do “Relatório de Gestão” e as respectivas “Demonstrações Financeiras” e os “Parecer e Certificação Legal de Contas” que, em conjunto, constituem a prestação da actividade e das contas da Câmara Municipal do Cartaxo, desenvolvidas ao longo de 2009, os Deputados eleitos pelo PSD para a Assembleia Municipal do Cartaxo, consideram que: O que foi PROMETIDO no ORÇAMENTO para 2009 O que foi EFECTIVAMENTE CONCRETIZADO em 2009… Ao nível da DESPESA, destaca-se: Uma previsão global de 54,5 M€ com uma concretização de 15,0 M€, ou seja, cerca de 27,6% - O MENOR GRAU DE EXECUÇÃO DA DESPESA DE SEMPRE NA HISTÓRIA DO CARTAXO; A aquisição de bens de capital representa 2,81% do total das despesas – Quase insignificante – encontrando-se, por exemplo, abaixo da aquisição de bens para consumo corrente (3,13%); As despesas com o pessoal são superiores a metade das despesas pagas pelo Município (51,47%) e o serviço da dívida (juros e outros encargos + passivos financeiros) representa 17,69%; Ao nível da RECEITA, destaca-se o facto de numa previsão global de 52,3 M€ (sem o saldo da gerência anterior) apenas se concretizarem 13,4 M€, ou seja, cerca de 25,5% - A MENOR ARRECADAÇÃO DE RECEITA DOS ÚLTIMOS 8 ANOS NA HISTÓRIA DO CARTAXO – EM 2002 A RECEITA COBRADA FOI DE 13,9M€; Afinal, os empolamentos e as considerações tecidas na discussão dos Documentos Previsionais de 2009 faziam sentido… OS RESULTADO OPERACIONAIS… Em 2009 a tendência mantém-se! Os Resultados Operacionais continuam negativos (-3,9 Milhões de Euros) continuando a comprovar a inacção e a incapacidade desta gestão socialista. O Executivo PS não consegue operacionalizar o Município. Ou seja, a operacionalidade do Município, não se paga a si própria… E sem os proveitos da venda de água com a concessão… A EVOLUÇÃO DOS RESULTADO EXTRAORDINÁRIOS… Os Proveitos e Custos Extraordinários, bem como os Resultados Extraordinários, sempre foram estáveis de 2002 a 2006. Todavia, a partir de 2007, eles tiveram de ser empolados. Em 2009, os Resultados Extraordinários corresponderam a 4,2 Milhões de Euros… Em 2007 e 2008, os proveitos extraordinários associados à operação inventada e reforçada (que deu origem a uma das RESERVAS nas Certificações Legais de Contas de 2007 e 2008), cresceram acima do necessário para colocar os RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS E RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO POSITIVOS – é a chamada reengenharia financeira “com o rabo de fora” deste Executivo Socialista e, portanto, facilmente desmascarada!!! O RESULTADO LIQUIDO DO EXERCÍCIO… No documento pode-se constatar que o Resultado Líquido do Exercício sofreu um decréscimo de 1480 mil euros para 273 mil euros, mas que seriam negativos se não fossem feitas as trapalhadas que o ROC foi apontando ao longo dos últimos anos nas reservas colocadas na Certificação Legal de Contas. Por exemplo, se não fossem imputados 6,8 Milhões de Euros ao Resultado do período, como é dito no parágrafo 8 da Certificação Legal de Contas (pág. 156), o RLE seria negativo em 6,5 Milhões de euros. O AUMENTO DA DÍVIDA DE CURTO PRAZO EM 2009… As dívidas de curto prazo em 2008 correspondiam a 6,4 milhões de Euros. Em 2009, estas dívidas passaram para 14,3 milhões de Euros, o que significa um crescimento desta dívida em cerca de mais 8 milhões de Euros. Será do pagamento de obra realizada como tem afirmado o Presidente Paulo Caldas? A resposta encontra-se nas 45 páginas destinadas ao arrolamento dos fornecedores e outros credores do Município e da gestão de Paulo Caldas (págs. 225 a 269 das Demonstrações Financeiras). É VERGONHOSA, MAS BEM CLARIFICADORA essa listagem de dezenas de dívidas abaixo dos 20 EUROS ou das centenas de dívidas que aí constam com montantes inferiores a 200 EUROS. Deixamos aqui alguns exemplos: 12,06€ à Casa Brincheiro Antero Alves, Lda (pág. 225 das DF), 7,67€ à Districartaxo Supermercados, SA, 15,19€ ao Tribunal de Contas (pág. 230 das DF), 5€ à Galpgeste, Lda 5,80€ à Perfumaria Howell Guedes de Maria Helena de Seabra (pág. 232 das DF)? Numa recente entrevista ao jornal “O Povo do Cartaxo” (de 23 de Abril de 2010) o Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Paulo Caldas, garantia que “Comprometo-me a pagar a dívida até ao Verão”. Como fazê-lo? PC disse: “5,5M€ por via da concessão; 5,6M€ por via de acordos de regularização de dívida (ARD); e 2M€ por recurso a novo empréstimo bancário.”, ou seja, estamos a falar de MAIS 13,1 M€, para além dos já contraídos e utilizados para SANEAMENTO FINANCEIRO de 13 M€. A única via legal de PC é a da concessão. Os ARD são empréstimos encapotados, nos quais o Município suporta dos juros ilegalmente e a contracção de novo empréstimo para este tipo de dívida já existente não se afigura possível, na medida em que o Município se encontra em processo de saneamento financeiro, não esquecendo que tudo terá de ser pago mais tarde…. Que dívida é que se pretende pagar? É esta divida (quadro seguinte)? A DIVIDA GLOBAL que corresponde a 38 MILHÕES DE EUROS? A que aumentou 7 MILHÕES EM 2009? Ou será a DIVÌDA DE CURTO PRAZO? 14,3 MILHÕES DE EUROS? A que aumentou 8 MILHÕES em 2009, apenas num ANO? Se fizermos contas simples e sabendo que Paulo Caldas pensa pagar 13,1 M€ dos 14,3M€ que deve de curto prazo, como indicou ao jornal “O Povo do Cartaxo”, vemos que há uma parte (fora o que se descobrirá em 2010, sobretudo o resultante das eleições!) que fica de fora. O INVESTIMENTO QUE FOI EFECTIVAMENTE CONCRETIZADO EM 2009… Vejamos a evolução do Investimento pago de 2008 para 2009: Em 2009, o Investimento PAGO foi o pior da última década da história do Cartaxo fixando-se nos 422 mil euros!!! O Investimento Realizado (pago ou não) de 2008 para 2009 (pág. 15 das DF – diferença entre o saldo final e o saldo inicial) rondou os 2,4 MILHÕES DE EUROS. Justifica-se perguntar: se a dívida de curto prazo aumentou 8 MILHÕES DE EUROS e se o INVESTIMENTO REALIZADO rondou os 2,4 MILHÕES, onde foram gerados os restantes 5,6 MILHÕES DE EUROS? AS OPÇÕES DE INVESTIMENTO E O QUE FOI CONCRETIZADO EM 2009… No quadro seguinte traçamos por grandes áreas de intervenção, as promessas e as concretizações do executivo maioritário de Paulo Caldas para 2009, em matéria de Investimentos (nesta prestação de contas deixaram, subitamente, de ser feitas análises à execução dos planos – PPI, AMR, GOP…): PLANO PLURIANUAL DE INVESTIMENTOS Prometido Cumprido Taxa de Cumprimento (%) 01 - Serviços Gerais de Administração Pública 3.486.805 75.539 2,17 02 - Segurança e Ordem Públicas 92.869 14.906 16,05 03 – Educação 7.676.476 21.896 0,29 04 - Acção Social 2.000 0 0,00 06 - Serviços Colectivos e Habitação 5.294.941 106.361 2,01 07 - Serviços Culturais, Recreativos e Religiosos 1.347.893 99.146 7,36 08 – Agricultura 29.000 0 0,00 09 - Indústria e Energia 464.677 3.124 0,67 10 - Transportes e Comunicações 6.822.397 32.261 0,47 11 - Comércio e Turismo 933.809 50.120 5,37 12 - Outras Funções Económicas 445.852 18.454 4,14 26.596.720 421.808 1,59 Em 26,6 MILHÕES € de investimento prometido para 2009, Paulo Caldas concretizou 422 mil €, realizando 1,59% das suas promessas!!!! Esta é mais uma marca histórica alcançada por Paulo Caldas – o pior investimento pago de sempre na História do Cartaxo. RETÓRICA E “AREIA PARA OS OLHOS” DOS CARTAXEIROS… Vejamos alguns casos: Pág. 6 do RG, ponto 1, 3.º paragrafo – “A Consolidação Efectiva do Concurso Público Internacional durante o ano em análise”, quando efectivamente a contratação ocorreu em 2010; Pág. 6 do RG, último parágrafo – “Realça-se o facto do activo líquido, no mandato 2005-2009 ter praticamente triplicado, o que é notável”. De facto, passou de 38,7 M€ para 91,5M€, o que representa um aumento de 52,9M€, sendo que 40,6M€ desse aumento decorrem, como é referido na Reserva do ROC (parágrafo 8, pág. 156 do RG), do “concurso internacional para cedência de serviços de águas que foi contratado em 2010”!! Mesmo com esta operação, não triplicou. Porém, apesar desta generosidade na análise ao Activo Líquido, não se faz nenhuma referência ao Passivo... Porquê? Porque o que triplicou nesse período foi o Passivo (dívidas) que passaram de 25,2 M€ para 75,3 M€ no início e no fim do referido mandato. Pág. 7 do RG, ponto 4 – “Os compromissos assumidos com a realização do investimento em 2009, manteve-se ao mesmo nível do ano anterior”. Já vimos, por exemplo, que o investimento pago foi reduzido de 9 Milhões € para 422 mil €, ou seja, menos 95,33% de 2008 para 2009 (dados evidenciados na 1.ª linha do 1.º quadro da pág. 43 do mesmo Relatório de Gestão ou na pág. 36 deste Relatório); Pág. 7 do RG, ponto 5 – “No que respeita à situação económico-financeira, fruto da política de consolidação financeira desenvolvida desde o início do mandato, verificou-se uma efectiva redução da dívida a fornecedores e empreiteiros e também do endividamento de médio e longo prazo. O endividamento global manteve-se, assim, estável ao longo do mandato 2005-2009”. De 2008 para 2009, as dívidas a terceiros (curto, médio e longo prazos) cresceram 22,75%, ou seja, mais 7 MILHÕES DE EUROS (dados evidenciados na 1.ª linha do 2.º quadro da pág. 43 do mesmo Relatório de Gestão). As dívidas por pagar (sem provisões) passaram de 19,1 M€ em 2005 para 37,9 M€ em 2009, ou seja, aumentaram 18,8M€ (duplicaram) e Paulo Caldas assegura que o endividamento global manteve-se estável!!! Aqui está um pouco do muito mais que haverá por dizer acerca desta gestão cor-de-rosa e de outros aspectos já abordados em anos anteriores, como os dos incumprimentos do plano de saneamento financeiro, do limite de endividamento líquido, etc… ALGUNS INDICADORES DO EXERCÍCIO… Total das Dívidas da Câmara Municipal do Cartaxo ‘per capita’ (por Munícipe): Em 31 de Dezembro de 2009 cada Munícipe do concelho do Cartaxo devia 1.505 Euros (37.866.244 Euros / 25.156 Munícipes) Em 31 de Março de 2010 cada Munícipe do concelho do Cartaxo devia 1.616 Euros (40.662.765 Euros / 25.156 Munícipes) Ao crescimento da dívida está indubitavelmente associada a dependência financeira do Município face a terceiros. Em 2009, a autonomia financeira municipal fixou-se em 17,7%, ou seja, os fundos próprios representam 17,7% do activo municipal, percentagem demasiado baixa para um Município (pág. 31 RG). A Câmara Municipal do Cartaxo deve mais de 13 mil Euros aos autarcas eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal e aos Presidentes de Junta de Freguesia, referentes ao ano de 2009. Será que as dívidas aos membros desta Assembleia (págs. 247 a 249) também serão objecto de Acordo de Regularização de Dívida (ARD)? O PLANO DE SANEAMENTO FINANCEIRO! ONDE ESTÁ? Relativamente ao cumprimento ou não do PLANO DE SANEAMENTO FINANCEIRO, o Executivo Socialista não forneceu á Assembleia Municipal os elementos a que se encontra obrigado, nos termos do n.º 7 do art.º 40.º da LFL e art.º 5.º do Decreto-Lei n.º 38/2008, de 7 de Março: “7 — Durante o período de vigência do contrato, a apresentação anual de contas à assembleia municipal inclui, em anexo ao balanço, a demonstração do cumprimento do plano de saneamento financeiro” Já em Abril de 2008, na sessão da Assembleia Municipal em que foram discutidos e votados os documentos do “Relatório de Gestão” e as respectivas “Demonstrações Financeiras” e o “Parecer e Certificação Legal de Contas” que, em conjunto, constituem a prestação da actividade e das contas da Câmara Municipal do Cartaxo, desenvolvidas ao longo de 2008, os Deputados eleitos pelo PSD para a Assembleia Municipal do Cartaxo, alertaram para este incumprimento. Em 2009, a situação volta a repetir-se…. VOTAÇÃO: Os Deputados do PSD na Assembleia Municipal do Cartaxo votam contra o “Relatório de Gestão” e as respectivas “Demonstrações Financeiras” e o “Parecer e Certificação Legal de Contas” que, em conjunto, constituem a prestação da actividade e das contas da Câmara Municipal do Cartaxo, desenvolvidas ao longo de 2009.


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Opinião

Por: João Soares

 Um cidadão do Congo, Mbutu Dieudonné, tenta há anos proibir o album de banda desenhada de Hergéun "Tintin au Congo". Com base no argumento de que a obra de Hergé é racista. "Tintin no Congo" é o segundo album de Hergé, e foi editado em 1929.

Os advogados do congolês garantem que a audiencia de primeira instancia, em Bruxelas, terá lugar amanhã.

Será que Portugal não deveria ser parte neste processo, para defender os interesses do senhor Oliveira da Figueira ?



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TOMAR - Feira do Livro foi um sucesso
Câmara Municipal e livreiros estão de acordo: a Feira do Livro de Tomar, que decorreu de 22 a 25 de Abril, na Praça da República, foi um sucesso. Milhares de pessoas passaram pelo recinto, os resultados económicos foram satisfatórios e os culturais também o foram. Ponto alto do certame foi a apresentação nacional do novo livro de Inês Pedrosa, "Os íntimos", que só chegará às livrarias na próxima sexta-feira. A escritora, de raízes tomarenses, fez questão de que Tomar tivesse oportunidade de o conhecer em primeira mão, tendo estado presente na tarde de sábado. . A apresentação foi feita por Nuno Garcia Lopes, que salientou o facto de este livro começar por causar alguma estranheza para quem encara a escrita da autora como mais virada para o feminino."Os íntimos" é um livro sobre homens, narrado essencialmente no masculino. Afinal, explicou Inês Pedrosa, não terá sido mais complicado colocar-se na pele deles para escrever este romance do que fora, por exemplo, colocar-se na pele de uma octogenária meio enlouquecida em "Nas tuas mãos", obra anterior perpassada por várias mulheres. Foi com alguma comoção que a autora recordou a sua infância em Tomar (João Patrício, em representação da Livraria Nova, começou por recordar as palavras dela no volume "Crónica Feminina" em que afirma ter-se apaixonado pela poesia nos passeios de barco pelo Nabão quando o avô lhe lia Camões), revelando que passa pela cidade sempre que pode nem que seja apenas para vir beber um café a meio de uma viagem entre Lisboa e o Porto. Espaço para os autores tomarenses A Feira serviu também para que outros autores tomarenses, menos mediáticos, tivessem hipótese de contactar com os seus leitores, e uns com os outros. Na noite de sexta-feira, Graça Arrimar, Maria João Baginha, Virgílio Saraiva, João Amendoeira, Nuno Garcia Lopes, Carlota Alcobia, Sara Alcobia, Joel Anjos e Carlos Trincão estiveram à conversa, entre si e com o público presente, a propósito da questão da censura. Recordou-se, porque é importante não o esquecer, como as ideias se tentavam agrilhoar com esse expediente nos tempos da ditadura, mas também se salientou o facto de as proibições aguçarem o engenho dos criadores. E ainda há censura, hoje? Bom, à parte as autocensuras, a generalidade dos autores entende que a palavra é forte para a realidade dos nossos dias, embora não deixe de haver queixas à falta de visibilidade que consegue nas livrarias. Muitas e animadas colaborações Animação foi o que também não faltou na Feira do Livro de Tomar, organizada pela Câmara Municipal em colaboração com as livrarias locais Ao Pé dos Livros, Entrelivros, Nova e Raiz, cuja dinâmica é de realçar. Houve momentos de poesia com os alunos da EB1 e Jardim de Infância dos Templários; contos com António José Clemente e O Contador de Histórias; música com a Tuna Sabes Cantar da Escola Secundária S. Maria do Olival, o Coro Infantil da EB1 Infante D. Henrique e o duo Ricardo Rebelo e JP http://www.radiohertz.pt


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ALPIARÇA-Sessão Solene da Assembleia Municipal de Alpiarça Evocativa do 25 de Abril
Intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Mário Fernando Pereira Mário Fernando Pereira Ex.mo Sr Presidente da Assembleia Municipal Ex.ma Srª Presidente da Junta de Freguesia de Alpiarça Caros colegas autarcas Caros conterrâneos Estamos aqui hoje a comemorar o 25 de Abril, com orgulho e alegria, como uma das datas mais importantes da nossa história: o dia da libertação do nosso País da ditadura fascista e a consequente conquista da liberdade e da democracia. Pode comemorar-se Abril começando por evocar uma outra data memorável. Neste ano de 2010, não posso deixar sem referência essa outra data, cujo significado político, ao longo de décadas, se interligou com a luta antifascista em Portugal e com as aspirações que estão na origem da Revolução dos Cravos. Este ano é marcado pela passagem de 100 anos sobre a implantação da República. Naturalmente, Alpiarça surgirá associada às comemorações deste centenário, procurando definir um programa em conjunto com as instituições locais, de forma a envolver toda a comunidade. Será uma oportunidade para promover a nossa terra, o seu património – em especial a Casa dos Patudos –, e relevar a figura e o papel histórico de uma personagem central naquele momento revolucionário: José Relvas. Mas deverá ser também a oportunidade para questionar e nos aproximarmos da análise das suas origens, dos seus aspectos políticos e consequências, o estudo da nossa memória colectiva a nível local. Tal como anteriormente outros movimentos revolucionários do século XIX – e posteriormente o 25 de Abril –, o 5 de Outubro foi mais que uma simples alteração formal de regime, porque correspondeu a um movimento de massas que, em grande medida, traduzia justas reivindicações populares e aspirava a transformar Portugal no sentido da justiça e do progresso social. Os operários das áreas já ndustrializadas e os trabalhadores agrícolas, entre os quais os de Alpiarça, ajudaram à propaganda republicana e apoiaram a Revolução e o novo poder que, em contrapartida, os hostilizou logo desde a sua instalação. No entanto, a revolução republicana permitiu avanços nos planos político e social, consagrando direitos formais a todos os cidadãos. Mas os republicanos vitoriosos no governo do País deixaram sempre muito clara a sua opção de classe – a opção pela defesa dos interesses económicos da grande burguesia, deixando praticamente intocável a estrutura económica e de propriedade, reproduzindo a exploração dos trabalhadores, reprimindoas suas aspirações e afastando-os da República. Foi o receio das reivindicações populares que condenou a 1ª República e abriu caminho a 48 anos de ditadura no nosso País; essa ditadura que para alguns não passou de um “autoritarismo conservador e ruralista”, mas que foi de facto um regime fascista, violento, assente na supressão das liberdades mais elementares e num brutal aparelho repressivo apoiado nas prisões políticas, nos tribunais plenários e na polícia política, que intimidava, perseguia, prendia, torturava, assassinava. Por várias razões, foi uma República incompleta, esta, derrotada pelos militares e sectores reaccionários em 1926, antecâmara do salazarismo; ainda assim, pelo potencial libertador que encerrava, deixou sementes de esperança nos trabalhadores portugueses, de tal forma que em plena noite fascista, iludindo as autoridades do regime e arriscando a liberdade, os antifascistas de Alpiarça lançavam foguetes comemorativos do 5 de Outubro. Essa esperança de liberdade e de igualdade suportou o fascismo e a miséria, o exílio e a guerra, clandestinamente durante a maior parte do tempo, à luz do dia quando a luta se agudizava, e chegou fortalecida a 25 de Abril de1974. Por esta razão, a comemoração de Abril não se pode limitar aos acontecimentos desse dia, por mais memorável que tenha sido o levantamento militar que derrubou o governo de Marcelo Caetano. A Revolução não se esgotou aí, contrariamente ao que alguns gostariam que tivesse acontecido, mas é o culminar de um longo percurso de resistência de décadas e é, sobretudo, um processo; um processo que, à acção dos militares do MFA, viu associar um vasto levantamento popular por todo o País, possibilitando a democratização e o traçar de um caminho de definição de conquistas históricas do povo português. Desde logo, a instauração de uma democracia política, com base nas liberdades e direitos individuais, as liberdades de associação política e sindical, de expressão e de pensamento; o fim da guerra colonial e a independência das antigas colónias; o direito à manifestação e à greve; os direitos sociais; a criação do serviço nacional de saúde; a democratização do acesso à terra por parte dos trabalhadores, com a reforma agrária, combatendo o desemprego e promovendo a produção nacional; entre muitas outras realizações. É de toda a justiça que ao comemorar os 36 anos do 25 de Abril se continue a realçar o papel de coragem, determinação e heroísmo dos militares do MFA. Não podemos celebrar Abril sem valorizar a generosidade dos seus Capitães, que nessa madrugada abriu as portas a um futuro de liberdade e à construção de um regime democrático. A esses devemos muito das nossas vidas e do que somos hoje, como País e como Povo. É importante lembrar a unidade dos democratas em torno do MUNAF e do MUD, motivada pelo apoio aos candidatos e às listas da oposição, hipocritamente toleradas pelo regime para, após todas as formas de condicionamento e de fraude, retomar a repressão, bem como do momento de mobilização e de esperança que constituiu as eleições presidenciais de 1958 e a acção militante e organizada de milhares de democratas, e que, em Alpiarça, se traduziu numa enorme vitória democrática, apesar da censura e das ilegalidades. É também justo mencionar, na evocação de Abril, o papel que foi desempenhado por alguns sectores da oposição democrática ao regime salazarista, de alguns sectores intelectuais e do movimento estudantil, opondo-se frontalmente à ditadura, à repressão e à Guerra Colonial. No entanto, continua a ser necessário afirmar que comemorar o 25 de Abril é, em primeiro lugar, lembrar e homenagear os milhares de portugueses, homens e mulheres de várias gerações, que lutaram contra o fascismo, a miséria, a opressão e a indignidade; os que resistiram. Homenageamos hoje nesta sessão solene sete alpiarcenses, escolhidos de entre os que se destacaram nessa luta, atribuindo-lhes a Medalha Municipal da Liberdade. Foi uma escolha muito difícil, porque desta lista de homenagens poderiam constar muitos mais nomes, como sabemos todos. Esta é uma homenagem devida por Alpiarça; devida pela democracia enquanto regime nascido como fruto de uma luta tenaz e pelo qual deram muito das suas vidas. É uma homenagem justa, mas que tardou, sobretudo para os que não estão já entre nós. Evocando-os agora, consola-nos a consciência de que essa entrega generosa nunca esteve dependente de homenagens públicas. Mas nós temos o dever moral de começar a saldar a dívida de gratidão, enquanto beneficiários da sua luta e depositários do seu legado, lembrandoos e evocando os seus actos e a sua memória. Alguns perderam a vida nesse combate; várias centenas de alpiarcenses que, neste trabalho empenhado, defrontaram a clandestinidade, a prisão e a tortura. São todos incontestavelmente merecedores do nosso mais alto reconhecimento colectivo. São os mais valiosos dos portugueses; pessoas simples, trabalhadores; as duras circunstâncias em que viveram e criaram consciência levaram a que tivessem assumido importantes tarefas de organização e mobilização de outros trabalhadores – na praça, nos ranchos, nas searas, nas maltesarias, nos lagares –, tecendo uma rede que se fortalecia até ao próximo golpe da repressão, e que, após esse, voltava a renovar-se, a fortalecer-se, a circular pelas charnecas e lezírias, a construir a esperança que comemoramos em Abril. As eleições autárquicas de Outubro de 2009 ditaram um novo quadro político no nosso concelho. Os alpiarcenses criaram expectativas legítimas de desenvolvimento social que, com o ritmo que a realidade impõe, tudo faremos para concretizar. Estamos perante um quadro extremamente difícil em termos financeiros, com profundas limitações ao normal desenvolvimento da actividade autárquica e de cumprimento expedito de compromissos assumidos com a população, que obriga a uma gestão muito rigorosa de procedimentos e de gastos, de forma a reequilibrar as finanças municipais e a relançar a capacidade de investimento e de realização. Será um processo discutido com todos os eleitos e com a população. Estamos empenhados em prosseguir na linha do espírito republicano de 1910 qualitativamente melhorado pelo 25 de Abril de 1974; ou seja, continuar a trabalhar em conjunto com a população e com o movimento associativo, envolvendo os alpiarcenses nas decisões, promovendo a participação. A difícil situação que enfrentamos só poderá ser superada com rigor, responsabilidade e transparência por parte dos eleitos. Assistimos hoje a tentativas de reescrever a história e de cristalizar a concepção de que comemorar Abril é reverenciar meia-dúzia de supostos heróis, mais ou menos ligados aos acontecimentos; ou enfatizar a cronologia dos factos ligados apenas às operações militares e à acção do MFA; ou ainda, colocar os valores de liberdade e democracia enquanto abstracções e como valores inquestionáveis e perenes, desligando-os da luta pela sua conquista, das condições concretas do seu exercício e iludindo a necessidade de permanente defesa. Os ensinamentos tirados dos erros da 1ª República devem ajudar-nos a exigir que a Revolução de Abril se cumpra integralmente. Nestes nossos tempos, em que o conformismo e a capitulação de alguns sob a forte ofensiva contra a democracia têm ganho terreno, mesmo muitos dos que se revêem no significado de Abril tendem a desvalorizar a importância das conquistas alcançadas, desvirtuando por vezes o seu verdadeiro alcance, atribuindo à Revolução libertadora responsabilidades que ela não tem – responsabilidades que devem ser justamente, sim, atribuídas às políticas erradas de quem governou contra a Constituição. Há ainda os que dizem não fazer sentido comemorar o dia da liberdade, visto esta ser um dado adquirido e, logo, se dispensarem os rituais de celebração. Nada de mais errado! É cada vez mais necessário celebrar Abril e o que significa para o nosso País: um tempo de generosidade; um tempo de afirmação de elevados valores éticos e cívicos. A Revolução de Abril significa um tempo de realização individual e colectiva, de transformação, e garantiu um património de conquistas populares de grande alcance e significado. É necessário afirmar, com verdade, o que foi a Revolução, qual a natureza do regime que derrubou, quais os seus intérpretes mais fiéis e quem sempre se lhe opôs ou, ainda, quem ainda hoje se opõe à prossecução de uma democracia plena. É preciso continuar a defender os valores e as conquistas de Abril! Viva o 25 de Abril!


publicado por Noticias do Ribatejo às 08:51
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