NOTICIAS DO RIBATEJO EM SUMARIO E ACTUALIZADAS PERIODICAMENTE - "A Imparcialidade Na Noticia" - UMA REFERÊNCIA NA INFORMAÇÃO REGIONAL -
Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011
Santarém: Font Salem quer investir 23 M€ para duplicar produção

A Font Salem, cervejeira do grupo espanhol Damm, quer duplicar a capacidade de produção na antiga fábrica Cintra, em Santarém, prevendo investimentos da ordem dos 23 milhões de euros, disse hoje à agência Lusa o director da unidade. A empresa, que adquiriu a unidade de Santarém há um ano, no âmbito do processo de insolvência, entregou na câmara municipal de Santarém um pedido de declaração de interesse municipal, de modo a ver facilitado o processo de ampliação. O pedido foi hoje aprovado, por unanimidade, na reunião do executivo municipal, o que o vereador com o pelouro Económico, João Leite, disse à Lusa se ter devido ao valor do investimento envolvido e ao número de postos de trabalho a criar (37), o que "é de louvar numa altura difícil como a actual". O director da fábrica, José Manuel Sanchez, disse à Lusa que o projecto prevê a reestruturação da unidade e a eventual ampliação, tendo por objectivo a duplicação da produção de cerveja e o fabrico de sumos e refrigerantes A Font Salem adquiriu a fábrica de cerveja Cintra por 15,5 milhões de euros, depois de um processo de insolvência originado por dívidas que ascendiam a 120 milhões de euros, tendo ficado com 45 dos mais de 100 trabalhadores que a unidade chegou a empregar. A unidade, construída pelo empresário José Sousa Cintra, foi inaugurada no final de Maio de 2002, tendo sido vendida, cerca de quatro anos depois, já em situação económica difícil, à Iberpartners, de Jorge Armindo. Quando apresentou a sua proposta de aquisição, a Font Salem afirmou ter um projecto que vai aportar "know-how (conhecimentos) e maximizar a actividade comercial da fábrica de Santarém", semelhante aos que desenvolve nas unidades que possui em Espanha (El Puig e Salem). "A Font Salem quer replicar o seu modelo de sucesso em Portugal e transformar a fábrica lusa numa referência e exemplo de produtividade, além de poder ser gerador de emprego local", afirmou a empresa na altura. A cervejeira foi construída por Sousa Cintra em terrenos vendidos pela autarquia pelo preço simbólico de um escudo (cerca de meio cêntimo) o metro quadrado, num processo que gerou polémica e que tem estado em investigação pelo Ministério Público.

Diário Digital / Lusa



publicado por Noticias do Ribatejo às 19:17
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BENAVENTE - INÉDITO: FILARMÓNICA BENAVENTENSE LANÇA PROJECTO "MÚSICA PARA TODOS"

Cada vez mais perto das populações
Sociedade Filarmónica Benaventense lançou projecto “Música para Todos”
 
“Toda a gente tem o direito de ter acesso à música, mesmo que habite num pequeno bairro de uma remota aldeia onde as acessibilidades condicionam o desenvolvimento da actividade cultural”, foi desta forma que Nuno Martins, presidente da Sociedade Filarmónica Benaventense (SFB), explicou este novo projecto agora lançado: “Música Para Todos”.
A iniciativa começou a ser preparada, há alguns meses, e teve por base levar alguns músicos da SFB a fazerem pequenas actuações em estabelecimentos comerciais de Benavente, isto ao mesmo tem em que se expunham alguns instrumentos musicais, dos mais modernos aos mais clássicos.
Nesse âmbito, no ano em que comemora os seus 140 anos de vida ao serviço da música, a Sociedade Filarmónica Benaventense e a Junta de Freguesia de Benavente assinaram, no passado sábado, dia 26 de Fevereiro, um protocolo de cooperação que possibilitará poder desenvolver este projecto.
Nesta primeira fase, as duas entidades pretendem com este protocolo promover o funcionamento do Coro Infanto-Juvenil nos Foros da Charneca (Benavente), o que irá “contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento musical e cultural de muitas crianças”, lembrou Nuno Martins.
O protocolo que visa o desenvolvimento do coro infanto-juvenil, destinado a crianças entre os 6 e os 16 anos, permite uma frequência completamente gratuita para todos os interessados.
Os ensaios vão acontecer todos os sábados à tarde e continuam abertas inscrições na Sociedade Filarmónica Benaventense.
Para Leonor Parracho, presidente da Junta de Freguesia de Benavente, este acto visa permitir um ensino na música e do canto num lugar onde até agora isso não era possível, em Foros da Charneca.



publicado por Noticias do Ribatejo às 18:39
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RIO MAIOR - Programação de Cinema no Cineteatro de Rio Maior para os dias 3 e 4 de Março

 
 As Crónicas de Nárnia:A Viagem do Caminheiro da Alvorada
Data3 e 4 de Março
Hora21h30
Com Ben Barnes, Skandar Keynes, Georgie Henley, Will Poulter, Laura Brent, Gary Sweet
GéneroAcção | Aventura
ClassificaçãoM/6
Duração115 min.
Preço3,5 Euros – Desconto de 20% para portadores dos cartões RM Jovem e 65 e para crianças até aos 12 anos
DescriçãoAs personagens da extraordinária história criada pelo irlandês C.S. Lewis voltam a ganhar vida na terceira aventura da série "As Crónicas de Nárnia". Através de um estranho quadro, Lucy e Edmund Pevensie (Georgie Henley e Skandar Keynes), na companhia do seu antipático primo Eustace (Will Poulter), são transportados através de Inglaterra para o mundo mágico de Nárnia onde reencontram o outrora príncipe Caspian (Ben Barnes), agora soberano. A bordo do Caminheiro da Alvorada, um navio colossal, farão uma excitante e perigosa viagem a umas ilhas misteriosas, o que será, uma vez mais, um enorme teste à sua coragem e auto-domínio. E, no fim da jornada, algo de muito importante estará à sua espera...

 
 
 
Horário da Bilheteira:
Terça a Sexta: 14h00 às 18h00
Dias de Sessões de Cinema: 1h00 antes do início das sessões
Dias de Eventos/Espectáculos: 1h30 antes do início dos eventos
 
Mais informações em www.cineteatrorm.pt.
 



publicado por Noticias do Ribatejo às 17:00
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CARTAXO DESCENTRALIZA 1,3 MILHÕES DE EUROS PARA FREGUESIAS

·        Em 2011 a Câmara Municipal consolida política de descentralização e cumpre compromissos com população
 
·        1,3 milhões de euros para as oito Juntas de Freguesia do concelho
 
Apesar das dificuldades económico-financeiras que afectam o concelho, a região e o país, a Câmara Municipal do Cartaxo volta este ano a dar continuidade à política de descentralização de verbas pelas oito freguesias do concelho, num valor global de quase 1,3 milhões de euros.
 
Enquanto órgãos executivos mais próximos da população, “as Juntas de Freguesia são as que melhor conseguem avaliar as prioridades de desenvolvimento local e dar resposta imediata e eficaz às necessidades da população, por isso, mesmo em tempos de crise, não podemos deixar de apoiá-las com os meios financeiros e logísticos de que necessitam”, afirma Paulo Caldas, presidente do Município.
 
A descentralização de investimentos e de competências tem vindo a ser reforçada pela Câmara Municipal do Cartaxo desde 2002 – ano em que a autarquia entregou às Juntas de Freguesia mais de 950 mil euros. A descentralização de verbas – assente na estratégia de desenvolvimento equilibrado do concelho – foi sendo sempre crescente ao longo dos anos.
 
Em 2007, os protocolos estabelecidos com as Juntas de Freguesia ascenderam a 957 mil euros, em 2008 ultrapassaram 1,38 milhões de euros, em 2009 foram de 1,73 milhões de euros e em 2010 registaram um valor de 1,76 milhões de euros.
 
Para Paulo Caldas, “nos tempos difíceis que atravessamos, a Câmara Municipal fez um esforço acrescido para manter e assegurar o apoio às Juntas de Freguesia, porque é nestes momentos difíceis que se torna ainda mais importante esta descentralização de verbas e competências, uma vez que as Juntas são os espaços mais procurados pelos munícipes, quer para reivindicarem a melhoria de infra-estruturas e intervenções locais, quer para obterem apoios sociais para as suas famílias”.
 
Paulo Caldas considera ainda que o trabalho que as Juntas de Freguesia têm vindo a desenvolver ao longo destes anos tem contribuído significativamente para um desenvolvimento mais equilibrado do território, declarando que “esta política de descentralização tem-se revelado uma boa decisão, com resultados concretos na qualidade de vida da população, por isso tem de ser reafirmada”.
 
“As Juntas de Freguesia merecem o meu maior reconhecimento pelo trabalho que têm feito ao longo destes anos. A autonomia financeira de que beneficiam permite-lhes canalizar esforços para as principais prioridades de desenvolvimento – seja na área social, seja no que respeita à educação, saúde, desporto, cultura ou infra-estruturas – trata-se de chegar às famílias que verdadeiramente precisam de apoio”, reforçou Paulo Caldas.
 
VERBAS A DESCENTRALIZAR EM 2011 POR FREGUESIA

FREGUESIAS TOTAL
(euros)
CARTAXO-74.251,00
EREIRA-66.747,00
LAPA-107.486,00
PONTÉVEL-265.558,00
VALADA-123.536,00
VALE DA PEDRA-205.215,00
VALE DA PINTA-133.070,00
VILA CHÃ DE OURIQUE- 282.330,00
      TOTAL              1.258.193,00

 

 

 
 
 



publicado por Noticias do Ribatejo às 16:41
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CARTAXO - LEONOR XAVIER ESTEVE NO CARTAXO A CONVITE DE JOSÉ RAPOSO

LEONOR XAVIER ESTEVE NO CARTAXO A CONVITE DE JOSÉ RAPOSO
O Centro Cultural do Cartaxo recebeu a escritora e jornalista no dia 27 de Fevereiro, no decorrer de mais uma rubrica “José Raposo Convida”
 
A conceituada escritora e jornalista Leonor Xavier abriu o livro da sua vida no passado dia 27 de Fevereiro, no bar do Centro Cultural do Cartaxo (CCC), no decorrer de mais uma edição da rubrica “José Raposo Convida”.
 
Foi uma conversa informal, que voltou a juntar dezenas de pessoas, que tiveram oportunidade de ouvir Leonor Xavier, que entre muitas outras coisas, falou sobre as suas experiências pessoais e profissionais no Brasil, onde desenvolveu vários trabalhos sobre a emigração portuguesa e se inspirou para escrever alguns dos seus livros, como “Botafogo”.
 
“Saí de Portugal com a lucidez da distância e sempre com o sentimento de pertença”, afirmou a escritora, que viveu no Brasil, no Rio de Janeiro, entre 1975 e 1987. “Hoje tem-se consciência da vida mais cedo, mas na minha geração era suposto que uma rapariga estudasse, casasse, tivesse filhos e os educasse da melhor forma. O percurso da vida era mais ou menos previsível, hoje não”, acrescentou Leonor Xavier, classificando a sua viagem para o Brasil como “um impulso” e “uma atitude em contramão no trânsito”.
 
Os emigrantes que conheceu em terras brasileiras e as suas histórias de vida foram motivos de reportagem e de argumento para alguns dos seus livros. No Rio de Janeiro, Leonor Xavier foi correspondente do Diário de Notícias de Lisboa, colaboradora da revista Manchete e do Jornal do Brasil e redactora do jornal Mundo Português. Por duas vezes recebeu o Prémio de Melhor Jornalista da Comunidade Portuguesa no Rio de Janeiro.
 
“O emigrante é o meu discurso interior” foi uma expressão que Leonor Xavier pronunciou numa entrevista televisiva e que foi reforçada nesta conversa. E a propósito desse conceito, a escritora acrescentou que “um livro que se escreve não é só uma narrativa de factos. O discurso interior é o compromisso com todas as situações que vivi”.
 
Além dos romances “Ponte Aérea” (1983), “E Só Eram Verdade os Que Partiram” (1988), editado em Portugal com o título “Botafogo” (2004), e “O Ano da Travessia” (1994), Leonor Xavier é também autora das biografias de Maria Barroso (“Um Olhar Sobre a Vida”) e de Raul Solnado (“A Vida Não Se Perdeu”) e ainda da biografia política de Rui Patrício (“A Vida Conta-se Inteira”).
 
O livro “Casas Contadas”, editado em 2009, retrata as memórias das 13 casas onde a escritora viveu e mereceu-lhe em 2010 o Prémio Máxima de Literatura.
 
Raul Solnado, de quem Leonor Xavier foi companheira durante mais de uma década, foi também recordado nesta conversa. Leonor Xavier revelou algumas curiosidades daquele que foi um dos maiores actores portugueses de sempre: “ele tinha um pensamento muito interessante, por exemplo, dizia que todos nós, quando chegássemos todos os dias a casa, devíamos trazer sempre um pensamento novo e uma palavra nova. Ele inventava muitas palavras, mas fazia muita questão da língua portuguesa”.
 
Raul Solnado deixou também muitas saudades no Brasil. “Os brasileiros adoravam-no. Ele chegou a fazer um programa na TV Globo que teve muito sucesso. Era engraçado ver no dia seguinte os brasileiros a tentarem imitar a maneira inimitável de falar do Raul”, revelou a escritora.
 
Leonor Xavier foi nove anos redactora da revista Máxima, escreve na Vogue, na revista Sábado e no Jornal de Letras. É uma presença constante nas ruas do Cartaxo, uma vez que tem casa na proximidade da cidade.



publicado por Noticias do Ribatejo às 16:39
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ENTRONCAMENTO - Actividade de fim de semana do União F Entroncamento

 

HÓQUEI EM PATINS

SENIORES

No passado Sábado o União FE deslocou-se até à Capital do Vidro, Marinha Grande, para defrontar o SC Marinhense em jogo relativo à 16ª Jornada do Nacional da 3ª Divisão.
O árbitro da partida, Paulo Cruz (Coimbra) não deu início ao jogo por falta de policiamento no pavilhão, e solicitou ao delegado ao jogo da equipa da casa a requisição do policiamento, a qual não foi entregue ao árbitro da partida.
Aguarda-se agora uma decisão por parte da FPP sobre esta situação.

ESCALÕES DE FORMAÇÃO

Infantis: HC “Os Tigres” 5 – 4 UNIÃO FE
Escolares: UNIÃO FE 15 – 5 BIR (Valado de Frades)
Benjamins: HC Turquel “A” 5 – 5 UNIÃO FE

PATINAGEM ARTÍSTICA

No passado Sábado tiveram lugar os testes de Promoção e Certificado de Aptidão, no Pavilhão Municipal de Santarém, onde o União Futebol Entroncamento esteve representado por vários atletas. Aqui ficam os resultados obtidos pelas nossas atletas. Parabéns pelos resultados. Não foi o pleno mas pouco faltou. De salientar o apoio dos pais, mesmo de atletas que não competiram nesta prova, a também a dar o seu apoio pela equipa. O nome do Clube, mais uma vez, a sair honrado pelas prestações de todas as atletas. Os parabéns pelo seu trabalho, à Treinadora, aos Seccionitas e a todos que da bancada fazem a diferença.

Nível Preliminar

Juiz 1

Juiz 2

Juiz 3

Resultado

 Kira Kolesnyk

     

Aprovada

 

Nível I

Juiz 1

Juiz 2

Juiz 3

Resultado

 Raquel Lopes

     

Aprovada

 

Nível II

Juiz 1

Juiz 2

Juiz 3

Resultado

 Maria Beatriz Miguel

     

Aprovada

 

Nível II

Juiz 1

Juiz 2

Juiz 3

Resultado

 Maria Beatriz Miguel

     

Aprovada

 

Nível III

Juiz 1

Juiz 2

Juiz 3

Resultado

 Mariana Macedo

     

Aprovada

 

Iniciação A

Juiz 1

Juiz 2

Juiz 3

Resultado

 Isabel Vaz

     

Aprovada

 Daniela Madeira

     

Aprovada

 Inês Candeias

     

Aprovada

 

Iniciação B

Juiz 1

Juiz 2

Juiz 3

Resultado

 Inês Oliveira

     

Aprovada

 Isabel Vaz

     

Aprovada

 

Certificado Aptidão A

Juiz 1

Juiz 2

Juiz 3

Resultado

 Daniela Branco

     

Aprovada

 

Certificado Aptidão B

Juiz 1

Juiz 2

Juiz 3

Resultado

 Cláudia Vicente

     

Reprovada

 Jorge Sousa

     

Ausente

 Patrícia Bouça

     

Reprovada

 



publicado por Noticias do Ribatejo às 16:33
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SANTAREM - Comunicado de "Os Verdes" - possibilidade de medidas adicionais é sinal claro de falhanço do Governo

 
POSSIBILIDADE DE MEDIDAS ADICIONAIS É SINAL CLARO DE FALHANÇO DO GOVERNO
 
“Os Verdes” consideram absolutamente graves os indícios que quer o Primeiro-Ministro, quer o Ministro das Finanças, deram hoje sobre a hipótese de mais medidas adicionais de austeridade.
 
O que já se verificou, sem sombra de dúvida, é que todos os pacotes de austeridade, até à data apresentados e aplicados, não deram os resultados que o Governo garantiu que dariam. De resto, estas declarações hoje feitas, pelos responsáveis governativos citados, são o reconhecimento do falhanço e da incompetência que transportam estas medidas políticas que o Governo tem apresentado como soluções para o país!
 
Os portugueses têm razões para estar profundamente fartos desta estratégia ilusória do Governo que só pede sacrifícios e mais sacrifícios àqueles que já estão estrangulados do ponto de vista social e financeiro, enquanto certos sectores (designadamente o financeiro e grandes grupos económicos) ficam sempre livres das mais justas e elementares formas de contribuição para que a nossa sociedade se sustente.
 
Pôr este país a produzir é a solução para gerar riqueza e para criar emprego, e também para regularizar as contas públicas, porque é a forma de nos tornar menos dependentes do exterior. Para isso era preciso que o Governo assumisse as suas responsabilidades, designadamente ao nível do investimento público activo e qualificador. É justamente o inverso que o Governo tem feito.
 
O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) reafirma que considera gravíssimas as declarações do Primeiro-Ministro e do Ministro das Finanças hoje proferidas, perceptivelmente de forma coordenada… para continuar a massacrar o povo português e numa tentativa já cansativa de iludir mais e mais!
 



publicado por Noticias do Ribatejo às 15:47
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Torres Novas promove acesso à Internet

O Espaço Internet de Torres Novas está a promover esta semana duas iniciativas no âmbito da Get Online Week, da Comissão Europeia, que começa hoje e termina no próximo sábado, dia 5 de Março.

A primeira iniciativa é denominada «Primeiro Clique» e vai envolver os cidadãos mais velhos do concelho de Torres Novas ou quem nunca tenha acedido à Internet. O objectivo é levar estes utilizadores a terem contacto com a Rede pela primeira vez.

Outra das actividades destina-se à população desempregada ou inactiva, que poderão receber apoio em aspectos como criar um currículo, aderir a uma bolsa de emprego ou pesquisar emprego na Internet.



publicado por Noticias do Ribatejo às 14:40
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Conclusões do Congresso Extraordinário da LBP
Síntese informativa da atividade do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses
N.º 04/2011
Período de 14/2 a 27/2
 
Divulga-se o documento de Conclusões do CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DA LIGA DOS BOMBEIROS PORTUGUESES, reunido em 26 de Fevereiro de 2011, no Casino da Figueira da Foz, enquanto atividade da LBP mais relevante no período.
CONCLUSÕES
O Congresso Extraordinário da Liga dos Bombeiros Portugueses convocado para reunir no dia 26 de Fevereiro de 2011, nas instalações do Casino da Figueira da Foz, concluiu os seus trabalhos com as seguintes deliberações aprovadas por unanimidade e aclamação:
1 – Aprovar a proposta de documento apresentado pelo Conselho Executivo da LBP designado “Bases Gerais para a Negociação do Regulamento de Acesso ao Transporte de Doentes/Utentes” enquanto matriz orientadora para o trabalho a desenvolver com o Ministério da Saúde, a partir de 28/2.
2 – Continuar a exigir a revogação ou anulação do Despacho n.º 19264/2010 do Secretário de Estado da Saúde, publicado em 29/12 e mandatar do Conselho Executivo para, em defesa dos interesses comuns dos associados da LBP e como forma idónea de reação ao teor do supracitado despacho, aferir da viabilidade do recurso aos meios judicias e, se necessário for, agir em conformidade.
3 – Mandatar o Conselho Executivo para, no caso da negociação com o Ministério da Saúde relativamente às “Bases Gerais” aprovadas neste Congresso não forem acolhidas no essencial por este ministério, desencadear e organizar em tempo útil uma das duas ações seguidamente identificadas, cabendo a este órgão da Confederação optar pela que achar mais adequada, entre as quais:
a) Desfile de ambulâncias em todas as capitais de distrito, no mesmo dia e à mesma hora, envolvendo a solidariedade de autarcas e populações visadas pelas restrições no acesso ao transporte de doentes, enquanto complemento do acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde, em estrita articulação com as respetivas Federações Distritais;
b) Desfile nacional em Lisboa, antecedido de concentração, com representações de Associações Humanitárias de Bombeiros de todas as Federações Distritais do Continente, envolvendo autarcas e população visada e equacionado na mesma data a eventual suspensão por um dia, da prestação de serviços de transporte de doentes não urgentes à população.
4 – Avaliar na sessão do Conselho Nacional Ordinário da LBP a reunir em 26 de Março de 2011 em Monforte a proposta de denúncia das “Cláusulas Contratuais Gerais de Serviço de Transporte de Doentes em Ambulâncias das entidades detentoras dos Corpos de Bombeiros” celebradas entre a LBP e o Ministério da Saúde em 24/8/2009, aprovada na Assembleia Geral da Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa reunida em 28/1, dadas as suas implicações de âmbito nacional.
5 – Solicitar ao Ministro da Administração Interna uma audiência urgente, para exigir que se dê início imediato à elaboração de um novo regime de financiamento dos corpos de bombeiros detidos pelas AHB, numa perspectiva de contratualização da participação destes nas missões de protecção civil, delimitando responsabilidades entre o Governo e os municípios, com efeitos no Orçamento do Estado de 2012.
Na mesma ocasião manifestar preocupação ao mesmo governante pelas anunciadas restrições orçamentais que podem resultar na diminuição dos meios de combate (tanto aéreos como terrestres) disponíveis para o DECIF 2011, bem como na redução do investimento no ordenamento da floresta.
6 – Mandatar o Conselho Executivo para caso as medidas anteriormente aprovadas não venham a ter sucesso, solicitar uma audiência ao Presidente da República, para exposição da gravidade da situação de fragilização do socorro confiado a bombeiros, que pode comprometer seriamente a salvaguarda de vidas e bens dos portugueses.
7 – Mandatar o Conselho Executivo para informar a opinião pública de todas as acções que venham a ser executadas, na sequência das deliberações deste Congresso, nomeadamente através dos meios de comunicação social.
 O Presidente
Duarte Caldeira


publicado por Noticias do Ribatejo às 13:29
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ABRANTES-TAGUS organiza iniciativa para promover azeites da região

Começou na passada sexta-feira, dia 18 de Fevereiro, e vai até à Páscoa (dia 24 de Abril) a acção promocional que tem o objectivo de promover e valorizar os azeites produzidos no Ribatejo Interior, da TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior em parceria com cinco produtores locais e 13 restaurantes aderentes. Designada por “Azeites da nossa Terra”, esta iniciativa pretende levar às mesas dos restaurantes de Abrantes, Constância e Sardoal cinco garrafas de 500 ml de azeite da variedade virgem extra.

A ideia é  que os clientes dos restaurantes aderentes possam escolher através da carta de azeites um ou dois azeites da acção e provar, gratuitamente, como entrada esses azeites virgens extra acompanhados de pão, servidos à mesa em pequenas tigelas. E depois possam escolher um dos azeites para temperar a sua refeição.

E porquê  a escolha dos restaurantes para promover o azeite? Como explica o Técnico Coordenador da TAGUS, “os restaurantes são essenciais, são a melhor forma de chegar aos consumidores”, é através deles que “os clientes se apercebem da qualidade dos produtos”, esclarece. “E estes 13 restaurantes são bons restaurantes da região, que procuram ter alguma preocupação na gastronomia que apresentam”, refere Pedro Saraiva.

Os azeites que fazem parte desta acção são: o Cabeço das Nogueiras, o Casa Anadia Galega, o Ourogal DOP, o Val escudeiro e o Zé Bairrão Azeite Virgem Extra.

Os “Azeites da Nossa Terra”, no âmbito abordagem LEADER, do ProDeR, podem ser encontrados nos restaurantes: Aquapolis, Almourol, Beefeater’s, Cascata, Cristina, Herdade de Cadouços, Quatro Talhas, Remédio d’Alma, Sabores da Cascata, Santa Isabel, São Lourenço, Ti Artur e Três Naus até 24 de Abril.  



publicado por Noticias do Ribatejo às 12:41
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Já produzimos quase todo o azeite que precisamos

A produção nacional de azeite cifrou-se na campanha 2010/2011 nas 70 mil toneladas, o dobro do que se produzia em 2006, devendo o país alcançar a autosustentação dentro de4 a5 anos, anunciou hoje a Casa do Azeite (CA).

Em declarações à agência Lusa, Mariana Matos, vice presidente da CA, afirmou que, "se a questão da qualidade nunca se colocou, a questão da produção em quantidade está ultrapassada", tendo acrescentado que Portugal deverá alcançar a autosustentação em 2015/2016, um valor que se cifra nas 100 mil toneladas.

Segundo disse aquela responsável, Portugal é hoje o quinto maior produtor mundial de azeite tendo acrescentado que o volume de exportações "cresceu de forma sustentada", 22,5 por cento ao ano, desde 2006 até 2011.

"Invertemos o paradigma das exportações de menor qualidade e o crescimento qualitativo é sustentado com a exportação de azeite virgem extra, que acrescenta volume e valor, para países como os EUA, Brasil, Venezuela, Angola e Coreia do Sul", apontou.

Negócio de €310 milhões Mariana Matos disse ainda que o volume de negócios atingiu em 2010 um volume global de 310 milhões de euros, dos quais 130 ME advêm diretamente da exportação de azeite.

"Em 2006 Portugal exportava 20 mil toneladas de azeite e hoje, cinco anos depois, exportamos 44,5 mil toneladas, 62 por cento das quais para o Brasil", referiu aquela responsável.

Para a CA, "promover, valorizar e estimular" o consumo interno é o grande desafio que hoje se apresenta no plano interno, tendo em conta que Portugal apresenta consumos per capita "muito abaixo" dos restantes países mediterrânicos.

"Os portugueses consomem hoje6 a7 quilos de azeite por ano, metade do consumo per capita dos espanhóis", disse Mariana Matos, tendo observado que o consumo português "está estagnado devido a problemas estruturais".

Valorizar a fileira do azeite 

 Tendo considerado "importante" a realização do I Congresso Ibérico do Azeite, que vai decorrer em Abrantes, para "discutir ideias, analisar o mercado e equilibrar procedimentos" com os produtores espanhóis, Mariana Matos apelou à "imaginação" para valorizar a fileira.

"É preciso promover e valorizar todos os elos da cadeia de produção do azeite, desde o modernizar da imagem, ao integrar na alimentação, é preciso mais investigação e avanços tecnológicos no produto, chegar mais longe nos mercados internacionais e desenvolver um trabalho mais coordenado de promoção do azeite", defendeu.

"Todos os elos da cadeia de valor devem ser postos em evidência, seja no âmbito da cosmética, dos bio- combustíveis, aproveitamento para biomassa, folhas para chás, indústria farmacêutica, pondo em evidência os benefícios do azeite seja para a pele seja para uma alimentação saudável", vincou.

Com o objetivo de mobilizar produtores e olivicultores e estabelecer parcerias que contribuam para a valorização do azeite no espaço luso-espanhol, a cidade de Abrantes vai acolher, entre sexta feira e domingo, o I Congresso Ibérico do Azeite. 

«Expresso»



publicado por Noticias do Ribatejo às 11:49
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FERREIRA DO ZÊZERE - Mês da Protecção Civil

Ferreira do Zêzere assinala Mês da Protecção Civil com acções de sensibilização
 
Março é o mês da protecção Civil em Ferreira do Zêzere, que este ano ganha ainda mais forma e sentido devido às últimas situações meteorológicas adversas que fustigaram o concelho em 2009 e 2010.
Assim, a Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere vai organizar várias iniciativas de informação e sensibilização às populações com temáticas relacionadas com as medidas de protecção civil como, por exemplo, ameaças de bomba em meios escolares, risco de incêndios, o socorro às populações e as situações meteorológicas adversas/extremas, busca e salvamento de pessoas idosas, entre outros.
Segundo o Presidente da Autarquia, Dr. Jacinto Lopes, “todas estas iniciativas pretendem preparar e sensibilizar as populações e as entidades envolvidas para uma melhor resposta em caso de adversidade. Mesmo considerando que a nossa resposta a catástrofes, como foi o tornado do passado dia 7 de Dezembro, foi muito boa, penso que há sempre forma de melhorar e, nesse sentido, estas iniciativas são de uma grande importância”.
Com início a 1 de Março, Dia Internacional da Protecção Civil, as várias iniciativas decorrerão até dia 3 de Abril, terão lugar nas várias freguesias de Ferreira do Zêzere e irão envolver várias entidades, entre elas a Equipa de Desactivação de Minas e Armadilhas da GNR de Leiria, a Equipa de Sessão de Programas Especiais de Destacamento da GNR de Tomar, o Serviço Municipal de Protecção Civil, Forças Policiais, Forças Armadas, Bombeiros Voluntários, INEM, Sapadores Florestais, Núcleo de Protecção Ambiental da GNR, Autoridade Florestal Nacional, entre outros.
Nota – Anexamos programa



publicado por Noticias do Ribatejo às 11:44
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Cristina Branco. O fado perguntou ao tango quantos fados o tango tem

 

  A cantora pegou nos dois géneros e baralhou-os. Explica-nos que não tentou encontrar respostas, apenas ilustrar as dúvidas com canções

 

 Entre conversas nada profissionais, dias antes desta entrevista, surgia a referência a uma "conversa agendada com Cristina Branco". Do outro lado, a reacção: "A fadista?" Porque não sabíamos de cor a resposta certa, guardámos a questão no bolso e entregámo-la a quem de direito. Cristina Branco, com um novo disco e mais uma viagem entre géneros, continentes e línguas, esclarece: "Não." Claro que não, já o sabíamos. Mas legitimar a opinião com a certeza da artista é outra coisa. "Não Há só Tangos em Paris" volta a explicar porquê. Ainda que o fado lhe seja coisa crónica, Cristina Branco vai de Buenos Aires a Paris com paragem pela Mouraria como se de um voo low cost se tratasse: com rapidez e eficácia, mas também com solavancos pelo meio, efeitos secundários (aqui saudáveis) causados pelas mudanças rítmicas. Ainda assim, tudo na mesma escala, sem atrasos nem perdas de bagagem, para interpretar um conjunto de canções que querem carimbar a consanguinidade do tango e do fado.

Cristina Branco não é fadista. "Isso é uma atitude, não basta cantar fados. E eu preciso de mais para me equilibrar." E tão-pouco é uma tanguera. Seria até "pretensiosa" caso se apoderasse do género. O que há de sobra é curiosidade pelos dois. O primeiro fê-la descobrir-se enquanto cantora, deu-lhe a possibilidade de fazer o percurso iniciado em 1997, com "In Holland". O segundo é coisa "carnal, sensual, mas também dramática, também representativa de uma certa clausura". Pelo meio, a certeza de que "ambas as canções são físicas, nós talvez com mais pudor, eles com a mulher numa realidade mais submissa, nos dois casos com o desejo como protagonista".

Mas em Buenos Aires, a dança é corpo a corpo, de flor na boca e um mero domesticar do instinto mamífero, transportado para cenário urbano - somos nós a ripostar, a dizer que o salto alto não é o xaile e que as fronteiras existem. "Claro", diz-nos Cristina, preparando o remate de grande penalidade, "e no fado o desejo é o do regresso, é provocado pela saudade, pela ausência, pela perda, pelo desamor."

Horizontes comuns, portanto. "Com papéis distintos mas sempre com a mulher no papel de protagonista", diria a cantora que os ilustrou. Fadista que não o é e se deixou apaixonar pelo tango através da sedução do sotaque francófono - "a população argentina de Paris tem uma relação muito forte com as suas tradições e toda essa realidade sempre despertou em mim um enorme enamoramento", diz-nos -, Cristina Branco rendeu-se, mais uma vez, às viagens cantadas por uma mulher em namoro com as palavras dos homens. Eles são "mais óbvios", elas "mais subtis".

Não vem mal ao mundo desta oposição, antes uma vantagem para quem canta versos de barba rija: "Talvez seja mais fácil perceber o que escrevem os homens. As mulheres pensam em mais coisas ao mesmo tempo, somos mais rebuscadas, com mais filigranas na maneira de ver as coisas, de as racionalizar." Exemplos, Cristina, precisamos de exemplos. Cá vai: "O David Mourão-Ferreira, um dos nomes que mais gosto de cantar, sempre disse o que todos queremos dizer como se tudo fosse muito simples." E na verdade? "Na verdade não sei se assim é."

Certezas só as da "vida rock''n''roll", que também se passeia pelos dias de Cristina Branco - "só não há blusão de cabedal". Estas tanguices (do tango) de bairro castiço são resultado da curiosidade natural que lhe salta do olhar atento. Viagens para aqui e para acolá, de quem gosta de não estar em lado nenhum só porque isso lhe permite regressar. Como no fado e no tango: "Nos dois há uma dor profunda e nunca explícita.Como eu, sempre à espera de regressar a casa."

 

http://www.ionline.pt/

 



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Domingo, 27 de Fevereiro de 2011
ALPIARÇA - Alpiarcense lidera Bancada do PSD na Assembleia Municipal de Santarém

 

 


O Dr. Rui Presuncia foi eleito como novo líder de bancada do PSD, sendo a restante equipa composta pelo Dr. Edgar Gouveia, Engº. Eduardo Gomes e Dra. Cristina Martins.
A experiência política e de vida e o conhecimento do Concelho do Dr. Rui Presuncia são, sem qualquer dúvida, uma mais-valia para esta nova liderança da bancada.
A Comissão Política de Secção do PSD de Santarém tem a maior confiança nesta nova liderança e deseja um excelente trabalho à equipa eleita.


publicado por Noticias do Ribatejo às 16:56
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NO DISTRITO DE SANTARÉM - VAMOS SER MENOS E MAIS VELHOS!

 Por: Renato Campos

 

 É inquestionável que a população constitui a condição natural e biológica para o funcionamento da sociedade e da economia de um território, pelo que a sustentabilidade demográfica deve ser, também, cada vez mais encarada como um dos importantes factores do desenvolvimento sustentável desse mesmo território.

Sabemos, no entanto, que o declínio populacional constitui, actualmente, uma tendência não só em Portugal, como é também transversal a todas as sociedades ocidentais. Ele resulta, fundamentalmente, da conjugação de duas tendências: por um lado a diminuição da natalidade e, por outro, a diminuição dos níveis de mortalidade em todas as fases da vida e do consequente prolongamento da esperança de vida.

Pelo lado da natalidade, a principal responsável pela progressiva diminuição, tem sido a baixa generalizada e acentuada da taxa de fecundidade que se tem vindo a verificar não só em Portugal como na generalidade dos países europeus, na razão directa dos seus níveis de desenvolvimento, originada especialmente por um conjunto de factores de naturezas muito distintas com raízes económicas, sociais e culturais. No que respeita à diminuição dos níveis de mortalidade, é notório que nos últimos trinta anos, com o aumento da esperança média de vida, registaram-se alterações significativas no modelo da mortalidade em Portugal. Para além de uma baixa acentuada do nível geral de mortalidade, registou-se uma importantíssima redução na mortalidade infantil e o aumento de sobrevivência em idades avançadas, fruto de ganhos extraordinários no plano da saúde e do bem estar das populações.

Também no Distrito de Santarém, de acordo com as estimativas do INE, verifica-se que nos últimos oito anos, a população da região foi aumentada em 11.340 novos residentes, ou seja +2,5% que no último recenseamento geral da população (2001). Releva-se que nos 10 anos anteriores, a população tinha apenas crescido 9.647 residentes (+2,1%), ou seja um valor inferior ao dos últimos 8 anos.

 

 

Dinâmica Demográfica recente no Distrito de Santarém

 

2001

2008

2001/ 2008

+-

%

Abrantes

42.235

39.987

-2.248

-5,3

Alcanena

14.600

14.657

+57

+0,4

Almeirim

21.957

22.937

+980

+4,5

Alpiarça

8.024

8.266

+242

+3,0

Benavente

23.257

28.312

+5.055

+21,7

Cartaxo

23.389

25.156

+1.767

+7,6

Chamusca

11.492

10.976

-516

-4,5

Constância

3.815

3.751

-64

-1,7

Coruche

21.332

19.624

-1.708

-8,0

Entroncamento

18.174

21.751

+3.577

+19,7

Ferreira do Zêzere

9.422

9.126

-296

-3,1

Golegã

5.710

5.533

-177

-3,1

Mação

8.442

7.061

-1.381

-16,4

Ourém

46.216

50.890

+4.674

+10,1

Rio Maior

21.110

21.822

+712

+3,4

Salvaterra Magos

20.161

21.491

+1.330

+6,6

Santarém

63.563

63.630

+67

+0,1

Sardoal

4.104

3.808

-296

-7,2

Tomar

43.006

41.951

-1.055

-2,5

Torres Novas

36.908

36.968

+60

+0,2

V. N. Barquinha

7.610

8.170

+560

+7,4

DISTRITO

454.527

465.867

+11.340

+2,5

INE; Censos e Anuário Estatístico

 

 

 

Como é natural, nem todos os concelhos tiveram no período crescimento populacional positivo. Isso só aconteceu em 12 municípios, particularmente em Benavente, Ourém, Entroncamento, Cartaxo e Salvaterra de Magos, sobretudo os três primeiros com taxas superiores a dois dígitos. Por outro lado, com perda de população no mesmo período aparecem 9 municípios, situação que, aliás, já vinha acontecendo desde 1981. Esse decréscimo populacional atinge maior dimensão numérica em Abrantes, Coruche, Mação e Tomar, todos concelhos com perdas superiores a mil habitantes, se bem que em termos relativos as taxas mais negativas tenham lugar em Mação, Coruche e Sardoal.

 

- Nos próximos 20 anos seremos cada vez menos e mais velhos!

Tendo como base os valores e a metodologia de análise do trabalho publicado recentemente pelo INE – “Projecções da População Residente em Portugal, 2008 – 2060”, projectamos para cada um dos concelhos e para o distrito de Santarém em geral, a forma como evoluiria a população até 2030.

 

 

Projecções Demográficas 2010 - 2030

 

 

2001

2010

2020

2030

2001/ 2010

2001/ 2030

+-

%

+-

%

Abrantes

39.987

39.825

38.036

34.941

-162

-0,41

-5.046

-12,62

Alcanena

14.600

14.754

14.670

14.513

+154

+1,05

-87

-0,60

Almeirim

21.957

22.912

22.614

22.055

+955

+4,35

+98

+0,45

Alpiarça

8.024

8.182

8.042

7.961

+158

+1,97

-63

-0,79

Benavente

23.257

28.953

30.014

32.557

+5.696

+24,49

+9.300

+39,99

Cartaxo

23.389

25.571

25.215

24.099

+2.182

+9,33

+710

+3,04

Chamusca

11.492

10.571

9.796

9.080

-921

-8,01

-2.412

-20,99

Constância

3.815

3.786

3.797

3.765

-29

-0,76

-50

-1,31

Coruche

21.332

18.663

16.994

15.538

-2.669

-12,51

-5.794

-27,16

Entroncamento

18.174

22.625

23.499

24.358

+4.451

+24,49

+6.184

+34,03

Ferreira do Zêzere

9.422

8.933

8.322

7.849

-489

-5,19

-1.573

-16,69

Golegã

5.710

5.406

5.139

4.893

-304

-5,32

-817

-14,31

Mação

8.442

6.486

5.623

4.954

-1.956

-23,17

-3.488

-41,32

Ourém

46.216

50.958

50.287

49.006

+4.742

+10,26

+2.790

+6,04

Rio Maior

21.110

21.624

20.901

19.795

+514

+2,43

-1.315

-6,23

Salvaterra Magos

20.161

21.450

21.111

20.792

+1.289

+6,39

+631

+3,13

Santarém

63.563

62.702

60.373

57.413

-861

-1,35

-6.150

-9,68

Sardoal

4.104

3.742

3.485

3.245

-362

-8,82

-859

-20,93

Tomar

43.006

41.197

38.259

35.099

-1.809

-4,21

-7.907

-18,39

Torres Novas

36.908

36.863

35.483

33.653

-45

-0,12

-3.255

-8,82

V. N. Barquinha

7.610

8.134

7.837

7.448

+524

+6,89

-162

-2,13

DISTRITO

452.279

463.337

449.497

433.014

+11.058

+2,44

-19.265

-4,26

INE; Censos e População Projectada

 

 

 

 

Segundo a conjugação dos valores da natalidade, mortalidade, saldos migratórios e considerando para o país um cenário intermédio, ligeiramente optimista, a população do distrito de Santarém crescerá moderadamente até 2010, começando a decrescer a partir daí, sobretudo por défice no seu crescimento natural a que um saldo migratório, também ligeiramente decrescente, não conseguirá compensar. Esta situação, é muito semelhante à projectada para o Continente, onde a partir de 2030 até 2060 a população tenderá a diminuir e a envelhecer.

Se até 2010 existem 10 concelhos que verão crescer, em termos relativos, a população, havendo mesmo 3 com taxas de dois dígitos – Benavente, Entroncamento e Ourém, também com dois dígitos na taxa de crescimento, mas com sinal negativo, encontramos Mação e Coruche. Ou seja, as tendências demográficas verificadas na década de 90, para estes municípios, prolongam-se no primeiro decénio do século XXI. Já no ano de 2030, considerando o cenário de optimismo moderado escolhido para o movimento das populações, existem apenas no distrito 6 concelhos que nesse ano possuem mais residentes do que em 2001. No entanto só em dois – Benavente e Entroncamento – a taxa de crescimento populacional é de dois dígitos.

Em sinal contrário, 15 municípios vêm descer a população residente, particularmente Mação, Coruche, Chamusca, Sardoal, Tomar, Ferreira do Zêzere, Golegã e Abrantes, onde a taxa de variação de dois dígitos é negativa. Por sua vez, apenas Salvaterra de Magos, Cartaxo, Almeirim, Alcanena, Alpiarça, Constância e Vila Nova da Barquinha vêem praticamente estabilizada a sua população no período de trinta anos.

É evidente, nestas projecções, um acentuado envelhecimento da população, não só com perdas substanciais de jovens até aos 14 anos, como também, na faixa em idade activa entre os 15 e os 64 anos. Em contrapartida, o prolongamento da esperança média de vida, estimado para 2030 nos 79 anos para os homens e nos 85 anos para mulheres, leva a um envelhecimento acentuado da população no distrito (o mesmo acontece para o país), inviabilizando a desejável substituição de gerações, com implicações muito importantes na sustentabilidade demográfica e na viabilização financeira do sistema de segurança social.

Esta tendência para o envelhecimento populacional no distrito de Santarém, vem confirmar os dados estatísticos sobre a demografia portuguesa, revelando uma população envelhecida, por via da baixa taxa de natalidade e da queda dos movimentos migratórios, colocando, sérios desafios à sustentabilidade da Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde, para além, claro está, de impactes não negligenciáveis na produtividade da economia distrital.

É inegável que o decréscimo da população em idade escolar e o consequente seu envelhecimento, que progressivamente tem vindo a ocorrer na generalidade dos concelhos do Distrito, com tendência para o seu agravamento nos próximos 20 anos, deveria fundamentar o crescimento nos municípios dos parques escolares e dos apoios sociais aos mais idosos. No entanto, vemos em muitos municípios, vultosos investimentos em Escolas onde a população escolar está drasticamente a diminuir e uma notória falta de investimentos em equipamentos de apoio aos idosos, onde a população está a envelhecer aceleradamente !

http://agenciadeopiniao.blogspot.com/

 



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Sábado, 26 de Fevereiro de 2011
SANTAREM - Combate à pobreza e à exclusão social

 

Por: Anabela Melão

 

Será  que em Portugal existe (ou não) uma estreita relação entre pobreza e desigualdade? A “pobreza representa uma forma de exclusão social, ou seja, que não existe pobreza sem exclusão social. O contrário, porém, não é válido. Com efeito, existem formas de exclusão social que não implicam pobreza”. O exemplo mais clássico sobre esta distinção revela-se no caso do isolamento social a que os idosos são confrontados na maior parte das sociedades ocidentais capitalistas. Este isolamento não resulta necessariamente da pobreza, mas da estrutura organizativa deste tipo de sociedades, que desvalorizam o estatuto e o papel social da pessoa idosa. É importante compreender como se identifica a situação de pobreza. Os critérios estatísticos usados nos indicadores pelas organizações internacionais, nomeadamente o Eurostat, fixam uma linha diferenciadora: 60% do rendimento mediano (nacional) por adulto equivalente. Quem está abaixo desta linha é considerado pobre. Mas, dentro desta população, que se encontra em risco de pobreza, deparam-se situações muito díspares no que respeita à severidade da pobreza, ou seja, não é de todo (muito longe disso) um grupo populacional homogéneo.

Por outro lado, existe uma correspondência entre pobreza e o tipo de agregado familiar, e também aqui os dados apontam para uma polarização: “de um modo geral, identifica-se maior vulnerabilidade dos agregados isolados (uma pessoa) e dos agregados de maior dimensão”. Sendo que na primeira situação o problema é particularmente grave no caso dos idosos isolados e, na segunda, em famílias que detenham três ou mais filhos. Para além destas, saliente-se a situação das famílias monoparentais.

As condições de habitabilidade são outro vector da equação. São os “sempre pobres” que passam pela situação mais dramática, em relação a infra-estruturas de saneamento, mas noutros itens esta desvantagem não é tão acentuada face aos “não pobres”, designadamente, na posse de aquecimento adequado da casa (que é genericamente insuficiente). “Esta circunstância parece indicar que as privações assinaladas não têm a ver apenas com a pobreza, mas configuram deficiências estruturais da sociedade portuguesa”.

A via das políticas sociais é claramente insuficiente. Urge pensar-se em políticas económicas que, em paralelo com as políticas redistributivas, possam quebrar o ciclo persistente da vulnerabilidade e da exclusão social.

Perante esta realidade, a luta contra a pobreza e pela solidariedade global não pode ser travada sem constatarmos que, independentemente dos avanços civilizacionais no desenvolvimento social e humano, a pobreza, a exclusão e as desigualdades sociais agravaram-se em todo o mundo nos últimos 50 anos. Neste contexto, combater a pobreza e a exclusão social implica analisar este fenómeno complexo e multidimensional tendo em consideração as principais causas que levaram à actual crise económica, financeira e social. Nessa perspectiva, é preciso reconhecer que a utilização de padrões económicos baseados no ganho fácil e sem uma orientação clara e ética da economia para as pessoas, conduziu-nos a esta grande disparidade entre ricos e pobres e a um cenário em que as gerações vindouras estão confrontadas pela primeira vez, com condições de subsistência não experimentadas por gerações anteriores.

Em vez do princípio da transparência e da verdade, os agentes económicos e políticos preferiram optar por um comportamento aparente e ilusório de uma pretensa saúde económica e social, mas que escondia, na verdade, uma realidade de doença crónica. Esta cedência à aparência e à ilusão, acabou não por servir o combate à pobreza, à exclusão e às desigualdades sociais, mas por servir os prémios de gestão e por fomentar a redistribuição injusta do rendimento disponível. A redistribuição injusta do rendimento tem como consequência inevitável o agravamento das desigualdades sociais e da coesão económica e social.

O grande e grave problema desta actual crise económica e financeira é ter permitido, em termos globais, que as sociedades se endividassem para consumir, um consumo materializado por via do crédito fácil e impositivo de enormes sacrifícios para as actuais e para as gerações vindouras. Esta globalização (mercantil e não humana) agravou as desigualdades sociais, por ter sido orientada, até agora, numa perspectiva agressiva de mercado, que tende a esquecer a pessoa como destinatária ou centro principal do progresso económico e social.

Como bem dizia Guilherme de Oliveira Martins, não nos podemos distrair, um minuto que seja, no combate contra a pobreza e à exclusão social, se não quisermos que o fenómeno se agrave a cada dia que passa.



publicado por Noticias do Ribatejo às 14:33
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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011
"Clarificação"


 

Por: Capoulas Santos *

 

O resultado das últimas eleições legislativas e a sua proximidade com eleições presidenciais, com um recandidato do campo da direita tido como favorito, deixou desde logo antever o que seria o mandato governativo 2009/2013.

Um mandato marcado pela guerrilha permanente e a sede de desforra, com um único objectivo: pôr na rua o governo que cometeu o pecado, contra tudo e contra todos, de ganhar as eleições. Ainda por cima com a economia a não descolar e com um recrudescimento violento da crise financeira, a instalar a desconfiança nos mercados e a dificultar o crédito, não só para o sistema bancário, as famílias e as empresas, como também para o financiamento dos próprios Estados. A Grécia e a Irlanda foram as primeiras vítimas e tudo levava a crer que Portugal e Espanha lhes sucederiam, arrastando provavelmente o desmoronamento da zona euro, com consequências impossíveis de imaginar.

Houve mesmo quem vaticinasse uma onda avassaladora da direita, sobretudo depois de ser conhecido o candidato apoiado pela “coligação” contra natura do PS e do Bloco de Esquerda no apoio ao seu candidato presidencial. E houve até quem manifestasse logo disposição de ir para o governo “mesmo com o FMI”, se fosse preciso. E outros, mais à direita, proclamaram com convicção que estavam disponíveis para votar uma moção de censura, “viesse de onde viesse”.

Ora, o que aconteceu, afinal, foi que a “onda” da direita não aconteceu, deixando os resultados da eleição presidencial um claro sinal de que o país não está para aí virado.

Para supremo azar, o inconformismo do Primeiro ministro e a determinação do governo conseguiram não só cumprir, como ultrapassar as metas do deficit do orçamento do Estado para 2010, assim como garantir o financiamento da divida do país e afastar o espectro da intervenção do FMI com que, para usar uma expressão não original, já “salivava” uma certa oposição. E, como uma desgraça nunca vem só, os indicadores económicos relativos ao crescimento de 2010 que acabam de ser revelados, 1,4%, ultrapassam pela positiva todas as previsões, quer as do próprio governo, quer das principais organizações internacionais, num momento em que os resultados das exportações superam também todas as expectativas.

E, para cúmulo, o líder do principal partido da oposição, cai mais de 4 pontos nas sondagens, enquanto o Chefe do Governo conhece um movimento oposto.

Pois, foi neste preciso momento, que o Bloco de Esquerda tirou a Moção da cartola e empalideceu todos os que, até então, esgrimiam, à socapa, esse poderoso instrumento que permitiria, finalmente, livrar o país do mal.

O que sucedeu nas horas seguintes foi verdadeiramente surpreendente. O PCP, a quem o “brinquedo” foi retirado de supetão, reagiu como menino birrento. O PSD ficou como galinheiro onde entrou a raposa. Cada cabeça sua sentença. Que não, veio logo dizer o Prof. Marcelo, Rangel e mais alguns. Que sim, disseram outros tantos. Que é melhor estudar bem o texto, opinaram ainda outros. Nunca, deu logo ordem, Jardim, aos seus deputados. Parece que a decisão, que precisa de ser bem pensada, terá lugar, cinco dias depois do anúncio de Louçã, no órgão máximo do partido, que ocorrerá já depois de eu ter concluído esta crónica.

O CDS, bom amigo da onça, antecipou a decisão e, como “partido responsável”, disse já, pondo em evidência, a inutilidade do que o PSD vier a decidir, que não contem com ele. Moções de censura, a aprovar, bem vistas as coisas, só das boas, isto é, vindas da direita.

Vai ser curioso verificar, quando isso acontecer, qual vai ser a reacção do BE.

Eis o retrato de um país, o único na Europa onde não há um governo com uma maioria de apoio parlamentar, e onde, com parceiros destes, não há qualquer hipótese de a constituir.

Um país carente de meios e de condições politicas para superar uma das maiores crises da sua história, onde uns se esforçam para a ultrapassar e resistir a todas as dificuldades e outros se esgotam no exercício de jogos florentinos.

A Moção do Bloco deve por isso ser saudada. Depois das eleições presidenciais é o melhor contributo que poderia ser dado para a clarificação da vida politica portuguesa.

Obrigado Francisco Louçã. Os grandes gestos vêm sempre donde menos se espera.

 

* Eurodeputado do PS



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Santarém: Festas de S. José voltam a animar Santarém de 17 a 20 de Março

Programa este ano com muitas novidades


 
Entre os dias 17 e 20 de Março vão decorrer as Festas de S. José em Santarém. Como já é habitual o Campo Infante da Câmara será o palco principal destas festas que este ano apresenta um vasto programa de animação, numa organização conjunta da Câmara Municipal de Santarém e da Cul.Tur, Empresa Municipal de Cultura e Turismo de Santarém.
Além das actividades em torno datas da Reconquista Cristã de Santarém (15 de Março) e do Feriado Municipal (19 de Março), que comemora o Dia de S. José, Santo Padroeiro dos Artífices, destaque para os concertos com a cantora Aurea e com a divertida banda “Jim Dungo”, o show de Herman José, Joana Amendoeira, uma festa com música dos anos 80 com o DJ Paulino Coelho da Rádio Renascença, as actuações de Tunas Académicas e Ranchos Folclóricos.
 
O programa foi apresentado hoje, dia 25, em conferência de imprensa, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, e contou com a presença do vereador da Cultura da Câmara de Santarém, Vitor Gaspar, do administrador executivo da Cul.tur, José Valentim e ainda do vereador António Valente, da autarquia scalabitana. 
À semelhança do ano passado, as Festas de S. José continuam com os palcos privilegiados da Casa do Campino e as cavalariças anexas, onde vão instalar-se os restaurantes e os expositores de artesanato.
Em termos de novidades, o recinto das festas este ano terá uma área maior e conta com um novo espaço comercial. Em exposição vão estar cerca 50 stands de diversos ramos. 
Segundo o vereador Vitor Gaspar, “o projecto das Festas de S. José que tem como objectivo dar a conhecer ao país aquilo que Santarém tem de melhor no que respeita às suas tradições e ícones, é uma aposta ganha”, acrescentando ainda que “o projecto começa a pagar-se a ele próprio”.
O autarca frisou também que os festejos este ano têm três grandes patrocinadores, nomeadamente, Unicer, Cafés Delta e Águas de Santarém. A par destes, outras empresas colaboram e apoiam. 
Quanto ao programa, o concerto de encerramento do I Ciclo de Órgão marca o dia 13 de Março. Às 16 horas, os Pequenos Cantores da Basílica da Estrela, um dos poucos coros litúrgicos eruditos de crianças no nosso país, acompanhado pelo agrupamento vocal Ensemble Studio Contrapuncti actuam na Catedral de Santarém. A acompanhar vai estar David Paccetti Correia, no órgão e Pedro Rollin Rodrigues, na direcção. Entrada livre.
No dia15, o programa prossegue com as celebrações dos 864 Anos da “Reconquista Cristã de Santarém por D. Afonso Henriques”, entre as 10 e as 16 horas, no Jardim das Portas do Sol.
A actividade que visa recriar a tomada de Santarém aos mouros por D Afonso Henriques (a 15 de Março de 1147) destina-se às crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico de Santarém.
Durante seis horas, há representações da época histórica (D. Afonso Henriques; Cristãos e Muçulmanos), ginástica, esgrima desportiva, jograis e malabaristas, bobos, calígrafo com escrita antiga e música medieval.
 
Dia 17 – Inauguração Oficial das Festas de S. José
A inauguração oficial das Festas de São José está marcada para as 18 horas de quinta-feira, 17 de Março, no Campo Infante da Câmara, com a participação da Irmandade dos Romeiros de S. José, campinos e acordeonistas, seguindo-se a já habitual homenagem a Celestino Graça (junto ao seu busto).
À noite, no palco Super Bock, realiza-se um espectáculo musical com várias tunas académicas (22h30). São elas: TUFES, Tunapikas, SCALABITUNA e TAGES.
A animação prossegue com um concerto com a banda de Santarém “Vulture”, quando soar as doze badaladas.
Dia 18
O dia 18 começa a actuação da Tuna da Universidade da Terceira Idade de Santarém (UTIS), às 15h30, no palco Super Bock.
E às 17 horas, será assinado um protocolo com o Ministério da Justiça com vista à criação da cidade judiciária em Santarém, na Sala da Assembleia Municipal (Antiga Escola Prática de Cavalaria). Vai estar presente o ministro da Justiça, Alberto Martins.
A festa prossegue às 18 horas, com o Coro do Jardim-Escola João de Deus, no palco Super Bock.
No mesmo palco mas às 21h30, actuam Pinto Ferreira, que vão interpretar músicas do seu primeiro single “Violinos no Telhado”. Uma viagem por uma história de não-amor, num pop rock fresco.
Hora e meia depois (23h00) sobe ao palco, a jovem cantora Aurea, que chegou e surpreendeu o panorama musical português com o single "Busy (For Me)" já disco de ouro.
As influências de Aurea - natural de Santiago do Cacém - e que residiu muitos anos no Algarve vão de Aretha Franklin a Joss Stone, passando por John Mayer e Amy Winehouse até James Morrison e Zero 7.
Rui Ribeiro foi o responsável pelas letras dos 9 temas originais deste álbum, um registo pop/soul mas com várias nuances de diversos estilos musicais.
A produção esteve a cargo de João Matos e Ricardo Ferreira. A este último coube também a direcção musical, juntamente com Rui Ribeiro.
Neste dia, a não perder também é a festa “Remember Night”, com o DJ Paulino Coelho da Rádio Renascença. Música dos anos 80, a partir da 1 da manhã, no palco Super Bock.
 
Dia 19
O Dia de S. José é preenchido com uma alvorada com foguetes às 8 horas e às 9 horas, há toque de sinos a rebate em todas as igrejas do Concelho.
Do programa consta o desfile etnográfico pelas ruas do centro histórico, a partir das 11 horas.
E pelas 13h30, o Salão Nobre dos Paços do Concelho acolhe a tradicional Homenagem aos funcionários aposentados da Câmara Municipal de Santarém de 2010.
Entre as 14 e as 19 horas, a Casa do Campino, recebe uma Mostra de Vinhos do Tejo, numa organização da Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém, da rede de escolas do Turismo de Portugal parceira da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR).
Além de uma exposição de produtos regionais e outros (com provas gratuitas e venda de produtos), há uma tasquinha da Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém, música ao vivo, showcooking pelos alunos da escola (com provas no local entre as 15 e as 18 horas) e uma prova comentada por um enólogo, às 17 horas (inscrições no local). 
O Feriado Municipal, a 19 de Março, conta ainda com uma missa de S. José pelas 15h30, na Catedral de Santarém, com a participação dos Pequenos Cantores de São Francisco, seguindo-se uma procissão pelo centro histórico e a entronização e bênção à Irmandade dos Romeiros de S. José (Largo da Piedade - 16h30).
A noite promete um programa de arromba. No recinto das festas, a Orquestra Típica Scalabitana festeja o 65º aniversário com uma actuação pelas 21 horas.
Outra das atracções da noite é o espectáculo One (Her)man Show com a banda de Pedro Duarte, marcado para as 22h30.  Neste dia, o humorista que preparou um programa especial para Santarém celebra em palco mais um aniversário.
 Pela meia-noite, a banda Jim Dungo promete um espectáculo divertido.
Dia 20
No dia 20, às 11 horas, tem lugar uma cerimónia de entrega de condecorações municipais, no Salão Nobre da Câmara de Santarém.
A partir das 15 horas, a tarde é dedicada ao folclore, com a actuação dos ranchos folclóricos do Concelho.  
O ponto alto é a habitual corrida de toiros que abre a época na Monumental Celestino Graça. O cartel é composto pelos cavaleiros João Telles Jr., Tiago Carreiras e João Salgueiro e nas pegas vão estar o grupo de forcados amadores de Santarém e de Alcochete. (Ganadaria: Couto dos Fornilhos).
O último dia conta ainda com um espectáculo musical com a fadista Joana Amendoeira, às 21h30, no palco Super Bock.
Durante as festas, no Campo Infante da Câmara, realiza-se o tradicional mercado tradicional. Os mais pequenos têm também à sua disposição um espaço de diversões para crianças das Águas de Santarém e na manga vão decorrer largadas de toiros.
Para os mais resistentes, todas as noites, há animação nos bares com DJ’s.
 
Outras Actividades
 
Associadas às festas vão decorrer várias actividades desportivas e de solidariedade.
No sábado, 12 de Março, o Campo Chã das Padeiras recebe às 14h30, o XVIII Torneio de Futebol Veterano “Cidade de Santarém” - U. Tomar x Ex-UDS | Bragança x Guimarães, numa organização da EX-UDS.
Mais uma actividade desportiva, no dia 16, às 16 horas, com o IV Torneio Inter-Escolas Concelhio das Escolas Secundárias Sá da Bandeira e Dr. Ginestal Machado. Para além de um percurso de bicicleta entre Santarém e Valada tem lugar uma jornada de canoagem em Valada.
Participam os alunos das Escolas 2º e 3º Ciclo do Concelho de Santarém – Alcanede, Alexandre Herculano, Mem Ramires, D. João II e D. Manuel I de Pernes, Secundárias Dr. Ginestal Machado e Sá da Bandeira, Colégio Infante Santo e Escola Profissional do Vale do Tejo.
E para quem gosta de ténis, de 17 a 20 de Março, entre 18 e as 22 horas, no recinto das Festas de S. José, realiza-se o projecto “Iniciação ao Ténis”, pelo Grupo Desportivo do Agrupamento de Escolas D. João II
No dia 19, Feriado Municipal, actividades desportivas e de solidariedade também não vão faltar. 
Numa organização do Santarém Basket Clube decorre entre as 9h30 e as 13h30, uma concentração de miniBasket, no Jardim da Liberdade com a presença de várias equipas do distrito de Santarém.
Às 10 horas, o Campo Chã das Padeiras é palco do Torneio Rugby de Veteranos VECA organizado pelo Rugby Clube de Santarém. Equipas: Rugby Clube de Santarém VET’s – Securitas; Agronomia Rugby, Dramático Cascais, Moita do Ribatejo, S. Miguel, C.R. Évora, R.C. Lousã e Grupo Montemor.
Às 12h30, realiza-se nas Omnias o tradicional almoço de solidariedade com a participação de duas instituições de solidariedade de Santarém, Lar dos Rapazes e Raparigas e a segunda homenagem ao Campino.
A animação vai estar a cargo dos “Alminhas Danadas” e “Madeira Show”
Organização: Tricofaite, com a colaboração da Câmara Municipal de Santarém, AXA, Junta de Freguesia de Marvila e  MELBILEX.
A segunda eliminatória do Campeonato Regional de Dança Desportiva está marcada para as 14 horas, no Pavilhão Desportivo Municipal.
 
A NewStarDance apresenta a 2ª eliminatória do Campeonato Regional de Dança Desportiva nas modalidades de Latinas e Clássicas, com a presença de 250 dançarinos das várias escolas filiadas na Associação de Dança Desportiva de Santarém.
O programa contempla também um Torneio de Futebol Juvenil Festas de S. José, no dia 20 de Março, às 15 horas, no Campo da Escola Superior Agrária, organizado pela Scalabisport.
Para encerrar, uma marcha do coração, no dia 26 de Março, com início às 16 horas, no Jardim da Liberdade.
 
 
 
Tasquinhas com Comida Tradicional
Cavalariça – Casa do Campino
Horários: Dia 17 de Mar._18h00 às 00h00
18, 19 e 20 de Mar._11h00 às 24h00
 
Feira de Artesanato Regional
Cavalariça 1 – Casa do Campino
Horários:17 de Mar._18h00 às 00h00 | 18 de Mar._ 11h00 às 00h00
19 e 20 de Mar._10h00 às 24h00
 
Bares
Horários:17 de Mar._18h00 às 02h00
18 e 19 de Mar._11h00 às 03h00
20 Mar._11h00 às 00h00
 
Baptismos a Cavalo
Aquisição de ingressos no Secretariado
 
 
Informações:
 
Secretariado
E-mail: festas.sjose@gmail.com
Horário: 10h00 às 00h00



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CARTAXO -DESFILE DE CARNAVAL NO CARTAXO

 

DESFILE DE CARNAVAL NO CARTAXO

Cerca de mil crianças voltam a animar as ruas da cidade

 

A alegria do Carnaval chega às ruas da cidade do Cartaxo no dia 4 de Março, com um desfile organizado pela Câmara Municipal do Cartaxo, com início às 10h30.

 

O desfile – que todos os anos junta cerca de um milhar de crianças – vai ligar o Largo do Valverde ao Mercado Municipal, passando pelas ruas Stael Machado, Batalhoz e Luís de Camões.

 

Colaboram nesta iniciativa o Jardim de Infância do Cartaxo, Colégio Almeida Garrett, Centro Social e Paroquial da Ereira, Colégio Lugar da Fonte, Escolas Básicas N.º1, N.º 2 e N.º 3 do Cartaxo, Escola Básica de Valada e Escola Secundária do Cartaxo.

 

 



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SANTAREM - CNO NERSANT entrega diplomas a 170 adultos

 
 O Centro Novas Oportunidades da Nersant está a organizar, para o próximo dia 18 de Março, mais uma cerimónia de entrega de diplomas aos adultos que concluíram com êxito o processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC). Na cerimónia, a Nersant entregará os diplomas a 170 adultos.
 
 
 
Serão mais 170 os adultos a receber do CNO da Nersant, os diplomas que comprovam a conclusão do processo RVCC, mecanismo que permite aos adultos com idade igual ou superior a 18 anos, completar o 4º, 6º, 9º ou 12º ano de escolaridade, através de um processo de reconhecimento das suas aprendizagens e capacidades apreendidas ao longo da vida.
 
O CNO da Nersant continua a receber inscrições, sendo um dos Centros Novas Oportunidades nacionais com capacidade para encaminhamento dos desempregados inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), e que não tenham o 12.º ano completo.
 
De referir que em 2010 o CNO da Nersant recebeu 688 novas inscrições, tendo 445 adultos iniciado o processo de Reconhecimento, Valorização e Certificação de Competências (RVCC). Para além disso, o CNO da Nersant encaminhou ainda 541 adultos para outras tipologias de formação e certificou, em 2010, 213 adultos.
 
Os destinatários da formação são todos os adultos com idade igual ou superior a 18 anos com habilitações escolares inferiores ao 4º, 6º, 9º ou 12º ano de escolaridade e ainda empresas ou instituições que pretendam valorizar e requalificar os seus recursos humanos proporcionando-lhes o acesso a níveis mais elevados de escolaridade e formação profissional. A formação poderá ser realizada nas instalações da Nersant ou nas instalações das empresas, uma vez que a associação tem realizado diversos protocolos com empresas e entidades da região no sentido de qualificar os recursos humanos das mesmas.
 
Refira-se ainda que a dinâmica do CNO é flexível, gratuita e não obedece ao calendário escolar pelo que os interessados nesta oportunidade podem fazer desde já a sua inscrição junto da Nersant, onde encontrarão uma equipa de profissionais devidamente qualificada, motivada e pronta a acolher.



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SANTAREM - “Iniciativa Formação para Empresários” envolve 60 empresários da região

 
 Com o objectivo de melhorar a capacidade de gestão e o aumento da competitividade, modernização e capacidade de inovação das empresas da Região de Santarém, a Nersant já deu iniciou, por todo o distrito, ao projecto Iniciativa Formação para Empresários. Neste momento, a associação empresarial já iniciou a acção na sua sede em Torres Novas e em todos os seus núcleos, num total de 60 empresários envolvidos.
 
 
A Iniciativa Formação para Empresários, projecto que tem como objectivo reforçar e desenvolver as competências dos empresários de micro, pequenas e médias empresas, através da realização de acções de formação e aconselhamento adequado às suas necessidades, é dirigida especificamente para empresários (sócio ou accionista com funções de gestão) cujas empresas empreguem um número de trabalhadores inferior ou igual a 100.
 
O projecto combina formação teórica-prática (em sala), abordando as temáticas de Liderança e Organização do Trabalho, Estratégia e Instrumentos de Apoio à Gestão, com consultoria personalizada (individualmente na empresa), em que é definido um Plano Estratégico de Desenvolvimento que permitirá orientar o empresário no desenvolvimento das suas competências, tendo em vista a melhoria dos processos de gestão, modernização e inovação na empresa
 
Com um total de 90 empresários envolvidos, a Nersant já iniciou, em 2011, acções em Abrantes, no passado dia 28 de Janeiro, no Cartaxo, no dia 01 de Fevereiro, em Santarém, no dia 04, em Torres Novas, dia 7 e em Ourém, no passado dia 08 de Fevereiro.
 
 
Formação de Formadores com inscrições abertas
 
Sendo um dos cursos com mais procura por parte da população em geral, a Nersant tem-se preocupado em facultar aos interessados, inúmeras ofertas do curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores.
 
Devido ao elevado número de inscrições, a Nersant irá iniciar, no âmbito de actuação da sua sede, duas acções de formação de formadores, em Torres Novas, dia 14 de Março e no Entroncamento, dia 04 de Abril. Em Benavente, o curso arranca dia 21 de Março e em Santarém, no dia 10 de Março.
 
Após a conclusão do curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores com aproveitamento, os participantes estarão dotados de técnicas e métodos pedagógicos que lhes permita ministrar acções de formação de qualidade. De referir que os finalistas dos cursos de formação de formadores ministrados pela associação são automaticamente incluídos na Bolsa de Formadores da Nersant o que os torna potenciais fornecedores de serviços desta associação empresarial.
 
Mais informações e inscrições estão disponíveis em www.nersant.pt.



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CARTAXO - LUCÍLIA CONDE NA 31.ª CONVERSA NA TABERNA

Uma casa portuguesa, com certeza

 

 

 

É conhecida pela Taberna da Cila, fica em Pontével e ainda preserva as características típicas deste tipo de espaços. Foi aí que decorreu a 31.ª edição das Conversas na Taberna, no dia 23 de Fevereiro. Quem lhe deu voz foi Lucília Conde, que há mais de seis décadas se mantém atrás do balcão.
 
A casa que outrora recebia gente a toda a hora perdeu grande parte da sua vivacidade. Era gente que passava a porta para dois dedos de conversa, mas, sobretudo, para aquecer a alma com um bom tinto tirado directamente da cartola. Era ponto de encontro habitual de homens, que antes de irem de manhã cedo para o campo iam “matar o bicho” e no final do dia passavam a beber uns “penaltis” antes do regresso a casa.
 
Do outro lado do balcão, a satisfazer a sede dos homens, está há 67 anos Lucília Conde. As marcas que o tempo deixou neste espaço não deixam mentir. São o testemunho de um passado de que Lucília sente saudade, mas que foi levado pelas mudanças da vida e da sociedade.
 
“Nasci mesmo junto ao Rio da Fonte. Vim para aqui com sete anos, com os meus pais. Era pequenita, mas eles habituaram-me logo a aviar uns copitos e umas ciganas”. Quando o pai faleceu há 40 anos, Lucília tomou a direcção da taberna. Não pelo negócio, mas porque era um espaço no qual se sentia em casa.
 
“Gosto de estar aqui porque fui praticamente aqui criada. Os meus fregueses são como uma família, e eu tenho muita pena daqueles fregueses mais antigos. Uns já partiram, outros já não podem vir. Sinto muitas saudades desse tempo”.
 
Olhar para o balcão, as cartolas, a pia de pedra e os armários onde guarda os petiscos é como recuar várias décadas no tempo. Lucília faz questão de manter as características tradicionais da taberna. “É tudo à antiga”. Excepto a máquina registadora, que foi obrigada a comprar, e as grades de cerveja que mantém encostadas a uma das paredes, decorada com algumas fotografias antigas que ilustram equipas de futebol e ciclistas – numa delas vê-se Alfredo Trindade ao lado de José Maria Nicolau.
 
Até ao ano passado, esta taberneira ainda servia o vinho directamente da cartola, mas a quantidade que vende actualmente já não o justifica. “Há 40 anos, vendia uma cartola por dia, 120 litros. Agora compro às caixas. Vinte litros dá para uns quatro ou cinco dias”.
 
Poderia colocar uma máquina de café, para atrair mais clientes. Ou aderir à Sport TV para transmitir os jogos de futebol. Mas Lucília não quer. Pretere manter o espaço como está. “Mas é difícil. Agora vem muito menos gente. A malta nova já não entra aqui. Mas eu cá me vou aguentando”.
 
Dantes era um “entra e sai” de fregueses. Um movimento que gerava receita, mas também algumas chatices, quando o excesso de vinho, as cores dos clubes do coração ou o azar ao jogo falavam mais alto. “Brigavam muito. Eu uma vez cheguei a andar com uma vassoura atrás deles, para os apartar”.
 
Bebedeiras, “havia um que apanhava três por dia”. Mas Lucília tentava impor responsabilidade e não admitia falta de respeito. “Saíam daqui a cair, eu tinha pena e fartava-me de ralhar com eles. Eu dizia-lhes – gosto muito de vender vinho, mas também tenho muita pena de vocês beberem tanto”.
 
Dantes, os petiscos eram também motivo de paragem. Caracóis, pipis, pataniscas de bacalhau ou chispe não paravam muito tempo na panela ou no armário. “De manhã, antes dos homens irem para o trabalho, passavam por aqui para beber o seu copito de aguardente e levavam ovos cozidos, atum, carapaus fritos. Compravam-me muita coisa”.
 
O marido ajudava Lucília na taberna, mas não era coisa de que gostasse. Os filhos muito menos. “Atura-se muito”, diziam. Mas Lucília Conde, hoje com 78 anos, e depois de uma boa parte da vida passada neste espaço, não consegue estar muito longe dali. Muitas vezes sozinha, pode desanimar, mas não tem coragem de fechar a porta.
 
A taberna foi o único emprego que Lucília conheceu. Em nova, ainda chegou a aprender costura, mas desistiu de se aperfeiçoar nesse ofício. Optou então por um emprego dominado pelos homens, que é desempenhado num espaço onde, por regra, as mulheres também não entram.
 
Curiosamente, Lucília chegou a ter também duas mulheres como freguesas habituais da taberna. “Gostavam muito de vir aqui, e às vezes também bebiam ciganas (garrafas de meio litro de vinho tinto). Cantavam e dançavam”.
 
Mas a taberna foi sempre um lugar dos homens. Lucília nunca se importou de estar entre eles, porque as boas maneiras foram sempre condição obrigatória para transpor a porta. Já do outro lado do balcão, garante-se qualidade no serviço, juntamente com um sorriso e uma palavra amiga. São coisas que não têm preço, mas Lucília nunca levou mais por isso. 
 



publicado por Noticias do Ribatejo às 13:57
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NOVAS MANEIRAS DE FAZER POLÍTICA OU A VONTADE DE NÃO A FAZER SEQUER

Por: Anabela Melão 

 

Desde que comecei a fazer militância político, e foi-o muito recentemente, tenho experimentado os antípodas dos sentimentos. Quase que me apetece recorrer ao conceito de Civic Hacking que, em síntese, estimula acções de participação política da comunidade web, de modo a dar expressão da população via rede. Em outras palavras, "faz uso estratégico da rede para fortalecer o poder político da sociedade.". Civic Hacking é mais que um termo, é uma alternativa, uma táctica que se insere na e-democracia. Esta dita táctica podia controlar o chorrilho de asneiras com que somos literalmente torturados dia a dia.

Quando Pedro Passos Coelho apareceu – tal qual se aguardava por El-Rei Dom Sebastião – entre o cinzentismo politiqueiro, fui das primeiras pessoas – incluindo Manuela Ferreira Leite – a admitir que poderíamos estar perante um rival à altura de José Sócrates. E como acredito que a Democracia e os governos se fortalecem com oposições competentes, senti uma ténue esperança.

Ora bem, o homem foi pisado e repisado pelo seu próprio partido, e até os que deram a ordem para a sua morte política lavaram as mãos como Pôncio Pilatos, e consagraram-lhe a Santa Bajulação. O homem é o produto de um dos maiores mentores da política nacional (Ângelo Correia). O homem, entretanto, até tirou uma licenciatura, como um bónus de inteligência. Raios o partam, tanta gente jurou a pés juntos que voltara El-Rei Dom Sebastião. Em suma, uma renovada forma de fazer política. Com todas as condições para vir a ser o Alberto João do Continente.

É líder da oposição mas não se opõe a coisa nada. A cada medida que o Governo apresente tem cinco caminhos: recusa, porque acha inadmissível); negociação, quer obrigar o Governo a discuti-la e forçá-lo a revê-la de acordo com as suas exigências; confusão (os laranjas apelam à confusão, valendo-se de um nevoeiro informativo sobre o que quer e o que não quer); aceitação (o PSD anuncia que, por força do interesse nacional, se vê forçado a concordar) com a medida do Governo); vergonha (o PSD penitencia-se e pede perdão ao País).

Assim, o eleitorado está em vias de punir o PS, porque “governa”, seja por causa das Scut e dos chips nas matrículas e a levantar ao púlpito, apesar dos malabarismos políticos que o movem, presenteando-nos com o apoio ao Governo nas referidas questões. O povo nomeou Sócrates como bode expiatório por todas as calamidades públicas (ora porque chove no Verão ora porque faz sol no Inverno). Passos Coelho, o anjo que legitima, apoia e compreende todos os desastres políticos supostamente provocados pelo Governo, assume-se, finalmente, como um herói popular.

Tenho andado a pensar na explicação para tais fenómenos, mas nem a minha educação dominicana consegue que se faça luz para esta propensão para o sofrimento, a dorme e a penitência.

Nem chego a perceber se Passos Coelho toca o coração ou a carteira, nem sei se seduz os ricos ou os pobres, mas estou convencida que, seja pelo que for, o rapaz ainda vence esta coisa e desata a pedir desculpas a Sócrates, e a fazer birra, que bem é capaz de lhe dar um chilique, e oferecer de bandeja, de novo, a governação a Sócrates. Sugiro que, a exemplo, de um seu colega de partido já dinossauro na política, caso os portugueses endoideçam de vez e o empurrem para a cadeira de primeiro-ministro, peça desculpa ao povo, incluindo a Sócrates, e nos presenteie, e a Sócrates também, com uma torradeirazinha ou um frigorificozinho. Que assim temos assegurado no seu mandato pãozinho quente e um leitinho fresco.

Mas o que o pobre coitado não quer mesmo é que fique conhecido como o mentor de uma nova forma de fazer política: evitar o poder a qualquer custo. Pelo que cabe perguntar: a nova forma de fazer política ainda será política ou já entra na pura fraude?

Inspiração no artigo de Alberto Gonçalves do DN Opinião de hoje, com mais um temperozinho aqui da pequena.



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VILA NOVA DA BARQUINHA -O Almourol uma zona privilegiada em "discussão aberta"

A zona envolvente do castelo de Almourol possui um potencial turístico extraordinário. Mas pouca gente parece interessada em desenvolver essa potencialidade que tanto poderá ajudar a desenvolver a região como criar emprego ou criar riqueza e ainda melhorar as condições de vida das populações.

Faltam pessoas com visão. Falta também que os responsáveis políticos se interessem porque não chega só dizerem que «é um sítio bonito ou agradável».

 É necessário: agir e a empresa “ABC&E LDA – Almourol Bar Café & Eventos Lda”  que explora o espaço situado na proximidade do castelo tem vindo a fazê-lo apesar de sentir que está  a «lutar contra interesses maiores, contra interesses que apesar de invisíveis que  se sentem  porque  quando põe a mão na massa não tem agenda de interesses não mostram  vontade de ajudar a desenvolver uma zona que pelas suas características geográficas, culturais, patrimoniais, e Históricas, merece ser valorizada»

É preciso agir e há pessoas com uma verdadeira vontade de agir, não por interesses mas sim por sentirem que «esta terra dos nossos pais, dos nossos avós merece mais e melhor, não apenas pelo valor sentimental que possuem mas principalmente pelas características muitas delas únicas, que existe na zona envolvente do Almourol».

É por isso que a empresa concessionária não se resigna.  Se repararmos bem praticamente todos os “spots” publicitários do turismo de Portugal apresentam o Castelo de Almourol.

 E depois?

Basta isso?

 E o que fazem as pessoas que amam esta zona?

Ficam á espera?

De quê?

É preciso fazer algo, ser irreverente, ser diferente, haver potencial, (uma zona com potencial imenso) porque existem produtos (agricultura, turismo, gastronomia, etc…) para vender, há gente interessada em ajudar a desenvolver e a trabalhar gratuitamente para valorizar esta terra que tantos amamos.

Os responsáveis garantem que não ficar parados!

Há que amar esta Terra!



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SANTAREM -Projecto “MAIS Lezíria” apresentado

O Projecto MAIS Lezíria arrancou nesta quarta feira, dia 23 de Fevereiro, arrancou nesta quarta-feira, com um Encontro de Natação Adaptadas nas Piscinas Municipais de Coruche, onde participaram cerca de meia centena de atletas portadores de deficiência. As restantes iniciativas do projecto irão decorrer em todos os municípios da Lezíria do Tejo durante o primeiro semestre de 2011.

Este projecto nasceu da vontade da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo e dos seus municípios associados: Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém em unir as gentes da Lezíria do Tejo através do Desporto.



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SANTAREM -Fórum de Santarém debateu Defesa da Floresta"
O Governo Civil de Santarém promoveu no dia 22 de Fevereiro de 2011, um Fórum dedicado ao debate e análise dos Planos Distritais de Defesa da Floresta Contra Incêndios.
A Governadora Civil de Santarém empenhada na discussão, investimento e defesa da floresta contra incêndios, considerou o encontro importante, assim como o Plano de Santarém apresentado no Fórum, com o qual espera, em articulação com os Planos Municipais que o integram, maior sensibilização e prevenção de incêndios, e que no verão venha a resultar menos trabalho para os bombeiros.
Foram apresentados os planos distritais de Castelo Branco e Faro, esteve presente na abertura o Eng.º Amândio Torres, Presidente da Autoridade Florestal Nacional, e ainda desta entidade o Eng.º. Rui Almeida.
Amândio Torres acredita que os Planos Distritais possam contribuir para a diminuição de ignições.
A Eng.ª Zita Costa apresentou os apoios para a floresta através de candidaturas ao PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural, informando que estão disponíveis 750 milhões de euros.
Da Direcção Geral da Administração Interna, o Eng.º Alexandre Santos apresentou as incumbências dos Governos Civis nesta matéria.
O papel da GNR na Vigilância e Defesa da Floresta foi explicado pelo TC Nunes, e a Autoridade Nacional de Protecção Civil esteve representada num dos painéis pela Dr.ª Ascensão Batista.
Nos trabalhos da tarde foi apresentado o Plano de Santarém pela Eng.ª Andreia Gonçalves do Elo Técnico do Governo Civil de Santarém e promovido um novo período de debate.
A sessão de encerramento contou com a presença do Secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, do Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro, e da Governadora Civil, Sónia Sanfona.
Estiveram presentes ao longo do dia alguns Governadores Civis e/ou representantes.

«GI/GCS»



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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011
SANTAREM - iniciativas do Museu Municipal e Património Cultural

Destaques do Museu “As Armas e os Brasões Assinalados”

Numa altura em que se aproximam as comemorações do Dia da Cidade a Autarquia Scalabitana expõe ao público, alguns objectos relacionados com a heráldica do município.

Esta mostra estará patente durante os meses de Março e Abril, no Núcleo Museológico de Arte e Arqueologia – S. João de Alporão.  

Público-alvo: geral | Horário: Qua. a Dom. das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30

 “Embebendo arte bebendo café”

Com o objectivo de incrementar o conhecimento e divulgação da riqueza patrimonial da cidade, o Município de Santarém presenteia os nossos visitantes com a oferta de um café. Esta iniciativa, alvo de rotatividade, terá continuidade na Igreja da Graça durante o mês de Março e permanecerá até ao final do mês de Abril no mesmo local.

Apoio: Delta cafés

A mostra “Doces e Amargos de Boca” que se encontra patente no Núcleo de Museu e Património Cultural, pretende ilustrar temáticas relacionadas com o uso dos doces na alimentação do Antigo Regime”. Expõe uma “Breve história do açúcar”, assim como um enquadramento histórico da doçaria conventual, e da tradição doceira dos mosteiros femininos, como é o caso do Mosteiro de Santa Maria de Almoster e dos tão doces e deliciosos “arrepiados”.

Horário: Seg. a Sex. das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30



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SARDOAL -Detidos por Furto de Tabaco

     Em 24FEV11, por cerca das 04H40 horas, 3 indivíduos do sexo masculino, nacionalidade portuguesa, caucasianos, com idades compreendidas entre 18 e 24 anos, todos residentes no concelho de Abrantes, furtaram através de arrombamento de porta de estabelecimento comercial sito em Vila de Sardoal, tabaco e artigos de mercearia, colocando-se em fuga através de viatura própria. Patrulha do Posto Territorial do Sardoal com colaboração da patrulha do Posto Territorial de Abrantes, após denúncia efectuada por popular via telefónica para o Posto Territorial do Sardoal, iniciaram a perseguição à referida viatura, tendo conseguido imobilizá-la e deter os referidos indivíduos, próximo da localidade de Carvalhal, recuperando o material furtado e apreendendo a viatura.

Mesmos foram conduzidos ao Posto Territorial do Sardoal e presentes a Tribunal da Comarca de Abrantes, pelas 10H00, tendo sido libertados sob Termo de Identidade e Residência, passando o Processo a Inquérito.

Valor do Furto: 66 euros;

Danos na porta do estabelecimento: 100 euros



publicado por Noticias do Ribatejo às 18:45
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Cadernos de Etnografia e Folclore

(10)

 

O Povo

………..Um Povo

 

 

Falar de Folclore é falar de Povo, que não tem hoje o significado de “grupo social de estatuto mais baixo, de plebe”, podendo definir-se como o”conjunto de pessoas de um lugar, de uma região, de um país”. Isto é, quando hoje falamos no POVO, não nos estamos a referir a uma classe ou camada social---e os da minha idade se lembram certamente do “clero, nobreza e povo” da nossa História---mas sim ,de “um conjunto de indivíduos unidos entre si por laços comuns de ordem rácica, histórica ,cultural ,religiosa, etc.”, digamos  que de toda uma população independentemente da sua actividade e condição social.

          Temos assim e por exemplo, o povo português que por sua vez é constituído por vários grupos étnicos ou culturais, como o são as populações minhotas, alentejanas, ribatejanas, algarvias e beirãs entre outras, que se consubstanciam nas diferenças que nos caracterizam e definem. Tendo cada uma delas algo que as caracteriza entre si, nem por isso deixam de internamente ter também as suas diferenças, o que mais enriquece a sua identidade.

          Entretanto, e por se falar em “grupo étnico”, para Tomaz Ribas é esta a designação correcta a ocupar o lugar de “raça”, que hoje constitui um termo “sem verdade nem validade científica”,”já que sobre o globo terrestre já hoje não existem raças puras.”Desde há muitos milhares de anos que os povos se têm cruzado tanto e de tal maneira que já não é possível afirmar com verdade que um determinado grupo humano em determinado momento histórico se não cruzou com qualquer outro grupo humano.”

  Falámos de POVO .Mas acontece que a Etnografia e o Folclore estudam não O POVO mas sim UM POVO (sinónimo de grupo étnico),  É que a expressão POVO ”tem um significado social visto que  se refere a uma dada camada da sociedade, aliás aquela camada da sociedade que engloba todas as classes que não são propriamente a burguesia”, enquanto a expressão “UM POVO ” “não tem exclusivamente um significado social, de classe social  ,mas sim um significado étnico. Digamos que (a Etnografia e o Folclore) estudam os “usos e costumes”,as  “tradições”,que aliás só os povos evoluídos têm. Os outros povos (não evoluídos) não têm ”tradição”,têm a sua “Cultura”,queem Ciências Humanasnão  tem o significado de “soma de conhecimentos “,mas sim  o de “cultura ancestral” de um povo que não evoluiu.

             Alguns exemplos: o fandango, o corridinho, a Chotiça, o trajo de minhota ou de alentejano, um coral do Alentejo (para mais não citar) são FOLCLORE”porque sendo manifestações populares são-no de um povo que vive dentro dos padrões sociais actuais usando das conquistas técnicas universais.”Por sua vez,”um batuque no interior da África, uma doença ou uma canção da Polinésia”não são Folclore, são Cultura de um povo primitivo, que não evoluiu.

Ora, sendo assim, se apenas os povos evoluídos têm folclore, não se pode afirmar que este seja evolutivo, pois que acontece no período em que o desenvolvimento se instala e deve manter-se inalterável, como ponto de referência no tempo.

É uma simples opinião!

Entretanto, que diferença entre Folclore e Etnografia?

Ora bem, será esse o tema do próximo artigo.

Por: Lino Mendes



publicado por Noticias do Ribatejo às 13:12
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ALPIARÇA - Acredito que Mário Santiago vai começar a ser um «homem e um presidente» mais tolerante
OPINIÃO
 
O presidente da Assembleia Municipal de Alpiarça, Mário Santiago pelo desempenho e atitudes que está a levar a efeito no órgão a que preside começa a ser admirado por uns e detestado por outros.
Como nos disse numa curta conversa (privada) que tivemos recentemente: «um politico que não é falado é um político que não presta». Falta saber em que sentido devemos ser falados.
Mário Santiago começa a ser fortemente criticado por muitos alpiarcenses (basta ouvirmos certas pessoas e conversas) como pela bancada da oposição que o examina como uma pessoa «mal formada» porque «não é vertical como se considera» em virtude de interromper uma «Assembleia quando algo não lhe está a correr bem, ou para dar um "puxão de orelhas" com ameaças expressas aos membros da oposição» logo «não é bem formado» porque «quem diz alto e bom som, numa assembleia eleita pelo povo, que "quem manda aqui sou eu"».
Está na memória de alguns intervenientes as «discussões acesas» havidas entre Mário Santiago e Graciete Brito, ao ponto do presidente ter sido “alcunhado” de «mal-educado».
Usando uma frase de um artigo publicado ontem neste jornal «Se o Senhor Presidente da Assembleia merece tantas críticas é porque o seu comportamento não é o mais adequado ao lugar que ocupa e muito menos é sinónimo de verticalidade» para acrescentar «infelizmente, a CDU não escolheu bem. Efectivamente, o Senhor em questão não tem valor para o lugar que ocupa e a CDU deveria ponderar seriamente se não o deveria aconselhar a suspender as suas funções, sob pena de ainda serem mais penalizados do que já estão a ser».
Se tomarmos em atenção a veracidade dos factos, porque parte do narrado é indesmentível, conclui-se que Mário Santiago tem a “cabeça a prémio” e começa a ser uma “persona nom grata” ao ponto de poder criar nos próximos tempos conjunturas delicadas, tais como: o abandono das bancadas da oposição em plena sessão da assembleia. A acontecer em nada abona a favor da democracia e muito menos para com a CDU.
Citando outro leitor: «isto acontece porque Mário Santiago por formação não tolera certos “exageros” (como se os exageros da oposição sejam ou devam ser considerados um impedimento).
A sua “rigidez e a sua intolerância leva-o a que seja considerado «um presidente incómodo não só para com o PS como também até para a própria CDU, coligação esta que o elegeu».
Não acreditamos de forma alguma que as atitudes de Mário Santiago sejam uma vingança para com os socialistas para lhes lembrar que no tempo de Rosa do Céu foi imposta aos comunistas a ”Lei da Rolha”.
A ser verdade então algo está mal porque a “vingança” não é boa conselheira.
 
Mário Santiago
O “busílis” da questão, no nosso ponto de vista, está: na falta de flexibilidade e na “rigidez” de Mário Santiago.
Para que tudo funcione da melhor forma e as relações sejam abertas proporia a Mário Santiago que fosse mais flexível e menos rígido mas acima de tudo mais tolerante, tolerância esta que o presidente não é grande adepto criando assim todos estes confrontos que em nada beneficia as partes envolvidas.
Um politico deve ser «falado» pela positiva e pela negativa mas no que tem vindo a acontecer e a ser dito nos últimos tempos, quer pela parte da oposição como de muitos alpiarcenses, é que o politico Mário Santiago está só a ser falado pela negativa.
Não desejamos isto para Mário Santiago nem gostamos que estas posições estejam a acontecer com frequência porque em nada beneficia quem foi eleito pelos alpiarcenses que acreditaram e acreditam ver as soluções de Alpiarça serem resolvidas e discutidas no bom senso e com a participação de todos.
Caro Mário Santiago” comece a ser menos rígido e mais tolerante e vai ver que tudo se compõe para passar a ser «falado» e conhecido com um «homem tolerante» que ao contrário de Rosa do Céu, não impõe a ninguém a “Lei da Rolha” e passará a deixar de ser um «homem mal educado e arrogante» para ser o «nosso presidente» em que todos acreditam e confiam.
Eu confio que vai ser mais tolerante!
Prove-nos a todos que vai começar a ser um «homem e um presidente» mais tolerante.
Comece já amanhã, dia 25, na “Sessão Ordinária” que a Assembleia Municipal vai levar a efeito.
Por: António Centeio (foto)


publicado por Noticias do Ribatejo às 12:38
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