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Domingo, 18 de Junho de 2017
TEMAS DE SAÚDE. A Verdade tem de ser transmitida aos doentes

ANTONIETA

 

Por: Antonieta Dias (*)

 

A Verdade tem de ser transmitida aos doentes
 
Através das várias gerações Humanas muitos conceitos mudaram, porém a Verdade é apenas uma só e jamais mudará ao longo dos séculos, fazendo do Dever uma obrigação própria das pessoas livres, iguais e puras.
Jacques de Molay foi morto, como um santo, pela Verdade martirizado. Mas a palavra Verdade não desapareceu.
O Homem de bons costumes deve manter sempre como pilar da sua missão a força suficiente para obter a Vitoria da Verdade no comando da sua vida.
Sem dúvida que a Verdade e  a Justiça representam valores que a Humanidade tem de manter e defender para conseguir obter a permanente integridade que se exige numa sociedade de Direito.
Não há fracos, nem humildes, não há fortes nem vitoriosos que impeçam  que o triunfo da Verdade impere sobre a mentira.
O poder que é transmitido ao Homem vincula-o a uma obrigação que por maiores que sejam os obstáculos, os sacrifício, as dificuldades, as barreiras politicas, religiosas, morais ou sociais não conseguiram abater a Moral e a Virtude que leva a enterrar os Vícios.
É através do caráter, da serenidade e do saber  que o médico suportado pelo conhecimento da ciência, pela justiça e pela inflexibilidade cumprirá os seus deveres, agindo sempre  com  bondade e inteligência na  transmissão da  Verdade aos seus doentes.
O ideal profissional do médico terá de ser sempre verdadeiro, baseado no sigilo, na lei e no cumprimento das boas práticas  cuja experiencia e arte de bem fazer terá de respeitar sempre a intimidade e a personalidade da natureza humana.
É com base no sentimento profundo da Vida Humana, no verdadeiro lugar que o Homem ocupa no Universo, na suprema interiorização dos problemas mais sérios vivenciados pelos doentes  que a nobre missão do médico se diferencia e o vincula a transmitir uma mensagem inesperada, cujo impacto negativo gerado no paciente não pode ser previamente avaliado, nem muito menos previsto, pelo que o profissional médico tem o dever de revelar o diagnóstico de uma doença grave de forma suave, com carinho, respeito e de forma entendível e perfeita.
Todas  as justificações são possíveis e permitidas para minimizar o desgosto, a tristeza e o desejo de viver sem oprimir a esperança e sem gerar revolta, levando o paciente a aceitar e a resignar-se sem ficar desorientado abrindo-lhe uma porta que seja suficientemente clara e precisa cujo princípio não é apenas o fim, mas a continuidade justificada de um limite para a nossa passagem efémere no mundo terrestre, cuja continuidade não acaba mas se transforma noutra vivencia complementar em que a missão não termina, apenas muda.
O ato médico de transmissão da mensagem  não pode ser impessoal, mas solidário cuja arte de bem compreender o doente e a doença o farão adaptar as exigências às coisas e às circunstancias de acordo com as necessidades do momento,  fazendo a comunicação das suas decisões clinicas de forma a   imprimir o cunho da proteção, da fraternidade sem descurar a razão e a moral prestando um serviço precioso proclamado no respeito dos Direitos Humanos e nos Direitos do Doente que tem de ser esclarecido de forma precisa, livre e completa, cuja  particularidade será baseada nos fatos verdadeiros sem comprometer  a devida recompensa em outro mundo para além deste.
Em suma, a Verdade é só uma, todavia a forma como a transmitimos deve ser feita com arte,  com rigor, com positividade e sem falhas de ciência ou humanidade.

(*) Doutorada em medicina



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"Eu, Placidina"....., as minhas memorias de menina

FLORBELA

Por: Florbela Gil

 

 

"Eu, Placidina....., as minhas memorias de menina.

 
Fui criada com muito mimo, mas muito pobre. Mas meu querido pai dava-me muito carinho.
Ia muito para casa dos meus avós paternos, gostava muito deles.
Eu morava na Cabeça Gorda, e depois vim morar para Vaqueiros, para uma casa que lhe deu meu avô, pai da minha mãe. Tinha quatro anos.
 
Meu pai não tinha trabalho, depois quando se fez á estrada que vai de Pernes a Santarém, meu pai foi britar pedra, e só vinha de oito em oito dias a casa. Recebia a féria de 15 em 15 dias. Com a minha mãe estava tudo bem, mas houve uma data, em que o capataz, não lhe deu o cheque a tempo. De maneira que os empregados, recebiam 22 mil réis, naquele tempo era assim que se dizia o ordenado. Ora isto foi em fevereiro de 1917.
 
A minha mãe, pedia dinheiro ao meu pai, ele deu 20 mil réis, disse a minha mãe,":só isso?" respondeu meu pai,: "sim" . Não chega para nada, andas para lá tanto tempo para depois me dares só isto? Responde ela.
 
Revoltada porque para dar de comer aos filhos todos, o dinheiro, não chegava, respondeu": meto já o dinheiro debaixo da trempe.!
Responde meu pai": queima lá o dinheiro que te escavaco.
 
Irritada, a minha mãe arranjou a trouxa e abalou. Perguntei-lhe onde ía. Respondeu": vou-me à casa da Maria." que era a minha mana mais velha. Respondi, ": também quero ir."
 
Minha mãe disse, ":fica ao pé teu pai que, eu já venho".
Fiquei a chorar. Meu querido pai disse assim": cala-te, a mãe já vem."
Eu tinha fome, chorava com fome, meu pai continuava a dizer que a mãe e o mano já vinham.....
 
 
( Minha avó nasceu em 23 setembro de 1913, quando escreveu estas memórias, já tinha setenta e muitos anos. Eu sua neta, herdei o seu livro quando ela faleceu a 13 janeiro de 2002, fui criada por ela desde os meus 4 anos até casar, tinha 22 anos. Mas todos os dias até sua morte com 89 anos, a minha presença era diária, almoçava com ela, ia às compras, ao cabeleireiro, levava-a a passear. Ainda me ajudou a criar o meu filho, seu bisneto ate aos 3 anos, enfim era a "filha" quase.Não neta.)
 
Bem meus amigos, muito mais há para vos contar, sim, porque vão ter a continuação, destas memórias.
Um bem haja para todos.


publicado por Noticias do Ribatejo às 11:00
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Cansaço!

ANAGRACIOSA

 

Por: Ana Graciosa

 


Um dia, cresces... Percebes que a vida é muito mais madrasta que te possam ter dito ou contado, e que, na sua maioria, não é só sorrisos e bons momentos. Que o "amor" é muito menos que as histórias que já ouviste. Que a paixão e dedicação, é muito mais que beijos e amassos. Que príncipes não existem e, muito menos vêm montados em cavalos brancos. Tudo o que se vai embora, nem sempre volta como dizem. Que toda a gente tem defeitos e, é raro encontrar alguém que os veja e que os diga. Que palavras, não são só meramente palavras. Que às vezes, uma lágrima vale mais que um sorriso e, um sorriso por vezes, vale mais que mil palavras Que uma história pode começar com um simples olhar e, quase se pode dizer, vale quase tanto como o conteúdo de um livro. Que existem pessoas que jamais te darão o direito de te "defenderes" do que te acusam ou falam de ti. Que uma música traduz e significa mais, do que tu própria consegues explicar. Que tens que lutar pelas pessoas que amas e fazem toda a diferença. Que imensa gente te vai desiludir, assim como tu,  provavelmente também o farás. Que um beijo, jamais será só um beijo. Que uma atitude pode mudar o teu destino. Que as coisas não se resolvem se não tiveres a coragem, humildade e frontalidade de as encarares e nunca se resolvem só com um "desculpa". Que uma brincadeira pode conter mais seriedade do que se possa pensar. Que o amanhã pode ser tarde. Aprenderás que haverá sempre um "e" ou um "mas" no final de cada frase. Passeio, vou ao cinema, Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Não sou rica, mas sou uma rica pessoa, faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar. Que só quando desistires, existirá finalmente um ponto final…



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O SILÊNCIO É DE OURO

MARINAMALTEZ

 

Por: Marina Maltez

 

 

 

 

 

“O lado psicológico de uma criança é muito frágil. As certezas que ela formar permanecerão. As suas palavras moldarão o destino dela”.

Autor Anónimo

 

Não teria mais de 8 anos quando em casa fiz um pedido que a Mãe estranhou e o Pai nem tanto (típica proximidade entre filha e pai). Estava fascinada com uma colecção de contos infantis. Dezenas de livros de capa brilhante e cores vivas desafiavam qualquer orçamento familiar à época. Mas a vontade de os ter era tanta que assumi abdicar de doces, brinquedos e tudo o mais que à data fascinava uma criança.  A verdade é que nunca fui uma criança igual e creio (ou melhor tenho a certeza) que isso inquietou bastante a Mãe (para ser sincera ainda hoje e eu perto dos 40 e ela ainda se questiona com esta fome e sede de livros!). Em plena praia as outras crianças corriam na areia, pulavam na rebentação da sondas, faziam castelos e outras figuras e eu… eu lia!

E aquela colecção, cujo título jamais esquecerei- As Histórias do Avozinho- fascinava-me. E como ela fez as minhas delícias durante tanto tempo. Lia e voltava a ler e lia uma vez mais.

Passaram 30 anos. O meu gosto pela leitura mantém-se. Para ser correcta teve um agravamento acentuado que me satisfaz por completo! O livro é a minha fiel companhia!

Da colecção tão desejada gravei as imagens que me levaram a mundos de sonho e uma frase que me marcou, marca e à qual recorro com frequência: se a palavra é de ouro, certamente o silêncio será de prata.

Anatomicamente comprova-se esta frase: se temos 2 ouvidos e 1 só boca será indício de que devemos ouvir mais e falar menos.

Sem Título

Não. Não defendo a falta de diálogo. Pelo contrário. A comunicação interpessoal é-me preciosa, pois é nela que fundamentamos a nossa essência de ser pensante e social.

Quer queiramos quer não, vivemos na era do poder da palavra! Nunca ela terá tido tanto impacto (ou talvez o tivesse no momento em que o Homem enquanto espécie a desenvolve): televisão, rádio, internet, jornais, revistas… seja falada ou escrita a palavra impera. Acompanha ou contradiz comportamentos. Gera reacções, leva a atitudes e dita consequências.

Lamentavelmente, imperam as que rotulei como “palavras tóxicas”. São aquelas que resultam de conflitos, desentendimentos, exigências e que diariamente moldam os pensamentos. Quer de quem as diz…quer de quem as ouve.

“Não vales nada. Só fazes mesmo peso ao chão. Morre tanta gente que até fazia falta e tu aqui diante de mim. Não tens coragem para te matar? Fraca. Não mereces o ar que respiras.”



publicado por Noticias do Ribatejo às 07:50
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Insensatez

ANAFONSECA

Por: Ana Fonseca da Luz

 

Há dias em que tenho medo de mim. Hoje, tenho medo de mim!
É como uma loucura que só eu enxergo e que me inunda todos os dias mais um bocadinho, e eu soubesse que, a qualquer momento, tudo ruísse aos meus pés.
Agarro-me nem sei a quê para me salvar, sabendo à partida que estou condenada.
Se eu ao menos soubesse chorar por mim. Mas estou seca!
E mais uma vez, a rede que me separa do chão, do fim, me segura e me embala, me adormece e me entorpece os movimentos sempre estudados e ensaiados mil vezes.
Como posso eu voltar a ser eu? Como posso eu desistir da minha rede, sabendo que a qualquer momento me posso estatelar no chão?
Rodopiam todos os meus sentidos e todas as minhas forças me abandonam no momento da verdade. E como a verdade pode ser cruel, brutal, impossível de alcançar.
É por isso que me fazes falta, me fazes mal e bem, tanto bem!
Lanço-me uma última vez neste trapézio, agora já sem rede. Preparo-me para a queda que me parece agora inevitável e surpreendo-me, porque caio e não me dói.
Algo me agarra no ar, enquanto pairo no vazio. Reparo que é a vida que me agarra e eu que me agarro ao tempo. Lá ao longe, encontro o brilho dos meus olhos que nunca perdi, que me guia e me cega, no momento em tudo parece consumado.
Não fosse o bem e o mal que me fazes, jamais teria coragem para te dizer:
- Fazes-me falta.



publicado por Noticias do Ribatejo às 07:45
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