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Domingo, 5 de Novembro de 2017
Gosto tanto de escrever!

ANAFONSECA

 Por: Ana Fonseca da Luz

 

Sempre que acabo um texto que me agrada, sinto-me feliz, completa!
Se pudesse, era só o que fazia. Escrevia!
Vou até à janela, para espreitar o dia que amanheceu azul, mas que já acinzentou.
Encosto a cabeça ao vidro frio. Deixo-me ficar assim, por alguns momentos, pedindo a Deus que ninguém me veja neste abandono e de olhar perdido, vendo aquilo que mais ninguém vê.
Largo a janela e percebo que estou cheia de uma felicidade infeliz e que eu sei que não é muito saudável.
Volto à minha secretária, afogada em palavras que preciso escrever para me libertar, para tentar conseguir chegar onde eu sei que nunca vou conseguir. Mas não interessa. Como sou teimosa, tento, uma e outra vez. Quem sabe se um dia não chego lá! Quem sabe se um dia não chego ao que é realmente a essência da minha vida.
O relógio sem ponteiros espreita-me de soslaio, avisando-me de que, apesar de não ter ponteiros, o tempo não volta para trás e que eu acabo de perder mais meia hora de vida. Malvado do relógio! Já não sei se fiz bem em pô-lo ali!
Sempre a chamar-me a atenção para aquilo que eu quero esquecer…
Sentada à secretária, com um texto a meio, sou deliciosamente interrompida para uma conversa que inevitavelmente me remete mais uma vez para o passado. Eu e o passado temos uma relação muito estranha! Agridoce…
Ambos gostamos de ficar assim, pendurados no nada, a divagar sintonias que mais ninguém entende.
É como se o passado teimasse em encostar-se a nós e a ficar assim, à espera de uma resposta que nós não lhe podemos dar.
E assim, durante uma hora, saltitámos entre alegrias e tristezas partilhadas, sem realmente nos apercebermos de que o tempo passava e que deixava um rasto.
Numa corrida contra o tempo, porque o almoço está ao lume, (sempre o tempo!), leio o texto acabadinho de nascer e alegro-me ao perceber que nem todo o tempo é perdido. Ou por outra, às vezes é perdido de maneira agradável. Não volta para trás, mas deixa tatuagens na nossa alma que duram para sempre.
Deixo a minha secretária, mas não deixo de olhar com alegria o relógio sem ponteiros, que me marca uma hora. Uma hora bem passada.

Até sempre !!



publicado por Noticias do Ribatejo às 08:00
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TEMAS DE SAÚDE: Colonoscopia

ANTONIETA

Por: Antonieta Dias (*)

 

 

 

"Colonoscopia

 

A colonoscopia é um exame complementar de diagnóstico, realizado com um endoscópico, que permite observar o interior do reto e do colon (intestino grosso), bem como efetuar alguns procedimentos terapêuticos, designadamente retirar pólipos ou outras lesões benignas ou malignas e ainda controlar hemorragias pré existentes.

Este exame é aconselhado como método de rastreio de cancro do colon, e deve fazer parte dos exames complementares de diagnóstico de rotina nos doentes com idade igual ou superior a 50 anos ou mais cedo se existir histórico prévio na família de cancro do reto.

É sempre realizado por um médico especialista em gastroenterologia, que utiliza um aparelho (colonoscópio) que é flexível longo e fino, cujo diâmetro varia entre 1,0 e 1,3 cm.

O colonoscópio é introduzido pelo ânus, colon e termina no intestino delgado, tem na sua extremidade uma microcâmara que faz a captação e transmissão das imagens para um monitor, visualizando todos os segmentos do colon, havendo a possibilidade de gravar os aspetos mais relevantes que são observados durante a realização do exame.

Tem ainda uma característica muito importante como é articulado permite a visualização em vários ângulos no interior do colon, podendo por isso disponibilizar imagens suspeitas, que obrigam a retirar fragmentos (biópsias), posteriormente remetidos para exame histopatológico, cujo resultado fará o diagnóstico rigoroso das lesões, tornando-o indispensável na orientação terapêutica (médica ou cirúrgica) dos pacientes.

A colonoscopia serve assim como exame de rastreio, de diagnóstico e /ou de tratamento das doenças.

Durante a realização deste exame por vezes há necessidade de insuflar ar que poderá gerar dor e desconforto mais ou menos acentuado ao paciente.

 Este exame é recomendado pela enorme importância que tem no diagnóstico e tratamento de muitas doenças do tubo digestivo (doenças inflamatórias, doença de crohn, cuja deteção é feita através da colonoscopia, bem como na prevenção e diagnóstico precoce do cancro colo-retal), porque permite a exérese de fragmentos do colon de lesões suspeitas, as quais são remetidas posteriormente para exame histopatológico.

Trata-se de um método relativamente seguro dirigido para dois grandes objetivos: diagnóstico e terapêutico. 

As suas linhas de orientação permitem fazer:

1-      Exame de rastreio do cancro do colon

2-      Investigação de sangramento intestinal

3-      Investigação de alterações nos hábitos intestinais como por exemplo diarreias frequentes

4-      Investigação de anemia por carência de ferro

5-      Controlo de polipose intestinal

6-      Investigação de dor abdominal crónica sem causa aparente

7-      Confirmação de resultados anormais observados em exames não invasivos (radiografias, ecografias ou tomografias computorizadas).

A colonoscopia tem um tempo previsto para a sua realização que varia entre vinte e sessenta minutos.

Este exame pode ser feito com ou sem sedação, sendo a sedação mais ligeira ou mais profunda adaptada às características do doente.

Sempre que o exame é realizado com sedação é recomendável que o paciente fique no recobro 1 a 2 horas, após a conclusão do mesmo, todavia a recuperação total da anestesia só terminará no dia seguinte à realização do exame.

Se o paciente decide que a sua colonoscopia será efetuada sob o efeito de sedação, para sua segurança deverá fazer-se acompanhar por um familiar ou um amigo que o acompanhará no fim do exame.

Quando a colonoscopia se realiza com anestesia, o paciente deve ser esclarecido de que é desaconselhado trabalhar, utilizar máquinas perigosas ou mesmo conduzir.

Após a realização do exame e depois de terminar o recobro, se for esse o caso, poderá ingerir uma refeição ligeira quando chegar ao seu domicílio.

Apesar de a colonoscopia ser um meio de diagnóstico e nalguns casos de tratamento (por exemplo exérese de pólipos), bastante seguro, não estão excluídas algumas complicações que podem surgir numa percentagem de 0.2%, e o risco de morte é de 0.007%.

A s principais complicações que podem surgir com a colonoscopia são:

1-      Hemorragias (perda de grande quantidade de sangue) intestinais

2-      Cólicas

3-      Perfuração do cólon, embora rara é uma situação grave

4-      Efeitos laterais dos fármacos usados na anestesia

5-      Propagação de doenças através do colonoscópio, quase excecional, mas possível e surge se o colonoscópio não tiver sido esterilizado adequadamente a seguir a qualquer exame, sendo por si só uma má prática médica (negligencia).

Sinais de alerta que obrigam a contatar com urgência o médico gastroenterologista que realizou a colonoscopia, devendo em caso de indisponibilidade deste ser contatado outro médico:

1-      Dor abdominal intensa (sem relação com as cólicas dos gases)

2-      Presença de distensão abdominal marcada

3-      Aparecimento de vómitos

4-      Instalação súbita de um quadro febril

5-      Retrorragias (sangramento nas fezes continuado e / ou de grande volume).

Em suma, apesar de a colonoscopia ser um exame de diagnóstico e /ou tratamento praticamente inócuo, existem riscos que devem ser comunicados aos pacientes para poderem ser tratados precocemente, para evitar complicações graves e eventualmente a morte.

Todavia apesar da existência destes riscos, considerados “ minor”, no contexto global de benefício “major”, para os pacientes, pois este método de diagnóstico permite salvar vidas através do rastreio e minimizar as sequelas se a doença já estiver instalada, uma vez que serve de alerta e orienta para o tratamento precoce e adequado da doença.

Incentivar a realização dos exames de rastreio preconizados faz parte das boas práticas médicas, devendo por si só ser uma regra básica da medicina preventiva e uma mais-valia para o paciente, família e para a comunidade."

(*)  Prof. Doutora/Faculdade de Medicina do Porto

 

 



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SOU SAGITÁRIO

FLORBELA

Por: Florbela Gil

 

 

Não sou muito crente nos signos, mas muita coisa bate certa comigo.

Diz-se ser o signo da boa disposição.
O que é verdade..
Sou aventureira, e acredito que a vida é um mar de possibilidades, e tento jogar com todas elas.
 
Como nunca me sinto realizada, com o que faço, estou sempre em busca de algo mais, tirando a minha profissão, que adoro e que me faz sentir plenamente realizada. No resto da minha vida, falta muito, por isso vou à procura do infinito.
 
Sendo alegre, às vezes deixo essa alegria de viver, perder-se ao longo dos caminhos. Mas...não me perco por muito tempo, porque facilmente me refaço, tropeço, mas levanto-me, e, caminho no sentido de atingir o meu ideal.
 
No fundo dou-me conta de ser possuidora de uma riqueza que jamais me irá ser roubada.
 
Sou dona de algo que nunca se poderá gastar, e que não será afetado por nada deste mundo: A ALEGRIA DE VIVER. 
 
 E foi assim, na minha sala de aula, na passada sexta feira, que contei aos meus alunos presentes, um pouco do que sou...pôr causa do que já passei, que deixei alguns com lágrimas, nos olhos, mas não por pena, mas pela coragem que tive que ter sozinha, sem ajudas, de perto, fiz ver, a eles como se cai no abismo, e como nos erguemo-nos dele. 
 
Força, de viver, quando passamos a perna, a morte, serve de exemplo, e de ajuda, a outros seres perdidos.
 
Passei uma mensagem de amor, sofrimento, e de vitória. 
 
Assim sou eu, meio animal, meio homem, em que juntos somos imbatíveis. Assim é o sagitário, doce, alegre, que,  quando chora para dentro de si mesmo, faz sorrir outro ser, lhe dá coragem, quando a sua está a esgotar. Mas como um majestoso cavalo, levanta as patas, e galopa para a frente, até ter forças, ou alguém que o faça parar.
 
Eu busco o infinito, pois sou aventureira!


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