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Quarta-feira, 24 de Março de 2010
ABRANTES-Notas sobre Rede Nacional Cuidados Continuados Integrados
A CUSMT na sequência da divulgação que fez do anúncio da instalação de uma unidade de Cuidados Continuados na Unidade Hospitalar de Abrantes, recebeu do "RP" um documento importante sobre esse assunto. Atendendo ao seu interesse para todos os que se interessam pelas questões da saúde, tomamos a liberdade de o divulgar. "A unidade de convalescença é uma unidade de internamento, independente, integrada num hospital de agudos ou noutra instituição se articulada com um hospital de agudos, para prestar tratamento e supervisão clínica, continuada e intensiva, e para cuidados clínicos de reabilitação, na sequência de internamento hospitalar originado por situação clínica aguda, recorrência ou descompensação de processo crónico”. (art. 13º do D.L. 101/2006 de 6 de Junho) FINALIDADE A unidade de convalescença tem por finalidade a estabilização clínica e funcional, a avaliação e reabilitação integral da pessoa com perda transitória de autonomia potencialmente recuperável e que não necessita de cuidados hospitalares de agudos. OBJECTIVOS Pretende-se, com este tipo de unidades, responder a necessidades transitórias, visando maximizar os ganhos em saúde: - Promover a reabilitação e a independência dos utentes. - Contribuir para a gestão das altas dos Hospitais de agudos; - Evitar a permanência desnecessária nos serviços dos Hospitais de agudos; - Optimizar a utilização de unidades de internamento de média e longa duração; CARACTERIZAÇÃO - Destina-se ao tratamento de situações pós-agudas, com necessidade de recuperação intensiva, nomeadamente no âmbito da reabilitação da pessoa, na sequência de internamento hospitalar ou agudização de doença crónica cujo tratamento não exija recursos de um Hospital de agudos. - A unidade de convalescença destina-se a internamentos com previsibilidade até 30 dias consecutivos. - A unidade de convalescença pode estar situada em área adjacente a um Hospital de agudos, de forma a estabelecer complementariedade na utilização de componentes logísticos, terapêuticos e diagnósticos. - Pode coexistir com a unidade de internamento de média duração e reabilitação. DESTINATÁRIOS Os utentes das unidades de convalescença são maioritariamente doentes dependentes e a necessitar de componente de reabilitação intensiva. São, na sua grande maioria, doentes oriundos de serviços, de Medicina Interna, de Oncologia, de Cirurgia, de Ortopedia/traumatologia, de Neurologia. SERVIÇOS A unidade de convalescença assegura: - Cuidados médicos permanentes, pelos quais se entende permanência de médico 24h/dia; - Cuidados de enfermagem permanentes, pelos quais se entende presença de enfermeiro 24h/dia; - Meios complementares de diagnóstico (laboratoriais e radiológicos); - Cuidados de fisioterapia, pelos quais se entende permanência de fisioterapeuta em horário completo e avaliação por médico fisiatra, pelo menos semanal; - Apoio psicossocial, pelo que se entende permanência de técnico de intervenção social em horário completo; - Higiene, conforto e alimentação, pelos quais se entende a prestação de serviços hoteleiros com apoio de dietista, em tempo parcial; - Convívio e lazer, pelo que se entende a criação de ambiente motivador da participação social dos utentes, cuidadores e voluntários organizados. TIPO DE CUIDADOS As necessidades de cuidados de convalescença não obrigam à utilização da alta tecnologia de um Hospital de agudos. Os cuidados a prestar nas Unidades de Convalescença decorrem, sobretudo, da prestação de cuidados de saúde iniciada em internamento hospitalar e/ou da agudização ou intercorrência de episódio de doença crónica. Os cuidados a prestar nas Unidades de Convalescença destinam-se, fundamentalmente, à reabilitação e à rápida reintegração dos seus utentes no seu meio de vida e em condições da maior autonomia possível. Consideram-se como requisitos mínimos para a prestação de cuidados: - Disponibilidade de cuidados médicos permanente; - Observação médica diária, com revisão do plano terapêutico e funcional; - Disponibilidade de cuidados de enfermagem permanentes; - Disponibilidade de cuidados de reabilitação, com fisiatra, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional; - Apoio na execução das actividades de vida diária assegurado por pessoal auxiliar com formação específica; - Protocolo de articulação com o hospital de referência, nas especialidades necessárias à adequada prestação de cuidados. EQUIPA A prestação de cuidados nas Unidades de Convalescença é garantida por uma equipa multidisciplinar das áreas de saúde e da acção social, determinada pela natureza dos cuidados a prestar, tendo em conta que se destinam, particularmente, à reabilitação e rápida reintegração dos utentes no seu meio de vida em condições da maior autonomia possível. A multidisciplinaridade e multiprofissionalidade do pessoal da equipa, bem como a correcta dotação de pessoal, contribuem para garantir uma prestação de cuidados articulada e global, com um elevado padrão de qualidade. A equipa multiprofissional para uma Unidade de Convalescença com 30 camas, deve no mínimo, integrar os seguintes de profissionais de saúde: - Enfermeiros (sendo preferencialmente, um especialista em Reabilitação) - Médicos (sendo um Fisiatra) - Fisioterapeuta - Dietista - Auxiliares de Acção Médica A equipa multidisciplinar deve no mínimo integrar, os seguintes profissionais de acção social: - Técnico de serviço social - Assistentes administrativos ESTRUTURA ORGÂNICA A Unidade de Convalescença é composta por áreas funcionais que constituem a estrutura orgânica do equipamento edificado. Este deve consistir no conjunto de espaços, articulados entre si, necessários à realização de funções específicas, de forma a possibilitar um funcionamento de qualidade. São áreas funcionais da Unidade de Convalescença: a) Acolhimento/Recepção; b) Área de Internamento; c) Outras áreas de prestação de cuidados: tratamentos, reabilitação, etc; d) Áreas de Apoio às áreas técnicas e de convívio. e) Serviços de Direcção e Serviços Técnicos; f) Áreas de Apoio Geral: cozinha, lavandaria/ rouparia, esterilização, armazém, resíduos, etc; g) Instalações para o Pessoal: vestiários, instalações sanitárias, salas de pausa, etc; ORGANIZAÇÃO A Unidade de Convalescença organiza-se de modo a garantir aos seus utentes cuidados individualizados e humanizados. A Unidade de Convalescença pode organizar-se como: - Serviço autónomo, em espaço próprio; - Serviço integrado numa estrutura existente, desde que esta garanta as condições necessárias ao desenvolvimento desta tipologia de resposta. Para cada utente admitido na Unidade de Convalescença deve ser constituído um Processo do Utente que integre os componentes administrativos, sociais e clínicos: Componentes administrativos: - Identificação e residência do próprio; - Identificação, residência e telefone de familiar ou outra pessoa a contactar em caso de necessidade; - Identificação da entidade referenciadora; - Identificação do médico assistente e respectivo contacto; - Data de início e final do episódio de internamento; Componentes sociais e clínicos: - Diagnóstico das necessidades de saúde e sociais; - Plano Individual de Cuidados, expressando as actividades a desenvolver de acordo com os objectivos a atingir; - Consentimento informado do utente; - Registo sistemático dos cuidados prestados por cada elemento da equipa, datado e rubricado, em suporte único de registo; - Actualização periódica, no mínimo semanal, do Plano Individual de Cuidados; - Nota de Alta, contendo a avaliação multidisciplinar. FUNCIONAMENTO O funcionamento da Unidade de Convalescença processa-se de acordo com regras definidas em Regulamento Interno. Do Regulamento Interno deve constar: - Critérios de admissão e de alta dos utentes; - Definição das competências e funções de cada um dos profissionais da equipa e/ou outros prestadores; - Horários de funcionamento; - Comparticipações dos utilizadores, de acordo com critérios fixados; - Outros. O Regulamento Interno deve estar acessível aos profissionais, utentes e seus familiares. IMPLEMENTAÇÃO Preferencialmente as Unidade de Convalescença deverão constituir-se em equipamento independente dos Hospitais de Agudos, na sua proximidade. Para optimização de recursos, poderão situar-se, nas suas instalações ou na dos Centros de Saúde com unidades de internamento, considerando a reconversão e adaptação das instalações já existentes. O número das Unidade de Convalescença a contratualizar, será estimado em função das características sócio-demográficas, bem como do panorama de equipamentos edificados do SNS, da região de implementação. Genericamente, para cada área de influência regional a resposta em Convalescença não deverá ultrapassar as 24 camas por cada 100.000 habitantes. O local para implementação das Unidade de Convalescença deve obedecer aos seguintes requisitos: - Ter boas acessibilidades; - Ser implantado em zona com boa salubridade, longe de estruturas ou infra-estruturas que provoquem ruído, vibrações, cheiros, fumos ou outros poluentes considerados perigosos para a saúde pública e que perturbem, ou interfiram negativamente, no quotidiano dos utentes. AVALIAÇÃO A avaliação da Unidade de Convalescença resulta: - De um processo interno de análise sistemática, devidamente documentado; - De um processo externo de avaliação periódica, qualitativa, segundo critérios previamente definidos.


publicado por Noticias do Ribatejo às 12:48
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