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Terça-feira, 27 de Abril de 2010
BENAVENTE- VENCER O PRÓPRIO DESTINO:
É um trabalho que pretende, acima de tudo, transmitir sociologicamente, a história de uma mulher, inspirada em factos verídicos; mas que, por outro lado, pretende também, ser mais uma modesta achega para reforçar a mais que justa denúncia, relativamente à forma humilhante – diria mesmo, vexatória, como ao longo da história da Humanidade, têm sido vilipendiados os mais sagrados direitos humanos no que diz respeito ao chamado «sexo fraco». Com ele, pretende ainda o autor, de forma bem sentida, prestar justa e merecida homenagem, a todas as mulheres que, marcadas da forma mais diversa pela desdita do seu próprio Destino, procuraram e conseguiram, sem desfalecimento, encontrar coragem, muitas vezes em momentos tragicamente marcantes de suas vidas, para descer ao mais fundo do seu interior e, aí, encontrar forças para lutar até à exaustão, recusando deixar-se consumir pela desdita que, por vezes, impiedosa e rude, teimaria em tolher-lhes os tortuosos caminhos da vida. O exemplo verdadeiramente humanitário que nos é transmitido, por vezes em complexas circunstâncias, como um verdadeiro sentido de missão, pela heroína desta história e que o leitor encontrará nas páginas deste livro, demonstra-nos, como em diversas situações particularmente desesperantes, por vezes no limiar do abismo, sempre conseguiu descer ao fundo do seu ser e nele, encontrar ânimo para erguer a cerviz e partir com mais vigor para a luta, que se viu forçada a manter ao longo da vida, contra a desdita do seu próprio Destino. GERTRUDES da «Horta», nasceu marcada pela mão trágica do Destino; e, pelo simples e normalíssimo facto de ter nascido mulher, passou pela contingência de arcar sobre os «ombros», em variadíssimas circunstâncias, durante mais de meio século, com o peso trágico desse fenómeno sociológico. Momentos houvera, em que se sentiu imensamente frágil para continuar, face a complexas e ingratas circunstâncias desesperantes. Todavia, teimou sempre em não se deixar vencer pela desdita; até mesmo nas horas mais trágicas da vida, conseguiu sempre descer ao fundo de si própria e, num derradeiro esforço, gerar coragem para de cerviz erguida, desbravar novos caminhos e partir para a luta, em defesa de direitos que teimavam em ser-lhe ressarcidos. Quando chegou a hora de partir, caminhou em paz com a sua consciência. Entregou a Alma ao Criador, convicta que havia cumprido com coragem e determinação, a sua missão neste Mundo. Sempre, desde os primórdios da criação da espécie humana, se teve como facto consumado, a desigualdade de direitos da mulher em relação ao sexo oposto. Pelo menos, até por volta do primeiro quartel do século XX, o fenómeno teve paralelo em praticamente todas as latitudes do Universo. Foi, na verdade, já bem no limiar deste século, que em alguns dos chamados países mais evoluídos, económica e sociologicamente, começaram a surgir os primeiros movimentos de índole feminista, empenhados em desenvolver iniciativas tendentes a lutar no sentido de promover a aproximação à igualdade de direitos da mulher em relação ao homem. Tarefa que se revelou bem difícil; muitas mulheres acabaram por pagar com a própria vida, tamanha ousadia. Diga-se, porém, em abono da verdade, que cerca de cem anos volvidos, bastos escolhos foram desbravados, principalmente nas sociedades mais evoluídas, sem todavia ainda se ter atingido a perfeição, imenso se conseguiu avançar relativamente à respectiva matéria. As mulheres, não obstante as insídias do caminho já percorrido, conseguiram, apesar de tudo, adquirir um vasto conjunto de direitos, que antes lhes eram sistematicamente negados, conseguindo assim, tornar menos desequilibrado o prato aferidor da chamada balança da justiça humana. Mas, se é de elementar justiça, reconhecer-se quão valiosos são os progressos relativos ao fenómeno, em determinadas latitudes, não se deve, nem pode, escamotear a realidade que continua a imperar ainda em diversas civilizações, que teimam, a todo o custo, ignobilmente, em preservar tradições civilizacionais pré-históricas, chegando-se, em variadíssimos casos, ao fomento de climas de guerra, afim de serem mantidas tradições discriminatórias e desumanas sobre as mulheres. Não devemos, nem podemos ignorar, que mais de vinte séculos volvidos, sobre a passagem de Jesus Cristo por este Mundo, pregando por Justiça, um enorme universo de mulheres, vêem-se ainda privadas do sagrado direito, de caminhar na rua com o rosto descoberto, ou que por lei dos homens, não lhes é permitido exercer uma ocupação digna. Mais grave ainda, serem em muitíssimas circunstâncias, sujeitas ao castramento a sangue frio, durante a adolescência, ou vendidas como um qualquer animal irracional. São contra estes e muitos outros atropelos aos mais sagrados direitos humanos, que as mulheres de todas as latitudes se devem erguer e, tal como Gertrudes da «Horta», lutar, lutar sempre mais e mais até um dia conseguirem vencer o próprio Destino.


publicado por Noticias do Ribatejo às 13:42
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