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Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
Estudo europeu alerta: Portugueses pouco sensibilizados para a notificação de reações adversas a medicamentos

 

Estudo aponta ainda para a falta de sensibilização de medicamentos biológicos

 

Lisboa,  de 15 dezembro de 2017 – Um estudo europeu da Universidade de Duisdburg-Essen, na Alemanha, desenvolvido com o apoio da AbbVie, vem alertar para a subnotificação de reações adversas a medicamentos em Portugal, em especial por parte dos cidadãos. Tal vai ao encontro dos mais recentes dados do INFARMED que sublinham que, desde 2012, do total de 12.326 notificações de efeitos adversos apenas 8% foram originados pelos cidadãos.

 

O estudo “Farmacovigilância na União Europeia: Implementação prática nos Estados Membros”, liderado por Michael Kaeding, especialista em políticas europeias e professor na Universidade de Duisdburg-Essen, apresenta uma análise dos principais desafios identificados em seis países europeus, incluindo Portugal, país para o qual apresenta três recomendações-chave:

 

  • Mais campanhas de sensibilização junto da população - A possibilidade de notificação de reações adversas a medicamentos por parte dos cidadãos só é possível em Portugal desde 2012, facto que, segundo os autores do estudo, poderá explicar a falta de sensibilização da grande maioria dos portugueses. Para colmatar a falta de informação, o estudo recomenda que as autoridades nacionais e europeias invistam mais em campanhas de sensibilização para melhorar o conhecimento público acerca da farmacovigilância;

 

  • Formação em matéria de farmacovigilância na Universidade e após - Os autores referem ainda que muitos profissionais de saúde não estão informados sobre a sua obrigação legal de notificar ou não estão sensibilizados para a importância de notificar todas as reações, e não apenas as graves ou inesperadas. Nesta matéria, além da obrigatoriedade de aulas sobre a importância da farmacovigilância e a necessidade da notificação de reacções adversas para todos os estudantes de Medicina e Farmácia, o estudo recomenda ainda formação adicional para todos os profissionais de saúde, incluindo a gestão hospitalar;

 

  • Mais meios financeiros para instituições de saúde - Um dos entraves identificados à notificação em Portugal foi a falta de tempo dos profissionais de saúde para reportar os efeitos adversos, em especial em meio hospitalar. Nesse sentido, os responsáveis pelo estudo defendem uma boa sustentabilidade financeira para que as instituições de saúde possuam uma força de trabalho mais forte, permitindo uma redução da carga de trabalho dos profissionais de saúde e aumentando a possibilidade de divulgação de reações adversas a medicamentos.

 

O estudo defende ainda que, de um modo global, não tem sido dada a devida atenção aos medicamentos biológicos os quais, pelas suas características e complexidade, devem ser vistos como um desafio especial para a farmacovigilância. É universalmente aceite que todos os medicamentos podem gerar reações adversas durante o seu uso terapêutico normal. Porém, no caso dos biológicos, dado o seu modo de desenvolvimento e de produção, de grande complexidade, e a sua sensibilidade, os autores defendem a criação de uma regulamentação e políticas específicas.

 

A notificação atempada e correta das reações adversas é particularmente importante no caso dos biológicos. No entanto, um dos principais problemas identificados pelo estudo, em Portugal, mas também nos restantes países em análise, está na reduzida identificação dos números de lote, um elemento essencial para a rastreabilidade destes medicamentos. Os autores vão ainda mais longe referindo que no caso português, a falta de sensibilização relativamente aos medicamentos biológicos é particularmente preocupante.

 

O estudo “Farmacovigilância na União Europeia: Implementação prática nos Estados Membros”, da Universidade de Duisburg-Essen, foi desenvolvido com o apoio da biofarmacêutica AbbVie e avaliou o funcionamento e a implementação precisa da legislação europeia em matéria de Farmacovigilância em seis países: Reino Unido, Finlândia, França, Polónia, Portugal e Alemanha.



publicado por Noticias do Ribatejo às 14:20
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