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Terça-feira, 3 de Junho de 2014
SANTARÉM: Salão Prazer de Provar conta com diversas iniciativas de 07 a 15 de Junho durante a Feira Nacional de Agricultura

Salão Prazer de Provar conta com diversas iniciativas de 07 a 15 de Junho durante a Feira Nacional de Agricultura

 

 

 

A 51ª Feira Nacional de Agricultura / 61ª Feira do Ribatejo, evento que se realiza de 7 a 15 de junho no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, incidindo na temática da “Produção Nacional”, no sentido de realçar a importância dos produtos genuinamente portugueses no setor agrícola contará com mais uma edição do Salão Prazer de Provar.

 

Este evento agrupa o 8º Salão Nacional do Azeite, o 7º Salão Nacional da Alimentação e o 9º Festival Nacional do Vinho e reúne no mesmo espaço vários produtos de grande qualidade: azeites, queijos, enchidos, méis, compotas, frutas, entre outros bens alimentares.

 

A edição de 2014 do Salão Prazer de Provar contará com diversas iniciativas ao longo dos nove dias do evento.

 

Cozinha “in”provável é o título da acção de cozinha o vivo promovida pela Origem Transmontana, que trará à Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo o ex-concorrente do “Master Chef” Luís Portugal. No dia 7 de Junho, às 20.30os melhores produtos de Trás-os-Montes farão parte de uma ementa que não pode deixar de provar. Luís Portugal também fará a apresentação do seu livro “Orgulho Transmontano”, no dia 8 de Junho, às 16.00 horas. Trata-se de um livro de cozinha infantil, “para quem tem o tamanho da altura de uma criança, com a alma do tamanho de um gigante”.

 

O Chefe Igor Martinho e a Adega Cooperativa do Cartaxo convidam os visitantes a ter o Prazer de Provar as iguarias que ambos estão a preparar para dia 9 de Junho, às 20.30 horas. Uma acção de cozinha ao vivo onde saborosos pratos e bons vinhos fazem a conjugação perfeita.

 

A Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo não esqueceu Acções de Cozinha para os mais novos. Nos dias 9, 11, 12 e 13 de Junho decorrerão quatro acções de cozinha ao vivo onde estarão à prova produtos de excelência da produção nacional como Alheiras de Mirandela, Azeite, Mel, Queijos e Ervas Aromáticas. Estes eventos são promovidos pelas Alheiras Angelina, Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo, Federação Nacional dos Apicultores de Portugal e Qualifica, sempre às 11h00.

 

Confraria Enófila Nossa Senhora do Tejo irá promover duas acções de cozinha ao vivo intituladas “As Confrarias Convidam…”. No dia 11 de Junho, dia de entrada gratuita na Feira, o convidado é o Restaurante Almourol e no dia 14 de Junho, o convidado é o Chefe Pedro Mendes. Sem necessitarem de convite, têm lugar reservado os melhores Vinhos do Tejo.

 

Os vinhos classificados como Grande Ouros e Ouros do Concurso de Vinhos de Portugal serão apresentados diariamente num conjunto de acções promovidas pela Viniportugal. Oriundos de todo o país, estes verdadeiros “néctares dos deuses” são exemplo da melhor produção nacional que não poderá deixar de provar.

 

Precisamente, “Se os melhores vinhos quer provar…… o copo deve levar” é o mote para poder ter acesso aos vinhos que estão à prova nos muitos expositores do Salão Prazer de Provar. Ribatejo, Península de Setúbal, Douro, Trás-os-Montes, Lisboa, são algumas das regiões vinícolas representadas. Terá mais uma vez ao seu dispor copos com o logótipo da Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo.

 

No âmbito do Salão Prazer outro dos destaques é a Padaria da Feira, dinamizada pela empresa “O Quentinho”. Neste espaço o visitante poderá encontrar vários tipos e formato de pão. Três vezes por dia, entre as 12.00 e as 22.30 estará disponível pão quente, acabado de sair do forno.

 

Uma vez mais, o Salão Prazer de Provar terá ao dispor dos visitantes a Mercearia da Feira, onde poderá encontrar produtos representativos da melhor produção nacional, nem sempre fáceis de encontrar nos locais de compra habitual. Queijos, enchidos, azeites, méis, licores, vinhos, numa grande variedade de sabores de norte a sul do país, assim como encontrar os mais emblemáticos produtos madeirenses e açoreanos.

 

HORÁRIOS

 

7 a 14 de junho

 

Nave A “Prazer de Provar”: 12h00 - 22h30
Nave B: 10h00 - 22h30
Nave C: 10h00 - 00h00
Zona Exterior: 10h00 - 22h30
Atividades Lúdicas:10h00 - 03h00

 

 

Domingo, 15 de junho

 

Nave A “Prazer de Provar”: 12h00 - 20h00
Nave B: 10h00 - 20h00
Nave C: 10h00 - 20h00
Zona Exterior: 10h00 - 20h00
Atividades Lúdicas:10h00 - 20h00

 

ENTRADAS


Bilhete Simples:
 6,00 € (Permite uma única entrada)

Cadernetas de 10 Bilhetes: 40,00 € (Cada bilhete permite uma única entrada. À venda nos locais autorizados até 6 de junho)

 

Livre-Trânsito: 20,00 € (O cartão é pessoal e intransmissível e permite visitar a feira a qualquer hora e várias vezes por dia. O Livre-Trânsito está à venda nos locais autorizados até 15 de junho)

 

Dia 11 de junho, quarta-feira: Entrada gratuita

 

Parque de Estacionamento: Gratuito

 

Entrada gratuita para crianças até aos 11 anos (inclusive)


NOTA:
 O Bilhete Simples, as Cadernetas, o Livre-Trânsito permitem o acesso à Feira Nacional de Agricultura e aos Espetáculos.

 

 

 

De 7 a 15 de junho, no Centro Nacional de Exposições, em Santarém

 

Feira Nacional de Agricultura

Promove a Produção Nacional

 

 

A 51ª Feira Nacional de Agricultura / 61ª Feira do Ribatejo realiza-se de 7 a 15 de junho no Centro Nacional de Exposições, em Santarém,  incidindo na temática da “Produção Nacional”, no sentido de realçar a importância dos produtos genuinamente portugueses no setor agrícola, nomeadamente através da realização de atividades como seminários, colóquios, apresentações de produtos e demonstrações, entre outros.

 

O certame promove assim um dos principais temas da atualidade para o setor, incentivando a aquisição de produtos nacionais como forma de contribuir para o equilíbrio da balança comercial do país e para a recuperação da economia nacional. Neste sentido, a Feira integra um espaço de exposição dedicado à iniciativa “Portugal Sou Eu”, programa do Ministério da Economia e do Emprego que tem como objetivo precisamente valorizar a produção nacional e promover os produtos nacionais.

 

Da mesma forma, os produtos tradicionais premiados nos concursos que decorrem entre dezembro e maio, no Centro de Exposições, estarão ao dispor dos visitantes, contribuindo também para esta valorização da produção nacional, estimulando a qualidade e promovendo os melhores produtos das diferentes regiões do país.

 

Num ano em que apresenta índices record de participação em termos de expositores e empresas participantes, a Feira reforça a sua posição como palco principal do mundo agrícola e local apropriado para discutir os temas atuais e relevantes do setor, nomeadamente através de reuniões, seminários, congressos e workshops, que contam com a participação de vários especialistas nas suas áreas de atuação.

 

Paralelamente, a Feira Nacional de Agricultura contará com a presença de várias personalidades, contribuindo para que o acontecimento seja um marco na agenda política e económica durante nove dias, contribuindo para efetuar um balanço dos programas e das políticas para o setor agrícola. Com um amplo programa de  atividades, a feira destina-se não só aos profissionais do ramo, mas também aos consumidores que podem ter acesso a diferentes produtos de grande qualidade, apoiando assim a produção nacional.

 

O certame comemora 20 anos no espaço do Centro de Exposições e integra o “Salão Prazer de Provar” – que agrega o Salão Nacional do Azeite, o Salão Nacional da Alimentação e o Festival Nacional do Vinho – a “Fersant” (Feira Empresarial da Região de Santarém), organizada pelo Nersant, a “Lusoflora de Verão”, promovida pela APPPFN (Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais) e as “Conversas de Agricultura”.

 

Na zona exterior, a exposição de maquinaria e equipamentos agrícolas traz a Santarém as novidades do setor e proporciona às empresas contactos de negócio. Destaca-se, neste âmbito, uma zona de demonstrações na qual se poderão observar algumas inovações presentes na feira, assim como experimentar os novos modelos das principais marcas existentes no mercado.

 

Espaço AIFF

 

Nota de destaque também para o Espaço dedicado à fileira florestal promovido pela AIFF – Associação para a Competitividade da Indústria da Fileira Florestal que contará com algumas das empresas mais representativas do sector. Paralelamente,  decorrerão várias actividades dedicadas aos mais novos como o “Jogo da Floresta”, “Vem Fazer Papel”, “Vem Pintar a Floresta” ou os “Contos da Floresta”.

 

Além da maquinaria agrícola, a 51ª Feira Nacional de Agricultura conta com expositores em diversos setores como comércio, artesanato, gastronomia, produtos e serviços para a agricultura, entre outros, o que reflete a dimensão e a importância do certame.

 

Prazer de Provar

 

O Salão Prazer de Provar agrupa o 8º Salão Nacional do Azeite, o 7º Salão Nacional da Alimentação e o 9º Festival Nacional do Vinho e reúne no mesmo espaço vários produtos de grande qualidade: azeites, queijos, enchidos, méis, compotas, frutas, entre outros bens alimentares.

 

Destaca-se este ano a Padaria da Feira, dinamizada pela empresa “O Quentinho”. Neste espaço o visitante poderá encontrar vários tipos e formato de pão. Três vezes por dia, entre as 12.00 e as 22.30 estará disponível pão quente, acabado de sair do forno.

 

Por outro lado, o evento contará com diversas iniciativas abertas à participação dos visitantes como a “Mercearia da Feira”, local onde será possível adquirir vários produtos dos diversos expositores presentes, “Demonstrações de Cozinha ao Vivo”, mostras e degustações de produtos ou harmonizações entre Vinhos/Azeites e Iguarias, entre outras atividades, para além do espaço dedicado ao programa “Portugal Sou Eu”.

 

Conversas de Agricultura

 

Durante a 51ª Feira Nacional de Agricultura decorrem vários seminários, organizados pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), com o objetivo de discutir os principais problemas do setor, nomeadamente a “Política Agrícola Comum - Decisões Nacionais”, no dia 09 junho, o “IV Seminário – A Importância dos Jovens Agricultores no Futuro da Agricultura Europeia” no dia 11 junho e a “A Contabilidade e a Fiscalidade na Atividade Agrícola II”, também no dia 11 junho.

 

Neste âmbito decorrem outros congressos e workshops:

 

7 Junho

09h30 Mecanização Agrária (Org. ACAP)

10H00 Encontro Nacional de Confrarias Enófilas e Gastronómicas (Org. Conf. G. Ribatejo / ANMPV)

 

9 Junho

09h30 Reunião Anual Concessionários da MF (Org. Massey Fergusson)

10h00 Apresentação de Novos Modelos de Tractores (Org. SAGAR)

14h00 Produção de Ovos - Uma Nova Realidade (Org. ANAPO / SPAMCA)

14h30 “Certificação Florestal – Uma Opção Inadiável” (Org. AIFf)

14h30 Carlos Relvas: Campo, Cavalos e Touros (Org. Cam. Mun. Golegã)

 

11 Junho

09h30 24ª Reunião de PI’s SNIRA (Org. CAP)

10h00 IV Encontro – Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora (Org. CIB)

10h30 Assembleia Geral da Qualifica - Visita aos Premiados (Org. Qualifica)

14h00 Formação-Ação: Gestão Agrícola e Uso Eficiente da Água (Org. CAP)

14h30 Exportação da Agricultura Portuguesa (Org. BPI/Correio Manhã/Jornal Negócios)

16h00 1º Simpósio do Crédito Agrícola (Org. FENACAM / Caixa Central)

 

12 Junho

09h00 Jornadas Empreendorismo Agrícola Millenium BCP (Org. CONTROLINVESTE)

09h00 Sessões Finais EmpCriança e EmpreEscola (Org. NERSANT)

09h00 INTERPERA 2014 (Org. COTHN)

09h30 A Certificação como um meio para a Internacionalização (Org. APCER)

10h00 Jornadas Empreendorismo Agrícola Millenium BCP (Org. CONTROLINVESTE)

14h30 Sessão de Esclarecimento Saúde e Segurança no Trabalho Agrícola e Florestal (Org. CAP)

 

13 Junho

09h30 Produzir e Vender na Agricultura - Novas Tendências (Org. DRAPLVT/DGADR/APRODER)

09h30 Estratégias de Internacionalização da Fileira Agro-Alimentar (Org. CAP)

09h30 Agricultura Familiar Portuguesa - Produzir. Alimentar. Preservar Recursos. Desenvolver (Org. CNA)

11h00 Drones na Agricultura de Precisão: O Presente ou Futuro? (Org. SKYEYE)

16h00 Workhop Compostagem e Agricultura Biológica (Org. Margem Crescente)

 

14 Junho

10h00 Evocação Celestino Graça no Centenário do Seu Nascimento – Testemunho sobre Vida e Obra

 

O  Mundo Rural em Exposição

 

Diferentes raças autóctones bovinas nacionais e internacionais, dezenas de equinos representando as principais coudelarias nacionais, suínos de raça bísara e raça alentejana, caprinos, ovinos e aves apresentam-se diariamente ao público que visita a feira e fazem parte da maior mostra de gado do país.

 

A 51ª Feira Nacional de Agricultura também terá patente uma grande exposição de galinhas poedeiras. Esta mostra contará com cerca de 500 exemplares e permitirá aos visitantes observar o comportamento destes animais ao ar livre, sendo os ovos oferecidos aos visitantes.

 

Pecuária

 

Paralelamente, os criadores nacionais têm na Feira uma oportunidade para demonstrarem a excelência dos seus exemplares em competição.

 

Equinos

 

  • Camp. Nac. de Equitação do Trabalho - 07 e 08 junho
  • Troféu Dressage Póneis - 4ª Jornada -  08 junho
  • 4º Conc. Nac. Égua Afilhada Raça Lusitana – 08 junho
  • 11º Conc. Nac. Égua Afilhada: Outras Raças - 08 junho
  • 21º Conc. Nac. Oficial Coudelarias Portuguesas - 08 junho
  • A Criança e o Cavalo - 9,11,12 e 13 junho
  • Demonstração Equestre - 09 junho
  • Conc. de Apresentação do Cavalo de Sela - 11 junho
  • Prova Mista Traje à Port. e Equitação Tradicional - 11 junho
  • Prova Morfo-Funcional Aptidão Toureio - 11 e 12 junho
  • Demons. de Hipoterapia (APPACDM e ESAS) - 12 junho
  • Conc. Nac. Oficial de Modelo e Andamentos do Cavalo da Raça Sorraia - 12  junho
  • Conc. Dressage Nacional - Taça FNA 2014 - 14 e 15 junho
  • Atrelagem - Taça Regional do Centro - 14 junho

 

Bovinos

 

  • Concurso Morfológico Geral de Bovinos de Raça Charolesa - 08 junho

 

Ovinos

 

  • Concurso Geral Jovens Reprodutores Ovinos P3 - 08 junho
  • Concurso Nacional de Jovens Reprodutores Ile-de-France - 08 junho

 

Suínos

 

  • Concurso Morfológico Nacional de Suínos da Raça Bísara
  • Concurso Morfológico Nacional de Suínos da Raça Alentejana

 

Caninos

 

  • Exposição Canina Especializada de Raças Portuguesas Comemorativa do Dia de Portugal - 10 junho
  • Agility - 10 junho
  • Corrida de Galgos - 15 junho

 

Realizam-se ainda diversas competições envolvendo as dezenas de campinos presentes como as Provas de Provas de Perícia, Velocidade, Apartação e Condução de Cabrestos.

 

Gastronomia

 

O certame contará com a participação de restaurantes de carnes de raças autóctones, tasquinhas regionais promovidas por associações e coletividades do concelho e outras com queijos, enchidos, doces tradicionais entre outras iguarias.

 

Fersant

 

Pelo quinto ano consecutivo, numa parceria com o NERSANT, a Feira Nacional de Agricultura conta com a presença da FERSANT – Feira Empresarial da Região de Santarém, iniciativa que pretende representar a economia da zona.

 

Lusoflora de Verão

 

Durante a 51ª Feira Nacional de Agricultura, decorre a 2ª edição de verão da Lusoflora – Exposição e Venda de Flores e Plantas de Portugal. Num espaço dedicado à horticultura ornamental, para além de exposição e venda de plantas ornamentais e flor de corte, realce para a presença dos fornecedores de bens e serviços associados a esta atividade agrícola, numa área privilegiada de negócios e contactos.

 

Animação

 

Os visitantes poderão usufruir de espaços dedicados a iniciativas da região como largadas de toiros, desfiles e provas de campinos, atividades equestres, demonstrações de escolas de toureio, treino de forcados, provas de velocidade, perícia e condução de cabrestos, exibições de folclore e música tradicional e popular.

 

No dia de abertura, 7 de junho (sábado), o palco será de Pedro Abrunhosa & Comité Caviar. No dia 9 de junho (segunda-feira), é a vez de David Antunes & The Midnight Band e Amigos (Pacheco, Vanessa, FF, Herman José e Simone de Oliveira). A 13 de junho (sexta-feira) as atenções viram-se para os GNR. No dia 14 de junho (sábado) o realce vai para o concerto de Anselmo Ralph.

 

Além do dia 9, David Antunes & The Midnight Band atuarão nos dias 7 e 14 de junho logo depois dos principais artistas, os Hi-Fi no dia 9 e os Vira-Casaca no dia 13.

A animação tradicional e popular será uma constante ao longo do evento. Nos dias 7 e 14 destacam-se as atuações das Sevilhanas. A final do “Concurso A Melhor Voz das Escolas de Santarém” realiza-se no dia 11 de junho. O Encontro de Tunas Académicas  e um Baile à Moda Antiga com Pedro Rodrigues decorre no dia 12. As Danças de Salão

de Tremês no dia 13. No dia 14 realiza-se o Concerto “Star Wars on Stage”, promovido pelo Conservatório de Música de Santarém.

 

Na Nave C irá recriar-se um ambiente tradicional, com Ranchos Folclóricos, Grupos de Música Tradicional, Grupos de Música Popular, Grupos de Acordeões, Cantadores ao Desafio, Danças, Sevilhanas, Danças de Salão, entre outros. Aos fins de semana e feriado do dia 10 de junho destacam-se os ranchos folclóricos do concelho de Santarém, com danças e recriação de Mercados Tradicionais. No dia 7 dá-se relevo à Grande Concentração de Concertinas de todo o país.

 

Feira Nacional de Agricultura na “Rede”

 

A 51ª edição da Feira Nacional de Agricultura irá estar em destaque na Internet. Este ano a aposta passa pela criação do site www.feiranacionalagricultura.pt onde se poderá encontrar toda a informação inerente ao evento, assim como alargar a informação existente às redes sociais, nomeadamente Facebook e Instagram. Para além de uma maior promoção da Feira, o objetivo é estar on-line em qualquer lugar e em vários dispositivos.

 

Neste âmbito, surge também a “APP Feira Nacional de Agricultura”, disponível para os sistemas IOS (Iphone e Ipad), Android e Windows Phone, cujo download poderá ser efetuado em www.cnema.pt e www.feiranacionalagricultura.pt.

 

Autocarro Gratuito

 

Durante a Feira Nacional de Agricultura, o CNEMA - Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, S.A., em Santarém, coloca um autocarro gratuito ao serviço da população. O autocarro vai circular entre 09h00 e as 03h00 (no dia 15 de Junho funcionará até às 20h00), com frequência aproximada de hora a hora nos dias úteis e de meia em meia hora aos fins de semana e feriados. O percurso poderá ser consultado em www.cnema.pt ewww.feiranacionalagricultura.pt.

 

Durante 9 dias a Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo será o centro das atenções da agricultura nacional, com uma presença alargada de expositores, representando quase todo o setor e apresentando simultaneamente características tradicionais e festivas, que fazem desta feira um acontecimento único no país.

Exposições de Pintura e Fotografia

Os visitantes da Feira poderão visitar três exposições de pintura e fotografia. A comemorar 20 anos de Feiras, o CNEMA promove uma mostra de 20 imagens, que ilustram a construção do espaço e o que tem sido a maior feira agrícola do país desde 1994.

 

 

A Galeria 55, trás à Feira “Articultura”, com obras de pintura, escultura, fotografia, de artistas como António Figueiredo, João Cabral, Maria Leal da Costa, Mariana Dias Coutinho, Mário Rodrigues, Paula Sousa Cardoso, Pedro Tropa, Teresa Gama, entre outros.

 

Finalmente, os municípios da Golegã e Alpiarça promovem uma exposição de fotografia de Carlos Relvas intitulada “Carlos Relvas: Campo, Cavalos e Touros”. Integrado na exposição decorrerá no dia 9 de Junho um colóquio sobre a obra fotográfica de Carlos Relvas.

 

CNEMA – 20 Anos

 

Passaram duas décadas desde que o Centro Nacional de Exposições, em Santarém, abriu portas ao público, em 1994, ano em que se realizou a 31ª Feira Nacional de Agricultura / 41ª Feira do Ribatejo. Vinte anos depois, o Centro de Exposições que já foi palco de inúmeros certames, é um espaço de referência a nível nacional, com uma localização central e servido por modernas vias de comunicação e com condições únicas para a prática desportiva, o lazer ou eventos de cariz profissional.

 

HORÁRIOS

 

7 a 14 de junho

 

Nave A “Prazer de Provar”: 12h00 - 22h30
Nave B: 10h00 - 22h30
Nave C: 10h00 - 00h00
Zona Exterior: 10h00 - 22h30
Atividades Lúdicas:10h00 - 03h00

 

Domingo, 15 de junho

 

Nave A “Prazer de Provar”: 12h00 - 20h00
Nave B: 10h00 - 20h00
Nave C: 10h00 - 20h00
Zona Exterior: 10h00 - 20h00
Atividades Lúdicas:10h00 - 20h00

 

ENTRADAS


Bilhete Simples:
 6,00 € (Permite uma única entrada)

Cadernetas de 10 Bilhetes: 40,00 € (Cada bilhete permite uma única entrada. À venda nos locais autorizados até 6 de junho)

 

Livre-Trânsito: 20,00 € (O cartão é pessoal e intransmissível e permite visitar a feira a qualquer hora e várias vezes por dia. O Livre-Trânsito está à venda nos locais autorizados até 15 de junho)

 

Dia 11 de junho, quarta-feira: Entrada gratuita

 

Parque de Estacionamento: Gratuito

 

Todos os dias: Entrada gratuita para crianças até aos 11 anos (inclusive)

 

Nota 1: O Bilhete Simples, o Livre - Trânsito e as Cadernetas de Bilhetes permitem o acesso à Feira Nacional de Agricultura e aos espectáculos

 



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Terça-feira, 27 de Maio de 2014
SANTARÉM: Salão Nobre foi palco da cerimónia do 2º aniversário do Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão

 

 

O Salão Nobre dos Paços do Concelho tornou-se pequeno para receber todos aqueles que quiseram associar-se à comemoração do 2º aniversário do Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, que teve lugar no passado sábado, dia 24 de maio.

 

A cerimónia teve início com um momento musical pelo grupo Vortice Project, grupo de Cordas e Acordeão do Conservatório de Música de Santarém, que interpretaram “Variações em Ré”, “Verdes anos” e “Fado Lopes”.

 

Martinho Vicente Rodrigues, diretor do Centro de Investigação referiu que não podia “esconder de Vossas Excelências a indefinível emoção com que dou voz a este preito, e a esperança que tenho de um futuro radioso ao celebrarmos hoje o II Aniversário, com dignidade e extraordinária largueza de consciência do dever cumprido. Manda a sensatez reconhecer, que estes 24 meses são de uma riqueza extrema, de contactos dados ao Mundo com investigadores, instituições e até alargamento de objetivos do Centro de Investigação, que estão sempre longe do fim. Além da oportunidade de dar mais espaço às Ciências Sociais e Humanas, Ciência e Tecnologia.”

 

Durante a cerimónia foi lançado o n.º 3 da revista “Mátria XXI” pela Subdiretora da Faculdade de Letras de Lisboa, Secretaria-Geral da Academia Portuguesa da História e membro do Conselho de Redação da revista Mátria XXI, Fátima Reis, e entregues 4 prémios nas áreas de Investigação:

“Breve caraterização da Revista de História (1912-1928): Um período no limiar do século XX” da autoria do Professor Doutor Nuno Miguel Magarinho Bessa Moreira; “Diferentes perspetivas sobre a identidade nacional: o caso português”, da autoria da Professora Doutora Ana Cristina Coreia Gil; “En el nombre de Espanha, de Blas de Otero: un proyecto truncado”, da autoria da Professora Doutora Elena Perulero Pardo-Balmonte e “Quem fala verdade ao poder – Os intelectuais anglófonos e a política colonial portuguesa” da Professora Doutora Gabriela Ferreira Gândara da Silva e Borges Terenas.

 

Durante esta XXXIV Assembleia de Investigadores foi proferida a comunicação “As Viagens na Minha Terra na Cultura Portuguesa” por Guilherme D’Oliveira Martins, que referiu que a obra “Viagens da minha Terra” de Almeida Garrett “era uma referência fundamental na nossa cultura”.

 

O presidente da Câmara Municipal de Santarém, Ricardo Gonçalves” referiu que era uma honra para o município assinalar o segundo aniversário do Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão.

 

Agradeceu a Guilherme d’Oliveira Martins, “um homem de cultura e com uma forte ligação a diversas áreas do saber”, o seu contributo nesta cerimónia “onde nos deliciou com a sua maravilhosa comunicação – As Viagens na minha terra na Cultura Portuguesa. O Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão mais uma vez, na sua XXXIV Assembleia de Investigadores, celebrou o conhecimento e a inovação, celebrou a cultura e o pensamento livre”.

 

Ricardo Gonçalves disse que o Centro destaca-se ainda, em 2014, com a Revista Digital que vai possibilitar ao meio académico e de investigação a divulgação dos seus trabalhos nos mais diversos lugares do mundo. “Precisamos de instituições sólidas e autónomas como esta é o exemplo, que impulsionem e mobilizam com o seu vitalismo outros setores culturais da sociedade civil”.

 

O autarca terminou dizendo que o Centro de Investigação vai continuar a distinguir-se “projetando no futuro a vontade de partilha do nosso querido professor Joaquim Veríssimo Serrão e sobretudo que todos nós possamos seguir o seu exemplo enquanto Homem”.

 

A Sessão terminou com outro momento musical pelo grupo Vortice Project, com a peça “Mátria”, composta e interpretada por Ricardo Gama Marques, propositadamente para o lançamento da revista “Mátria XXI” do Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão, em dezembro de 2012.



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Terça-feira, 20 de Maio de 2014
SANTAREM: Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo promove “Articultura”

 

Os visitantes da Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo, a decorrer de 7 a 15 de Junho, em Santarém poderá visitar três exposições, de pintura e fotografia.

 

A comemorar 20 anos de Feiras, o CNEMA promove uma mostra de 20 imagens, que ilustram a construção do espaço e o que tem sido a maior feira agrícola do país desde 1994.

 

A Galeria 55, trás à Feira “Articultura”, com obras de pintura, escultura, fotografia, de artistas como António Figueiredo, João Cabral, Maria Leal da Costa, Mariana Dias Coutinho, Mário Rodrigues, Paula Sousa Cardoso, Pedro Tropa, Teresa Gama, entre outros.

 

Finalmente, os municípios da Golegã e Alpiarça promovem uma exposição de fotografia de Carlos Relvas intitulada “Carlos Relvas: Campo, Cavalos e Touros”. Integrado na exposição decorrerá no dia 9 de Junho um colóquio sobre a obra fotográfica de Carlos Relvas.

 

A 51ª Feira Nacional de Agricultura / 61ª Feira do Ribatejo incide na temática da “Produção Nacional”, no sentido de realçar a importância dos produtos genuinamente portugueses no setor agrícola, nomeadamente através da realização de atividades como seminários, colóquios, apresentações de produtos e demonstrações, entre outros.

 

O certame promove assim um dos principais temas da atualidade para o setor, incentivando a aquisição de produtos nacionais como forma de contribuir para o equilíbrio da balança comercial do país e para a recuperação da economia nacional.

 

O certame comemora 20 anos no espaço do Centro de Exposições e integra o “Salão Prazer de Provar” – que agrega o Salão Nacional do Azeite, o Salão Nacional da Alimentação e o Festival Nacional do Vinho – a “Fersant” (Feira Empresarial da Região de Santarém), organizada pelo Nersant, a “Lusoflora de Verão”, promovida pela APPPFN (Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais) e as “Conversas de Agricultura”



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Sexta-feira, 16 de Maio de 2014
SANTARÉM: Empresas podem aceder a apoio a fundo perdido para a certificação do Sistema de Gestão de Segurança alimentar

 

A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, encontra-se a dinamizar o RibaCertifica, projeto que permite, através da concessão de apoio a fundo perdido, com uma taxa base de financiamento de 50%, a obtenção de certificação das empresas dos diferentes sistemas de gestão, nomeadamente, o Sistema de Gestão de Segurança Alimentar (SGSA), em conformidade com a ISO 22000:2005.

O SGSA permite a implementação de um sistema através de requisitos aplicáveis em todas as fases da cadeia alimentar - do produto, ao supermercado, ao restaurante, passando pela distribuição / transportadora.

A implementação de um SGSA tem inerentes diversas vantagens competitivas. O aumento da competitividade dos produtos na disputa de outros mercados, eliminado o risco de não-aceitação dos produtos em mercados exigentes (ex. exportação), a confiança dos clientes atuais e potenciais; a credibilização dos produtos da empresa, como seguros, em termos de saúde dos consumidores e o melhoramento do funcionamento da organização nos seus diferentes níveis, são exemplos de algumas das vantagens de possuir esta certificação.

Para além da certificação do sistema de gestão da segurança alimentar, este projeto contempla ainda outros tipos de certificação, nomeadamente a Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9001:2008); a Certificação do Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001:2004) e a Certificação do Sistema de Gestão de Energia (ISO 50001:2012).

No âmbito do apoio do RibaCertifica, são contempladas todas as ações inerentes ao desenvolvimento do sistema selecionado, nomeadamente, o diagnóstico, a capacitação das empresas e respetivos colaboradores sobre a Norma, e outras questões relacionadas com a mesma; conceção e implementação do sistema selecionado; sensibilização a todo o pessoal sobre o Sistema implementado e eventuais alterações; e pré-auditoria de preparação à Certificação. O projeto engloba ainda a auditoria de concessão da Certificação, a realizar pela entidade certificadora. Em suma, este projeto integra todas as fases necessárias para a implementação do sistema de gestão, bem como, a auditoria de certificação.

 

 

NERSANT realizou Assembleia Geral

 

A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, reuniu em Assembleia Geral no dia 14 de maio, pelas 17h30. A Presidente da NERSANT, Maria Salomé Rafael sintetizou o Relatório e Contas da associação e fez um balanço da atividade da associação.

A Presidente da Direção da NERSANT começou por referenciar a atividade mais emblemática desenvolvidas pela associação nos últimos 3 anos. Maria Salomé Rafael referiu a consolidação económica e financeira da associação; a apresentação de várias propostas técnicas ao Ministério da Economia para medidas de apoio às empresas, algumas delas adoptadas; as reuniões com vários Ministros e Secretários de Estado sobre diversas temáticas; o fortalecimento do AgroCluster Ribatejo; a criação do ACE da construção civil; a assinatura de protocolo com o Banco BES, com a criação de uma linha preferencial de 60 milhões de euros e a aprovação de um conjunto alargado de projetos de apoio às empresas. Neste último, a dirigente da NERSANT salientou a certificação para empresas, o apoio a projetos TIC´s nas empresas; a formação de 600 empresários no MOVE- Formação Ação, a formação para trabalhadores das empresas, o apoio a 250 empresas na internacionalização, a criação do NERSANT Business, que na 2ª edição trouxe 100 empresários estrangeiros a Portugal, a dinamização da promoção integrada do Turismo, através da marca criada VIVER O TEJO, a criação e Dinamização do Portal CLUB NERSANT; e, por fim, a criação e dinamização do Portal Sítio do Empreendedor: mais de 400 ideias e 2 centenas de empresas criadas.

Respeitando a ordem de trabalhos da convocatória da Assembleia Geral, o Relatório e Contas da associação referente ao ano de 2013 foi aprovado por unanimidade, assim como foi também aprovada a proposta da direção para a aplicação de resultados.

 

 

A 25.ª edição da FERSANT - Feira Empresarial da Região de Santarém, está a chegar. O certame, que se realiza a par da Feiro, a Nacional da Agricultura, no CNEMA, inaugura já no próximo dia 07 de junho. Neste momento, os espaços disponíveis para a mostra de empresas está totalmente ocupado.
 

A FERSANT tem vindo a assumir-se como um importante espaço de trocas comerciais e conhecimento entre as empresas da região, que se tem verificado quer pelo número de visitantes, quer pelo número de empresas e entidades interessadas em mostrar os seus serviços ou produtos neste espaço. Neste momento, a capacidade da nave B, onde se realiza a feira empresarial, está completamente esgotada, estando todos os espaços já reservados.

António Campos, Presidente da Comissão Executiva da NERSANT, falou sobre o crescente sucesso desta feira. “A FERSANT é muito mais que um espaço meramente expositivo. É um espaço onde os empresários se podem encontrar, e conhecer reais oportunidades de negócio. Para além disso, a NERSANT aposta numa feira não só meramente expositiva, mas com num carácter mais dinâmico. Paralelamente ao certame, são realizadas diversas atividades de apoio ao tecido empresarial regional, o que acaba por criar networking entre as empresas expositoras e visitantes”, afirmou. A feira, continuou, “oferece uma quantidade de oportunidades a quem a visita e a quem nela expõe, seja qual for o setor de atividade. Por este motivo, a feira tem crescido, afirmando-se como um espaço privilegiado para a realização de negócio, quer entre empresas ou entidades expositoras, quer entre estas e as centenas de empresários que visitam a feira para fazer prospeção de negócio”.

A FERSANT realiza-se no CNEMA – Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, em Santarém e decorre em paralelo com a Feira Nacional da Agricultura. O certame inaugura dia 07 de junho e decorre até dia 15 do mesmo mês.

Para mais informações sobre a FERSANT, os interessados devem contactar o Departamento de Associativismo, Marketing e Eventos, através dos contactos dame@nersant.pt ou 249 839 500.

 

Congresso da NERSANT lança novo Plano Estratégico do Ribatejo para o Portugal 2020

Sec. Estado Pedro Lomba promete democratizar o acesso à informação sobre fundos comunitários

 

 

Arrancou hoje o Congresso da NERSANT "Melhor Território, Mais Competitividade", em Tomar. O evento é o culminar de um conjunto de reuniões levadas a cabo pela associação junto das empresas, entidades e Concelhos da Região do Ribatejo para obter contributos e necessidades empresariais com o objetivo de lançar o novo Plano Estratégico para o período de fundos estruturais Portugal 2020.

"Este Congresso marca o início de um novo ciclo, com a apresentação do novo Plano Estratégico de Inovação e Competitividade para a Região e das novas prioridades para as empresas. Ciclo esse claramente focado na geração de conhecimento, na transferência de conhecimento, na aplicação do conhecimento nas empresas e numa maior visibilidade e posicionamento internacional da Região e do seu tecido empresarial", adiantou Salomé Rafael, Presidente da NERSANT, na sua intervenção inicial, onde aproveitou para fazer um resumo do trabalho elaborado no último quadro comunitário, período no qual a NERSANT cumpriu 90% do plano a que se comprometeu.

Por seu turno, Pedro Lomba, Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto do Desenvolvimento Regional, afirmou que o Governo vai "democratizar o acesso à informação sobre fundos comunitários”. Reconhecendo “o trajeto dinâmico e inteligente do tecido empresarial da Região do Ribatejo", afirmou que "a correção das assimetrias regionais, a valorização do território e a coesão nacional correspondem a opções fundamentais do Portugal 2020", revelando que este instrumento “privilegiará as regiões mais desfavorecidas do país visto que receberão 93% do financiamento disponível” e que "as PME estarão na primeira fila dos destinatários do Portugal 2020". Para terminar, o governante afirmou que o país "não pode desperdiçar a oportunidade do Portugal 2020. Será uma condição fundamental para um novo patamar de desenvolvimento, prosperidade, competitividade e coesão territorial".

Anabela Freitas, Presidente da Câmara Municipal de Tomar, referindo-se ao programa Portugal 2020, afirmou que "é fundamental uma coresponsabilização dos atores públicos e privados e o estabelecimento de relações mais dinâmicas entre empresas e centros de saber".

A sessão prosseguiu com a moderação de António de Andrade Tavares, Presidente da Assembleia Geral da Nersant, que aproveitou para deixar ao Governo uma mensagem no sentido de "não serem criados entraves às empresas" e que "os empresários portugueses possam ter as mesmas condições que as empresas com quem competem".

Joaquim Oliveira Martins, da OCDE, salientou que "as regiões mais pequenas têm um papel preponderante para o crescimento e as cidades têm um papel muito importante em termos de mecânica da produtividade. As cidades com mais população têm mais produtividade". O responsável afirmou ainda que "a OCDE entende que não se pode fazer política regional numa ótica de compensar regiões desfavorecidas”, porque “cria dependência e não desenvolvimento". "Tem que se identificar o capital territorial e criar vantagens absolutas, que ali existem e não existem noutros sítios", prosseguiu.

Por seu turno, Rui Monteiro, da CCDR-Norte, afirmou que "as regiões são capazes de se afirmar diferenciando-se no mercado internacional", através da "construção das vantagens competitivas".

Piedade Valente, do COMPETE, alertou para o facto de "o tecido empresarial português ainda ter um elevado número de empresas de pequena dimensão” e que “a esta situação está associada uma fraca propensão para modelos colaborativos entre os vários atores". "Temos dificuldade na matéria do trabalho em rede. Temos também alguma dificuldade no investimento em fatores de inovação para além do equipamento produtivo, que nos permita produzir com maior competitividade. Todos os outros fatores de inovação estão um pouco esquecidos", prosseguiu, afirmando ainda que espera "ter os novos programas do quadro Portugal 2020 a funcionar durante o segundo semestre, para Setembro ou Outubro".

Já Augusto Medina, da SPI, salientou que "a região do Ribatejo desenvolveu uma iniciativa de clusterização muito relevante. O AgroCluster é um exemplo daquilo que deve ser feito". Afirmou ainda que a "a NERSANT é, porventura, uma das únicas senão a única organização com uma atuação abrangente sobre o território. Tem exercido ações em vários dos domínios que vão ser prioritários nos próximos anos". Fazendo nota que no novo quadro "é preciso sofisticar algumas dessas apostas”, ressalvou que “a NERSANT tem a vantagem de ter uma boa capacidade de gestão de projetos".

Para terminar, Luís Mira Amaral esclareceu que "não basta políticas públicas. As PME têm que pegar no conhecimento dos centros de saber para criarem novos produtos e se diferenciarem da concorrência. Há aqui na região do Ribatejo um embrião para termos um centro de inovação". Referindo-se especificamente ao financiamento, afirmou que "não há problemas de crédito" mas sim "um problema de liquidez e um problema de risco de crédito. Espero que com o suavizar do programa de austeridade haja mais mercado e que haja mais linhas de crédito". No que se refere aos transportes, realçou que "exportar por via rodoviária está condenado. O país tem que apostar na ferrovia e nos portos".

O Congresso "Melhor Território, Mais Competitividade" decorre até amanhã no Hotel dos Templários, em Tomar.É um projeto da NERSANT, cofinanciado pelo Compete, União Europeia, Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.



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Sexta-feira, 28 de Março de 2014
VINHOS:Primeiro prazo de inscrição no Concurso Vinhos de Portugal a terminar

Desconto nas inscrições do Concurso Vinhos de Portugal até 31 de Março

 

 Termina no próximo dia 31 de Março o primeiro prazo de inscrição no Concurso Vinhos de Portugal no qual os produtores poderão beneficiar do desconto de 5 euros por vinho. Após esta data continuarão a poder submeter candidaturas na página www.concursovinhosdeportugal.pt apesar de ser cobrada uma penalização de mais 15 euros a todas as inscrições após 24 de Abril. 

 

A edição de 2014 do Concurso Vinhos de Portugal será realizada de 13 a 16 de Maio, no CNEMA, em Santarém e a Direcção da ViniPortugal continuará a investir numa maior valorização dos jurados internacionais

 

A ViniPortugal ressalva que a inscrição dos vinhos só será considerada mediante o processo completo.

 

1º passo.        Inscrição completa online em www.concursovinhosdeportugal.pt

2º passo.        Pagamento por transferência bancárias para o NIB 0019 0183 00200000083 67 ou cheque endossado à ViniPortugal

3º passo.        Envio de comprovativo de pagamento para carlar.concurso@viniportugal.pt

4º passo.        Envio de Boletim de análise para carlar.concurso@viniportugal.pt

5º passo.        Entrega de amostras (pelo menos 4 garrafas 0,75l/vinho) no CNEMA (Quinta das Cegonhas, 2000-471 Santarém) ou na CVR / IVDP

 

 

Sobre a ViniPortugal

 

A ViniPortugal é a associação interprofissional do setor vitivinícola que tem como missão promover a imagem de Portugal, enquanto produtor de vinhos por excelência, valorizando a marca “Vinhos de Portugal” e contribuindo para um crescimento sustentado do volume e do valor dos vinhos portugueses, assim como da sua diversidade. Promove os vinhos tranquilos portugueses em 11 mercados internacionais.

 

A ViniPortugal agrupa estruturas associativas e organizações de profissionais ligadas ao comércio (ANCEVE e ACIBEV), à produção (FENAVI e FEVIPOR), às cooperativas (FENADEGAS), aos destiladores (AND), aos agricultores (CAP) e às regiões demarcadas (ANDOVI).

 

O seu Plano de Marketing para 2014, no montante de 7,5 Milhões de euros, atingirá 11 mercados internacionais estratégicos, onde serão implementadas mais de 100 acções de diferentes perfis.



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Quarta-feira, 26 de Março de 2014
SANTARÉM: Estrada da Estação encerra ao Trânsito

 

 

A Câmara Municipal de Santarém informa que, no âmbito da remodelação da EN 3-5 – Eixo Estruturante Estrada da Estação, vai proceder ao corte da circulação automóvel entre a Rotunda do Parisal (em Vale de Estacas) e a Passagem de Nível da CP, de 31 de março até 30 de junho.

 

Será apenas permitido o acesso aos moradores, empresas sedeadas no local e a 4 horários de transporte público da Rodoviária do Tejo.

 

Como alternativa poderá ser utilizada a Estada Nacional 114 ou outras vias que vão estar devidamente assinaladas.

 

A medida tem como principal objetivo garantir condições de segurança na prossecução da obra.



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Segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2014
SANTARÉM: FEDERAÇÃO DO PS DE SANTARÉM EXIGE APRECIAÇÃO PARLAMENTAR DO NOVO MAPA JUDICIÁRIO

 A Federação do PS de Santarém considera que o decreto-lei sobre a nova reforma do mapa judiciário é uma porta aberta para a destruição do valor da Justiça de proximidade, pondo em causa a dignidade dos Tribunais.

O PS de Santarém reconhece a importância de uma reforma do sistema judiciário e defende a sua necessidade. No entanto, uma reforma desta envergadura só pode ser levada a cabo num quadro de respeito pelos direitos dos cidadãos. A reforma que urge empreender não pode ser feita de forma cega, baseada apenas no número de processos pendentes em cada Tribunal, com total desprezo pelas populações que se encontram mais afastadas dos centros de decisão e que acabam por ser vítimas deste processo. A reforma agora aprovada discrimina os portugueses, colocando em causa o direito à igualdade no acesso à Justiça, direito constitucionalmente consagrado.

No distrito de Santarém, além da passagem dos tribunais de Alcanena e da Golegã a “secções de proximidade”, o novo mapa judiciário ditou o encerramento dos tribunais de Ferreira do Zêzere e de Mação e ainda a perda e esvaziamento de competências de outros. As chamadas “secções de proximidade” não serão mais do que um mero recetáculo de papéis desprovido da titularidade do poder judiciário.

A centralização da seção civil e criminal sedeada em Santarém, com competência territorial para todo o distrito, determina que os cidadãos passem a estar cada vez mais arredados do acesso aos Tribunais. A vasta extensão territorial deste distrito, aliada à densidade populacional dos municípios envolvidos  nesta reforma (nem todos servidos  de uma boa rede de estradas) acaba por impedir o acesso direto das populações à Justiça.

Com este novo diploma, pessoas com cada vez menos recursos económicos passam a ter de percorrer distâncias cada vez maiores para fazerem valer os seus direitos em Tribunal. A esta circunstância acrescem despesas de deslocação dos intervenientes processuais, oriundos de localidades que normalmente não dispõem sequer de uma rede de transportes públicos que possibilite a sua deslocação ao tribunal em tempo útil, o que obriga à utilização de meios de transporte que implicam custos exorbitantes.

Sendo o distrito de Santarém um dos maiores distritos do País em área e o segundo maior em número de concelhos, muitos locais estão a distâncias significativas da sede de distrito. Mação dista cerca de 100 km, Ferreira do Zêzere fica a 85 km e Samora Correia a 65 Km. São apenas alguns dos exemplos de distâncias para Norte e Sul de Santarém.

Atendendo à realidade e com vista à implementação de uma reforma racional  e territorialmente justa, que tenha em conta as realidade do país e das populações, torna-se indispensável a apreciação parlamentar deste decreto lei sobre o mapa judiciário.



publicado por Noticias do Ribatejo às 20:57
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Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014
SANTARÉM: 51ª Feira Nacional de Agricultura / 61ª Feira do Ribatejo

 

 

 

Cartaz musical está definido

 

A 51ª Feira Nacional de Agricultura / 61ª Feira do Ribatejo, evento que decorre entre os dias 07 e 15 de Junho no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, já tem o cartaz musical definido.
No dia de abertura, 7 de Junho (sábado), o palco será de Pedro Abrunhosa & Comité Caviar, no dia seguinte, 9 de junho (domingo), é a vez de David Antunes & The Midnight Band e Amigos, enquanto que a 13 de Junho (sexta-feira) as atenções viram-se para os GNR. No dia 14 de junho (sábado) realce para o concerto de Anselmo Ralph.

 

Recorde-se que a Feira Nacional de Agricultura incidirá principalmente na “Produção Nacional”, temática que pretende realçar a importância dos produtos genuinamente portugueses no sector agrícola e que servirá de base para diversas actividades: seminários, colóquios, apresentações de produtos, demonstrações, etc.

 

No âmbito do certame, realce para o Salão Prazer de Provar que agrega o Salão Nacional do Azeite, o Salão Nacional da Alimentação e o Festival Nacional do Vinho, para a Fersant, organizada pelo Nersant e Lusoflora de Verão, promovida pela APPPFN.

 

A 51ª Feira Nacional de Agricultura também será marcada pelo 20º aniversário do Centro Nacional de Exposições, espaço que acolheu pela primeira vez o evento em 1994 abrindo portas a 8 de Junho.

 

HORÁRIOS

 

7 a 14 de Junho

 

Nave A “Prazer de Provar”: 12h00 - 22h30

Nave B: 10h00 - 22h30

Nave C: 10h00 - 00h00

Zona Exterior: 10h00 - 22h30

Actividades Lúdicas:10h00 - 03h00

 

Domingo, 15 de Junho

 

Nave A “Prazer de Provar”: 12h00 - 20h00

Nave B: 10h00 - 20h00


Nave C: 10h00 - 20h00

Zona Exterior: 10h00 - 20h00

Actividades Lúdicas:10h00 - 20h00


ENTRADAS

 

Bilhete Simples: 6,00 € (Permite uma única entrada)

 

Cadernetas de 10 Bilhetes: 40,00 € (Cada bilhete permite uma única entrada. À venda nos locais autorizados até 6 de Junho)

 

Livre-Trânsito: 20,00 € (O cartão é pessoal e intransmissível e permite visitar a feira a qualquer hora e várias vezes por dia. O Livre-Trânsito está à venda nos locais autorizados até 15 de Junho)

 

Dia 11 de Junho: Entrada Gratuita

 

Todos os Dias: Entrada gratuita para crianças até aos 11 anos (inclusive)

 

Parque de Estacionamento: Gratuito



publicado por Noticias do Ribatejo às 18:11
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Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2014
SANTARÉM: VIRA CASACA

VIRA CASACA

 

Paridos da rara irreverência ribatejana, inspirados por Tágides e concebidos à imagem e semelhança de Adónis, surgem os únicos e irrepetíveis, Vira Casaca.
 
'Betinhas de Santarém' é o primeiro single deste dócil quarteto de Santarém e já tem vídeo.
"Sim, o êxodo rural é um problema, mas nós praticamo-lo na mesma."
25 Janeiro
Teatro Sá da Bandeira - Santarém


publicado por Noticias do Ribatejo às 11:23
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Domingo, 18 de Agosto de 2013
TEMAS DE SAÚDE: Reformas por invalidez

 Por: Antonieta Dias  (*)

 

Sentir que não se tem capacidade para o desempenho da actividade laboral habitual, é  como viver sem ter subsistência para manter os níveis económico mínimos de sobrevivência individual ou familiar, compatíveis com a dignidade humana.

Se as sequelas resultantes de uma doença natural ou de um acidente de trabalho determinam uma incapacidade igual ou superior a setenta e cinco por cento do rendimento da capacidade de trabalho, é óbvio que vinte e cinco por cento da capacidade restante não pode compensar a perda dos setenta e cinco por cento.

Perante esta circunstâncias não será difícil decidir que um doente que se apresenta numa junta de verificação de incapacidade quer seja no Instituto de Solidariedade Social (doença natural), ou no Tribunal de Trabalho (doença directa), ou no âmbito do Direito Civil (acidente de viação) não consegue por mais esforço que faça exercer a sua actividade laboral habitual.

É injusto e desumano decidir que um paciente que se encontra abrangido por uma doença cujo valor sequelar se encontra dentro destes parâmetros seja considerado apto para o trabalho.

Torna-se assim incompreensível que persista nalguns casos a insensibilidade e a não aplicabilidade de uma decisão clinica incontornável e de fácil resolução, que é a atribuição de uma incapacidade permanente parcial total para o trabalho habitual.

Este facto exige da parte das entidades competentes uma intervenção urgente no sentido de averiguar, se de facto existe ou não casos de doença incapacitante cuja decisão tenha sido controversa e potencialmente geradora de grave injustiça social para o paciente.

Importa, ainda referir os inúmeros casos que têm sido relatados pelas vítimas aos quais ainda não se vislumbra nenhuma investigação e muito menos conclusão.

Certo é que a função dos profissionais que se encontram nas juntas de verificação de incapacidades cuja função é a avaliação sequelar do dano corporal que não conseguiu ser reparado, apesar de todos os esforços terapêuticos efectuados com base na “leges artis” é uma prática médica de elevada responsabilidade não podendo por esse facto ser sujeita a pressões que impliquem uma decisão justa sobre o caso em apreço.

Uma violação da “leges artis” pode gerar a criação de perigo para a vida e uma grave ofensa para o corpo e para a saúde, sendo considerada um crime punido por lei.

Tal leva a inferir que, de acordo com os bons conhecimentos técnico científicos, um paciente tem que ser avaliado de forma criteriosa, cabendo ao avaliador diagnosticar o caso clinico que o paciente apresenta, atento à situação actual e à possibilidade de agravamento do seu estado de saúde, implicará, designadamente, que lhe não seja atribuída a alta se o quadro clínico representar uma inevitável incapacidade total laboral.

Cabe ainda a responsabilidade ao avaliador de recolher todos os elementos fáctico-objectivos necessários ao bom esclarecimento de todos os padecimentos do doente.

De igual modo o avaliador, terá de verificar se existe ou não contradição entre a avaliação presencial realizada e a informação recebida.

A história clínica constante do relatório detalhado da consulta técnico – científica efectuada e apresentada pelo Examinando, na minha opinião, deverá  ser integralmente reproduzida, no Relatório Pericial de Avaliação do Dano Corporal.

Se a decisão da junta medica teve por base a prova produzida e assentou a sua decisão na análise detalhada dos factos provados, deverá ser fundamentada no relatório final.

Por último, dir-se-á  ainda que atenta a factualidade provada, o profissional de saúde ao agir com a intenção de diagnosticar a doença do paciente, jamais pode minimizar o risco potencial do dano corporal sofrido.

Por outro lado, importa acrescentar que o Examinando se encontra numa situação de fragilidade física e psicológica, incorrendo muitas vezes numa perda da revelação total da informação dos sintomas imprescindíveis para uma apreciação global da sua patologia.

Assim, sem prejuízo de a junta médica ter ficado convencida de todos os problemas inerentes ao caso em apreço a insuficiente informação do Examinando configurará  só por si, no meu entender um claro prejuízo para o doente.

No que concerne aos factos que merecem credibilidade (registos clínicos fiáveis), as declarações do paciente, reportadas ao médico assistente (de família) ou da seguradora deverão ser consideradas, sendo certo que a conclusão final da junta médica terá em conta a factualidade assente nestes pressupostos.

No que respeita à  decisão final a convicção clínica da junta médica será orientada no sentido de concluir a sua determinação de forma livre e desprovida de qualquer tipo de pressão institucional.

Relativamente à  actuação do aludido relatório final, no qual devem constar os sintomas e sinais de gravidade do paciente, com base na experiência pericial, na prática clinica fundamentada nos conceitos científicos actualizados, na minha opinião uma incapacidade permanente parcial total calculada em parâmetros iguais ou superiores a 75% (setenta e cinco por cento), deve ser considerada como uma condição sine qua non para a atribuição definitiva de uma invalidez total e permanente para o trabalho, devendo por isso considerar o Examinando incapaz para toda e qualquer profissão.

Importa ainda sublinhar, que a peritagem médica em circunstâncias nenhumas deverá ser sujeita a constrangimentos ou limitações institucionais.

O médico tem o dever profissional e jurídico de decidir livremente e de forma responsável, devendo cumprir todas as regras da ciência médica, para praticar o acto médico que lhe foi incumbido, sem contrariar as “leges artis”.

Resta ainda salientar, que os actos médicos são passíveis de responsabilidade criminal se a prática médica se desviar das boas práticas.

Sem prejuízo do constante no artigo 32.º, n.º 2 da Constituição da República Portuguesa): o princípio “in dubio pró réu”, é uma imposição do meritíssimo juíz orientada no sentido de se pronunciar sobre a certeza dos factos, competindo ao tribunal  investigar toda a verdade para apuramento  do ónus da prova.

O respeito pelas “leges artis”, no caso específico das perícias médicas, impõe ao médico  a execução de uma conduta individualizada e personalizada do doente que não pode ser  apenas baseada nas tabelas de referência para as atribuições das incapacidades permanentes parciais profissionais se a Perícia resulta de um acidente de trabalho/doença profissional  ou na atribuição da Incapacidade Permanente Geral se se trata de uma Perícia referente ao Direito Civil (acidente de viação ou doença natural), tendo em conta que as Tabelas apenas servem como documentos orientadores da decisão clinica.

Um perito, que se propõe avaliar o dano corporal, tem que ser fundamentalmente um clínico conhecedor não exclusivamente das regras técnico-científicas, mas também conhecedor da ética profissional e deontológica.

Em suma, a atribuição de uma Incapacidade Permanente Parcial (IPP) com incapacidade permanente absoluta para o trabalho habitual ou a atribuição de uma Incapacidade Permanente Geral, exigem imparcialidade e decisão concreta e assertiva, não permitindo a valoração de argumentos conceptuais que possam de alguma forma prejudicar a decisão definitiva da Incapacidade a atribuir ao Examinando.”

 (*) Doutorada em medicina



publicado por Noticias do Ribatejo às 08:00
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Domingo, 24 de Fevereiro de 2013
TEMAS DE SAÚDE: Prevenção do risco cardiovascular das dislipidemias

Por: Antonieta Dias (*)


As doenças cardiovasculares, designadamente as de natureza aterosclerótica, são a principal causa de invalidez e morte, em Portugal.

Em 1999 foram responsáveis, por 39% dos óbitos registados, sendo a doença cerebrovascular responsável por 52 % dos óbitos. Representam a terceira e quarta causa de morte no nosso País.

Para prevenir as complicações  da doença aterosclerótica e na doença coronária em particular a Sociedade Portuguesa de Cardiologia, consciente da gravidade desta  patologia, tem investido na identificação e tratamento adequado das dislipidemias, sendo uma prioridade a avaliação do perfil lipídico e a instituição do tratamento cada vez mais agressivo nestes doentes. 

Por definição considera-se dislipidemia  quando surge um aumento anormal de colesterol e de triglicerídeos, representando um excesso destes dois  componentes no sangue).

Este distúrbio metabólico, pode ser resultante de hábitos alimentares inadequados, estilos de vida sedentários, pela presença de doenças tais como a obesidade, diabetes, ou insuficiência cardíaca ou insuficiência renal.

A avaliação do perfil lipídico, em jejum é já uma rotina praticamente obrigatória em todos os adultos  com idades iguais ou superiores a trinta anos, sobretudo naqueles que têm dois ou mais factores de risco cardiovascular, onde se incluem os obesos, os doentes com diabetes mellitus e os doentes com síndrome metabólico.

O perfil lipídico  deve ser periódico e pode haver até haver a necessidade de ser despistada mais precocemente se existirem dislipidemias primárias genéticas.

A existência de colesterol e de triglicerídeos no organismo é normal desde que a sua presença não ultrapasse os valores preconizados, sendo o seu papel essencial para o normal funcionamento do organismo, uma vez que desempenham um papel essencial na estruturação das membranas celulares, hormonais (esteróides), nos estrogéneos, ácidos biliares.

O colesterol  é metabolizado no fígado em bile, solubiliza gorduras e absorve as vitaminas solúveis na gordura (vitamina A, D, E, K).

Os  triglicerídeos,  são um tipo de gordura libertada pelo tecido adiposo e serve para armazenar energia, que o organismo utiliza diariamente.

Uma concentração excessiva de triglicerídeos e de colesterol no sangue circulante, pode desencadear  uma doença denominada aterosclerose, que lesa a parede arterial sendo uma  causa de morte muito comum.

A dislipidemia é uma doença silenciosa que pode ser evitada na maior parte dos casos através da criação de estilos de vida saudáveis (hábitos alimentares corretos), preconizando-se a diminuição da ingestão de carnes vermelhas, enchidos, presunto, conservas, optando por uma alimentação rica em fruta, vegetais, carnes magras, consumo de bebidas alcoólicas moderadas e incentivando ao desenvolvimento de uma atividade física regular.

As guidelines, têm um papel preponderante nas recomendações do tratamento, dado que são um instrumento de utilização diária na prática clínica de extrema importância pelo facto de serem baseadas na investigação exaustiva cujas conclusões científicas orientam para a realização das boas práticas médicas.

As guidelines representam um dos pilares mais importantes na medicina atual, resultam do consenso produzido pela investigação de estudos rigorosos dos peritos nesta área, onde o conhecimento médico representa um compromisso da própria Sociedade Científica, cabendo ao Committee on Practice Guidelines definir os termos sobre os quais se justifica a elaboração destes documentos.

É a própria comissão que define quem são os peritos que devem estar envolvidos nos estudos e que determinam o seu coordenador.

O conteúdo final do documento elaborado por estes peritos, é submetido a um processo de revisão, por outros intervenientes que não podem ser os autores da investigação e só depois desta revisão é que é devolvido ao grupo de investigadores para concluírem o documento final.

Após as revisões e com base na evidência científica (nível A-quando há vários estudos clínicos aleatorizados, ou metaanálises, a suportar a evidência e consequentemente recomendação; nível B-quando há apenas um estudo clínico aleatorizado, ou estudos não aleatorizados e nível C-quando a evidência se baseia apenas em estudos retrospectivos ou registos, predominando a opinião de peritos) é que é publicado de acordo com as normas promolgadas pelo editor do  jornal (normalmente no European Heart Journal).

Por fim, é remetido para todas as Sociedades Nacionais, que cumprem as tarefas de traduzir o documento, de o divulgar e de o distribuir.

Apesar das guidelines não representarem orientações destinada a uma utilização de forma cega, são fundamentais para o cumprimento da legis artis.

Importa, ainda referir que o tratamento deve ter em conta a redução global  do risco efetivo dos eventos cardiovasculares, sendo a presença de diabetes mellitus  um dos mais elevados fatores de risco sobretudo quando associada à hipertensão.

O tratamento farmacológico é obrigatório e a instituição terapêutica vai depender do risco individual, devendo ser iniciada o mais precocemente possível.

A escolha do fármaco para o tratamento da dislipidemia deve respeitar a expressão fenotípica da mesma, a facilidade de administração, o perfil de efeitos adversos, a segurança e a diminuição da morbilidade e mortalidade.

Surgiu recentemente  no mercado uma associação de pravastatina com um fenofibrato que irá certamente revolucionar  o tratamento dos doentes portadores de dislipidemias mistas de alto risco, sendo uma enorme vantagem para o tratamento destes doentes, dado que é uma associação de toma única.

Associada à terapêutica farmacológica das dislipidemias existem outras  medidas complementares que devem ser implementadas, nomeadamente a dieta (redutora de lipídeos)que assenta na ingestão de 5 a 6 refeições por dia, sendo que nos obesos deve ser escolhida uma dieta hipocalórica .

A dieta deve conter regularmente legumes, vegetais, sopas, saladas, fibras, minerais, cereais, batatas,  leguminosas e vitaminas. O consumo proteico deve ser fundamentalmente de origem vegetal, diminuindo a ingestão de carnes e de ovos e aumentando o consumo de peixe e aves. As carnes vermelhas devem ser evitadas e na confeção dos alimentos o azeite deve ser preferido bem como os óleos vegetais.

Outro detalhe importante da dieta destina-se  à introdução dos iogurtes, leite magro e a diminuição da ingestão de açucares, bolos, chocolates, refrigerantes e sumos. O consumo de bebidas alcoólicas não deve exceder 10 a 30 gramas dia.

 Não podemos esquecer a recomendação da prática do exercício físico, como um elemento prioritário na mudança dos estilos de vida saudável.

Em suma, a medicina é essencialmente uma arte que coloca ao seu serviço o conhecimento médico baseado na investigação e na evidência científica de forma a gerir um tratamento personalizado baseado nas particularidades específicas de cada doente na particularidade da sua patologia.

(Doutorada em medicina)



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Domingo, 27 de Janeiro de 2013
TEMAS DE SAÚDE: Demências

Por: Antonieta Dias (*)


“A demência é uma perturbação muito comum, caracterizada por défices cognitivos vários, onde se inclui a memória, que se encontra diminuída.

A demência leva a uma perda ou diminuição progressiva das faculdades cognitivas mais ou menos acentuada, que determinará uma maior ou menor dependência dos doentes, podendo nalguns casos conduzir a uma dependência total, com necessidade de intervenção de terceiros para os apoiar nos actos de vida diária.

As alterações cognitivas que esta doença origina nas funções cerebrais, designadamente na memória, na linguagem, na atenção, na personalidade, na capacidade de resolução dos problemas do quotidiano (actos de vida diária) na perda de orientação, no comportamento podem resultar em situações clinicas de difícil resolução de carácter médico, familiar e social.

Por vezes, estes doentes podem desenvolver comportamentos psicóticos, depressivos ou delirantes, que obrigam a instituição de terapêuticas mais ou menos agressivas, de forma a estabilizá-los clinicamente.

A reversibilidade ou não da demência depende da sua etiologia.

As causas da demência podem ser várias, das quais destacamos as de origem vascular, as de causa infecciosa, sendo que estas últimas são as que estão associadas ao Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA), à sífilis, à encefalite causada pelo vírus do Herpes, doença de Lyme, doença de Creutzfeldt Jakob, doença de Whipple e as de origem vascular que dão origem a enfartes múltiplos.

As demências podem ainda ter uma etiologia metabólica ou nutricional, facilmente tratáveis se forem corrigidos os défices que as desencadeiam.

Assim, para se fazer um diagnóstico de demência há necessidade de identificar os critérios estabelecidos para a classificação desta patologia.

Os mais utilizados são os descritos na 4.ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-IV).

Estima-se que 7.3 Milhões de cidadãos europeus sofrem de uma das várias formas de demência.

Em Portugal existem cerca de 153.000 pessoas com demência, das quais 90.00 sofrem de doença de Alzheimer.

Prevê-se uma duplicação destes valores em 2040 na Europa Ocidental, e na Europa de Leste estima-se que este valor triplique.

Dos estudos efectuados até à data, calcula-se que anualmente 1,4 milhões de cidadãos europeus virão a desenvolver demência, o que se traduz que em cada 24 segundos, é diagnosticado um novo caso.

Os antioxidantes são substâncias capazes de prevenir ou atrasar este processo degenerativo actuando como protectores celulares protegendo os tecidos do stress oxidativo, que desempenha um importante papel no envelhecimento celular, nomeadamente no processo de envelhecimento cutâneo e na fisiopatologia de diversas doenças.

O processo oxidativo pode afectar o envelhecimento cerebral e despoletar a doença de Alzheimer.

É possível, através de utilização de uma escala psiquiátrica abreviada Mini Mental State Examination (MMSE), determinar o estado mental da pessoa, e orientá-la de acordo com os parâmetros cognitivos encontrados.

Porém, o processo degenerativo pode torna-se irreversível e gerar situações complicadas de dependência física e psicológica, dificilmente suportadas pelas famílias dos doentes, sendo então necessário recorrer à institucionalização destas pessoas carentes de cuidados globais de saúde urgentes.

Nestes casos, torna-se imperiosa a necessidade de manter as Unidades de Cuidados Continuados Integrados receptivas e com vagas disponíveis para acolherem estes pacientes e para os cuidarem de forma global, diferenciada e humanizada.

Em suma, são várias as patologias que requerem a prestação de cuidados especializados cuja adaptabilidade aos vários problemas dos pacientes dependentes de terceiros, exige um grande investimento estatal e social para manter a sustentabilidade do sistema, já de si carenciado de meios adequados para este tipo de doentes.”

 

(*) doutorada em medicina



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Domingo, 16 de Dezembro de 2012
SANTARÉM: O pé do diabético

Por: Antonieta Dias (*)

 

O pé do diabético é uma complicação frequente no doente diabético, algumas vezes de difícil resolução pelo impacto e pela gravidade das lesões que podem evoluir para a cronicidade devido à fragilidade e vulnerabilidade da resposta imunológica, bem como pelo diagnóstico tardio da doença, que nalguns casos já se encontra em fase avançada, acarretando só por si sérios problemas para as vítimas, que apesar dos tratamentos adequados que lhes são efetuados, não conseguem libertar-se facilmente deste grave problema.

Assim, tendo em conta estes pressupostos, há que aconselhar os doentes, para os ajudar a prevenir ou minimizar este evento.

É-lhes exigido um estilo de vida saudável, de tal forma assertivo, que lhes permita manter os níveis de glicemia aceitáveis (normais). Esta recomendação deve ser entendida pelo doente diabético como uma medida prioritária para estabelecer um bom prognóstico.

Outras doenças estão muitas vezes associadas à diabetes, sendo então, o papel do médico ainda mais interventivo para conseguir controlar todos os parâmetros que envolvem a complexa decisão clínica no tratamento atempado e sobretudo no investimento para a educação do doente e para a necessidade de o envolver activamente no tratamento da sua doença e/ das outras patologias que podem estar associadas.

Sem a motivação e a adesão do paciente não atingiremos os objetivos, e muito menos conseguiremos nivelar, padronizar, ou normalizar os valores da tensão arterial e do colesterol, que são doenças muito frequentes neste grupo de doentes.

Estabilizar os parâmetros da glicemia, é uma meta a atingir o mais rapidamente possível.

A diabetes é uma doença que cursa com várias outras complicações, designadamente as oculares (retinopatia diabética), as vasculares e as renais(nefropatia diabética).

Para ajudar estes doentes a minimizar os efeitos adversos destas situações, devemos estabelecer um plano de tratamento, onde se inclui a educação do diabético, isto é, ensiná-lo a avaliar a sua glicemia, a tomar os seus medicamentos de forma adequada, a investir na qualidade da sua alimentação, promovendo os hábitos alimentares com refeições regulares à base de alimentos saudáveis, ricos em vegetais, fibras, frutas naturais e pobres em gorduras e sal.

Estes alimentos devem ser ingeridos diariamente.

Outro investimento importante é ensinar o diabético a examinar os seus pés diariamente, preferencialmente à noite.

O doente diabético devido à neuropatia diabética, tem diminuição da sensibilidade, estando por isso mais susceptível ao aparecimento de lesões, pelo que o paciente deve ser esclarecido sobre a vantagem da necessidade de observar diariamente os seus pés, para verificar se não tem feridas, se não tem cortes, manchas vermelhas ou edemas.

Aqui também se inclui a observação das unhas, que deve ser feita de forma minuciosa para verificar se não estão infectadas, devendo aconselha-lho a fazer uma boa higienização dos pés, que deverão lavados diariamente com água morna, numa temperatura entre os 32 e 35º (nunca usar água quente pelo risco de queimaduras), obrigando a uma prévia confirmação da temperatura da água, podendo para o efeito usar um termómetro.

O banho deve ser suave e curto, para não secar muito a pele, impedir que os pés permaneçam húmidos durante muito tempo, pois a humidade é um foco de proliferação de infeções, nomeadamente fúngicas.

No fim da higiene dos pés o doente deverá secá-los muito bem, tendo especial atenção para os espaços interdigitais, esfregando-os sempre na mesma direção para evitar ferir a pele.

O uso de um creme ou loção, no final da higiene dos pés, tornará mais macia a pele, devendo o mesmo ser aplicado na região dorsal e plantar dos pés. O creme não deve ser aplicado nos espaços interdigitais, pelo risco de infeção.

É ainda uma grande preocupação do médico incentivar a doente diabético a deixar de fumar, tendo em conta que fumar reduz o fluxo de sangue para os pés podendo agravar ainda mais as lesões pelo facto de o paciente ter menos percepção dolorosa, devido às alterações da sensibilidade que cursam com esta doença.

Faz ainda parte da terapêutica médica promover e incentivar o paciente para a vantagem de fazer uma consulta de rotina anual nas especialidades de oftalmologia e de estomatologia.

Sem prejuízo de outras informações complementares, deve o médico estimular o doente para a prática de exercício físico que deve ser realizado de forma regular, adaptado aos gostos do paciente e às suas características individuais.

Compete ainda ao médico assegurar e estabelecer um plano de atividade física, respeitando as motivações desportivas e as condições pessoais vivenciadas por estes doentes.

Caminhar, andar de bicicleta, nadar são atividades físicas que não causam sobrecarga aos pés, sendo por isso aconselhadas.

Correr e saltar são exercícios a evitar pela sobrecarga que causam nos pés.

No caso em apreço, em circunstância nenhuma deve ser esquecido o prévio aquecimento antes de realizar qualquer atividade física, bem como estimular o relaxamento pós exercício.

Nos conselhos para a prática desportiva inclui-se o aconselhamento do tipo de calçado, que deve ser adaptado ao exercício praticado, com sapatos bem ajustados aos pés de forma a permitir o um apoio adequado dos mesmos.

Preconiza-se ainda que o doente diabético deverá ter o seu dossier médico em arquivo personalizado e na sua posse, para poder rapidamente aceder aos dados clínicos e fornecê-los de imediato ao médico examinador que o assiste naquele momento.

Sempre que exista uma limitação funcional que impeça o paciente de fazer uma observação cuidadosa dos pés, deverá o mesmo ser aconselhado a munir-se de um espelho para o auxiliar, ou então solicitar a ajuda de uma terceira pessoa que o auxilie nessa tarefa.

Estes casos vão ainda necessitar do apoio de uma terceira pessoa para os ajudar a cortar as unhas, devendo ser alertados para fazerem uma observação detalhada da coloração e da consistência das unhas, sendo que unhas amarelas e finas podem encravar facilmente.

Relativamente aos cuidados a ter com as unhas, estas devem ser cortadas preferencialmente com um corta unhas de forma reta, preservando o corte dos cantos pelo risco de infeções, posteriormente limadas com uma lima suave, devendo ter a precaução de lavar e secar bem os pés, no fim deste procedimento.

Importa, ainda referir que sempre que existam calosidades, o médico poderá orientar o doente para o uso de pedra – pomes, destinada a amolecer as calosidades com posterior referenciação do doente desde que justificável para uma consulta de podologia, a fim de que o podologista oriente adequadamente o doente.

Como contra-indicações formais inclui-se o corte dos calos com lâminas, o uso de pensos calicidas, pelo risco de lesionar a pele.

Os pés devem ser protegidos do frio e do calor devendo utilizar-se sapatos na praia e nos pavimentos quentes.

Sempre que os doentes se expõem ao sol, devem usar um creme protetor solar, no dorso e na região plantar para evitar as queimaduras.

Nas situações de frio, o doente diabético não deve usar botijas, sacos de água quente ou compressas quentes sobre os pés, e deve ainda evitar aproximar-se da lareira e dos radiadores pelo perigo das queimaduras.

Se o doente diabético tiver arrefecimento dos pés durante a noite deverá protegê-los com meias ou botas de lã macia para os manter quentes.

Estes doentes devem ser alertados para a necessidade de observar várias vezes os pés para evitar o arrefecimento e o aparecimento de frieiras.

O doente diabético deve ter especial atenção para as meias e para o calçado que usa, devendo as meias ser macias, de algodão, leves, que não sejam apertadas e que se ajustem bem aos pés e sobretudo não devem ter costuras.

Os sapatos devem ser confortáveis, evitando sapatos de plástico ou de vinul, por impedirem uma boa respiração dos pés e pelo fato de serem pouco maleáveis, podem levar ao aparecimento de bolhas.

Todo o diabético deve ter cuidado em examinar sempre o interior dos sapatos antes de os calçar, com o objetivo de verificar se não existe nenhum objeto dentro do calçado e de confirmar se a sola se encontra lisa.

O tipo de sapato deve permitir um bom apoio do pé, devem ser de consistência maleável mas suficientemente resistente para proteger os pés.

Recomendações para a manutenção de uma boa circulação sanguínea dos pés:

1-Sempre que o doente estiver sentado deve elevar os pés com apoio gemelar a 45º.

2-Massajar duas a três vezes por dia durante cinco minutos os dedos dos pés.

3-Mobilizar os calcanhares várias vezes para estimular a circulação sanguínea das pernas e pés.

4-Evitar manter as pernas cruzadas durante muito tempo.

Em suma, apesar da simplicidade contida nestes conselhos, devido à sua importância na prevenção de lesões, faz parte da leges artis, que o profissional médico com competência para o efeito, terá obrigatoriamente de alertar o doente diabético para a prevenção e minimização do risco de lesões graves dos pés aconselhando-o a recorrer a uma observação medica sempre que tiver qualquer lesão dos pés.

Este procedimento irá diminuir a probabilidade do agravamento das lesões e permitirá intervir atempadamente no seu tratamento.

Por fim alertar para a necessidade de uma periodicidade de vigilância anual do pé do diabético mesmo que não haja ocorrência de lesões.

Ensinar o doente diabético a cuidar bem dos seus pés e a tomar medidas antecipatórias, evitando o aparecimento de lesões é um dever de qualquer profissional medico que assiste o doente diabético.

(*) Doutorada em Medicina



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Domingo, 2 de Dezembro de 2012
TEMAS DE SAÚDE: “Dietas”

Por: Antonieta Dias (*)


A dieta define a manutenção de hábitos alimentares individuais, que sob o ponto de vista de saúde caracteriza a escolha de alimentos, adequada a proporcionar uma boa condição alimentar, que sustente o organismo de forma saudável.

A dieta deve ser sempre instituída e orientada por especialista (médico ou nutricionista), que fará a adaptação personalizada, mais ou menos restritiva conforme as necessidades particulares da pessoa a que se destina.

As dietas devem ser sempre prescritas, tendo por base uma avaliação nutricional correta, para não provocar deficiências calórico-proteicas, nem distúrbios metabólicos.

Comer bem, é respeitar os factores essenciais do equilíbrio alimentar, para impedir excessos de peso ou restrições de substâncias imprescindíveis ao desenvolvimento de uma vida saudável.

Existem diversos esquemas de dietas, com base nos objectivos específicos a que se destinam.

Um dos maiores flagelos da população dos países industrializados é a obesidade, que resulta de um excessivo aporte de nutrientes, que desestabilizam o perfil biológico da pessoa.

Associado a este distúrbio vem quase sempre a elevação do colesterol, que agravam os factores de risco, que podem ser mais ou menos graves, conforme o perfil lipídico e o grau de obesidade existente.

Quando se constata que o colesterol está elevado, podendo ou não estar associado à elevação dos triglicerídeos, devemos instituir uma dieta que inclua frutos oleaginosos, ricos em gorduras monoinsaturadas e vitamina E. Os alimentos que se recomendam são: a soja (a proteína de soja diminui o colesterol em 5 a 6%, alternativa à carne, ao peixe e ao leite), as ervilhas, o feijão, as lentilhas, a maçã e a aveia, ricos em fibras solúveis, que associados aos líquidos do estômago, levam à formação de um gel, que se vai ligar ao colesterol(no intestino), absorvendo-o e removendo-o do organismo através do bloqueio parcial da sua absorção, acabando por elimina-lo pelas fezes.

Nesta dieta, não podemos esquecer os frutos oleaginosos (nozes, amêndoas), os óleos vegetais, os cereais integrais e os vegetais.

Outros alimentos que devem fazer parte desta dieta(colesterol), são os produtos ricos em ômega 3(beringelas, feijão branco, limão, farinha e salmão), que para além de diminuírem as gorduras nocivas, têm uma tripla função: anti-inflamatória, anti-oxidante e facilitadora do metabolismo das gorduras.

Nestes doentes é essencial que se evitem os alimentos ricos em gordura (fritos), que se reduza a ingestão de massas, doces, alimentos de conserva, vísceras, camarão e bebidas alcoólicas.

Se estamos perante um doente que padece de doença de crhon, devemos aconselhar os alimentos que melhor se adequam a esta patologia, nos quais se incluem: a cenoura, o espinafre, o agrião, as carnes magras, a gelatina, a sardinha, o atum, o salmão, a banana, a maçã, a batata, o arroz, o puré, o ovo cozido, os legumes cozidos e o óleo de peixe.

Estes doentes terão de excluir da sua dieta, o iogurte, a carne de porco, o chocolate, as verduras cruas, a pêra, as ameixas, a banana, a laranja, a aveia, o queijo, o leite, os doces com massa folhada, o creme de leite, o mel, os fritos, a manteiga, os gratinados, a carne gordurosa, a maionese e os biscoitos amanteigados.

Os pacientes com divertículos devem ter uma dieta rica em fibras. Nos episódios de agudização, isto é quando surge uma diverticulite, devem fazer uma dieta líquida(durante 3 dias), rica em sumos de frutas naturais (batidos com leite desnatado) e sempre acompanhada de sopa(batata, abóbora, beterraba, lentilhas, espinafre, couve, cenoura, mandioca) nas duas refeições principais.

A dieta rica em fibras deve ser evitada no episódio da diverticulite.

Quando o processo inflamatório(diverticulite) regride, deve-se passar a uma dieta pastosa, podendo aqui já incluir-se o frango desfiado.

Por fim, quando as dores abdominais desaparecerem, o paciente retomará a sua dieta habitual, na qual se incluem os alimentos integrais e a dieta rica em fibras.

Nas dietas dos doentes hipertensos, inclui a redução de sal, de alimentos muito condimentados e de todos os alimentos ricos em sódio, nos quais se incluem o presunto, as salsichas e os fumados.

Recomenda-se como a melhor dieta para o coração, a dieta hipossalina, que exclui os alimentos congelados, industrializados e ricos em gordura designadamente gordura hidrogenada, dando preferência à ingestão de sumos naturais, com inclusão de legumes(diariamente), carnes de aves sem pele (carne magra) e peixe.

Se estamos perante um doente que sofre de obstipação, devemos aconselhar o sumo de espinafre e de cenoura associado a alimentos ricos em fibras, legumes, aumentar a ingestão de líquidos de preferência muito quentes ou muito frios.

Sempre que possível estes pacientes devem comer as frutas com casca, desde que não tenham sido tratadas com insecticidas e a sua base alimentar deve incluir o perú, o frango, o coelho, o peixe, os cereais, as frutas secas e o azeite.

Nestes doentes estão contra-indicadas as conservas, a banana, o vinho, o limão, a cebola, o leite condensado, os biscoitos, o presunto e as frutas em calda.

Em suma, toda a dieta deve ser individualizada, adaptada à pessoa e à patologia (quando existir) sem contudo, esquecer que o exercício físico e o combate ao sedentarismo são medidas complemenatares quando se pretende investir em estilos de vida saudável.

Importa, ainda referir, a necessidade de utilizar medicamentos, sempre que o doente padece de uma patologia, cuja dieta e exercício físico é insuficiente para a tratar.

(*) Doutorada em medicina



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Domingo, 11 de Novembro de 2012
TEMAS DE SAÚDE: Prescrição médica baseada em evidências

 Por: Antonieta Dias (*)

 

Por definição a medicina baseada em evidências é um método científico aplicado na prática médica, em que as evidências traduzem provas científicas.

Toda a prática médica tem por base o raciocínio e decisão clínica sustentadas em provas científicas, que habilitam os médicos a utilizarem de forma conscienciosa a sua experiência clínica na interpretação e aplicação dos seus conhecimentos no tratamento dos seus pacientes sempre suportados nos resultados dos estudos científicos.

Archie Cochrane, pesquisador britânico autor do livro Effectiveness and Efficiency: Random Reflections on Health Services (1972), foi um dos promotores da medicina baseada em evidências.

A prescrição médica exige um conhecimento profundo, em todas as áreas e a aplicabilidade terapêutica obriga o médico a prescrever os fármacos em que os benefícios reunidos e agrupados de forma sistemática, resultam das pesquisas específicas decorrentes da investigação dos fármacos que melhor se ajustam à patologia do doente cuja eficácia no tratamento individualizado tem como objectivo a cura do problema de saúde do paciente.

Para uma prescrição terapêutica adequada há necessidade de respeitar quatro itens: a patologia, a utilização de fármacos já testados como eficazes, as interacções medicamentosas e a eventual reacção adversa ao fármaco utilizado.

Infelizmente existem cada vez mais doentes polimedicados, devido às múltiplas patologias que padecem, sendo que o uso simultâneo de mais de um fármaco, pode levar a situações indesejáveis resultantes das interacções medicamentosas, que nalguns casos podem potenciar ou anular o efeito terapêutico do medicamento que estamos a utilizar naquele doente e para aquela patologia, podendo até ser responsáveis por quedas, designadamente nos idosos, representando um motivo frequente de atendimentos no serviço de urgência.

Ser assertivo na prescrição terapêutica implica ainda estar atento aos efeitos colaterais dos fármacos e esclarecer adequadamente os doentes para eventuais reacções adversas (malefícios) que as terapêuticas instituídas podem desencadear.

Importa, ainda referir que existem dois tipos de interacções medicamentosas: as farmacocinéticas e as farmacodinâmicas, sendo as primeiras responsáveis pelo processo de absorção, distribuição, metabolização e eliminação das mesmas, podendo ser modificadas quando se administram outros fármacos em simultâneo, alterando por si só as concentrações plasmáticas e a consequente quantidade de fármaco disponível e as segundas surgem nos locais de ação dos fármacos, directamente associadas aos mecanismos pelos quais se processam os efeitos terapêuticos desejados para o tratamento da doença.

As interacções de efeito, surgem quando se utilizam dois ou mais fármacos usados concomitantemente e que têm ações farmacológicas similares ou opostas, produzindo sinergias ou antagonismos sem alterar a farmacocinética ou mecanismo da acção dos fármacos utilizados, havendo por isso necessidade de algumas correções e adaptações de medidas antecipatórias, para minimizar estes riscos.

Temos como exemplo a proibição de bebidas alcoólicas quando se utilizam anti-histamínicos hipnóticos ou sedativos.

Imaginemos ainda que temos um doente hipertenso medicado com Bloqueadores Beta (Acebutolol, Atenolol, Bisoprolol, Nebivolol, Propanolol), e que necessita de realizar um exame complementar de diagnóstico, em que é necessária a utilização de produtos de contraste iodados, 

Com efeito, a associação de meios de contraste radiológico iodados com beta-bloqueadores está associada a reacções de hipersensibilidade mais grave designadamente em doentes com asma brônquica, pois os beta bloqueadores diminuem as reacções cardiovasculares de compensação.

Assim, para evitar estas complicações os beta-bloqueadores deverão ser interrompidos antes do exame radiológico, caso não seja possível pela imprevisibilidade e urgência da situação gerada deve ter-se à mão os meios de reanimação necessários, para uma eventual ressuscitação do doente.

Se extrapolarmos estas situações para os doentes idosos, polimedicados, agravadas quando aplicadas ao idoso fragilizado, a nossa atenção tem de ser ainda mais apertada, pelo risco inerente.

Podemos até questionarmo-nos se existem ou não marcadores clínicos e biológicos que nos indiciem para a existência de um síndrome de fragilidade no idoso.

O que sabemos é que apesar da idade ser um fator de risco importante, que por si só representa já um grau de vulnerabilidade maior na reacção aos fármacos instituidos, acrescida ainda pelo fato de uma percentagem elevada de idosos, viver sozinho.

Estes idosos que vivem sós, apesar de possuírem independência para os atos da vida diária, não excluem que o seu risco seja inferior ao do idoso dependente, bem pelo contrário, exigem uma vigilância permanente e uma precocidade de reavaliação terapêutica periódica mais curta, relativamente à população em geral.

Sem prejuízo de uma avaliação da funcionalidade dos órgãos, relacionada com a fisiopatologia do envelhecimento, que se traduz em perdas funcionais importantes, decorrentes do processo biopsicossocial do idoso e das morbilidades que o fragilizam, implicam um acompanhamento domiciliário permanente pelos profissionais da saúde.

Porém, o factor idade não representa se avaliado isoladamente um marcador de desgaste orgânico, que indicie ou permita classifica-lo como marcador biológico de vulnerabilidade, e muito menos ser decisivo para ser classificado como indicador inequívoco de maior risco de doença.

Devemos pois, considerar como marco de referência a faixa etária do doente idoso, apenas com a expectativa biológica envolvida num processo de envelhecimento humano, que pode resultar, do ponto de vista individual em modificações biológicas mais ou menos diferenciadas.

A preservação da autonomia e a vivência de um envelhecimento saudável, são essenciais para minimizar uma boa parte dos factores de risco associados ao idoso.

Os estudos apontam que cerca de 80% dos indivíduos classificados como idosos, necessitam de cuidados médicos, designadamente preventivos para conseguirem viver autónomos e independentes.

Porém, não nos podemos esquecer que este grupo populacional devido às suas múltiplas patologias os tornam dependentes de associações terapêuticas para o controlo das morbilidades, representado um custo elevado para o tratamento, das doenças agudas ou crónicas daí decorrentes e que podem implicar por vezes internamentos hospitalares mais ou menos prolongados, devido à gravidade e complexidade que a perda funcional desencadeada por estas doenças pode originar.

Segundo Hogan et al.14, 22, a definição de fragilidade pode estar dependente de três fontes distintas:

1-dependência nas actividades de vida diária (AVDs) e nas actividades instrumentais de vida diária (AIVDs);

2-vulnerabilidade ao stresse ambiental, às patologias e às quedas;

3-estados patológicos agudos e crónicos

Em suma, analisando todos os parâmetros que podem influenciar a ação interventiva da farmacoterapia no tratamento das doenças, cujo grau de conhecimento não é empírico mas resulta da investigação científica prévia, devidamente documentada para sustentar uma prescrição individualizada e adequada não só ao tipo de patologia, como à variabilidade individual e à resposta terapêutica de cada pessoa, ao efeito dos medicamentos prescritos, é um acto médico que exige um profundo conhecimento do manuseamento desses mesmos fármacos, pelo que não é possível banalizar o acto médico de prescrição terapêutica por uma mera substituição do medicamento com fins essencialmente economicistas, e por pessoas que não estão habilitadas para tal.

Prescrever um fármaco para o tratamento de uma doença exige do profissional médico uma responsabilidade enorme pelo risco de vida que pode desencadear no doente.

Todo o doente tem direito a exigir que o acto médico de prescrição terapêutica seja baseado em evidências científica, sendo essa competência exclusivamente médica, não sendo por isso possível transferir esta responsabilidade, para outros profissionais, inviabilizando assim a substituição dos medicamentos, por outros profissionais que não sejam médicos.

(*) Doutorada em Medicina



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Terça-feira, 23 de Outubro de 2012
SANTARÉM: Encontro entre Gerações

 

Segundo a organização, a sessão solene de abertura do Fórum conta com a presença de Marco António Costa, Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social e a sessão de encerramento com a presença de Pedro Mota Soares, Ministro da Solidariedade e da Segurança Social, bem como do Presidente da Câmara Municipal de Santarém.

O Fórum tem como objetivos fomentar a reflexão sobre o envelhecimento ativo e da solidariedade entre gerações, promover a participação ativa dos parceiros sociais, criar um espaço de partilha, dando visibilidade às boas práticas e potenciar o voluntariado dinamizando a participação ativa da sociedade civil.

As inscrições decorrem até dia 23 de outubro, no Centro Distrital da Segurança Social de Santarém ou pelo telefone 243 330 445, pelo fax 243 330 490/243 330 475 ou pelo e-mail: iss-santarem-secretariado@seg-social.pt.   

Para além dos expositores e das atividades de animação que decorrem ao longo dos três dias do evento, existem painéis organizados de acordo com a temática de cada dia, com a participação de vários oradores e tendo como moderadores Fernanda Freitas, Embaixadora do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade Social, Carolina Torres, Apresentadora do Programa Curto Circuito da SIC Radical e o jornalista Paulo Cintrão.



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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2012
SANTARÉM: A Deputada Idália Serrão requer informações

Deputada Idália Salvador Serrão (foto) requer o envio de dados relativos ao funcionamento de explorações pecuárias no Concelho de Rio Maior para a Procuradoria Geral da República e para a Provedoria de Justiça

 

A Deputada Idália Salvador Serrão, eleita pelo Círculo de Santarém, apresentou ontem, na Reunião da Comissão Parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local, um Requerimento para que a Comissão solicite à Presidente da Assembleia da República o envio para a Procuradoria Geral da República e para a Provedoria de Justiça de todas as informações de que dispõe o Parlamento sobre o funcionamento de três explorações pecuárias localizadas no Concelho de Rio Maior. Em causa está a apreciação da Petição n.º 131/XI/2.ª, de António José Rodrigues da Costa e Outros, que deu entrada na Assembleia da República em 26 de Janeiro de 2011, na qual se solicita « que seja avaliado o cumprimento da legislação aplicável a um conjunto de explorações de suinicultura localizadas no concelho de Rio Maior», concretamente a Suinvest, Lda., localizada na Quinta do Capitão, Agro-Pecuária Valinho, SA., localizada em Vale da Rosa (ambas na Freguesia de Ribeira de São João) e Agro-Pecuária Valinho, SA., localizada em Casal do Larojo (Freguesia de São João da Ribeira). Os peticionantes referem «os maus cheiros exalados, assim como a contaminação das linhas de água adjacentes, provocados por estas três explorações(…) altamente perturbadores de todos quantos residem nas imediações, sendo os mesmos indiciadores de provável não cumprimento da legislação em vigor para este sector», situação que se arrasta há vários anos, e que foi apreciada pela Comissão Parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local desde 26 de Janeiro de 2011, tendo sido cumprida toda a tramitação legal e processual. No Requerimento apresentado, a Deputada do Partido Socialista constata que «ao longo dos anos, os vários organismos da Administração foram atuando de forma isolada, assumindo apenas as suas responsabilidades setoriais, e pouco ou nada contribuindo para que o problema em apreço – e os conflitos que dele decorrem – se resolvesse de forma integrada», salientando que «estão em causa direitos constitucionalmente consagrados».
Para a Deputada Idália Salvador Serrão, «a Comissão esgotou todas as figuras regimentais possíveis, restando apenas a que requeri neste momento. O meu objectivo não é encerrar as explorações em apreço, mas, sim, que seja cumprida a legislação e que as mesmas operem sem perturbar quem com elas partilha o território, como, de resto, nos solicitaram as populações». A Deputada socialista, eleita pelo Distrito de Santarém, refere ainda que «os dados veiculados pelas diversas entidades com competência sobre a matéria demonstram a completa descoordenação face a um assunto que deveria merecer uma ação concertada por parte da Administração, eesta situação é tanto mais grave quando, no presente, todas as entidades são dependentes da mesma tutela – o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território» Foi neste sentido que, «atentas as diversas contradições constantes das informações veiculadas pelas entidades contactadas, e existindo fortes indícios de que algumas das explorações em apreço operam na ilegalidade – o que releva para o exercício da ação penal», entendeu a Deputada Idália Salvador Serrão que a Comissão Parlamentar deve «recorrer a todos os mecanismos regimentais e legais ao seu dispor para assegurar o cumprimento da legislação aplicável», sendo este o principal fundamento para a apresentação do Requerimento, no qual se solicita, «em face das informações veiculadas pelas diversas entidades, e no pressuposto da existência de indícios para o exercício de ação penal, a remessa de todos os elementos de que dispõe a Comissão Parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local à Senhora Procuradora-Geral da República» e ao «Senhor Provedor de Justiça, para os efeitos do disposto no artigo 23.º da Constituição». O Requerimento será votado na próxima reunião da Comissão Parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local, a 24 de Outubro. A Deputada Idália Salvador Serrão encontra-se disponível para quaisquer esclarecimentos através do 910 015 070.



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Domingo, 23 de Setembro de 2012
SANTARÉM: Serviço Nacional de Saúde (SNS)-Subsistemas de Saúde e suas desigualdades sociais, nas comparticipações pelo Estado

Por: Antonieta Dias (*)


O Sistema Nacional de Saúde (SNS), criado em 1979, passou a coexistir com os Subsistemas de  Saúde em 1998.

O SNS era caracterizado por uma excelente rede de cuidados de saúde hospitalares e de cuidados de saúde primários, porém, as medidas implementadas pelo Ministério da Saúde, vieram diminuir a acessibilidade, dificultar a possibilidade de assistência aos doentes mais distantes dos grandes centros, agravando desastrosamente a prestação de cuidados de saúde.

Estas alterações vieram aumentar ainda mais a desigualdade assistencial, devido ao desinvestimento Estatal e pelas adaptações pouco assertivas,  que vieram prejudicar seriamente  um sector tão sensível e de enorme importância com é a área da saúde.

Acresce ainda que com a concentração das Unidades hospitalares, mesmo admitindo a possibilidade de algumas urgências hospitalares serem consideradas falsas urgências, em nada contribuiu para melhorar ou até reduzir o orçamento do Estado.

Com base nestas alterações organizacionais degradou-se um sistema de saúde de elite, gerando numa grande parte das Instituições públicas um aumento dos tempos de espera (com tempos superiores a 6 horas), um sofrimento por parte dos doentes, sobretudo para os portadores patologias graves, diminuíram os recursos técnicos, materiais e humanos, revolucionando no mau sentido a prestação dos cuidados assistenciais, isto é, veio desumanizar a prestação de cuidados de saúde à população.

O SNS português, era dotado de uma boa cobertura assistencial a nível dos cuidados prestados nos Centros de Saúde e nos Hospitais, tendo sido classificado no 5.º melhor serviço de saúde a nível mundial e com esta alteração organizacional passou a ocupar os últimos lugares (actualmente está no 3.º  lugar a contar do fim da lista).

Este modelo veio desencadear carências irrecuperáveis que em nada contribuíram para a recuperação da economia na saúde.

O nosso SNS beneficia de uma linha directa de emergência médica e de uma linha de saúde (Saúde 24), aberta 24 horas por dia, destinadas a ajudar os utentes na resolução de alguns dos seus problemas, designadamente em tirar dúvidas e pedir ajuda.

O SNS caracteriza-se por três sistemas coexistentes: o Serviço Nacional de Saúde (SNS), os regimes de seguro social de saúde especiais para determinadas profissões e os seguros privados de saúde que são opcionais.

O sistema público de saúde está a cargo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que depende do Ministério da Saúde, sendo a cobertura universal.

De acordo com a legislação em vigor. “ São beneficiários do Serviço Nacional de Saúde todos os cidadãos Portugueses, cidadãos de Estados Membros da União Europeia, cidadãos estrangeiros residentes em Portugal em condições de reciprocidades, cidadãos que tenham requerido asilo e apátridas residentes em Portugal.

Os cidadãos estrangeiros residindo legalmente em Portugal têm acesso, em igualdade de circunstâncias, aos cuidados de saúde e assistência medicamentosa. Os cidadãos estrangeiros possuidores de autorização de permanência / residência, ou de um visto de trabalho, devem obter um cartão de utente, sendo-lhes designado um médico de família. Caso não descontem para a Segurança Social, terão de suportar os respectivos tratamentos.

Os residentes de um Estado – Membro da União Europeia têm acesso aos cuidados de saúde em igualdade de circunstâncias (“Cartão Europeu de Seguro de Doença”). O mesmo acontece com os residentes de países terceiros que tenham assinado um acordo bilateral com Portugal, tais como o Brasil (“PB4).

O Cartão de Utente do SNS é um documento que prova a identidade do titular perante as instituições e serviços integrados no SNS. A sua emissão é gratuita e deve ser apresentada para prestação de cuidados de saúde, para requisição e acesso a consultas médicas e a meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica, bem como para a prescrição e aquisição de medicamentos. O Cartão pode ser obtido no Centro de Saúde da área de residência ou junto de uma loja do Cidadão.”

A Constituição da República estabelece que todos os cidadãos têm direito à prestação de cuidados globais de saúde, prevê que os cidadãos portugueses têm direito a saúde tendencialmente gratuita. “ Os utentes com baixos rendimentos, e os reformados por  invalidez tinham cuidados de saúde gratuitos”.

O Decreto Lei n.º 401/98 veio permitir a possibilidade de prestação de cuidados de saúde por entidades públicas ou privadas, mediante comparticipação financeira estabelecida por protocolo com o Instituto de Gestão Informática e Financeira do Ministério da Saúde (IGIF), nos termos e montantes a definir pelo Ministério da Saúde.

Este sistema (SNS) abrange uma população de 10 milhões de habitantes, dos quais cerca de 25%, estão distribuídos por subsistemas de saúde, cuja comparticipação (acordos e convenções são diferentes conforme os protocolos estabelecidos), 10% da população esta representada pelos seguros privados de saúde e 7% é de fundos mútuos.

Compete ao Ministério da Saúde a responsabilidade do desenvolvimento das políticas de saúde, bem como toda a gestão do SNS.

O SNS é predominantemente financiado através de uma tributação geral, com contribuições dos empregadores, nos quais se incluem o Estado, e dos empregados que representam as principais fontes de financiamento dos subsistemas de saúde.

Por outro lado, os pagamentos directos pelo utente, os prémios de seguro voluntário de saúde representam uma enorme faixa de financiamento.

Para além do SNS, existem em Portugal vários subsistemas de saúde, dos quais destacamos os principais: ADSE (Protecção Social dos Funcionários e Agentes da Administração Pública), cujos funcionários descontam mensalmente, como se de um seguro de saúde se tratasse, para poderem ter este subsistema (portanto é um subsistema, comparticipado directamente pelo próprio utente), abrange cerca de 1.2 milhões de indivíduos, a FMM (Forças Militares e Militarizadas), com cerca de 174 500 utilizadores, o SAMS e SAMS Quadros (Serviços de Assistência Médico-Social a Bancários), do qual fazem parte 185.500 utentes.

Como exemplo de outros subsistemas temos a ADM-Assistência, que funciona como a ADSE, mas abrange os três subsistemas Assistência na doença aos M Força Aérea, APDL, sendo o  Porto de Leixões o mais importante do País, a Caixa Geral de Depósitos, a Portugal Telecom/ACS, a RAR, a Sá Vida, SIB (sindicato independente), e outros cuja representatividade é pouco relevante, não sendo por isso aqui especificada.

Tendo em conta, a variabilidade dos subsistemas existentes, cujos contratos e convenções comparticipadas pelo Estado Português tem diferenças abismais entre si, nos quais destacamos regimes de comparticipação gratuita nos medicamentos, como por exemplo acontece no SAMS, Telecom/ACS e Sá Vida, o que origina uma desigualdade para os restantes utentes, pois tratando-se de em mesmo sistema de saúde, não se compreende que exista uma discrepância desta índole.

Mais injusto se torna ainda para o Subsistema da ADSE, que tem sido o alvo de “ataque” do Ministério da Saúde, onde cada vez mais se assiste a alterações com efeitos retroactivos nas comparticipações, prejudicando substancialmente os beneficiários deste Subsistema, sendo quase considerados como uma “ameaça” no orçamento e como tal há até quem comente que poderá vir a ser extinto.

Importa, ainda referir que este Subsistema de Saúde, é o que tem a tabela mais baixa de comparticipação Estatal no âmbito das convenções associada a um atraso no pagamento  das comparticipações do Estado às Instituições que lhes prestam assistência, o que origina nalguns casos a possibilidade para a efectivação de uma quota disponível, destinada a limitar a marcação das consultas e de alguns exames complementares de diagnóstico, sendo os utentes da ADSE,  preteridos nalgumas marcações por outros Subsistemas ou pelos utentes que optaram por um seguro de saúde (que infelizmente, por carências de índole económica só alguns têm).

Esta situação tem gerado algum desconforto não só para os utentes cuja acessibilidade a certas consultas de algumas especialidades se torna difícil obter em tempo útil, bem como para as instituições convencionadas, devido ao atraso no reembolso do estado às instituições convencionadas.

Acresce ainda, a descriminação existente para alguns exames complementares de diagnostico, que deixaram de ter comparticipação pela ADSE, em Instituições convencionadas(Ex. troponina).

Pensar, que com a abolição deste sistema se vai economizar na saúde é uma profunda ilusão, pois, se isso for determinado, o que vai acontecer é que estes utentes passarão para o SNS, complicando ainda mais a carência de recursos institucionais,  técnicos e humanos já por si precários, para dar cobertura às necessidades do País.

Importa ainda referir,  que devido à necessidade de assistência, os custos serão iguais para o Ministério da Saúde, ou poderão ainda originar mais encargos, tendo em conta que se os utentes não usufruírem deste Subsistema, deixarão de ser obrigados ao pagamento deste serviço, cuja dedução é feita directamente no seu vencimento.

Na minha opinião a atitude mais acertada seria fazer a revisão da tabela das comparticipações da ADSE, que nunca foram actualizadas, gerando nas instituições convencionadas um elevado défice de gestão financeira.

Outra nota que considero importante e justa, seria a revisão de todas as comparticipações nos contratos e convenções, dos Subsistemas no sentido de proceder ao nivelamento das mesmas, e fornecer o mesmo tipo de regalias, com o SNS.

Se estamos a falar de Subsistemas de um País democrático que pretende igualdade social e que se designa Portugal, devem ser adoptados critérios uniformes de comparticipação, seja qual for o Subsistema em causa.

Neste contexto tem sido injusta toda a campanha que tem sido feita para com os beneficiários da ADSE, que neste momento, se encontram seriamente prejudicados, devido aos efeitos retroactivos das decisões que têm sido tomadas recentemente.

Em suma, tendo por base a existência de vários Subsistemas de saúde, não se compreende a razão pela qual se pretende penalizar apenas as comparticipações de um Subsistema, nem  quais são os motivos pelos quais se insiste em penalizar os beneficiários da ADSE, como se tratasse de uma espécie a extinguir.

O correcto seria uniformizar todos os Subsistemas de Saúde existentes em Portugal com as mesmas tabelas de comparticipação.

Outra medida séria seria exige o pagamento atempado por parte do Estado às instituições que prestam os serviços convencionados. Esta atitude honraria naturalmente o bom nome da Nação.

Apenas como mera informação saliento uma curta referência ao PIB. Em 2000, foi atribuído um PIB de 8.7%, tendo sido considerada uma percentagem de despesa total em saúde, razoável.

Importa, porém referir que no mesmo ano de 2000, existia uma elevada despesa privada em saúde, não reembolsável, de cerca de 50%.

Actualmente apesar do aumento dos custos com as despesas na saúde, confrontamo-nos com valores totais do Estado com a saúde, em percentagem do PIB, muito inferiores, constatando-se que entre 2009 e 2012, passou de 5.8% para 4.8%.”

(*) Doutorada em Medicina



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Domingo, 16 de Setembro de 2012
TEMAS DE SAÚDE:Consulta do viajante, uma exigência para quem viaja.

Por: Antonieta Dias (*)


A consulta do viajante destina-se fundamentalmente ao aconselhamento de medidas preventivas que devem ser adotadas, antes, durante e depois da viagem.

Esta consulta deve ser efetuada pelo menos, 4 a 6 semanas antes da partida, são realizadas por médicos com competência para a sua efetivação, que se responsabilizam por prestar todo o tipo de cuidados médicos especializados e fornecer as recomendações, relacionados com os riscos para a saúde, nos países para onde os viajantes pretendem deslocar-se, quer a sua viagem  se destine ao lazer ou ao trabalho.

Dentro do que é preconizado na consulta, faz parte a avaliação das condições de saúde da pessoa que pretende viajar, sendo os conselhos personalizados de forma específica de acordo com as características dos viajantes (adultos, crianças, grávidas, idosos) que padeçam ou não de doenças crónicas e que possam ou não necessitar de terapêutica.

Estão incluídos no protocolo desta consulta, as vacinações (febre amarela e todo o tipo de vacinas obrigatórias ou recomendáveis nos países de destino), as prescrições medicamentosas para a profilaxia da malária ou outras doenças, bem como a abordagem e aconselhamento de medidas antecipatórias, designadamente no que se refere aos cuidados a ter com a exposição solar, com as medidas de higiene individual, o modo como devem utilizar as bebidas (informação sobre o risco e prevenção de doenças transmitidas pelas águas e alimentos contaminados)e ainda as atitudes a tomar perante a presença de uma toxinfecção alimentar a fim de obter a resolução da sintomatologia (vómitos, diarreias) de forma célere.

Nesta consulta recomenda-se, elabora-se e prescreve-se um “kit”de viagem (farmácia individual do viajante).

A prescrição da farmacoterapia, dependerá das necessidades individuais de cada viajante, depois de ponderados todos perigos existentes nos países de destino.

Os certificados internacionais das vacinas (ex. febre amarela) serão emitidos sempre que haja necessidade à imunização.

A vacina contra a febre amarela é obrigatória nalguns países, sem a qual os viajantes não estão autorizados a entrar. Esta vacina é também recomendada noutros países, fazendo-se o aconselhamento e a sua ministração.

A vacinação deve ser efetuada preferencialmente com uma antecedência de trinta dias, sendo o mínimo recomendável de dez dias.

A periodicidade da vacina da febre amarela tem uma validade de dez anos, e apenas se encontra disponível nos centros internacionais de vacinação distribuídos pelo país.

Existe um regulamento internacional das vacinas obrigatórias para cada país, sendo a vacina da febre amarela a que é mais exigida internacionalmente, sem a qual não poderá ser emitido o respetivo certificado comprovativo da vacinação ficando assim inviabilizada a entrada do viajante no país para o qual esta vacina é exigida.

Porém, outras imunizações poderão ser obrigatórias nas quais se incluem a poliomielite, ministrada em dose única no adulto, mesmo que já tenha sido ministrada em criança.

O tipo de vacinas impostas para a entrada nos diversos países vai depender da legislação em vigor destinada à autorização da entrada de passageiros (turistas, executivos ou trabalhadores).

A título de exemplo temos o caso da Arábia Saudita que impõe a obrigatoriedade da imunização da poliomielite se o viajante vem de um dos quatro países onde o vírus é endémico(Índia, Nigéria, Afeganistão,   Paquistão) e a imunização contra a meningite meningocócica.

O esquema vacinal será decidido na consulta  e aconselhado, tendo em consideração os locais para onde a pessoa pretende viajar, porém, podemos já acrescentar quais são as vacinas mais prescritas: tétano, hepatite A, hepatite B, febre tifóide, raiva, gripe, cólera, difteria e encefalite japonesa.

São ainda fornecidas informações sobre as condições de assistência médica existentes no país, recursos, condições de segurança e direções dos consulados com o objetivo de esclarecer detalhadamente os viajantes sobre as instituições que poderão ser úteis durante a sua permanência nos países do destino.

Faz parte também dos objetivos da consulta a realização de uma observação médica pós viagem, destinada a fazer o diagnóstico de eventuais doenças adquiridas no local do destino, com avaliação global do bem estar do viajante e para o controlo sanitário das pessoas que permanecem durante períodos prolongados de tempo no estrangeiro onde o risco de contrair doenças é elevado.

Sempre que uma pessoa pretende viajar deve dirigir-se a uma instituição de saúde (pública ou privada), para se submeter ao exame global de saúde e para que lhe sejam fornecidos todos os conselhos sobre os cuidados que devem ter para prevenirem o aparecimento das doenças.

Uma vez escolhido o destino, os viajantes devem providenciar a efetivação da consulta do viajante, o mais rapidamente possível.

É nesta consulta que os utentes colocarão todas as suas dúvidas, para as quais os médicos estão habilitados a responder, explicando os procedimentos a adotar, fazendo o aconselhamento necessário, dirigido sempre para a adoção de atitudes e medidas preventivas destinadas a colmatar os riscos da viagem.

Sabe-se que anualmente cerca de 8%, dos utentes que viajam procuram assistência médica por problemas relacionados com a própria viagem.

Importa, contudo referir que a grande maioria das pessoas que viajam não sofre qualquer doença, porém isso não exclui a necessidade de efetivarem esta consulta.

A Organização Mundial de Saúde recomenda a realização da consulta do viajante na pós-viagem internacional, sobretudo nos doentes portadores de doenças crónicas tais como diabéticos, doentes cardíacos ou pacientes que sofram de qualquer outra patologia crónica.

Estas recomendações destinam-se também aos viajantes que tenham permanecido noutros países por períodos superiores a três meses ou que tenham estado expostos ao contato com doentes portadores de doenças infeciosas.

Resta, ainda alertar para a necessidade de uma observação médica sempre que surjam situações de hipertermia (febre elevada), doenças dermatológicas, diarreia, vómitos ou icterícia, em doentes que viajaram recentemente.

Em suma, a consulta do viajante é recomendada a todos os viajantes e destina-se a prevenir ou minimizar os riscos do aparecimento de doenças das viagens.

 

(*) doutorada em medicina



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Quarta-feira, 8 de Junho de 2011
SANTARÉM - Os políticos devem ser pessoas sérias para não defraudarem quem neles confia e vota

Artigo de Opinião

Por: António Centeio

Sempre tive uma certa admiração por António Costa (foto) porque sempre o considerei ser uma pessoa séria e de “palavra”. Admiração na qualidade de politico porque pessoalmente não o conheço.
Tento ser um cidadão minimamente preocupado com a situação politica do nosso país e consequentemente com as acções ou decisões dos políticos que temos porque são estes que dirigem os destinos do país e tudo que façam ou digam afectam-nos em todas as formas.
Sempre detestei as pessoas que hoje nos prometem uma coisa e amanhã fazem outra. Considero este tipo de gente como a “vergonha das vergonhas” ou pessoas sem princípios que não tem vergonha alguma pela simples razão de que não são pessoas de palavra.
Como diziam os antigos – que não precisavam de papeis para nada, porque a palavra estava acima de tudo e de todos: «quem não cumpre o que prometeu não presta para nada».
Tenho defendido estes princípios e continuo a defendê-los.
António Costa é presidente da Câmara de Lisboa para a qual foi eleito por via democrática.
Com a demissão de José Sócrates secretário-geral do Partido Socialista, a Comissão Nacional do partido reuniu e convidou António Costa para substituir Sócrates.
Um convite que antes de ser apresentado, já o presidente da autarquia de Lisboa se queixava das fortes pressões que vinha a receber para aceitar o lugar.
Mas António Costa não será candidato à liderança do PS.
Entendeu e recusou porque tem «um compromisso assumido na autarquia» porque votaram nele.
Os eleitores deram-lhe a confiança politica para ser presidente da Câmara e assim será.
Justificou a decisão com o compromisso assumido na autarquia – «Penso que é o melhor contributo que posso dar para credibilizar a política».
Uma credibilização que muitos políticos na «nossa praça» não sabem ou não conseguem ter e dar como garantia a quem neles vota para a meio do mandato pretenderem deixar o lugar para que foram eleitos para o trocar por um outro qualquer, defraudando assim quem em neles votou e neles acreditou ou que terminariam o mandato para que foram eleitos.
Se admirava António Costa como um «politico sério» porque defende a credibilização da política» agora ainda o admiro mais.
Como há muitas maneiras de contornar as pressões, mesmo vindas da cúpula do partido António Costa soube que também é necessário servir o partido de que faz parte, o PS.
Disponibilizou-se então, caso assim seja necessário, de poder aceitar a «presidência do partido (um cargo ‘honorífico’ no PS)» já que não lhe ocupa muito tempo.
Agora ser “líder” do partido ou trocar o cargo por outro qualquer e ter que deixar de ser presidente dos “lisboetas” isto nunca porque os eleitores votaram nele para ser o “presidente” e não para ser secretário-geral ou deputado.
Na sua alegação, António Costa disse que «O País precisa de um secretário-geral a tempo inteiro e a cidade de Lisboa de um presidente em dedicação exclusiva».
Só lamento que muitos políticos da «nossa praça» não tenham a coragem de António Costa, onde alguns estão dispostos a deixar o mandato a meio para que foram eleitos para ocuparem outros cargos mesmo que nunca os venham a ocupar.
Acima de tudo que se credibilize a politica e se respeite os desejos dos eleitores, cumprindo-se os mandatos até ao fim.


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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010
PSD recomenda medidas urgentes para proteger e valorizar a floresta
Os Deputados do PSD apresentaram na Assembleia da República um conjunto de sete recomendações ao Governo, no sentido de proteger e valorizar a floresta. São medidas urgentes, perante os últimos dados avançados pela Autoridade Florestal Nacional (AFN) que, relativamente a 2010, apontam de Janeiro até ao passado dia 15 de Setembro, um total de área ardida em Portugal que ascende a quase 118 mil hectares. Em termos estritamente económicos, os cerca de 118 mil hectares ardidos representam perdas superiores a 300 milhões de euros, só em prejuízos, e numa perspectiva conservadora assente no novo modelo do Sistema Europeu de Informação de Fogos Florestais (EFFIS) para avaliar o impacto socioeconómico dos incêndios que valoriza em 3000 euros o hectare ardido. Portugal é o país do sul da Europa que mais incêndios florestais sofreu nos últimos anos. Para o PSD impõe-se uma avaliação do dispositivo nacional de prevenção, vigilância, detecção e combate aos fogos florestais, bem como efectuar um diagnóstico rigoroso do Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios (PNDFCI), em vigor desde 2006. Sublinha-se também que esforço extraordinário e, tantas vezes, heróico dos Bombeiros, das populações e dos agentes da Protecção Civil, deve ser complementado com uma melhoria da coordenação e com os meios adequados. Reclama-se ainda medidas no sentido de assegurar que o Estado cumpra com as suas obrigações de preservação e investimento nas áreas protegidas nacionais, que representam um importante património nacional. Também preconiza-se uma reforma estrutural da floresta, que favoreça o estabelecimento de uma verdadeira parceria de responsabilidades na área pública, nomeadamente entre as Administrações Central e Local, e destas com as entidades privadas, numa opção que privilegie a prevenção e seja orientada para o potencial multifuncional da floresta. De igual forma, para os parlamentares do PSD é igualmente urgente reprogramar e dinamizar o PRODER, designadamente as medidas de apoio ao sector florestal, que em articulação com os demais instrumentos de apoio público (Fundo Florestal Permanente, entre outros), devem assegurar uma estratégia nacional de defesa e protecção da floresta, enquanto recurso natural, social e económico. Assim, os Deputados do Grupo Parlamentar do PSD propõem as seguintes recomendações: 1 - Que seja revisto e simplificado o modelo de gestão do Fundo Florestal Permanente. 2 - Que sejam accionados apoios de emergência e, à semelhança de outros anos, sejam consideradas ajudas às famílias que perderam as suas fontes de subsistência. 3 - Que se assuma uma aposta estratégica na prevenção de incêndios florestais e, nessa medida, seja implementada uma infra-estrutura de informação cadastral. 4 - Que seja reprogramado o PRODER nas medidas florestais, como instrumento financeiro de apoio à modernização do sector. 5 - Que o Governo, levando em consideração o elevado número e a extensão dos incêndios no Parque Nacional da Peneda-Gerês, que reveja a estratégia de protecção que integre a vigilância, a prevenção e o plano de combate. 6 - Que seja incentivado o aproveitamento da biomassa florestal no objectivo de protecção da floresta contra os incêndios. 7 - Importa proceder a uma avaliação rigorosa e independente do dispositivo de combate aos incêndios florestais na protecção da nossa floresta.


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Quinta-feira, 5 de Agosto de 2010
O “SENTIDO DE ESTADO” DE PEDRO PASSOS COELHO – UMA FALTA DE “SENTIDO”?

Artigo de Opinião

Por: Anabela Melão

 

 Passos Coelho parecia apostado em romper com a postura típica de animosidade pessoal que opunha Ferreira Leite a José Sócrates e em manter uma ‘atitude de Estado’ na sua relação com o chefe do Governo. Surgiu como que erguido de Alcácer Quibir, resolvido a fazer a diferença. Em contraste à pose tão criticada de José Sócrates, dita de arrogância, autoritarismo e infalibilidade, opôs um perfil pacífico, brando e dialogante. Uma “postura” adaptada ao perfil de primeiro-ministro alternativo. Mas, como já dizia O Líder “quem não está comigo está contra mim” e era previsível que esta duplicidade não se pudesse prolongar ad eternum. Apostar, de uma banda, na colaboração institucional com Sócrates, e, de outra, na recusa de reeditar o Bloco Central ou de participar num qualquer Governo de Salvação Nacional, fragilizou e apequenou a margem de manobra de Passos Coelho. Primeiro, e desde logo, terá esquecido que o PSD foi sempre um partido de lutas intestinais – mesmo quando Cavaco os calava pelo temor reverencial. Depois, quis aproveitar a maré de populismo já iniciada a (des)propósito das presidenciais, mas percebeu a conveniência de não se “colar” ostensivamente a Cavaco Silva, precisamente pelo tal perfil que faz questão em manter – e que é mais diferente do de Cavaco do que do de José Sócrates. O certo é que a crise nacional acabou por ser madrasta para Pedro Passos Coelho, furando-lhe os timings da sua estratégia – admite-se bem planeada e arquitectada – e acabou por revelar de forma prematura as suas fragilidades. Não saiu ileso do episódio das SCUT: as concessões tiradas à força a Sócrates valeram-lhe o reincendiar de velhos conflitos com alguns barões autárquicos do partido (sobretudo no Algarve). As declarações do seu braço direito, Miguel Relvas, sobre a aliança com o CDS ou o veto do Governo à venda da Vivo à Telefónica, evidenciaram que “casa onde não há pão…”, ou seja, a incongruência das posições internas do PSD. Segundo, a intenção – que se queria messiânica – de reunir assembleias de notáveis para rever a Constituição e reformar o programa do partido – num caso, pondo à testa um destacado militante monárquico, noutro, reunindo personalidades ‘independentes’, algumas com passadas e conhecidas ligações ao PS – pareceram golpes – não de asa – mas de oportunidade política, a tentar igualar os que o PSD tanto aponta ao socratismo. A duplicidade de Passos Coelho pôs a descoberto a displicência e o novo-riquismo liberal de que o PSD sempre fez apanágio e serviu, não somente, mas designadamente, para “nos pôr a pau” sobre o seu suposto ‘sentido de Estado’. Porque Pedro Passos Coelho parece estar a tomar atitudes sem sentido e porque começamos a pensar que nem faz ideia do que será essa máquina brutal que é o Estado



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Terça-feira, 4 de Maio de 2010
SANTAREM-Cumprimentos ao Bispo de Leiria/ Fátima

A Governadora Civil de Santarém, Sónia Sanfona, apresentou cumprimentos no dia 29 de Abril de 2010, ao Bispo de Leiria/ Fátima, D. António Marto.
A recepção realizou-se na Casa Episcopal, na cidade de Leiria, e para além da intenção formal, à semelhança do que já aconteceu com o Bispo de Santarém, foram abordados diversos temas da actualidade, durante uma hora de encontro.
O tema incontornável foi a visita a Portugal, de sua Santidade o Papa Bento XVI, que permanecerá em Fátima a 12 e a 13 de Maio.
Trata-se de uma deslocação importante, numa conjuntura difícil em todo o mundo, e que por isso é acompanhada de uma palavra de ânimo, fé e esperança.
O ano de 2010, tem como tema "Reparte com alegria, como a Jacinta", e que titula a peregrinação aniversaria de 13 de Maio e a vinda do Papa.

 

GI/GCS



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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010
SANTAREM-EnCantos da Minha terra/Padre Ricardo Mónica

O musical em cena retrata quadros da devoção popular identificativos de uma cultura religiosa muito peculiar onde muitas vezes a barreira entre a religiosidade e o paganismo se torna muito ténue e pouco perceptível; porém desvela-se uma devoção indescritível do sentido da presença de Deus no quotidiano destas gentes. Quer no campo desde o romper do sol ao fim do dia, quer nas festas dos domingos, passando pela Quaresma, Páscoa e Natal onde vertente etnográfica se torna enriquecida com as orações musicadas e recitadas mediante cada momento.
Colaboração: Rancho Folclórico de Almeirim
(Música) (Duração) 90’ (Classificação) M3 (Preço) 10 euros



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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Sónia Sanfona nomeada para governadora civil de Santarém

 

Candidatura Sónia Sanfona 01

A ex-candidata do PS à Câmara de Alpiarça e ex-deputada Sónia Sanfona foi a escolhida para o cargo de governadora civil de Santarém, sucedendo a Botas Castanho.

Sónia Safona torna-se aos 37 anos a primeira mulher a assumir esta função no nosso distrito. Sónia Sanfona é advogada de formação e assumia agora o cargo de vereadora na Câmara de Alpiarça que deixou escapar para a CDU nas últimas eleições autárquicas.

Sublinhando o papel dos governos civis na ligação das regiões que representam com o Governo central, Sónia Sanfona disse ser seu objectivo imediato trabalhar em prol do distrito, procurando dar-lhe “a visibilidade e o relevo que merece” para que seja “exemplar e uma referência nacional”.

Sónia Sanfona disse sentir-se preparada e motivada para responder aos “desafios estruturantes” que se colocam a quem desempenha o cargo de governador civil, realçando o papel destas estruturas em matéria de prevenção rodoviária, protecção civil, relacionamento institucional e com o movimento associativo, áreas que considerou poderem ser “motor de uma região”.

Sónia Sanfona refutou ver na sua nomeação, aprovada hoje em Conselho de Ministros, uma “lógica de lugares de compensação”.

A ex-deputada foi criticada publicamente por, juntamente com Ana Gomes, ter contestado a sua exclusão da lista de candidatos à Assembleia da República por concorrer ao mesmo tempo à presidência da Câmara Municipal de Alpiarça, município que o PS perdeu para a CDU nas autárquicas de 11 de Outubro.

Sónia Sanfona disse ainda que o facto de se perder uma autarquia em eleições “não pode ser um hadicap para qualquer político”.

“Sei que teria condições para fazer um bom trabalho e ser uma boa presidente de Câmara. A população assim não entendeu, decisão que respeito”, disse, adiantando que vai assumir as funções de governadora civil “com o mesmo ânimo e determinação” com que sempre se envolve em tudo o que faz.

“Com todo o respeito pelos que me criticam, há desafios para assumir”, disse, sublinhando a confiança que é depositada em si pelo Governo e pelo partido que apoia.

Defensora da regionalização, Sónia Sanfona disse à Lusa que o futuro dos governos civis dependerá do modelo de um projecto que tem ainda um tempo e um caminho para percorrer.

http://www.oribatejo.pt/



publicado por Noticias do Ribatejo às 09:01
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