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Quarta-feira, 13 de Abril de 2011
Vila Nova da Barquinha - O artesão dos avieiros

 

 

 Foi o pai que lhe motivou o gosto pelo artesanato, quando em pequeno, o via a construir os barcos para os pescadores do Tejo. Rui Miguel São Pedro, natural de Vila Nova da Barquinha, no Ribatejo, garante que foi a partir daí que nasceu a paixão pela construção de barcos em miniatura. «As formas e a maneira como eram construídos» deram o mote para os trabalhos de artesanto avieiro que actualmente desenvolve e que engloba as suas casas e cultura.

 Projecto de Candidatura dos Avieiros a Cultura Nacional | segunda-feira, 11 de Abril de 2011

Rui Pedro considera-se um amador das artes dos pescadores do Tejo. A paixão nasceu quando, ainda jovem, nos tempos livres, moldava a madeira e via o que dela era possível fazer.

Desta forma, Rui Pedro foi desenvolvendo o manusear dos materiais, que apurou a técnica e que hoje lhe permite produzir peças que vende a vários compradores nacionais interessados.

O jovem de Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém, faz de tudo: desde barcos avieiros, barqueiros de Constância a varinos.

Uma apetência motivada pela observação que fez, durante anos, sobre a construção de barcos reais pelo pai. Rui Pedro foi também influenciado pela terra que o viu nascer. Naquela vila ribeirinha, a convivência diária com a paisagem do Tejo e dos seus pescadores, ajudou a aprofundar o prazer pelo artesanato a que hoje se dedica, levando-o a aprender esta arte, que considera «genuína».

Tudo isso, salienta, faz com que destaque a importância do seu trabalho para a divulgação da cultura das comunidades ribeirinhas do rio Tejo bem como o «modo como produzem os seus barcos e os utilizam».

«Esta é uma forma de permitir sensibilizar os portugueses para este valioso património que existe no Tejo e que as pessoas ignoram por não conhecerem», sublinha o jovem artesão.

Refere que tem sido positiva a procura que o seu trabalho tem registado e afirma que os clientes que o procuram são particulares, pescadores desportivos ou profissionais e, desse modo, está, por enquanto, «assegurado o seu trabalho» em Vila Nova da Barquinha.

Rui Pedro acrescenta ainda que, para além do prazer que tem em fazer estas miniaturas artesanais de barcos, isso ainda lhe permite aceder a «mais algum dinheiro» para minorar as despesas e «compromissos que a família lhe exige».

A técnica:
O jovem artesão foi produzindo as suas miniaturas de acordo com uma escala que elabora mentalmente sem precisar de recorrer às medidas proporcionais ao tamanho real.

A «precisão» é uma das máximas que diz ter quando trabalha os materiais e os objectos e garante que respeita «as formas, reproduzindo os utensílios e as cores» a partir dos modelos reais.

Todo o trabalho «é feito à vista, de acordo com a sua própria sensibilidade das proporções» que a experiência de anos de observações lhe ensinou.

Por outro lado, Rui Pedro vinca que tem ainda muito a aprender. «Se houvesse formação profissional específica para este tipo de artesanato, poderia evoluir mais nas técnicas de construção respeitando com muito mais rigor as escalas», explica.

Refere que há um centro de formação no Seixal, mas estando longe lamenta não poder inscrever-se. Considera, por isso, que se houvesse na região de Santarém um local que promovesse essa formação, seria muito útil e importante para ele e outros que, como ele, poderiam encontrar nesta actividade uma forma de gerar mais rendimentos para os artesãos.

E apela à criação de um Centro de formação onde se ensine «não só o artesanato, como a transmitir conhecimentos noutras áreas ligadas às actividades piscatórias existentes no rio Tejo».

«Não se conhecem outros artesãos que se dediquem a esta forma de arte, o que é uma pena. Não há apoios de qualquer natureza, pelo que o que faz resulta somente da sua própria iniciativa e risco. Tudo depende da sua vontade e empenho em continuar com esta actividade de que tanto gosta», lamenta rui Pedro.

Recorde-se que o projecto dos Avieiros prevê a criação de um Centro de Formação Tecnológica dos Rios que tem como objectivo formar pessoas nestas actividades. Caso venha a ocorrer, Rui considera que vale a pena aderir a esse projecto.

E conclui, dizendo que «para o projecto dos Avieiros, o artesanato ligado ao rio Tejo e à cultura Avieira deve ser encarado como uma actividade que pode vir a produzir rendimentos, necessários para promover o aumento da qualidade de vida de várias famílias das comunidades ribeirinhas». «O projecto dos Avieiros assegurará certamente a criação dessa mais-valia para a região e em particular para as comunidades Avieiras», finaliza.

http://cafeportugal.net/pages/sitios_artigo.aspx?id=3372



publicado por Noticias do Ribatejo às 12:52
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