NOTICIAS DO RIBATEJO EM SUMARIO E ACTUALIZADAS PERIODICAMENTE - "A Imparcialidade Na Noticia" - UMA REFERÊNCIA NA INFORMAÇÃO REGIONAL -
Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009
CDOS transferido de Tomar para Almeirim

CDOS transferido de Tomar para Almeirim
“Não se entende que o Ministério despenda avultadas verbas em equipamentos para um novo serviço quando o mesmo estava a funcionar de forma eficaz, em Tomar”, lamentou o presidente da Câmara Municipal de Tomar em reunião do executivo.
O convite à Câmara Municipal de Tomar para participar na cerimónia de abertura do Centro Distrital Operacional de Socorros de Santarém, na passada quarta-feira, em Almeirim, provocou um conjunto de protestos por parte dos vereadores da Câmara, nomeadamente do vereador independente, Ivo Santos, assim como de Pedro Marque e Rosa Dias, dos Independentes por Tomar, tendo o presidente da câmara, Corvêlo de Sousa, reconhecido que “se trata de abrir um simples escritório em Almeirim, situação mais incompreensível quando, em momento de grave crise económica, de falta de dinheiro da administração central para resolver carências essenciais, o Ministério da Administração Interna decida investir em novos equipamentos para instalar no CDOS em Almeirim quando estes serviços têm funcionado em Tomar de forma eficaz, sem qualquer tipo de queixa.

 

Cidade de Tomar»



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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Manuela Ferreira Leite visita distrito de Santarém

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manuela Ferreira Leite, presidente do PSD, estará de visita ao distrito de Santarém no dia 15 de Setembro, terça-feira, no contexto das próximas eleições legislativas e autárquicas. A recepção decorrerá no Largo do Seminário – Santarém, seguindo-se um passeio pelo Centro Histórico de Santarém. Às 17 horas, Ferreira Leite estará junto à Ponte Velha , em Tomar, seguindo-se um passeio pelo centro histórico da cidade do Nabão. Pelas 19h., a ex-ministra das Finanças e da Educação estará presente numa sessão pública no Cine-Teatro Municipal de Ourém.



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Museu da Guerra Peninsular, Centro Cultural e Biblioteca
 
Câmara de Óbidos aprova projecto de requalificação do centro das Gaeiras
 
O Projecto de Execução para o Museu da Guerra Peninsular, Centro Cultural e Biblioteca, a construir na localidade de Gaeiras, concelho de Óbidos, foi aprovado no dia 7 de Setembro, em sessão de Câmara. Nesta reunião foi aprovada ainda a abertura do procedimento concursal para execução destas obras. O preço base do concurso é de cerca de 2,1 milhões de euros, acrescido de IVA. O projecto integra o contrato de delegação de competências celebrado entre a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e a Comunidade Intermunicipal do Oeste, em Dezembro de 2008, e é comparticipado por fundos europeus no valor de 700 mil euros.
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Santarém, Tomar e Ourém
 
Manuela Ferreira Leite visita distrito de Santarém
 
Manuela Ferreira Leite, presidente do PSD, estará de visita ao distrito de Santarém no dia 15 de Setembro, terça-feira, no contexto das próximas eleições legislativas e autárquicas. A recepção decorrerá no Largo do Seminário – Santarém, seguindo-se um passeio pelo Centro Histórico de Santarém. Às 17 horas, Ferreira Leite estará junto à Ponte Velha , em Tomar, seguindo-se um passeio pelo centro histórico da cidade do Nabão. Pelas 19h., a ex-ministra das Finanças e da Educação estará presente numa sessão pública no Cine-Teatro Municipal de Ourém.



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Sábado, 5 de Setembro de 2009
Estágios internacionais para jovens do Cartaxo



 

Vinte e quatro jovens do concelho do Cartaxo vão poder candidatar-se a bolsas para estágios profissionais no estrangeiro. A oportunidade é proporcionada pelo município que viu aprovada a sua candidatura “Cartaxonline_ Europe”, no âmbito do programa Leonardo da Vinci – Mobilidade de Pessoas Presentes no Mercado de Trabalho.

 

Os processos de candidatura, selecção e atribuição de bolsas aos primeiros 12 candidatos vão decorrer durante o último trimestre deste ano, para estágios na Alemanha e em Espanha. Os candidatos poderão efectuar a sua pré-inscrição até dia 15 de Outubro. Duas semanas depois terá lugar a pré-selecção e no dia 17 de Novembro a selecção final.

 

Com o objectivo de ajudar os potenciais interessados neste programa, a autarquia, em parceria com a Euroyouth, vai organizar uma sessão pública de informação a 30 de Setembro, pelas 16h00, no auditório municipal da Quinta das Pratas. Os interessados deverão efectuar uma pré-inscrição para o e-mail uppe@cm-cartaxo.pt com indicação do nome, idade, localidade e habilitações académicas.

 

Os nomes dos 12 candidatos seleccionados serão conhecidos no dia 24 de Novembro. A 14 de Fevereiro de 2010 os contemplados irão partir para este desafio na Alemanha e em Espanha. Para esta acção de qualificação e valorização da experiência profissional de jovens recém-licenciados e desempregados de longa duração, a câmara conquistou 135 mil euros a fundo perdido.

«O Mirante»



publicado por Noticias do Ribatejo às 19:40
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Hotel e parque de logística prometem meio milhar de empregos em Torres Novas

 

Aproveitar a excelente localização, com dois eixos rodoviários fundamentais (A1 e A23), a apetência dos terrenos da Zibreira para a instalação de áreas de logística e a necessidade de mais unidades hoteleiras de qualidade no concelho de Torres Novas são factores que levam o promotor a arriscar um investimento de 15 milhões de euros no Logistic Park Hotel da Zibreira cujo projecto foi apresentado oficialmente na sexta-feira, 4 de Setembro, no Castelo de Torres Novas.

Fernando Soares, consultor de investimento imobiliário, que descobriu várias “minas” no concelho de Torres Novas, e tem estado ligado aos negócios imobiliários do Grupo Mateus, não tem dúvidas do sucesso deste projecto. A obra vai arrancar no Outono e, segundo o promotor, tem condições para entrar em funcionamento em 2011. E já existem vários interessados em instalar-se nos 23 armazéns, com áreas diferenciadas até 600 m2 e a possibilidade de serem acoplados. Os espaços serão disponibilizados na nova área logística implantada num terreno com 37 mil m2, onde a logística ocupa 15 mil m2 e o hotel 3300 m2.



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BE acusa CDU de “gastos sumptuários” na campanha de Setúbal

 


 

Albérico Afonso, candidato do BE à Câmara Municipal de Setúbal, acusa o actual executivo da CDU na autarquia, liderado por Maria das Dores Meira, de gastar dinheiros públicos de “forma sumptuária” na sua campanha eleitoral. Por isso, o bloquista, que “exige saber qual o montante que foi gasto pela autarquia nestas operações de propaganda”, vai expor a situação ao Provedor da Justiça e à Comissão Nacional de Eleições, para que ambos “emitam um parecer sobre esta situação”.


 

 

“A falta de obra do actual executivo tem sido compensada por esta operação de propaganda, por esta utilização grave de dinheiro público”, explica Albérico Afonso, que não entende o porquê de a autarquia não ter investido, em alternativa, em habitação social. De acordo com o candidato do BE, em causa estão os alegados gastos com o Jornal Municipal de Setúbal, o livro intitulado “Setúbal – o que fizemos”, a inauguração da rua Xico da Cana e uma “propaganda em pedra”, que visava a comemoração do centenário da República.

 

Sobre o antigo boletim municipal, que Albérico Afonso apelida de “elemento de propaganda da presidente e da vereação do PCP”, o bloquista sublinha que a autarquia “deu ordem para imprimir, em papel coché e em policromia, cerca de 60 mil exemplares de cada número”, uma tiragem que considera ser “chocante”, uma vez que a “da maior parte dos jornais nacionais é inferior”. À semelhança do descerramento da placa da rua Xico da Cana, que o bloquista considera “não fazer sentido algum, uma vez que ali não há casas”, Albérico Afonso apelida de “extravagância despesista” o facto de a “câmara ter adquirido uma pedra, em mármore e em granito”, para assinalar o centésimo aniversário da República.  

 

Além disto, Albérico Afonso lamenta ainda que a câmara tenha editado um “livro policromático, com oitenta fotografias e várias infografias”, numa tiragem que excede “a tiragem média dos livros em Portugal”. “Isto é verdadeiramente chocante, sobretudo para quem tem dificuldades em comprar livros escolares”, realça o candidato, reforçando o facto de querer que “a câmara diga quanto gastou nestas edições de propaganda, por questões de transparência”. Para o bloquista, o livro “Setúbal – o que fizemos” é uma publicação que “expressa bem mais do que o balanço do fim de um mandato”, dado que contém “irrelevâncias que não fazem qualquer sentido incorporar ali”.

 

“Tudo isto não passa de questões de auto-promoção, pois a CDU vive uma situação de despudor e de desnorte, já que estão com dificuldades para realizar a sua campanha”, conclui Albérico Afonso, que adianta não temer ser levado a tribunal por Maria das Dores Meira, dado que “está apenas a fazer evidências políticas e não acusações pessoais”. A presidente da câmara municipal e cabeça-de-lista pela CDU desmentiu, em entrevista ao “Setúbal na Rede”, todas estas acusações, reafirmando que a sua campanha “é totalmente paga pela CDU, não usando o erário público”. Em alternativa, a autarca questiona Albérico Afonso sobre se este realmente informaria a população setubalense dos gastos da autarquia, à semelhança do que não acontece em Salvaterra de Magos, onde a autarquia é liderada pela bloquista Ana Cristina Ribeiro.



publicado por Noticias do Ribatejo às 19:35
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Reabriu o posto de turismo do Entroncamento


 
   

Reabriu esta segunda-feira o posto de turismo do Entroncamento na Praça da República, em frente à estação de caminho-de-ferro. O posto de turismo funciona de terça-feira a sábado das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.

A reabertura do posto de turismo - que funcionou durante vários anos numa carruagem antiga que foi removida do local em 2005 - foi assinalada com a edição de um guia e de um mapa turísticos da cidade com indicações em português e inglês.

Os principais pontos de interesse assinalados são o Museu Nacional Ferroviário, a Igreja Matriz que data de 1940 e a moderna igreja de Nossa Senhora de Fátima, os bairros ferroviários (Boneco, Camões e Vilaverde) e os espaços verdes, com destaque para o parque do Bonito, jardim parque José Pereira Caldas e jardim Serrão Lopes.

«O Mirante»



publicado por Noticias do Ribatejo às 19:33
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Sector do milho reage aos efeitos da crise mundial
 
 
 

Demonstrar a vitalidade e as perspectivas de futuro do sector e organizar um certame completamente diferente dos habituais com extensas áreas de apresentação de técnicas e equipamentos são os grandes objectivos da Feira do Milho 2009, o primeiro evento do género realizado em Portugal.

O certame pretende, de acordo com os seus organizadores, afirmar que os produtores estão motivados para ultrapassar as dificuldades que a crise mundial e a quebra dos preços do petróleo trouxeram ao sector, tendo em conta que Portugal tem boas condições e bons níveis de produtividade de milho e não deverá continuar a importar mais de 500 milhões de euros de cereais por ano.

A Feira do Milho, promovida pelos dois maiores produtores nacionais, a Valinveste e a Agroterra, em parceria com o L-INIA Fonte Boa, terá um núcleo central de 4 hectares com expositores que vão dos equipamentos à distribuição, passando pelas sementes, pelos fertilizantes, pelos sistemas de rega e pela energia. Inclui, também, sessões contínuas de reflexão e debate. Pedro Torres, director-geral da Valinveste, sublinha que o sector do milho "desempenhou, nos últimos anos, em Portugal, um papel decisivo na modernização e desenvolvimento da produção cerealífera". Um impacto que se fez sentir sobretudo nos sistemas de rega e na consolidação das áreas de regadio.

Em meados da década, a subida dos preços do petróleo impulsionou o aparecimento de vários projectos de construção de fábricas de etanol - um combustível alternativo feito à base do milho. Portugal também entrou na "corrida" e muitos agricultores foram incentivados a apostar nesta matéria-prima. O petróleo acabou por descer nos mercados e nenhum dos projectos de etanol que se desenharam em Portugal avançou.

Para além destas expectativas goradas, o sector do milho não deixa de sofrer os reflexos da crise económica mundial. Mantém-se, no entanto, numa posição de destaque no contexto da produção cerealífera em Portugal, ocupando cerca de 100 mil hectares e muitos milhares de postos de trabalho directos e indirectos. "É dos sectores com mais condições de produtividade em Portugal e toda a fileira do milho entendeu que seria importante e interessante dar um sinal de que existe motivação e de que estamos preparados para o futuro", salientou Pedro Torres, frisando que, com alguns custos acrescidos pela necessidade de regar, Portugal "pode atingir e atinge já níveis de produção de milho por hectare iguais aos dos países mais evoluídos". Sem o etanol, boa parte da produção segue para transformação em rações e para a cadeia de produção de leite. Novas subidas do preço do petróleo deverão relançar a opção pelo etanol e Pedro Torres sublinha que, se é importante exportar mais, também o é produzir mais para reduzir as importações portuguesas de cereais.

A Feira do Milho vai realizar-se na zona de Valada (Cartaxo), nos dias 11 e 12 de Setembro, numa extensa área de 170 hectares do Mouchão da Fonte Boa, onde os visitantes poderão observar as mais diversas máquinas em laboração e soluções de produção

 

«Publico



publicado por Noticias do Ribatejo às 19:27
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Movimento Independente do Concelho de Almeirim recolhe quase cinco mil assinaturas


 
   

O MICA – Movimento Independente do Concelho de Almeirim dirigiu uma carta aberta à população onde anuncia que as suas listas de candidatos às eleições autárquicas de 11 de Outubro foram subscritas por 4.752 cidadãos. “Esta responsabilidade de que somos fiéis depositários dá-nos enorme convicção e esperança que juntos vamos conseguir mudar Almeirim”, dizem.

Os candidatos dizem que o concelho “não pode continuar sem rumo, sem dinamismo e a perder qualidade e oportunidades essenciais” e querem que a câmara passe a “prestar um serviço de proximidade e de qualidade”, propondo-se a promover a esperança e a participação democrática activa ea criar novas e melhores expectativas.

Francisco Maurício, actual vereador eleito pelo PS, é o candidato a presidente de câmara. Ana Sofia Casebre é a cabeça de lista à assembleia municipal.

«O Mirante»



publicado por Noticias do Ribatejo às 19:25
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SOS Alviela" ensina população a identificar sinais de poluição

 

 

Água mais escura, espuma e peixes à superfície de boca aberta são sinais a que a população de Vaqueiros (Santarém) vai estar particularmente atenta durante o mês de Setembro, para evitar novas mortandades de peixe no Alviela.


 

Os sinais que os jovens da paróquia, pescadores, caçadores e habitantes da localidade aprenderam quinta-feira a identificar, numa acção desenvolvida por técnicos da Câmara Municipal de Santarém, vão permitir que estes "vigilantes" do Alviela lancem o alerta junto das autoridades assim que suspeitem da existência de uma descarga poluente no rio.

A iniciativa, designada SOS Alviela, visa salvar as espécies autóctones existentes no rio, sobretudo a boga portuguesa, inscrita no livro vermelho das espécies em risco e que uma investigação realizada em Agosto comprovou existirem no rio (foram encontrados dois exemplares), disse à agência Lusa a chefe de Divisão de Resíduos e Promoção Ambiental da Câmara Municipal de Santarém.

"É incrível como um rio poluído possui uma biodiversidade riquíssima que urge preservar", disse Maria João Cardoso à Lusa.

Segundo afirmou, esta iniciativa pioneira visa salvaguardar as espécies autóctones enquanto não se resolvem os problemas das fontes poluidoras (a Estação de Tratamento de Águas Residuais de Alcanena e as suiniculturas) e deixar claro junto dos eventuais poluidores que estão "sob vigilância".

A acção de formação junto da população, que teve também uma vertente pedagógica, ensinando as pessoas a saberem identificar as espécies, em particular distinguindo as autóctones das exóticas, é complementada por um "manual de procedimentos para salvamento das espécies autóctones".

"Sempre que for dado um alerta (junto das autoridades referenciadas - GNR, Administração de Região Hidrográfica, autarquia), os exemplares das espécies autóctones são retirados e colocados em quatro tanques de rega cedidos por agricultores locais, onde permanecerão até existirem condições para serem devolvidas ao rio", disse.

Maria João Cardoso disse à Lusa que a acção de vigilância do rio, no ponto em que entra no concelho de Santarém, vai decorrer diariamente, de segunda a sábado, de manhã e ao fim do dia, até ao fim de Setembro, mês em que historicamente se têm registado mais episódios de mortandade (como a de 08 de Setembro de 2008), quer pela existência de descargas quer pela redução do caudal do rio e ainda pelas elevadas temperaturas.

Maria João Cardoso destacou o trabalho que tem vindo a ser realizado pela autarquia em defesa do Alviela, e que tem envolvido vários parceiros, como é o caso do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), através da unidade de investigação liderada por Vítor Almada, e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, cujo Projecto Rio, liderado por Pedro Teiga, inseriu este curso de água.

"Até aqui, quando havia uma descarga, a Câmara limitava-se a recolher os peixes mortos e a enviá-los para aterro. Agora procuramos mitigar o impacto quando há descargas, já que não as podemos evitar, e queremos que os poluidores saibam que o rio não está só", afirmou.

«Lusa»



publicado por Noticias do Ribatejo às 19:24
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
Presidente da Câmara de Almeirim só marca reuniões de câmara quando lhe apetece


 

A vereadora da CDU na Câmara de Almeirim queixou-se junto da Inspecção-Geral das Autarquias Locais contra a decisão do presidente da autarquia de apenas realizar reuniões do executivo até 11 de Outubro quando entender justificar-se.

 

Também o eleito social-democrata na autarquia, Pedro Pisco dos Santos, tomou posição sobre esta decisão do socialista José Sousa Gomes, contestando, em comunicado, que "mais uma vez" o presidente da Câmara Municipal de Almeirim faça "tábua rasa da legislação que regula o funcionamento dos órgãos autárquicos" e que determina a realização de reuniões semanais, ou no máximo quinzenais, além de uma reunião pública mensal.

 

As reacções de Manuela Cunha (CDU) e Pedro Pisco dos Santos (PSD) surgem na sequência de um ofício enviado por Sousa Gomes aos membros do executivo municipal no qual este afirma que, "tendo presente o período eleitoral que se aproxima, reconhecido como pouco propício a reuniões de Câmara", até às eleições autárquicas apenas marcará reuniões "quando e se justificarem".

 

Sousa Gomes diz que no seu entender esta decisão em nada contraria a lei, uma vez que manterá o número de reuniões estipuladas legalmente.

 

"Apenas entendo que não devemos estar sujeitos a datas previamente estipuladas, se para esses dias não existirem assuntos manifestamente do interesse do município para agendar", marcando as reuniões para os dias em que haja assuntos que justifiquem a sua realização, disse.

 

Exemplificando com o caso das reuniões públicas, que se realizam na primeira segunda-feira de cada mês, Sousa Gomes afirmou que "se aparecer um assunto importante para quinta ou sexta-feira" não vê razão para que não possa alterar o dia.

 

Para o autarca, em período eleitoral devem evitar-se as reuniões "que possam suscitar debates políticos desadequados".

 

Manuela Cunha afirma, em comunicado, que já pediu o agendamento de três pontos para a reunião pública que, de acordo com o calendário aprovado, deverá realizar-se na próxima segunda-feira, "para que a lei seja cumprida".

 

Para o PSD de Almeirim, a realização de reuniões ordinárias da autarquia "deve obedecer, escrupulosamente, ao ditado pela lei, não estando dependente da vontade de uma pessoa ou do tempo eleitoral que vivemos", e a decisão de Sousa Gomes visa a convocação de reuniões extraordinárias, "as quais não contemplam o período de antes da ordem do dia", onde podem ser colocados assuntos "que o presidente da Câmara não quer que sejam abordados e discutidos".

«O Mirante»



publicado por Noticias do Ribatejo às 13:42
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
O Presidente da Junta afirmou que tinha informado as autoridades há já «alguns meses», lamentando que ninguém tenha feito nada

O presidente da Junta da Freguesia da Fajarda, concelho de Coruche, onde uma idosa e o seu filho deficiente foram mantidos em cativeiro por familiares durante 14 meses, num compartimento sem janelas, afirmou que tinha alertado a Segurança Social «há alguns meses». Agora, o presidente espera que haja «justiça».

 

De acordo com a Lusa, Ilídio Serrador disse estar de «consciência tranquila», mas considerou ser «lamentável» que ninguém tenha agido até agora.

Na segunda-feira a Polícia Judiciária prendeu dois suspeitos e libertou uma idosa e o seu filho. Os indivíduos mantinham os familiares em cativeiro para lhes extorquirem a pensão e a reforma.

 

«Lamento que as técnicas da acção social não tenham agido perante as autoridades. O meu papel foi alertá-las, porque sentia que algo estava errado», disse o responsável pela freguesia.

Ilídio Serrador teve conhecimento do caso através de vizinhos das vítimas e mostrou-se «chocado» por «ninguém ter feito nada». Para o presidente o facto da Segurança Social não ter feito nada, deve-se ao facto da «família da detida ter agredido fisicamente as assistentes sociais».
 

«Expresso»
 


publicado por Noticias do Ribatejo às 20:35
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No tempo de Salazar havia mais estado social



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João Duque, 83 anos, um homem influente noutros tempos diz que no tempo de Salazar havia mais estado social e que a banca, os telefones, a electricidade e os combustíveis estavam bem controlados pelo Estado Português. O PS e o PSD entregaram tudo à iniciativa privada. Agora são os Amorins que mandam.

 

João Duque é uma figura da terra que toda a gente conhece mas com quem pouco gente falou. Nomeadamente as pessoas das últimas gerações. Tenho para mim que ele hoje é mais conhecido pelo homem alto, de chapéu, que ás vezes está ali ao portão da sua casa a olhar quem passa, do que pelo seu currículo, ou pelo seu passado, que é grande e com muitas histórias.

Esta entrevista impôs-se pela história que contamos neste jornal relacionada com o seu pai, Rafael Duque, que tem nome de rua em Lisboa e foi Ministro de Salazar durante 10 anos. Na Chamusca, onde também tinha nome, a placa foi arrancada em plena revolução de Abril.

Outra razão que justificou esta entrevista: diz-se na Chamusca que João Duque tinha decidido doar toda a sua fortuna a uma instituição da terra. O assunto foi tema de conversa durante o nosso encontro mas o entrevistado pediu que guardássemos reserva dessa parte importante da conversa. Foi uma das razões para que esta entrevista quase morresse no computador. Achamos, agora, que uma andorinha não faz a primavera. E o jornalista sempre pode guardar a informação para outra altura.

Escrevo esta introdução com os poucos apontamentos que guardo do dia em que João Duque se sentou à minha frente num cadeirão de um hotel de Lisboa. Vejo agora que o título desta entrevista poderia estar naquilo que conversamos com o gravador desligado, nomeadamente quando a meio da conversa confessou que só acreditaria no comunismo como ideologia e prática política se todos os homens fossem missionários.

Publicar uma entrevista com João Duque não é tarefa fácil para quem tem apenas três páginas de jornal.

Não é só o passado familiar e politico de João Duque que justificam esta entrevista ( aparte a possibilidade de se tornar benemérito). Duque foi um homem muito influente nomeadamente quando foi presidente da RTP. Mas é também uma figura da terra que, com oitenta e três anos, deixa marcas inconfundíveis de tempos que nunca mais viveremos, que nos ligam a outras personagens, também elas tão importantes nas nossas memórias colectivas.

 

No período revolucionário do 25 de Abril a placa com o nome de rua do seu pai foi arrancada. Ainda não passou ?

Não. Nem passará. O meu pai nunca pediu um nome de rua. Acho que a ideia foi do Eng. Carlos Amaral Neto. Mas não achei justo o que alguns indivíduos fizeram.

Pelo que percebo não estava na Chamusca quando isso aconteceu

Foi arrancada a um domingo. Nessa altura passava os fins-de-semana em Lisboa.

O seu pai foi um dos ministros mais importantes dos primeiros governos de Salazar

Foi Ministro da Agricultura de 1934 a 1940 e depois Ministro da Economia, de 1940 a 1945, mais ou menos. Mas antes disso tinha sido secretário de Lima Duque, nosso parente. Nessa altura vários políticos foram mortos. Daí a minha mãe não gostar que o meu pai fosse Ministro ou fosse o que fosse na política e ainda Presidente da Comissão Administrativa na Câmara da Chamusca em 1926 e em 1933, Director Associativo e Advogado.

Então a mãe não gostava que o pai fosse da política.

Não, não gostava. Um dia o Doutor Mário de Figueiredo apareceu na nossa casa e disse para o meu pai: “o Salazar quer que tu sejas candidato a Presidente da República. Ou tu ou o Supico Pinto”. E a minha mãe meteu-se na conversa e disse: “Se te metes noutra - nessa altura o meu pai já tinha feito todos aqueles anos no Governo de Salazar - eu pego nos rapazes (eu tinha 20 anos e o meu irmão mais velho 26, já estavam todos formados, eram engenheiros agrónomos, eu é que ainda estava na Faculdade de Direito) vou-me embora para a Chamusca. E nós todos demos uma gargalhada. E a minha mãe viu o que tinha dito e foi uma coisa espantosa: ria e chorava ao mesmo tempo.

Como o seu pai nunca chegou a ser candidato deduzo que foi Salazar que mudou de ideias?

Salazar queria afastar os militares da política. Quanto ao meu pai, o convite nunca chegou. Acabou por convidar Américo Tomás que era uma figura de confiança. Era um marinheiro. Mas o grande apoio de Salazar era a tropa. Há muita gente que não sabe isso. Ou tenta ignorar. Havia seis ou sete regimentos de confiança. Era aí que o Salazar se apoiava. E esses regimentos tinham as balas. Os outros regimentos não tinham. Se fosse ali dizer ao comandante de um regimento “revolte-se lá”, ele dizia que não. Daí aquelas pseudo-revoluções durante o Governo de Salazar acabarem sempre em julgamentos em Santa Clara. E eu assisti a alguns nesse tempo. O próprio Prof. Paulo Cunha dizia-nos “vão assistir”. Mas era para praticarmos. É claro que eu ia porque gostava de ouvir aquelas boatices políticas.

Salazar era visita de casa de seu pai.

Sim, mas o conhecimento vem de Coimbra. O meu pai foi aluno de Salazar no terceiro ano de Direito e fez parte do Centro Académico da Democracia Cristã. Salazar foi à nossa casa da Chamusca e algumas vezes em Lisboa, quando o meu pai estava doente. Mas não ia assim sem mais nem menos.

E quando seu pai era Ministro ia reunir com ele na casa de S. Bento em Lisboa?

Sim e telefonava porque era mais fácil. Tinha piada porque as empregadas lá de casa diziam sempre “ O Sr. Dr. Salazar está ao telefone”. Salazar tratava-se na altura por doutor mesmo lá em casa. Ninguém lhe chamava Presidente do Conselho. É engraçado. E Salazar estava habituado àquilo. Naquele tempo não se chamava professor a um professor universitário. Professor era o professor de instrução primária.

Quem frequentava também a casa de seu pai em Lisboa era Humberto Delgado.

Delgado era nosso conterrâneo. Tenho um livro do Humberto Delgado com uma dedicatória para o meu pai. Ninguém mais escreveu um livro como aquele a fazer a apologia do regime anterior.

Uma dedicatória de amigo para amigo?

Uma dedicatória altamente laudatória.

O assassínio de Humberto Delgado é um dos grandes crimes de Salazar?

Eu respondo-lhe com o nosso Freitas de Amaral: o Salazar, se tivesse de matar alguém, ou mandar matar alguém, que nunca mandou - penso eu - não era o Humberto Delgado. O Freitas do Amaral diz que seria o Álvaro Cunhal.

Alguém quis ser mais papista que o papa?

Pode ter havido uma precipitação de Delgado. Ele era muito repentista. Uma vez ali à entrada do café Avis, nos Restauradores, em Lisboa, vi o José Manuel Salgado, que pertencia à Legião Portuguesa, assim com os braços levantados “ó meu general, veja lá o que é que faz”. Era Delgado que estava com uma pistola apontada para ele. Suponho que julgava que o outro pertencia a uma polícia qualquer. E que o podia incomodar. Depois o Delgado guardou a pistola e entrou para o cinema.

Humberto Delgado não era, na altura, um opositor de Salazar?

Não sei. Mas havia homens como o Botelho Moniz, o Beleza Ferraz, que eram generais e esses traziam o regimento cá para fora. Mas tinha que ser um regimento com balas. E mesmo esses não os traziam cá para fora porque eram regimentos com muitos oficiais da maior confiança de Salazar. E foi isso que aguentou Salazar durante muitos anos e as tentativas de revolução falharam todas. A Guarda Republicana era dele, a Polícia de Segurança Pública era dele, a Polícia Internacional também, e depois tinha esses regimentos que serviam de apoio. Não era possível fazer uma revolução. Diziam que Salazar era tão forreta, tão forreta, que obrigava os soldados - depois da carreira de tiro, a entregarem as cápsulas das balas, que toda a gente pensava era para fazer novas balas. Mas não era. Distribuíam x balas e queriam ter a certeza que eles não tinham ficado com balas a sério. A ideia era essa. A coisa nesse aspecto era muito vigiada. Era impossível fazer qualquer revolução. Além disso, recordo, nesse tempo havia uma paz diferente da de agora, até muito diferente da do tempo da República. Quando se fala no antigamente é claro que não havia liberdade, assim como há hoje. Nada disso. Mas comparado com 1910 até estes homens do 25 de Abril de 1974 são uns santos ao pé desses que cometeram verdadeiras atrocidades. Entre 1910 e 1926 matou-se muita gente. Começaram com o rei e com o príncipe, depois vão para o Sidónio, e por aí fora.

A sua relação com Salazar é, a determinada altura, muito próxima nomeadamente quando é Presidente da Administração da RTP

Não era assim tão próxima porque ele não dava muita confiança. Muito poucas vezes recebi instruções directas de Salazar porque ele tinha um Secretário de Estado que superintendia no meu sector.

É verdade que andou por África na altura em que era administrador da RTP

Fui em trabalho a Angola, Moçambique e à Guiné dois anos seguidos. Entrava em operações. Levava repórteres comigo. Quem queria ia de livre vontade. O meu pai dizia-me: “Vê lá o que fazes. Olha que os teus irmãos morreram (nessa altura já tinham morrido os meus dois irmãos mais velhos). E o teu irmão Feliciano está doente. Olha que não temos mais ninguém.”

Quando o Papa Paulo VI veio a Portugal como decorreram as transmissões da RTP?

Quando o Papa veio a Portugal foi-nos transmitido pelo seu Secretário que queriam que fosse a televisão italiana a fazer as reportagens. E eu fiz finca-pé e disse não, isso não, nós somos competentes para fazer o trabalho. E não cedi. Nessa altura até falei com o meu pai e ele disse-me. “Homem, vê lá isso.” E eu respondi “Deixe lá, o máximo que pode acontecer é vir para casa. E disse ao Secretário de Estado Dr. Paulo Rodrigues “se o senhor Presidente do Conselho entende que eu não estou a servir os interesses de Portugal, o lugar está à disposição. Eu vou-me embora e põe cá outro indivíduo com que chegue a acordo”. Daí a uma hora telefona-me e diz-me assim: “Olhe que o Presidente do Conselho manda dizer que não é o Senhor que não serve os interesses de Portugal” (risos).

Fui então a Fátima esperar o Papa e aconteceu um episódio digno de nota: ia com o Monsenhor Lopes da Cruz, e fomos apresentados ao mesmo tempo. O secretário anunciou-me “II presidente de Ia televizione, Giovanni Duque”. Depois do beija-mão o Papa fez um sinal a Monsenhor Lopes da Cruz para que se retirasse. Portanto ali eu é que era o tipo importante (risos).

Algumas semanas mais tarde, já tinha sido condecorado com a Comenda da Ordem de S. Gregário Magno pelo Vaticano, propus ao Secretário de Estado ir a Roma, levar as reportagens da RTP sobre a vinda de Sua Santidade a Fátima. Fui imediatamente autorizado a partir para Roma e onde fui recebido por Paulo VI e onde fiquei alguns dias a convite da Santa Sé.

Com o passar do tempo tem cada vez mais saudades desses tempos antigos?

Hum!! Pois!!!. O tempo não volta para trás. Parece que não se pode conseguir melhor do que o sistema em que vivemos. E agora com a União Europeia tem mesmo que manter-se. Mas volto a frisar que o sistema autoritário que existiu de 1926 a 1974, incluindo já o período de Marcelo, tinha que acontecer. Se pegar no livrinho de Vasco Polido Valente, O Poder e o Povo, entre outros, vê o que foi Portugal de 1910 a 1926.

Sei que reúne frequentemente em tertúlia com pessoas ligadas ao antigo regime e que discutem muita política? Ainda há muita mágoa pela alteração do regime político.

Olhe que, de maneira geral, não é isso que vejo. Não aceitamos é a forma como a democracia é exercida. O comportamento de certas pessoas, a onda de violência que abala a sociedade portuguesa... No nosso tempo, na Chamusca, podíamos dormir de porta aberta. E até em Lisboa, ninguém assaltava ninguém. Houve aquele assalto dos homens da LUAR mas isso foi um caso político. Não eram ladrões.

Mas essa desconfiança tem a ver com o sistema democrático que está implantado na Europa ocidental?

Não, não. Se for à Suíça aquilo funciona melhor. E funciona bem e aceita-se perfeitamente. Ou até mesmo em Inglaterra. Se for lá para cima para o norte para a Suécia ou Noruega também se aceita bem. Mas se for para a Itália aquilo já é uma barafunda. Em Espanha aquilo é uma maçada. Nós aqui não estávamos habituados a tantos assaltos.

Mas a democracia não vale esses sacrifícios?

É vantajosa em certos aspectos. Isto é, as pessoas podem manifestar-se mais à vontade, pode haver mais liberdade. Mas sob o aspecto económico, social, educativo... É tudo pior. Funciona tudo pior.

A nova classe política nascida do 25 de Abril não soube aproveitar as oportunidades?

Não, não soube. Só aquele período do Cavaco é que foi um bocadinho melhor... Este homem que lá está agora que é do Partido Socialista tentou, ao princípio, fazer alguma coisa.

Como é chegar aos 83 anos?

É verdade! Com tanto sarilho! Com tanta maçada! Olhe é isto! Com um principio de tuberculose aos oito anos, com uma pneumonia aos três anos. Depois com uma dilatação na aorta, de uma cornada de uma vaca no início da minha passagem pelo grupo de forcados de Santarém e uma embolia pulmonar.

O seu irmão Jorge Duque é que ficou mais conhecido e até imortalizado num fado bem castiço?

Sim, era mais velho do que eu. Faleceu com 33 anos. Só cá fiquei eu que era o pior (risos). Veja lá o azar do destino. Os meus irmãos eram todos melhores do que eu. O Jorge foi o melhor aluno de Agronomia do seu ano. Foi um grande forcado também.

O senhor foi forcado no grupo de Santarém durante quantos anos?

Dois anos. Um dia peguei na Figueira da Foz. A coisa correu bem, dei a volta à praça com o João Núncio. Quando entrei em casa já era meia-noite. Foi o Fernando Mascarenhas que me trouxe para Lisboa. Abri a porta e páaafff... levei uma estalada bem dada que até quase caí para chão. O meu pai disse-me: “seu patife, foste para a Figueira da Foz!”. O Mário Figueiredo entretanto tinha ido dar os parabéns pela minha actuação sem saber que o meu pai não queria que eu andasse por lá.

Na altura tinha 16 anos, a primeira vez que peguei um toiro. Aos 20 anos já não levava estaladas.

Rafael Duque era um pai severo?

Em certas situações era. Noutras era tolerante ou fingia que não sabia. Combinava-se com minha mãe. Por exemplo na questão dos cigarros. A certa altura, ao almoço ou ao jantar, levantavam-se todos da mesa e iam fumar. Não era porque o fumo incomodava ou fazia mal à saúde de quem não fumava; era por respeito: não se fumava à frente dos pais ou de pessoas mais velhas. Era feio.

Viver sozinho foi uma opção de vida?

Não, não foi. A coisa calhou assim. Se me pergunta se eu gostei de mulheres, respondo-lhe que mulheres é o melhor que há nesta vida. Eu até gostei de uma com a qual podia ter casado. Morreu cedo demais.

Teve uma vida sempre bem vivida?

Bem vivida!? Não digo tanto. Agora para o fim até vivo às vezes com algum aborrecimento. Já quase nem vou às touradas, veja só, que era o espectáculo que mais gostava ver!

Já sabemos que gosta de mulheres e de corridas de toiros. Que outras paixões alimentou?

Ai! Muitas, muitas! Olhe, ainda hoje gosto muito de ler. Se acordo durante a noite leio e faço horas de leitura todos os dias. Ler os jornais e aquelas revistas e suplementos, só isso leva-me algum tempo...

Que jornais costuma ler?

Leio o Público, o Diário de Notícias, o Diário Económico, o Expresso...

Costumo ler a imprensa regional?

O MIRANTE e pouco mais.

Concorda com a regionalização ?

Não, não. É um país muito pequeno e não há muitas diferenças que justifiquem a regionalização. Só as gentes do Porto é que dizem “binho” em vez de “vinho”. Dizem “ôn” em vez de “ão”. De resto é tudo igual. Agora é preciso não esquecer é que já cá estão meio milhão de estrangeiros.

A quem é que foi buscar esse porte altivo, essa forma de estar, essa voz sonante? As pessoas olhavam e ainda olham para si com desconfiança?

Não, não me parece...

Diria até com algum receio de lhe dirigirem a palavra...

Repare que ao longo da minha vida sempre tive uma conduta regrada. Fui sempre um homem de princípios e de regras. E isso influi muito na nossa imagem e na consideração das pessoas.

Hoje está mais sociável?

Não, não. Ainda hoje sou assim.

É uma forma de se proteger. Ou é uma forma de se evidenciar?

Não. Não tem nada a ver com isso. Tem a ver com a minha maneira de ser.

Qual é o sentimento que tem com a Chamusca?

É muito grande. Ainda hoje para lá vou e é onde tenho vivido nestes últimos quase quarenta anos.

Ainda tem amigos na Chamusca?

Tenho. Mas já muito poucos. Já morreram quase todos. Tenho lá alguns afilhados.

As suas propriedades na Chamusca ainda são uma boa razão para continuar a ir à terra?

Sim, são um escape.

Que imagens guarda da sua infância na Chamusca?

Olhe, sei lá! Desde o Tejo e de quando haviam cheias, andar de jangada. Tantas coisas: as terras, o campo, o andar a cavalo, a caçada às lebres, os jogos de futebol. Até os meus companheiros da bola já morreram quase todos!

Quem é que influenciou mais a sua formação como Homem?

O meu pai e o meu irmão mais velho tiveram uma influência muito grande. Eu dei-me sempre com pessoas mais velhas. Não sei se era por ser o mais novo dos meus irmãos mas gostei sempre de andar com pessoas mais velhas do que eu.

Como é que se descreve a si próprio?

Olhe não sei, nunca pensei nisso. Agora apanhou-me de surpresa!

Por que é que nunca fez política mais a sério?

De certa maneira, naquele tempo fiz. E fui aceitando os lugares. Eu gostava era das coisas económicas, à medida que ia progredindo na vida. Simplesmente, a coisa acabou em 1968, com a saída do Salazar do governo e a doença do meu pai. Mas fiquei até Abril de 1969 a pedido do Dr. Marcelo Caetano.

Não era Marcelista?

Não, não era. E além disso, com o falecimento do meu pai, tive que ficar a tomar conta das coisas. Ainda hoje, e é uma coisa que as pessoas desconhecem, e julgam que o meu pai era um agricultor muito grande, mas não era. As grandes casas agrícolas eram da família Amaral Netto, da família Norberto Pedroso, etc.. Tínhamos era casais de charneca de renda, que eu ainda mantive até ao 25 de Abril.

O Marcelo não o entusiasmava como político?

O Marcelo Caetano era um grande professor de Direito Administrativo e com quem eu sempre me dei bem. Ainda hoje o Marcelo é considerado o melhor administrativista português.

Considera então que a escolha foi boa?

Não, a escolha não foi boa. Porque o Marcelo tinha ideias diferentes. Já nessa altura nós conhecíamos as cedências de Marcelo Caetano e do pouco conhecimento das realidades. Faltava-lhe vida prática, conhecimento do que se passava no terreno, faltava-lhe conhecer mais as pessoas, o mundo. O sentido da realidade é uma coisa muito importante para se poder governar. Era o que Salazar tinha. Salazar era como Filipe II. Filipe II conhecia até o barbeiro de Saragoça (estou a exagerar talvez). O Salazar nunca tinha ido a África mas conhecia tudo.

Se não tivesse sido Marcelo Caetano a subir ao poder a Revolução dos Cravos tinha sido adiada por muitos mais anos?

É possível.

E não era pior para Portugal?

Não. Acho que teríamos conseguido uma transição mais pacífica. A seguir ao 25 de Abril, o Partido Comunista ia tomando conta disto. Pouco faltou. Se não fosse a América e alguns portugueses, tinha sido um sarilho.

Mas nessa altura a maior parte da Europa já era um mundo livre e de liberdades.

Não era tanto assim. Repare que os franceses andaram aos tiros até ao fim antes de perderem as suas colónias. O nosso homem do Partido Socialista, que escreveu umas memórias de muitas páginas... não me recordo o nome...

Almeida Santos...

Sim, o Almeida Santos, que eu li. Nesse livro, ele diz que a nossa descolonização foi a melhor, apesar dos defeitos. Ora, se foi a melhor, dá-me ideia que os prejuízos não vieram de Salazar. Os ingleses tiveram cenas piores. Os belgas foram uma vergonha. E veja os franceses: na Argélia e depois na Indochina, chegaram a ter lá 500 mil homens. Morreram lá 60 mil homens... 80 mil homens. Podíamos ter feito um referendo em Portugal e tudo teria sido muito melhor para todos.

Já percebi por que é que não foi marcelista. Achava que o regime poderia ter sido prolongado...

Sim, sim... além disso deixe-me dizer-lhe uma coisa. Salazar nunca fez finca-pé pela permanência no poder. E as eleições que ele começou a promover eram um bom sinal. Simplesmente a oposição em Portugal nunca foi às eleições. Só foi o Humberto Delgado porque era valente. Eles tinham medo do Delgado. Repare que o Norton de Matos, mais dois ou três, agora não me recordo o nome deles, não foram às eleições e até os partidos acabavam por não ir às eleições e o argumento era que não estava feito o recenseamento completo e assim perdiam sempre as eleições. Em Espanha tinha havido uma guerra civil e o regime era muito mais à direita que o nosso. E eles foram à luta em eleições até ganharem. Por cá a esquerda incitava as pessoas a não se recensearem. Lembra-se disso? De maneira que quando eles diziam “roubaram os votos ao Delgado”. Não roubaram votos a ninguém. O problema é que só votavam os cidadãos recenseados e esses eram quase todos a favor do regime. Em Espanha a oposição começou por ter dez por cento, depois da outra vez já tiveram quinze por cento, e depois da outra lá ganharam as eleições.

Em termos ideológicos considera-se um homem de direita?

Em termos ideológicos sou do centro, um pouco à direita. O mundo mudou muito e de forma muito estranha. Antigamente a Caixa Geral de Depósitos, o Banco Ultramarino estava tudo nacionalizado. Os telefones, a electricidade também. Agora é tudo privado. Afinal quem é que é de direita? O Partido Socialista entregou tudo à iniciativa privada. No tempo de Salazar havia mais Estado Social que hoje. Até a gasolina, a SACOR, era do Estado português e agora não. A GALP é do Amorim e companhia. Entregaram tudo à iniciativa privada.

Para si o actual regime é mais capitalista do que o regime anterior?

Pois é. Não tenho dúvidas. Nos outros tempos não se brincava em serviço. Os grandes donos do capital tinham que “dar contas a Salazar”. Ninguém fazia nada que prejudicasse o Estado Português. Agora é ao contrário.

Podemos falar de uma falência de uma certa ideologia, de um pensamento?

Para mim é a falência do Homem. Quando foi o 25 de Abril eu não fugi. Uns foram para o estrangeiro, outros fugiram cá dentro. Foi uma vergonha. Eu estava na Chamusca. E toda a gente sabia que Salazar lá tinha ido a casa e que eu era o filho do Rafael Duque. Só me apareceram, uma vez, lá na adega, uns tipos. Queriam entrar todos. “Então o que é”, perguntei. “É a comissão de trabalhadores”, disseram. “não há comissão de trabalhadores nenhuma, eu é que mando nisto!”, respondi. É claro que podia ter sido preso. Podia ter sido mal tratado. Mas comparado com o que se passou entre 1910 e 1926 estes homens de 25 de Abril foram uns santos.

Se quisesse teria tido uma maior influência na vida activa portuguesa depois de 25 de Abril?

Sim, até fui convidado. Mas não aceitei.

Essa tertúlia de que faz parte tem muita gente?

Tem para aí 12 a 15 pessoas.

Nada de conspirar contra a democracia?

Nada de conspirações. Lá toda a gente aceita a situação política que vivemos. Isto é, aceita-se o regime. Mudar para quê? Há um ou outro que é monárquico, mas sabem perfeitamente que monárquicos em Portugal são poucos. Ser monárquico em Portugal é como ser Republicano em Inglaterra.

Concorda que as coisas evoluíram para melhor desde o 25 de Abril?

Não. Em 1932, quando Salazar começou a governar, havia 6 milhões e 700 mil portugueses. Em 1968 quando ele saí do governo há 10 milhões. Portanto, mais 3 milhões e 300 mil. Agora há os mesmos 10 milhões. O crescimento económico chegou a ser de 1960 a 1970 de 7,5 %. Assim, qualquer estatística que se faça no aspecto cultural, saúde, economia, bem se vê que não tem comparação com o tempo anterior.

Foi precisamente quando estava à frente dos destinos da RTP que se criou o curso unificado de ensino à distãncia. Sente que contribui para melhorar a educação nacional?

Deixe-me dizer que a ideia foi em parte minha. E criei o segundo canal de televisão para dar a Tele-Escola todas as manhãs. E à tarde eram tudo programas culturais e quando havia acontecimentos desportivos também passavam. E alguns tauromáquicos (risos).

Se fosse Ministro da Agricultura que medidas imponha?

Uma delas era a rectificação do acordo com a Comunidade Europeia. Antigamente conseguíamos abastecer o país em 80 porcento. A lavoura veio por aí a baixo, sobretudo a Norte. Só 30 por cento do país é que tem aptidão agrícola. Dantes dizíamos por brincadeira que Portugal tem aptidão pedrícola. (risos)

Cursou advocacia e pertence à Ordem dos Advogados. Exerceu durante quanto tempo?

Pouco. Tirei o curso, fiz os estágios, mas o que eu gostava de economia, talvez por influência do meu pai, não sei.

Ainda não falou ao longo da nossa conversa do estado da justiça no nosso país?

Olhe, aprecio muito o actual Bastonário da Ordem dos Advogados (Marinho Pinto).

No entanto é um homem muito conotado com o Partido Socialista e com a esquerda...

Muito bem. Desde que seja sério no que diz e no que faz...

Do que é que vive?

Vivo da reforma e de alguns rendimentos. Mas as reformas são muito baixas porque naquele tempo não se ligava a isso e não tínhamos esta ganância que há hoje. Por exemplo eu não tenho reformas da televisão. Tenho é reformas do tempo em que era funcionário e depois da Ordem dos Advogados. Descontei sempre para lá durante trinta e tal anos.

Se o seu pai fosse vivo acha que ele seria tão de direita como o senhor?

Talvez menos. Ele era um republicanaço! (risos) e o meu irmão mais velho era dos mais à direita da família, de formação monárquica. E a minha mãe também era mais à direita, mas não gostava de política.

A ligação do seu pai com a Chamusca acabou quando ele veio para Lisboa?

Não senhor! Ele sempre administrou a minha casa de lavoura durante muito tempo. Às vezes, com grandes dificuldades. Depois é que o meu irmão mais velho tomou conta daquilo.

As pessoas diziam que o seu pai fazia aumentar o preço do trigo, quando era Ministro da Agricultura, conforme os hectares que ele semeava...

(Gargalhada) Isso não se podia fazer. Era impossível!

Tem esperança que o seu pai volte a ser nome de rua na Chamusca?

Sou um filho a falar do pai. Tenho desculpa. O meu pai merecia e não se apaga a História.

Gosta do actual Presidente da Câmara Sérgio Carrinho?

Gosto. O Sérgio Carrinho só tem uma coisa, que de resto ele já se explicou: o endividamento da Câmara. Mas não há dúvida que ele melhorou muita coisa na terra.

Numa referência à sua pessoa no livro Salazar, Caetano e a Televisão Portuguesa, Francisco Cádima, considera-o “o nacionalista, conservador, muito respeitado pela integridade e coerência”. É um homem tolerante?

(pausa) Eu? Acho que sou. Acho que me posso considerar um homem tolerante.

Em 83 anos arrepende-se de alguma coisa que tenha feito?

Oh tantas! Valha-me Deus! Nós fazemos sempre tantas coisas que não se devem fazer!

Guarda rancores de alguém?

De ninguém! A sério, de ninguém.

«O Mirante»



publicado por Noticias do Ribatejo às 14:37
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
Habitantes de aldeia surpreendidos com sequestro remetem-se ao silêncio

 

 

 

A pequena aldeia de Fajarda de Cima, concelho de Coruche, está surpreendida com o sequestro durante 14 meses de uma idosa e do seu filho deficiente mas o silêncio impera nos contactos com os jornalistas.

O sequestro, que fonte da GNR disse à Lusa ter sido perpetrado por um filho da vítima, ocorreu numa casa perto da escola primária da aldeia, de difícil acesso, mas escapou à atenção dos habitantes de Fajarda de Cima.

No café Central, os presentes evitaram responder às perguntas, recusando inclusivamente fornecer o nome, mas alguns adiantaram que "nunca lhes passou pela cabeça" uma situação como a que a Polícia Judiciária desmascarou esta terça-feira.  

Judite, irmã de um dos dois suspeitos detidos pela PJ, afirmou à Lusa que "frequentava regularmente" a casa em questão mas que nunca dera por nada de anormal na habitação.  

A Polícia Judiciária libertou hoje, terça-feira, duas pessoas que se encontravam em cativeiro, na zona de Coruche, desde Julho de 2008 e deteve dois indivíduos por suspeita da prática dos crimes de rapto, extorsão e violência doméstica. 

 

«JN»


publicado por Noticias do Ribatejo às 23:15
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