NOTICIAS DO RIBATEJO EM SUMARIO E ACTUALIZADAS PERIODICAMENTE - "A Imparcialidade Na Noticia" - UMA REFERÊNCIA NA INFORMAÇÃO REGIONAL -
Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009
Tancos: Condutor diz que militares não usavam coletes
 

 


 
O condutor do veículo que hoje atropelou, em Tancos, Santarém, 16 militares, três dos quais com gravidade, disse que, no momento do acidente, "estava escuro" e que os militares "não estavam identificados com coletes". 


 

"Estava escuro. Eles não vinham identificados com coletes nem com camisolas brancas. Tentei desviar-me mas não consegui e apanhei o pelotão", disse à Lusa José Filipe, que fazia o percurso Tancos-Praia do Ribatejo para fazer distribuição de jornais. 
 
José Filipe explicou que os militares vestiam t-shirts e calças verdes.
 
"As primeiras ambulâncias e as autoridades policiais a chegarem ao local podem comprovar que eles vestiam t-shirts e calças verdes. Eu bati na minha mão", referindo-se à faixa em que seguia. 
 
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Barquinha, Carlos Gonçalves, disse à Lusa que "têm ocorrido muitos acidentes naquele local, alguns com gravidade, mas nunca envolveram militares em treino". 
 
"Trata-se de um recta que atravessa o polígono militar. Têm ocorrido muitos acidentes envolvendo viaturas que circulam a grandes velocidades, mas nunca com militares em treino", disse o comandante que integra os bombeiros voluntários de Barquinha há 18 anos. 
 
Dois dos feridos com maior gravidade foram transportados por um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para os hospitais de S. José e Santa Maria, em Lisboa. 
 
Os outros militares feridos, outros dos quais com gravidade, foram enviados para o Hospital de Abrantes e Tomar. 
 
O acidente ocorreu perto das 7h00.
 



publicado por Noticias do Ribatejo às 11:17
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
Neste Natal ofereça vinhos e produtos regionais do concelho de Santarém

 
“Proporcione momentos especiais com vinhos nacionais”  é o nome da campanha que a Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV) está a promover durante esta época natalícia. Uma campanha à qual a Câmara Municipal de Santarém aderiu.  
Esta campanha que termina a 6 de Janeiro de 2010 tem como objectivos promover o vinho português, sensibilizar o consumidores para o consumo/oferta de vinhos e produtos regionais dos municípios aderentes, como é o caso de Santarém.
É ainda objectivo da campanha criar sinergias com os produtores, restauração e comércio local, de forma a dinamizar a procura e venda de produtos regionais.
GRPC/CMS



publicado por Noticias do Ribatejo às 18:24
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SANTAREM-Autarquia Scalabitana lança Campanha de Solidariedade


A Câmara de Santarém, através da Divisão de Saúde e Acção Social, volta a promover uma campanha de recolha de géneros alimentares, entre os dias 5 e 20 de Dezembro, junto ao edifício dos Paços do Concelho.
Os alimentos recolhidos vão ser distribuídos pelo Banco Alimentar Contra a Fome de Santarém.
Esta campanha inclui também a recolha de brinquedos, a entregar às crianças do Concelho, através da Casa Solidária das Artes e Ofícios desta Autarquia.
A Autarquia Scalabitana conta com a colaboração da Cruz Vermelha, na cedência e montagem de uma tenda junto ao edifício dos Paços do Concelho.
Francisco Moita Flores, Presidente da autarquia Scalabitana lança o desafio para que “todos os presentes e ofertas que julguem por bem entregar à Câmara Municipal de Santarém sejam convertidos no mesmo valor em produtos adequados para serem recebidos pelo Banco Alimentar contra a Fome”, uma vez que, tendo em conta a grave crise que está a atravessar o País e o Mundo, “atrevo-me a convidar V. Exa. a juntar-se a nós neste esforço de ajudar, por alturas do Natal, aqueles que mais precisam, que têm fome, transformando este Natal num grande movimento de solidariedade de Santarém para o Banco Alimentar contra a Fome.”

grpc/cms



publicado por Noticias do Ribatejo às 18:23
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Três detidos por sequestro e agressão no Cartaxo

 

 
A PSP de Santarém anunciou ontem a detenção de três homens suspeitos de terem sequestrado e agredido um jovem, de 18 anos, na cidade do Cartaxo. Os agentes foram alertados por uma testemunha que viu a vítima ser agredida a murro e colocada à força dentro de um carro.

A PSP surpreendeu-os nos arredores da cidade do Cartaxo, ainda dentro do carro com a vítima. Os três detidos têm idades compreendidas entre os 18 e os 20 anos. Na origem do sequestro poderá ter estado um ajuste de contas.

in Correio da Manhã

 

Marcelino Mesquita



publicado por Noticias do Ribatejo às 14:14
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O professor tímido que reconquistou a Câmara de Alpiarça para o PCP



 

 

Como é que um ainda jovem na política activa consegue reconquistar a Câmara de Alpiarça?

Não fui só eu que consegui, mas também todos os outros candidatos e a CDU. Conseguimos todos juntos um trabalho notável de preparação da campanha que resultou nesta vitória. Mas também não podemos esquecer o trabalho de anos anteriores de candidatos da CDU ao longo dos 12 anos em que o PS esteve no poder na câmara.

A vitória deveu-se ao desgaste do PS ou ao mérito da CDU?

Na minha opinião a vitória deve-se sobretudo ao mérito da CDU, que teve iniciativas de campanha eleitoral muito intensas. A CDU fez uma campanha como há muitos anos não fazia no concelho. Mas também é evidente que a gestão autárquica do PS ao longo de 12 anos se foi desgastando ao ponto de a sua própria campanha ter sido um reflexo desse desgaste. Houve alguns erros de gestão.

Teria sido mais difícil para a CDU se o PS tivesse candidatado Vanda Nunes, que assumiu a presidência da Câmara no final do mandato?

Não sei. É um cenário que nunca se vai esclarecer. Fosse qual fosse o candidato este ia sofrer o desgaste da gestão socialista. Vanda Nunes teria que assumir também a sua quota-parte de responsabilidade nessa gestão. Agora sei que a vitória da CDU era inevitável, apesar de não ter tanta certeza antes das eleições.

O facto de não terem partido para o confronto, para a crítica dura, foi uma estratégia para captarem mais eleitores?

Procuramos evitar o conflito pelo conflito e a personalização das críticas. Criticamos opções, políticas, por vezes algumas atitudes, mas não podemos nem devemos, nem é nosso hábito, deixarmo-nos levar por questões de carácter e personalidade. Tenho que dizer que durante a campanha eleitoral não houve esse tom de crítica por parte dos outros partidos envolvidos o que contribuiu para desanuviar o ambiente político no concelho. Mas não sei se isso teve influência no eleitorado.

Mas nos anos anteriores houve sempre um clima de crispação, sobretudo na assembleia municipal. Está aberto o caminho agora para a pacificação política?

A pacificação não quer dizer que não haja o confronto político, o debate de ideias. O que se passou até agora teve a ver com uma tentativa de apagar a memória histórica de Alpiarça ligada ao trabalho da CDU e do PCP e a acção de construção do poder local, que às vezes assumiu alguma agressividade por parte de quem estava no poder no concelho, o PS. Isso cria resistências e animosidade. Numa lógica de abrangência e de trabalho com todas as forças políticas, pretendemos terminar com esse ambiente.

Há abertura para o entendimento com os novos eleitos socialistas?

Pelo que conheço das pessoas, estão criadas as condições para que o debate e acção política dos órgãos autárquicos decorram dentro da normalidade. Isso tem sido evidente nas primeiras reuniões do executivo. Na junta de freguesia já havia essa abertura.

Os problemas eram criados pelo ex-presidente da câmara Joaquim Rosa do Céu?

Não queria fulanizar essa questão. Não foi só uma pessoa, foram mais. Tratou-se de uma lógica de abordagem da acção política que conduziu a posturas e atitudes que se tornaram agressivas, para afirmar os socialistas como os salvadores da pátria e proceder a uma aniquilação do PCP. E isto não aconteceu só nos órgãos autárquicos mas também nas colectividades, tentando-se monopolizar toda a vida política e social do concelho.

A ex-presidente Vanda Nunes telefonou-lhe a dar-lhe os parabéns?

Não só deu os parabéns como se colocou à disposição para colaborar neste processo de transição.

Que inovação pode trazer ao concelho?

Em primeiro lugar é essencial a recuperação do ambiente político e social e a promoção de uma maior proximidade da câmara à população. Estamos a dar passos importantes nesse sentido, inclusivamente ao nível dos trabalhadores municipais. Queremos aproximar-nos das instituições, dos nossos parceiros. Pelo menos a nível social pretendemos incrementar políticas de apoio aos idosos e à juventude. Podia falar de muitos projectos, mas estes só podem ser implementados quando houver um clima político pacificado.

Havia más relações entre o executivo e os funcionários?

Essa é uma matéria sempre muito sensível. Havia provavelmente algum fechamento do executivo em relação aos trabalhadores da autarquia. Era uma gestão fechada, menos próxima das preocupações dos trabalhadores e fechada à criatividade e ao aproveitamento das experiências e potencialidades dos funcionários municipais. Há que restabelecer a confiança.

Algum trabalhador já lhe veio dizer que agora sente-se melhor na câmara?

Já aconteceu. Estou a notar que muitos profissionais desejam é trabalhar, mostrarem o que sabem fazer e serem úteis a nível do atendimento e da rentabilização dos equipamentos existentes, entre outras áreas. É importante restabelecer a confiança até porque surgem por vezes os fantasmas do anti-comunismo. Na campanha eleitoral surgiu outra vez o papão do comunismo, não dos candidatos dos outros partidos, mas de algumas pessoas que diziam que íamos perseguir pessoas e fazer saneamentos. Para quem ainda tem dúvidas estamos empenhados em mostrar que não somos assim.

 

“Fui um mau militante durante muito tempo”

O partido está a ajudá-lo nestes primeiros tempos a inteirar-se do que é a gestão de uma autarquia?

Nem contava com outra coisa. O PCP entende o trabalho nas autarquias como mais uma frente da sua acção política. Naturalmente há sempre um acompanhamento dos organismos do partido e dos dirigentes.

É fiel à doutrina partidária?

A teoria só é válida se for associada à realidade, à prática. Não abdicando de algumas linhas gerais de orientação que são fornecidas pela doutrina política ou ideológica, no nosso partido somos muito maleáveis.

Nunca teve momentos em que a militância fraquejou?

Fui um mau militante durante muito tempo. Não tenho a mínima dúvida. Durante vários anos fui militante do PCP por ser, porque me inscrevi em miúdo e não tinha qualquer participação no partido. A partir de 2000 é que me envolvi mais. Mas nunca tive uma crise ideológica.

Quem é que vai definir as estratégias para o concelho: os eleitos comunistas ou o partido?

O que espero é poder cumprir os compromissos assentes no programa eleitoral. O nosso trabalho na autarquia passará não pela minha política ou de alguém em particular, mas por aquilo que for decidido em colectivo do partido, pela participação dos outros eleitos e candidatos. Mas também da participação de outros. Uns sem partido e outros até de forças políticas adversárias e que vamos tentar chamar para a discussão.

O que é que significou para si a vinda de Jerónimo de Sousa a Alpiarça para o felicitar pela vitória?

O secretário-geral do PCP tem um carinho especial por Alpiarça. Tinha havido um convite informal para que, no caso de ganharmos, ele vir comemorar connosco. Mas não esperava que fosse no próprio dia das eleições.

Não se pode esquecer que a CDU perdeu algumas câmaras e que a recuperação de Alpiarça era o grande motivo para se festejar.

Pode ter tido esse simbolismo. Alpiarça tem um significado importante para o PCP na história da luta contra o fascismo, da implementação da democracia e terá sido isso também que o partido procurou realçar naquela noite de vitória eleitoral.

É mais difícil ser presidente de câmara ou ser professor?

Não é fácil ser professor nestes tempos que correm, ainda por cima com as alterações permanentes na política educativa e com a forma como o ministério tem encarado o papel do professor. São situações que provocam grande desgaste e que levam à frustração de muitos professores. Ser presidente de câmara, pelo que me parece nestes primeiros tempos, não é uma tarefa muito simples. Não sei o que será mais difícil.

O que é que já mudou na sua vida?

Agora tenho uma menor disponibilidade para outros interesses, para outras tarefas, para o relacionamento com a família e com as pessoas que me são próximas.

Quantos assessores já contratou?

O gabinete de apoio à presidência está composto. Tem um chefe de gabinete, um adjunto e uma secretária que faz o trabalho também dos vereadores com pelouros. Em cinco elementos possíveis para o gabinete temos três pessoas, menos um que o anterior executivo. É possível que venha a ser nomeada uma secretária para os vereadores, se virmos que é mesmo necessário.

Ainda é uma pessoa tímida, como confessou quando se candidatou pela primeira vez à câmara em 2005?

Continuo a ser tímido. É um traço de carácter que não é fácil de contrariar, mas tem havido um grande esforço da minha parte para mudar e tem havido algum sucesso. Aqui há uns anos não me imaginaria a fazer 15 por cento das coisas que tenho feito ultimamente.

 

“Não podemos estar aqui só a pagar dívidas senão não podemos fazer nada”

Antes das eleições disse que o município tinha dívidas de 10 milhões de euros, já conhece a realidade financeira da câmara?

A dívida está próxima dos 12 milhões. Vamos fazer uma auditoria quer financeira quer dos procedimentos administrativos da câmara. Não é para ajustar contas com o passado, mas para sabermos objectivamente o que temos e nos aponte linhas de orientação. Nestes primeiros dias têm-nos chegado ao conhecimento dívidas a fornecedores que não estavam contabilizadas, registadas. Tomámos agora consciência de falhas de compromisso avultadas nas instituições em que a câmara tem participação, como na Ecolezíria (que gere o aterro intermunicipal).

Vai ser fácil dar a volta a estas situações?

A herança não é nada leve e vai condicionar a autarquia nos próximos anos e limitar a nossa acção neste mandato. Vamos tentar que os alpiarcenses percebam esta situação. Mas não podemos estar aqui só a pagar dívidas senão não podemos fazer nada. Temos que ter uma gestão rigorosa e criteriosa e ir regularizando as dívidas aos poucos.

Vai seguir alguns projectos dos seus antecessores, como a cedência por 90 anos dos terrenos da Quinta dos Patudos para um empreendimento turístico privado?

Essa não é a nossa perspectiva. Toda aquela área é muito importante para a autarquia e é necessária rentabilizá-la, mas sempre sob o controlo público e garantindo o usufruto à população. A criação desse empreendimento de luxo é uma ideia megalómana sem relação imediata com a realidade do concelho. Pretendemos dar passos mais curtos mas certos. Sabemos que José Relvas, quando legou o seu património à câmara, pretendia que os seus terrenos agrícolas contribuíssem para manter a Casa dos Patudos e a actual fundação, mas penso que nunca pretendeu que para garantir isso o concelho ficasse privado do usufruto do espaço.

A recuperação da aldeia dos pescadores do Patacão era um dos grandes projectos do ex-presidente Rosa do Céu, que nunca avançou. Vai ser desta?

É um compromisso nosso. Não só a recuperação da aldeia, mas também a requalificação da praia fluvial. E colocar estes dois equipamentos ao serviço do turismo, permitindo a atracção de pessoas e criação de postos de trabalho. É um projecto que penso ter condições para avançar este mandato. Vamos procurar parceiros para executar esta intenção.

E a universidade do vinho, uma ideia antiga, é um projecto exequível?

Essa é uma coisa que nunca saiu do papel. A única coisa visível desse projecto foi a transformação do anterior museu municipal num pólo enoturístico. Que não é mais que uma sala de conferências. Considero que esse projecto não é uma prioridade. Mas se virmos que há uma grande possibilidade de se poder fazer, havendo apoios e parceiros interessados, não temos o mínimo pudor ou constrangimento em avançar com o projecto só pelo facto de vir da anterior gestão.

Como é que vai gerir as relações com a Fundação José Relvas, que é gerida sobretudo por socialistas, nomeadamente o pai e a mulher do ex-presidente da câmara?

Vamos procurar ter o melhor relacionamento possível quer em termos institucionais quer pessoais. As questões politico-partidárias não podem pesar no relacionamento que tem que existir entre a câmara e uma entidade de grande importância no concelho e na qual a autarquia também tem participação. Estamos disponíveis para o diálogo.

Que mudanças já fez na organização e funcionamento da câmara?

Houve algumas mudanças de pormenor na gestão do pessoal. Houve necessidade de mudar pessoas de serviços. Mas são situações pontuais. Uma reorganização terá o seu tempo, porque não podíamos chegar aqui e mudar logo tudo.

Nos últimos anos houve vários casos de vandalismo contra bens de autarcas do PS e contra a própria câmara. Não tem receios que também lhe possa acontecer o mesmo?

Nem me lembre isso. Espero bem que não aconteçam. Houve de facto um período em que aconteceram coisas estranhas. São casos de polícia e actos condenáveis.

Quando esteve na oposição dizia que a poluição da Vala Real se devia à falta de tratamento dos esgotos da zona industrial. É neste mandato que vai avançar a construção de uma ETAR para essa zona?

Apesar de as empresas da zona industrial estarem obrigadas a fazerem o pré-tratamento dos efluentes que lançam no sistema de saneamento, é necessária a construção de uma ETAR. A câmara não tem dinheiro para fazer a obra e parece-me que ao nível da empresa intermunicipal Águas do Ribatejo, que gere os sistemas de água e saneamento, essa não é uma prioridade. Vamos tentar sensibilizar os responsáveis da empresa para esta necessidade.

Ainda não tinha cumprido um mês no exercício do cargo e já edifícios da câmara tinham sido fiscalizados duas vezes pela ASAE. Será normal?

Penso que não é normal. Até porque as situações que foram alvo de fiscalização são situações que se arrastam há anos e têm origem em mandatos anteriores. Uma semana após a tomada de posse vão à escola do primeiro ciclo da vila. Isso é estranho, apesar de os inspectores estarem a fazer o seu trabalho.

http://semanal.omirante.pt/



publicado por Noticias do Ribatejo às 14:10
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
Benavente é um exemplo positivo, mas no geral dificuldades mantêm-se

Há um empresário de Benavente que encontrou em pessoas surdas "óptimos profissionais" e contrata-os sem incentivos, um bom exemplo apontado pelo presidente da Associação Portuguesa de Deficientes, que lembra, porém, que a realidade global continua a ser mais difícil.

A propósito do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, criado em 1992 pelas Nações Unidas, Humberto Santos incluiu num dos casos "importantes e positivos" o relato que lhe foi contado.

O empresário dizia-lhe que entre os cem empregados mais de 10 por cento tinham deficiência auditiva porque, ao alhearem-se dos ruídos da linha de produção, tinham maior concentração e logo "melhores performances".

O empresário não recorria a apoio do Estado nem a incentivos para os empregar, mas fazia-o por "reconhecer" que "são óptimos profissionais para a actividade".

"O objectivo de conseguir um emprego é, por vezes, uma missão de vida e quando essas pessoas o conseguem, toda a sua motivação, toda a sua disponibilidade, todo o seu empenho se centram nesta conquista", resume Humberto Santos.

O responsável associativo considera que os empresários ainda não perceberam que existem situações "distintas para cada deficiência e há, por vezes, uma mais-valia desconhecida e potencial".

Lembra ainda não ser possível a integração plena enquanto não existirem "escolas inclusivas devidamente apoiadas", em recursos materiais e humanos.

O presidente da Associação Portuguesa de Deficientes (APD) sublinha, porém, que "na prática, no essencial, os problemas mantêm-se" e lembrou que em períodos de maior desemprego quem "não tem uma mais-valia clara efectiva" vê a sua situação agravar-se.

A APD não dispõe, porém, de números concretos de desemprego entre os deficientes.

Em 2010, Humberto Santos gostava de assinalar o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência verificando que "os princípios que estão consagrados na Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, recentemente ratificada e promulgada em Portugal, estão de facto a ser implementados".

"Isso significará que haverá menos discriminação, processos de inclusão a todos os níveis, um momento estruturante para a democracia e uma maior participação nos temas que nos dizem directa ou indirectamente respeito", sustenta.
 

«Lusa»



publicado por Noticias do Ribatejo às 17:57
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ENTRONCAMENTO - CLAC organizou Torneio Internacional de Natação

Pela segunda vez, o Clube de Natação Colégio Vasco da Gama (CNCVG) - Belas, foi o grande vencedor do «Torneio Internacional de Natação do Entroncamento - Cidade Ferroviária», que o Clube de Lazer, Aventura e Competição (CLAC-Entroncamento) realizou no dia 28 de Novembro de 2009, nas Piscinas Municipais do Entroncamento, integrado nas actividades comemorativas das festas do Concelho, prova que o CLAC realiza há 17 anos.

http://www.radiohertz.pt/



publicado por Noticias do Ribatejo às 10:55
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
...



publicado por Noticias do Ribatejo às 11:58
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Luis Athouguia expõe no EQUUSPOLIS da GOLEGÃ

Athouguia nasceu em Cascais, em 1953. É diplomado pelo IADE, Instituto Superior de Design, em Lisboa. Participou em relevantes exposições internacionais, Bienais de Arte e encontros de Arte Postal. Representado em museus, instituições e importantes colecções nacionais e estrangeiras. Foi distinguido com o Prémio Vespeira na Bienal do Montijo.


        

 


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publicado por Noticias do Ribatejo às 11:40
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CARTAXO - Paulo Caldas vai assumir presidência da RECEVIN

 

 
No passado dia 28 de Novembro, na cidade de Montilla - Região da Andaluzia - realizou-se a XIII Assembleia Geral da RECEVIN que aprovou, para além da Conta de Gerência e do Plano de Actividades para 2010 da associação, o novo Conselho de Administração da RECEVIN para o biénio 2010/2011. Paulo Caldas, presidente do município do Cartaxo, vai assumir a presidência da RECEVIN ficando as duas vice-presidências entregues aos presidentes das associações de municípios do vinho de Espanha e de Itália. A tesouraria da RECEVIN fica entregue ao presidente da associação de municípios do vinho de França.

A RECEVIN aglutina cidades e municípios do vinho da Alemanha, Áustria, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália e Portugal.
A RECEVIN tem como missão fundamental a promoção do vinho europeu - quer enquanto produto, quer enquanto elemento constituinte da cultura dos povos europeus - desenvolvendo diversas actividades, entre as quais a realização do Concurso Europeu de Vinhos, a eleição da Cidade Europeia do Vinho, acções de formação e estágios profissionais, assim como lobbying junto de instituições públicas e privadas ligadas ao vinho e ao mundo rural. A RECEVIN estabeleceu como prioridades de intervenção para 2010 as actividades de lobbying junto das instituições europeias, o avanço de programas de acção no âmbito do enoturismo e ainda a concretização de estudos e projectos explicativos das causas e soluções para o impacto das alterações climáticas na produção do vinho e no mundo rural. Paulo Caldas, também presidente da Associação dos Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), considera que «esta presidência é um grande desafio», assumindo que Portugal vai liderar a RECEVIN «num quadro de grande competitividade dos vinhos europeus a nível mundial e também de grandes alterações institucionais no sector». Prosseguir o trabalho desenvolvido por Floriano Zambon - o italiano que deixa agora a presidência da RECEVIN -, fazer crescer o número de associados e dinamizar parcerias e projectos co-financiados pela União Europeia, foram algumas das metas traçadas pelo autarca do Cartaxo para a actuação da RECEVIN nos próximos 2 anos. O novo conselho de administração que foi aprovado em assembleia-geral - por unanimidade e aclamação - é ainda composto pelo município de Lamego e por mais dois municípios italianos, dois municípios espanhóis, um francês e dois gregos. Carmé Ribas mantém a secretaria-geral da RECEVIN. Nesta assembleia-geral foi aprovada a entrada do município de Santarém para a RECEVIN. A 29 de Janeiro, na cidade de Beja, vai realizar-se uma homenagem a Floriano Zambon, pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 4 anos ao serviço da RECEVIN.

in Rádio Hertz
 

 


publicado por Noticias do Ribatejo às 10:43
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