NOTICIAS DO RIBATEJO EM SUMARIO E ACTUALIZADAS PERIODICAMENTE - "A Imparcialidade Na Noticia" - UMA REFERÊNCIA NA INFORMAÇÃO REGIONAL -
Quinta-feira, 29 de Abril de 2010
CARTAXO-JS quer aproximar câmara dos cidadãos
A Juventude Socialista do Cartaxo quer aproximar a autarquia dos cidadãos. Nesse sentido, elaborou uma moção, apresentada pela eleita Rita Monteiro, da bancada socialista na Assembleia Municipal, em que considera que há que criar e implementar canais de comunicação que cativem e aproximem cada vez mais a autarquia dos cidadãos, em especial, dos mais jovens. Assim, a moção defende a criação de um registo da autarquia em várias redes sociais, tais como o Facebook ou o Twitter, com actualizações diárias ou semanais. A par desta proposta, a moção defende a criação de um Portal Municipal da Juventude, onde seja possível encontrar informação relativa a áreas como o emprego, habitação, actividades desportivas e culturais, oportunidades de estágio e Conselho Municipal de Juventude. A moção foi aprovada por unanimidade. in Rádio Cartaxo


publicado por Noticias do Ribatejo às 08:18
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 28 de Abril de 2010
ALMEIRIM-Um bom exemplo

Olhando para ele, para a forma dominadora como fala, para o modo seguro como trabalha, avaliando as 18 clínicas que tem, espalhadas por todo o país, ostentando o seu nome, metade português, metade chinês,
"Clínicas Dr. Pedro Choy", medindo e pesando o homem, o médico, Pedro Choy, ninguém diria, dessa análise precipitada e ligeira, que nasceu pobre. Mas nasceu. Muito pobre. Tão pobre que só teve electricidade aos 15 anos. Tão pobre que as instalações sanitárias da sua pobre casa, em Almeirim, eram no fundo do quintal e consistiam num buraco feito no chão, rodeado por uma cabana de madeira feita por si e pelos irmãos, com tábuas e pregos. Tão pobre que, todos os anos, Pedro Choy e os irmãos tapavam esse buraco com terra e abriam outro buraco ao lado.


Pedro Choy nasceu em Macau e veio com três meses para Portugal, mais concretamente para Almeirim, onde vivia uma avó (mãe do pai). Um ano depois, rebentou a guerra colonial e o pai foi para Macau, onde ficou 14 anos. A mãe de Pedro Choy, chinesa, ficou sozinha com quatro filhos, três rapazes e uma rapariga, numa terra estranha, sem falar uma palavra de português. "A minha mãe, além de ser chinesa, vestia-se de uma forma completamente chinesa. Naquela altura, em Almeirim, nunca ninguém tinha visto um chinês. As pessoas andavam atrás dela como quem vê um extraterrestre. Faziam fila para a ver. A ponto de, um dia, ela ter desatado a fugir e ter caído, porque tinha medo. Por outro lado, o meu pai era o único adulto com quem ela conseguia falar, dado que não falava português. É uma sobrevivente, a minha mãe. Uma mulher muito especial."

 

Quando chegou a Portugal, e sobretudo a Almeirim, a mãe de Pedro Choy desconfiava que algo de muito sério se passava. Acostumada à densidade populacional da China, estranhava a escassez de pessoas. "O meu pai assegurava-lhe vezes sem conta que não havia nenhuma espécie de guerra, que estava tudo bem. Não havia nem guerra, nem peste, nem epidemias. Porque ela não conseguia acreditar que a população da terra fosse mesmo só aquela, que não estava ninguém escondido."


A avó de Pedro Choy morava numa casa igualmente pobre, com chão em terra e divisões improvisadas pelos netos, com tábuas. Era cauteleira e vidente. Na terra era conhecida como "a bruxa". "Lembro-me de passar de ouvir as pessoas dizer: 'Lá vai o neto da bruxa'. Não foi fácil. Fomos vítimas de chacota, não só por sermos pobres mas também por sermos chineses. No meu caso, por exemplo, inventavam-me nomes. Chamavam-me 'Choy-Roy-Foy-Coy-Moy...', tudo acabado em oy." Mas Pedro foi educado para ser forte. O pai ensinou-o a dar como resposta: "Pois é. É por isso que sou melhor do que tu."


Pedro Choy e os irmãos cresceram e fortaleceram-se, num ambiente hostil. Apesar da pobreza, os "filhos da chinesa" e "netos da bruxa" nunca andaram sujos nem nunca passaram fome: "Podíamos usar roupas usadas, velhas, dadas, mas estavam limpas. Podia não haver dinheiro para comprar carne mas tínhamos, pelo menos, arroz todos os dias. Arroz e leite. Não passávamos fome, do ponto de vista quantitativo."
Passar fome, passou mais tarde, enquanto estudante universitário. Quando pediu uma bolsa de estudo e a viu recusada, Pedro Choy sentiu uma revolta grande. "Eu era a pessoa mais pobre do meu curso. Se eu não tinha direito à bolsa, quem é que tinha? Investiguei e descobri que os bolseiros eram filhos de empresários, que pura e simplesmente não faziam declarações de rendimentos."


E assim, sem bolsa, foi trabalhar. De resto, mesmo antes de entrar para a faculdade, aos 14 anos, prevendo qualquer dificuldade tentou armazenar dinheiro e trabalhou na Compal, em Almeirim. Era higienista, nome pomposo que, na prática, significava lavar a fábrica toda. "Foi o cargo que escolhi porque era o mais bem pago. Tinha um subsídio de risco porque era necessário lavar as máquinas por dentro. E às vezes havia acidentes. Além disso, era preciso carregar às costas sacos de 50 quilos de soda cáustica. E a soda cáustica, como o nome indica, é...cáustica."


Além desse trabalho, teve outros: na apanha do tomate, nas vindimas, como servente de pedreiro. Mas o dinheiro amealhado não foi suficiente e, na universidade de Coimbra, onde foi tirar Medicina, passou fome. "Comia uma vez por dia, ao almoço, na cantina da universidade de Coimbra. Não tocava na maçã e no pão. Embrulhava-os e levava para casa, para me servirem de ceia. É difícil dormir quando se tem fome."


Para dar a volta, rompeu com uma das suas convicções, a de que ensinar karaté devia ser gratuito. "A fome faz repensar algumas convicções". Algum tempo depois de se tornar mestre de karaté, convidaram-no para ser segurança. Foi segurança de discotecas e, mais tarde, foi convidado para ser guarda-costas. "Fui guarda-costas de algumas figuras conhecidas por esse mundo fora. Era contratado para fazer reforço de segurança, ou seja, em circunstâncias de perigo. Isso permitia-me trabalhar durante duas semanas, três semanas, um mês, a remunerações absolutamente impensáveis."



Pedro Choy chegou ao 4º ano de Medicina mas depois interessou-se mais por um curso de Medicina Tradicional Chinesa, na Universidade de Marselha. Os outros dois irmãos são médicos e a irmã é bióloga e uma das mais reputadas investigadoras na área da genética. Uma família de vencedores. Talvez porque o pai sempre lhes tenha exigido o máximo, que fossem os melhores. Talvez porque cresceram a ver a mãe num empenho extraordinário para cuidar de quatro filhos numa terra estranha, onde era vista como um extra-terrestre. Talvez porque sim, porque lhes está na massa do sangue. Pedro Choy tem 18 clínicas, espalhadas por todo o país, ostentando o seu nome, um nome que foi alvo de zombaria e que hoje é um nome de sucesso. Ninguém diria que o homem por detrás do nome nasceu pobre. Mas nasceu. Muito pobre. A prova provada de que é possível mudar o destino. Ou, como diz o provérbio chinês: "É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão."

 

http://boascausasboascoisas.blogspot.com



publicado por Noticias do Ribatejo às 21:35
link do post | comentar | favorito

"Topas" sensibiliza para segurança rodoviária

A Scutvias, em parceria com os governos civis de Castelo Branco, Guarda e Santarém, desenvolve a partir de quinta-feira, dia 29, uma campanha de sensibilização de segurança rodoviária. O "Topas" é a mascote que vai andar por aí. Reduzir a sinistralidade rodoviária é o objetivo da Campanha de Segurança e Prevenção Rodoviária que a Scutvias, concessionária da Auto-Estrada da Beira Interior – A23, que foi apresentada hoje em conferência de imprensa.

 A campanha desenvolve-se a partir de amanhã, até ao final do ano e conta com a parceria dos Governos Civis de Castelo Branco, Guarda e Santarém e o apoio da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária – ANSR.

O director geral da empresa destaca que a campanha assenta em três pilares: utilização do cinto de segurança, condução sob o efeito do álcool e excesso de velocidade. “Para que a segurança rodoviária seja efectiva não basta que se tenha um traçado harmonioso, nem que se apresentem os melhores índices e parâmetros de utilização.

 A segurança é fundamental” afirma Levi Ramalho. A campanha tem como mascote o “Topas”, um boneco bastante apelativo, sobretudo para os mais jovens, e como padrinho o piloto da cidade da Guarda, Francisco Carvalho. O director da Scutvias realça que a iniciativa se enquadra, igualmente, na política de responsabilidade social da empresa e pretende estreitar os laços de cooperação com os diversos organismos das regiões atravessadas pela A23. Para além da divulgação na comunicação social, táxis e veículos da empresa, a campanha de sensibilização também engloba a distribuição de pin’s, t-shirts e panfletos, em ações de rua.

Será ainda realizado um inquérito com dados de avaliação estatística que, posteriormente, serão analisados por uma das instituições de ensino superior ou universitário do distrito de Castelo Branco. A governadora civil de Castelo Branco afirmou que este tipo de ação não é novidade para o distrito, uma vez que têm sido diversas as parcerias desenvolvidas com a Scutvias.

Maria Alzira Serrasqueiro reforça que todas as campanhas que têm sido desenvolvidas em conjunto com a concessionária apresentam resultados positivos. Para Santinho Pacheco, governador civil da Guarda, estas parcerias são uma forma de reconhecimento das entidades locais pelo desenvolvimento e mais-valias que a A23 trouxe a esta região do interior.

A governadora civil de Santarém congratula-se com o facto de ser uma empresa privada a tomar este tipo de iniciativa. “Este é um bom exemplo que a Scutvias está a dar a outras concessionárias e até ao país”, sublinha Sónia Sanfona. Francisco Carvalho frisa que, “se na pista uma décima de segundo pode fazer a diferença entre o primeiro e o vigésimo lugar, na estrada vinte minutos não são preocupantes e podem fazer a diferença entre a vida e a morte”.

http://www.reconquista.pt



publicado por Noticias do Ribatejo às 19:38
link do post | comentar | favorito

ALPIARÇA-A 1.ª República abriu caminho a 48 anos de ditadura

«Estamos empenhado em prosseguir na linha do espírito republicano de 1910 qualitativamente melhorado pelo 25 de Abril; ou seja, continuar a trabalhar em conjunto com a população e com o movimento associativo, envolvendo os alpiarcenses nas decisões, promovendo a participação. A difícil situação que enfrentamos só poderá ser superada com rigor, responsabilidade e a transparência por partes dos eleitos» porque os «ensinamento tirados da 1.ª República devem ajudar-nos a exigir que a Revolução de Abril se cumpra integralmente». Genuíno é o discurso de Mário Pereira nas Comemorações do 25 de Abril levadas a efeito em Alpiarça como puro é o seu pensamento sobre a sua ideologia politica. Um discurso bem argumentado e justificado quanto ao passado e ao presente para pouco adiantar quanto ao futuro. Sobre o “amanhã” ficamos apenas a saber que a Câmara se vai associar ao Centenário da República. Um discurso carregado de história porque os «ensinamentos tirados da 1.ª República devem ajudar-nos a exigir o cumprimento revolucionário». Ficamos a saber que existe uma profunda inter-ligação entre a revolução de 1910 e o 25 de Abril dos quais no plano de igualdade se criam «expectativas legitimas de desenvolvimento social» que segundo Mário Pereira tudo fará para se concretizar, mas deixando a mensagem que «estamos perante um quadro extremamente difícil em termos financeiros» o que quer dizer em entrelinhas que alguns dos projectos eleitorais ficarão dependentes de melhores dias que supostamente virão. Nem sempre podemos «satisfazer as reivindicações populares» porque foram estas que «condenaram a 1.ª República e abriu caminho a 48 anos de ditadura». Como consequência das reivindicações presentes e das mudanças esperadas para Alpiarça, resta-nos esperar pelo que vai acontecer e por aquilo que se irá fazer. Sobre a herança socialista nem uma palavra porque o momento não era de criticar. Aproveitou o momento e a circunstância para aconselhar que não se criem expectativas naquilo que todos desejam porque o momento é extremamente difícil. Foi um discurso bem elucidativo das ideias do presidente da Câmara que deixou bem claro que certos momentos da história às vezes se repetem, incitando-nos a esperança que é «preciso continuar a defender os valores e as conquistas de Abril».



publicado por Noticias do Ribatejo às 19:35
link do post | comentar | favorito

BENAVENTE-Projecto “BioDiversity4all”

Todos podem participar nesta iniciativa e ajudar a criar uma base de dados da biodiversidade portuguesa

 A Câmara Municipal de Benavente aceitou o convite da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) para participar no projecto “BioDiversity4all” (Biodiversidade para todos), cujo objectivo é criar uma base de dados dinâmica e nacional online sobre a biodiversidade que existe em Portugal.

 Esta base de dados resultará da participação activa da sociedade civil e da comunidade científica, na sequência dos registos feitos em www.biodiversity4all.org, de plantas, animais e fungos, após a respectiva observação num determinado local.

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o ano de 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade. Com esta declaração a ONU pretende alertar a população para o papel vital que a biodiversidade desempenha no bem-estar humano e na manutenção do planeta.

Em virtude de todos sermos responsáveis pela perda e pela manutenção da biodiversidade, a qual se está a processar a um ritmo insustentável para o Planeta, todos devemos assumir a responsabilidade pela evolução negativa da biodiversidade, promovendo e desenvolvendo esforços para travar a perda de biodiversidade, num processo onde o conhecimento sobre esta realidade, igualmente, se generalizará à sociedade.

A Câmara Municipal de Benavente divulga a iniciativa e convida todos os Munícipes a participarem activamente na criação desta base de dados da biodiversidade portuguesa.



publicado por Noticias do Ribatejo às 17:25
link do post | comentar | favorito

CARTAXO- A Oposição desmonta as Contas da Câmara Municipal

A oposição (PSD+CDU+BE) ao PS na Assembleia Municipal do Cartaxo desmontou magistralmente a prestação de Contas da Câmara Municipal relativas ao exercício de 2009.

 As "gaffes" sucessivas e a incapacidade dos eleitos locais do Partido Socialista para corresponderem às exigências e ao cumprimento da Lei tornaram esta sessão da Assembleia Municipal num episódio que é impossível esquecer.

Em anexo, encontrará a Declaração de Voto que os eleitos do PSD entregaram na Mesa da Assembleia Municipal, em linha com a Declaração de Voto que os Vereadores do PSD entregaram, pela manhã, durante a reunião do executivo Municipal (também em anexo), destinada a discutir e aprovar as Contas de 2009. Depois desta reunião do executivo da Câmara Municipal e da sessão da Assembleia Municipal do Cartaxo falta saber o que pensa o Presidente da concelhia do PS-Cartaxo - Pedro Ribeiro - sobre as Contas da CMC de 2009. Fica aqui o desafio...

O PS-Cartaxo concorda com a posição política dos seus autarcas eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal?

 

Saiba mais em: http://www.cartaxocomcoragem.com/



publicado por Noticias do Ribatejo às 11:45
link do post | comentar | favorito

CARTAXO-Relatório de Gestão (RG) de 2009” com as “Demonstrações
Financeiras (DF)” e o “Parecer e Certificação Legal de Contas” Tendo analisado os documentos do “Relatório de Gestão” e as respectivas “Demonstrações Financeiras” e os “Parecer e Certificação Legal de Contas” que, em conjunto, constituem a prestação da actividade e das contas da Câmara Municipal do Cartaxo, desenvolvidas ao longo de 2009, os Deputados eleitos pelo PSD para a Assembleia Municipal do Cartaxo, consideram que: O que foi PROMETIDO no ORÇAMENTO para 2009 O que foi EFECTIVAMENTE CONCRETIZADO em 2009… Ao nível da DESPESA, destaca-se: Uma previsão global de 54,5 M€ com uma concretização de 15,0 M€, ou seja, cerca de 27,6% - O MENOR GRAU DE EXECUÇÃO DA DESPESA DE SEMPRE NA HISTÓRIA DO CARTAXO; A aquisição de bens de capital representa 2,81% do total das despesas – Quase insignificante – encontrando-se, por exemplo, abaixo da aquisição de bens para consumo corrente (3,13%); As despesas com o pessoal são superiores a metade das despesas pagas pelo Município (51,47%) e o serviço da dívida (juros e outros encargos + passivos financeiros) representa 17,69%; Ao nível da RECEITA, destaca-se o facto de numa previsão global de 52,3 M€ (sem o saldo da gerência anterior) apenas se concretizarem 13,4 M€, ou seja, cerca de 25,5% - A MENOR ARRECADAÇÃO DE RECEITA DOS ÚLTIMOS 8 ANOS NA HISTÓRIA DO CARTAXO – EM 2002 A RECEITA COBRADA FOI DE 13,9M€; Afinal, os empolamentos e as considerações tecidas na discussão dos Documentos Previsionais de 2009 faziam sentido… OS RESULTADO OPERACIONAIS… Em 2009 a tendência mantém-se! Os Resultados Operacionais continuam negativos (-3,9 Milhões de Euros) continuando a comprovar a inacção e a incapacidade desta gestão socialista. O Executivo PS não consegue operacionalizar o Município. Ou seja, a operacionalidade do Município, não se paga a si própria… E sem os proveitos da venda de água com a concessão… A EVOLUÇÃO DOS RESULTADO EXTRAORDINÁRIOS… Os Proveitos e Custos Extraordinários, bem como os Resultados Extraordinários, sempre foram estáveis de 2002 a 2006. Todavia, a partir de 2007, eles tiveram de ser empolados. Em 2009, os Resultados Extraordinários corresponderam a 4,2 Milhões de Euros… Em 2007 e 2008, os proveitos extraordinários associados à operação inventada e reforçada (que deu origem a uma das RESERVAS nas Certificações Legais de Contas de 2007 e 2008), cresceram acima do necessário para colocar os RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS E RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO POSITIVOS – é a chamada reengenharia financeira “com o rabo de fora” deste Executivo Socialista e, portanto, facilmente desmascarada!!! O RESULTADO LIQUIDO DO EXERCÍCIO… No documento pode-se constatar que o Resultado Líquido do Exercício sofreu um decréscimo de 1480 mil euros para 273 mil euros, mas que seriam negativos se não fossem feitas as trapalhadas que o ROC foi apontando ao longo dos últimos anos nas reservas colocadas na Certificação Legal de Contas. Por exemplo, se não fossem imputados 6,8 Milhões de Euros ao Resultado do período, como é dito no parágrafo 8 da Certificação Legal de Contas (pág. 156), o RLE seria negativo em 6,5 Milhões de euros. O AUMENTO DA DÍVIDA DE CURTO PRAZO EM 2009… As dívidas de curto prazo em 2008 correspondiam a 6,4 milhões de Euros. Em 2009, estas dívidas passaram para 14,3 milhões de Euros, o que significa um crescimento desta dívida em cerca de mais 8 milhões de Euros. Será do pagamento de obra realizada como tem afirmado o Presidente Paulo Caldas? A resposta encontra-se nas 45 páginas destinadas ao arrolamento dos fornecedores e outros credores do Município e da gestão de Paulo Caldas (págs. 225 a 269 das Demonstrações Financeiras). É VERGONHOSA, MAS BEM CLARIFICADORA essa listagem de dezenas de dívidas abaixo dos 20 EUROS ou das centenas de dívidas que aí constam com montantes inferiores a 200 EUROS. Deixamos aqui alguns exemplos: 12,06€ à Casa Brincheiro Antero Alves, Lda (pág. 225 das DF), 7,67€ à Districartaxo Supermercados, SA, 15,19€ ao Tribunal de Contas (pág. 230 das DF), 5€ à Galpgeste, Lda 5,80€ à Perfumaria Howell Guedes de Maria Helena de Seabra (pág. 232 das DF)? Numa recente entrevista ao jornal “O Povo do Cartaxo” (de 23 de Abril de 2010) o Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Paulo Caldas, garantia que “Comprometo-me a pagar a dívida até ao Verão”. Como fazê-lo? PC disse: “5,5M€ por via da concessão; 5,6M€ por via de acordos de regularização de dívida (ARD); e 2M€ por recurso a novo empréstimo bancário.”, ou seja, estamos a falar de MAIS 13,1 M€, para além dos já contraídos e utilizados para SANEAMENTO FINANCEIRO de 13 M€. A única via legal de PC é a da concessão. Os ARD são empréstimos encapotados, nos quais o Município suporta dos juros ilegalmente e a contracção de novo empréstimo para este tipo de dívida já existente não se afigura possível, na medida em que o Município se encontra em processo de saneamento financeiro, não esquecendo que tudo terá de ser pago mais tarde…. Que dívida é que se pretende pagar? É esta divida (quadro seguinte)? A DIVIDA GLOBAL que corresponde a 38 MILHÕES DE EUROS? A que aumentou 7 MILHÕES EM 2009? Ou será a DIVÌDA DE CURTO PRAZO? 14,3 MILHÕES DE EUROS? A que aumentou 8 MILHÕES em 2009, apenas num ANO? Se fizermos contas simples e sabendo que Paulo Caldas pensa pagar 13,1 M€ dos 14,3M€ que deve de curto prazo, como indicou ao jornal “O Povo do Cartaxo”, vemos que há uma parte (fora o que se descobrirá em 2010, sobretudo o resultante das eleições!) que fica de fora. O INVESTIMENTO QUE FOI EFECTIVAMENTE CONCRETIZADO EM 2009… Vejamos a evolução do Investimento pago de 2008 para 2009: Em 2009, o Investimento PAGO foi o pior da última década da história do Cartaxo fixando-se nos 422 mil euros!!! O Investimento Realizado (pago ou não) de 2008 para 2009 (pág. 15 das DF – diferença entre o saldo final e o saldo inicial) rondou os 2,4 MILHÕES DE EUROS. Justifica-se perguntar: se a dívida de curto prazo aumentou 8 MILHÕES DE EUROS e se o INVESTIMENTO REALIZADO rondou os 2,4 MILHÕES, onde foram gerados os restantes 5,6 MILHÕES DE EUROS? AS OPÇÕES DE INVESTIMENTO E O QUE FOI CONCRETIZADO EM 2009… No quadro seguinte traçamos por grandes áreas de intervenção, as promessas e as concretizações do executivo maioritário de Paulo Caldas para 2009, em matéria de Investimentos (nesta prestação de contas deixaram, subitamente, de ser feitas análises à execução dos planos – PPI, AMR, GOP…): PLANO PLURIANUAL DE INVESTIMENTOS Prometido Cumprido Taxa de Cumprimento (%) 01 - Serviços Gerais de Administração Pública 3.486.805 75.539 2,17 02 - Segurança e Ordem Públicas 92.869 14.906 16,05 03 – Educação 7.676.476 21.896 0,29 04 - Acção Social 2.000 0 0,00 06 - Serviços Colectivos e Habitação 5.294.941 106.361 2,01 07 - Serviços Culturais, Recreativos e Religiosos 1.347.893 99.146 7,36 08 – Agricultura 29.000 0 0,00 09 - Indústria e Energia 464.677 3.124 0,67 10 - Transportes e Comunicações 6.822.397 32.261 0,47 11 - Comércio e Turismo 933.809 50.120 5,37 12 - Outras Funções Económicas 445.852 18.454 4,14 26.596.720 421.808 1,59 Em 26,6 MILHÕES € de investimento prometido para 2009, Paulo Caldas concretizou 422 mil €, realizando 1,59% das suas promessas!!!! Esta é mais uma marca histórica alcançada por Paulo Caldas – o pior investimento pago de sempre na História do Cartaxo. RETÓRICA E “AREIA PARA OS OLHOS” DOS CARTAXEIROS… Vejamos alguns casos: Pág. 6 do RG, ponto 1, 3.º paragrafo – “A Consolidação Efectiva do Concurso Público Internacional durante o ano em análise”, quando efectivamente a contratação ocorreu em 2010; Pág. 6 do RG, último parágrafo – “Realça-se o facto do activo líquido, no mandato 2005-2009 ter praticamente triplicado, o que é notável”. De facto, passou de 38,7 M€ para 91,5M€, o que representa um aumento de 52,9M€, sendo que 40,6M€ desse aumento decorrem, como é referido na Reserva do ROC (parágrafo 8, pág. 156 do RG), do “concurso internacional para cedência de serviços de águas que foi contratado em 2010”!! Mesmo com esta operação, não triplicou. Porém, apesar desta generosidade na análise ao Activo Líquido, não se faz nenhuma referência ao Passivo... Porquê? Porque o que triplicou nesse período foi o Passivo (dívidas) que passaram de 25,2 M€ para 75,3 M€ no início e no fim do referido mandato. Pág. 7 do RG, ponto 4 – “Os compromissos assumidos com a realização do investimento em 2009, manteve-se ao mesmo nível do ano anterior”. Já vimos, por exemplo, que o investimento pago foi reduzido de 9 Milhões € para 422 mil €, ou seja, menos 95,33% de 2008 para 2009 (dados evidenciados na 1.ª linha do 1.º quadro da pág. 43 do mesmo Relatório de Gestão ou na pág. 36 deste Relatório); Pág. 7 do RG, ponto 5 – “No que respeita à situação económico-financeira, fruto da política de consolidação financeira desenvolvida desde o início do mandato, verificou-se uma efectiva redução da dívida a fornecedores e empreiteiros e também do endividamento de médio e longo prazo. O endividamento global manteve-se, assim, estável ao longo do mandato 2005-2009”. De 2008 para 2009, as dívidas a terceiros (curto, médio e longo prazos) cresceram 22,75%, ou seja, mais 7 MILHÕES DE EUROS (dados evidenciados na 1.ª linha do 2.º quadro da pág. 43 do mesmo Relatório de Gestão). As dívidas por pagar (sem provisões) passaram de 19,1 M€ em 2005 para 37,9 M€ em 2009, ou seja, aumentaram 18,8M€ (duplicaram) e Paulo Caldas assegura que o endividamento global manteve-se estável!!! Aqui está um pouco do muito mais que haverá por dizer acerca desta gestão cor-de-rosa e de outros aspectos já abordados em anos anteriores, como os dos incumprimentos do plano de saneamento financeiro, do limite de endividamento líquido, etc… ALGUNS INDICADORES DO EXERCÍCIO… Total das Dívidas da Câmara Municipal do Cartaxo ‘per capita’ (por Munícipe): Em 31 de Dezembro de 2009 cada Munícipe do concelho do Cartaxo devia 1.505 Euros (37.866.244 Euros / 25.156 Munícipes) Em 31 de Março de 2010 cada Munícipe do concelho do Cartaxo devia 1.616 Euros (40.662.765 Euros / 25.156 Munícipes) Ao crescimento da dívida está indubitavelmente associada a dependência financeira do Município face a terceiros. Em 2009, a autonomia financeira municipal fixou-se em 17,7%, ou seja, os fundos próprios representam 17,7% do activo municipal, percentagem demasiado baixa para um Município (pág. 31 RG). A Câmara Municipal do Cartaxo deve mais de 13 mil Euros aos autarcas eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal e aos Presidentes de Junta de Freguesia, referentes ao ano de 2009. Será que as dívidas aos membros desta Assembleia (págs. 247 a 249) também serão objecto de Acordo de Regularização de Dívida (ARD)? O PLANO DE SANEAMENTO FINANCEIRO! ONDE ESTÁ? Relativamente ao cumprimento ou não do PLANO DE SANEAMENTO FINANCEIRO, o Executivo Socialista não forneceu á Assembleia Municipal os elementos a que se encontra obrigado, nos termos do n.º 7 do art.º 40.º da LFL e art.º 5.º do Decreto-Lei n.º 38/2008, de 7 de Março: “7 — Durante o período de vigência do contrato, a apresentação anual de contas à assembleia municipal inclui, em anexo ao balanço, a demonstração do cumprimento do plano de saneamento financeiro” Já em Abril de 2008, na sessão da Assembleia Municipal em que foram discutidos e votados os documentos do “Relatório de Gestão” e as respectivas “Demonstrações Financeiras” e o “Parecer e Certificação Legal de Contas” que, em conjunto, constituem a prestação da actividade e das contas da Câmara Municipal do Cartaxo, desenvolvidas ao longo de 2008, os Deputados eleitos pelo PSD para a Assembleia Municipal do Cartaxo, alertaram para este incumprimento. Em 2009, a situação volta a repetir-se…. VOTAÇÃO: Os Deputados do PSD na Assembleia Municipal do Cartaxo votam contra o “Relatório de Gestão” e as respectivas “Demonstrações Financeiras” e o “Parecer e Certificação Legal de Contas” que, em conjunto, constituem a prestação da actividade e das contas da Câmara Municipal do Cartaxo, desenvolvidas ao longo de 2009.


publicado por Noticias do Ribatejo às 11:43
link do post | comentar | favorito

Opinião

Por: João Soares

 Um cidadão do Congo, Mbutu Dieudonné, tenta há anos proibir o album de banda desenhada de Hergéun "Tintin au Congo". Com base no argumento de que a obra de Hergé é racista. "Tintin no Congo" é o segundo album de Hergé, e foi editado em 1929.

Os advogados do congolês garantem que a audiencia de primeira instancia, em Bruxelas, terá lugar amanhã.

Será que Portugal não deveria ser parte neste processo, para defender os interesses do senhor Oliveira da Figueira ?



publicado por Noticias do Ribatejo às 11:35
link do post | comentar | favorito

TOMAR - Feira do Livro foi um sucesso
Câmara Municipal e livreiros estão de acordo: a Feira do Livro de Tomar, que decorreu de 22 a 25 de Abril, na Praça da República, foi um sucesso. Milhares de pessoas passaram pelo recinto, os resultados económicos foram satisfatórios e os culturais também o foram. Ponto alto do certame foi a apresentação nacional do novo livro de Inês Pedrosa, "Os íntimos", que só chegará às livrarias na próxima sexta-feira. A escritora, de raízes tomarenses, fez questão de que Tomar tivesse oportunidade de o conhecer em primeira mão, tendo estado presente na tarde de sábado. . A apresentação foi feita por Nuno Garcia Lopes, que salientou o facto de este livro começar por causar alguma estranheza para quem encara a escrita da autora como mais virada para o feminino."Os íntimos" é um livro sobre homens, narrado essencialmente no masculino. Afinal, explicou Inês Pedrosa, não terá sido mais complicado colocar-se na pele deles para escrever este romance do que fora, por exemplo, colocar-se na pele de uma octogenária meio enlouquecida em "Nas tuas mãos", obra anterior perpassada por várias mulheres. Foi com alguma comoção que a autora recordou a sua infância em Tomar (João Patrício, em representação da Livraria Nova, começou por recordar as palavras dela no volume "Crónica Feminina" em que afirma ter-se apaixonado pela poesia nos passeios de barco pelo Nabão quando o avô lhe lia Camões), revelando que passa pela cidade sempre que pode nem que seja apenas para vir beber um café a meio de uma viagem entre Lisboa e o Porto. Espaço para os autores tomarenses A Feira serviu também para que outros autores tomarenses, menos mediáticos, tivessem hipótese de contactar com os seus leitores, e uns com os outros. Na noite de sexta-feira, Graça Arrimar, Maria João Baginha, Virgílio Saraiva, João Amendoeira, Nuno Garcia Lopes, Carlota Alcobia, Sara Alcobia, Joel Anjos e Carlos Trincão estiveram à conversa, entre si e com o público presente, a propósito da questão da censura. Recordou-se, porque é importante não o esquecer, como as ideias se tentavam agrilhoar com esse expediente nos tempos da ditadura, mas também se salientou o facto de as proibições aguçarem o engenho dos criadores. E ainda há censura, hoje? Bom, à parte as autocensuras, a generalidade dos autores entende que a palavra é forte para a realidade dos nossos dias, embora não deixe de haver queixas à falta de visibilidade que consegue nas livrarias. Muitas e animadas colaborações Animação foi o que também não faltou na Feira do Livro de Tomar, organizada pela Câmara Municipal em colaboração com as livrarias locais Ao Pé dos Livros, Entrelivros, Nova e Raiz, cuja dinâmica é de realçar. Houve momentos de poesia com os alunos da EB1 e Jardim de Infância dos Templários; contos com António José Clemente e O Contador de Histórias; música com a Tuna Sabes Cantar da Escola Secundária S. Maria do Olival, o Coro Infantil da EB1 Infante D. Henrique e o duo Ricardo Rebelo e JP http://www.radiohertz.pt


publicado por Noticias do Ribatejo às 11:31
link do post | comentar | favorito

ALPIARÇA-Sessão Solene da Assembleia Municipal de Alpiarça Evocativa do 25 de Abril
Intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Mário Fernando Pereira Mário Fernando Pereira Ex.mo Sr Presidente da Assembleia Municipal Ex.ma Srª Presidente da Junta de Freguesia de Alpiarça Caros colegas autarcas Caros conterrâneos Estamos aqui hoje a comemorar o 25 de Abril, com orgulho e alegria, como uma das datas mais importantes da nossa história: o dia da libertação do nosso País da ditadura fascista e a consequente conquista da liberdade e da democracia. Pode comemorar-se Abril começando por evocar uma outra data memorável. Neste ano de 2010, não posso deixar sem referência essa outra data, cujo significado político, ao longo de décadas, se interligou com a luta antifascista em Portugal e com as aspirações que estão na origem da Revolução dos Cravos. Este ano é marcado pela passagem de 100 anos sobre a implantação da República. Naturalmente, Alpiarça surgirá associada às comemorações deste centenário, procurando definir um programa em conjunto com as instituições locais, de forma a envolver toda a comunidade. Será uma oportunidade para promover a nossa terra, o seu património – em especial a Casa dos Patudos –, e relevar a figura e o papel histórico de uma personagem central naquele momento revolucionário: José Relvas. Mas deverá ser também a oportunidade para questionar e nos aproximarmos da análise das suas origens, dos seus aspectos políticos e consequências, o estudo da nossa memória colectiva a nível local. Tal como anteriormente outros movimentos revolucionários do século XIX – e posteriormente o 25 de Abril –, o 5 de Outubro foi mais que uma simples alteração formal de regime, porque correspondeu a um movimento de massas que, em grande medida, traduzia justas reivindicações populares e aspirava a transformar Portugal no sentido da justiça e do progresso social. Os operários das áreas já ndustrializadas e os trabalhadores agrícolas, entre os quais os de Alpiarça, ajudaram à propaganda republicana e apoiaram a Revolução e o novo poder que, em contrapartida, os hostilizou logo desde a sua instalação. No entanto, a revolução republicana permitiu avanços nos planos político e social, consagrando direitos formais a todos os cidadãos. Mas os republicanos vitoriosos no governo do País deixaram sempre muito clara a sua opção de classe – a opção pela defesa dos interesses económicos da grande burguesia, deixando praticamente intocável a estrutura económica e de propriedade, reproduzindo a exploração dos trabalhadores, reprimindoas suas aspirações e afastando-os da República. Foi o receio das reivindicações populares que condenou a 1ª República e abriu caminho a 48 anos de ditadura no nosso País; essa ditadura que para alguns não passou de um “autoritarismo conservador e ruralista”, mas que foi de facto um regime fascista, violento, assente na supressão das liberdades mais elementares e num brutal aparelho repressivo apoiado nas prisões políticas, nos tribunais plenários e na polícia política, que intimidava, perseguia, prendia, torturava, assassinava. Por várias razões, foi uma República incompleta, esta, derrotada pelos militares e sectores reaccionários em 1926, antecâmara do salazarismo; ainda assim, pelo potencial libertador que encerrava, deixou sementes de esperança nos trabalhadores portugueses, de tal forma que em plena noite fascista, iludindo as autoridades do regime e arriscando a liberdade, os antifascistas de Alpiarça lançavam foguetes comemorativos do 5 de Outubro. Essa esperança de liberdade e de igualdade suportou o fascismo e a miséria, o exílio e a guerra, clandestinamente durante a maior parte do tempo, à luz do dia quando a luta se agudizava, e chegou fortalecida a 25 de Abril de1974. Por esta razão, a comemoração de Abril não se pode limitar aos acontecimentos desse dia, por mais memorável que tenha sido o levantamento militar que derrubou o governo de Marcelo Caetano. A Revolução não se esgotou aí, contrariamente ao que alguns gostariam que tivesse acontecido, mas é o culminar de um longo percurso de resistência de décadas e é, sobretudo, um processo; um processo que, à acção dos militares do MFA, viu associar um vasto levantamento popular por todo o País, possibilitando a democratização e o traçar de um caminho de definição de conquistas históricas do povo português. Desde logo, a instauração de uma democracia política, com base nas liberdades e direitos individuais, as liberdades de associação política e sindical, de expressão e de pensamento; o fim da guerra colonial e a independência das antigas colónias; o direito à manifestação e à greve; os direitos sociais; a criação do serviço nacional de saúde; a democratização do acesso à terra por parte dos trabalhadores, com a reforma agrária, combatendo o desemprego e promovendo a produção nacional; entre muitas outras realizações. É de toda a justiça que ao comemorar os 36 anos do 25 de Abril se continue a realçar o papel de coragem, determinação e heroísmo dos militares do MFA. Não podemos celebrar Abril sem valorizar a generosidade dos seus Capitães, que nessa madrugada abriu as portas a um futuro de liberdade e à construção de um regime democrático. A esses devemos muito das nossas vidas e do que somos hoje, como País e como Povo. É importante lembrar a unidade dos democratas em torno do MUNAF e do MUD, motivada pelo apoio aos candidatos e às listas da oposição, hipocritamente toleradas pelo regime para, após todas as formas de condicionamento e de fraude, retomar a repressão, bem como do momento de mobilização e de esperança que constituiu as eleições presidenciais de 1958 e a acção militante e organizada de milhares de democratas, e que, em Alpiarça, se traduziu numa enorme vitória democrática, apesar da censura e das ilegalidades. É também justo mencionar, na evocação de Abril, o papel que foi desempenhado por alguns sectores da oposição democrática ao regime salazarista, de alguns sectores intelectuais e do movimento estudantil, opondo-se frontalmente à ditadura, à repressão e à Guerra Colonial. No entanto, continua a ser necessário afirmar que comemorar o 25 de Abril é, em primeiro lugar, lembrar e homenagear os milhares de portugueses, homens e mulheres de várias gerações, que lutaram contra o fascismo, a miséria, a opressão e a indignidade; os que resistiram. Homenageamos hoje nesta sessão solene sete alpiarcenses, escolhidos de entre os que se destacaram nessa luta, atribuindo-lhes a Medalha Municipal da Liberdade. Foi uma escolha muito difícil, porque desta lista de homenagens poderiam constar muitos mais nomes, como sabemos todos. Esta é uma homenagem devida por Alpiarça; devida pela democracia enquanto regime nascido como fruto de uma luta tenaz e pelo qual deram muito das suas vidas. É uma homenagem justa, mas que tardou, sobretudo para os que não estão já entre nós. Evocando-os agora, consola-nos a consciência de que essa entrega generosa nunca esteve dependente de homenagens públicas. Mas nós temos o dever moral de começar a saldar a dívida de gratidão, enquanto beneficiários da sua luta e depositários do seu legado, lembrandoos e evocando os seus actos e a sua memória. Alguns perderam a vida nesse combate; várias centenas de alpiarcenses que, neste trabalho empenhado, defrontaram a clandestinidade, a prisão e a tortura. São todos incontestavelmente merecedores do nosso mais alto reconhecimento colectivo. São os mais valiosos dos portugueses; pessoas simples, trabalhadores; as duras circunstâncias em que viveram e criaram consciência levaram a que tivessem assumido importantes tarefas de organização e mobilização de outros trabalhadores – na praça, nos ranchos, nas searas, nas maltesarias, nos lagares –, tecendo uma rede que se fortalecia até ao próximo golpe da repressão, e que, após esse, voltava a renovar-se, a fortalecer-se, a circular pelas charnecas e lezírias, a construir a esperança que comemoramos em Abril. As eleições autárquicas de Outubro de 2009 ditaram um novo quadro político no nosso concelho. Os alpiarcenses criaram expectativas legítimas de desenvolvimento social que, com o ritmo que a realidade impõe, tudo faremos para concretizar. Estamos perante um quadro extremamente difícil em termos financeiros, com profundas limitações ao normal desenvolvimento da actividade autárquica e de cumprimento expedito de compromissos assumidos com a população, que obriga a uma gestão muito rigorosa de procedimentos e de gastos, de forma a reequilibrar as finanças municipais e a relançar a capacidade de investimento e de realização. Será um processo discutido com todos os eleitos e com a população. Estamos empenhados em prosseguir na linha do espírito republicano de 1910 qualitativamente melhorado pelo 25 de Abril de 1974; ou seja, continuar a trabalhar em conjunto com a população e com o movimento associativo, envolvendo os alpiarcenses nas decisões, promovendo a participação. A difícil situação que enfrentamos só poderá ser superada com rigor, responsabilidade e transparência por parte dos eleitos. Assistimos hoje a tentativas de reescrever a história e de cristalizar a concepção de que comemorar Abril é reverenciar meia-dúzia de supostos heróis, mais ou menos ligados aos acontecimentos; ou enfatizar a cronologia dos factos ligados apenas às operações militares e à acção do MFA; ou ainda, colocar os valores de liberdade e democracia enquanto abstracções e como valores inquestionáveis e perenes, desligando-os da luta pela sua conquista, das condições concretas do seu exercício e iludindo a necessidade de permanente defesa. Os ensinamentos tirados dos erros da 1ª República devem ajudar-nos a exigir que a Revolução de Abril se cumpra integralmente. Nestes nossos tempos, em que o conformismo e a capitulação de alguns sob a forte ofensiva contra a democracia têm ganho terreno, mesmo muitos dos que se revêem no significado de Abril tendem a desvalorizar a importância das conquistas alcançadas, desvirtuando por vezes o seu verdadeiro alcance, atribuindo à Revolução libertadora responsabilidades que ela não tem – responsabilidades que devem ser justamente, sim, atribuídas às políticas erradas de quem governou contra a Constituição. Há ainda os que dizem não fazer sentido comemorar o dia da liberdade, visto esta ser um dado adquirido e, logo, se dispensarem os rituais de celebração. Nada de mais errado! É cada vez mais necessário celebrar Abril e o que significa para o nosso País: um tempo de generosidade; um tempo de afirmação de elevados valores éticos e cívicos. A Revolução de Abril significa um tempo de realização individual e colectiva, de transformação, e garantiu um património de conquistas populares de grande alcance e significado. É necessário afirmar, com verdade, o que foi a Revolução, qual a natureza do regime que derrubou, quais os seus intérpretes mais fiéis e quem sempre se lhe opôs ou, ainda, quem ainda hoje se opõe à prossecução de uma democracia plena. É preciso continuar a defender os valores e as conquistas de Abril! Viva o 25 de Abril!


publicado por Noticias do Ribatejo às 08:51
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 27 de Abril de 2010
TORRES NOVAS-MAIS DE 120 UTENTES DA SAÚDE PARTICIPARAM NAS REUNIÕES DA LAMAROSA E DA ÁRGEA
Denunciaram dificuldades no acesso a cuidados de saúde e receiam que a situação se agrave Eram e são públicas as dificuldades sentidas no acesso a cuidados de saúde para grande parte dos utentes do Centro de Saúde de Torres Novas. Esta problemática ganha mais acuidade face a notícias publicadas na primeira quinzena de Março, no jornal “Notícias & Negócios”, e do qual citamos: “Duas freguesias do concelho de Torres Novas, Olaia e Pedrógão, vão ver os seus médicos de família partirem para o Entroncamento, para integrarem a Unidade de Saúde Familiar Locomotiva (USF), que está a ser criada e que deverá entrar em funcionamento ainda no primeiro semestre deste ano. Estas e outras mudanças foram-nos explicadas pelo director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde da Serra d'Aire, Pedro Marques...” Face a estas declarações a CUSMT, para além da sensibilização das mais diversas entidades, convocou duas reuniões de utentes em localidades da Freguesia da Olaia. Nestas reuniões participaram mais de 120 utentes. Das opiniões que recolhemos, salientam-se: apesar do esforço e dedicação dos profissionais a prestação de cuidados médicos não é satisfatória; há consultas que são marcadas para 45 dias depois; dificuldades na marcação de consultas; horários de consulta que são sucessivamente adiados; detectados problemas com o atendimento administrativo devido à falta de profissionais; um serviço de enfermagem que funciona de forma intermitente (já houve dois enfermeiros e o que agora presta serviço não é substituído quando falta justificadamente); transportes públicos que são insuficientes para o regular acesso às unidades de saúde; com o insuficiente número de médicos e enfermeiros é impossível garantir serviços de promoção e prevenção... Será elaborado um documento mais detalhado sobre a prestação de cuidados de saúde às populações abrangidas pela Extensão de Saúde da Lamarosa – Olaia. Esse documento será enviado ao Ministério da Saúde, Assembleia da República e autarquias. Dele também será dado conhecimento aos utentes. Entretanto, a Comissão de Utentes suspendeu a recolha de assinaturas (já foram recolhidas mais de duzentas) aguardando condições objectivas para essa ou outras iniciativas que abranja o conjunto de todas as populações com Extensões de Saúde sem (ou em vias de) cuidados médicos. Continuamos a reafirmar a necessidade de serem tomadas medidas para que não se venha a verificar a ausência ou a diminuição de cuidados médicos na Extensão de Saúde da Lamarosa - Olaia. Tal facto permitirá o acompanhamento médico regular da população, a maior parte dela de idade avançada, com graves problemas de saúde e com dificuldades de deslocação, atendendo à distância a que fica a sede do Centro de Saúde onde poderão recorrer a consultas de recurso. Salientamos,ainda, a necessidade de empenho de todas as entidades, cada uma com os seus meios e canais, para que sejam garantidos cuidados de saúde que correspondam às necessidades das populações.


publicado por Noticias do Ribatejo às 20:53
link do post | comentar | favorito

BALTASAR GARZÓN: “O Direito tornado homem”

Artigo de Opinão

Por: Anabela Melão

 

O processo contra o juiz Baltasar Garzón desencadeou uma onda de protesto em 25 cidades espanholas e nas ruas das principais cidades europeias. O juiz ordenou uma investigação sobre os desaparecidos da Guerra Civil e do Franquismo, razão pela qual é acusado de ter montado um "artifício jurídico" para a abertura do inquérito, alegadamente ignorando uma lei de amnistia geral aprovada pelo parlamento espanhol em 1977. A decisão do Supremo Tribunal visa levar o juiz, levado aos ombros pela comunidade espanhola enquanto mais recente paladino da Justiça. Em Portugal, temos seguido de perto o percurso deste homem que nos fez reacreditar no papel dos juízes, na defesa dos mais altos interesses de uma Nação.

 

Postos diante de mais uma celebração de Abril, há que lembrar que a Revolução dos Cravos teve, também, como vocação, a de devolver a confiança no Poder Judicial, como ponto de partida basilar de uma sociedade democrática onde os direitos dos cidadãos sejam devidamente defendidos e elevados ao patamar superior da realização da justiça.

 

A máquina organizativa subserviente do poder político, no alto da sua prepotência ditatorial, não hesitará em utilizar, assim a isso ele se vergue, o poder judicial, em favor das suas demandas, subtraindo ao cidadão o direito à defesa da sua causa pelos Tribunais, último recurso para fazer valer as suas pretensões, nomeadamente quando o litígio surge entre ele e o Estado-Administração.

 

Vai longe o tempo em que o juiz era visto como o direito tornado homem, na expressão de Piero Calamandrei. Paulatinamente, assiste-se ao desferimento de ataques, velados e/ou explícitos contra os juízes, visando a sua descredibilização, deslegitimação e funcionalização. Sobretudo pelos políticos.

 

 Parafraseando SCHILLER bem poderá dizer-se: Desconfiai, nobre senhor, não julgueis justa qualquer medida, só porque, como tal, a proclama o poder político.

 

O que o juiz Baltasar Gárzon não esquece é o um Juiz é. Diferentemente do Presidente da República, que não é Presidente da República, está como Presidente da República, do Deputado, que não é Deputado, está como Deputado ou do Ministro que não é Ministro, está como Ministro; o Juiz não está como Juiz, é juiz.

 

Preocupante não é que os políticos continuem a desferir golpes contra os Juízes, preocupante é quando esses golpes são desferidos, não pela mão dos políticos, mas pela mão dos seus colegas de beca. Cabe perguntar: Qual a verdadeira mão que os conduz?


tags:

publicado por Noticias do Ribatejo às 19:52
link do post | comentar | favorito

RIO MAIOR-ATLETISMO
Decorreu ao longo do passado fim-de-semana na cidade de Rio Maior, diversas provas pertencentes aos campeonatos regionais de provas combinadas, regional de 10 000 e 5 000 metros e ao Km Jovem. Em relação ao Campeonato Regional de Provas Combinadas os destaques vão para os seguintes resultados: Juvenis Femininos - Heptatlo Georgiana Grosos – 3ª, 2715 pontos (RP) Marta Vera-Cruz – 4ª, 2529 pontos (RP) Inês Pereira – 5ª, 2503 pontos (RP) Juvenis Masculinos - Octatlo Ricardo Carrilho – 2º 4093 pontos Juniores Masculinos – Decatlo Roman Leyukh – 3º, 4691 pontos (RP) Nuno Barros – 7º, 3534 pontos (RP) No Campeonato Regional de 10 000, o destaque vai para o atleta Daniel Campos, que alcançou o 4º lugar com 36.16,17 na distância dos 10 km. Na competição do Km Jovem os destaques são os seguintes: Benjamins Femininos – 1000 m Inês Fidalgo – 5ª com 4.09,41 Joana Alves – 6ª com 4.20,24 Mónica Carrilho – 7ª com 4.31,43 Infantis Femininos - 1000 m Leonor Tavares – 9ª com 3.57,10 Benjamins Masculinos – 1000 m Francisco Gaio – 1º com 3.51,91 Tomás Faustino – 5º com 4.20,32 Pedro Fernandes – 6º com 4.29,00 Diogo Mendes – 8º com 6.14,72 Infantis Masculinos – 1000 m Rodrigo Rosete – 11º com 3.38,09 Nuno Jardim - 13º com 3.48,99 Iniciados Femininos - 1000 m Catarina Monteiro - 7ª com 3.52,95 Iniciados Masculinos – 1000 m Gonçalo Carrilho – 11º com 3.15,10 Juvenis Femininos - 1000 m Ana Casimiro – 7ª com 3.39,67 Juvenis Masculinos – 1000 m Ruben Castelo – 7º com 3.20,47 Em termos colectivos os 20 km de Almeirim repetem a classificação da edição anterior, 3º lugar, registando um total de tempo 21.43,38 (somatório do melhor de cada escalão Infantil/Iniciado/Juvenil masculino e feminino). Por: Daniel Leandro


publicado por Noticias do Ribatejo às 17:48
link do post | comentar | favorito

OUREM-Carina João participa em sessão do Parlamento dos Jovens
Deputada do PSD vai marcar presença em mais duas sessões em escolas do distrito de Santarém A deputada do PSD, Carina João, participou na sessão do Parlamento dos Jovens que decorreu no Colégio de São Miguel, em Fátima. No dia dedicado ao contacto com o eleitorado, a deputada social-democrata associou-se a esta iniciativa e fez uma apresentação sobre a República, com especial enfoque num dos órgãos de soberania, a Assembleia da Republica. As 3 listas concorrentes ao Parlamento dos Jovens demonstraram o seu interesse no tema e aproveitaram a presença da deputada para expor as suas ideias e fazer a apreciação das mesmas. Na próxima semana Carina Oliveira participará em mais duas iniciativas semelhantes em escolas do distrito que representa, Santarém. Recordamos que o Parlamento dos Jovens é uma iniciativa institucional da Assembleia da República, desenvolvida ao longo do ano lectivo com as Escolas de todo o país, em que pode inscrever-se qualquer Escola do universo do ensino público, privado e cooperativo. A iniciativa tem por objectivos: educar para a cidadania, estimulando o gosto pela participação cívica e política; dar a conhecer a Assembleia da República e as regras do debate parlamentar; promover o debate democrático, o respeito pela diversidade de opiniões e pelas regras de formação das decisões; incentivar a reflexão e debate sobre um tema, definido anualmente; proporcionar a experiência de participação em processos eleitorais; e estimular a capacidade de expressão e argumentação. O programa culmina com a realização anual de duas Sessões Nacionais na Assembleia da República.


publicado por Noticias do Ribatejo às 16:45
link do post | comentar | favorito

CARTAXO APROVA CONTAS E RELATÓRIO DE GESTÃO DE 2009 E É DISTINGUIDO COMO UM DOS 20 MUNICÍPIOS PORTUGUESES COM MELHOR QUALIDADE DE VIDA
PAULO CALDAS AFIRMA “O MANDATO 2005/2009 FOI UM MANDATO DIFICÍLIMO – DE CONSOLIDAÇÃO FINANCEIRA DA OBRA FEITA MAS TAMBÉM DE PREPARAÇÃO DO FUTURO” “AS OPÇÕES ESTRATÉGICAS DE INVESTIMENTO E GESTÃO E AS CONQUISTAS DE FINANCIAMENTO OBTIDAS SÃO O MOTOR DE UM NOVO CICLO DE INVESTIMENTOS” O ano de 2009 representa - como último ano de um mandato em contexto de grave crise económico-financeira ao nível concelhio, regional, nacional e internacional -, para o município do Cartaxo, o culminar de um mandato de consolidação económica e financeira, após um período intenso de obras e investimentos, descentralizados pelas 8 freguesias do concelho. Investimentos nas áreas da acessibilidade e emprego, infraestruturas básicas e equipamentos sociais, de saúde, segurança e educação, cultura e desporto, acção social, turismo, entre outras. Esta política de investimento e a estratégia de cooperação com as freguesias – com a transferência crescente de verbas - e a comunidade em geral, com as freguesias (também as colectividades) – permite uma qualidade de vida superior, aliás reconhecida ao nível interno (com a Certificação de Qualidade dos Serviço da Autarquia) E também ao nível externo - o Cartaxo tem os melhores indicadores nacionais de qualidade de vida e de desenvolvimento sustentável, reconhecidos pelas principais instituições académicas e de consultoria – Universidade Nova de Lisboa, INTEC, Diário Económico e Heidrick & Struggles. No mandato 2005/2009, o Activo Líquido do Município quase triplicou. Os Resultados Líquidos, pelo 3º ano consecutivo, mantiveram-se positivos e os resultados económicos melhoraram, de 2008 para 2009, de forma significativa. Os níveis globais de endividamento (de curto mas também de médio e longo prazo) mantiveram-se estáveis neste período. A despesa corrente decresceu significativamente a par da redução significativa das verbas da receita corrente e de capital – fruto da fraca execução do QREN e do ciclo económico. O município manteve uma dinâmica económica e social significativa o que se deveu, fundamentalmente, à capacidade de conquista de Fundos Comunitários, contratos programa com a administração Central e ao Plano de Compensações da Ota, prevendo-se um novo ciclo de investimentos de grande dimensão, agora que a dívida de curto prazo, do município, está consolidada.


publicado por Noticias do Ribatejo às 15:54
link do post | comentar | favorito

BENAVENTE- VENCER O PRÓPRIO DESTINO:
É um trabalho que pretende, acima de tudo, transmitir sociologicamente, a história de uma mulher, inspirada em factos verídicos; mas que, por outro lado, pretende também, ser mais uma modesta achega para reforçar a mais que justa denúncia, relativamente à forma humilhante – diria mesmo, vexatória, como ao longo da história da Humanidade, têm sido vilipendiados os mais sagrados direitos humanos no que diz respeito ao chamado «sexo fraco». Com ele, pretende ainda o autor, de forma bem sentida, prestar justa e merecida homenagem, a todas as mulheres que, marcadas da forma mais diversa pela desdita do seu próprio Destino, procuraram e conseguiram, sem desfalecimento, encontrar coragem, muitas vezes em momentos tragicamente marcantes de suas vidas, para descer ao mais fundo do seu interior e, aí, encontrar forças para lutar até à exaustão, recusando deixar-se consumir pela desdita que, por vezes, impiedosa e rude, teimaria em tolher-lhes os tortuosos caminhos da vida. O exemplo verdadeiramente humanitário que nos é transmitido, por vezes em complexas circunstâncias, como um verdadeiro sentido de missão, pela heroína desta história e que o leitor encontrará nas páginas deste livro, demonstra-nos, como em diversas situações particularmente desesperantes, por vezes no limiar do abismo, sempre conseguiu descer ao fundo do seu ser e nele, encontrar ânimo para erguer a cerviz e partir com mais vigor para a luta, que se viu forçada a manter ao longo da vida, contra a desdita do seu próprio Destino. GERTRUDES da «Horta», nasceu marcada pela mão trágica do Destino; e, pelo simples e normalíssimo facto de ter nascido mulher, passou pela contingência de arcar sobre os «ombros», em variadíssimas circunstâncias, durante mais de meio século, com o peso trágico desse fenómeno sociológico. Momentos houvera, em que se sentiu imensamente frágil para continuar, face a complexas e ingratas circunstâncias desesperantes. Todavia, teimou sempre em não se deixar vencer pela desdita; até mesmo nas horas mais trágicas da vida, conseguiu sempre descer ao fundo de si própria e, num derradeiro esforço, gerar coragem para de cerviz erguida, desbravar novos caminhos e partir para a luta, em defesa de direitos que teimavam em ser-lhe ressarcidos. Quando chegou a hora de partir, caminhou em paz com a sua consciência. Entregou a Alma ao Criador, convicta que havia cumprido com coragem e determinação, a sua missão neste Mundo. Sempre, desde os primórdios da criação da espécie humana, se teve como facto consumado, a desigualdade de direitos da mulher em relação ao sexo oposto. Pelo menos, até por volta do primeiro quartel do século XX, o fenómeno teve paralelo em praticamente todas as latitudes do Universo. Foi, na verdade, já bem no limiar deste século, que em alguns dos chamados países mais evoluídos, económica e sociologicamente, começaram a surgir os primeiros movimentos de índole feminista, empenhados em desenvolver iniciativas tendentes a lutar no sentido de promover a aproximação à igualdade de direitos da mulher em relação ao homem. Tarefa que se revelou bem difícil; muitas mulheres acabaram por pagar com a própria vida, tamanha ousadia. Diga-se, porém, em abono da verdade, que cerca de cem anos volvidos, bastos escolhos foram desbravados, principalmente nas sociedades mais evoluídas, sem todavia ainda se ter atingido a perfeição, imenso se conseguiu avançar relativamente à respectiva matéria. As mulheres, não obstante as insídias do caminho já percorrido, conseguiram, apesar de tudo, adquirir um vasto conjunto de direitos, que antes lhes eram sistematicamente negados, conseguindo assim, tornar menos desequilibrado o prato aferidor da chamada balança da justiça humana. Mas, se é de elementar justiça, reconhecer-se quão valiosos são os progressos relativos ao fenómeno, em determinadas latitudes, não se deve, nem pode, escamotear a realidade que continua a imperar ainda em diversas civilizações, que teimam, a todo o custo, ignobilmente, em preservar tradições civilizacionais pré-históricas, chegando-se, em variadíssimos casos, ao fomento de climas de guerra, afim de serem mantidas tradições discriminatórias e desumanas sobre as mulheres. Não devemos, nem podemos ignorar, que mais de vinte séculos volvidos, sobre a passagem de Jesus Cristo por este Mundo, pregando por Justiça, um enorme universo de mulheres, vêem-se ainda privadas do sagrado direito, de caminhar na rua com o rosto descoberto, ou que por lei dos homens, não lhes é permitido exercer uma ocupação digna. Mais grave ainda, serem em muitíssimas circunstâncias, sujeitas ao castramento a sangue frio, durante a adolescência, ou vendidas como um qualquer animal irracional. São contra estes e muitos outros atropelos aos mais sagrados direitos humanos, que as mulheres de todas as latitudes se devem erguer e, tal como Gertrudes da «Horta», lutar, lutar sempre mais e mais até um dia conseguirem vencer o próprio Destino.


publicado por Noticias do Ribatejo às 13:42
link do post | comentar | favorito

RIO MAIOR-Câmara de Rio Maior poupa mais de 100 mil euros por ano após a fusão Resioeste/Valorsul
 

A segunda reunião ordinária do presente mês da Câmara Municipal de Rio Maior realizou-se a 23 de Abril, na sala de reuniões dos Paços do Concelho. Nesta reunião, dirigida pela Presidente da Câmara Municipal, Isaura Morais, estiveram presentes todos os Vereadores que compõem o Executivo Camarário. Na Intervenção dos membros do Executivo, os vereadores abordaram o tema da aprovação, por parte do Conselho de Ministros, da fusão das empresas Resioeste e a Valorsul num único sistema multimunicipal de valorização e tratamento dos resíduos sólidos urbanos para as regiões de Lisboa e Oeste, o que irá permitir ao município uma redução anual de mais de 100 mil euros na recolha dos resíduos sólidos do Concelho.

tINTAS&lETRAS



publicado por Noticias do Ribatejo às 11:29
link do post | comentar | favorito

SANTAREM-Maria Cristina Becho lança o seu primeiro livro “Contos da Casa”

Maria Cristina Becho vai lançar o seu primeiro livro “Contos da Casa”, no próximo dia 8 de Maio, às 16 horas, na Sala de Leitura Bernardo Santareno, em Santarém.

A apresentação do livro conta com a presença da Chiado Editora. Maria Cristina Becho nasceu em Lisboa em 1960 onde viveu durante a sua infância e juventude. Licenciada em Educação de Infância, vive actualmente em Santarém, exercendo a sua profissão no Agrupamento de Escolas de Alcanede. Pertence desde há alguns anos à direcção do Conservatório de Música Santarém.

 A actividade da escrita acompanha-a desde sempre, mas “Contos da Casa” é o seu primeiro livro publicado. CONTOS DA CASA Ficcionar o real nos alicerces da memória é o algoritmo a partir do qual podemos deitar contas aos Contos desta Casa.

Uma Casa com existência real, nas coordenadas do tempo e do espaço (e na vida da autora), ronda o espectro das histórias na fronteira entre a realidade e a fantasia, entre a verdade e o fingimento, entre o concreto e o abstracto um limiar onde se cruzam (des)amores, vestígios de vivências e dis)simulações em flashback. E é esta mesma mudança de plano temporal que permite a cada leitor o regresso ao presente das suas próprias idiossincrasias.

 P.F.



publicado por Noticias do Ribatejo às 11:08
link do post | comentar | favorito

OURÉM-Metade do alojamento de Fátima está por legalizar

As estimativas apontam para que Fátima tenha uma oferta de alojamento superior a 15 000 camas, metade das quais legalizadas, acreditando os responsáveis do turismo e da autarquia que ainda este ano seja possível regularizar a situação. Nazareno do Carmo, vereador da Câmara Municipal de Ourém com o pelouro de Fátima, disse à agência Lusa que foi criada uma comissão, reunindo várias entidades, com a função de exigir aos proprietários dos alojamentos em situação irregular que procedam ao licenciamento, aproveitando a nova legislação de reclassificação hoteleira. «É preciso aproveitar o momento, que é oportuno. É uma altura favorável para mentalizar e convencer as pessoas», disse, sublinhando que tem encontrado uma «vontade grande» na regularização das situações. Também David Catarino, presidente do Entidade Regional de Turismo de Leiria/Fátima, disse à Lusa acreditar que o processo de reconversão imposto pela nova lei, que termina no final do ano, irá ajudar a resolver uma situação que se arrasta há anos e sobre a qual começou a trabalhar quando ainda era presidente da Câmara de Ourém



publicado por Noticias do Ribatejo às 11:03
link do post | comentar | favorito

CARTAXO COMEMORA 25 DE ABRIL - DIA DA LIBERDADE

Festa do Vinho à porta
 
Paulo Caldas faz discurso crítico apontando “fragilidade imensa e significativa das instituições políticas e públicas”
 Presidente da Câmara deposita esperança nas novas gerações para a criação de uma sociedade mais justa e solidária e uma economia mais sólida e competitiva
 
Os Paços do Concelho foram o centro das comemorações do Dia da Liberdade no Cartaxo. Os autarcas locais juntaram-se em frente do edifício da Câmara Municipal, pelas 9h30, para a cerimónia do hastear da bandeira nacional, seguindo-se um desfile em viaturas do corpo de Bombeiros Municipais.
 
Pelas 11h00, o Salão Nobre acolheu os eleitos da Assembleia Municipal e restantes autarcas locais, numa sessão comemorativa, aberta a todos os munícipes, onde tiveram voz as várias forças políticas representadas neste órgão deliberativo, assim como o presidente do Município, Paulo Caldas.
 
Maria Manuel Simão, presidente da Assembleia Municipal, abriu a cerimónia evocando uma das mensagens mais consagradas de Sophia de Mello Breyner: “Esta é a madrugada que eu esperava, o dia inicial inteiro e limpo, onde emergimos da noite e do silêncio e livres habitamos a substância do tempo”.
 
A presidente da Assembleia Municipal distinguiu ainda o facto da Revolução de Abril ter restituído a liberdade aos portugueses “sem que fosse derramada uma única gota de sangue” e defendeu que “as efemérides históricas não acabam em si mesmas, há que prosseguir a caminhada e não desistir nunca de fazer mais por esta pátria que é nossa”.
 
Paulo Caldas aponta desigualdades sociais e deposita esperança nos jovens
Trinta e seis anos depois do 25 de Abril de 1974, “é tempo de fazer um balanço dos sinais de mudança que a revolução imprimiu no país”, afirmou o presidente do município. Enquanto “filho de Abril”, Paulo Caldas considera que estes “sinais de mudança não são aqueles com que os Capitães de Abril sonharam”.
 
O agravamento das desigualdades económicas e sociais, “em que 10% daqueles que vivem entre nós detêm mais de 90% da riqueza produzida”; a inexistência de uma verdadeira política euro-atlântica; a “fragilidade imensa e significativa” das instituições políticas e públicas, no âmbito da qual se assiste “a um estado da justiça, da segurança social, da educação e de áreas tão sensíveis como a saúde que batem no fundo”; e a falta de uma visão para Portugal que defina objectivos concretos para a economia, energias, indústria, educação, turismo ou mundo rural, foram os principais aspectos negativos da sociedade actual identificados por Paulo Caldas. 
 
Se por um lado, nestes 36 anos de democracia “não conseguimos encontrar o caminho certo”, por outro, a liberdade permitiu alcançar “grandes consolidações”. Para Paulo Caldas, “hoje temos um desenvolvimento económico e social maior e uma economia mais sólida. E neste campo, têm sido as autarquias – Juntas e Assembleias de Freguesia, Câmaras e Assembleias Municipais – que têm dado grande parte do contributo para este Portugal mais moderno. Tem sido o poder autárquico responsável pela maioria das evoluções e revoluções das condições económico-sociais do país”.
 
A comunicação mais livre, um maior poder participativo e a integração europeia e política são também marcos da construção de uma sociedade melhor. Mas, “o grande salto qualitativo dos últimos 36 anos dos poderes que nos foram conferidos é o poder geracional – um poder que está nas mãos de uma sociedade e de uma economia criativas”, afirmou o presidente do município.
 
“Hoje temos jovens, mulheres e homens mais bem preparados. Hoje os nossos filhos dominam as novas tecnologias como nunca, têm acesso a muita informação e conseguem trabalhá-la. A estrutura genealógica do povo português do “desenrascanço” tem, nos nossos jovens, uma outra qualidade – a capacidade de fazer e fazer bem. E é nos nossos jovens que reside, essencialmente, essa capacidade”, referiu Paulo Caldas.
 
A estrutura governativa também mereceu críticas por parte do presidente da autarquia, que defendeu a existência de “menos políticos, mas com mais qualidade”, a alteração da lei fundamental adaptada aos tempos modernos e novas leis eleitorais que privilegiem a estabilidade e a representatividade do sistema político. “Só conseguimos isto com uma cultura de responsabilidade. É o povo português que deve comandar o trabalho dos políticos”, acrescentou.
 
Para Paulo Caldas, a esperança reside nas novas gerações. “Precisamos de apostar estrategicamente numa economia mais forte, e os nossos jovens já demonstram capacidade de a agarrar. Esses sim estão a dar provas de conseguir chegar aos lugares de topo”.
 
Todavia, a par dos “brilhantes académicos, premiados lá fora, muitos deles considerados os melhores do mundo nas diversas áreas das biotecnologias e outras” existe uma outra realidade – “assistimos à incapacidade dos políticos e das políticas públicas de impedirem que um homem que trabalha numa empresa ganhe num ano o que o mais alto magistrado da nação ganha em 22 anos”.
 
“Esta nossa sociedade, assim, não presta”, afirmou Paulo Caldas, acrescentando que “gostava que os nossos filhos vivessem num 25 de Abril mais justo e mais solidário. Um 25 de Abril onde conseguíssemos, com a cultura da responsabilidade, responsabilizar os políticos e as políticas públicas no que é fundamental”.
 
Representantes das bancadas discursaram na Sessão Solene
Representando a bancada do PS, Bernardo Pereira deu voz a uma mensagem na qual espelhou um sentimento de tristeza, pelo facto de constatar que os portugueses não fazem do 25 de Abril “a grande festa nacional”, mas antes comemoram a data “de forma envergonhada”.
 
“Temos uma revolução que é estudada em universidades de vários cantos do mundo, uma revolução única na história, que derrubou uma ditadura de meio século sem derramamento de sangue. Os franceses tiveram uma revolução sangrenta, cruel e no entanto a Tomada da Bastilha é comemorada com festa nas ruas. É uma França pintada de azul, vermelho e branco. Era esta festa que eu gostava de estar aqui hoje a fazer”, comparou o deputado socialista.
 
Para Hélia Baptista, deputada da bancada do PSD, o 25 de Abril de 1974 foi “um momento de viragem na nossa história que não terá passado de um sonho”, uma vez que os valores conquistados com a revolução “estão agora a ser colocados em causa”. A título de exemplo, a deputada fez referência aos níveis de associativismo e activismo dos portugueses, “que são mais baixos do que a Europa”, e “à tendência para o abstencionismo, a par do aumento da volatilidade eleitoral”. 
 
As desigualdades sociais, o aumento do desemprego e a justiça – “que devia ser o pilar da democracia, mas actualmente sofre entorses, resultado das pressões dos poderes económicos, mas também dos religiosos e políticos” – foram aspectos da sociedade portuguesa realçados por Hélia Baptista.
 
Em representação dos deputados da CDU, Emília Soares afirmou que “os grandes valores de Abril criaram profundas raízes na sociedade portuguesa e continuam a inspirar a luta nos trabalhadores e de todos os cidadãos que acreditam que é possível uma sociedade mais participada, mais justa e mais democrática”.
 
A deputada fez ainda alusão ao desemprego, aos baixos salários e à corrupção e considerou que “o que falta na vida de milhões de portugueses sobra em lucros e privilégios para os grupos económicos nacionais e estrangeiros, bem como os escandalosos salários dos seus gerentes. Riqueza existe, está é mal distribuída”.
 
Da parte do BE, Pedro Mendonça considerou a Revolução dos Cravos “o fim de um dos períodos mais ignorantes e obscurantistas de Portugal”. Considerou ainda que “os conceitos abstractos de República ou democracia pouco interessam enquanto liberdade e justiça social forem palavras vãs”.
 
“Só seremos verdadeiramente livres quando todos os seres humanos que nos rodeiam, homens e mulheres, forem igualmente livres”, defendeu o deputado do BE.
 
Sofia Antunes, cantora lírica, e José Manuel Rodrigues, professor, declamaram e interpretaram, no final da Sessão Solene, poemas alusivos ao 25 de Abril e à liberdade.
 



publicado por Noticias do Ribatejo às 10:38
link do post | comentar | favorito

pesquisar
 
Setembro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
14

21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


posts recentes

Traga as suas plantas par...

Município do Entroncament...

ExpoAlcanede dá a conhece...

Casa cheia em Benavente p...

Município da Chamusca ala...

Inscrições para a Univers...

Município do Entroncament...

JORNADAS DE CULTURA ATÉ 2...

Festival de música Cartax...

Tertúlia Festa Brava orga...

“Quando ela… é ele!” teat...

Professores dos 3 Agrupam...

CARTAXO VOLTA A APRESENTA...

Jovens atores da Chamusca...

Tomar dá o corpo ao manif...

Programa de Educação Pare...

“Chamusca das Três Graças...

ERROS GROSSEIROS NA ELABO...

Festival de música Cartax...

Há apoios do Portugal 202...

‘Santarém em Cena’ reúne ...

Teatro Sá da Bandeira ini...

Ceyceyra Medieval a 21 e ...

TEMAS DE SAÚDE: Doente on...

"O medo tem alguma utilid...

Município de Azambuja ass...

Ano letivo 2019-2020 arra...

Tomar – Prisão preventiva...

Arroz é rei em novo event...

PSD visita operação de li...

arquivos

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

tags

todas as tags

subscrever feeds