Amanhã, dia 6 de fevereiro, o Estádio Municipal de Rio Maior volta a receber mais um jogo internacional de futebol, defrontando-se as seleções sub 21 de Portugal e da Eslovénia. Este jogo coincide com mais um estágio dos sub 21 nacionais no Complexo Desportivo de Rio Maior, tendo a comitiva chegado no domingo ao Centro de Estágios.
Ontem os 22 jogadores convocados por Rui Jorge já fizeram os primeiros treinos no Estádio Municipal, dando início a uma primeira etapa da fase de qualificação para o Europeu de 2015, em que Portugal vai defrontar, no grupo 8 de classificação, as seleções de Israel, Noruega, Macedónia e Azerbeijão.
As entradas para o público são gratuitas, mediante a apresentação de convite, para um jogo que está agendado para as 17h15.
Da mão do frade para o seu prato
À semelhança do ano anterior, a Confraria Gastronómica de Almeirim, em parceria com a Câmara Municipal e alguns restaurantes de Almeirim, organiza o 2º Festival da Sopa da Pedra, a decorrer em Almeirim durante todo o mês de fevereiro.
Este festival tem como principal objetivo atrair mais visitantes a Almeirim e fazer com que fevereiro seja lembrado como o mês da Sopa da Pedra. Esta sopa tradicional ribatejana foi uma das candidatas finalistas às 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa.
De todos os restaurantes do concelho, 11 aderiram à iniciativa: o restaurante David Park, marisqueira Paulos, O Condestável, O Febra, O Forno, O Galinha, O Minhoto, O Pinheiro, O Toucinho, Quinta de Sant’Ana e O Zézano. Nos restaurantes aderentes está previsto atuações de ranchos folclóricos e de um grupo de teatro. O "frade", figura emblemática da lenda da sopa da pedra, também irá fazer parte deste evento distribuindo brindes oferta pelos restaurantes.
Durante todo o mês de fevereiro irá ainda decorrer um concurso destinado aos clientes cujo prémio a sortear no final do evento será um fim de semana num hotel de 4 estrelas e um jantar gourmet.
A par desta iniciativa decorre uma outra intitulada Não Bebeu Tudo, Leve a Sobra, Peça o Saco para quem não consumiu todo o vinho durante a refeição. Os restaurantes aderentes fornecerão um saco especial para o transporte da garrafa e poderem consumir em casa o que sobrou.
Lenda da Sopa da Pedra
Um frade andava no peditório. Chegou à porta de um lavrador, não lhe quiseram aí dar esmola. O frade estava a cair com fome, e disse:
Vou ver se faço um caldinho de pedra…
E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, para ver se era boa para fazer um caldo. A gente da casa pôs-se a rir do frade. Perguntou o frade:
Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa boa.
Responderam-lhe: Sempre queremos ver isso!
Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu:
Se me emprestassem aí um pucarinho…
Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.
Agora, se me deixassem estar a panelinha aí ao pé das brasas…
Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, tornou ele:
Com um bocadinho de unto, é que o caldo ficava um primor!
Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada pelo que via.
Dizia o frade, provando o caldo: Está um bocadinho insosso. Bem precisava de uma pedrinha de sal.
Também lhe deram o sal. Temperou, provou e afirmou: Agora é que, com uns olhinhos de couve o caldo ficava que até os anjos o comeriam!
A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves tenras. O frade limpou-as e ripou-as com os dedos, deitando as folhas na panela. Quando os olhos já estavam aferventados, disse o frade :
Ai, um naquinho de chouriço é que lhe dava uma graça…
Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele botou-o à panela e, enquanto se cozia, tirou do alforje pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo. Comeu e lambeu o beiço. Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo.
A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou: Ó senhor frade, então a pedra?
Respondeu o frade: A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez.
E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.
JSD Concelhia de Santarém lança outdoor
A JSD Concelhia de Santarém no passado sábado inaugurou um outdoor sobre a sua nova campanha “Agricultura, um Projecto de Futuro”.
O tema desta campanha foi escolhido porque temos vindo a reparar que existe pouca divulgação desta área, mesmo sabendo que a nossa cidade tem uma das mais antigas escolas Superiores Agrarias e devido a um crescimento muito significativo de jovens agricultores ao longo dos últimos dois anos.
Nos próximos meses esta juventude partidária vai trabalhar e debater sobre a agricultura e em especial sobre os jovens agricultores no concelho de Santarém.
“A JSD Concelhia de Santarém ao escolher a próxima campanha sobre a agricultura, tenciona mostrar aos jovens uma área muito abundante no nosso concelho e que tem vindo acrescer nos últimos anos devido à crise do nosso País. Tencionamos fazer um estudo sobre os jovens agricultores do concelho, bem como uma palestra para incentivar os jovens a apostar nesta área, que é bastante importante para Portugal bem como para Santarém. ” Manuel Lagos Pedroso Presidente da JSD Concelhia de Santarém
O Jardim da Liberdade vai acolher a partir do próximo domingo, dia 10 de fevereiro, o encontro mensal de carros clássicos que, até à presente data, se realizava no parque de estacionamento adjacente ao edifício do Instituto de Segurança Social.
Os encontros vão manter-se no 2.º domingo de cada mês e vão continuar abertos a todos os amantes de carros clássicos e público em geral.
A mudança de local surge de um entendimento entre os organizadores e da Câmara Municipal de Santarém e tem como objetivo dar maior visibilidade ao evento e a este hobbie que tem cada vez mais entusiastas.
O próximo encontro, agora no Jardim da Liberdade, realiza-se no dia 10 de Fevereiro a partir das 9h30.
O Carnaval já mexe em Samora Correia com a preparação dos corsos que vão desfilar nas ruas nos dias 8, 10 e 12 de Fevereiro. A festa começa com o desfile das crianças das escolas e instituições, na sexta-feira, 8 de fevereiro, às 10h00.
Os corsos com mais de uma dúzia de carros alegóricos e um milhar de figurantes desfilam no domingo e terça-feira, às 15h30, e têm entradas grátis, o que convém em tempo de crise.
O Município de Benavente concedeu Tolerância de Ponto para a terça-feira gorda e as empresas da região prometem seguir o exemplo para que ninguém falte ao Carnaval que é um dos acontecimentos do ano em Samora Correia.
Os reis do Carnaval 2013 são os foliões da terra: Efigénia Saldanha “Fézinha” e Zé Ferreira e o convidado é o ator dos Malucos do Riso Fernando Ferrão.
A Escola de Samba da Abrigada promete aparecer despida de preconceitos para animar o sambódramo improvisado na avenida principal e ruas anexas.
O programa inclui os assaltos de carnaval com baile de máscaras e uma exposição evocativa do Carnaval Brasileiro no Palácio do Infatando.
A organização espera mais de 50 mil visitantes nos cinco dias de folia que enceram com o enterro do Santo Entrudo na noite de quarta –feira de cinzas.
O Carnaval de Samora mantém a tradição para continuar a ser “O Melhor do Ribatejo” .
A organização é da Associação Recreativa e Cultural Amigos de Samora (ARCAS) em colaboração com a Câmara Municipal de Benavente e a Junta de Freguesia de Samora Correia.
Festa de Lançamento do projeto Um dia pela Vida
O Convento de S. Francisco encheu, no dia 2 de fevereiro, para ouvir falar de cancro no lançamento do projeto UM DIA PELA VIDA, em Santarém.
A iniciativa da Liga Portuguesa Contra o Cancro teve início em 2005 e já vai na 40.ª edição.
A Festa de Lançamento da iniciativa em Santarém, na qual estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal de Santarém, Ricardo Gonçalves, o Presidente da Direção Nacional da Liga Portuguesa contra o Cancro, Francisco Ferreira, para além da Comissão Local, coordenada por Maria Amália Ramilo, contou com um Colóquio Medico subordinado ao tema “Vamos falar de Cancro” onde foram abordados os sinais e cuidados, no que concerne ao cancro da mama, do cólon e do reto.
O projeto, em Santarém, decorre de 2 de fevereiro a 22 de junho e para participar apenas tem que formar uma equipa entre 8 e 20 elementos, escolher um “Capitão” de Equipa e, cada elemento, contribuir com 10€. Com este contributo recebe uma t-shirt oficial para usar na Festa de Encerramento.
Depois apenas tem que dar asas à sua imaginação e organizar campeonatos de futebol, passeios, feiras de artesanato, jantares, bailes, venda de doces, teatro, etc. As possibilidades são infinitas!
A Liga Portuguesa Contra o Cancro tem colaboradores disponíveis para o ajudar. Para mais informações ou esclarecimentos pode contatar: Maria Amália Ramilo - 963 470 814; Maria de Fátima Martins - 918 743 694; Hugo Tavares - 961 953 923 ou do endereço eletrónico.
Ricardo Gonçalves enalteceu a iniciativa e demonstrou a total disponibilidade do Município de Santarém para ajudar esta causa em tudo que for possível e acrescentou que “os vereadores vão formar uma equipa para sensibilizar para esta problemática”.
A Festa de Encerramento desta iniciativa é no dia 22 de Junho. A entrada é gratuita e espera-se muita animação numa caminhada pela Vida!
MARIA RUEFF E JOAQUIM MONCHIQUE NO CCC
A peça “Lar, Doce Lar” junta os dois comediantes pela primeira vez em palco – a comédia é apresentada no CCC no dia 22 de fevereiro
Dois dos mais reconhecidos comediantes nacionais – Maria Rueff e Joaquim Monchique – sobem ao palco do Centro Cultural do Cartaxo (CCC) no dia 22 de fevereiro, às 21h30, para interpretar a peça “Lar, Doce Lar”.
Juntos pela primeira vez em palco, os dois atores prometem fazer rir o público, dando corpo a diversos personagens, partilhando memórias, confidências e, sobretudo, hilariantes atribulações.
“Lar, Doce Lar” é uma comédia que dá a conhecer o dia-a-dia da residência “Antúrios Dourados para Seniores de Qualidade”. A peça é desenvolvida a partir de “O Que Importa é que Sejam Felizes”, da escritora Luísa Costa Gomes, e começa com a disputa de um quarto particular entre duas senhoras octogenárias. A partir daí, desenrola-se uma conversa sobre a velhice e as suas expetativas, sobre as aventuras vividas e os amores e desamores das suas vidas.
A peça é encenada por António Pires e a dupla de atores, vestida pelo estilista Dino Alves, dará ao público o prazer de testemunhar e apreciar os seu talento e a sua invulgar versatilidade, desdobrando-se em várias personagens ao longo de duas horas.
Maria Rueff e Joaquim Monchique são caras conhecidas do público português e já se cruzaram várias vezes em projetos humorísticos, sendo o programa televisivo o “Estado de Graça” um dos mais recentes.
O Município de Santarém dando continuidade à sua política na procura de soluções sustentáveis na construção, que garantam a gestão eficiente dos recursos naturais e promovam o bem-estar dos utilizadores dos ambientes construídos promove, no próximo dia 6 de fevereiro, às 10h00, mais um Dia da Construção Sustentável, na Casa do Ambiente.
O Dia da Construção Sustentável é uma iniciativa periódica que decorre todas as 1.asquartas-feiras de cada mês, na Casa do Ambiente, sendo uma oportunidade para conhecer e adquirir conceitos no âmbito da Construção Sustentável.
No próximo dia 6 de Fevereiro o Dia da Construção Sustentável vai abordar o tema das “Tintas Ecológicas e Tintas para Reabilitação”, da empresa portuguesa Barbot.
As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias e estão sujeitas à lotação da Casa do Ambiente. Deverão ser efetuadas junto da Equipa Multidisciplinar de Ação para a Sustentabilidade através do e-mail: emas@cm-santarem.pt ou do telefone: 243 304 450
NERSANT destaca próximas ações de formação financiada
A NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém, tem à disposição das empresas do Ribatejo, um plano de formação financiado que abrange cursos nas mais diversas áreas. A formação é gratuita e é contabilizada para o número legal de horas que as empresas têm de facultar aos seus trabalhadores.
Empresas podem inscrever-se
para Feira Empresarial
A NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém, está já a divulgar a sua feira empresarial junto das empresas da região. A FERSANT vai voltar a realizar-se entre os dias 08 e 16 de junho, no CNEMA.
As empresas interessadas em expor os seus produtos ou serviços na FERSANT – Feira Empresarial da Região de Santarém, já podem fazer a sua inscrição junto da NERSANT. Neste momento, a associação empresarial já está a fazer a divulgação da sua feira junto das empresas da região, que se têm mostrado recetivas a esta iniciativa.
NERSANT com formação gratuita
para entidades da economia social
No âmbito do seu plano de formação financiada, a NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém, possui diversas ofertas formativas específicas para a área da economia social. As inscrições estão abertas e são gratuitas.
Em fevereiro, a associação tem já calendarizadas diversas ações de formação nesta área, estando previsto o início da ação ‘Primeiros socorros - tipos de acidentes e formas de atuação’ para o próximo dia 13, em Alcanena. Em Torres vai iniciar a formação ‘Psicologia da velhice’, dia 18 e dia 20, arranca nos Riachos a formação ‘Nutrição e Dietética’. ‘Prevenção e Primeiros Socorros – geriatria’ terá início também no dia 20 de fevereiro, em Torres Novas.
40 empresários da região de Abrantes
marcaram presença na sessão da NERSANT sobre sistemas de incentivos
O Núcleo NERSANT de Abrantes, situado em Alferrarede, recebeu, no passado dia 31 de janeiro, uma sessão de trabalho sobre sistemas de incentivos e financiado às empresas, que contou com a participação de 40 empresários da região.
Com o objetivo de apresentar os mecanismos de financiamento e sistemas de incentivos que se encontram disponíveis para as empresas da região, a NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém, levou a efeito, no seu núcleo de Abrantes, situado em Alferrarede, uma reunião de trabalho onde os empresários presentes tomaram conhecimento sobre estas temáticas.
Missão Empresarial a Marrocos
está a ser preparada pela NERSANT
A NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém, realizou na sua sede em Torres Novas, uma reunião de preparação da missão empresarial a Marrocos, que vai realizar entre os dias 17 e 21 de fevereiro. O mercado marroquino tem boas oportunidades de negócio para as empresas ribatejanas.
A NERSANT recebeu no passado dia 30 de janeiro, em Torres Novas, um conjunto de empresários interessados em integrar a missão empresarial a Marrocos que a associação está a preparar. Na reunião, o responsável pelos projetos de internacionalização da NERSANT, João Salvador, começou por explicar algumas das razões que levaram a associação a apostar neste mercado. O técnico referiu que “pela sua proximidade geográfica, Marrocos é um mercado interessante para as empresas da região”, referiu, acrescentando que “a estabilidade económica, política e social e abertura ao exterior, pontuada pela assinatura do Acordo de Associação com a União Europeia, são também vantagens deste país”. Para além disso, “a procura do mercado marroquino coincide com a nossa oferta. O país está neste momento a apostar e a precisar de obras públicas e infraestruturas diversas, ou seja, na área da construção, que está estagnada em Portugal, pelo que as empresas portuguesas e ribatejanas podem aqui dar uma boa resposta”, advertiu João Salvador.
A Federação distrital da Juventude Socialista de Santarém (JS Ribatejo) irá promover, no próximo sábado, 9 de Fevereiro, uma conferência sobre o futuro da agricultura portuguesa, na Junta de Freguesia do Cartaxo, no concelho do Cartaxo, pelas 15h30m.
Intitulado “Novos Desafios na Agricultura Portuguesa”, este evento contará com os contributos de Ricardo Segurado, Jurista, e de Hugo Almeida, Engenheiro Florestal e Assessor do Grupo Parlamentar do PS. A moderar o debate estará Hugo Vieira, membro do secretariado distrital da JS. A sessão de abertura estará a cargo de Hugo Costa, Presidente da JS Ribatejo. Por seu turno, a sessão de encerramento contará com o contributo de Pedro Magalhães Ribeiro, Presidente do PS Cartaxo.
A jota socialista pretende, deste modo, dar continuidade a um conjunto de iniciativas que se focam na importância do setor agrícola no pais e no distrito.
Por: Antonieta Dias (*)
O rendimento “per capita”, isto é o rendimento mensal médio por pessoa do agregado familiar dos portugueses, está a gerar muitos conflitos intrafamiliares, que se têm vindo a agravar-se nestes últimos seis meses.
São considerados como rendimento global anual da família os honorários auferidos, onde se incluíam, subsídio de férias, de natal, pensões, bem como outros rendimentos dependentes dos bens patrimoniais de todos os elementos do agregado familiar.
Assim, os elementos envolvidos na família são pessoas dependentes da economia comum do casal e dos filhos ou de outras pessoas que aí coabitam, quando estamos perante famílias alargadas.
Com base no conceito de agregado familiar doméstico (pessoas que vivem na mesma casa), cujo grau de parentesco une a família e a torna sólida, coesa e funcional, independentemente de se tratar de uma família nuclear, com ou sem filhos, de uma família alargada, de uma família reconstruída ou simplesmente de uma família unitária.
Porém, infelizmente, não encontramos actualmente muitos exemplos de famílias tradicionais em que a funcionalidade interpares traduz a verdadeira família a que estávamos habituados a ter.
Na realidade este conceito de família tradicional, tem vindo a perder-se, sendo várias as situações que têm contribuído para a destruir.
Citaremos a título de exemplo alguns indicadores de vulnerabilidade e risco social, que envolvem várias famílias, desde que se instalou a precaridade social, responsáveis pela perda de valores e união familiar.
Pensar que estes problemas são isolados, é ignorar a pobreza desencadeada pelas políticas sociais que assertivamente estimularam uma série de processos em agregados familiares, alguns já de si marcados por um risco prévio, onde o nível educacional, a precaridade do mercado de trabalho, os baixos rendimentos, a violência doméstica, a prostituição infantil, o abuso sexual de mulheres e o abuso de menores, sinalizavam um alto risco intrafamiliar.
Porém não podemos concluir, que apenas estas famílias disfuncionais, onde predominavam fenómenos desfavoráveis facilmente susceptíveis a comportamentos desviantes, possam ser as únicas atingidas por este retrocesso social.
As desigualdades, a pobreza, e a vulnerabilidade social são as três questões, que mais contribuíram para desestruturam as famílias portuguesas estáveis, levando a situações de desespero, nalguns casos extremos, traduzidos por vezes apenas um refúgio uma saída, que se os leva à destruição pessoal ou mesmo à destruição da própria família.
Situações dramáticas estão a ser relatadas e vivenciadas actualmente, sendo que pelo grau de degradação experienciada, não expectável até há bem pouco tempo, transformam e destroem a saúde das famílias portuguesas.
O facto de existir uma pobreza instalada no seio da família, só por si origina uma série de problemas que algumas vão conseguindo adiar na expectativa e esperança de dias melhores.
Todavia, a crise financeira do sistema sócioeconômico, instalada nas famílias em geral, sendo que neste momento a classe média é das mais atingida, dado que de repente e inesperadamente se vê privada de bens essenciais, cujo vencimento anterior à crise económica era suficiente para manter a sustentabilidade familiar, porque auferiam honorários que permitiam manter um nível de vida proporcional ao trabalho que desenvolviam e continuam a desenvolver, mas agora com horários de trabalho acrescidos devido a um aumento da carga semanal, com vencimentos diminuídos (perda de subsídio de férias, de subsídio de natal, de diminuição do valor da reforma, de diminuição do vencimento, gerada pelo aumento de impostos) colocam em risco a possibilidade de satisfazerem as necessidades básicas e entram em falência total, porque as despesas são as mesmas, e o rendimento é menor.
São vários os indicadores que nos alertam para o risco familiar, desencadeado por uma série de privações de ordem física, emocional e social, que se traduzem pelo aparecimento de comportamentos desviantes, vejam-se os homicídios relatados recentemente (mães que matam os filhos, porque não os conseguem sustentar), violência doméstica, que apesar do número de notificações ser inferior ao número de casos vivenciados, pois este drama ainda continua a ser uma área muito sensível, para a qual grande parte das pessoas, tem dificuldade em aceitar e revelar, por se tratar de situações de índole muito pessoal e íntima, pelo elevado número de depressões que têm sido diagnosticadas, pelo agravamento das doenças crónicas e pelas doenças agudas, que originam uma procura menos atempada aos cuidados de saúde, sendo muitas vezes já tardia para impedir o aparecimento de sequelas, que poderiam ser evitadas, se as doenças fossem tratadas em tempo útil.
Associada a esta complexidade de problemas, acresce, ainda a constatação da existência de maus-tratos que tem subido assustadoramente, atingindo sobretudo idosos e crianças dependentes, muitas vezes resultante da falta recursos económicos existentes no seio da família, onde estes dois grupos etários são entendidos como um fardo no seio da família, cuja precaridade económica e carências sociais disponíveis, geram situações dramáticas, cuja resolução não se vislumbra e tem tendência a agravar-se.
Diariamente constatamos com situações impensáveis e imprevistas, vivenciadas por famílias funcionais economicamente estáveis que de repente verificam que a sua vida se encontra num beco sem saída e sem futuro, desencadeada pela perda do emprego(de um ou até dos dois conjugues), pela diminuição do rendimento gerada pelo aumento da carga fiscal, pela privação de todos os recursos indispensáveis à manutenção das suas despesas mínimas diárias, cujo resultado final é a pobreza instalada.
É óbvio que os recursos psicológicos disponíveis para a gestão de todos estes conflitos não são ilimitados e então consequentemente surge a doença física e psicológica, associada à instabilidade social (são os filhos que emigram e abandonam os pais, são os idosos que ficam cada vez mais sós e abandonados, muitos deles emagrecidos e desnutridos, porque a sua reforma não lhes permite ter uma alimentação adequada, são os pais que voltam a receber os filhos, pela impossibilidade de subsistência familiar pré-existente).
Estes factores abalam o Estado de Bem Estar social, que proporciona uma falência na estabilização do sistema socioeconómico, e degrada as condições de vida, limita o acesso aos bens matérias indispensáveis à sobrevivência humana e reduz naturalmente a coesão intrafamiliar.
Em suma, passamos a ter um ciclo de vida carenciada e inibida onde os adultos desesperam, porque não conseguem reequilibrar as esferas económicas e socais, as crianças e os idosos descompensam, os jovens emigram à procura de um futuro e as redes sócioassistenciais passam a ser mais solicitadas por todas as classes sociais, em que a estratificação social determina o acesso diferencial aos bens, ao prestígio e ao poder.
O estado tem cada vez menos capacidade para apoiar estas famílias, pois o universo de pobreza é cada vez maior, registando-se uma vulnerabilidade traduzida pela dependência económica, vivenciada pelas famílias, que já não auferem qualquer rendimento porque ficaram inibidas do acesso ao trabalho e obviamente à sua remuneração.
É consensual que a dimensão disponível de recursos é avaliada segundo a renda familiar per capita e existe um mínimo indispensável para conseguir sobreviver.
Neste momento tendo em conta a insustentabilidade social do País, passamos a viver num pântano movediço cujo fim será imprevisível mas certamente resultará num índice de desenvolvimento familiar insustentável, implantado num território, desprovido de apoios na saúde, na família, na educação, no mercado de trabalho, na vulnerabilidade social e sem recursos, onde predominará a doença, por ser impossível manter a saúde, que não abrange o conceito determinado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera a saúde como o mais completo bem estar físico, psicológico e social e não apenas a ausência de doença.
(*) Doutorada em medicina
A empresa municipal ÁGUAS DO RIBATEJO promove de 4 a 21 de fevereiro, uma operação de limpeza e higienização de 16 reservatórios no concelho da Chamusca.
As intervenções vão obrigar a alguns constrangimentos no abastecimento de água, com eventualidade de cortes pontuais, em várias localidades como se destaca no cronograma infra.
Tudo faremos para que os cortes sejam por períodos mínimos.
|
|
||||||||||||||||||
|
MUNICÍPIO |
SISTEMA DE ABASTECIMENTO |
RESERVATÓRIO |
04-02-2013 (2ª feira) |
05-02-2013 (3ª feira) |
06-02-2013 (4ª feira) |
07-02-2013 (5ª feira) |
08-02-2013 (6ª feira) |
18-02-2013 (2ª feira) |
19-02-2013 (3ª feira) |
20-02-2013 (4ª feira) |
21-02-2013 (5ª feira) |
|||||||
|
Chamusca |
Chamusca/Vale Cavalos |
ETA |
15h00-18h00 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|||||||
|
Chamusca |
Chamusca/Vale Cavalos |
Vale Cavalos |
|
9h00-12h00 |
|
|
|
|
|
|
|
|||||||
|
Chamusca |
Chamusca/Vale Cavalos |
Caniceira |
|
15h00-18h00 |
|
|
|
|
|
|
|
|||||||
|
Chamusca |
Ulme |
Ulme |
|
|
9h00-12h00 |
|
|
|
|
|
|
|||||||
|
Chamusca |
Chamusca/Vale Cavalos |
Mirante |
|
|
15h00-18h00 |
|
|
|
|
|
|
|||||||
|
Chamusca |
Chamusca/Vale Cavalos |
Bairro |
|
|
|
9h00-12h00 |
|
|
|
|
|
|||||||
|
Chamusca |
Chamusca/Vale Cavalos |
Bomfim |
|
|
|
15h00-18h00 |
|
|
|
|
|
|||||||
|
Chamusca |
Parreira |
Parreira |
|
|
|
|
9h00-12h00 |
|
|
|
|
|||||||
|
Chamusca |
Gaviãozinho |
Gaviãozinho |
|
|
|
|
15h00-18h00 |
|
|
|
|
|||||||
|
Chamusca |
Chouto |
Chouto |
|
|
|
|
|
9h00-12h00 |
|
|
|
|||||||
|
Chamusca |
Semideiro |
Semideiro |
|
|
|
|
|
15h00-18h00 |
|
|
|
|||||||
|
Chamusca |
Carregueira/Pinheiro Grande |
Pinheiro Grande |
|
|
|
|
|
|
9h00-12h00 |
|
|
|||||||
|
Chamusca |
Carregueira/Pinheiro Grande |
Relvão Novo |
|
|
|
|
|
|
15h00-18h00 |
|
|
|||||||
|
Chamusca |
Carregueira/Pinheiro Grande |
Relvão Velho |
|
|
|
|
|
|
|
9h00-12h00 |
|
|||||||
|
Chamusca |
Carregueira/Pinheiro Grande |
Morais |
|
|
|
|
|
|
|
15h00-18h00 |
|
|||||||
|
Chamusca |
Arripiado |
Arripiado |
|
|
|
|
|
|
|
|
9h00-12h00 |
|||||||
Debater a fileira do azeite através da mobilização de agentes económicos a ele associados – agricultores, olivicultores/produtores de azeite, investigadores, entre outros –, de Portugal e de Espanha e o estabelecimento de parcerias que potenciem o desenvolvimento do setor no espaço Ibérico são os objetivos do II Encontro Ibérico do Azeite que vai realizar-se em Abrantes de 22 a 24 de fevereiro, incluindo duas iniciativas:
Simpósio Técnico – Realiza-se nos dias 22 e 23, no Cineteatro S. Pedro. Serão debatidos temas como o próximo quadro de apoios da união europeia à investigação e tecnologia, a valorização dos subprodutos dos lagares, a importância sensorial na qualidade dos azeites, a internacionalização, os mercados emergente, ou o futuro do azeite e a sua importância na agricultura portuguesa, entre outros. Será apresentado o projeto «Inovação no sector do azeite» nos mercados internacionais, de Ricardo Avelino, estudante do ISCTE, vencedor do primeiro concurso universitário organizado pela Confederação de Agricultores de Portugal (CAP), em Novembro de 2012.
Fórum do Azeite – Aberto ao público em geral, com entrada livre, realiza-se no Centro Histórico, nas antigas instalações Rodoviária Nacional, de 22 a 24 de fevereiro, e aglutinará um conjunto de iniciativas sobre a temática nas suas diferentes dimensões. Uma exposição sobre as marcas da cultura do azeite no concelho de Abrantes e o visionamento dos vídeos premiados no concurso «Azeites da Nossa Terra», lançado por ocasião deste evento bienal, destinado a alunos do secundário e ensino superior, incidindo sobre os cinco azeites produzidos no concelho de Abrantes. Haverá também um espaço de exposição e venda de produtos cosméticos elaborados com azeite, um Show cooking (confeção de receitas) dinamizado pela Escola Superior de Hotelaria do Estoril, cosmética com azeite, venda de azeites e produtos regionais, spa de azeite, workshops sobre análise sensorial do azeite; produção de sabonetes com azeite; azeite e restauração. Haverá ainda o espaço “Petisco com Azeite” estará a funcionar das 12h às 15h e das 19h às 21h. Paralelamente, restaurantes do concelho assinalam o encontro ibérico com o Festival Sabores do Tejo com Azeite.
A Organização do Encontro é da Câmara Municipal, mas tem subjacente uma Comissão Organizadora, na qual se encontram representados diversos agentes governamentais e não governamentais que intervêm na fileira do azeite em Portugal: Casa do Azeite; Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo; Associação Agricultores Abrantes, Sardoal e Mação; Associação dos Agricultores do Ribatejo; a Associação Centro Comercial Ar Livre; Associação Comercial e de Serviços de Abrantes, Constância e Sardoal; Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes; Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura; IAAS Portugal; INOVLINEA / Centro de Inovação Indústria Agroalimentar, TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior e os produtores SAOV e Vítor Guedes.
O azeite em Abrantes: dois mil anos de história
Movida pela dinâmica local desta fileira, mas também pelos 2.000 anos de história local do setor, na 1ª edição do Encontro, em 2011, a Câmara Municipal de Abrantes assumiu o compromisso de recolocar o azeite no centro das atividades económicas do concelho.
Foi em 1860, com a fábrica União Industrial, Lda., que Abrantes se desenvolveu enquanto região produtora de azeite, contando com várias marcas de azeite conhecidas: a Salutar, a Andorinha, e uma das mais conhecidas a nível nacional e internacional, a Gallo.
O concelho tem atualmente seis produtores que colocam as suas marcas nos mercados nacionais e internacionais: a Casa Anadia, a SAOV (Cabeço das Nogueiras), Victor Guedes (Gallo), Zé Bairrão, Val Escudeiro e Ourogal, muitas das quais amplamente premiadas em concursos nacionais e internacionais.
Programa e inscrições em http://www.azeite2013.cm-abrantes.pt/Azeite/
Crianças das escolas do Cartaxo desfilam pelas ruas da cidade no dia 8 de fevereiro
O Desfile de Carnaval vai colorir as ruas da cidade do Cartaxo no próximo dia 8 de fevereiro. A partir das 10h30, as crianças das escolas e do jardim de infância vão desfilar pela cidade, numa organização do Município do Cartaxo.
O cortejo começa no Largo Valverde – seguindo pelas ruas Stael Machado e Batalhoz – e termina na Praça 15 de Dezembro.
Participam nesta iniciativa o Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita (Escola Secundária, Escola Básica 2,3 do Cartaxo e Escolas de 1.º ciclo da freguesia do Cartaxo) e o Jardim de Infância do Cartaxo.
Deliberações e outros assuntos que passaram pela última reunião privada da Câmara Municipal:
A ANMP E A REORGANIZAÇÃO TERRITORIAL:
A Câmara Municipal tomou conhecimento da missiva enviada pela Associação Nacional de Municípios Portugueses que surge na sequência da promulgação da Lei sobre a Reorganização Administrativa do Território das Freguesias, que implica a extinção de 1165 Juntas em todo o país. A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) enfatiza e reitera as decisões assumidas colegialmente em Congresso Nacional de firme oposição a todo o processo aqui conducente, reafirmando que a Lei em apreço não respeita a Autonomia do Poder Local e a vontade das Populações, cabendo tal decisão às Assembleias Municipais respetivas.
COOPERAÇÃO COM TIMOR:
O executivo camarário deliberou, por unanimidade, aprovar a proposta do Presidente da Câmara Municipal relativamente à proposta de cooperação com Timor Leste apresentada pela Câmara Municipal de Torres Novas, ao abrigo do “Acordo de Cooperação entre os Municípios Timorenses e os Municípios Portugueses”, conforme texto redigido com o Governo de Timor, para apreciação:
“Após o longo e penoso processo que conduziu à sua independência, Timor Leste tem agora pela frente o desafio de criar e consolidar as instituições democráticas que garantam o desenvolvimento e a afirmação do país. A par da instituição dos poderes legislativo e judicial, e da criação de uma função pública afeta à administração central, o Governo de Timor identifica o início do processo de descentralização administrativa como uma prioridade nacional. Diretamente relacionada com o desenvolvimento e com a dignificação de uma população privada dos meios mais elementares para o seu bem-estar, a criação e legitimação de um poder local torna-se, pois, parte da estratégia imediata do recém-eleito V Governo Constitucional da República Democrática de Timor Leste. Assim, compete ao Ministério da Administração Estatal, através da sua Secretaria de Estado da Descentralização Administrativa, a definição e aplicação de estratégias que concorram para a criação dos municípios timorenses.
Atendendo à existência de uma longa história em comum, aos numerosos laços de cumplicidade e afeto entre os dois povos, reafirmados e reforçados no decorrer do recente processo de independência, atendendo, sobretudo, à circunstância feliz de manterem, ambos os países, o Português como língua oficial, entendeu por bem o Governo de Timor convidar os municípios de Portugal para uma estreita cooperação no processo de descentralização administrativa a efetuar. Incrementar e acompanhar o desenvolvimento dos futuros municípios, é o desafio colocado, individual e autonomamente, às câmaras portuguesas, propondo a celebração de acordos que estabeleçam os pressupostos essenciais de um processo que se quer efetivo, responsável e consequente ao nível da cooperação.
Pelo atrás exposto, submete-se à consideração o “Acordo de Cooperação” (…)
ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE OS MUNICÍPIOS TIMORENSES E OS MUNICÍPIOS PORTUGUESES
Traduzindo a vontade inquebrantável de desenvolver e reforçar as relações de amizade e de cooperação entre as populações dos seus respetivos municípios, acordam o seguinte:
Primeiro
Empreender programas de cooperação, tendo em vista o desenvolvimento mútuo, numa base de interesses e opções de cada município e de acordo com as possibilidades existentes em cada momento
.
Segundo
Considerar a promoção de trocas económicas, culturais, sociais, educativas, ou outras, entre as populações dos municípios e, designadamente, das suas diversas organizações representativas, mobilizando os incentivos e os meios considerados, para tanto, adequados.
Terceiro
A Câmara Municipal de... cooperará com a Comissão Instaladora do Município de ..., de acordo com as respetivas disponibilidades, através dos seguintes meios:
a) Envio de delegações à República Democrática de Timor-Leste;
b) Contribuição para a formação dos trabalhadores municipais de ..., em domínios de interesse para o Município de ..., designadamente através de programas de estágios;
c) Fornecimento de meios técnicos e materiais adequados para projetos e programas municipais;
d) Colaboração e intercâmbio, regulares, de conhecimentos, experiências e informações entre os serviços municipais das partes contratantes;
e) Empreender trâmites para o apoio ou financiamento de projetos de desenvolvimento local, quando tal circunstância se colocar no âmbito da presente cooperação, ou quando solicitado pela Comissão Instaladora do Município de...
Quarto
A Câmara Municipal e a Comissão Instaladora poderão cooperar em todos os domínios de atividade, que considerem úteis, e em relação aos quais estejam reunidas as condições necessárias para a sua concretização.
Quinto
A Comissão Instaladora do Município... cooperará com a Câmara Municipal de..., de acordo com as suas possibilidades, em projetos que tenham por objetivo o desenvolvimento socioeconómico do Município de ...
(…)
Sobre esta matéria o Presidente recordou que “há cerca de dois ou três anos, em representação do Estado Português e a convite de Eduardo Cabrita, então Secretário de Estado da Administração Local, esteve numa reunião realizada em Timor visando o estabelecimento de acordos de cooperação, sendo que muitas coisas mudaram entretanto, no que diz respeito à capacidade dos municípios portugueses poderem prosseguir com a cooperação, que se deseja frutuosa.
Propôs que a Câmara Municipal manifeste a sua disponibilidade para colaborar, em função das limitações que se colocam à situação financeira que está a ser vivida por muitos dos municípios portugueses.
O vereador Carlos Coutinho observou que Portugal tem algumas responsabilidades perante Timor, povo que no seu processo de construção do poder local deveria contar com o apoio dos municípios portugueses.
Manifestou concordância com o senhor presidente, porquanto no acordo de colaboração em apreço está implícito um conjunto de situações para as quais a Câmara Municipal de Benavente não tem condições para poder corresponder, não sendo positivo criar expetativas que não possam ser concretizadas.
O Presidente considerou preferível que os municípios portugueses colaborem numa campanha, a nível nacional, de irradicação da malária ou de desinfestação que provoca toda uma série de doenças nas crianças timorenses, face à ingestão de alimentos inquinados.
CARNAVAL – TERÇA-FEIRA DE ENTRUDO, DIA 12 DE FEVEREIRO DE 2013 - TOLERÂNCIA DE PONTO:
A Câmara Municipal tomou conhecimento da decisão do Presidente da Câmara Municipal e, conceder aos funcionários da Autarquia tolerância de ponto na terça-feira de entrudo, dia 12 de Fevereiro de 2013.
“Como é sobejamente sabido, existe há décadas a tradição de que seja concedida tolerância de ponto a todos os trabalhadores da Administração Pública na terça-feira de Carnaval.
Recentemente foi anunciado nos órgãos da comunicação social que este ano não será concedida tolerância de ponto, pelo que em consequência tal dia será um dia de trabalho normal.
Porém, o despacho que vier a ser editado em Diário da República apenas abrangerá os trabalhadores que exercem funções públicas na administração central e nos institutos públicos.
Acontece que, nos termos da nossa Lei Fundamental, a autonomia do poder local se manifesta, além do mais, no facto de as autarquias locais terem o direito e a capacidade efetiva de gerirem, nos termos da lei, sob a sua responsabilidade e no interesse das respetivas populações, os assuntos públicos, sendo que
a mesma autonomia, noutra perspetiva, confere ao presidente da Câmara Municipal a tutela sobre a gestão dos recursos humanos ao seu serviço, incumbindo-lhe decidir todos os assuntos relacionados com a gestão e direção dos recursos humanos afetos aos serviços municipais, nos termos do art. 68.º/2, al. a) da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro, posteriormente alterada pela Lei da n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro.
Assim, tendo em conta as fortes e enraizadas tradições carnavalescas do Município, que se consubstanciam em vários dias de festa com desfiles e outras iniciativas, e como sucede há décadas, também no ano de 2013, foram há muito programadas e divulgadas, tendo como ponto alto domingo e terça-feira, dias 10 e 12, respetivamente,
Considero que a não concessão da tolerância aos trabalhadores ao serviço da autarquia é suscetível de causar impactos negativos, agravando ainda mais o momento de crise que a economia local atravessa, tal como o resto do país, pelo que
Determino que seja concedida tolerância de ponto no próximo dia 12 de fevereiro aos trabalhadores da autarquia e que disso se dê conhecimento à Câmara Municipal”.
Apoio financeiro à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Benavente e à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Samora Correia / 2013 - Proposta
O executivo camarário deliberou, por unanimidade, aprovar a proposta de atribuição de apoio financeiro às Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários de Benavente e de Samora Correia.
Considerando que:
Nas grandes Opções do Plano para o presente ano estão inscritas verbas para apoio às Associações de Bombeiros Voluntários de Benavente e de Samora Correia, 100.017,00 € para apoio às associações e 116.300,00 € para apoio na aquisição de equipamentos e nas pequenas obras.
Assim, o Presidente da Câmara Municipal propôs que no ano de 2013 seja atribuído a cada uma das Associações de Bombeiros o valor igual ao de 2012.
|
Entidade |
Despesas Correntes |
Despesas de Capital |
Total |
|
|
Elemento Comando |
Funcionamento |
|||
|
Associação dos Bombeiros Voluntários de Benavente |
15.583,00 € |
34.421,00 € |
58.149,00 € |
108.153,00 € |
|
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Samora Correia |
15.583,00 € |
34.421,00 € |
58.149,00 € |
108.153,00 € |
|
|
100.008,00 € |
116.298,00 € |
216.306,00 € |
|
Mais propôs que as transferências financeiras para as Associações se efetuem em doze tranches de 9.012,75 € para cada uma delas e que para efeitos da LCPA os compromissos sejam agendados para liquidação de acordo com as tranches.
INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE CARNAVAL DENOMINADA "Desfilar na Avenida":
A vereadora Gabriela Santos informou o restante executivo que está patente no Palácio do Infantado, em Samora Correia, a exposição denominada "Desfilar na Avenida", abrindo assim os festejos do Carnaval.
Augusto Pereira na 51.ª Conversa na Taberna
Mudam-se os tempos, renovam-se as saudades
À mesa da Taberna do Museu Rural e do Vinho, Augusto Pereira recordou o passado, fez um retrato do presente e perspetivou o futuro. Foi mais uma edição das Conversas na Taberna, no passado dia 30 de janeiro, que contou com as histórias e os pontos de vista deste empresário e dirigente associativo, natural da Ota, mas com fortes ligações ao Cartaxo.
“O mundo é composto de mudança”, já dizia o poeta Luís de Camões. As naturais mutações da sociedade têm criado uma distância cada vez maior em relação aos meios, aos costumes, aos hábitos, às raízes, às origens das quais descendemos. Os laços que nos ligam ao passado vão sendo muitas vezes quebrados pela constante novidade, que criam diferença, mas não indiferença a Augusto Pereira.
Tal como muitos da sua geração, Augusto Pereira não encontra muitas semelhanças entre a juventude que viveu e a forma como vivem hoje os jovens. Crenças, valores, educação e formação – tudo está diferente. Em alguns aspetos, os tempos mudaram a sociedade para melhor, noutros casos nem por isso.
Augusto Pereira tem 46 anos e nasceu e cresceu na Ota, concelho de Alenquer, em pleno meio rural. Muitas das suas aventuras de menino foram vividas entre as caldeiras de aguardente e os tonéis da adega da quinta da família, junto dos homens que sabiam trabalhar a terra e manobrar as máquinas.
Aos 9 anos, Augusto Pereira entrou para um colégio particular em Rio Maior. Rapazes de um lado, raparigas do outro – espreitar por cima do muro só estava à altura dos mais aventureiros sem vertigens e sem medo das represálias do rigoroso diretor.
O liceu de Vila Franca de Xira foi o seu novo destino a partir dos 16 anos, onde frequentou o curso de eletrotecnia. Mais tarde, ingressou na Força Aérea, tendo aí permanecido sete anos como voluntário.
Desde cedo que teve o seu próprio negócio – primeiro formou uma empresa que se dedicava à criação de minhocas, depois mudou de ramo e criou uma empresa de embalagens de plástico e atualmente possui uma outra que comercializa pedras para jardim.
Augusto Pereira casou e é pai de dois filhos. Escolheu Almoster para viver e foi a partir dessa altura que passou “a fazer vida no Cartaxo”. A relação com a comunidade cartaxeira foi-se intensificando à medida que os filhos foram crescendo. Como pai presente que faz questão de ser, gosta de se envolver nos projetos e atividades em que eles participam.
“Soube que havia um agrupamento de escuteiros no Cartaxo e pensei em inscrever lá os meus filhos. Eu tinha também pertencido a um agrupamento na Ota, dos 9 até aos 23 anos. Aqui no Cartaxo souberam dessa minha ligação e pediram-me colaboração. Acordei o bichinho que tinha dentro de mim, e nunca mais de lá saí”.
Augusto Pereira é hoje chefe do agrupamento e é com satisfação que fala do trabalho e das atividades que têm sido desenvolvidas pelos escuteiros e da evolução que o agrupamento tem registado ao longo dos anos.
“O agrupamento do Cartaxo tem crescido ano após ano e hoje temos um efetivo de 140 pessoas. Tem sido feito um bom trabalho na co-educação dos jovens”, ainda que “hoje os jovens tenham muitas alternativas e não seja fácil cativá-los para determinado movimento que tenha a ver com a Igreja, porque sente-se um afastamento generalizado por parte dos jovens”.
O trabalho que tem desenvolvido com os mais novos dá-lhe também a oportunidade de os conhecer melhor – a forma como pensam, o que gostam de fazer, as suas expetativas para o futuro.
Na visão de Augusto Pereira, o Cartaxo tem também seguido o caminho do progresso – melhores acessibilidades, escolas de qualidade, espaços verdes, parques desportivos, etc. Não esqueceu igualmente as suas raízes, e a recuperação das Festas da Cidade e da Procissão dos Passos são dois exemplos que provam isso mesmo.
Mas mais do que nunca, “é importante que o Cartaxo volte às suas origens”. O Cartaxo e o país, os cartaxeiros e os portugueses, agora que se enfrenta “uma crise económica, mas também de valores e de oportunidades”.
“Os jovens sentem-se frustrados, ou porque não têm emprego, ou porque o que fazem não é compatível com o curso que tiraram. O conhecimento é fundamental para uma sociedade mais rica e mais culta, mas isso não quer dizer que todos tenham de ser doutores ou engenheiros. É preferível ser um bom sapateiro do que um mau médico”.
E porque a educação está na base da formação de gerações, “a primeira fonte de transmissão de valores é a casa. A partir daí, somos todos nós, a sociedade”.