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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014
CARTAXO JÁ RECEBEU PAEL

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A Câmara Municipal do Cartaxo recebeu, no dia 11 de novembro, a primeira tranche do Plano de Apoio à Economia Local – (PAEL), à qual tinha apresentado candidatura em 2012, e cujo processo se encontrava parado, por não ter havido resposta da Câmara às 21 perguntas colocadas pelo Tribunal de Contas (TC), à autarquia, em janeiro de 2013.

 

Desde a tomada de posse, em outubro do mesmo ano, que o novo Executivo deu prioridade a este Plano. Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal, explica que “depois um grande esforço da área de Gestão e Finanças, que eu próprio e o vice-presidente acompanhámos de perto, e de muitas reuniões de trabalho junto do TC e da DGAL, assim como da secretaria de estado, conseguimos responder e assegurar o visto do TC, que nos foi comunicado na última semana de outubro. Foi uma luta difícil, que demorou um ano, porque a Câmara esteve muito tempo sem responder e sem enviar a informação que tinha sido solicitada”.

 

Para o autarca, foi “lamentável o tempo que decorreu sem que se tivesse respondido ao TC”, reconhecendo que “os fornecedores foram os principais prejudicados, mas a Câmara Municipal também perdeu muito, quer em termos de credibilidade, que é talvez o mais difícil de recuperar, quer em termos financeiros”, referindo-se ao facto de a Câmara “ter sido obrigada a pagar faturas que estão incluídas no PAEL” e que agora não poderão ser comtempladas, “o que reduzirá o valor a receber para um máximo de 15,6 milhões de euros, em vez do total aprovado pelo TC, que é de 17,6 milhões”.

 

O presidente da Câmara considera que “o dinheiro gasto com processos de execução e processos judiciais decorrentes de dívida que poderia ter sido paga com o PAEL, representa uma perda para todos”, explicando que “tudo o que gastámos em processos judiciais, poderia ter sido usado para pagamento a fornecedores, resolvendo o problema a quem esperava e libertando a Câmara do peso da dívida, não foi apenas tempo que se perdeu, foi muito dinheiro”.

 

 

DIREITOS DA CRIANÇA UNIRAM ALUNOS DO CARTAXO E DE CABO VERDE

O dia 20 de novembro foi um dia muito diferente do habitual para crianças, professores e trabalhadores de todas as escolas do 1.º ciclo e jardins de infância do concelho do Cartaxo, que saíram de casa em pijama e assim passaram o dia, participando em inúmeras atividades que promoveram a mensagem - uma criança tem direito a crescer numa família.

 

Foi também esta a mensagem que os alunos da turma do 3.º A da Escola Básica n.º 3 do Cartaxo, quiseram fazer chegar a outras crianças que estavam muito longe da sua escola, mas muito próximas no entusiasmo de se conhecerem – as crianças das escolas das ilhas de Santiago e São Vicente, em Cabo Verde – às quais se ligaram em tempo real, com a ajuda das novas tecnologias.

 

Ficar um dia inteiro de pijama em nome dos direitos da criança

Quem tivesse chegado desprevenido à Escola Básica n.º 3 do Cartaxo, pensaria que tinha sido o frio e a chuva que se faziam sentir lá fora, que tinham levado crianças, professoras e auxiliares, a manter os pijamas vestidos para ir às aulas, mas a agitação, a alegria de todos, as correrias e os sorrisos, mostravam que estar de pijama pode ser confortável, mas que ali não era sinónimo de sossego, frio ou doença, era sim um modo de marcar a diferença para assinalar um aniversário muito especial – os 25 anos da Convenção dos Direitos da Criança.

 

A iniciativa não se limitou a ir de pijama para a escola, as meninas e meninos que neste dia levaram pela mão coelhos e ursos de peluche, bonecas e almofadinhas com corações, chegaram aqui depois de terem participado em atividades que envolveram os pais e toda a comunidade escolar, na recolha de fundos destinados a ajudar crianças desfavorecidas – o Dia Nacional do Pijama –, um dia educativo e solidário feito por crianças que ajudam outras crianças.

 

A sala da turma do 3.º A esteve em Cabo Verde

É verdade que foram as novas tecnologias que levaram os alunos e alunas do 3.º A, da Escola Básica n.º 3 do Cartaxo a Cabo Verde, mais precisamente às ilhas de Santiago e S. Vicente, mas a receção que tiveram, não podia ter sido melhor.

 

Na Escola Secundária Manuel Lopes, na Calabaceira, cidade da Praia, centenas de crianças prepararam canções e fizeram perguntas, ouviram a história do Menino que Não Sabia Brincar e o hino do Dia Nacional do Pijamacantado a “plenos plumões” a partir de Portugal. De Cabo Verde, uma menina perguntou “como acabam com o sofrimento das crianças em Portugal” e do Cartaxo, a Maria Inês respondeu prontamente, “com amor, com amizade e às vezes com partilha”.

 

Partilha foi o que aconteceu entre crianças que se conheceram por momentos, descobriram que em “Portugal faz frio mas em Cabo Verde está calor, estavam todos de manga curta”, e que igualaram em sorrisos e alegria um momento que foi “muito especial para todos”, como referiu a Mariana, no Cartaxo.

 

A partir da cidade da Praia, o Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso Ramos, e a presidente da ACRIDES, Lourença Tavares, falaram com as crianças, referindo a importância da Convenção e da necessidade de continuar a trabalhar para que os seus direitos sejam cada vez mais assegurados. Lourença Tavares referiu, também “a ajuda que a população do Cartaxo tem dado a Cabo Verde, através do CLR-Project, temos uma biblioteca equipada, com livros que chegaram do Cartaxo e constituem um gesto de grande solidariedade”.

 

Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, que acompanhou a iniciativa, referiu também o trabalho desenvolvido pelo CLR-Project “que tem conseguido unir os nossos povos, num trabalho solidário exemplar”, lembrando que o Cartaxo “tem um acordo de geminação com a cidade de Brava, em Cabo Verde, pelo que este dia tem para nós um significado muito especial, é um dia em que podemos conversar e ver os nossos irmãos de Cabo Verde”.

 

As crianças que em Cabo Verde saem da escola e passam o resto do dia nas ruas, sem apoio familiar, foram a preocupação de um menino que a partir da Cidade da Praia, perguntou “o que podemos nós fazer?”, o presidente da Câmara do Cartaxo afirmou que “essa é uma pergunta que nos comove, nós em Portugal temos ainda muito para fazer até se cumprirem todos os direitos da criança que hoje celebramos”, referindo que “também aqui temos problemas, o desemprego dos pais leva algumas crianças a chegarem à escola com fome, temos ainda casos de crianças que não frequentam a escola, o que podemos fazer é estar unidos enquanto comunidade, trabalharmos todos os dias para que as novas gerações tenham mais oportunidades e para isso é preciso criar emprego, para que os pais tenham rendimentos”, o autarca assegurou ainda que “quem tem mais deve partilhar com quem tem menos, sozinhos não conseguimos mudar o mundo, mas podemos mudar a vida dos que estão à nossa volta”.

 

Depois das conversas, das canções, das preocupações e das ideias partilhadas, as crianças despediram-se, cantando mais uma vez o hino da Missão Pijama que fez neste dia, muito sentido – “o melhor está p’ra vir, vai começar, já não há volta a dar, põe os braços no ar, aqui o dia é de luz”.



publicado por Noticias do Ribatejo às 12:31
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Almeirim conquista títulos no Distrital de Fundo

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No fim-de-semana de 22 e 23 de Novembro disputou-se nas piscinas Municipais de Ponte de Sôr o Campeonato Distrital de Fundo das categorias de Infantis e Juvenis. Este campeonato foi disputado por 175 nadadores que representaram 21 clubes das Associações de Natação de Santarém e Interior Centro.

Neste campeonato a classificação final é o resultado do somatório dos pontos obtidos pelos nadadores em cada uma das provas disputadas e que são atribuídos em função dos tempos obtidos e de acordo com as regras da Federação Internacional de Natação (FINA). Os nadadores do género masculino disputam as provas de 1500 Livres e 400 Estilos e as nadadoras do género feminino disputam as provas de 800 Livres e 400 Estilos.

A Secção de Natação da Associação Vinte Quilómetros de Almeirim fez-se representar por 12 atletas e trouxe o título de Vice-Campeã Distrital de Fundo em Infantis A conquistado pela nadadora Filipa Fitas, o título de Vice-Campeã Distrital de Fundo em Juvenis A conquistado pela Mariana Domingos e as medalhas de bronze Distrital obtidas pelo Diogo Martins (Infantil A) e pelo Miguel Cruz (Juvenil A).

Em Infantis A, Filipa Fitas conquistou o título de Vice-Campeã Distrital de Fundo ao obter o segundo melhor tempo nas duas provas que constituem o Campeonato: os 400 Estilos com 5:52,86 e os 800 Livres com 10:15,70. Estes resultados garantem-lhe o acesso aos Campeonatos Nacionais. Carolina Pisco classificou-se em 5º lugar. O sector masculino deste escalão, através de Diogo Martins, conquistou a medalha de bronze. Os restantes nadadores também tiveram um desempenho digno de relevo, sendo de destacar o 4º lugar obtido pelo João Marques e o 5º lugar alcançado pelo João Lopes tendo ainda estes nadadores obtido resultados que lhes permitem o acesso aos Campeonatos Nacionais. Por último é ainda de assinalar o 8º lugar obtido pelo Afonso do Canto.

O título de Vice-Campeã Distrital de Fundo de Juvenis A foi obtido por Mariana Domingos que ao terceiro lugar na prova de 400 Estilos (5:42,95) juntou o quinto lugar na prova de 800 Livres (10:33,71). Neste escalão, Mafalda Cabaça obteve o 5º lugar e Ana Ferreira classificou-se na 6ª posição. No sector masculino do escalão de Juvenis A, Miguel Cruz conquistou a medalha de bronze ao ser terceiro nas duas provas disputadas: 400 Estilos com 5:00,59 e 1500 Livres com 17:38,34. Bernardo Aguiar obteve o 8º lugar e João Tiago Almeida classificou-se na 10ª posição.

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publicado por Noticias do Ribatejo às 10:20
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2014
Tomar recebe cidades espanholas para preparar criação da Rota Europeia de Cidades Templárias

A presidente da Câmara de Tomar com o alcaide de Ponferrada na visita àquela cidade em Julho

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Tomar vai acolher, entre quinta-feira e sábado, dias 27 a 29 de Novembro, um conjunto de reuniões trilaterais com as cidades de Ponferrada e Monzón, as quais já manifestaram publicamente o seu interesse em constituir uma candidatura conjunta para o desenvolvimento de uma Rota Europeia de Cidades Templárias. De Ponferrada estará presente o alcaide Samuel Arias, acompanhado da concejal (vereadora) do Turismo Monserrat, e de Monzón o primier tenente de la alcaldesa (vice-presidente) Javier Vilarrubí, acompanhado pelo concejaldo Turismo, Jesus Guerrero.
Os participantes serão recebidos oficialmente no Palácio de D. Manuel na sexta-feira, dia 28, pelas 9h30, visitando em seguida o Castelo Templário e o Convento de Cristo. Durante a tarde, haverá reuniões de trabalho, terminando o dia com um jantar templário.
O sábado começará com uma visita ao Castelo Templário de Almourol, seguindo-se um almoço de trabalho, em Tomar, para aprovação das conclusões do encontro, que terminará com visitas à Sinagoga de Tomar (a mais antiga de Portugal) e à igreja de Santa Maria dos Olivais, onde estão sepultados os mestres templários.
A Rota Europeia de Cidades Templárias pretende fazer chegar aos turistas a temática templária, tendo por base territórios diversos, com diferentes estádios de conservação da sua memória; identificar elementos originais de património material ou imaterial, de ligação com ordens conexas, como por exemplo os Cistercienses, os Hospitalários ou de Calatrava, que possam valorizar os seus territórios numa perspectiva de desenvolvimento sustentável; identificar os locais significativos, já visitáveis ou que o possam ser no futuro, em Portugal, Espanha, França, Itália e Grã-Bretanha, sem excluir outros na Europa ou Médio Oriente, onde a presença templária ajudou a construir e a desenvolver cidades; e potenciar, através do Programa Europeu SUDOE, o intercâmbio cultural e a presença institucional das diferentes cidades templárias.
Tomar, herdeira natural das sedes ancestrais das Ordens de Cristo e dos Templários no contexto nacional, e onde a marca templária tem vindo a ser cada vez mais dinamizada, tem sido motor da constituição desta Rota com o estabelecimento de contactos com diversas cidades europeias.
Para além de todo o legado templário, Tomar apresenta ainda como pontos fortes para incluir nesta rota a herança judaica consubstanciada na sua Sinagoga, o facto de ser um importante ponto de passagem dos Caminhos de Santiago e as festividades pagãs da fertilidade da terra apropriadas pela Igreja Católica nesse espectáculo único que é a Festa dos Tabuleiros.
Depois deste encontro com Ponferrada e Monzon, que se segue à recente visita a Troyes, em França, Tomar terá irá estabelecer contactos com outras cidades europeias já no primeiro trimestre de 2015, com vista a convidá-las para se juntarem a esta iniciativa conjunta, de forma a poderem ser apresentadas, o mais tardar em 2016, várias candidaturas conjuntas, quer para a vertente de investigação, quer para a de animação, com vista à concretização no terreno da Rota Europeia de Cidades Templárias.

 



publicado por Noticias do Ribatejo às 18:22
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SALVATERRA DE MAGOS: Moção Revogação do Aumento do Horário de Trabalho nos Serviços Municipais de Salvaterra de Mago

Revogação do Aumento do Horário de Trabalho nos Serviços Municipais de Salvaterra de Magos

 

 Considerando que:

 

1 - O Governo impôs o aumento do horário de trabalho na Administração Pública Central e Local de 35 horas semanais para 40 horas, sob o argumento da igualização do horário de trabalho com o praticado no sector privado, escondendo que esse é o limite máximo, mas que em muitos locais de trabalho e sectores o horário de trabalho praticado é efectivamente inferior.

 

2 - O aumento de 35 para 40 horas semanais não traz maior produtividade aos serviços nem vai tornar mais eficaz o atendimento aos munícipes, objectivos que devem encontrar soluções no âmbito organizacional e da formação.

 

3 - O aumento do horário de trabalho consubstancia uma perda de direitos e da retribuição, faz crescer os factores de descontentamento e de mal-estar laboral que, esses sim, prejudicam a produtividade e a identificação dos trabalhadores com os objectivos de serviço público do município.

 

4 - Além disso, o prolongamento da jornada de trabalho prejudica vincadamente a vida pessoal dos trabalhadores e agrava as dificuldades na articulação com as suas responsabilidades familiares e sociais.

 

5 - Constituindo claramente uma desvalorização salarial (há quem a avalie em cerca de 14%) e uma pressão para a redução de postos de trabalho, o aumento do horário de trabalho não encontra qualquer justificação, nem argumentos, a favor dos trabalhadores e do próprio município.

 

6 – O aumento do tempo laboral para as 40 horas, a par do ataque aos direitos dos trabalhadores da Administração Pública Central e Local, concretiza mais um corte brutal da despesa pública e prepara uma vaga de despedimentos, anunciada na proposta de Orçamento do Estado-2014, agravando a recessão económica e as condições sociais no município e no país.

 

7 – As centrais sindicais CGTP-IN e UGT já se pronunciaram considerando inconstitucional o diploma, tendo a verificação da sua constitucionalidade já sido suscitada junto do Tribunal Constitucional.

 

8 – Nos termos do artigo 241.º, n.º 1 da Constituição da República Portuguesa as autarquias locais dispõem de quadros de pessoal próprio, nos termos da lei, constituindo este preceito um corolário do Princípio da Autonomia das Autarquias Locais.

 

9 – Nos termos do artigo 35.º, n.º 2, alínea a) do Anexo I da Lei n.º 75/2013, de 12 de Setembro, compete ao Presidente da Câmara Municipal decidir todos os assuntos relacionados com a gestão e direcção de recursos humanos afectos aos serviços municipais.

 

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, reunida em 19 de Novembro de 2014, deliberou:

 

Ao abrigo do artigo 25.º, n.º 2, alínea k) do Anexo I da Lei n.º 75/2013, de 12 de Setembro, e do Princípio da Autonomia das Autarquias Locais a revogação do aumento do horário de trabalho dos funcionários de todos os serviços do município.

 

Salvaterra de Magos, 19 de Novembro de 2014

 

A presente Moção vai ser remetida às seguintes entidades:

* Presidente da Assembleia da República

* Grupos Parlamentares da Assembleia da República

* Central Sindical CGTP-IN

* Central Sindical UGT

* Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos

* Juntas de Freguesia do Concelho

* Órgãos da comunicação social

 

A Moção foi apresentada pelos senhores Vereadores eleitos do Bloco de Esquerda

e aprovada por unanimidade.

 

 

Salvaterra de Magos, 24 de Novembro de 2014.

 

 

O Presidente da Câmara Municipal



publicado por Noticias do Ribatejo às 18:21
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RIACHOS: Corte do Abastecimento de Água em Riachos e Casais Castelos, sexta-feira, dia 28 de novembro

Corte do Abastecimento de Água em Riachos e Casais Castelos, sexta-feira, dia 28 de novembro

 

A Águas do Ribatejo informa que devido a intervenções no Sistema de Abastecimento de Riachos para fazer ligações à nova conduta, são previsíveis constrangimentos e cortes, no abastecimento de água, no dia 28 de novembro (sexta-feira), entre as 09h00 e as 11h00, nos seguintes locais:     

 

  • Loteamento do Parque Verde
  • Rua das Escolas
  • Rua da Capela nos Casais Castelos


publicado por Noticias do Ribatejo às 18:19
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Grandiosa Noite de Fados no Centro Cultural Azambujense

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 No próximo dia 29 de Novembro, pelas 21h00, a Secção de Fados do Centro Cultural Azambujense irá levar a cabo uma Grandiosa Noite de Fados na sua Colectividade.

 

Informa-se que servimos jantares (Sopa, bacalhau, torricado, linguiça assada, entre outros).

 

Venha assistir a este espectáculo e desta forma estará a contribuir para a continuidade desta Escola de Fado.

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publicado por Noticias do Ribatejo às 11:54
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Avisan 2014: Uma mostra rica em exotismo com centenas de epécies em exposição

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Tem início na próxima sexta-feira, 28 de Novembro, mais uma edição da Avisan - Exposição Nacional de Aves, Animais de Companhia, Equipamentos e Acessórios, certame que se realiza no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, e que se prolonga até dia 30.

 

Durante o evento, os visitantes terão oportunidade de ver em exposição exemplares das mais variadas espécies,entre aves, animais domésticos e exóticos.

 

Paralelamente, uma mostra comercial com tudo o que é necessário para animais de estimação com equipamentos e acessórios, permitirá uma escolha variada para quem pretende adquirir este tipo de produtos.

 

Ao longo de três dias estarão patentes várias iniciativas como a 5ª Exposição de Pombos de Desporto (28 a 30 Novembro - Org. Associação Columbófila do Distrito de Santarém), Shows mistos de Araras, Aves de Rapina e Répteis (28 a 30 de Novembro - Org. Aquashow), Shows de Araras - (28 a 30 de Novembro - Org. FBA), Exposição de Galinhas (28 a 30 Novembro – Org. Associação Lusa de Criadores de Aves de Capoeira), Apresentações e Interacção com Animais (28 a 30 Novembro – Org. Alvespets), o 37º Concurso Nacional de Porquinhos-da-Índia (29 Novembro - Org. CAPI), a 13ª Exposição Nacional do Gloster - (29 e 30 Novembro - Org. Gloster Clube de Portugal), o 8º Show Nacional do Periquito Ondulado - (29 e 30 Novembro -  Org. Sociedade Portuguesa do Ondulado), a 8ª Exposição Oficial de Coelhos Anões (29 e 30 Novembro – APCA), Apresentações e Interacções com animais (Org. Alvespets) e ainda Passeios a Cavalo promovidos pelo Picadeiro Quinta de São José.

 

Reptéis e Animais Exóticos em Exposição

 

Ao longo de três dias os visitantes poderão apreciar várias exibições de répteis que contarão com diversos exemplares como cobras, iguanas, tarântulas, dragões de comodo, entre outros. Esta exposição tem como objetivo mostrar ao público que estas espécies são mesmo animais de companhia e que ocupam uma posição fulcral no nosso ecossistema.

                           

Durante os três dias do evento os visitantes também poderão deliciar-se e ver “ao vivo” vários animais exóticos como Suricatas, Cangurus, Doninhas, entre outros. Com esta mostra, a organização tem como intuito  demonstrar a importância destes seres vivos no meio ambiente e respetivos habitats, além de permitir ao público um maior conhecimento sobre a natureza.

 

 

21ª Exposição Canina Nacional de Santarém e 15ª Exposição Canina Internacional de Santarém

 

A Avisan recebe a  21ª Exposição Canina Nacional de Santarém e a 15ª Exposição Canina Internacional de Santarém a 29 e 30 de Novembro, respectivamente.

 

Estas iniciativas que contam com a colaboração do Clube Português de Canicultura, vão premiar o melhor exemplar com o título “Best in Show”.

 

Os animais, divididos em grupos de acordo com as suas raças, vão ainda disputar os prémios para “Jovem Promessa Macho”, “Jovem Promessa Fêmea”, “Melhor Par” “Melhor Grupo de Criador” “Melhor Veterano”, “Melhor Bebé”, “Melhor Cachorro” e “Melhor Exemplar das Raças Portuguesas”.

 

Durante a Exposição Canina Internacional será ainda premiado o “Melhor Jovem Apresentador”.

 

No âmbito das Exposições Caninas, irão decorrer Monográficas de raças como “Bulldog”, “Dogue de Bordéus” e “Collies” a 29 de Novembro, enquanto no dia 30 estará em destaque o “Cão de Pastor Alemão”.

 

4ª Exposição Internacional de Gatos de Santarém

 

A 4ª Exposição Internacional de Gatos de Santarém realiza-se a 29 e 30 de Novembro e é organizada pelo Clube Português de Felinicultura, único órgão reconhecido oficialmente em Portugal, detentor do Livro de Origens Português e membro da Federação Internacional Felina – FIFe, maior órgão Felino a nível mundial.

 

Nestas Exposições estarão presentes cerca de 180 exemplares vindos de diversos países (Portugal, Espanha, França e Itália – cerca de 40% dos expositores são estrangeiros). O público terá ocasião de apreciar raças de gatos como Persas, Exóticos, Bosques da Noruega, Maine Coon, Sagrados da Birmânia, Europeus, Abissínios, Brithish, Chartreux, Azul Russo, Somali, Bengal, Siameses, Orientais, etc. Estes exemplares serão julgados por quatro Juízes Internacionais vindos expressamente para esse efeito.

 

No sábado será organizado um concurso especial para a raça Brithish e será realizada uma palestra e apresentação da raça.

 

Conferências e Workshops

 

Os debates também marcam a Avisan. No sábado, 29 de Novembro, realce para o colóquio “Importância da detenção e reprodução de espécies exóticas em cativeiro para a preservação na natureza  – Apresentação da Exposição Animais Exóticos – O que é um animal exótico?” e para a Sessão de Esclarecimento sobre a “Legislação para

 

 

a detenção de Animais Exóticos; Problemática das Espécies Invasoras”, iniciativas organizadas pela empresa Alvespets e que decorrem no Estúdio às 14.30h e 16.30h, respectivamente.

 

“Cuidar do Cão da Serra da Estrela / Rearing The Estrela Mountain Dog” é o título do livro de Manuela Paraíso que irá ser lançado durante a Avisan, no dia 29 de Novembro, pelas 15.30 horas. Esta obra pretende responder às questões e dúvidas de muitos proprietários de exemplares e interessados na raça e contém diversas informações sobre o “Cão da Serra da Estrela”.

 

No domingo, 30 de Novembro, destaca-se a Palestra “Uma Incursão ao Universo do Adestramento Científico” e a “Demonstração do Método de Adestramento Científico em obediência básica, obediência avançada e em guarda e defesa”. Estas acções estão a cargo do Adestramento Positivo Project e realizam-se às 15.00h e 17.00h, respectivamente.

 

Avisan na “Rede”

 

A edição de 2014 da Avisan está em destaque na Internet. Este ano a organização apostou na criação do sitewww.avisan.pt onde se pode encontrar toda a informação inerente ao evento, assim como nas redes sociais Facebook e Instagram.

 

Neste âmbito, surge também a “Aplicação Avisan 2014”, cujo download poderá ser efectuado em www.cnema.pte www.avisan.pt. Para além de uma maior promoção da Feira, o objectivo é estar on-line em qualquer lugar e em vários dispositivos.

 

Com a utilização das novas tecnologias, o objectivo é permitir que se acompanhe todo o programa do evento além dos usuários terem a possibilidade de obter informação sobre o valor das entradas, o mapa de localização ou a história da Avisan bastando um pequeno toque no ecrã dos aparelhos para reencaminhar a chamada para os serviços do CNEMA.

 

HORÁRIOS

Sexta-feira, 28 Novembro:    10h00 às 20h00

Sábado, 29 Novembro:          10h00 às 20h00

Domingo, 30 Novembro:       10h00 às 20h00

Sexta-feira, 28 Novembro: Visita de Escolas e I.P.S.S.

 

ENTRADAS


Bilhete: 4,00 € (Válido para apenas uma entrada)
Entrada gratuita para crianças até aos 11 anos (inclusive)
Parque de Estacionamento Gratuito



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BENAVENTE: Corte do Abastecimento de Água em Benavente, quinta-feira, dia 27 de novembro

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 A Águas do Ribatejo informa que devido a intervenções no Sistema de Abastecimento de Benavente, são previsíveis constrangimentos e cortes, no abastecimento de água, no dia 27 de novembro (quinta-feira), entre as 08h00 e as 13h00, nos seguintes locais:     

  • Azinhaga do Contador
  • Caminho nº3
  • Azinhaga dos Mouchões
  • Parte da EN118 (entre a rotunda das Casas Amarelas e a Rotunda de Vale Tripeiro)


publicado por Noticias do Ribatejo às 11:48
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014
TORRES NOVAS: Estrada Esfomeada . para crianças a partir dos 8 anos

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publicado por Noticias do Ribatejo às 21:05
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SANTARÉM: Projeto "Família do Lado" juntou à mesa pessoas de diversas nacionalidades

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Famílias de diferentes nacionalidades sentaram-se à mesa, no dia 23 de novembro, no concelho de Santarém, para viajar sem sair de casa e, ao mesmo tempo, contribuir para quebrar barreiras e acabar com preconceitos. A iniciativa, que aconteceu pelo terceiro ano em Santarém, insere-se no projeto internacional de promoção da interculturalidade "Família do Lado", que começou em 2004 na República Checa.  

Este ano participaram nesta atividade 20 imigrantes e 21 autóctones, num total de 15 famílias com as seguintes nacionalidades: portuguesa, ucraniana, russa, bielorrussa, brasileira e moldava.

O projeto “Família do Lado” é uma iniciativa através da qual uma família aceita acolher em sua casa uma família que não conheça, constituindo-se pares de famílias - uma imigrante e outra autóctone (ou vice versa) - para a realização de um almoço-convívio, típico da sua cultura, como forma de acolhimento do “Outro”.


O evento, que decorreu em oito países em simultâneo - República Checa, Itália, Espanha, Hungria, Malta, Eslovénia, Bélgica e Portugal -, tem como objetivo melhorar o processo de integração da população imigrante a residir em Portugal, fomentando a aproximação das comunidades imigrantes às de acolhimento.

 

O projeto transnacional assenta no conceito de “Bairros Inclusivos” e é desenvolvido pelo Alto Comissariado para as Migrações - ACM, em parceria com a Rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes - CLAII.

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SANTARÉM: Paços do Concelho palco da sessão de encerramento das Comemorações dos 40 anos do 25 de Abril em Santarém

A sessão de encerramento das Comemorações dos 40 anos do 25 de Abril em Santarém, vai ter lugar no próximo dia 6 de dezembro, às 16h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, após um ano de comemorações que decorreram em Santarém e freguesias do Concelho.

Ricardo Gonçalves, Presidente da Câmara de Santarém, João Luís Madeira Lopes, Presidente da Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril em Santarém, Coronel António Garcia Correia, em representação da Associação 25 de Abril e Coronel Joaquim Correia Bernardo, Capitão de Abril, são os intervenientes na sessão que, na abertura, conta com o Conservatório de Música de Santarém, a par de outros momentos de canto e poesia.

 

Adelino Gomes e Alfredo Cunha apresentam o livro “Os Rapazes dos Tanques”

 

No decorrer da sessão de encerramento das Comemorações dos 40 anos do 25 de Abril é lançado o livro “Os Rapazes dos Tanques, de Adelino Gomes e Alfredo Cunha, que pela primeira vez, dá voz conjunta aos militares das unidades de Cavalaria que estiveram frente a frente no dia 25 de Abril de 1974 – entre eles, o cabo-apontador, José Alves Costa.



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TORRES NOVAS: Lançamento da Nova Augusta nº 26 dia 30 de novembro

 

 

No dia 30 de novembro, domingo, será lançado o mais recente número da revista de cultura do Município de Torres Novas, aNova Augusta. A sessão terá lugar no Museu Municipal Carlos Reis, a partir das 16 horas.

 

O 26.º número da Nova Augusta assinala de forma especial o 150º aniversário do nascimento de Gustavo Pinto Lopes, fundador da biblioteca e do museu municipais que, como se refere na nota introdutória «anteviu a importância de que se revestia a publicação de obras e estudos de história local e que incentivou, naqueles anos 30 do século passado, a edição de importantes obras de Artur Gonçalves, um gesto decisivo, na sua durabilidade material e imaterial, para a perceção que temos hoje do que é a nossa comunidade concelhia, a nossa identidade histórica e cultural e a missão a que, em prol dela, devemos dar continuidade».

 

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A presente edição inclui catorze artigos das seguintes secções: História (Maria da Conceição Geada e Manuel Geada, Gabriel de Oliveira Feitor, António Mário Lopes dos Santos, Cátia Salvado Fonseca e Tiago Cubeiro), História de Arte (Paulo Gregório, Joaquim Rodrigues Bicho e Franklin Pereira), Personalidades e Biografias (Manuela Poitout), Estudos Sociais (João Carlos Lopes), Arqueologia (Marco Liberato e Helena Santos, João Palla Lizardo, Sandra Lourenço e Gertrudes Zambujo) e Fontes (Luís Batista).

 

A terminar, o habitual 2013 em Revista, que enumera alguns dos principais acontecimentos que marcaram o ano no concelho, em áreas tão diversas como cultura, desporto ou sociedade.

 

De recordar que a revista Nova Augusta foi fundada em 1962, tendo nessa altura sido editados apenas dois números. A revista só voltaria a ser publicada em 1981, terminando esta segunda fase em 1984. A partir de 1991 a sua edição foi quase ininterrupta, com apenas um hiato de dois anos. É hoje uma publicação inteiramente vocacionada para os estudos locais, nomeadamente, nas áreas da história, geografia, arqueologia, etnografia e património do concelho de Torres Novas.



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TORRES NOVAS: AGENDA CULTURAL

8 de novembro | sexta

Clube de Leitura

18h | BMGPL, cafetaria | Todos os públicos

249 810 310 | biblioteca@cm-torresnovas.pt

 

 

28 e 29 de novembro | sexta e sábado

Lab Criativo

Estrada Esfomeada . de Vera Alves

Sexta 10h30 e 14h30 – escolas | sábado 11h – famílias | Teatro Virgínia | 2.º ciclo | 50min | 2€ escolas | 3€ famílias | lotação limitada a 45 pessoas

249 839 305 | seducativo@teatrovirinia.com

 

 

29 de novembro | sábado

Falar de Barriga Cheia

Promoção e mediação de leitura para futuros pais

11h | BMGPL, oficina do conto | Público-alvo: grávidas a partir das 24 semanas | Gratuito | Duração: 50’

Contacto e inscrições: 249 810 310 | biblioteca@cm-torresnovas.pt

 

Música | Andamentos

10.º Encontro de Agrupamentos de Câmara Juvenis

Ensemble Crescendo, Ensemble de Guitarras Phydelius, Orquestra de Câmara Phydellius, Orquestra Molto Vivace

16h| BMGPL, auditório

249 810 310 | biblioteca@cm-torresnovas.pt

 

 

3 de dezembro | quarta

O Pai Natal ou Menino Jesus, o juiz decide!

Teatro de Natal protagonizado pela população reclusa do Estabelecimento Prisional de Torres Novas

15h | Centro de dia de Carvalhal da Aroeira | Entrada gratuita | Duração: 30’ a 60’

249 810 790 | dis@cm-torresnovas.pt

 

Palestra sobre autismo (Son-rise program)

17h | BMGPL | Todos os públicos | Entrada gratuita

249 839 090 | Inscrição: de.gape@cm-torresnovas.pt |

 

 

3 a 5 de dezembro | quarta a sexta

Música . Teatro . Dança

Reabilitar em Palco . IV Festival das Artes na Área da Deficiência (consultar programa específico)

Teatro Virgínia, Teatro Maria Noémia e Cine-Teatro S. Pedro | Público alvo: espetáculos para todas as idades

249 839 309 | bilheteira@teatrovirginia.com | www.teatrovirginia.com

 

 

5 de dezembro | sexta

Apresentação de livro

Biblioteca PessoaL (Chiado Editora), de José-Alberto Marques

21h30 | BMGPL, sala do conhecimento | Todos os públicos | Entrada gratuita

249 810 310 | biblioteca@cm-torresnovas.pt

 

Cinema . Documentário

Vida Ativa . de Susana Nobre

Teatro Virgínia | M 12 anos . 90 min . 2013 . Portugal . 3€ / 2€ sócios do cineclube

249 839 309 | bilheteira@teatrovirginia.com | www.teatrovirginia.com

 

 

6 a 8 de dezembro | sábado a segunda

Azeit’Aire - III Festa do Azeite Novo (consultar programa específico)

Vale da Serra (Pedrógão)

249 831 421 | jfreguesia@jf-pedrogao.pt

 

 

6 de dezembro | sábado

Ateliê | Animação

O Feiticeiro das Estórias

(lendas e fábulas remisturadas e recontadas pelo mago dos feitiços e das brincadeiras de bom gosto)

11h | BMGPL, Oficina do Conto | dos 4 aos 10 anos | Entrada gratuita | Duração: 30’ a 60’

249 810 310 | biblioteca@cm-torresnovas.pt

 

Apresentação de livro

O Gato Branco do Bar 42 (Lua de Marfim), de Maria João Gonçalves

16h | BMGPL, sala polivalente | Todos os públicos | Entrada gratuita

249 810 310 | biblioteca@cm-torresnovas.pt

 

 

7 de dezembro | domingo

Shot de Arte, com Graça Martins, artista e investigadora em Educação Artística

16h30 | Museu Municipal Carlos Reis | 15 a 30m | Todos os públicos

249 812 535 | museu.municipal@cm-torresnovas.pt

 

 

 

Exposições

Até 2 de janeiro de 2015

Espólio Particular de Gustavo de Bivar Pinto Lopes

Mostra documental
Átrio do Arquivo Municipal (BMGPL) | Todos os públicos
249 810 312 | arquivo.municipal@cm-torresnovas.pt



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MARINA MOTA VAI ESTAR NO CCC

A atriz é a próxima convidada de José Raposo

 

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 No próximo dia 7 de dezembro, a partir das 21h30, o Centro Cultural do Cartaxo vai receber Marina Mota, uma das caras mais conhecidas do humor em Portugal, detentora de um invejável currículo na área do teatro de revista, dos programas de humor e da produção de ficção nacional para televisão, a atriz é a convidada de mais uma edição da rúbrica José Raposo Convida.



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CUAB DOMINA 15 KM DE BENAVENTE

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 João Ferreira, 38 anos, foi o vencedor dos 15 km de Benavente, prova rainha da Festa de Atletismo que na manhã de domingo juntou mais de 600 atletas na vila Ribatejana. O atleta dos Verdugos da Raia quebrou o domínio dos atletas do Clube União Artística Benaventense (CUAB) que venceram por equipas e colocaram Raul Caetano e Augusto Pires no segundo e terceiro lugar do pódio. João Ferreira com 53.01 chegou isolado á meta depois de dominar a corrida a partir dos 5 km. “Sai na frente, fiz a minha corrida tranquila, conhecia os adversários e após os 5 km assumi a corrida pensando discutir a vitória. O mais importante foi participar num percurso bom”, disse o vencedor após cortar a linha da meta a passo com a filha ao colo.

Nas senhoras, Alexandra Oliveira, do Núcleo Sportinguista de Torres Novas, repetiu a vitória do ano anterior 1.01.45 e deixou Filipa Costa do Ginásio Vivência Explosiva a 3.41. Inês Guerreiro do CUAB alcançou o terceiro lugar. A vencedora sentiu algumas dificuldades no final da corrida com uma indisposição, mas nunca perdeu as forças. “Acabei em sacrifício, vinha mal disposta, mas queria muito ganhar e ganhei”, disse a atleta que dominou a corrida do princípio ao fim.

Por equipas o CUAB, com várias ausências_ a principal Joel Martins que estava doente com gripe_ venceu e recebeu também o Troféu Arménio Felismino que distingue a melhor formação no conjunto de duas corridas:  Os 15 KM de Benavente a Corrida Ente Pontes de Coruche.

A manhã começou com as provas de escalões jovens com dezenas de atletas dos 3 aos 19 anos em competição.

 Joaquim Luís, diretor da corrida, fez um balanço positivo da jornada que movimentou mais de 500 atletas nas corridas dos jovens, 15k, 8km e caminhada. “Fazemos um grande esforço para manter esta organização, mas vale a pena quando recebemos elogios dos atletas e de quem nos visita. Vamos continuar a divulgar o atletismo e a vila do Benavente”, referiu,

O Presidente da Câmara Municipal de Benavente Carlos Coutinho deu o sinal de partida e aplaudiu atletas e organização. “Esta é uma tradição com mais de 30 anos e registo com satisfação mantermos este nível de organização. Numa manhã de frio e chuva juntar 500 pessoas para correr é muito bom”, frisou. Carlos Coutinho considera que a prova é mais um incentivo para o crescente número de praticantes de atletismo no concelho de Benavente nas vertentes de competição e de lazer. “Temos cada vez mais pessoas a praticar desporto e atletismo em particular. É um bom indicador”, concluiu.

A novidade deste ano foi uma corrida de 8km onde participou uma centena de atletas, sendo a maioria dos concelhos de Benavente e Salvaterra de Magos, alguns fizeram o seu batismo numa prova de estrada.  

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PORTO ALTO PROMOVE GASTRONOMIA DE TODO O PAÍS E DE CABO VERDE

ENGUIAS, TORRICADO, LAMBUJINHA, CARNES BRAVAS E COMIDA AFRICANA NO CARDÁPIO

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 O Porto Alto faz jus à sua tradição de bem servir a gastronomia nacional e internacional e promove de 28 de novembro a 8 de dezembro, no Centro Social da localidade, o I Festival Internacional de Gastronomia de Inverno com a apresentação de pratos e petiscos típicos de várias regiões do continente português, da Madeira e de África.

 
A Comissão de Festas do Porto Alto convidou alguns gastrónomos e restaurantes da região para apresentarem iguarias da região com destaque para as enguias, linguadinhos e lambujinha do rio. As tripas e o bucho assados, as entremeadas  o rabo de boi, a calatróia e o torricado com bacalhau são outras especialidades ribatejanas. 
 
Haverá pratos típicos de todo o país e uma demostração de cozinha internacional de Cabo Verde com a famosa Cahupa, entre outras especialidades.
 
Os doces, fruta e vinhos são da região e a organização assegura preços acessíveis para que a condição económica não seja impedimento à participação popular.
Segundo a comissão de festas, o objetivo é a divulgação da gastronomia tradicional e o fomento do convívio entre os participantes.
Todos os dias haverá animação com música popular, fados, danças e improvisos dos visitantes.
 
As entradas são livres e a receita reverte a favor da organização das Festas do Porto Alto 2015.
 
 

GASTRONOMIA
PORTO ALTO – 28 NOVEMBRO / 8 DEZEMBRO

Sexta-feira, 28 Novembro
SOPA
Caldo Verde
ESPECIALIDADE
Favas com Entrecosto
PRATO TÍPICO (ESTREMADURA)
Pataniscas com Arroz de Feijão...

Sábado, 29 Novembro
ALMOÇO REGIONAL
Sopa de Ossos
Caras de Bacalhau Assadas na Brasa
SOPA
Sopa Juliana
ESPECIALIDADE
Ensopado de Borrego
PRATO TÍPICO (MINHO)
Bacalhau à Minhota

Domingo, 30 Novembro
ALMOÇO REGIONAL
Choco Frito à Moda de Setúbal
SOPA
Sopa de Agrião
ESPECIALIDADE
Pezinhos de Coentrada
PRATO TÍPICO (MADEIRA)
Espetada em Pau de Loureiro

Segunda-feira, 1 Dezembro
SOPA
Sopa de Feijão Verde
ESPECIALIDADE
Fessura
PRATO TÍPICO (ALGARVE)
Choquinhos à Algarvia

Terça-feira, 2 Dezembro
SOPA
Sopa de Feijão com Hortaliça
ESPECIALIDADE
Bochechas de Porco no Forno
PRATO TÍPICO (BEIRA BAIXA)
Panela no Forno

Quarta-feira, 3 Dezembro
SOPA
Sopa de Espinafres
ESPECIALIDADE
Mulhata de Bacalhau
PRATO TÍPICO (BEIRA ALTA)
Cabrito Assado no Forno

Quinta-feira, 4 Dezembro
SOPA
Sopa de Nabiças
ESPECIALIDADE
Pombo Estufado
PRATO TÍPICO (DOURO)
Tripas à Moda do Porto

Sexta-feira, 5 Dezembro
SOPA
Sopa da Pedra
ESPECIALIDADE
Galo de Cabidela
PRATO TÍPICO (TRÁS-OS-MONTES)
Posta Mirandesa

Sábado, 6 Dezembro
ALMOÇO REGIONAL
Rabo de Boi à Ribatejana
SOPA
Canja de Galinha
ESPECIALIDADES
Calatróia
PRATO TÍPICO (CABO VERDE)
Cachupa Rica

Domingo, 7 Dezembro
ALMOÇO REGIONAL
Cozido à Portuguesa
SOPA
Sopa do Cozido
ESPECIALIDADE
Caldeirada de Enguias
PRATO TÍPICO (ALENTEJO)
Migas à Alentejana

Segunda-feira, 8 Dezembro
SOPA
Sopa de Peixe
ESPECIALIDADE
Toiro Bravo com Repolho
PRATO TÍPICO (BEIRA LITORAL)
Chanfana

Entradas
Pão
Azeitonas
Peixinhos da Horta
Pão à Lavrador
Torresmos
Queijo Seco
Paio
Cachola

Petiscos
Pica-pau
Entremeada com azeite, coentros e alho
Linguiça Assada
Farinheira Assada
Morcela Assada
Tripa e Bucho
Bifanas

Pratos Diários
Bacalhau com Ovos à Lezíria
Torricado de Bacalhau
Entrecosto Frito com Arroz de Feijão
Coelho Frito
Frango Frito
Grelhada Mista
Secretos de Porco Preto
Costeleta de Novilha Brava

Sobremesas
Arroz Doce
Doce à Campino
Requeijão com Doce de Abóbora
Doces Diversos
Salada de Fruta
Fruta Variada

Bebidas
Águas
Águas com Gás
Coca-Cola/Sumol/Ice Tea/Seven Up/Compal
Imperial
Sangria
Água-Pé
Café
Digestivos

Vinhos
Vinho da Casa
Catapereiro Branco
Catapereiro Tinto
Catapereiro Escolha
Catapereiro Escolha Branco
Vinho Cidade de Samora Correia
Senhora Companhia (Abafado)

Ofertas
Rebuçados

Aqui está a ementa que iremos ter no 1º Festival de Gastronomia do Porto Alto...

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Sessão evocativa dos 500 anos da conclusão do Paço Real da Ribeira de Muge

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 Assinalam-se no próximo dia 25 de novembro os 500 anos da emissão de um documento que diz respeito à chegada de alcatifas ao Paço Real da Ribeira de Muge. Não tendo nós conhecimento da data de inauguração desta residência de caça da corte de quinhentos, podemos fixar neste dia a conclusão do Paço Real da Ribeira de Muge.

 

Não sendo alheios a esta data, e na senda da valorização das ruínas do paço e da cultura das gentes da Ribeira de Muge, a Academia Itinerarium XIV irá realizar uma sessão evocativa deste acontecimento, no domingo, dia 30 de novembro, pelas 15.00h, no salão do Paço Real da Ribeira de Muge. Esta contará com intervenções de alguns membros da academia, no âmbito da sua própria formação académica e investigação pessoal, sobre alguns dos temas que compõem a história deste local, que é o berço da aldeia de Paço dos Negros.

 

Com este evento, a Academia irá encerrar a sua atividade de 2014, fazendo um balanço francamente positivo das atividades que foi desenvolvendo ao longo do ano. Para 2015 esperamos poder vir a ter uma programação semelhante, tendo sempre como ponto norteador a valorização e promoção do património da Ribeira de Muge.



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Domingo, 23 de Novembro de 2014
TEMAS DE SAÚDE: Cuidados Paliativos, estagnação e retrocesso no Serviço Nacional de Saúde

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 Por: Antonieta Dias (*)

Constamos que a política de saúde continua a não ser assertiva e é cada vez menos focalizada para o cumprimento das recomendações e orientações europeias.

Para além de omitir, esquecer, ignorar e subvalorizar o SNS, abandona os setores mais precários e fragilizados dos cidadãos.

Os dependentes e os doentes começam a ver desaparecer as instituições de solidariedade social dependentes do Estado.

Estes organismos tornaram-se imprescindíveis no apoio dos doentes que se encontram na fase terminal da sua doença em que a sua esperança de vida é “expectável até um dia demasiado próximo.”

Numa altura em que apenas existe resposta para cerca de cinquenta por cento das necessidades (50%), dos apoios sociais, no âmbito dos cuidados paliativos, surge mais outra medida devassadora do Serviço Nacional de Saúde.

Em vez de se aumentar o número de camas disponíveis na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e de Cuidados Paliativos eis que mais uma luz “fundida” considera como uma brilhante ideia transferir camas da RNCCI, para a Rede de Cuidados Paliativos, tornando ainda mais carenciado este sector da saúde.

Os Portugueses vão perder o direito de morrer com dignidade. É inconcebível que existam pessoas insensíveis ao sofrimento humano, distanciadas e desconhecedoras dos dramas em que os doentes e as suas famílias vivem, e que substituam os cuidados básicos de uma política de saúde destinada a garantir a dignidade da sobrevivência dos pacientes altamente carenciados, por uma abastada luxúria que choca o País, já de si sacrificado por uma dívida contraída por uma gestão politica desastrosa e com a conivência de todos os partidos políticos, onde quem a paga é o cidadão inocente quem não gastou.

Passamos a existir como números, deixamos de ser seres humanos e nada nem ninguém consegue demover esta destruição global de um sistema de saúde que protegia os portugueses e que passou a ser um “fardo”, que tem de ser necessariamente aniquilado.

De um lado da barricada temos austeridade, sofrimento, desumanidade, privação, pobreza, perda de autonomia e da liberdade e do outro a opulência, a luxuria, o desperdício, o desbaste dos dinheiros públicos, a depilação do Património Nacional a conduta sistemática de aumento de impostos sucessivos e aplicados aos cidadãos que já nada mais têm para poder pagar.

Todos os dias somos surpreendidos por medidas penalizadoras, onde tudo serve de justificação para “aliviar” o défice.

Será que se quer mesmo resolver o problema económico do País ou o que se procura é o enriquecimento ilícito de algumas das personagens que socialmente se intitulam como protetoras de uma economia destinada a “salvar Portugal.”

Não podemos permitir que o Sistema Nacional de Saúde seja destruído nem que o Estado deixe de cumprir o seu dever de soberania.

Existem responsabilidades na proteção social e civil do cidadão que não podem ser suprimidas, com base em argumentos economicistas que asfixiam a Nação.

Se curar a doença é o principal objetivo dos profissionais da saúde, infelizmente nem sempre o êxito é obtido, cabendo então a responsabilidade ao Estado de manter a sustentabilidade dos serviços de saúde e de criar as condições necessárias para aliviar o sofrimento e dar dignidade à fase terminal da vida.

Tendo em conta, a situação da incurabilidade de uma patologia que inevitavelmente se traduzirá na morte, resta-nos a obrigação de apoiar e assistir o paciente com uma equipe multidisciplinar para dar resposta à complexidade de um conjunto de fatores de carácter psicológico, físico, social e existencial, contextualizados numa abordagem clínica, programada, planificada e dirigida para o apoio global que o doente carece.

Neste contexto, para além da necessidade de ter profissionais com formação e treino diferenciado para cuidar, é imprescindível criar as condições para a institucionalização deste grupo de doentes em que o fracasso da medicina, resultou da inexistência de terapêuticas eficazes para os curar.

Em Portugal, foi criada a Rede Nacional de Cuidados Paliativos, que visava uma distribuição geográfica equitativa em todo o território nacional destinada a garantir a assistência a qualquer doente que carecesse destes cuidados, cuja acessibilidade seria fácil independentemente do local onde o doente residisse.

Na base deste projeto estava a intenção do crescimento institucional no âmbito do apoio integrado do Serviço Nacional de Saúde (SNS), adaptado à necessidade da procura, e vocacionada para cuidar bem e com um suporte baseado no aumento progressivamente do número de camas de forma a cobrir as crescentes carências do sector.

Assim, o grande avanço, demonstrado pelos decisores da época, foi criado pelo Decreto – Lei n.º 101/2006, de 6 de Junho a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, no âmbito dos Ministérios da Saúde e do Trabalho e de Solidariedade Social, cujo objetivo geral era a prestação de cuidados continuados integrados, incluído a prestação de Cuidados Paliativos.

Porém, com o aumento da longevidade, surge também um aumento de doenças crónicas de carácter progressivo, altamente limitadoras, com consequente perda de autonomia para os atos de vida diária, em que o número crescente de pacientes determina a necessidade de um sucessivo alargamento destas instituições.

Assim, o Programa Nacional de Cuidados Paliativos deveria ser entendido como um pilar de suporte vital nos cuidados de saúde e como uma obrigatoriedade Nacional do Serviço Nacional de Saúde, que merece ser cumprida.

Este Programa deveria funcionar como um imperativo destinado a proteger os direitos fundamentais de uma população fortemente dependente e carenciada que sob o ponto de vista ético, social e institucional, se a carente de um plano organizacional de cuidados de saúde prioritários contextualizados numa política sanitária de um País que se intitula de civilizado.

Importa, ainda referir que a Organização Mundial de Saúde considera os Cuidados Paliativos como uma prioridade política de saúde recomendando a sua abordagem programada, planificada e assertiva para resolver os múltiplos problemas destes doentes que se encontram na fase final da sua vida, onde apenas tem lugar numa rede de cuidados paliativos vocacionada para lhes prestar um apoio condigno.

Por sua vez, o Conselho da Europa, tendo reconhecido as graves deficiências e ameaças ao direito fundamental do ser humano, faz as suas recomendações, no sentido de que sejam criadas as condições para apoiar e assistir os doentes que vão morrer, não permitindo que a solidão e o sofrimento angustiem ainda mais a sua esperança de vida, incentivando à criação de medidas preventivas apropriadas que promovam e sustentem a proteção da dignidade do doente incurável, de forma a possibilitar-lhe a escolha de receber os cuidados de saúde no seu domicílio, integrado no seu ambiente familiar ou se isso não for possível disponibilizar vagas institucionalizando-o, sob a responsabilidade do Serviço Nacional de Saúde.

O Parlamento Europeu, no documento” Cuidados Paliativos na União Europeia” (Palliative Care In European Union, 2008),” reforça o papel das redes integradas, multidisciplinares, com diversidade e complementaridade de respostas, mas também um planeamento flexível que comtemple as diferentes características de zonas rurais e urbanas. O mesmo documento, refere que cada país tem fórmulas diferentes para a provisão de cuidados, (embora o apoio domiciliário seja o preferido) ”

Acresce ainda a diretiva da Associação Europeia para os cuidados Paliativos (EAPC), através do documento “Standards and norms for hospice and palliative care in Europe – The EAPC white paper”que propõe e sugere a adoção, nos diferentes países europeus, de um conjunto de padrões, normas e conceitos consensualizados para que se definam os mínimos estruturais e conceptuais básicos no sentido de garantir a qualidade dos cuidados paliativos”.

Com base nestas recomendações, não é permissível assistir ao incumprimento de diretrizes e de normas europeias, numa comunidade, que se designa por Portugal, cujo destino não está vocacionado apenas para receber empréstimos e obrigar os cidadãos ao pagamento de impostos sucessivos, retirando-lhes o que têm de mais precioso na VIDA, ou a assistência na morte.

Em suma, é urgente que se analisem os prejuízos que têm sido causados aos portugueses em todos os sectores e de uma forma muito particular no âmbito da saúde, tendo em conta que os recursos disponíveis das pessoas não são ilimitados e que rapidamente entrarão em falência coletiva, se lhes for retirado, o que se considera vital para a sua sobrevivência.

(*) Doutorada em medicina



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CULTURA AVIEIRA: Isabel do Touco

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 Por: Lurdes Véstia

 

Isabel nasceu a 31 de Dezembro de 1927 na aldeia de Vale de Cavalos, é descendente de pescadores da Praia da Vieira. Aos 18 anos casou-se com um individuo de descendência também Avieira, e foi morar para a Barreira da Bica para casa dos sogros, onde ficou durante 3 anos. Após esse período foi morar para a aldeia dos Avieiros do Touco, em Alpiarça., onde viveu e criou os filhos. O seu tempo era passado na vala de Alpiarça, na pesca.

Após a morte do marido continuou na sua vida pelas margens da Vala de Alpiarça na apanha da enguia, da carpa, do barbo, dos lagostins de água doce, entre outras qualidades de peixe. Deixou de andar na faina com 82 anos, não deixando no entanto o seu trabalho na agricultura.

A narrativa de Isabel mostrou que o processo de falar de si envolveu tomadas de decisão que foram facilitadas pelas circunstâncias, pois na medida em que foi aumentando o vínculo de confiança entre a entrevistadora e a informante a narração foi ganhando contornos mais pormenorizados.

Aldeia Avieira do Touco

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O Touco foi um assentamento Avieiro no concelho de Alpiarça, onde hoje só se vislumbram alguns vestígios do casario, que foi constituído, presumivelmente, em 1957. Era um local onde viviam cerca de vinte cinco famílias, em várias barracas, geminadas, espalhadas pela borda do Tejo, encostadas a um dique. Como refere Isabel: “Os pilares das barracas eram ferrados mesmo à bordinha da água e quando eram as cheias muito grandes, a gente estava num dique a morar, era a galgar a água para o lado de cá, fazia um barulho terrível”.

Encontra-se actualmente abandonado, tendo perdido a beleza natural que em tempos possuiu. Os Avieiros, que se estabeleceram no concelho de Alpiarça, contribuíram para a transformação da paisagem e a formação de novos povoados, como é o caso do Touco, Patacão de Cima, Patacão de Baixo, Torrinha, Gouxa e Courela de Baixo.

A história de Isabel

A história de Isabel é a narração do quotidiano de uma mulher pescadora Avieira, que se confunde com a história de tantas outras mulheres pescadoras. Este quotidiano está repleto de episódios e de relações tecidas no decurso da sua vivência. Partindo de uma história simples, Isabel do Touco, construiu uma narrativa rica de descrições do seu quotidiano, aprofundando a sua própria história, indo ao “fundo do baú” da memória. O quotidiano aqui narrado resulta das construções que Ira teceu sobre a dimensão temporalidade: o antes e o agora e a dimensão espacial: Touco e Alpiarça.

Este quotidiano está composto por diferentes grupos temáticos: a família, as práticas da vida diária e os trabalhos no rio e no campo.

A família: Isabel evoca figuras da família para falar sobre si mesma. A família constitui-se como uma reconstrução do passado, reforçada ainda pelo facto da mãe e da avó terem passado para ela alguns dos ensinamentos importantes que ela guarda. As figuras que mais se destacam na sua narrativa são: o pai, a mãe e o marido.

Nas palavras de Isabel: “Pronto! O mê pai nã era rico. Tinha oito filhos e nã era rico. Mas na ideia dele... Nunca passámos fome, porque a nha mãe, coitadinha arranjava isto. Nunca! Nunca foi pessoa assim de mimices nim nada”.

Outro exemplo: “O que as mães ou avós sabiam…elas faziam mezinhas de tudo. Até aguardente com açúcar davam à gente. Para a constipação a nha mãe era aguardente mesmo colhada com açúcar. Ou atão era com tintura de iodo...Eu ainda faço isso, tintura de iodo com café quente, ainda hoje faço. (…)

A comunidade: “Era pouca gente. A gente era um casal assim piqueno, que era tudo família. Mas eram muitas barracas. Eram muitas, umas vinte ou mais famílias, viviam pela borda do Tejo, na havia rua entre as casas”.

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A morada de família: LV: Viveu dentro do barco?

I: Naaaa, mas no tempo que ia-mos para a pesca do sávele dormíamos dentro do barco e quando já tinha os mês filhos eu dormia com o mê marido dentro do barco porque ia-mos pescar durante a nôte e os mês filhos dormiam com os mês sogros na areia das praias do rio debaixo de toldes.

Mais à frente: (…) Esta barraca onde eu agora vivia é que já era de cimento nos pilares. A barraca era de madeira. Era tudo de madeira de freixo, de salgueiro, de oliveira. Uma vez uma cheia escavou um pilar meu e ficou a minha casa assim toda de lado. Tive que fugir pra casa de uma vizinha. Quando a água vazou...porque a gente ficava trancadas e não podíamos sair nem nada…e tinha aquelas vinhas e tinha aquelas covas, a gente chamava-lhe as alvercas, depois na podíamos passar pra vir para cá.

Relações homem-mulher e interpessoais: Sabe-se, por testemunhos diversos e pela leitura de Alves Redol, que a mulher Avieira tinha uma enorme força interior, coragem e dinamismo, mas que em simultâneo se submetia à autoridade do patriarca da família, o homem. Isabel sentiu alguma relutância ao abordar este tema, talvez porque lhe fosse difícil expor a intimidade.

LV: Como era a vida entre marido e mulher?

I: Não levei muita tareia…embora algumas vezes tenha apanhado, uma das tareias que eu me lembro foi uma vez por causa da nha filha que quando era piquena foi brincar com um molhe de canas que o mê marido tinha preparado para as redes e ela derrubou, quando vi e ao pensar que ela se tivesse aleijado pois as canas tinham as pontas afiadas corri para ela e ele queria-lhe bater como eu na deixei acabei por levar eu…mesmo em frente à nha irmã e ao mê cunhado mas apesar disso não fizeram nada pra impedir que ele me batesse.

Tirando isso sempre nos demos bem pois ele era bom prós filhos pois nunca deixou que lhes faltasse comida.

Nas relações com os outros: LV: Como eram as vossas relações com os de fora da comunidade?

I: Sempre nos demos bem com os agricultores e com os senhores das quintas e mesmo com as pessoas da vila, embora, uma vez por outra, nos desentendíamos com os donos dos terrenos vizinhos mas era só por causa dos miúdos pois eles iam roubar fruta das árvores que os agricultores tinham nas terras mas para além disso sempre nos demos bem com todos.

As práticas da vida diária: referem-se às descrições que Isabel fez sobre o seu dia-a-dia, as ocupações, os momentos de descanso, entre outros. É pela análise deste tema que se pode perceber as referências que inevitavelmente Isabel faz sobre a vida de antigamente. Aliás durante toda a narrativa foi possível perceber estas insinuações.

(…) A gente passou... ouça lá! E a gente andar a pescar, com ondas muito grandes, para ver se ganhava alguma coisinha... que era fome ... pra ganhar alguma coisinha de comer... pra ir no outro dia a Alpiarça a pé, pelo campo afora...fazíamos tudo estrada acima a pé, com os cestos à cabeça (Figura 7), carregados de peixe e íamos vender à praça, sempre a pé, sempre a pé. Pra lá e pra cá. Dantes não havia carros nim nada como há agora. Nim havia dinheiro para eles...passámos muito no Tejo.

Ou ainda: “Então na me lembro!? Eu ia grávida e dantes usava-se o fato branco, né? E quando foi a nha mãe para ir comprar-me o fato, ainda me lembro tão bem, o senhor que estava a vender os fatos pôs um verde e um cor-de-rosa muito clarinho. E eu queria o outro que era mais escurinho. Eu estava grávida. Vai, uma senhora que lá estava disse “ai, a menina é tão novinha, leve este!”, que era o cor-de-rosa. Mas lá tanto teimou que eu trouxe o fato cor-de-rosa”.

Insistindo na referência aos tempos idos: (…) Havia muita alegria e amor. Agora na há. É só raivas e invejas... velhaquices... na ouvem a palavra de Deus. Na têm amor, na têm nada a ninguém. Raivas e invejas. Cada um para si. Dantes os pescadores eram... Havia um que estava no hospital... nós somos os ciganos do mar... ia tudo ao hospital pra ver... “Ai Jasus!, ai Jasus!”... Agora esteja um, esteja dez, esteja catorze, só as famílias os vão a visitar. Na há unidade nenhuma.

Os trabalhos no campo e no rio: este tema refere-se aos afazeres de Isabel ao longo da sua história de vida, os medos e ansiedades. Refere-se também ao seu papel enquanto mulher no seu grupo social.

Durante a narrativa facilmente se percebe que Isabel assumiu, desde tenra idade, trabalhos considerados árduos mas bem aceites socialmente entre a comunidade Avieira: “Eu tinha 11 anos e já andava com uma quarta de água à cabeça e a trabalhar a sachar favas, a ganhar a 25 tostões e as mulheres a 5 escudos e eu no meio das mulheres... andava uma mulher, andava uma cachopa... andávamos assim em carreirinha e não tínhamos ordem de alevantar. E ósdepois quando a gente via as mais velhas, coitadas porque também queriam alevantar-se um bocadinho, se a gente se alevantasse amergunçavam a gente pra baixo. Logo! Havia uma capataza, que era danada dum corno pra puxar pelas mulheres. É verdade! E apanhar grama... era no lezíria do lado de lá do Tejo... a gente morava do lado de cá, mas a gente tinha que ir passar ao barco pra lá tirar grama…tão pequenita... logo de madrugada”.

Os medos: LV: Teve algumas vezes medo de andar na pesca durante a noite?

I: Confesso que tive medo. Uma das vezes que tive medo foi numa nôte em que fomos pescar pra um sitio na vala de Alpiarça que era proibido pescar “mas tínhamos de arriscar” e enquanto andávamos a deitar as redes vimos uma luz na margem e começámos a ouvir vozes…tivemos de recolher as redes e fugir saindo da vala, abandonando o barco e fugindo a pé pelo campo levando o mê marido as redes todas às costas e eu atrás dele até chegarmos a nossa casa.

Mais à frente: A enfrentar as ondas...disso é que eu tinha muito medo. Quando era a largar as redes, pra pescar, vinham aquelas ondas e ter que ter o barco direito a favor do vento... vinham às vezes ondas que até entravam dentro do barco. Tinha muito medo.

Uma vez comigo... o mê filho aqui entre os joelhos, deitado e a dormir, e o hóme era só assim: “endreita o barco”, “endreita o barco”, eu ia largar, mas eu que tinha medo de ir atrás das redes quando as largasse. Tinha muito medo. Veio uma onda e ficou tudo raso de água. Depois meti o filho debaixo da proa, onde estavam as mantas molhadas e eu e mais o mê homem, o resto da noite, foi sempre acima e abaixo, abaixo e acima, todos molhadinhos.

E ainda: “Quando éramos mais novos eu e o mê hóme andávamos a pescar à sociedade com uma irmã minha…um dia a gente vai então assim “a gente ferramos aqui a vara e dormimos aqui um bocadinho até a Lua se pôr”, porque às escuras apanhava-se mais peixe. Vai daí deitámos no barco. A gente tinha uns tóldezinhos, a gente botava aquele arco e depois botava os tóldes na proa (Figura 8), tapávamos com um lençol, por causa da maresia ou da chuva, estávamos deitados, eu já estava a dormir e só o mê marido é que na estava, estava acordado ainda, mas na deu por ela... e ouviu catrapum... era a nha irmã. Atirou-se ao Tejo. Estava a sonhar que a filha tinha caído ao Tejo e ela atirou-se à água para a agarrar “ai a minha menina, ai a minha menina” vai o mê marido é que lhe pôs a mão quando ela ia para baixo do barco “Oh hóme, oh hóme!”, vai agarrou-a a trouxe-a “ah! cachopa porque é que fizeste isso?” “ai! estava a sonhar com a minha menina, que caiu à água, e eu atirei-me ao Tejo para agarrá-la!”. Era uma vida difícil. Mas olhe, eu pensei sempre em morar no Tejo. A nha irmã é que não. Ela dizia “não me fales nisso! Só as cheias que eu lá passei!”. Eu, quando os filhos eram piquenos, e pra remar mais descansada, amarrava-os à nha cintura com uma corda, assim já sabia quando eles se mexiam…

No capítulo do trabalho, pode-se perceber que Isabel também assumiu trabalhos considerados femininos, trabalhos que utilizam habilidades qualificadas socialmente, como próprias das mulheres: delicadeza, habilidade, destreza manual e motricidade fina: “Quando era pela Páscoa a gente sabia bordar, fazíamos uns saquinhos, todo bordado, com bicozinhos tudo à volta e raminhos. Entregávamos aos rapazes e eles compravam as amêndoas, metiam dentro daqueles saquinhos e é que davam à gente. A gente jogava aos compadres e às comadres. Ainda hoje que já somos velhinhos dizemos “Eh compadre”. O rapaz levava amêndoas e a rapariga dava-lhe um lenço de assoar”.

É relevante comentar que Isabel, durante a entrevista, recorreu várias vezes a fotos que tinha na sua posse, como se sentisse necessidade de ver as pessoas das quais falava e com as quais tinha convivido.

 



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Sábado, 22 de Novembro de 2014
Abrantes recebeu Bandeira Verde que distingue os Municípios vencedores do prémio 'Autarquia + Familiarmente Responsável'

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 João Gomes, vereador e vice- presidente da Câmara Municipal de Abrantes, recebeu a ‘Bandeira Verde’ que distingue os Municípios vencedores do prémio ‘Autarquia + Familiarmente Responsável’, num evento que teve lugar no dia 20 de novembro de 2014 na Associação Nacional de Municípios Portugueses, em Coimbra.

A bandeira é entregue pelo Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis (OAFR), da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, que anualmente atribuiu a “Bandeira Verde” aos Municípios que colocaram em prática políticas de apoio às famílias.

Presentes no evento, para a entrega do galardão, estiveram o Secretário de Estado da Administração Local, António Leitão Amaro, o Secretário-geral da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, Rui Solheiro e o Presidente da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas, Luís Cabral.

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publicado por Noticias do Ribatejo às 13:20
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