NOTICIAS DO RIBATEJO EM SUMARIO E ACTUALIZADAS PERIODICAMENTE - "A Imparcialidade Na Noticia" - UMA REFERÊNCIA NA INFORMAÇÃO REGIONAL -
Domingo, 3 de Maio de 2015
VASCO D’AVILLEZ NA FESTA DO VINHO PARA APRESENTAR O LIVRO CELEBRAR

Um livro sobre vinhos é uma maçada”, afirmou Vasco d’Avillez, que trouxe ao Cartaxo, no dia 1 de maio, mais do que apenas o seu livro Celebrar, trouxe histórias sobre a história de Portugal, trouxe políticos e filósofos gregos, trouxe soldados romanos e marinheiros portugueses a partir em direção à descoberta de outros lugares e outras gentes – em comum, a vinha e o vinho, elementos centrais na história do país e do mundo, assim como na vida do autor que lhe dedica tempo e estudo, há 45 anos.

 

Para o homem que já foi presidente da ViniPortugal e é atual presidente da Comissão Vitivinícola de Lisboa (CVR Lisboa), o vinho parece ter poucos segredos, apesar de ter mostrado um conhecimento profundo sobre o vinho e a sua história, foi talvez a sua simpatia e eloquência, que mais cativaram quem assistiu à apresentação do livro – afinal “a principal utilidade do vinho, é celebrar, serve para mostrarmos uns aos outros, a alegria de estarmos juntos”, afirmou, depois de explicar que quando brindamos “mostramos que temos confiança uns nos outros, para bebermos juntos”.

 

Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, confidenciou que “Apesar de Vasco d’Avillez partilhar há muitos anos o seu conhecimento profundo sobre o vinho, de um modo muito generoso, que podia servir de exemplo para todos nós, este livro é mais que partilha de conhecimento, é partilha de emoções”, afirmando que “por isso o recomendaria não só a quem gosta de vinho, mas a quem gosta de celebrar a vida”.

 

 

Celebrar, o melhor vinho para cada data especial do ano "é um livro de histórias e de vinhos para quem acredita que à mesa não se envelhece" , explica Vasco d’Avillez. O livro ensina, ainda, a aprender a abrir, guardar e, sobretudo, apreciar cada garrafa e os segredos que esta encerra e tem edição da Livros Horizonte.

 



publicado por Noticias do Ribatejo às 15:10
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TEMAS DE SAÚDE: Ame o seu coração

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 Por: Antonieta Dias (*)

Em Portugal as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte, representam uma das principais causas de morbilidade e invalidez.

Se pensarmos que 17% da nossa população nos rastreios efetuados diz ser hipertensa e que cerca de 19% das pessoas acima dos 10 anos de idade referem que fumam mais de vinte cigarros por dia, sendo que cerca de 50% tem excesso de peso, não admira que as nossas taxas de mortalidade sejam tão elevadas.

Acresce ainda o fato de ser Portugal o Pais da União Europeia que mais calorias consome e que menos atividade física pratica, deixando assim reunidos os fatores de risco mais alarmantes.

Torna-se absolutamente necessário programar e aplicar planos de intervenção assertivos que consigam motivar as pessoas a alterarem os seus estilos de vida a fim de minimizar ou abolir os efeitos nefastos destes indicadores.

A morte súbita está definida como uma morte inesperada que surge nas vinte e quatro horas que antecedem os sinais ou sintomas.

Estão excluídas desta designação as mortes de causa violenta (envenenamento, homicídio, suicídio, acidente, traumatismos) ou qualquer outra causa, que não seja “morte de causa natural”.

A morte súbita cardíaca representa 50% da mortalidade cardiovascular (CV).

Nas investigações efetuadas, sabe-se que a doença coronária aterosclerótica e a insuficiência cardíaca são as principais causas de morte acima dos 35 anos de idade.

Abaixo dos 35 anos, são  as patologias congénitas e hereditárias, tais como a Miocardiopatia hipertrófica (MCH), doença arritmogénica do ventrículo direito (DAVD) e anomalia das artérias coronárias que predominam, como as principais causas de morte.

Porém em 5 – 30% dos casos,  a causa  de morte não tem sido identificada (morte súbita de causa arrítmica).

Estima-se que nos Estados Unidos morrem por ano entre 250.000 a 400.000 adultos com morte súbita de origem cardiovascular. A cada 60 minutos, morrem quatro pessoas com uma doença cardiovascular em Portugal, enfarte ou acidente vascular cerebral (AVC). O cancro é a segunda maior causa de morte no País, matando três portugueses por hora. Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE), agora revelados, referem que morreram 104 mil pessoas em 2008 e consolidam a tendência que se vem sentindo nos últimos anos: os mortos por cancro estão a crescer e os enfartes e os acidentes vasculares cerebrais (AVC) a diminuir.

Estas dramáticas estatísticas não surpreendem os especialistas. Rui Ferreira, coordenador das doenças cardiovasculares, afirmou ao DN que os números são ainda elevadíssimos mas espelham uma "redução progressiva da mortalidade" associada ao aparelho circulatório. "Se agora temos 33 mil mortes, em 2005 tínhamos mais de 36 mil." Recuando a 2002 e 2003, a contabilidade era ainda mais negra: cerca de 40 mil óbitos anuais. Ou seja, 109 por dia, entre quatro a cinco por hora. Há mais mulheres do que homens a morrer de doença do aparelho circulatório. No cancro, a proporção é inversa.

Se o cancro e as doenças cardiovasculares mataram mais de metade dos portugueses, as patologias respiratórias surgiram logo depois, com 11 mil mortes, seguindo-se as do aparelho digestivo (4500) e as diabetes com 429 vítimas. Acidentes, envenenamentos e violências estiveram na origem da morte de outras 4500.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) as doenças cardiovasculares (cardiopatia isquémica. Enfarte do miocárdio) matam 17, 3 milhões de pessoas ao ano em todo o mundo.

Cerca de 80% dos casos surgem nos países de baixo e médio nível socioeconómico.

Segundo a mesma fonte as doenças cardiovasculares são a primeira causa de morte  em todo o mundo. 

Estima-se que em 2030, o total de mortes  possa chegar  a 23.6 milhões. 

Existem fatores de risco importantes que se fossem minimizados ou abolidos iriam diminuir não só estes eventos como beneficiaram o tratamento de outras doenças.

O atingimento deste objetivo é muito simples de resolver, contudo existe a necessidade de cada pessoa interiorizar a gravidade destes fatores de risco a fim de tornar exequível a pratica da mudança dos hábitos de vida, porém existe uma grande resistência por parte da população, prejudicando os níveis de adesão e a eficácia nem sempre é conseguida tendo em conta que existem fatores sociais, econômicos e culturais que dificultam a intervenção na mudança comportamental na população em geral e na pessoa em particular .

Prevenir, detetar precocemente e corrigir estes fatores de risco deverá ser uma prioridade da Saúde Publica para combater estas doenças.

Criar alternativas conducentes à promoção de novos estilos de vida e de mecanismos efetivos de apoio às pessoas que desejam modificar o seu comportamento, tornando-o mais saudável é uma medida preciosa.

Os antecedentes familiares de fatores de risco cardiovascular não são modificáveis, porém existem outros fatores não menos importantes como sejam o sedentarismo, o tabagismo e a obesidade esses sim modificáveis, pelo que devemos organizar programas dirigidos especificamente a estes grupos de risco incentivando-os e estimulando-os para a mudança comportamental de estilos de vida saudáveis.

Num recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), salientou a importância da hipertensão arterial como fator de risco cardiovascular major, como a primeira causa de morte prematura evitável nos países desenvolvidos.

Tratar eficazmente a hipertensão reduz significativamente a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais.

Outro fator de risco importante é a dislipidemia que deve também ser controlada.

(*) Doutorada em medicina



publicado por Noticias do Ribatejo às 08:00
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Cultura Avieira – Avieiros-Dores e Maleitas Vivências Avieiras

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 Por: Lurdes Véstia

As dificuldades encontradas, quer pelas tarefas no rio quer pela vida cheia de complicações, exigiram sempre dos pescadores e dos seus familiares uma dedicação total ao rio e à faina. Esta existência difícil substanciou-se na formação de comunidades muito fechadas, com costumes e formas de vida próprios, diferentes e estranhos para as comunidades já estabelecidas na Borda d´Água.

Estas comunidades estavam, claramente, apartadas como consequência de vários aspetos essenciais como a religiosidade, o folclore, as crenças, entre outras.

(...) No dorso das desvairadas águas, afora um cocuruto de salgueiro ou choupo e um telhado aqui e outro mais além, só as bicas aguçadas dos barcos Avieiros. Só os Avieiros, porfiam. Eles precisam de ficar, porque não conhecem outro sítio para viver. Os outros barcos, amodorrentam pelo cais logo que a chuva engrossa, e a estrada aquosa entumece. No cais, mastros despidos de velas, os barcos dormitam. O rio está deserto. (Disponível em URL - http://paragemobrigatoria.com/ficheiros/tejo. Visitado em Abril de 2010).

O barco - A forma de estar na vida, que caracterizava os pescadores oriundos da Praia da Vieira, era desconhecida, incompreendida e socialmente marginalizada pelas comunidades locais e por isso os pescadores migrantes, nos primeiros tempos de fixação nas margens do rio Tejo, tiveram de enfrentar a animosidade dos autóctones, vendo-se obrigados a viver nos seus barcos apelidados de bateiras, saveiros e também nas caçadeiras “maneirinhas”, nas palavras da D. Júlia Rabita, onde guardavam todos os haveres e os instrumentos necessários à pesca. Barcos que eram o seu principal instrumento de trabalho, o seu lar, o meio de transporte e tantas vezes a tumba. Ali trabalhavam, dormiam e comiam. Era também ali, no barco, que muitas vezes pariam e eram criados os filhos. A D. Júlia Rabita relata assim esta vivência: (…) metíamos na caçadeira alguma comida, o bastante para um ou dois dias, um colchão, uma manta, pratos e talheres e chegados a um mouchão, armava-se o tolde no barco e era lá que a gente vivia nesses dias.

Na proa do barco era colocado um “tolde” que atravessava “da borda avante (...)” para servir de abrigo contra as borrascas. Era aqui que toda a família dormia, depois da emparadeira era colocado um monte de areia para que pudessem fazer lume e que servia de cozinha, a parte da ré era a oficina da pesca e onde se guardavam as redes.

Um universo reservado, com leis próprias.

Aliás o apodo de “cigano” pode também ter surgido pelo facto de os Avieiros, enquanto sociedade fechada e repudiada, terem o hábito de casar entre si, como forma de proteção, para se defenderem e para preservarem o conhecimento que tinham das artes da pesca e para darem continuidade às suas tradições, tal como praticam as comunidades de etnia cigana.

A pesca - Pesca-se de noite, o arrais (homem), por norma é quem lança a rede e a camarada (mulher) é quem rema o barco aquando do lançamento. Depois a rede é recolhida para o interior do barco, pelo casal, com as duas cordas juntas de modo a fazer um saco.

Cada rede possui, para além de uma nomenclatura diferente que os Avieiros “concebem”, uma forma e função distinta consoante o tipo de peixe a que se destina. As redes podem ser de arco, de arrasto, de alvitana ou redonda. Os panos de rede diferem na dimensão da sua malhagem - malha mais basta, para o peixe de menor porte, malha mais aberta, para o de maior. Distinguem-se quatro tipos de redes de arco: o buturão, o galricho, o traquete e a nassa que se diferenciam pelo seu tamanho, pelos diâmetros das malhas e das bocas dos arcos. As redes de arrasto, chincha e varina, são as redes de maior dimensão e de forma quadrangular. As redes de alvitana ou redonda: o sabugar, a branqueira, o estremalho e a savara que se diferenciam pelo tamanho das malhas. A confeção das redes, arte de sabegar, envolve o casal de pescadores. (Bemhaja, Carla V. Pereira, Nomenclaturas Avieiras da Pesca – Caneiras, Tese de Licenciatura, ESES, Santarém, 2010).

Mulher Avieira - A mulher sempre desempenhou um papel muito importante na família Avieira pois, para além do seu papel como mãe e esposa, camarada do pescador na faina e ajudando no concerto das redes de pesca, era ainda ela quem tomava conta da economia doméstica e monetária da família controlando o dinheiro proveniente da venda do peixe nos mercados urbanos ribeirinhos.

No século passado era comum verem-se, logo de manhã após a pescaria, as mulheres Avieiras, normalmente descalças com a cesta à cabeça, fazer grandes caminhadas para vender o peixe a granel ou que também podiam entregar aos almocreves, como conta a D. Júlia Rabita, “apareciam para os lados de Salvaterra em carroças e mais tarde em furgonetas”.

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As mulheres Avieiras trabalhavam também no campo durante os meses de verão, mas diz a D. Carmina Pelarigo do que ela gostava mesmo era de ir com o seu homem de noite no barco a remar, “(…) cheguei a trabalhar de dia no campo e de noite ia para o barco com o mê homem”.

As mulheres Avieiras sempre se distinguiram das demais pois conservaram sempre o seu traje original. Maria Micaela Soares, num estudo realizado sobre as mulheres da Estremadura, descreve assim as mulheres Avieiras, (...) elas conservam puras muitas das suas tradições, com especial relevo para o vestir. Usam saia e blusa, a que a mais velha chama “casaco”, sendo aquela muito rodada ou em pregas miúdas. De tecido diferente, conforme a estação do ano, a saia tende sempre para o xadrez castanho amarelado, embora se vejam também de cores muito garridas. (Soares, Maria Micaela, 1977,“Mulheres da Estremadura”, Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, n. 83, pp 301-302).

Ao longo da investigação que se realizou no Arquivo Histórico encontraram-se descrições bastante interessantes da forma de vestir da mulher Avieira. Esta informação foi recolhida nos Livros de admissão de doentes e na rubrica “Objetos com que entrou”, pois aquando da admissão e registo tinham de entregar todos os pertences que transportavam consigo.

Aqui apresenta-se, em forma de exemplo, um dos registos dos objetos deixados por uma mulher Avieira: «Camisa de castorina, colete de picotilho, três saias de serguilha, três lenços de chita, roupinhas, meias, tamancos».

No 3º Volume do Dicionário Enciclopédico do Folclore Português, que contempla os distritos de Santarém, (edição de 2008), o traje da pescadora da Borda d'Água está descrito da seguinte forma: saia aos quadrados, bastante franzida se for de trabalho, ou pregueada se for domingueira, a blusa é de cor com motivos e avental bordado, sacanitos de lã e chinelas pretas com sola alta de madeira, usa ainda lenço de lã escuro e por cima dele chapéu preto, o saiote é branco com bastante roda e os colotes são da mesma cor.

Homem Avieiro - A forma de vestir do homem Avieiro, também está bem caracterizada, veja-se como exemplo: «Camisa de algodão, calça de cotim, ceroulas de algodão, colete de baetilha, camisola de lã, gabão, cinta preta, tamancos, lenço e barrete preto».

No 3º Volume do Dicionário Enciclopédico do Folclore Português, que contempla os distritos de Santarém, (edição de 2008), o traje do pescador da Borda d'Água está descrito da seguinte forma: tradicionais calças de xadrez atadas no tornozelo com uma fita, camisa xadrez, cinta e barrete pretos, nos pés tamanca alta com sola de madeira.

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NA - As bateiras são barcos que têm a proa e a ré em bico e viradas para o céu, medindo entre quatro metros e meio a sete metros. Por fora, são pintadas a pês negro e por dentro com cores vivas e alegres. A vantagem em terem a proa e a ré em bico é o manuseamento do próprio barco. Os saveiros são pequenas embarcações de cinco a sete metros de comprimento, utilizadas pelos Avieiros que faziam os seus próprios barcos para garantirem o sustento da família e que têm vindo a desaparecer dando lugar aos barcos de fibra. Resta, apenas, aos pescadores, as memórias e a transmissão dos legados a outras gentes. As caçadeiras são embarcações tipicamente portuguesas que eram também conhecidas por canoas do alto. Existiam em quase todos os centros de pesca do país, embora com maior relevância para sul do Cabo da Roca e costa algarvia. Tinham muita quilha à ré, proa arredondada e popa de painel.

NA - Emparadeira é um amparo de madeira que faz de suporte para os pés quando se rema.

NA - Testemunho oral em direto da D. Júlia Rabita e D. Carmina Pelarigo, entrevistadas pelos autores.

NA - Castorina – Tecido de lã, leve, macio e sedoso. Picotilho - Tecido de lã muito fino, usado para calças e coletes. Tecido produzido com lã de Caxemira. Serguilha – Tecido utilizado na confeção de saias, muito utilizado nas zonas húmidas. Roupinha – Roupa íntima que, em 1830, se tornou muito popular em flanela e algodão. Todos os tecidos estão referenciados no Dicionário Enciclopédico do Folclore Português. Sacanitos – Caneleiras em forma de tubo, geralmente de lã grossa. Cotim - Tecido de algodão com ponto de cetim, usado na confeção de vestuário para homens. Baetilha - Tecido de algodão tornado felpudo no avesso por meio de uma raspagem.

(Continua)

 



publicado por Noticias do Ribatejo às 07:45
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Sábado, 2 de Maio de 2015
FESTA DO VINHO PROMOVE IDENTIDADE DO CARTAXO

O primeiro dia da Festa do Vinho do Cartaxo, 30 de abril, começou cedo para as dezenas de crianças e seniores que participaram no desfile etnográfico Da Uva ao Vinho, que abriu a Festa logo pela manhã e levou centenas de pessoas ao centro da cidade.

 

A inauguração oficial do certame teve lugar às 18h00, no Pavilhão Municipal de Exposições, onde as tasquinhas regionais e os produtores de vinho, estavam preparados para receber os muitos visitantes que o Cartaxo espera receber ao longo do fim de semana – a Festa decorre até ao próximo domingo, dia 3 de maio.

 

Presidente da Câmara, presidente e membros da Assembleia Municipal, vereadores, presidentes de junta de freguesia, representante da Entidade de Turismo do Alentejo e Ribatejo, secretário-geral da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), representantes de municípios que integram a AMPV, confrarias enófilas e gastronómicas,

representantes de casas agrícolas do concelho e muitos profissionais ligados ao setor, foram recebidos no Pavilhão Municipal de Exposições, pela Tuna da Universidade Sénior do Cartaxo que ofereceu um pequeno concerto, também ele evocativo da tradição local.

 

Presidente da Câmara inaugura Festa do vinho e presta contas sobre gestão do município

Pedro Magalhães Ribeiro destacou a identidade muito vincada da Festa do Vinho do Cartaxo “ponto de encontro de cartaxeiros desde a sua primeira edição”, em 1988. “O segredo da longevidade desta Festa, que celebra 27 anos, mais de um quarto de século, terá muito a ver com o saber aliar, num só certame, o melhor da nossa cultura popular, à excelência dos produtos que as nossas casas agrícolas oferecem, com vinhos reconhecidos e premiados no país e nos mais conceituados concursos internacionais”.

 

O autarca reconheceu o trabalho de cada uma das pessoas e entidades que ao longo de 27 anos, organizaram a Festa do Vinho, deixando um reconhecimento especial “a Renato Campos e Francisco Pereira, aqui presentes, presidentes da Câmara do Cartaxo que muito contribuíram para valorizar a cultura do vinho e do mundo rural, como parte integrante da nossa identidade”.

 

Pedro Magalhães Ribeiro descreve situação financeira da autarquia

A situação financeira da autarquia foi relatada pelo presidente de Câmara porque “é nosso dever prestar contas aos cidadãos. As decisões que tomamos serão também fundamentais para o futuro de eventos como este”.

 

Assumindo que partilhou, “com toda a transparência, as dificuldades, parece-me importante partilhar os resultados positivos que o esforço de toda a comunidade começa a obter e que permite, a todos, acreditar que seremos capazes de vencer as dificuldades”, explicando que “a dívida da Câmara não só parou de crescer, como diminuiu”, referindo-se ao facto de entre 2008 e 2013, a dívida ter crescido mais de 19 milhões de euros e em 2014, ter diminuído pela primeira vez em 6 anos.

 

A educação é uma das áreas estratégicas que o município vai privilegiar na aplicação de fundos comunitários. “O futuro precisa de contas consolidadas e de estabilidade, mas serão as pessoas a construir o Cartaxo, um concelho que queremos mais desenvolvido, e para o qual precisamos de maior qualificação das pessoas e de igualdade de oportunidades para todos, mas também de mais justiça e solidariedade entre gerações”, afirmou o autarca explicando que o Cartaxo tem, numa população inferior a 25 mil pessoas, duas mil e quinhentas analfabetas, e 17 mil apenas têm o ensino básico.

 

Os equipamentos para apoio social estarão no centro de outra das áreas estratégicas – o apoio aos idosos e mais desfavorecidos. “Apesar de sermos dos concelhos mais jovens do distrito, os dados mais recentes confirmam que temos uma taxa de crescimento natural negativa” afirmou, explicando que o Cartaxo segue a tendência nacional de a taxa de natalidade ser inferior à de mortalidade, “o apoio à população sénior será uma necessidade das famílias no futuro, mas também um dever de uma comunidade coesa e solidária”.

 

Plano Diretor Municipal estratégico para desenvolvimento económico

“Um concelho que alia raízes rurais profundas, à potencialidade de um território que oferece grande diversidade e riqueza produtiva”, mas também localização central e excelentes acessos, foram as razões que o autarca frisou para afirmar “temos um território extraordinário. Precisamos estabelecer parcerias, mobilizar os agentes privados de diferentes setores” – como o do turismo, que encara como “capaz de alavancar o desenvolvimento económico e gerar investimento”.

 

A autarquia propõe-se contribuir, “encontrando soluções para problemas de ordenamento que não se podem arrastar mais”, anunciando que a revisão do Plano Diretor Municipal, cujos “trabalhos se encontram adiantados depois de anos em que estiveram parados”, será discutida numa sessão pública, promovida pela autarquia e aberta a toda a comunidade, no próximo dia 12 de maio, porque “o crescimento do território precisa tanto do equilíbrio ambiental, como do desenvolvimento económico”.

 

A inauguração da Festa do Vinho contou ainda com a cerimónia de entrega dos Prémios Prestígio da AMPV, que destacou o enólogo Mário Louro, como Personalidade do Ano e como Entidade do Ano, a Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal.

 



publicado por Noticias do Ribatejo às 11:43
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CARTAXO: PROVA JUNTA VINHO E GASTRONOMIA À MESMA MESA

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A Festa do Vinho do Cartaxo, que decorre no Pavilhão Municipal de Exposições até ao próximo dia 3 de maio, recebeu um Chef e um enólogo para uma conversa feita à volta do vinho e do prazer da boa comida.

 

Igor Martinho, chef do restaurante Mãe Luísa, em Arrouquelas e Pedro Gil, enólogo da Adega Cooperativa do Cartaxo, convidaram os visitantes da Festa a desfrutar de aromas, sabores e texturas que se encontram ou se opõem, criando contrastes que se revelaram combinações perfeitas – foi a primeira das provas enogastronómicas que estão agendadas para os dias da Festa do Vinho.

 

Igor Martinho escolheu bacalhau com grão para cozinhar ao vivo, enquanto Pedro Gil explicou algumas das características dos vinhos que trouxe da Adega Cooperativa. O que parecia uma receita banal, daquelas que os portugueses estão habituados a ter à mesa, rapidamente se tornou bem mais complexa. Pela mão treinada e pela interpretação de Igor Martinho – chef do ano em 2009 -, afinal o bacalhau foi confitado em azeite, numa cozedura lenta para lhe manter a gordura e o grão cozeu mas foi transformado em puré, no qual o chef incorporou a frescura das ervas aromáticas e a acidez dos citrinos, a rematar, acrescentou um pouco mais de textura, com amêndoas torradas e esmagadas grosseiramente.

Para este prato, muito aromático e complexo, Pedro Gil escolheu dois vinhos, em tudo diferentes – o Bridão Reserva Branco, colheita 2012, e o Coudel Mor Tinto, colheita 2013. O primeiro, um vinho estagiado em madeira, com fermentação controlada, a partir da casta Fernão Pires; o segundo, um tinto com 14,5º, que lhe conferem volume e estrutura, produzido a par de três castas – Alicante Bouchet, Merlot e Caladoc.

 

Para o enólogo a primeira harmonização, com o vinho branco, terá sido menos conseguida, mas alguns dos muito visitantes que participaram na prova, qualquer uma das propostas revelou-se capaz na resposta ao desafio de acompanhar o prato de Igor Martinho, muto aromático e condimentado.

 

A Prova contou com a participação dos alunos do Curso Profissional de Restauração, vertente de Serviço de Mesa e Cozinha, do Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita do Cartaxo.

A próxima prova trará à Festa do Vinho, a Sociedade Agrícola Casal do Conde e o Almourol Restaurante.



publicado por Noticias do Ribatejo às 11:41
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2015
Mais de mil aficionado na primeira largada de touros em Samora Correia

Cidade Ribatejana espera milhares de aficionados na X Semana Taurina de 30 de abril a 10 de maio

 

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 Mais de mil aficionados participaram ontem na primeira de onze largadas de touros em Samora Correia. O touro e vacas colheram quatro espectadores mas sem gravidade. Nenhum dos aficionados recebeu tratamento médico.

Esta tarde às 17h30 sai para a rua mais um touro com cerca de 500 kg, seguindo-se a largada de uma vaca até ao final da tarde.

Até 10 de maio decorre a X Semana Taurina e a Feira Anual. Uma maratona de largadas de touros, novilhos, vacas e bezerros promove a festa brava com eventos dedicados às crianças, jovens e mulheres no intuito de alargar a captação de novos aficionados.  

A Junta de Freguesia aposta num programa diversificado de cultura tauromáquica popular com fado, folclore, sevilhanas, gastronomia local e demonstrações de toureio. 

Esta noite, 21h30, terá lugar um colóquio sobre a influência dos artistas e dos aficionados na Festa Brava com toureiros, forcados, empresários e representantes das tertúlias. A moderação será feita pelo crítico tauromáquico Maurício do Vale. Será também inaugurada uma exposição de fotografia taurina de Pedro Batalha no Centro Cultural de Samora Correia onde haverá um concerto de passodoble com o grupo XiraBrass.

 

 



publicado por Noticias do Ribatejo às 19:02
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Concerto pelo Coro das Fazendas de Almeirim

O Centro Cultural Azambujense irá receber nas suas instalações, já no próximo dia 02 de Maio, pelas 21h30, um Grandioso Concerto pelo Coro das Fazendas de Almeirim.



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Abrantes: Comemorações do 1º de Maio, no Tramagal

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A Presidente da Câmara participou esta manhã nas comemorações do 1º de Maio, no Tramagal. A junta de freguesia promoveu a realização de uma homenagem junto ao busto de Eduardo Duarte Ferreira, industrial, fundador da MDF, que marcou de forma indelével a história do Tramagal. Com a presença de muitos cidadãos, e realizou-se a habitual arruada pela Vila, acompanhada pela Banda Filarmónica de Rio de Moinhos.

Já no Largo dos Combatentes da Grande Guerra, houve lugar às intervenções do Presidente da Junta, Vitor Hugo Cardoso, do neto do Comendador, Carlos Duarte Ferreira e da Presidente da Câmara, Maria do Céu Albuquerque. Seguiu-se um concerto musical proporcionado pela banda convidada.

Desde 1901 que Eduardo Duarte Ferreira fazia questão de comemorar o Dia 1 de Maio, com os seus trabalhadores e com as suas famílias. Mesmo quando Salazar proibiu a festa no Tramagal, o Comendador fretou um comboio especial, pegou nos seus homens e mulheres, e rumaram todos para Lisboa. Para fazer a festa e celebrar o Dia do Trabalhador, manifestação popular que estava na altura proibida em todo o país.

Maria do Céu Albuquerque referiu ser este o tempo em que é necessário “reivindicarmos  aquilo que do ponto de vista das politicas nacionais é determinante para dignificar e qualificar o trabalho e a pessoa humana”.



publicado por Noticias do Ribatejo às 15:59
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