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Quinta-feira, 27 de Abril de 2017
Santarém palco de “Cortes e Lendas” de 5 a 7 de maio

 

Santarém oferece “Cortes e Lendas”, de 5 a 7 de maio, com o objetivo de dignificar e valorizar o património e a história da cidade de Santarém.

Esta iniciativa, organizada pela VIVER SANTARÉM, Desporto e Lazer, EM, SA e pela Câmara de Santarém, oferece diferentes momentos de animação, através de representações teatrais, visitas guiadas, Peddy Paper Histórico-Cultural, momentos musicais, feira de artesanato e mercado de sabores, recriação de Ceia Medieval, cortejos, festa da Cerveja artesanal, Animação e recriações históricas, Malabarismo e espetáculo de fogo, Danças e Cantares, Demonstração de Falcoaria, Exposição de Aves, Caminhada Medieva e Cerveja artesanal, para além da Feira de Artesanato e Mercado de Sabores.

 

A organização introduz este ano a temática “Lendas”, às “Cortes” dos anos anteriores, e, durante os três dias, apresenta momentos de animação/recriações históricas, que contam com a participação da Associação Josefa D’Óbidos, do Grupo Scalabitanus do Círculo Cultural Scalabitano, da Companhia de Teatro Vivarte, Centro Dramático Bernardo Santareno, Milites Sanguinária da Juventude Sanguedo, Curinga, Associação Internacional Luso-Brasileira de Integração, Arte e Cultura de Santarém, Finis Terrae da Associação CRBMV e dos Human’Art.

 

Na sexta-feira, dia 5 de maio, as “Cortes e Lendas” têm início às 18h00, com o Auto de abertura do mercado, que vai estar patente até às 02h00, no espaço exterior do Convento de S. Francisco. Os Claustros do Convento encerram às 00h00.

Das 18h00 às 02h00 há Feira de Artesanato e Mercado de Sabores (os claustros do Convento encerram às 00h00 e os espaços exteriores às 02h00).

 

Às 19h00, tem lugar uma sessão de esclarecimento sobre “As Cortes e as Lendas em Santarém”, no Interior da Igreja do Convento de S. Francisco. Esta Mesa Redonda vai debater os temas medievais da história da Cidade e a desconstrução dos discursos lendários associados a Santarém, com base nas mais recentes investigações, a par duma reflexão sobre o teatro histórico e sobre a recriação histórica.

 

Pelas 21h00, tem início uma Caminhada Medieval, com inscrição prévia, através do e-mail:tiago.simoes@viversantarem.pt , até dia 2 de maio, no valor de 5 Cortes, com concentração às 20h30, no Convento de S. Francisco, para vestir traje medieval. O valor da inscrição inclui: traje medieval, tapas e vinho no final da caminhada.

Às 21h30, há Cortejo régio, com início na Casa de Portugal e de Camões (Ex Presídio Militar).

Pelas 22h00, há Dança da Corte, pela Associação Josefa D´Óbidos e Malabarismo e Espetáculo de Fogo, pelos Human’Art, no exterior do Convento de S. Francisco.

 

Das 23h30 às 02h00, há Malabarismo com os Human’Art e Dança com o Povo, pela Associação Josefa D´Óbidos e Cerveja Artesanal, no exterior do Convento de S. Francisco.

 

No sábado, dia 6 de maio, das 12h30 às 02h00, volta a haver Feira de Artesanato e Mercado de Sabores (os Claustros do Convento encerram às 00h00 e os espaços exteriores às 02h00.

 

Às 10h30 há Peddy Paper “Santarém na história e nas lendas”, no Jardim Portas do Sol. Este Peddy Paper pretende, de forma lúdica, dar a conhecer a história de Santarém, particularmente centrada no período medieval, bem como na desmitificação de alguns aspetos das lendas da Cidade. Será desenvolvido através de uma sequência de enigmas que vão apelar, tanto ao conhecimento da história de Santarém como à atenção prestada a pormenores do percurso que, normalmente, passam despercebidos.

Os interessados devem inscrever-se, através do e-mail: sergio.vieira@viversantarem.pt  ou no local, no dia do evento. A participação é gratuita e há prémios para os 3 primeiros classificados.

 

Às 12h30, o Auto de abertura do Mercado, volta a ter lugar no exterior do Convento de S. Francisco. A partir das 14h30, há animação com o grupo Curinga, nos Claustros e exterior do Convento de S. Francisco.

Às 16h30 há demonstração de Falcoaria, pela BirdControl, no exterior do Convento de S. Francisco e às 17h30, Cortejo para reunião Régia, com início na Casa de Portugal e de Camões (Ex Presídio Militar), até ao Convento de S. Francisco.

A partir das 18h30 há animação de rua e Malabarismo com os Human’ Art e com o grupo Curinga, no exterior do Convento de S. Francisco.

 

Às 21h00, tem lugar uma recriação de Ceia Medieval, na Igreja do Convento de S. Francisco e às 21h30, é contada a Lenda de Santa Iria e há animações diversas, na Igreja e Claustros do Convento de S. Francisco.

Das 23h30 às 02h00, a animação está a cargo do Grupo Curinga, pela Associação Internacional Luso-Brasileira de Integração, Arte e Cultura de Santarém, dos Human’Art, que apresentam Malabarismo e espetáculo de fogo) e há Cerveja Artesanal, no exterior do Convento de S. Francisco.

 

No domingo, dia 7 de maio, das 12h30 às 21h00, há Feira de Artesanato e Mercado de Sabores. Às 12h30, decorre o Auto de abertura do Mercado, no exterior do Convento de S. Francisco.

Pelas 15h30, há animação com o grupo Curinga, nos Claustros e exterior do Convento de S. Francisco.

 

Às 16h00, tem início um Cortejo, que parte do Convento de S. Francisco em direção ao Largo Pedro Álvares Cabral.

Das 16h30 às 17h30, há animação de Rua, com Dança, a cargo da Associação Internacional Luso-Brasileira de Integração, Arte e Cultura de Santarém. no Largo Pedro Álvares Cabral e às 17h00, o Rei inaugura a Exposição “Santarém Cidade em Crescente”, na Casa do Brasil.

 

Às 18h30 há Demonstração dos Treinos de Armas dos Cavaleiros do Conto, nos Claustros do Convento de S. Francisco.

 

Às 19h00, tem lugar a entrega de Prémios do Peddy Paper pela mão do Rei, que vai ser abrilhantado com Dança, pela Associação Internacional Luso-Brasileira de Integração, Arte e Cultura de Santarém, no exterior do Convento de S. Francisco.

 

Pelas 20h00, há animações diversas com o Grupo Curinga, da Associação Internacional Luso-Brasileira de Integração, Arte e Cultura de Santarém e com os Human’Art, que apresentam espetáculo de Malabarismo e de fogo, no exterior do Convento de S. Francisco, numa Tenda da Associação Josefa D’Óbidos.

 

No dia 5 de maio, os espaços interiores, nos Claustros do Convento de S. Francisco, podem ser visitados das 18h00 às 00h00. No dia 6, funciona das 12h30 às 00h00 e, no dia 7, das 12h30 às 20h00.

 

No dia 6, os espaços exteriores estão abertos entre as 18h00h e as 02h00 e no dia 7, das 12h30h às 20h00.

 

No domingo, dia 7 de maio, o Convento de S. Francisco acolhe a Feira de Artesanato e Mercado de Sabores.



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SALVATERRA DE MAGOS RECEBE FASE REGIONAL DO CONCURSO NACIONAL DE LEITURA

A Biblioteca Municipal de Salvaterra de Magos foi escolhida para organizar a 2ª fase da 11ª edição do Concurso Nacional de Leitura, da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, que decorre no dia 27 de abril, pelas 16horas, no Edifício do Cais da Vala.

A segunda fase regional vai envolver 40 alunos dos concelhos de Azambuja, Benavente, Cartaxo, Coruche, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém em provas escritas (de carácter eliminatório) e orais (de apuramento para a Fase Final do Concurso Nacional de Leitura).

A prova escrita terá a duração de 45 minutos e a prova oral (de 5 minutos) consiste na declamação de um poema e na resposta a uma questão sobre o conteúdo das obras selecionadas para o Concurso.

As obras selecionadas foram A Terra do Anjo Azul de António Mota e Quando Hitler roubou o coelho cor de rosa de Judith Kerr para o 3º ciclo; e A Sala Magenta de Mário de Carvalho e O Menino de Cabul de Khaled Hosseini para o ensino secundário.

O júri, composto pela técnica superior da Biblioteca Municipal de Salvaterra de Magos, Marta Marques, pelo músico David Antunes e pela escritora Maria João Lopo de Carvalho, irá avaliar a intensidade, o ritmo, a expressividade, o discurso lógico e a capacidade de análise de síntese na resposta à questão sobre o conteúdo das obras.

Após a prova oral são considerados vencedores dois alunos do 3º ciclo e dois alunos do Secundário, sendo ainda selecionado um suplente em ambos os escalões. Estes quatro estarão presentes na Fase Final do Concurso Nacional de Leitura, a realizar em junho/ julho, em representação da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo.

O Concurso Nacional de Leitura tem como objetivo estimular a prática da leitura entre os alunos do 3ºciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário e é organizado pelo Plano Nacional de Leitura, em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, o Camões IP, a Direção-Geral da Administração Escolar e a RTP1.



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XIX FESTA DO VINHO DO CARTAXO – VINHO & CHOCOLATE

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DIA DO CAMPINO

 

No próximo 1.º de Maio, segunda-feira, aqueles que são o testemunho vivo da tradição, da história e do trabalho nos campos da Lezíria Ribatejana, vão voltar a percorrer as ruas da cidade, vão devolver à Festa do Vinho um dos seus momentos altos – é o Dia do Campino que volta ao Cartaxo.

 

A Câmara Municipal convida toda a população a participar nesta grande festa da cultura ribatejana – ao engalanar as ruas e janelas, ou integrando o desfile.

 

PROGRAMA

10H00

Concentração de Campinos, Amazonas e Cavaleiros

Junto ao Páteo da Câmara

 

Saída dos participantes com destino ao Tribunal | Rua Professor Manuel Bernardo das Neves / Av. Mestre Cid / Av. João de Deus / Largo Vasco da Gama

 

10H30

Bênção dos Campinos, Cavaleiros e Amazonas

Frente ao Tribunal

 

11H00

Início do Desfile de Campinos, Condução de Cabrestos, Amazonas, Cavaleiros e Equipagens com a Participação do Rancho Folclórico do Cartaxo

 

ITINERÁRIO | Partida do Largo Vasco da Gama (Frente ao Tribunal) / Rua 5 de Outubro / Rua Batalhoz / Rua José Ribeiro da Costa / Rua Nova do Outeiro/ Rua Batalhoz /Rua Manuel Bernardo das Neves (Campo da Feira)

 

CONVIDAM-SE CAMPINOS, AMAZONAS E CAVALEIROS A PARTICIPAR NO DESFILE – obrigatório o uso de traje curto. Os proprietários dos equinos deverão fazer-se acompanhar de livro e respetivo seguro do seu animal.

 

XIX FESTA DO VINHO DO CARTAXO – VINHO & CHOCOLATE

CRIANÇAS E JOVENS VÃO TER ESPAÇO PRÓPRIO

 

A Câmara Municipal, em parceria com empresas do concelho, organizou um espaço para as crianças e jovens que queiram acompanhar os adultos à Festa do Vinho. Como não podia deixar de ser, o chocolate será o protagonista das muitas atividades e ateliers em que os mais pequenos podem participar – tudo com muitos concelhos sobre moderação no consumo pela nutricionista da Área de Educação

e Juventude do Município.

 

Os ateliers para crianças são de participação gratuita e decorrem todos os dias da Festa.

 

28 ABRIL – SEXTA-FEIRA

18h30

Organização Academia Grau de Prova

 

29 ABRIL – SÁBADO

14h00

ATELIER DE CHOCOLATE MINI-CHEF pela nutricionista Elisabete Duarte (Área de Educação

e Juventude do Município do Cartaxo)

15h00

Organização Academia Lápis Mágico

16h00

Organização My Camp - Quinta da Broeira

17h00

Organização Academia Grau de Prova

18h00

Organização Colégio Pergaminho Mágico

20h00

Organização Academia Os Fantásticos e Príncipe Eventos

 

30 ABRIL – DOMINGO

14h00

Organização Academia Laranjinha

15h00

Organização Academia Lápis Mágico

16h00

ATELIER DE CHOCOLATE MINI-CHEF pela nutricionista Elisabete Duarte (Área de Educação

e Juventude do Município do Cartaxo)

17h00

Organização Casa dos Saberes

19h00

Organização Academia Grau de Prova

20h00

Organização Academia Os Fantásticos e Príncipe Eventos

 

1 MAIO – SEGUNDA-FEIRA

14h00

Organização Academia Laranjinha

15h00

Organização Academia Lápis Mágico

17h00

Organização Academia Grau de Prova

18h00

Organização Colégio Pergaminho Mágico

20h00

Organização Academia Os Fantásticos e Príncipe Eventos

 



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Quarta-feira, 26 de Abril de 2017
SALVATERRA DE MAGOS HOMENAGEOU PRESIDENTES DE CÂMARA E DE ASSEMBLEIA MUNICIPAL DESDE 1976

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Na foto (da esquerda para a direita) o Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Hélder Manuel Esménio, o primeiro Presidente da Câmara depois do 25 de abril, Leonardo Ramalho Cardoso e o atual Presidente da Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos, Francisco Caneira Madelino

 

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos homenageou terça-feira, 25 de abril, os presidentes de Câmara e de Assembleia Municipal eleitos desde 1976 até 2013 numa cerimónia que decorreu na Biblioteca Municipal.

A iniciativa inseriu-se nos “40 anos de Poder Local no Concelho de Salvaterra de Magos”, o tema escolhido pela autarquia para assinalar este ano as comemorações do 43º Aniversário do 25 de Abril.

A autarquia entregou uma placa evocativa aos presidentes de Câmara, eleitos desde 1976 até 2013, Leonardo Ramalho Cardoso, Rafael João Alcântara Ferreira da Silva, António da Silva Ferreira Moreira, José Manuel Oliveira Gameiro dos Santos, Ana Cristina Pardal Ribeiro e Hélder Manuel Esménio; e aos presidentes de Assembleia Municipal António Paulo Mendonça Coelho, Joaquim Mário Cardoso da Silva Antão, Alexandre Monteiro António, José Manuel Oliveira Gameiro dos Santos, Paulo Martinho da Costa Ramalho Cardoso, José Domingos dos Santos, Isabel Maria Pinto de Almeida, Manuel Correia Nunes, Francisco Monteiro Cristóvão e Francisco Caneira Madelino.

O objetivo foi distinguir, de forma singela, mas reconhecida os homens e mulheres que passaram pela presidência dos órgãos autárquicos Câmara e Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos e que ajudaram a fazer a história do concelho ao longo de 40 anos de Poder Local.

 

O tema escolhido para este ano está também patente na exposição evocativa dos “40 anos de Poder Local Democrático no Concelho de Salvaterra de Magos” que pode ser visitada até 10 de maio na Biblioteca Municipal de Salvaterra de Magos, onde são apresentados os resultados das eleições autárquicas desde 1976 até 2013, os partidos políticos envolvidos, as votações e os nomes dos eleitos.

 

Antes desta homenagem decorreu uma sessão solene da Assembleia Municipal, na Praça da República, em Salvaterra de Magos, precedida de uma demonstração de paraquedismo pelo Para Clube Nacional “Os Boinas Verdes”, na zona do Rossio, com a participação a Banda da Academia de Música Salvaterrense.

 

Além dos cravos vermelhos e brancos, a Praça da República esteve também ornamentada com a frota automóvel e de maquinaria da Câmara Municipal numa forma simbólica de colocar o Poder Local na rua, demonstrando os meios que, no dia-a-dia, estão ao dispor das populações



publicado por Noticias do Ribatejo às 17:10
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População Transforma Vila em Palco de Tradição
  • De dois em dois anos Pontével transforma-se em museu aberto. Móveis antigos saem de casa e ocupam os passeios e jardins, peças de linho fino, bordadas pelas mãos das bisavós, ficam na rua à vista de todos, serviços de jantar centenários parecem convidar quem passa para um almoço de família. As janelas, mais de sessenta este ano, enchem-se de flores e mantas de outros tempos, a população veste as roupas de antigamente e desfila em Cortejo – é a Festa dos Fazendeiros que celebra 61 anos de vida.
  • A cultura, o desporto e o apoio social sempre foram parte integrante da vida da freguesia e no Cortejo são as associações que assumem o testemunho desta dinâmica, apresentando tradições, quadros vivos dos trabalhos no campo, participando com os seus atletas, ou atuando, como é o caso da Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense e do Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Pontével. Este ano a organização recuperou um dos elementos dos primeiros anos da Festa dos Fazendeiros, a exposição de gado.

 

 

Em Pontével, é caso para dizer que a tradição ainda é o que era – no passado domingo de Pascoela, dia 23 de abril, centenas de pessoas saíram à rua para participar ou assistir ao cortejo que reúne viaturas rurais e grupos apeados. Em todos, um tema comum – a vida da própria população representada nas sua tradições, nas profissões de outros tempos, nas personagens que ainda marcam a memória do povo e a história do dia a dia da vila.

 

Da roupa do campo às ferramentas de trabalho, da amassadura do pão ao forno a lenha de onde saíram Caspiadas quentinhas, do chouriço a assar nas brasas ao pão de ló, da monda do arroz à descamisa do milho, do capataz que escolheu os homens e as mulheres para o trabalho nos campos à barbearia do senhor Aníbal onde a barda era cortada entre dois copinhos de vinho, foram sempre as memórias do povo que deram o mote aos dez grupos apeados e aos 16 carros alegóricos que participaram no cortejo.

 

Na sua 42.ª edição, a Festa serviu também para a apresentação das candidatas e dos candidatos a Rei e Rainha das Vindimas de Pontével, reinado que iniciarão em julho, mês do espetáculo final no qual os monarcas serão anunciados.

 

Organizada pela primeira vez em 1956, a Festa dos Fazendeiros é promovida por uma Comissão Organizadora, com o apoio da Junta de Freguesia de Pontével, cujo presidente, Jorge Pisca, assistiu ao Cortejo acompanhado pelos elementos do executivo da junta, por Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo e Fernando Amorim, vice-presidente da Câmara, assim como, por Gentil de Sousa Duarte, presidente da Assembleia Municipal.

 

Pedro Magalhães Ribeiro afirmou que “a Festa dos Fazendeiros é um exemplo de união entre gerações, de colaboração entre coletividades, associações, empresas locais, famílias, pessoas anónimas. É o exemplo do melhor que podemos fazer quando nos unimos em nome do melhor para a nossa terra. É uma Festa construída pelas pessoas para as pessoas”. Para o autarca “a alegria que vejo em cada rosto, o orgulho de participar que é notório em pessoas de todas as idades, são os maiores responsáveis pela longevidade desta Festa, deste exemplo de afirmação da nossa cultura, da nossa identidade marcadamente rural e profundamente humanista”.

 

A Festa dos Fazendeiros tem no Cortejo de Viaturas Rurais e Grupos Apeados um dos momentos mais relevantes, mas continuou no dia 25 de Abril com a apresentação de uma peça de teatro infantil, a Farruncha, pelo Kaspiadas – Grupo Cénico da Casa do Povo de Pontével que encheu o salão desta coletividade; no dia 28 de abril, terá lugar a entrega de prémios aos participantes no cortejo de viaturas rurais e exposição de janelas decoradas e no dia 30 de abril, a Junta de Freguesia de Pontével organiza outro dos momentos mais importantes da Festa dos Fazendeiros – o almoço dos Fazendeiros com mais de 70 anos.



publicado por Noticias do Ribatejo às 17:10
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“UM DIA NO CAMPO…”

O Município de Azambuja vai reeditar a atividade “UM DIA NO CAMPO…”, adiado para o dia 21 de junho, devido às previsões de mau tempo para 28 de abril. A iniciativa decorrerá nos antigos viveiros do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), na Estrada Nacional 366, junto a Aveiras de Baixo.

 

O evento contará com cerca de 1500 participantes, entre crianças do ensino pré-escolar, do 1º ciclo e de vários centros ATL, bem como dos utentes da Cerci-Flor da Vida e de idosos de diversas Instituições Particulares de Solidariedade Social. Na organização da atividade, os serviços municipais contam com a colaboração de várias entidades que apresentarão ateliês com informação e experiências relativas à proteção da Natureza. Os grandes objetivos integram-se na política de educação ambiental do município. Pretende-se, com a ação, contribuir para a defesa e valorização das florestas, da agricultura e do meio ambiente; bem como motivar os cidadãos, sobretudo os mais jovens, para o uso racional dos recursos naturais.

 

 

XVIII Festa das Tasquinhas de Alcoentre (Azambuja)
28 de abril a 01 de maio de 2017

A tradicional Festa das Tasquinhas de Alcoentre, freguesia do Concelho de Azambuja, está de volta com a sua décima oitava edição. O evento, denominado “AlcoPrimaFest”, decorre nos próximos dias 28, 29, 30 de abril e 1 de maio, no espaço envolvente ao quartel dos bombeiros locais. A entrada no recinto é livre.

 

Este ‘festival de primavera’ em Alcoentre abrirá no dia 28 de abril, sexta-feira, pelas 18h30, com a inauguração das tasquinhas ao som da bandinha “Melodias de Sempre”. Às 23h00, o grupo musical “Chaparral Band”, assume o palco pelo resto da noite.

 

No fim de semana e feriado, as tasquinhas abrem sempre às 11h00 da manhã e fecham nos três primeiros dias pelas 04h00 da madrugada e na segunda-feira às 22h00. A tarde de 29 de abril, sábado, será animada pela Escola de Karaté da A.C.R.S. Salvador e Espinheira, às 16h00, seguindo-se o grupo de Cantares da A.D.C. de Tagarro e a Bandinha “Amigos da Música”. Pelas 22h00, sobem ao palco o grupo “Double D” da A.C.R. de Casais das Boiças e os “Bandacesso” terminarão a noite.

 

No terceiro dia da iniciativa, atua o Grupo Coral Flores do Monfurado (Santiago do Escoural – Alentejo), pelas 15h30, seguindo-se o Rancho Folclórico “Os Traquinas” da A.R.C. de Quebradas e o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alcoentre. Quando forem 18h30, atua a Banda Filarmónica dos Bombeiros Voluntários de Alcoentre, e às 23h00 o arraial ficará ao som da “Ganda Banda”, que animará o recinto do “AlcoPrimaFest 2017” no que resta de domingo.

 

A 01 de maio, feriado, a animação começa pelas 16h00, com a atuação do artista local Hugo Sampaio, seguindo-se “Humor e Histórias” com o conhecido entertainer Jorge Serafim. A festa encerrará pelas 22h00.

 

As tasquinhas apresentarão a gastronomia típica local, e estarão a cargo das associações culturais e recreativas da freguesia.

A XVIII Festa das Tasquinhas é organizada pela Junta de Freguesia de Alcoentre e tem o apoio da Câmara Municipal de Azambuja.



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Comemorações do 25 de Abril prosseguem com apresentação do Livro “No Limite da Dor” e Colóquio com Sampaio da Nóvoa

 

As comemorações do 25 de Abril prosseguem amanhã, dia 27 abril, às 21h30, com a apresentação do Livro “No Limite da Dor” e tertúlia sobre Abril, com testemunhos, ao vivo, por ex-presos políticos, com a presença de Irene Pimentel e dos autores do livro, Ana Aranha, Carlos Ademar, no Fórum Actor Mário Viegas –Centro Cultural Regional de Santarém.

 

Dia 29 de abril, às 18h00, há Colóquio Abril – Presente e Futuro”, com o Professor António Sampaio da Nóvoa, no Fórum Actor Mário Viegas – Centro Cultural Regional de Santarém.

 

O programa das comemorações do 43º aniversário do 25 de Abril é organizado pela Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril de Santarém, com o apoio da Câmara Municipal de Santarém, e conta com a parceria da Associação Aqui Há Gato, AJA - Associação José Afonso, Centro Cultural Regional de Santarém, Círculo Cultural Scalabitano, FITIJ – Festival Internacional de Teatro e Artes para a Infância e Juventude, para além da colaboração da NERSANT e do CIES - Centro Inovação Empresarial de Santarém.

 



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Segunda-feira, 24 de Abril de 2017
Lista de cidadania candidatar-se-á às próximas autárquicas em Santarém

Uma ampla lista de cidadania vai-se  apresentar às próximas eleições autárquicas em parceria e no enquadramento legal com o Bloco de Esquerda.

Esta lista de cidadania tem pessoas oriundas de várias ou nenhuma participação partidária, mas de assídua presença e activismo cívico, cultural ou desportivo.

Este projecto de cidadania divulgará na próxima semana 10 LAÇOS DE UMA CANDIDATURA CIDADÃ E DE AFETO POR SANTARÉM e um protocolo de funcionamento e união de ação comum pela nossa terra.

A lista já aprovou as cabeças de lista à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e União de Freguesias da Cidade de Santarém e continuará o seu crescimento nas freguesias.

No próximo fim de semana daremos mais novidades!

São Marecos, Manuela Marques, Graça Isabel, Vítor Franco, Luís Campos, José Conceição...



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25 de abril – Programa do dia prossegue comemorações de 43 anos de Liberdade e Democracia

25 de abril – Programa do dia prossegue comemorações de 43 anos de Liberdade e Democracia

Esta terça-feira, 25 de abril, no âmbito das comemorações do 43.º aniversário da Revolução de Abril, têm lugar diversas iniciativas, com as quais a Câmara Municipal prossegue o assinalar dos valores da Liberdade e Democracia.

 

A programação é a seguinte:

9h30 - Deposição de Coroa de Flores no Monumento de Homenagem aos Combatentes do Concelho

Largo 5 de Outubro – Vila Franca de Xira

10h00 -  Sessão Solene do “25 de Abril”

Fábrica das Palavras – Vila Franca de Xira

11h30 - Visita ao barco varino “Liberdade”, após grande intervenção de requalificação

Cais - Vila Franca de Xira

12h00 - Inauguração das novas instalações da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira

Rua António Dias Lourenço – Vila Franca de Xira

15h30 - Inauguração do Campo de Futebol de Praia e zona de lazer da Urbanização “Quinta da Graciosa”

Sobralinho

16h00 - Assinatura de Protocolos entre a Câmara Municipal e o Movimento Associativo Concelhio no âmbito do Apoio à Atividade Regular, Investimento e Fomento da Vida Associativa

Palácio do Sobralinho – Sobralinho



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SALVATERRA DE MAGOS HOMENAGEIA ANTIGOS PRESIDENTES DE CÂMARA E DE ASSEMBLEIA MUNICIPAL

“40 anos de Poder Local no Concelho de Salvaterra de Magos” é o tema central das comemorações do 25 de Abril, dinamizadas pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, em parceria com as juntas de freguesia, associações e coletividades do concelho.

O tema escolhido este ano vai servir de mote para a exposição a inaugurar no dia 25 de abril, pelas 11h30, na Biblioteca Municipal, com homenagem aos Presidentes de Câmara e de Assembleia Municipal eleitos desde 1976, data das primeiras eleições autárquicas democráticas. Antes, pelas 10h30, haverá uma sessão solene da Assembleia Municipal, na Praça da República, em Salvaterra de Magos, precedida de uma demonstração de paraquedismo pelo Para clube Nacional “Os Boinas Verdes”, na zona do Rossio.

No mesmo dia, o Mercado de Cultura de Marinhais acolhe a exposição “Cartaz Político 1974-1975”, patente até 14 de maio



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APRESENTADA A 2ª EDIÇÃO DO RALI VILA MEDIEVAL DE OURÉM

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Decorreu na tarde de sábado na Galeria da Vila Medieval de Ourém a apresentação da 2ª edição do Rali também denominado Vila Medieval de Ourém, numa organização do "Olival Motorizado".
Tratou-se da definição pública e apresentação à imprensa do que é expectável venha a acontecer nas estradas do Município de Ourém nos dias 3 e 4 de Junho, um evento que conta com a colaboração da autarquia e o empenho sério e dedicado da coletividade do Olival.
No ato esteve presente o Presidente da Câmara Municipal de Ourém e o Presidente da Federação Portuguesa de Automobilisno e Karting, o piloto Bruno Oliveira ,e Ricardo Capitão e restante Staff do Olival Motorizado numa ação promocional que visava e cumpriu, projetar mais uma vez o concelho de Ourém para a alta roda do desporto motorizado em Portugal.

Rui Madeira apadrinha a prova

Este ano o padrinho da prova é o piloto Rui Madeira.

Rui Madeira conquistou o primeiro grande título na modalidade para Portugal, ao sagrar-se campeão do mundo (então Taça FIA) da classe de Produção em 1995, ao volante de um Mitsubishi Lancer preparado pela Ralliart Germany. Do seu palmarés constam também vitórias no troféu Marbella (no capmeonato português de ralis - Iniciados), e bicampeão português de Gr.N em 1993 e 1994, ao volante de um Ford Sierra RS Cosworth 4X4 (ex-Fernando Peres).

Depois do seu título em 1995, ainda disputou durante alguns anos rondas do WRC, tendo ganho o Rali de Portugal de 1996, com um Toyota Celica da equipa italiana Grifone.

Rui Madeira apresentou recentemente o livro " Rui Madeira 25 Anos de Ralis" e participou em 2016 no Vodafone Rally de Portugal aos comandos de um Ford Fiesta R5 para assinalar a efeméride .

Rali Vila Medieval de Ourem com novidades em 2017

Como novidade a edição de 2017 apresenta a dupla passagem pela nova especial designada "Agroal" com uma distancia de aproximadamente 12km como inicio junto ao apeadeiro de Seiça e final junto á Madeca na EN 356 em Pisões - Caxarias. A outra novidade é o facto de a Super especial na zona do mercado em Ourem ser feita duas vezes. Uma na noite de sábado dia 3 e a  outra no antes do final do rali na tarde de dia 4 de Junho. A especial Olival/Óbidos não vai sofrer qualquer alteração em relação á edição de 2016 . O centro Operacional do Rali , o inicio e o final serão no Centro de Negócios de Ourém.

O Rali Vila Medieval de Ourem é pontuável para o Campeonato Regional Centro Jorge Amorim

 



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Santarém evoca noite em que Salgueiro Maia mobilizou militares para a revolução de Abril

 

Santarém evoca hoje, a noite em que Salgueiro Maia mobilizou os militares para a revolução de Abril, com o Espetáculo Evocativo da Madrugada do 25 de Abril - “Esta é a Madrugada que eu esperava”, na ex Escola Prática de Cavalaria de Santarém, com texto do Coronel Correia Bernardo, na altura capitão, envolvido em toda a movimentação que aconteceu na EPC, antes da saída do Salgueiro Maia.

A história é contada na primeira pessoa e, a partir do texto, encenou-se. O espetáculo tem 2 momentos. O público é recebido na fachada da Escola Prática de Cavalaria (Largo Infante Santo), às 21h00, num breve momento, e depois é convidado a entrar pela Porta D’Armas que os leva para a Parada Chaimite, no interior da EPC – Escola Prática de Cavalaria, onde a história continua a ser contada.

Correia Bernardo, que há dois anos lançou o livro “Santarém uma Cidade que faz História – 25 de Abril de 1974”, escreveu, para esta evocação, um texto “contando as suas memórias do que se passou naquela noite e que são reveladoras da rebelião, do nervosismo de quem ia participar naquele movimento”.

A Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril de Santarém recebeu o texto do Coronel Correia Bernardo há três anos, e só agora há condições para o apresentar.

 

“O autor do texto quis partilhar connosco as suas memórias, num texto contado da forma mais fiel possível”, disse Berta Pereira na conferência de imprensa de apresentação do programa das comemorações do 25 de Abril deste ano, que revelou ainda que o Coronel Correia Bernardo é “nosso assistente de encenação”.

 

O Coronel Correia Bernardo, autor do texto deste espetáculo evocativo, explicou que lhe foi proposto pela Comissão 25 de Abril, escrever algo sobre a madrugada de 24 de Abril, “em que Santarém teve um papel importante, não só porque iniciou o processo do Movimento dos Capitães em 1973, como também era a unidade escolhida para marcar o pénalti , e teve que haver uma convicção de que o pénalti seria marcado na noite de 24 de Abril, uma vez que íamos fazer uma coisa que nunca tínhamos feito”. O Capitão de Abril explicou que “a unidade escolhida é a unidade que despoleta o movimento e atrai as outras unidades. Mas a unidade de Santarém era a que estava mais preparada e a própria Cidade estava preparada para que, se alguma coisa não corresse bem, se utilizasse defesa forte e consistente”, acrescentando que “a Cidade de Santarém tinha essa força”.

 

Correia Bernardo afirmou ainda que a Comissão do 25 de Abril propôs-lhe “marcar os primeiros momentos decisivos do 25 de Abril – a prisão do Comandante e a saída da Coluna Militar de Salgueiro Maia, que tinha 30 anos e que, apesar de ser um jovem, consegue falar e concretizar” a Revolução dos Cravos.

 

“Saber transformar as palavras em gestos é o que está a ser feito”, de modo a apresentar o espetáculo na noite de 24 de abril, refere Correia Bernardo que acrescentou que “é possível porque tem 2 pomperes: Berta Pereira e Carlos Oliveira, mais conhecido por Chona, coadjuvados por Tiago Fernandes, que vão dando força ao que está escrito, para empolgar as pessoas”.

 

O espetáculo é organizado pela Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril de Santarém, com o apoio da Câmara Municipal de Santarém, e colaboração da NERSANT e do CIES - Centro Inovação Empresarial de Santarém, e conta com a participação de elementos da Associação Aqui Há Gato, da S.M.U.P. Sociedade Musical União Pernense - Música-Nova e da S.R.F.P. Sociedade Recreativa e Filarmónica Pernense - Música-Velha, do Curso Profissional de Artes do Espetáculo da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, do Teatrinho de Santarém, do Instituto Bernardo Santareno, do Human'Art de Santarém, da classe de Ballet da Casa do Povo de Amiais de Baixo, entre outros participantes, crianças e jovens, para além da colaboração, do Agrupamento 52 de Santarém, do Corpo Nacional de Escutas, do Comando da GNR de Santarém, e parceria da Associação Aqui Há Gato e do FITIJ – Festival Internacional de Teatro e Artes para a Infância e Juventude.

 

No dia 25 de Abril – Dia da Liberdade, das 09h30 às 13h00, há Manhã Desportiva, no Jardim da Liberdade, com demonstrações -Time4Satisfaction e pelo Clube Desportivo da Escola D. João II, às 10h30, Aula de Zumba, pelo Clube DJ2, às 11h00, e atividades pelos Grupo de Futebol Empregados do Comércio/Caixeiros, Vitória Clube de Santarém, Associação Cruz de Cristo/Póvoa da Isenta, Clube Ténis Santarém, Santarém Basket Clube, Gimno Clube de Santarém, Hóquei Clube de Santarém, Krav Maga, Judo (CBS), Associação Independente de Karaté Wado-Ryu (AIKW), UNK e Associação Académica de Santarém. Insufláveis (Aventur). Esta iniciativa conta com a participação da Cruz Vermelha, da PSP e da Viver Santarém.

 

Para os mais novos, há Insufláveis, pela Aventur, Pinturas e Modelagens, pelo Baú Mágico, Pipocas e Farturas.

 

Das 10h00 às 12h30, há Pintura e Histórias para crianças, pelo Aqui Há Gato, no Jardim da Liberdade.

 

Às 11h00, há Cravos para Salgueiro Maia, no Jardim dos Cravos. Esta cerimónia evocativa do 25 de Abril,conta com a presença de familiares, amigos, entidades públicas e oficiais, e com a participação da Banda da Sociedade Filarmónica Instrução e Cultura Musical da Gançaria.

 

Às 12h30, o antigo Refeitório da Escola Prática de Cavalaria é palco do Almoço/convívio do 25 de Abril.Reservas no Posto de Turismo de Santarém, Emoção D’Imagens e Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril.

 

Às 17h30, a Igreja de Nossa Senhora da Graça acolhe o Tradicional Encontro de Coros, que conta com a participação do Coral de Gulpilhares, Coro Legatto de Mira, Orfeão de Arouca e Coro do Círculo Cultural Scalabitano.

 

No dia 27 abril, às 21h30, é apresentado o Livro “No Limite da Dor” e tertúlia sobre Abril, com testemunhos, ao vivo, por ex-presos políticos, com a presença de Irene Pimentel e dos autores do livro, Ana Aranha, Carlos Ademar, no Fórum Actor Mário Viegas – Centro Cultural Regional de Santarém.

 

Dia 29 de abril, às 18h00, há Colóquio Abril – Presente e Futuro”, com o Professor António Sampaio da Nóvoa, no Fórum Actor Mário Viegas – Centro Cultural Regional de Santarém.

 

O programa das comemorações do 43º aniversário do 25 de Abril é organizado pela Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril de Santarém, com o apoio da Câmara Municipal de Santarém, e conta com a parceria da Associação Aqui Há Gato, AJA - Associação José Afonso, Centro Cultural Regional de Santarém, Círculo Cultural Scalabitano, FITIJ – Festival Internacional de Teatro e Artes para a Infância e Juventude, para além da colaboração da NERSANT e do CIES - Centro Inovação Empresarial de Santarém.



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Apresentação da Fotobiografia de Natércia Freire - “Da Memória, do Amor e do Génio”, de Isabel Corte-Real

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Mel e Azeite a Concurso em Maio

O Centro Nacional de Exposições, em Santarém, vai ser palco do Concurso Nacional de Mel e do Concurso Nacional de Azeites de Portugal nos dias 12 de Maio e 19-22 de Maio, respectivamente.

 

O objectivo principal da 8ª edição do Concurso Nacional de Mel, que a Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo realiza em conjunto com a FNAP – Federação Nacional dos Apicultores de Portugal é dar a conhecer e premiar os méis portugueses de elevada qualidade, contribuindo para a sua promoção e divulgação, junto dos consumidores.

 

O Concurso Nacional de Azeites de Portugal, evento que decorrerá a 19 e 22 de Maio, é co-organizado pelo Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo e peloCentro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, com o patrocínio do Conselho Oleícola Internacional.

 

Recorde-se que esta é a primeira competição nacional a ser reconhecida pelo Conselho Oleícola Internacional e  acolherá a primeira edição do Prémio Mario Solinas Portugal, contando com o contributo dos mais brilhantes provadores nacionais e estrangeiros, em vários dias de provas cegas, para distinguir os melhores azeites portugueses.

 

Com a realização destas atividades o Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas pretende premiar, promover, valorizar e divulgar a qualidade, especificidade e a diversidade dos produtos portugueses.

 

Estes  Concursos enquadram-se no âmbito de um conjunto de iniciativas promovidas pelo CNEMA, onde se incluem também outros Concursos Nacionais  de Produtos Tradicionais Portugueses bem como os Concursos Nacionais de Mel e de Azeite e o Salão Prazer de Provar integrados na 54ª Feira Nacional de Agricultura / 64ª Feira do Ribatejo.



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A Confraria Ibérica do Tejo e as suas actividades

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A Confraria Ibérica do Tejo (CIT) vem desenvolvendo a sua actividade de acordo com o Plano que foi definido pelos seus sócios fundadores, na AG realizada em Vila Franca de Xira a 25 de Março de 2017.
É pretensão da direcção da CIT informar sobre o que vai fazendo e os resultados que vai aos poucos alcançando, pelo que decidiu emitir uma Folha Informativa (a primeira) que é apresentada em anexo.
Para além disso, uma sócia fundadora da CIT - Rita Pote - dinamizou uma interessante acção a partir de uma associação local de que faz parte - a Associação do Rancho Folclórico da Casa do Povo da Glória do Ribatejo - que merece o nosso destaque pelo seu valor, pelo que decidimos igualmente divulgá-la em anexo.
Vamos mantendo o contacto com os nossos associados e associadas - Confrades do Tejo - assim como com todos os interessados nas questões da nossa região ribeirinha tagana.



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Domingo, 23 de Abril de 2017
TEMAS DE SAÚDE: Vacinas evitaram pelo menos 10 milhões de mortes entre 2010 e 2015

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Por: Antonieta Dias (*)

 

Vacinas evitaram pelo menos 10 milhões de mortes entre 2010 e 2015

 

As vacinas (vírus ou bactérias inativadas) são preparadas a partir de microrganismos mortos como por exemplo, a vacina da poliomielite ou a da gripe, outras são compostas de organismos vivos atenuados (sarampo, varíola e rubéola), e algumas são sintetizadas em laboratório

As vacinas quando ministradas às pessoas criam as defesas (imunidade) necessárias para combaterem as doenças.

Em 1878 o médico inglês Edward Jenner descobriu a primeira vacina contra a varíola. Este cientista constatou que quando o agente responsável pela varíola bovina penetrava no organismo humano estimulava o sistema imunológico e criava as defesas para o combate à doença.

Daí que o nome “vacina” teve origem no termo do latim “vaccinae”.

Mais tarde Pasteur em 1885 descobre a vacina contra a raiva.

Outras vacinas são descobertas, a poliomielite, a febre-amarela, a cólera, a gripe, a hepatite, a tuberculose, o sarampo, a coqueluche, difteria e rubéola (vacina tríplice).

Começaram a partida daí as Campanhas de combate às doenças infecto-contagiosas sendo uma das grandes preocupações dos Ministério da Saúde promover a cobertura a 100% do plano nacional de vacinação a todas as pessoas, a fim de evitar o aparecimento das doenças que podiam ser prevenidas através da aplicação das vacinas e foi através destas medidas que se conseguiram erradicar estas doenças.

As vacinas são o meio mais eficaz para o combate às doenças infecto-contagiosas, são de fácil acesso e económicas.

Protegem contra as doenças através da estimulação do sistema imunológico, aumentado os recursos de defesa através da produção de anticorpos específicos que impedem que os microrganismos se desenvolvam e causem doenças.

Vacinar representa um dos maiores investimentos no sucesso da medicina,

Os programas preventivos, designadamente a vacinação, representa uma das prioridades mais mediáticas dos países que pretendem ter um desenvolvimento económico e que desejam ser bem-sucedidos.

O investimento na vacinação é o meio mais económico e eficaz para combater as doenças infecto-contagiosas, podendo ser considerado como um elemento fulcral na economia na saúde, dado que consegue diminuir o risco, salvar vidas e evitar a morte.

O plano nacional de vacinação (PNV) tem sido ao longo dos anos o pilar de sustentabilidade económica, no setor da saúde.

Prevenir fica mais barato que tratar, pelo que o acesso às vacinas constitui uma prioridade nacional e internacional.

Com base nos dados fornecidos em Abril de 2017 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) entre 2010 e 2015, as vacinas evitaram pelo menos 10 milhões de mortes.

Importa ainda referir que muitos milhões de vidas foram protegidas do sofrimento e incapacidade associados ao sarampo, poliomielite tosse convulsa, pneumonia, diarreia, febre-amarela.

A poliomielite está praticamente erradicada em todo o mundo.
Todavia, existem ainda alguns casos em três países (Afeganistão, Nigéria e Paquistão), estando a ser criadas medidas agressivas para conseguir eliminar definitivamente esta doença.

Um dos objetivos de apoio e investimento económico do combate mundial à poliomielite tem sido desenvolvido pelo Rotary Internacional com milhões de dólares gastos neste projeto.

Em 2005, a Organização Mundial de Saúde (OMS), estabeleceu como meta a irradicação do sarampo (doença altamente contagiosa, provocada por um vírus da família Paramyxovirae) e da rubéola até 2010.

Portugal aderiu de imediato a esta iniciativa, implementando medidas assertivas para o combate a estas doenças, tornando-as obrigatórias com o objetivo e a prioridade de cumprir o Plano Nacional de Vacinação e de obter uma cobertura de 100% na população.

O fato de ter havido um enorme investimento e promoção mundial de combate a estas doenças, prevenindo-as através das vacinas disponíveis, melhorando o acesso e criando os meios necessários para que existisse uma grande adesão em todo o mundo nem sempre isso aconteceu.

De acordo com as orientações da OMS, a vacinação é um dos meios mais baratos e eficazes de prevenir as doenças infeto contagiosas graves, sendo um consenso mundial.

Se esmorecermos podemos não conseguir manter a eficácia deste grande objetivo.

(*) Doutorada em medicina



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Surda-Muda

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Por: Florbela Gil

 

Vou começar por definir  Célia, como uma pessoa muito sensível, foi até hoje a aluna que mais me marcou a nível profissional.

 
Célia, nasceu surda-muda, assim como sua irmã. 
Apesar de serem diferentes, as irmãs, estudaram como todas as crianças, claro com ensino próprio, o braille, mas também sabiam ler normal e escrever. Quando eu digo ler, não é no sentido do som das palavras. 
Célia, queria tirar a carta. Eu fiquei apreensiva com essa situação.
 
O pai dela veio falar comigo, trazia o atestado médico para o efeito, com as devidas restrições que a situação acarretava.
 
Fez-se a inscrição na escola. Celia podia começar a assistir às aulas de código.
E agora? Pensei eu! Como vou fazer para ela me compreender?
 
Ler nos lábios, às vezes ela conseguia, mas era nas pessoas que lidavam muito com ela,. 
Então eu escrevia no quadro o que explicava, canetas, e mais canetas, gastas de tanto escrever, pedindo aos colegas, compreensão por ser uma situação diferente.
 
Às vezes dava por mim a falar alto de mais pensando que assim ela me ouvia. Até que me ria sozinha com a situação.
 
Era uma doçura de menina, muito meiga, mas também se assustava com muita facilidade, qualquer som mais forte ela sentia as vibrações e estremecia. 
Passaram uns meses (dois ou três) e pedi o exame código. Chegou o dia.
Três de março de 1995, Célia fez exame, entre tanta gente, umas saiam reprovadas, outras saiam alegres, Célia foi uma delas. Desceu as escadas, agarrou-se ao meu pescoço a chorar, de tanta alegria que sentia, e orgulho dela mesma, assim como eu estava, vaidosa da minha menina.
 
Outra etapa  esperava, a nós as duas, sim porque, temos um trabalho pratico. Tanto gesto, que tive que inventar no carro para lhe dar a entender o que queria, depois uns coincidiam com outros, toca de trocar por outros, todas as aulas eram um desafio para mim.
 
Uma vez, estava numa subida, e ela ao começar a andar com o carro, deixou ir abaixo, um outro condutor que entretanto tinha chegado atrás dr nós, buzinou,. Incrível a reacção dela. Sentiu o som, e fez cara feia para mim, como quem diz, "que mal criado". 
 
Maio de 1995, dia do exame prático. Começamos as aulas cedo, sempre bem disposta, vi um sorriso pendurado no rosto, e olhito bem aberto, para tudo ver, inclusive os erros das colegas que com ela andavam a dar aulas, a Paula e a Susana, que tentavam sempre ajuda-la .
 
 As colegas, fizeram exame primeiro. Chegou o carro, elas saíram a rir, pois tinham passado, o que deu mais força a ela.
16.horas Célia começa o seu exame, eu assisti, fez tudo muito certinho. Quando acabou, olhou para mim, levantou o polegar,. Acenei com a cabeça um sim , junto com um sorriso de orgulho.  Mais uma vez aqueles braços me envolveram com muito amor e carinho, juntamente com lágrimas de alegria. 
Sabem o que se dizia naquela altura, pelo fato de ela e a irmã terem o problema da surdez? 
Vejam bem,: dizia-se que a mãe era muito religiosa, mas o pai era contra a fé da esposa, e que um  dia deitou fora todas as imagens dos santos porque não queria a mulher a falar para quem não falava. Então Deus castigou-o, dando- lhe duas filhas que não falavam, mas que eram o orgulho dele. 
 
O ditado diz, Deus escreve direito por linhas tortas,.
 
Bem hajam meus amigos/as leitores


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Orgulhosamente mulher...

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 Por: Ana Fonseca da Luz

 

 

Orgulhosamente mulher...

 

 

Eterna escrevinhadora das almas que desconheço, limito-me a deixar a minha mão seguir o seu curso e traçar na folha branca percursos gloriosos de simplicidade.
Primeiro o caos, depois a ordem.
Primeiro as letras em liberdade, depois acorrentadas umas às outras, formando palavras que lês apressada na ânsia de chegares ao fim, e perceberes a mensagem que alguém que eu não conheço me sussurra ao ouvido.
Neste instante, uma mão que não vejo agarra a minha, e obriga-me a escrever estas palavras pelas quais esperas…há tanto tempo!
São palavras sem duplo sentido.
O preto no branco…
Apenas dizem o que consegues ler.
E o que lês tu?
Nada de transcendente.
Apenas o retalho de uma mulher, (eu…tu?) que luta todos os dias para ser feliz, para ser ouvida, apreciada, respeitada.
Apenas o retalho da mais bela criação de Deus, que por vezes o homem menospreza, apenas por não entender a grandiosidade do que é ser mulher, que trabalha fora de casa, em casa, que pare, que amamenta, que ri, que cultiva plantas e as vê crescer, regando-as, tantas vezes, com as próprias lágrimas.
O meu nome é mulher!
Orgulhosamente, mulher!



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Ser Recíproco?...

ANA GRACIOSA.jpg

Por: Ana Graciosa

 

Ser Recíproco?...

 

Ser Recíproco é aquilo que se dá na mesma quantidade que se recebe, quer seja ao nível de relações sociais, pessoais ou outras, mas, há que entender que também é um ato de liberdade, por parte de cada pessoa e que cada uma deve decidir, quando, como e o que quer dar.

Nunca esqueço que São Francisco de Assis nos ensinou: “é dando que se recebe”.

Pode dizer-se que, reciprocidade é o laço que faz com que tudo dê certo, mas hoje em dia, são poucas as pessoas que sabem retribuir, porque na maioria só se querem aproveitar.  

Fazer um carinho e dar muitos beijinhos e querer a reciprocidade é um gesto absolutamente normal mas, dentro de um contexto materialista, já é puro egoísmo.

Falando no campo pessoal, a reciprocidade do amor, amizade, respeito, carinho, atenção, doação, aceitação, compreensão, confiança, companheirismo… não se encontra em pessoas individualistas, vazias, insensíveis, egoístas e que não fazem o mínimo esforço para mudarem.

Neste caso, o sentimento jamais será mútuo, e as pessoas que não sabem ser reciprocas, consideram que os outros para eles, são simplesmente pessoas submissas. Há muitos casos, em que as pessoas que se gostam ou se amam, e dão tudo por uma relação, acabam por se cansarem e desistir, não por deixarem de gostar, mas pela falta de reciprocidade.

A regra número um e principal do amor é: para conseguir amar alguém, primeiro tem que aprender a amar-se a si primeiro.

O ser recíproco, não é exigir ou cobrar que alguém corresponda com a mesma intensidade ou da mesma maneira, mas sim, em haver sintonia dos mesmos desejos e quereres, porque se não houver partilha, a relação não é verdadeira e mútua e muito menos, sentida de igual forma.

O sentimento livre, verdadeiro e que é de coração, tem vontade própria e necessita ser compartilhado, por isso, é raro, haver alguém que goste de viver numa relação unilateral, porque compartilhar sozinho ou fazer alguma coisa que não tenha algum retorno, não é bom e ninguém gosta a não ser, que haja ou tenha a ver, com uma atrocidade do foro psicológico/psiquiátrico… E não querendo entrar nesse campo, fica só como exemplo, um distúrbio a que se dá o nome de Alexitimia, que é uma espécie de analfabetismo emocional, transtornos psiquiátricos ou uma aprendizagem deficiente da expressão dos sentimentos, que podem ter ocorrido na infância, adolescência ou no percurso do seio familiar. Pode existir alguma dificuldade  em identificar e descrever os próprios sentimentos e ficar alheio para interpretar sentimentos, atitudes e ou emoções que os rodeiam, o que também os impede de reagir  perante sentimentos alheios, assim como sentir empatia, ou seja, colocar-se no lugar de outra pessoa. São raras as vezes, que eles têm a iniciativa de promover ou haver contato físico para se aproximar de alguém, mesmo que estejam na presença de um sentimento intenso e expressivo, eles não sabe como agir ou até não entender, que a outra pessoa possa estar a sentir ou mesmo a necessitar de um abraço, um carinho ou um gesto afetivo…

A nossa maturidade e evolução, vai crescendo com base em experiências e com quem nos relacionamos. Vamos ampliando a visão, a maneira de olhar o mundo que nos rodeia, vamos mudando as prioridades e crescendo em sabedoria, mas jamais totalmente amadurecidos a ponto de não voltar a cair em atos irrefletidos ou não e a não voltar a tomar atitudes impensadas.

Porque será que felicidade rima com reciprocidade?

 



publicado por Noticias do Ribatejo às 07:58
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O tempo voa.

CATARINABETES.png

Por: Catarnina Betes

 

 

O tempo voa

 

E com ele, a sensação de intemporalidade, com a qual crescemos, rodeados de afetos e lugares comuns.

Nem todos crescemos com raízes. Alguns simplesmente medram e aprendem, sem atirar sementes à terra.

Outros…ai esses outros.

Crescem e vão deixando raízes que se pregam resolutamente ao chão.

Quisera eu tantas vezes não as ter. Porque quem não as tem, é desprendido e quem as detém, está irremediavelmente preso ao fio ténue da memória.

Ténue, porque por vezes parece tão estreito, que quase questionamos a sua existência. Mas o certo, é que nos momentos autênticos esse fio apresenta-se inquebrável, como se fizesse parte integrante de nós. Como se, no dia em que o mesmo se desfizer, também nós nos retiraremos deste mundo.

Somos como somos. Uns mais emotivos, outros mais afoitos, uns mais desligados, outros, sem saberem exatamente por quê, vitalmente conetados a sítios, pessoas, memórias e lugares.

Uns olham apenas e resolutamente, para a frente e para o caminho tentador, que o futuro exibe.

Outros, de forma indecifrável, vão avançando, mas a um passo mais lento e pensativo. Sensitivo. Porque reconhecem a beleza de apreciar o percurso e a relevância de se estar vivo. Como se todos aqueles passos tivessem já sido dados e detivessem a perceção de que o principal não é o destino, mas a alegria do caminho. E então, usufruem de cada passo dado, cada rumo, cada nova figura que se achega, cada sensação, cada lugar, porque têm presente a propósito de que nada é exclusivamente o que aparenta, tudo é mais, do que o perceptível aos nossos olhos.

O principal está disfarçado. E para se conhecer ou conquistar, é necessário tempo.

Tempo sem pressas e olhos abertos para o que existe, além do primeiro olhar.

Quando penso em felicidade, penso em tempos sem tempo contado. Dias em que a alma era atenta, ao que não se via no imediato. A infância.

Temos tanta pressa de crescer e quando acontece, ficamos cegos, porque apenas vemos o que os nossos olhos permitem alcançar. E isso é muito pouco.

Quando penso em felicidade, penso em coisas simples.

Como na mula do Gimbrinha. Uma mula que puxava uma carroça, que frequentemente atravessava as ruas da aldeia onde cresci e passei dias inteiros a brincar sem limites de tempo, ou horário marcado.

Percebi mais tarde, que o que tornava aquela dupla notória, não era tanto o senhor Gimbrinha, que levava a carroça, mas mais a mula, que o transportava no regresso a casa, sozinha, sem mentor.

Quando penso na verdadeira felicidade, penso em coisas simples.

Como nas mulheres de pés descalços que por vezes passavam em frente à minha porta, como se saíssem de uma máquina do tempo, em que ainda não se usavam sapatos e o frio não as enregelava, porque a ele, estavam resignadas.

Penso nas peixeiras que conduziam os carros de mão e vendiam o peixe porta a porta, pescado pelos maridos e por elas mesmas, atirando as redes ao Almonda e ao Tejo, sem que nenhum dos dois soubesse nadar.

Penso no melão vendido à beira da estrada. O melão apanhado por miúdos, graúdos e velhos da aldeia que precisavam de trabalho. Os braços vermelhos do roçar do mesmo, o regresso no fim do dia a casa, tantas vezes com o reboque ainda carregado, outras, em que o pai, a mãe ou o avô, passavam a noite na barraca a guardá-lo, para, com alguma sorte, o despachar no dia seguinte.

Ou então, penso na apanha do tomate, carregado pelo pessoal balde a balde, para encher cada caixa que no fim do dia, contabilizava o ganha-pão de cada um.

Velhos e novos sempre prontos a dar luta, resistentes sem nome, que se negavam a deixar os filhos passar fome, quando havia trabalho, mas não emprego.

Quando penso na felicidade, penso no meu pai, quando à noite ia desligar os motores da rega do milho ao campo, junto à reserva do Paúl do Boquilobo e eu pedia para ir com ele.

Íamos no volkswagen azul, pelo campo da Golegã adentro, no silêncio da escuridão, apenas perturbado pelo canto dos grilos e a noite, parecia-me então, imaculada.

Quando penso na felicidade, penso numa mesa cheia, em que ninguém se entendia nem ouvia, mas os risos eram permanentes e verdadeiros. Porque a família estava reunida.

A verdadeira felicidade, esconde-se por trás de coisas simples.

Desengane-se quem a procura noutro lado.

Ela parece existir, mas é enganadora e inconstante.

A que deixa memórias, é a outra. A que se esconde por trás da sombra de um dia simples de verão, um olhar através da janela que encobre um dia de chuva, com a lareira da sala, acesa.

A que se esconde por trás de um abraço, de um olhar, de um simples piscar de olhos.

Porque tal como a vida, também a felicidade é transitória e passa velozmente. E deixa marcas.



publicado por Noticias do Ribatejo às 07:56
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