NOTICIAS DO RIBATEJO EM SUMARIO E ACTUALIZADAS PERIODICAMENTE - "A Imparcialidade Na Noticia" - UMA REFERÊNCIA NA INFORMAÇÃO REGIONAL -
Domingo, 1 de Abril de 2018
ABRANTES NO SEU MELHOR

14

 

17

18

19

« Orquestra Sinfónica Juvenil/Abrantes»

 

Fundada em 1973, a Orquestra Sinfónica Juvenil é, hoje, reconhecida como uma instituição fundamental no nosso panorama músico-pedagógico.
Sendo, em Portugal, a única orquestra de jovens com atividade permanente, desempenha um papel fulcral na formação de jovens músicos, numa perspetiva de aperfeiçoamento de alto nível e profissionalização.

 

20

19260690_1873856912625521_399361996611022321_n

 



publicado por Noticias do Ribatejo às 16:44
link do post | comentar | favorito

TU! (Fuck MAP!)

ANAGRACIOSA

Por: Ana Graciosa

 

TU! (Fuck MAP!)

 

Não és e nunca foste uma paixão de “fim-de-semana”, até porque nunca houve nenhum, 

Muito menos a paixão da minha vida,

E... também jamais tive obsessões ou paixões assolapada. 

A correria e fugacidade de uma paixão induz em erros... por isso não gosto de paixões.

O que sinto,  traz paz e calma dentro de mim, e é por isso que é positivamente bom não haver paixões.

Apenas és e foste, uma certeza boa, um gostar calmo, imensurável e inexplicável…

Muito antes de te olhar, já eu sabia que as nossas almas tinham encontro marcado,

Desde esse dia até hoje, que não fui de mais ninguém,

Não beijei mais ninguém,

Não abracei mais ninguém, 

Não pensei e nem “olhei” para mais ninguém…

O teu abraço e o teu beijo, apenas confirmou na pele,

o que a minha alma sempre sentiu e desejou.

Gosto da sensação de gostar, pelo que pensava que eras e me fazias ser por ti, 

Gosto da sensação de fidelidade sem obrigação,

Gosto de estar junto e  de aproveitar momentos indiscritíveis,

Adorava mimar e dar carinho, a um doce coração, que precisava voltar a sentir,  que não voltaria a ser "rejeitado" e mal-amado.

Que queria unicamente,  ter a reciprocidade em atos e atitudes, das palavras que dizias,

e sentir que não eram apenas palavras bonitas e manipuladoras.

Pensei que conseguias desapegar do passado e deixar as mágoas de lado, mas… estava tudo mais presente do que alguma vez imaginei.

Peço perdão se te fiz reviver o que o que ainda te faz tão mal.

Se te magoei ou decepcionei… garanto e juro, que não era essa a finalidade e muito menos a intenção, 

que tudo isso me atingiu duplamente e magoou mais a mim do que a ti...

Juro e garanto que queria somente fazer-te sentir único e especial.

Mas... Enquanto houver conflitos interiores, jamais se consegue chegar à paz e ver a pureza de gestos e atos sem maldade ou intenção de “ferir”… 

Eu sabia e sei que há imensas coisas que não mereces, 

mas mesmo assim estou aqui.

Que acreditar em trocadilhos e em sorrisos maliciosos, me ia lixar a valer e que mais cedo ou mais tarde a injustiça ia aparecer,

Que jamais valorizarias quem é verdadeiro e transparente demais,

porque o teu mundo é e sempre foi feito na base da mentira,

Que mais cedo ou mais tarde, quando aparecesse outra ou outro entretém,  iria haver uma desculpa e ser descartável.

Que há seres inocentes, que davam a vida por ti e tu, simplesmente aniquilas e ignoras....

Que apesar de tudo, insisto em continuar a querer-te, e que isso não tem nada de errado…  unicamente sei, que desistir é que é um pecado.

 

 



publicado por Noticias do Ribatejo às 10:38
link do post | comentar | favorito

Um dia, ainda vamos ser muito felizes

ANAFONSECA

 

Por: Ana Fonseca da Luz 

 

 

A minha mãe entrava no quarto, de olhos tristes e ternurentos e dizia-me num fiozinho de voz, para esconder o medo:
- Apaga a luz e deita-te…
Eu olhava-a, assustada e sabia pelo seu olhar, pelo tom da sua voz e pelas mãos que lhe tremiam, apesar de ela as tentar esconder, que o meu pai tinha chegado.
O meu pai sempre foi um homem azedo, de mal com a vida e, no entanto, eu sabia que, à sua maneira, ele gostava de mim.
Quanto ao amor que ele tinha pela minha mãe…
Mas eu fazia o que a minha mãe dizia. Largava o boneco careca ou o livro de “estórias” de fadas, beijava a minha mãe a correr e deitava-me na cama, tapada até ao nariz.
A minha mãe, submissa e sempre com o olhar a escorrer tristeza, aconchegava-me a roupa, beijava-me novamente e dizia-me ao ouvido: – Um dia ainda vamos ser muitos felizes…
Todas as noites me dizia o mesmo segredo, ao ouvido e era o momento mais feliz do meu dia.
Depois, ela saía do quarto e, com a ponta dos dedos, mandava-me um beijo. Eu apanhava o beijo no ar e, com a mão fechada e o beijo fechado na palma da minha mão, guardava-o no meu coração. Ela fechava a luz e dizia-me: – Não te esqueças…
Quando a porta se fechava e o quarto ficava às escuras, o meu pobre coração batia assustado, como as asas de um passarinho. A minha mãe sabia o quanto eu tinha medo do escuro, mas era uma das regras do meu pai, dormir de luz apagada.
E ali ficava eu, tapada até ao nariz, perdida no quarto escuro e com as mãos a taparem-me os ouvidos, para não ouvir a voz cortante do meu pai, que arranjava sempre motivo para ralhar com a minha mãe, enquanto ela lhe dizia sem nunca alterar o tom da voz:
- Fala baixinho, para não acordares a pequenina.
Entretanto, eu perdida no escuro do meu quarto, parecia-me ainda ouvir a voz doce da mãe a dizer-me ao ouvido: “Um dia ainda vamos ser muito felizes…”
E eu imaginava uma felicidade em que o meu pai não ralhava, em que não insultava a minha mãe. Imaginava uma felicidade em que só eu e a minha mãe existíamos. E imaginava o meu quarto com uma luzinha de presença acesa toda a noite, para aquela escuridão silenciosa não me sufocar.
Eu queria dormir, mas o sono não vinha.
Eu fechava os olhos com força e lembrava o sol que, durante o dia, entrava pela janela do meu quarto.
Se eu pudesse guardar a claridade do dia num frasquinho e destapar o frasquinho à noite, para iluminar o meu quarto…
Se o meu pai falasse baixinho à minha mãe e ela não tivesse medo dele…
E eu rezava baixinho e pedia a Deus para o meu pai se calar.
Depois, finalmente, quando a casa ficava em silêncio e só o barulho da escuridão me sussurrava ao ouvido cada vez mais baixinho, é que eu dormia.
E, no outro dia de manhã, o meu pai beijava-me a bochecha e eu gostava e a minha mãe sorria com a tristeza a escorrer-lhe dos olhos e as mãos trémulas de vergonha por não sermos felizes.
E eu ia para a escola e esquecia o escuro da noite e a voz feia do meu pai e os olhos tristes da minha mãe e fazia de conta que era feliz.
E comia pão com Tulicreme que me adoçava o dia e queria ficar na escola para sempre, para não vir o escuro da noite e eu não voltar a ser infeliz.
Mas as noites voltavam, com o escuro e com os ralhos do meu pai, que falava para a minha mãe como falava para os tropas que tinha no seu quartel.
E todas as noites, todinhas, ela me dizia ao ouvido, baixinho, para que só eu ouvisse “Ainda um dia vamos ser muito felizes…”

Já não tenho medo do escuro!
A minha mãe ganhou coragem, uma noite em que o escuro do meu quarto estava muito, muito escuro e eu chorei com medo e o meu pai ralhou.
E me fechou à chave.
E me chamou bebé.
E a minha mãe, com a tristeza a escorrer-lhe dos olhos, ficou sentada do outro lado da porta do meu quarto, a cantar-me canções que eram só nossas e a dizer-me: – Não chores, que a mãe está aqui…
E o meu pai a gritar: – Ou voltas já para a nossa cama e a deixas a chorar até aprender, ou sais desta casa e nunca mais cá pões os pés!
E o escuro a engolir-me.
E a falta de ar a sufocar-me.
E a oração a sair-me mal e eu a enganar-me.
E a minha mãe, sem me poder dizer ao ouvido para só eu ouvir “Um dia ainda vamos ser muito felizes…”
E a minha mãe ganhou coragem…
E ficou toda a noite sentada à porta do meu quarto com a luz a encher-lhe o coração e a tristeza a fugir-lhe do olhar.
Quando o meu pai acordou sozinho, na manhã seguinte, a minha mãe pediu-lhe a chave do meu quarto e ele deu-lha, porque lhe desconhecia aquele olhar, aquela voz, aquela força.
E arrancou-me da cama onde eu tinha chorado até o cansaço me ter vencido.
E fomos embora, as duas.
Já na rua, com duas malas feitas à pressa, perante uma passividade que eu desconhecia ao meu pai, com frio, depois de uma noite mal dormida e pela mão da minha mãe, rua abaixo, nos meus inocentes sete anos, perguntei-lhe:
- Onde vamos, mãe?
E a minha mãe, com os olhos a escorrerem-lhe coragem, respondeu-me:
- Vamos ser muito felizes…

«in A Rua das Magnólias»



publicado por Noticias do Ribatejo às 08:00
link do post | comentar | favorito

pesquisar
 
Dezembro 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


posts recentes

Município da Chamusca pro...

Encerramento da Temporada...

VI CONCURSO DE MONTRAS DE...

Samora Correia – Identifi...

Está lançado o XII Concur...

Concurso Nacional de Mel ...

Vale do Paraíso (Azambuja...

Centro Cultural do Entron...

Mercado de Natal na Chamu...

CORTE NO ABASTECIMENTO DE...

Pedro Abrunhosa: dois con...

Mais de 300 congressistas...

Câmara de Santarém reforç...

Artigo de Opinião: A Hipo...

NATAL

TEMAS DE SAÚDE: Sustentab...

Mãe Com Açúcar 

Aprovada candidatura que ...

Aproveite o que Santarém ...

Mercado de Natal na Chamu...

Plano Estratégico de Valo...

MERCADINHO DE NATAL NO CA...

Circule no Comboio de Nat...

DESFILE DA PAZ ASSINALA É...

Mercados de financiamento...

Ampliação do Centro de In...

Centro Cultural recebe es...

 Distrital do PSD de Sant...

Assembleia Municipal de A...

Coruche – Detidos em flag...

arquivos

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

tags

todas as tags

subscrever feeds