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Domingo, 6 de Janeiro de 2019
TEMAS DE SAÚDE: Degradação do Serviço Nacional de Saúde

ANTONIETA

Por: Antonieta Dias (*)


A carência de profissionais no setor público têm sido um dos pilares mais afetados no âmbito da prestação de cuidados de Saúde no Sistema Nacional dd Saúde. 
Muitos alertas tem sido dados com o propósito de resolver a degradação que se constata e que em nada dignifica o Estado que é responsável pela manutenção do Sistema.
Apesar das várias recomendações que tem sido feitas o Governo continua adormecido e sem resposta para este grave problema. 
Existe uma contradição entre as afirmações do Estado e as atitudes dos profissionais do setor que sinalizam a degradação no desinvestimento técnico e nos recursos humanos insuficientes que são disponibilizados.
 Na última entrevista de António Arnaut, pai do Serviço Nacional de Saúde (SNS) explica os motivos que fizeram com que há cerca de 40 anos tomasse a iniciativa de criar um Serviço de Saúde que permitisse cobrir o território nacional dando assim a possibilidade de cobrir as carências e investir na qualidade e na equidade, proporcionando uma assistência na saúde  igual para todos os portugueses.
A intenção que propunha era a restituir ao SNS a sua dignidade constitucional e a sua matriz humanista.
A nossa constituição é bem clara no que se refere à saúde considerando- a um direito  fundamental. 
Com base na fragilidade que atualmente existe no SNS, não podemos permitir que se continuem a ter listas de espera de meses quer para as consultas, quer para as cirurgias,  muito menos deixar que os pacientes continuem com horas de espera nos serviços de urgência inaceitáveis.
Grande parte dos espaços onde são acolhidos são de tal forma precários que os doentes ficam ainda mais doentes. 
Importa ainda referir que é apenas um grupo minoritário de pessoas tem possibilidades de subscrever um seguro de saúde ficando assim na dependência de um SNS que não resolve atempadamente e em tempo útil. 
Acresce ainda o fato de que o Estado não se pode abandonar e muito menos desresponsabilizar-se de uma função vital para os cidadãos. 
As alternativas para manter um SNS de qualidade e que dignifique o tratamento dos doentes passa pelo investimento tecnológico, no alargamentos dos quadros dos profissionais de saúde e na melhoria dos espaços onde são assistidos os pacientes. 
Assim é urgente que se voltem a criar as condições e os incentivos para fixar os profissionais da saúde no interior e para impedir que abandonem o setor de assistência no Estado. 
Importa ainda referir que tem de criar soluções de forma a colmatar as incapacidades que existem no momento atual.
Se o Estado tem a obrigação de garantir os cuidados de vida aos seus cidadãos e não os pode prestar tem que arranjar uma alternativa credível que poderá passar  por uma abertura ao setor privado fazendo convenções sem contudo deixar dd cumprir o seu dever de fiscalização na contratualizacao. 
Como alternativa para a resolução da lista de utentes sem médico poderia fazer uma parceria público privada que permitisse criar Unidades de Saúde Locais possibilitando  a assistência dos doentes sem médico em unidades de saúde familiares integradas em hospitais privados. 
Esta seria uma solução de fácil enquadramento e se fosse feito um estudo económico sobre esta modalidade de assistência muito provavelmente iria diminuir os custos na saúde. 
Muitas soluções existem, todavia para serem concretizáveis o Estado teria que ser Sapiente e Assertivo. 
Em suma, todos os cidadãos  são iguais em direitos e deveres e não pode existir portugueses com diferentes acessos aos cuidados de saúde, muito menos abandonados, nem menosprezamos só porque não tem possibilidade de recurso ao setor privado. 

(*) Médica



publicado por Noticias do Ribatejo às 12:32
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Insónia

ANAFONSECA

Por: Ana Fonseca da Luz

 

Insónia
 
 
Eram quatro da manhã. Os olhos estavam pesados, sonolentos. No entanto, o corpo negava-se a dormir. Era assim quase todas as noites, noites longas e solitárias, em que os pensamentos se estendiam e lhe negavam um sono descansado.
Virou a página do livro e chegou à conclusão de que, apesar de os olhos terem percorrido e juntado todas as letras da página anterior, nada tinha sido lido, nada tinha sido percebido. Era assim que ela via a sua vida. Um livro que se lê e relê, mas do qual não se percebe nada. Valeria a pena continuar a ler? Valeria a pena juntar todas as peças da sua vida, mais uma vez, para lhe dar algum sentido?
Quase sem se aperceber, regressou à infância. Tinha andado muitas folhas para trás e ali estava ela, numa tarde de verão, com um vestido às flores, chapéu de palha na cabeça, a correr atrás de uma libelinha. Eram as asas das libelinhas o que mais a encantavam, a fragilidade daquelas asas de cores maravilhosas, que ela invejava. A tia gritou-lhe, lá de dentro.
– Anda para dentro, Ana, que está muito calor!
Estava realmente muito calor, mas, em casa, sufocava. Algo não a deixava respirar. Preferia a rua. Então, pegava na sua bicicleta azul-turquesa que o tio lhe tinha dado, depois de ter passado, com boas notas, no exame da 4ª classe e aí ia ela para um passeio até ao jardim do coreto. Havia árvores frondosas no jardim, mas nem mesmo assim o calor deixava de ser sufocante. Aí, voava na sua bicicleta, que todos os meninos invejavam, e pedalava, sem as mãos no guiador, como tinha visto fazer no circo onde tinha ido uns dias antes e, de braços abertos e a olhar em frente, parecia-lhe que voava.
Depois, vinha a fome. Voltava para casa, com as faces rosadas e brilhantes do calor.
– Mas, como é que consegues andar na rua com este calor? – perguntava a tia, preocupada, não fosse ela ficar doente.
Nunca estava doente! Talvez fosse de brincar tanto ao ar livre, talvez fosse por fugir daquela casa sempre que podia e onde não era feliz. Em vão a tia a tentou ensinar a bordar, a fazer renda e malha. Nada! A tia comentava:
– Mas como é possível tu não conseguires aprender um ponto que seja? Para que terás tu jeito, menina?
Ela não sabia e, sinceramente, não se ralava absolutamente nada. O que ela gostava era de brincar, de correr atrás das libelinhas e sonhar que um dia havia de ter umas asas como as delas, frágeis e coloridas.
Voltou à realidade, à sua realidade presente. As letras juntavam-se à frente dos seus olhos e as palavras não faziam qualquer sentido. Fechou o livro e adormeceu.
Acordou num sonho. Teve dificuldade em se reconhecer. Qualquer coisa lhe fazia peso nas costas. Olhou para trás e ali estavam elas, duas majestosas asas, frágeis e de um cor-de-laranja transparente. Sorriu, ajustou as asas, balançou-as ao mesmo tempo e, a medo, levantou voo. Já lá em cima, avistou a sua antiga casa e ouviu a voz da tia que lhe dizia:
– Anda para casa, Ana, que se faz tarde e são quase horas de jantar!
Não ligou ao que lhe era dito e voou toda a noite.
Acordou já tarde. Sob ela estava o livro que andava a ler, “Pássaros de Seda”. Lá fora, uma libelinha de asas frágeis e cor-de-laranja voava, anunciando mais um dia de calor.



publicado por Noticias do Ribatejo às 08:00
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Mais uma obra do projeto ARTEJO para apreciar em Vila Nova da Barquinha!

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O Barquinha Parque tem mais um atrativo. A "Nau Catrineta" é o título da pintura mural que está em desenvolvimento no depósito de água da Avenida dos Plátanos, em Vila Nova da Barquinha.

A obra é da autoria do pintor Carlos Vicente e vai contar com a colaboração dos alunos do Centro de Estudos de Arte Contemporânea (CEAC) de Vila Nova da Barquinha.

A intervenção insere-se no ARTEJO, um projeto artístico com a comunidade, promovido em parceria com a Fundação EDP e a Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, integrado no ARTE PÚBLICA Fundação EDP, um programa com âmbito nacional e orientação para territórios de baixa densidade, como instrumento de inclusão social.

ARTEJO pretende democratizar o acesso à arte e permitir o envolvimento da população em novas experiências culturais, bem como estimular o desenvolvimento local através da realização de intervenções artísticas em espaço público.

Foto: Pérsio Basso/CMVNB



publicado por Noticias do Ribatejo às 05:51
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Presidente da Câmara Municipal de Alcanena Recebe Novo Comandante do Posto Territorial da GNR de Alcanena

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A Presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Fernanda Asseiceira, acompanhada pelos Vereadores Luís Pires e Hugo Santarém e pelo Comandante dos Bombeiros Municipais de Alcanena, Jorge Frazão, recebeu, no dia 3 de janeiro de 2019, o novo Comandante do Posto Territorial da GNR de Alcanena, 1º Sargento Jorge Oliveira, que assumirá funções a partir do próximo dia 8 de janeiro.

A acompanhar o Comandante Jorge Oliveira esteve a atual Comandante do Posto Territorial da GNR de Alcanena, 1º Sargento Patrícia Fernandes, que apresentou as suas despedidas ao executivo camarário.

«CMA»



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