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Domingo, 11 de Julho de 2021
O tempo é uma coisa estranha

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Por: Catarina Betes

 

O tempo é uma coisa estranha
 
 
Quando esperamos que algo bom aconteça, sentimos como se o tempo parasse. Mas quando queremos que ele abrande, passa num piscar de olhos.
A parte estranha é que o tempo não é real, é apenas um conceito imaginado por cientistas, baseado no movimento imperfeito da terra à volta do sol.
Porque atribuímos tanta importância a algo que é apenas uma teoria? Porque é tudo o que temos e porque nunca há tempo suficiente.
Há sempre algo que reduz o nosso tempo.
A nossa melhor aposta é aproveitar ao máximo o tempo que temos. Ou compensar o tempo perdido.
Más às vezes, se tivermos sorte...o tempo para.


publicado por Noticias do Ribatejo às 08:00
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TEMAS DE SAÚDE: Saiba como evitar as doenças mais comuns do verão

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Por: Antonieta Dias (*)

 

Quando estamos doentes somos mais frágeis e temos menos capacidade para resistir aos desafios que as doenças nos provocam.

Amar é cuidar e cada um de nós tem que saber o que deve fazer para se proteger e não adoecer.

Por muito preenchida que seja  a nossa vida, temos que ter tempo para nos deslocarmos ao  médico que nos assiste e fazer a consulta habitual de rotina. 

As estações do ano tipificam algumas patologias e as temperaturas elevadas do verão exigem cuidados redobrados para evitar problemas de saúde, particularmente frequentes nesta altura.

É importante alertar os doentes e recomendar que seja feita uma visita ao médico de família, pois nesta abordagem clinica é possível caracterizar cuidadosamente os problemas e orientar os doentes sobre  as principais  precauções  a tomar nesta estação do ano.

O médico de família está apto a identificar de forma minuciosa, sistemática e assertiva, os principais fatores de risco de cada um dos seus pacientes, ajudando-os assim a fazerem a prevenção mais adequada.

Comecemos por destacar algumas das doenças mais frequentes nesta época do ano, a saber: intoxicações alimentares, temperaturas elevadas. desidratação, queimaduras solares, isolação, infeções urinárias e otites.

As intoxicações alimentares são doenças muito comuns transmitidas por alimentos contaminados por microorganismos, por exemplo bactérias (ex. Salmonelas ou Escherichia coli), vírus e parasitas (Ex Giardia Lamblia), ou através das suas toxinas.

As gastroenterites ocupam o primeiro lugar nas listagens de maior prevalência de doenças no mundo, são responsáveis pela morte de 1,8 milhões de pessoas todos os anos, principalmente crianças, sendo a sua incidência maior nos países pouco desenvolvidos.

Esta contaminação pode ocorrer em qualquer um dos sectores da cadeia alimentar durante o seu manuseamento (cultura, colheita, recolha, armazenamento, transporte ou confeção).

Qualquer alimento pode ficar contaminado, e a manifestação da doença é variável podendo demorar minutos, horas ou dias.

A sintomatologia surge com náuseas, vómitos, diarreia, dores abdominais, dores de cabeça, arrepios de frio, febre, mialgias (dores musculares) e mal-estar geral.

Duram habitualmente de um a três dias e nalguns casos podem prolongar-se durante uma semana.

Algumas regras são essenciais para evitar as intoxicações alimentares (lavagem sistemática das mãos, sempre que manuseiam alimentos crus, não manipular os alimentos se estiver com diarreia ou vómitos), usar sempre água potável (a água imprópria para consumo pode também ser um foco de intoxicação alimentar), não reaquecer a comida mais de uma vez, manter sempre limpas  as bancas,  os utensílios de cozinha, as torneiras, os lavatórios e os assentos sanitários. 

Devem usar-se tábuas diferentes para cortar alimentos crus e alimentos prontos para consumo, separar os alimentos crus dos alimentos cozinhados e limpar os utensílios após terem sido usados, cozinhar bem os alimentos, ler as instruções dos rótulos e cumpri-los rigorosamente.

E, em casa, ter o cuidado de manter sempre os alimentos bem acondicionados e refrigerados

 

As altas temperaturas provocadas pela onda de calor do exterior podem levar a hipertermia (aumento da temperatura corporal) e  desidratação.

A desidratação pode originar quadros de confusão mental, tonturas, fadiga, mal-estar geral, dores de cabeça, contraturas musculares, náuseas e vómitos e nalguns casos embora raros podem surgir convulsões.

Os idosos representam um dos grupos mais vulneráveis, porque facilmente desidratam (lábios, língua secos e redução da quantidade de urina, são alguns sinais da desidratação).

O processo de envelhecimento, desenvolve-se com algumas transformações corporais, a quantidade de água no corpo do idoso diminui bem como a sensação de sede e a capacidade de transpiração, sendo indispensável um acompanhamento médico individualizado, pois a exposição ao calor, pode desencadear a desidratação com consequente perda de sais minerais, sendo aconselhável para além de uma adequada ingestão de água incentivar ao consumo de verduras, legumes e fruta para repor os sais minerais perdidos na transpiração.

As pessoas expõem-se demasiado aos raios solares, quer na praia, na piscina ou no campo.

O sol intenso, característico do verão pode ser motivo de insolação.

A exposição excessiva e desprotegida ao sol, principalmente nos horários em que os seus raios ultravioletas estão mais fortes (das 10 horas as 16 horas) pode levar a insolação.

A insolação é um distúrbio no mecanismo do controlo da temperatura corporal a permanência em ambientes secos e quente com destaque para a exposição direta ao sol, provocando sintomas de mal-estar, febre (pode chegar a 40ºC), fraqueza, dificuldade em respirar, taquicardia (batimentos cardíacos acelerados), vómitos, tonturas, desmaios  e queimaduras na pele, sendo aconselhável evitar o sol entre as 10- 16 horas, beber muito água pelo menos 2/ 3 litros de água por dia.

Evitar a insolação é fácil, basta fazer a proteção adequada do sol, com bonés, chapéus e roupas que cubram uma boa parte do corpo, e evitar expor-se ao sol nos horários críticos e fazer uma boa hidratação.

Por sua vez o aconselhamento deve ainda contemplar o uso de protetores solares, atividades ao ar livre realizadas em horários mais suaves, com temperaturas ambientes mais amenas.

As queimaduras surgem por excesso de exposição solar por falta de uso de protetor solar e por permanecer ao sol nos horários de maior incidência dos raios UVA e UVB.

A pele pode ficar de cor avermelhada, limita-se a camada superficial da pele (epiderme) (queimadura do 1.º grau), com bolhas (atinge as duas primeiras camadas da pele-epiderme e derme-queimadura do 2.º grau) ou noutras situações este tipo de queimadura penetra por toda a espessura da pele (queimadura do 3.º grau).

O uso do protetor solar e a higienização da pele são a melhor forma de evitar as queimaduras


Nas conjuntivites, os olhos ficam vermelhos, muito inchados com ardência e exsudado (secreção).

Se os olhos ficaram colados pode ser sinal de conjuntivite bacteriana, muito comum no verão transmitida pela água do mar e das piscinas ou de pessoa a pessoa por uso de toalha partilhadas.
As infeções urinárias  são muito frequentes nas mulheres e são das causa mais comuns de recurso ao serviço de urgência. São provocadas por bactérias, que se alojam em qualquer parte do sistema urinário  (rins, ureteres e bexiga), podendo ser mais ou menos graves conforme a sua localização. A infecção renal designa-se de pielonefrite, a da bexiga cistite e da uretra denomina-se de uretrite. 

Os sintomas caracterizam-se por urgência em urinar (inclusive durante a noite) e de forma frequente, o que pode ocorrer após esvaziamento da bexiga, sensação de ardor, mal-estar e sensação de pressão na porção inferior do abdómen, odor forte da urina, que se apresenta turva e pode conter vestígios de sangue

.

Após os mergulhos no mar ou na piscina os canais auditivos ficam molhados e facilitam a entrada de bactérias e vírus provocando uma infeção e surgem as otites, a inflamação ou infeção dos ouvidos devido ao acumular de água do mar ou da piscina no canal auditivo. O sintomas mais fre1quentes são a dores fortes e a febre.

Recomenda-se usar protetores auriculares quando se entra na água e, se isso não for possível, deve secar – se bem esta região.

A tragédia da pandemia COVID 19, que estamos a viver e que parece não mais ter fim tem vindo a colocar em risco a saúde dos pacientes.

Constatamos que muitos doentes evitam recorrer aos Hospitais e às Unidades de Saúde Familiar para fazer o acompanhamento tradicional global e preventivo do controlo das suas patologias, comprometendo a vigilância antecipada e a supervisão sensata, humana e recomendada no contexto das afeções que podem e devem ser identificadas no ambulatório.
Incentivar, encorajar e motivar os pacientes no envolvimento da medicina preventiva faz parte das boas práticas médicas e deve ser uma das principais preocupações de todas as especialidades médicas e de forma muito particular dos especialistas em medicina geral e familiar.

Em suma, prevenir fatores de risco específico, colocar pessoas assintomáticas no rastreio das principais patologias é a melhor forma de investir na saúde e de ajudar os doentes.

(*) Médica



publicado por Noticias do Ribatejo às 07:09
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