Dificuldades das famílias levam Câmara Municipal e Cartágua a optar por manter os preços ao consumidor, baixando os valores pagos pelas empresas.
Na reunião de Assembleia Municipal do Cartaxo, que teve lugar no dia 28 de junho, foi aprovada a atualização de preços ao consumidor do fornecimento de água e saneamento. A atualização de preços obedeceu apenas ao Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor, sendo de 4,9%.
Esta atualização leva a que, por exemplo, uma família que tenha de consumo 5m3, veja a sua fatura final aumentada em apenas 0,45 euros, enquanto que se consumir 10m3, a fatura final terá um acréscimo de 0,87 euros.
Paulo Varanda, Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, apresentou a proposta explicando que 80% das famílias terão um acréscimo da fatura final que não ultrapassará os 50 cêntimos afirmando que “em momentos de especial dificuldade, as instituições têm de saber estar do lado das pessoas, sem falsas demagogias e sem querer fazer o impossível, mas garantindo que este tipo de atualização é feita respeitando as imposições legais, mas pelo mínimo possível, de modo a não contribuir para a difícil situação em que a política governamental já colocou os cartaxeiros.”
O autarca reconheceu que “hoje, mais que nunca, todos os cêntimos contam no orçamento das famílias e das empresas. Por isso, para esta atualização foram seguidas à risca as indicações do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) conseguindo, assim, manter o sistema sustentável, mas poupando as famílias e as instituições públicas e privadas a um aumento que não podem suportar”.
Para Paulo Varanda a atualização permite, por um lado, manter o preço da água e do saneamento “28% abaixo da média nacional – de acordo com o valor indicado pela Ministra Assunção Cristas, enquanto se consegue, de facto, reduzir o preço para os consumidores comerciais e industriais, contribuindo para aliviar os nossos empresários, num momento em que as taxas impostas pelo Governo os têm asfixiado”.
A atualização de preços prevê que um estabelecimento comercial veja a sua fatura final baixar – para um consumo até 5m3, serão menos 5,28 euros e para um consumo maior de 25m3, serão menos 15,04 euros que o comerciante terá de pagar.
A preocupação maior de Paulo Varanda é “o que nos espera, o que o Governo está a preparar com a harmonização já anunciada pela Ministra para que o preço da água seja igual em todo o país, colocando o valor de cada metro cúbico na ordem dos 2,5 ou 3,00 euros. Quando no Cartaxo uma fatura de 15m3 é de 27,71 euros - porque estamos a falar de pagar os primeiros 5m3 a 0.3294 euros e os restantes 10m3 a 1,0659 euros -, o que acontecerá se a mesma fatura tiver, só em água, sem falar nas taxas que já são obrigatórias por Lei, 15m3 a 3,00 euros? Estamos a falar de um esforço que o Governo quer passar para os cidadãos que mais do que triplicará o custo da água, um esforço que será, de facto, insuportável. Não é possível asfixiar a economia e querer que ela cresça, nós sabemos isto e esta foi uma das nossas preocupações com esta atualização – aliviar as famílias e as empresas, sem pôr em causa a suatentabilidade do sistema de fornecimento”.