Inovação aberta no sector agro-alimentar juntou em Abrantes participantes de vários pontos do país
Mais de 30 pessoas vieram de vários pontos do país para assistir à conferência sobre inovação aberta, que decorreu no passado dia 20 de Setembro, no Tecnopolo do Vale do Tejo, em Alferrarede (Abrantes). Do seminário, organizado pela TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior em parceria com o INOV.LINEA, do TAGUSVALLEY – Tecnopolo do Vale do Tejo, saíram várias ideias que estão a ser estudadas pelo Centro de Transferência de Tecnologia Alimentar. Do programa constavam a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, uma referência nacional no ensino nas áreas da hotelaria e da restauração, que através da docente e responsável pela unidade de inovação nas artes culinárias, Manuela Guerra, que falou sobre as novas tendências de consumo no sector. A directora do INOV.LINEA, Joana Grácio mostrou como é que o Centro de Transferência Alimentar pode ser uma excelente ferramenta no apoio às Pequenas e Médias Empresas para se tornarem mais competitivas. Isabel Costa, mentora da Penhas Douradas Food, a Burel e Mantecas explicou como construiu estes seus projectos de valorização de produtos tradicionais. Já Carlos Coelho, da Ivity Brand Corp, revolucionou a assistência com a irreverência que tanto caracteriza o Personalidade de marketing 2005, sobre a importância da identidade do produto. Durante a tarde deste seminário, integrado no Programa da Rede Rural Nacional, no âmbito do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER), foi realizado um workshop, monitorizado pelo INOV.LINEA. Neste momento mais prático foram identificadas ideias para criar novos produtos nos sectores olivícola, cárnico e hortofrutícola. Das oito ideias que resultaram uma de cada sector será estudada pelo Centro de Transferência de Tecnologia Alimentar. E, em meados de Novembro, serão apresentados os resultados aos participantes deste seminário. A ideia é dar a possibilidade às entidades de produzir e comercializar produtos sem necessitarem de investir recursos de Inovação e Desenvolvimento (I&D). Reflectir sobre as novas tendências de consumo de produtos agro-alimentares, sensibilizar e estimular os produtores nacionais para a importância da criatividade e da experimentação e aproximar estes agentes dos centros de saber foram os objectivos deste evento, que extra programa terminou com produtores, que assistiram à conferência, mostrarem abertamente produtos inovadores que estão a desenvolver.