O trabalho em rede para uma maior promoção do vinho do Tejo e das potencialidades do mundo rural foi identificada como uma das principais necessidades
As conclusões do Fórum Regional do Ribatejo “O Vinho e o Mundo Rural”, que teve lugar no dia 18 de janeiro, em Coruche, foram apresentadas no passado dia 25 de janeiro, no Cartaxo.
O Auditório Municipal da Quinta das Pratas recebeu representantes das várias entidades que moderaram os painéis do primeiro de dez fóruns regionais que a AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho está a promover em diferentes locais do país e dos quais vão sair as principais diretrizes para o Congresso Nacional que se irá realizar em Santarém, por ocasião da Feira Nacional da Agricultura 2013.
Na abertura deste encontro, Paulo Varanda, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo e também presidente da AMPV e da RECEVIN – Rede Europeia das Cidades do Vinho, congratulou-se com o culminar dos trabalhos e com a forma como as diferentes entidades ligadas ao setor se envolveram neste fórum.
“Faz sentido afirmarmo-nos como família do vinho, porque é em conjunto, aproveitando sinergias e conhecendo o que cada um faz, como faz e o que pode ainda vir a fazer que conseguimos fazer a diferença e reforçar o nosso contributo enquanto agentes dinamizadores do setor do vinho e do mundo rural”, afirmou Paulo Varanda.
O presidente do Município do Cartaxo considerou ainda que este encontro “foi apenas o pontapé de saída”, porque “cada um de nós, responsáveis aos diferentes níveis, temos um papel fundamental a desempenhar e a levar para o terreno. Portugal como cluster do vinho, pode e deve ter um conjunto de saídas que é preciso aproveitar”, frisou, reafirmando o mote, que já havia lançado aquando da sua intervenção neste Fórum, de que “é necessário agir”.
A iniciativa contemplou também uma visita ao Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo, uma degustação de vinhos do Tejo e um momento musical interpretado por Carlos Alberto Moniz – Embaixador do Vinho.
Principais conclusões do Fórum Regional
Sílvia Almeida, da Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, apresentou as conclusões do primeiro painel, sobre os novos desafios do mundo rural e inovação. Neste campo, é consensual a necessidade de promover eficiência produtiva, de criar produtos e serviços tendo em conta a diferenciação, aumentar a competitividade e o empreendedorismo e criar marcas através da originalidade e carácter do vinho da região.
A economia sustentável tinha estado em debate no segundo painel, moderado pela Tagus – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior. Como principais conclusões, Pedro Saraiva destacou a importância da sensibilização e trabalho com os produtores para responder a planos de sustentabilidade (nova PAC), o novo perfil de consumidor atento a preocupações ambientais, a existência de ferramentas de mediação de sustentabilidade e a importância da pegada de carbono.
As intervenções dos oradores que integraram o painel sobre vinho e comunicação complementaram-se e foram ao encontro da necessidade de produtores, enólogos e canais de distribuição conhecerem e venderem as características do vinho do Tejo, juntamente com produtos típicos da região. As conclusões foram apresentadas por Manuel Costa e Oliveira, da Fenadegas – Federação Nacional das Adegas Cooperativas de Portugal.
Ao nível da oferta turística e do enoturismo, ficou evidente a necessidade da existência de uma entidade integradora, gestora do destino turístico no Ribatejo, a criar pela via legislativa e/ou associativa, de modo a integrar todos os agentes na região. Esta foi a principal conclusão retirada do 4.º painel, moderado pela Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo.
O último painel esteve focado na relação “vinho, autarquias e agentes locais” e foi moderado por Dionísio Mendes, presidente da Câmara Municipal de Coruche. Deste debate, há a retirar a necessidade de intervenção na promoção de redes colaborativas, proteção do território e facilitação de meios de integração de microempresas em parcerias regionais, com o objetivo de obter maior visibilidade no mercado interno e internacional.