A Câmara de Abrantes e 13 Juntas de Freguesia assinaram no dia 24 de janeiro um Protocolo de colaboração para assegurar a manutenção, conservação e funcionamentos das escolas do 1º ciclo do ensino básico e pré-escolar, cujo valor total ascende a 171.000,00€.
A Câmara assegura os valores financeiros, enquanto as juntas de freguesia desenvolvem as intervenções necessárias ao nível do parque escolar. De acordo com o protocolo, as juntas ficam com competência para intervir em áreas como: manutenção, conservação, reparação e limpeza dos edifícios e espaços exteriores; aquisição e fornecimento de combustíveis para aquecimento; aquisição ou reparação de equipamentos; despesas com o funcionamento dos refeitórios; necessidades excecionais em matéria de transportes escolares, entre outras.
Tendo em conta que a rede escolar municipal é vasta e necessita de constantes intervenções para manter o nível de qualidade e desempenho dos edifícios e, por outro lado, os novos centros escolares trouxeram uma nova realidade, a efetivação deste instrumento de gestão repartida possibilita às Juntas e à Câmara dar resposta a problemas de vária ordem, com maior racionalização de custos.
Estes protocolos funcionam como instrumentos importantes para a afirmação das Juntas de Freguesia, permitindo dotá-las de meios e competências para um exercício mais eficaz de funções de proximidade junto dos cidadãos, dispondo de uma capacidade de atuação privilegiada no plano local.
Na última reunião do Executivo Municipal, realizada no dia 21 de janeiro, a Presidente da Câmara fez uma síntese sobre a situação financeira do município, resultante dos primeiros dados (provisórios) apurados da execução da gerência 2012. No essencial, verifica-se a manutenção da situação financeira equilibrada, com melhorias significativas ao nível do endividamento e da dívida de curto-prazo. O saldo transitado da gerência 2012 para a gerência 2013, ascendeu a 3.746.964,18€.
O município acabou o ano sem pagamentos em atraso aos seus fornecedores (dívida >90 dias para além do prazo de vencimento das faturas), o que lhe permite deixar de considerar para o cálculo dos fundos disponíveis apenas 75% da média da receita mensal dos dois anos anteriores e passar a calculá-los considerando a previsão da receita efetiva própria a cobrar nos três meses seguintes.
No entanto, tendo em conta as previsões de agravamento da crise económica e, em consequência, da diminuição da receita que entra nos cofres do município, e numa atitude de gestão prudente, decidiu o executivo continuar a considerar para o cálculo dos fundos disponíveis a regra dos 75% da média das receitas arrecadadas nos anos 2011 e 2012. Recordamos que o pagamento atempado a fornecedores depende em muito deste equilíbrio financeiro.