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Sexta-feira, 15 de Março de 2013
GOLEGÃ: Carta aberta ao presidente da Cãmara
Ex.mo Sr. Presidente da Câmara Municipal da Golegã,
Sr. Dr. José Veiga Maltez,
Pela presente vem o PSD da Golegã, pela sua Comissão Política, apresentar a sua opinião sobre a alteração introduzida pela Câmara Municipal da Golegã ao troço de Azinhaga do Caminho de Santiago.

Consideramos, que o troço de Azinhaga do "Caminho de Santiago" agora apresentado pela Câmara Municipal de Golegã está longe de servir o interesse da Freguesia de Azinhaga. E solicitamos que a Câmara Municipal da Golegã reavalie a alteração agora aparentemente consumada, tendo em vista o melhor interesse dos peregrinos que nos visitam e o da aldeia centenária de Azinhaga. 


Em Portugal, a Associação Espaço Jacobeus (AEJ) é a única entidade responsável, autorizada pela Igreja Compostelana, para emitir a Credencial de Peregrino. E no Guia (*) que esta Associação recomenda indica-se o troço no nosso Concelho como sendo o seguinte:

"De Vale de Figueira a Azinhaga | 12,5 quilómetros.

Entramos nas terras agrícolas do Reguengo e logo viramos à esquerda percorrendo a Quinta da Lezíria até à estrada que liga o Reguengo ao Porto das Pereiras. Viramos à esquerda e logo à direita entrando no Campo do Pombalinho passando pelas ruínas da Quinta de El Rei e ao lado da nova ponte do Rabo dos Cágados para entrar na Azinhaga pela Rua Cerrada da Barca, Rua do Calcanhar, Rua de St.º António chegando ao Largo da Praça. Prosseguimos pela Rua da Misericórdia, onde encontramos o antigo hospital e albergue e logo depois, na Rua do Espirito Santo, a Igreja Matriz (Séc. XIX) e a Capela do Espírito Santo (Séc. XIV) abandonando a pequena vila. 

De Azinhaga a Golegã | 9,0 quilómetros

Percorremos a N365 passando a Quinta da Broa e a Ponte do Almonda até à Golegã. Logo na entrada viramos à direita e pouco depois à esquerda para a Rua do Campo que os leva até ao Largo da Imaculada Conceição onde encontramos a igreja manuelina de N. Sr.ª da Conceição (Séc. XIV)."


Como se vê o troço correspondente à Azinhaga passa bem no centro da povoação, permitindo a visita a alguns dos seus monumentos mais emblemáticos. O que vai de encontro aquilo que se afirma ser regra no Caminho, que é a de passar sempre em frente à igreja mais importante ou mais antiga da localidade.

Ora a alternativa agora apresentada como oficial pelo Munícipio, retira toda a travessia da malha urbana da freguesia, fazendo os peregrinos passarem completamente ao lado da aldeia, pela Estrada Real e desembocando na Broa. Consideramos que isto não tem qualquer sentido em termos de potencial turístico da Azinhaga, de dinamização do seu comércio local, e até do conforto dos peregrinos.

Compreendemos que alguma alteração pudesse haver para retirar os peregrinos dos caminhos rurais infelizmente em mau estado ou ocasionalmente submersas, como o que passa pela quinta d'El-Rei, ou de outras estradas rurais entretanto suprimidas e/ou relocalizadas. 

Mas restava pelo menos uma opção, como por exemplo, a que optaria pelo Estrada do Casal Rebelo e a Estrada das Vinhas (Agromais), entroncando com a EN 365 e entrando na Azinhaga pela Rotunda da Agricultura, com as ruínas da capela de São Sebastião poucos metros à frente.

É nossa opinião que faz muito mais sentido trazer os peregrinos por dentro da povoação, e pelos motivos mais que óbvios: comércio local, monumentos, locais históricos, o Largo do Miradouro, com espaço para repousar e acesso a sanitários públicos, com água potável, com duche, até. 

Damos como exemplo da dinamização possível do comércio e da restauração local, o facto de no primeiro fim-de-semana de Março, e segundo uma fonte segura, um grupo de cerca de dezena e meia de peregrinos, porventura conhecedores da região, terem abandonado o troço recentemente sinalizado pela CMG, seguindo na direcção da Azinhaga, para almoçarem num restaurante da Freguesia.

Parece-nos no mínimo curioso e bastante criticável que em nome de uma alegada "sustentabilidade histórica",
  • se retirem potenciais clientes do nosso comércio e restauração local
  • deixemos de dar a conhecer o património do Concelho (em particular da freguesia de Azinhaga)
  • para os levar para a "Estrada Real" que passa a 1,5 km do centro da povoação, 
  • e onde nada de relevante, em termos históricos ou paisagísticos, os peregrinos irão ver ou conhecer numa distância de mais de 2,5 km até à Quinta da Broa. 
É, denotadamente, um desperdício: de tempo para os peregrinos, e de oportunidades para a Azinhaga.
Voltamos assim a solicitar à Câmara Municipal da Golegã que reavalie a alteração agora consumada, tendo em vista o melhor interesse dos peregrinos que nos visitam e o da aldeia centenária de Azinhaga. 
Aceite Sr. Presidente, os nossos melhores cumprimentos,
A Comissão Política de Secção da Golegã


publicado por Noticias do Ribatejo às 14:25
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