EXPOSIÇÃO DE JAIME RAPOSO NO CARTAXO
Exposição de pintura, desenho e ilustração está patente no Centro Cultural até dia 3 de maio
Um conjunto de obras de pintura, desenho e ilustração da autoria de Jaime Raposo podem ser apreciadas no Centro Cultural do Cartaxo (CCC) até dia 3 de maio, no âmbito da exposição “Signal Interrompido”, que retrata o percurso deste jovem artista plástico nos últimos três anos.
Na inauguração desta exposição, a 22 de março, Jaime Raposo explicou que, olhando para a seleção das várias obras que trouxe ao Cartaxo, “nota-se um pouco a transição entre aquilo que eu fazia mais no contexto de arte contemporânea, pintura e outro tipo de media, e depois esta atividade mais relacionada com a ilustração”.
A sua estada de cerca de quatro anos em Berlim, logo após se ter formado em Belas Artes, na faculdade de Lisboa, foi importante para definir o seu caminho artístico. “Foi uma experência que me permitiu redefinir aquilo que gostava de fazer, porque estive exposto a uma série de atividades, muito mais alargada do que em Portugal, que me permitiu reencontrar-me em termos artistícos, algo que não tinha acontecido enquanto estava a estudar em Lisboa. Cheguei a Portugal com uma ideia muito mais concreta daquilo que queria fazer”, revelou.
E as suas escolhas passam, essencialmente, pela vertente gráfica, relacionada com a ilustração. Entre os trabalhos que Jaime Raposo desenvolveu nestes últimos dois anos, o artista destaca as ilustrações dos cartazes para os concertos das “Cartaxo Sessions”, do CCC, cuja colaboração considera ser “uma boa via para divulgar os eventos e, aos mesmo tempo, o meu trabalho. Tem sido uma espécie de casamento feliz”, classifica.
No trabalho artístico de Jaime Raposo não existe um “objetivo unificante” e a encontrar-se um denominador comum no conjunto do seu trabalho, ele será “muito subtil”, considera o artista.
“Não trabalho só com um conceito unificador, ou seja, o meu corpo de trabalho é muito inconsistente. Eu acho que a obra pode ser independente e ter um corpo de pensamento diferente da outra que está ao lado, e isso tem também a ver com o meu conceito de liberdade em termos de trabalho criativo”, expressou.
NOVA CAPELA E CASA MORTUÁRIA NOS CASAIS DA AMENDOEIRA
Presidente da Câmara Municipal e população visitaram o novo edifício no dia 24 de março
As portas do novo edifício constituído pela capela, casa mortuária e salas de catequese dos Casais da Amendoeira – freguesia de Pontével – foram abertas à comunidade no passado dia 24 de março.
A infra-estrutura, que partiu da iniciativa da população, está quase concluída e para o avanço dos trabalhos têm tido um contributo importante a Câmara Municipal do Cartaxo, o tecido empresarial e a comunidade.
José Francisco Fernandes, da Comissão para a Construção da Casa Mortuária e Capela dos Casais da Amendoeira, informou que “80% do que está feito deve-se à Câmara Municipal”. Também as empresas têm dado “um apoio fundamental”, cedendo muitos dos materiais e da mão-de-obra necessários.
O presidente do Município do Cartaxo, Paulo Varanda, foi convidado a visitar também as instalações e realçou essencialmente a componente humana envolvida nesta obra.
“É um orgulho ver que no nosso concelho há muita gente a trabalhar em prol da melhoria da qualidade de vida. Estamos perante um local de culto que é importante para a população, mas também de um espaço que melhora as despedidas desta vida. Acredito que nada disto teria sido possível sem este envolvimento, este espírito de partilha e esta vontade de querer, que fazem toda a diferença”, referiu.
Paulo Varanda agradeceu assim o contributo de todos para a concretização da obra, afirmando que “todo o concelho ficará mais rico, quando este novo edifício ficar inteiramente ao serviço da população, é com esta certeza que tudo farei para continuar a contribuir para que estas obras terminem o mais breve possível”.
Neste momento, a casa mortuária já se encontra totalmente concluída. No restante edifício, falta colocar portas interiores e luz elétrica e equipar as casas de banho com as respetivas loiças. Na capela, os trabalhos estão um pouco mais atrasados, faltando a colocação do teto, pavimento e altar.
A Comissão tem esperança de poder acabar a obra em breve, mas para concretizar esse objetivo, precisa de continuar a contar com a colaboração de todos. “O que falta depende de todos nós, se fizermos um pequeno esforço, conseguiremos terminar um espaço que faz falta a toda a população e que é um património importante para a localidade”, apelou José Francisco Fernandes.
Nesta visita às novas instalações, marcaram também presença Fernando Martins, vereador da Câmara Municipal, Fernando Santos, presidente da Assembleia Municipal, José António Sobreira, presidente da Junta de Freguesia de Pontével, entre outros autarcas do concelho.