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Discurso de Pedro Barata, Deputado Municipal eleito pelo PSD Cartaxo, na Assembleia Municipal Comemorativa do 25 de Abril (25-04-2013)
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Sr. Presidente da Assembleia Municipal Sr. Presidente da Câmara Municipal e Srs. Vereadores Srs. Presidentes de Junta Senhoras e senhores deputados municipais Srs. Representantes das forças de segurança do Concelho e demais autoridades presentes Senhoras e senhores Jornalistas Minhas senhoras e meus senhores
"… Os homens não queriam mais guerra... queriam ser livres e em vez de dispararem balas a sério (como nos filmes) puseram cravos nas pistolas!"
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A explicação aos olhos de uma criança onde a inocência e a simplicidade desenharam uma imagem que ficará para sempre.
Em 1974, também era um jovem e recordo a festa do povo nesse ano e nos seguintes.
Recordo as manifestações genuínas de alegria e a festa que esse dia proporcionava.
Lembro-me, também, de participar na organização dos Filhos de Abril, ali em baixo, nos jardins da Câmara.
Organizámos pintura, desenho, corridas, …, uma festa verdadeiramente popular.
O 25 de Abril não pode ser esquecido, é uma mudança que deve ser lembrada.
Para mim o 25 de Abril representa não apenas uma revolução importante, uma mudança de regime, mas uma mudança de mentalidade, uma mudança nas opções, uma mudança de atitude ou o procurar alternativas a nível nacional.
O 25 de Abril foi e é uma oportunidade.
Se focarmos os aspectos pessoais:
Quantos de nós tivemos de efectuar roturas com o passado, de provocar mudanças nas opções ou de desencadear uma revolução na vida profissional.
Umas provocadas por factores externos outros por nossa opção.
O 25 de Abril deve ser todos os dias, quando constatamos que o “regime” se mantém sem soluções, quando verificamos que nos encontramos mais desiludidos com as decisões e com as opções.
É nestes momentos que devemos encontrar a alternativa, provocar uma revolução nos opções, provocar mais um “25 de Abril”.
Um “25 de Abril” que é nosso, mas que ao juntar-se a muitos outros, pode tornar-se num “25 de Abril” das causas que defendemos.
E é aqui que lembro esta casa, este concelho, esta terra que é o Cartaxo.
As autarquias, como pilares do regime democrático saído do 25 de Abril, constituídas por eleitos diretamente sufragados pelas populações e sendo o poder político com maior proximidade aos cidadãos, enfrentam crescentes responsabilidades e o desafio de passarem, gradualmente, a um patamar superior da qualidade de vida das comunidades onde se inserem.
É imperioso redefinir as prioridades na gestão da “coisa pública”, redimensionar estratégias para as próximas décadas, reequacionar o que é indispensável fazer, porque é urgente gastar melhor os recursos postos à disposição do Poder Local.
Não se pode gastar o dinheiro que não existe, fazer obras que não são estruturais e prementes para o bem dos territórios e principalmente das pessoas.
Este é um ano de eleições autárquicas, este é um ano de decisões. Este é o ano de promover uma revolução nas opções no concelho.
Um concelho que se olha mais triste, mais endividado e mais vazio de ideias.
Hoje conhecemos dois projectos que se tentam reinventar e que tentam aparentar ideais novas, mas que na verdade são ideias do passado... apresentadas após algumas cirurgias plásticas.
Com dois protagonistas, que têm 4 e 10 anos de responsabilidade no poder executivo municipal e que demonstram querer só a cadeira do poder. Querem apenas perpetuar o poder pessoal.
É nestes momentos que podemos e devemos exercer a nossa força, mostrar a paixão pela nossa terra.
E tal como a criança descrevia, podemos colocar um cravo nas armas ou nos esgotados argumentos de quem está no poder há quase 40 anos.
Bem sei que muitos vão privilegiar discussões sobre questões nacionais com o objectivo de esconder o seu exercício autárquico.
Por dificuldades argumentativas e por estratégia eleitoral vão levantar a poeira necessária para tentar tapar as dívidas ou as opções erradas que concretizaram no nosso concelho.
Outros vão inundar-nos com questões que nada estão relacionados com a nossa terra.
Mas em democracia, se há momento em que podemos e devemos exercer e mostrar a força de uma revolução, de uma renovação ou de uma mudança, é no momento de votar.
A mudança não é fácil, alterar hábitos nunca foi fácil.
Mas ter a oportunidade de provocar a mudança, de fazer a revolução na nossa terra, de fazer o “25 de Abril” no Cartaxo, depende de todos nós. É preciso coragem...
Para terminar queria dirigir-me a todos os autarcas aqui presentes, com uma frase de Winston Churchill, um dos maiores estadistas do século vinte:
“É inútil dizer “estamos a fazer o possível”. Precisamos de fazer o que é necessário.”
Nós, nesta bancada da Assembleia Municipal, estamos e vamos fazer o que é necessário.
Viva o Cartaxo
Viva Portugal