CORRIDAS DA LIBERDADE NO CARTAXO
Cerca de 350 crianças e jovens participaram nesta iniciativa comemorativa do Dia da Liberdade
Mais uma vez, as Corridas da Liberdade encheram o Estádio Municipal do Cartaxo, na manhã do dia 25 de abril, proporcionando uma festa desportiva que envolveu as crianças e jovens de todo o concelho.
Integradas nas comemorações do 39.º aniversário do 25 de Abril, as Corridas da Liberdade envolveram cerca de 350 participantes a correr nas pistas de atletismo do Estádio Municipal.
Os pequenos atletas foram distribuídos pelos diversos escalões, tendo em consideração a idade, aos quais se juntaram também os pais, que todos os anos são convidados a fazer parte desta festa desportiva.
A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal do Cartaxo como forma de comemorar o 25 de Abril e, mais do que a procura dos primeiros lugares, é o convívio que se sobrepõe a estas corridas, associado aos benefícios da prática de exercício físico.
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CLASSIFICAÇÃO FINAL
MINI-MINIS
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Masculinos |
Femininos |
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1º - Tomás Cavaleiro |
1º - Maria Nogueira |
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2º - João Boal Costa |
2º - Leonor Pereira |
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3º - Simão Nascimento |
3º - Alexandra Vieira |
MINIS
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Masculinos |
Femininos |
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1º - Afonso Coelho |
1º - Alícia Gutierres |
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2º - Bernardo Jacinto |
2º - Daniela Henriques Rocha |
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3º - Simão Pargana |
3º - Sara Boal Costa |
ESCOLINHAS
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Masculinos |
Femininos |
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1º - Bernardo Boal Duarte |
1º - Teresa dos Santos Abade |
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2º - João Pedro Patrício |
2º - Beatriz Boal Duarte |
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3º - Rodrigo Cabral Silva |
3º - Rafaela Silva |
BENJAMINS
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Masculinos |
Femininos |
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1º - Diogo Miguel Cruz |
1º - Márcia Cavaleiro |
INFANTIS
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Masculinos |
Femininos |
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1º - Marcos Fidalgo |
1º - Rita Miranda |
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2º - Pedro Miguel Carvalho |
2º - Mariana G. Franco |
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3º - Valério Ferreira |
3º - Carolina V. Oliveira |
INICIADOS
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Masculinos |
Femininos |
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1º - Duarte Vidais Santos |
1º - Patrícia Silva |
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2º - Rui Torres |
2º - Sara Madeira Costa |
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3º - Pedro Miguel Santos |
3º - Andreia Luis Santos |
JUVENIS
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Masculinos |
Femininos |
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1º - Tiago Calisto |
1º - Sara Teófilo Pereira |
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2º - Pedro Nunes |
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PAIS / MÃES
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1º - Orlando Duarte |
1º - Ana Cláudia Perdiz |
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2º - Luís Filipe Nunes |
2º - Chimere Geitoeira |
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3º - Rui Marco Paulo |
3º - Salete Valente |
IV ENCONTRO DE INTERVENÇÃO SOCIAL DO CARTAXO
Autarcas e técnicos de ação social refletiram sobre a importância da criação de Fundos de Emergência Social e de serviços de atendimento integrado
No passado dia 24 de abril, o Auditório Municipal da Quinta das Pratas recebeu o IV Encontro de Intervenção Social do Concelho do Cartaxo, este ano centrado nas temáticas dos Fundos de Emergência Social e dos Modelos de Atendimento Integrado.
Organizado pela Câmara Municipal do Cartaxo e Rede Social do Concelho do Cartaxo, o encontro abordou a importância e necessidade de encontrar respostas sociais mais rápidas, eficazes e integradas, face ao agravamento das dificuldades sentidas por um número cada vez maior de pessoas.
Autarquias e instituições são diariamente confrontadas com novas problemáticas sociais, contudo, a falta de recursos financeiros e a burocratização dos processos condiciona muitas vezes uma resposta imediata. Na procura de novas soluções, várias autarquias têm criado projetos que se têm revelado um sucesso no âmbito do apoio social. Dois deles foram apresentados neste encontro – o Fundo de Emergência Social da Junta de Freguesia de Marvila e o Atendimento Integrado do Município de Loures.
Presente neste encontro, Bernardo Pereira, vice-presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, considerou que “os momentos difíceis que atravessamos exigem um esforço muito maior da parte dos municípios e das instituições, que têm de ser criativos para minimizar os problemas e motivar as pessoas”.
Conhecer os projetos que outros municípios desenvolvem na área do apoio social torna-se fundamental, na opinião de Bernardo Pereira, dado que “muitas vezes os problemas são comuns e andamos a perder tempo a procurar soluções que já foram criadas e estão a colher resultados muito positivos noutros locais”, frisou, defendendo ainda a importância do “reforço das parcerias e da rentabilização dos recursos locais para uma resposta cada vez melhor às famílias que estão a passar por maiores dificuldades”.
Maria José Lambéria, que participou no encontro em representação do diretor do Serviço Distrital da Segurança Social, reconheceu também que a crise que se atravessa levou ao agravamento dos problemas sociais, por isso defendeu que “devemos encarar a realidade e, ao mesmo tempo, encontrar respostas realistas”.
Fundo de Emergência Social tem sido uma mais-valia para as famílias carenciadas da freguesia de Marvila
Durante a manhã, foram apresentadas e debatidas questões relacionadas com os Fundos de Emergência Social. Isabel Fraga, vogal dos pelouros da Educação, Ação Social e Saúde da Junta de Freguesia de Marvila, e Elizabete Silva Ribeiro, técnica superior do Serviço Social da mesma Junta de Freguesia, apresentaram no Cartaxo o projeto que está a ser implementado na Junta de Freguesia desde janeiro deste ano e que tem permitido alargar o leque de apoios às famílias mais carenciadas.
“Trata-se de um apoio económico que é atribuído às pessoas de forma indireta. Se a pessoa não tem dinheiro para comprar medicamentos, pagar a conta da eletricidade, da água ou a renda da casa dirige-se a nós e, depois de analisarmos o caso, é a Junta de Freguesia que suporta essa despesa”, explicou Elizabete Ribeiro.
Uma maior articulação com as diferentes instituições e entidades locais e a desburocratização de processos tem sido também uma aposta da Junta de Freguesia, que com isso tem conseguido dar respostas a situações emergentes no próprio dia ou no dia seguinte.
Atendimento Integrado em Loures valoriza apoio social
O painel da tarde teve como tema central os Modelos de Atendimento Integrado e contou com apresentação do projeto implementado no Município de Loures.
Concentrar num único espaço um serviço de atendimento que proporciona respostas mais imediatas aos problemas sentidos pelas famílias mais desprotegidas ou o seu reencaminhamento para a entidade ou instituição que lhe pode prestar mais rapidamente o apoio de que necessita tem tido resultados muito positivos em Loures.
O funcionamento deste atendimento integrado tem exigido uma estreita colaboração com as entidades que prestam os diferentes tipos de apoios sociais no concelho, cuja parceria tem vindo a ser reforçada à medida que vão sendo criados novos projetos para fazer face ao aumento das dificuldades sentidas pela população e que, na maioria dos casos, resultam da falta de rendimentos e do aumento da população envelhecida.
COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL NO CARTAXO
§ Eleitos na Assembleia Municipal participaram na Sessão Solene do Dia da Liberdade
§ Paulo Varanda apelou ao empenho conjunto no traçar de um novo caminho que devolva a esperança e a confiança ao povo
O 25 de Abril foi comemorado no Cartaxo com uma sessão solene no Salão Nobre da Câmara Municipal, aberta a todos os munícipes e onde intervieram as diferentes forças políticas representadas na Assembleia Municipal, assim como o presidente deste órgão autárquico e o presidente do Município, Paulo Varanda.
As comemorações tiveram início junto aos Paços do Concelho, onde foi hasteada a bandeira nacional, seguindo-se o desfile de viaturas e Fanfarra dos Bombeiros Municipais.
Fernando Santos, presidente da Assembleia Municipal, abriu a sessão solene do 25 de Abril. Recordando o acontecimento da revolta militar que levou à criação de um “Portugal democrático e mais livre”, Fernando Santos constatou que, passados 39 anos, “o povo está mais triste e mais pobre”.
Fernando Santos defendeu que “todos temos a responsabilidade de contribuir para o progresso do país”, de modo a minimizar os problemas do desequilíbrio económico e social. O desemprego é, na sua opinião, o “maior flagelo do país, sinal de pobreza e de marginalidade”.
Paulo Varanda apelou ao empenho conjunto no traçar de um novo caminho que devolva a esperança e a confiança ao povo
No 39.º aniversário do 25 de Abril, Paulo Varanda, presidente do Município do Cartaxo, mostrou-se preocupado com o caminho para o qual o país está a ser conduzido, levando a uma crescente degradação dos valores da liberdade, da esperança e da confiança.
Para o presidente do Município, a principal herança que recebemos da Revolução dos Cravos foi “a grande lição de saber que nos podemos levantar, pacificamente, unidos, determinados, e exigir o que nos pertence – o direito de decidir”.
Mas, quase quatro décadas depois, “parecemos hoje esmorecer. Mais do que aquele povo farto de opressão, parecemos hoje um povo cansado”, considerou. Na sua opinião, os portugueses estão cansados dos mesmos partidos políticos, estão descrentes da importância da sua própria participação política, estão afastados dos atos eleitorais que tanto desejaram.
Paulo Varanda constata que “há portugueses que não encontram mais nada em que acreditar, que já não acalentam sonhos, não dão largas à imaginação, apenas querem sobreviver, atravessar este rio ruim, apenas querem que este tempo acabe. Estes portugueses são cada vez mais e sobrevivem com cada vez maiores dificuldades, e por isso, com cada vez menos liberdade”.
Para o autarca, o povo precisa essencialmente de “apoio, da verdade dita em palavras simples, não mais escondida”, e defende que “é o interesse do Cartaxo, das famílias que anseiam por apoio, dos jovens que precisam de futuro, que são o futuro, que tem de estar em primeiro lugar na nossa ação diária”.
Paulo Varanda terminou a sua intervenção apelando “à responsabilidade, ao empenho conjunto, à participação ativa e responsável de todos, para que, neste labirinto enorme para o qual as pessoas sentem que foram atiradas, nós possamos ser, de facto, uma ajuda no traçar de um novo caminho, no encontrar da saída que devolverá a esperança e a confiança. Que festejemos Abril, unindo forças, superando diferenças e fazendo do trabalho, da competência, da solidariedade os nossos cravos na lapela”.
Eleitos na Assembleia Municipal preocupados com o atual estado democrático
Em representação da bancada do BE, Francisco Colaço afirmou que as autarquias têm sido “um importante esteio de resistência à política de desmantelamento do estado social e do serviço público”.
Recusando muitas das medidas implementadas pelo atual Governo, como sendo o modelo de reorganização administrativa do território, Francisco Colaço considerou que “o Governo PSD/CDS leva a cabo a maior ofensiva contra a democracia local de que há memória no Portugal democrático”.
Para Carlos Mota, da CDU, assiste-se hoje à “destruição” das conquistas de Abril, dando como exemplo o aumento das desigualdades sociais, o fosso entre ricos e pobres “que nunca foi tão grande”, e a perseguição aos trabalhadores, “que nunca atingiu tão grande escala”.
Nesse sentido, Carlos Mota defendeu que “não é de comemorar, mas de cumprir Abril que precisamos”, e afirmou que “a esperança não está perdida”, uma vez que nas próximas eleições os portugueses terão oportunidade de escolher quem os poderá governar.
Pedro Barata deu voz à bancada do PSD e começou a sua intervenção recordando os momentos de alegria que guarda acerca da Revolução dos Cravos. Para o eleito, o 25 de Abril foi sobretudo “uma mudança de mentalidades, uma mudança de opções e atitudes, de procurar alternativas”.
Pedro Barata considera que “o 25 de Abril foi e é uma oportunidade” e que “pode ser todos os dias”, isto porque, “sempre que estamos insatisfeitos devemos encontrar alternativas, provocar mais um 25 de Abril”.
Fernando Ramos, do PS, mostrou preocupação a respeito da “degradação constante do estado democrático e dos valores que ele em si mesmo encerra”, defendendo que é fundamental reconhecer e minimizar os “fenómenos que estão a colocar em causa a democracia”.
Fernando Ramos considera que “temo-nos distraído muito”, considerando os índices atuais de fome, precariedade e desemprego. Por isso defende que é urgente “tomar medidas, redefinir estratégias e compromissos anteriormente definidos”, acrescentando que “as decisões políticas têm de pôr o interesse público à frente do interesse político e partidário”.
“Tenho sempre um desejo enorme de aprender”
Professor do ensino básico, apaixonado pelas artes de palco, defensor de causas sociais e ambientais, dirigente associativo. Mário Júlio Reis tem sido um cidadão ativo num concelho que o acolheu de braços abertos no início dos anos 80. Aqui ensina e se tem enriquecido profissional e pessoalmente. Foi ele o convidado da Conversa na Taberna do dia 24 de abril.
Mário Júlio Reis é professor do ensino básico. Poderia ter enveredado por uma carreira no teatro, ou até mesmo por um percurso na vertente das artes plásticas, mas o ensino pareceu-lhe ser uma “área mais segura”.
Defensor de causas sociais e ambientais, e sobretudo do interesse coletivo, foi abraçando ao longo da sua vida um vasto conjunto de atividades e projetos, que o ajudaram a enriquecer-se profissional e pessoalmente, e que contribuíram verdadeiramente para o desenvolvimento de uma comunidade mais participativa, solidária e desperta para os valores da cultura.
Mário Júlio Reis não nasceu no Cartaxo, mas considera esta ser a sua terra, porque como disse um dia Hemingway, “a nossa terra é onde enterramos os nossos avós e onde nascem os nossos filhos”.
Nasceu há 55 anos em Angola e, tal como muitos outros portugueses, regressou a Portugal juntamente com a família em 1975. Depois de uma passagem pela cidade do Porto – onde fez o curso do Magistério Primário e, paralelamente, o curso de História de Artes Decorativas e um curso de Teatro de nível profissional – instalou-se de forma definitiva no Cartaxo, no início dos anos 80.
“O Cartaxo acolheu-nos de braços abertos, foi muito solidário comigo. Nunca sentimos que as pessoas nos olhassem como alguém que viesse ocupar o seu espaço. Construímos raízes aqui, por isso sou mais do Cartaxo do que qualquer outro lado”.
O “apego ao Cartaxo” começou à medida que se foi envolvendo no movimento associativo. Primeiro com a formação do Grupo 72 de Escoteiros, depois com a sua ligação ao Grupo de Teatro Amadores Combate e ao Centro Cultural do Concelho do Cartaxo.
A “hospitalidade muito significativa” que o Cartaxo lhe transmitia contribuiu em larga medida para a sua participação mais ativa no associativismo. Até porque, para si, “o associativismo é uma marca, é a instituição da solidariedade, era ali que me sentia realizado, na medida em que as pessoas mostravam ser capazes de fazer coisas novas e diferentes”.
Muitas foram as atividades de âmbito cultural e desportivo que nasceram a partir do movimento associativo. Uma delas marcou-o particularmente: a primeira exposição de Jorge Maltieira. Sobretudo porque o artista foi para Mário Júlio um dos seus “muitos mestres”, que muito contribuiu para o seu próprio desenvolvimento.
Foi também muito gratificante para si ter sido coordenador das atividades de educação de adultos dos concelhos do Cartaxo, Santarém e Rio Maior e que, nos anos 80, permitiram alfabetizar centenas de pessoas no concelho.
Toda esta sua atividade junto da comunidade coincidia com o início da sua carreira no ensino. Começou a dar aulas em Vila Chã de Ourique, mas pouco tempo depois um novo projeto afastou-o temporariamente das salas de aula – o programa de Luta Contra a Pobreza da então CEE.
De regresso ao meio escolar, Mário Júlio teve a oportunidade de implementar um projeto há muito ambicionado. “Tive a possibilidade de trabalhar exclusivamente em artes e expressões nas escolas. Durante três anos recebi dos professores o planeamento e realizei com as crianças trabalhos artísticos”.
Mário Júlio esteve também na linha da frente da reorganização administrativa escolar, que levou à constituição da primeira escola com autonomia administrativa no concelho, “enfeitiçado com a procura de novas respostas para as escolas, de preferência, melhores”.
Relativamente ao ensino do presente, Mário Júlio considera que “a preparação de base” do cidadão – que corresponde até ao 2.º ciclo – está num “caminho razoável”. O mesmo não se passa quanto “ao ensino a montante”, o qual “não corresponde às necessidades e àquilo que o país precisa”.
O ensino profissional é, na sua opinião, “anedótico”, havendo “uma clivagem muito grande” entre os cursos profissionais e os cursos universitários. “As exigências intelectuais para as medicinas e engenharias são enormes, mas sai-se de um curso de engenharia de construção civil sem se saber o que é uma colher de pedreiro. Formamos grandes técnicos em áreas muito especializadas e depois faltam-nos técnicos intermédios e isso não faz andar o país”.
Também a vertente ecológica foi trabalhada nas escolas, no âmbito de um projeto dinamizado por Mário Júlio, quando integrou a secção de Tempos Livres do Jardim de Infância do Cartaxo. “A campanha chamava-se Papel Velho Vira Livro e toda a receita era investida em livros para a biblioteca escolar. Criou-se um movimento muito interessante na cidade, em que as pessoas chegavam até nós com sacos cheios de jornais e revistas”.
Esta iniciativa gerou inclusive um “caso caricato”, que levou Mário Júlio a testemunhar num processo contra uma das tipografias da cidade – que colaborou na campanha – e que estava a ser acusada de não ter declarado a entrega dos resíduos de papel a empresas que efetuam essa recolha.
Mais recentemente, surgiu a campanha dos Espantalhos, dinamizada pela EcoCartaxo, e que, além de ter por base os conceitos de reutilização dos materiais, “recupera uma tradição do nosso povo”. No Cartaxo, a campanha Mãos à Obra Portugal teve também grande impacto, mas na opinião de Mário Júlio, coordenador local da campanha, o projeto “merece ser repensado, porque não podemos continuar a limpar todos os anos o que outros, impunemente, sujam. Não é nada pedagógico”.
O teatro é uma das suas grandes paixões. Admite ter chegado a ter “o devaneio de ser ator”, mas talvez “por excesso de comodismo” na altura, e também pelas dificuldades que enfrentavam os artistas nos final dos anos 70, achou que a profissão de professor seria mais segura.
No entanto, o “bichinho nunca deixou de morder”. Por isso, quando nasceu o projeto de teatro comunitário no Cartaxo, não pensou duas vezes e disponibilizou-se para participar tanto no palco como fora dele. “Para mim é tão importante o que prega as tábuas para o cenário como o artista que faz a primeira personagem. É assim que penso o teatro, como uma atividade de grupo”.
A sua intervenção na comunidade abrange também a política. Mário Júlio está a acabar o segundo mandato como vereador na Câmara Municipal, um convite que aceitou apenas com o objetivo de “poder servir mais e melhor o concelho”.
Movido pelo “desejo enorme de aprender”, Mário Júlio tem sido um cidadão ativo, intervindo nas mais diferentes áreas. Isso só tem sido possível porque “o concelho deu-me uma série de oportunidades que tentei aproveitar ao máximo”. Essas oportunidades transformaram-se em “grandes mais-valias” para a sua própria vida, fazendo com que “aqui tenha aprendido muito do que sei hoje”.