Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão comemora I Aniversário com casa cheia
O Salão Nobre da Câmara Municipal de Santarém encheu para comemorar o I Aniversário do Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão (CIJVS), numa sessão solene que decorreu no passado dia 26 de maio. Durante esta 16ª Assembleia de Investigadores foi proferida a comunicação “Constituição e Estado Social” por Jorge Miranda, que contou com a presença de Ricardo Gonçalves, Presidente da Câmara Municipal de Santarém, Luisa Féria e António Valente, vereadores desta autarquia, Martinho Vicente Rodrigues, Diretor do Centro de Investigação e Joaquim Veríssimo Serrão.
Apesar de ter sido criado em março de 2011, o Centro de Investigação apenas teve a sua abertura no dia 26 de maio de 2012. Este Centro comporta a doação que Joaquim Veríssimo Serrão fez à Câmara Municipal, constituída por mais de 30 mil livros, documentos, manuscritos, medalhas, obras de arte e condecorações. Para Ricardo Gonçalves “com este gesto, o Professor Veríssimo Serrão, pretendeu, como ele próprio disse, agradecer à terra da sua naturalidade todo o carinho e apoio que dela recebeu ao longo da vida”.
Este Centro de Investigação foi criado com o objetivo de formar e cuidar do fundo documental e bibliográfico doado, promover e divulgar o estudo, estando aberto a todos os investigadores e curiosos que queiram investigar nas áreas das Ciências Sociais e Humana e da Ciência e Tecnologia.
Entre os seus membros estão investigadores e interessados de países tão diversos e distantes como Angola, Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, China, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França e Itália. “Com apenas um ano de existência, o Centro tem trazido à nossa cidade figuras revelantes do estudo e investigação destas ciências, todos eles com créditos firmados em Portugal e no estrangeiro”, segundo o Presidente da Câmara e “a celebração de protocolos com outras entidades, como o recém-assinado com a Junta de Freguesia de Sta. Iria da Ribeira de Santarém para a cooperação com a Biblioteca Salgueiro Maia ou o protocolo de cooperação cultural com o Instituto de Cultura Europeia e Atlântica demonstram bem a vitalidade, a dinâmica e a grande importância que em apenas um ano este Centro logrou atingir”.
Na cerimónia deste primeiro aniversário foi anunciada que estava em preparação a revista Mátria Digital, de periocidade semestral, suporte digital eletrónico, de acesso livre gratuito. Para Martinho Vicente Rodrigues “pretende-se que a revista Mátria Digital assuma uma providencial magnanimidade como complemento à edição impressa da Revista Mátria XXI, proporcionando oportunidades de publicação, num espaço moderno, aos investigadores, nacionais e estrangeiros, em todos os domínios do conhecimento. A nova revista dará cumprimento ao infatigável dinamismo na ação, atenta aos sinais de evolução, que se pretende no CIJVS, ao atingir 1 ano de idade. Tornará mais segura a ambiciosa reformulação do site, enquanto é um bom servidor para a Assembleia de Investigadores. Contribuirá igualmente para o crescimento do espólio do Centro de Investigação”.
Atualmente, o Centro de Investigação aumentou a sua biblioteca com a doação, de António Pedro Vicente, de teses de Mestrado e Doutoramento, sendo que de quatro salas, passaram a seis, sendo duas para os reservados.
Jorge Miranda, Professor Catedrático da Universidade de Lisboa e da Universidade Católica, louvou esta iniciativa, “são poucas as cidades de Portugal que têm um Centro Cultural tão significativo e tão importante como este”.
Ricardo Gonçalves encerrou a sessão fazendo votos de que este seja o primeiro de muitos aniversários do CIJVS e que “este crescimento se mantenha para o bem da cidade, do país e sobretudo da investigação e do estudo das ciências sociais e humanas e das recentes tecnologias” e agradeceu ao seu amigo Joaquim Veríssimo Serrão, que “sem ele e sem o seu gesto não estaríamos aqui, para mim é uma referência e uma inspiração. Estou certo que Santarém muito se orgulha da sua obra e que estará sempre grata”.
A Sessão terminou com um momento musical proporcionado pelo Conservatório de Música de Santarém.
“Constituição e Estado Social” foi o tema da 16ª Assembleia de Investigadores
Sob o tema “Constituição e Estado Social”, Jorge Miranda começou por dizer que foi para Direito por causa da História. “Neste momento, sinto uma grande tristeza pela enorme ignorância com que os alunos entram na faculdade de Direito no domínio da História. Esta é uma deficiência grande do nosso ensino e nós sem História não compreendemos o Direito, a Economia, as Ciências Sociais; é a partir da História que nós compreendemos o presente e temos uma perspetiva relativamente ao futuro”.
E foi com esta base que Jorge Miranda começou a sua intervenção, explicando como surgiu a Constituição. Atualmente, “a Constituição é uma Lei, não assenta num costume, mas sim num ato soberano decretado pelo Poder, uma Lei escrita, que pretende ter uma força jurídica superior à forma jurídica das demais leis”. Uma outra ideia a reter nesta comunicação foi que qualquer Estado tem constituição, na medida em que ao ser constituído tem que obedecer a um conjunto de normas jurídicas, podendo ser muito variáveis, mais ou menos envolvidas por esta ou aquela orientação.
Quanto ao Estado Social, Jorge Miranda frisou que “desde o inicio do ano 2000 que o Estado Social entrou em crise, devido a causas intrínsecas ligadas aos exageros que ele próprio criou, causas de ordem financeira, económica, excesso de burocracia, no sentido de ter um aparelho extremamente pesado, esmagador das iniciativas sociais”. Mas também houve causas extrínsecas como “a globalização, a concorrência desleal, a crise financeira de 2007/2008 que continua a marcar todo o ocidente da Europa e os EUA, a concorrência desleal no domínio fiscal traduzida pelos paraísos fiscais”, entre outras.
Para o Professor Catedrático, existem direitos que são universais e que apesar de haver uma crise económico-financeira, têm que ser garantidos pelo Estado e pela sociedade, “o Estado e a sociedade têm que prestar aos cidadãos as condições essenciais como não haver pessoas com fome, haver a possibilidade de quem está doente ter acesso a um hospital, haver a possibilidade de as crianças terem acesso à escola”. A dificuldade na efetivação destes direitos, para além de estar ligada às condições económicas e financeiras, deriva também da “má organização da administração pública, das dificuldades e mau funcionamento da justiça, do excesso de burocratização, da falta de iniciativa de cidadania”.
A próxima sessão da Assembleia de Investigadores, que se realiza dia 04 de junho no CIJVS/Casa de Portugal e de Camões, terá como tema ”O Ciberespaço e o Paradigma de nele ensinar – aprender” com uma comunicação a cargo de Rui António Ferreira de Agonia Pereira, Catedrático, Matemático e investigador em áreas da matemática aplicada e Linguística computacional.
Restaurantes de Santarém distinguidos na IV Gala dos Vinhos do Tejo
O Convento de S. Francisco, em Santarém, foi uma vez mais o palco escolhido pela Comissão Vitivinícola do Tejo (CVR Tejo) para apresentação da IV Gala dos Vinhos do Tejo, no passado dia 25 de maio.
Esta cerimónia visa dar a conhecer os premiados no Concurso de Iguarias e Vinhos do Tejo e no Concurso de Vinhos Engarrafados da mesma região, e os premiados nas categorias prémio dinamismo Vinhos do Tejo, prémio excelência Vinhos do Tejo e prémio enólogo do ano Vinhos do Tejo.
O Concurso de Iguarias e Vinhos do Tejo, que decorreu de 9 a 24 de março, tem como objetivo a divulgação dos Vinhos do Tejo certificados e a sua harmonização com as diferentes propostas gastronómicas. Este ano contou com a participação de 41 restaurantes pertencentes às regiões do Ribatejo e Azambuja, Grande Lisboa, Batalha, Pombal e Setúbal.
Na cerimónia, em que esteve presente António Valente, vereador da Câmara Municipal de Santarém, foram distinguidos vários restaurantes de Santarém, destacando-se o Tascá, com o diploma “Revelação”, e O Bom Garfo, com o diploma “Melhor Carta de Vinhos do Tejo”. Com diplomas de ouro, os restaurantes de Santarém premiados foram: Adega do Bacalhau, El Galego, o Bom Garfo e o Tascá. Na categoria prata foram entregues diplomas aos restaurantes Varandas do Parque, Casa dos Torricados, Di Gusto e JF.
O premiado de concelho de Santarém do Concurso de Vinhos Engarrafados do Tejo, que decorreu nos dias 18 e 19 de abril no Centro de Promoção Vitivinícola do Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo, foi a Quinta do Arrobe, em Casével, a qual ganhou uma medalha de prata com o seu vinho tinto Quinto Elemento Syrah Reserva. Os grandes vencedores deste concurso foram o Bridão Reserva Branco 2012 e o Bridão Reserva Tinto 2011, ambos da Adega Cooperativa do Cartaxo.
As empresas Falua e Enoport United Wines levaram os prémios de empresa “Dinamismo Vinhos do Tejo” e “Excelência Vinhos do Tejo”, respetivamente.
Pela primeira vez este ano, o prémio enólogo do ano foi atribuído a dois enólogos, Carlos Eduardo e João Vicêncio, da empresa Enoport United Wines.
Todos os vinhos participantes neste concurso são certificados, o que representa, por si só, uma garantia de qualidade que prestigia a marca Vinhos do Tejo junto dos consumidores.