O ator é o próximo convidado da tertúlia “José Raposo Convida”, que se realiza no dia 29 de setembro
Como acontece habitualmente no último domingo do mês, a tertúlia “José Raposo Convida” regressa ao bar do Centro Cultural do Cartaxo (CCC) no dia 29 de setembro, às 21h30, contando desta vez com a presença do ator Mário Jacques.
O ator vem ao Cartaxo a convite de José Raposo, para uma conversa informal, que dará a conhecer um pouco mais da sua vida e da carreira ligada às artes de palco.
Mário Jacques estreou-se como ator em 1960, sob a direção de António Pedro, no Teatro Experimental do Porto. Estudou em Estrasburgo e em Paris e quando regressou a Portugal ingressou na Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro.
Em 1990 obteve o Prémio de Interpretação Masculina Palmira Bastos/António Silva, pela sua interpretação em “Quem Tem Medo de Virgínia Woolf”, de Edward Albee.
Ao longo da sua carreira tem trabalhado também em cinema e televisão. Foi coautor de “Os Actores na Toponímia de Lisboa” (2001) e autor de “A Recepção de um Espectáculo Teatral” (2005).
ESTREIA ABSOLUTA NO CARTAXO
O projeto de Lucília Raimundo conjuga as áreas do teatro, movimento e vídeo e sobe ao palco do CCC nos dias 27 e 28 de setembro
O Centro Cultural do Cartaxo (CCC) vai ser o local da estreia absoluta de “Regressar Leva Sempre Muito Tempo” – um projeto multidisciplinar na área do teatro, movimento e vídeo, que sobe ao palco nos dias 27 e 28 de setembro, às 22h00.
Concebido e interpretado por Lucília Raimundo, este projeto baseia-se na obra “O Inominável”, de Samuel Beckett, e conjuga diferentes vertentes artísticas.
Em “Regressar Leva Sempre Muito Tempo” alguém é um protagonista sem nome, destituído da memória de quem é ou terá sido, e sem saber como nem porquê encontra-se algures.
Este é um lugar desconhecido, onde alguém leva à exaustão tentativas de reconstituir a sua história, ao mesmo tempo que empreende uma nova aprendizagem sobre como viver dentro da sua pele, de como lidar com o corpo aí contido e reencontra a própria voz. No fundo, um processo de redescoberta da própria identidade, como se apenas assim fosse possível encontrar uma solução para a situação em que se encontra.
Neste estado de deambulação, entre o tempo real e o tempo psicológico, alguém debate-se contra a dificuldade de expressão e, consequentemente, contra o esquecimento. Porque só dominando a linguagem poderá nomear-se, existir e, quem sabe, regressar, para ocupar o lugar que lhe cabe fora dali.