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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
TORRES NOVAS-A ministra a quem os professores não vão deixar de enviar recados

Há dias, em Torres Novas, Ana Maria Magalhães foi almoçar com professores de uma escola onde tinha ido falar dos livros que escreve com Isabel Alçada. Numa mesa próxima estavam sentados docentes de outro estabelecimento de ensino. Um deles não perdeu a oportunidade: "Diga à sua amiga que acabe depressa com os professores titulares, porque eu dou aulas há 30 anos e sempre tive amigos, mas desde que sou titular só tenho inimigos."

Convidadas por outros professores, as duas autoras tornaram-se uma presença habitual nas escolas. Por causa dos seus livros da série juvenil Uma Aventura e também, desde 2006, no caso de Isabel Alçada, por ser, a convite de Maria de Lurdes Rodrigues, a comissária do Plano Nacional de Leitura (PNL), criado para reconciliar crianças e jovens com a palavra escrita.

Nos últimos anos, ambas foram testemunhas das feridas abertas nas escolas por algumas das medidas aplicadas pela anterior ministra. Como aquela de que se queixava o professor de Torres Novas. Pela primeira vez, a carreira docente foi dividida em duas categorias hierárquicas e no acesso àquela que é superior, a dos titulares, privilegiou-se o exercício de cargos, em detrimento da qualidade na sala de aula.

Aposentada há poucos anos, Ana Maria Magalhães respira de alívio: "Não tive de aturar o que se passou." Só que agora a sua amiga Isabel Alçada é ministra da Educação. É a primeira vez que este cargo é ocupado por uma professora do ensino básico, mais precisamente do 2.º ciclo. Foi um deles e esta é uma condição que os professores não vão deixar esquecer.

Ana Maria Magalhães assegura que transmitiu o recado de Torres Novas "exactamente" como lhe foi dito. Não foi o primeiro, nem terá sido o último. Diz que "não é possível fazer nada com os agentes de ensino revoltados". Está disponível: sempre que receber um recado das escolas por onde andar, há-de fazê-lo chegar à ministra. "E ela quererá ouvi-lo", tem a certeza.

Quando a nova ministra tomou posse, fez ontem um mês, o conselho científico da Escola Superior de Educação (ESE) de Lisboa, que forma docentes do básico e onde Isabel Alçada trabalhou desde 1986 - depois de ter leccionado na então preparatória Fernando Pessoa e de concluir um mestrado em Boston, EUA - votou, por unanimidade, uma mensagem de congratulação, onde se pedia: "Escute a voz dos professores."

Na semana passada, o Ministério da Educação (ME) deu como morto o actual modelo de avaliação dos professores. Anteontem confirmou que quer acabar com a divisão da carreira docente, embora tenha proposto novas limitações à progressão na profissão, o que deixa antever novas fricções e provocou já críticas mesmo entre aqueles que não poupam elogios à ministra, como é o caso de Ramiro Marques, autor do blogue Profavaliação. "Mais do mesmo, sob outro estilo?" Ele espera que não.

Teresa Vasconcelos, presidente do conselho científico da ESE de Lisboa, aproveita o contacto do P2 para acrescentar uma nota pessoal à mensagem aprovada por aquele órgão: "Minha querida colega! É uma valente! Não precisa disto [ser ministra] para nada! Tem uma vida familiar e social intensa, se aceitou foi por convicção cívica." A mesma opinião têm Maria Emília Brederode dos Santos, a última presidente do extinto Instituto de Inovação Educacional e antiga roommate de Alçada em Boston; e Maria do Carmo Clímaco, ex-inspectora-geral da Educação, que com ela fazia os trabalhos pedidos pelos professores norte-americanos.

Segundo revelou recentemente o Correio da Manhã, no ano passado Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar - Alçada, o apelido pela qual se tornou conhecida , é o do primeiro marido e já não consta do seu bilhete de identidade - declarou cerca de 50 mil euros em direitos de autor, mais cerca de 60 mil em rendimentos brutos de trabalho dependente. O marido, Rui Vilar, presidente do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian, acrescentou mais cerca de 240 mil.

"Não vai engolir sapos" Professores que trabalharam com a actual ministra em diferentes circunstâncias coincidem no diagnóstico: não decide contra a sua vontade ou convicções e não aceita ser ultrapassada à revelia.

Ramiro Marques conheceu-a quando, nos anos 80, ambos frequentaram o mestrado em Análise Social da Educação de Boston, incluídos num grupo de 70 docentes que o ME seleccionou para formação, com o objectivo de implantar as escolas superiores de Educação (desde então têm mantido contactos profissionais). Um dos secretários de Estado da anterior ministra, Valter Lemos, também fazia parte do grupo. A ministra "não é pessoa para fazer recados" ou para "deixar que lhe dêem ordens", precisa Ramiro Marques. "Não vai engolir sapos", confirma Maria Adelaide, uma professora de História do 2.º ciclo que foi colega de Alçada na Fernando Pessoa e a teve como coordenadora de estágio.

12 de Novembro. Na RTP 1 está a chegar ao fim a primeira entrevista de Isabel Alçada como ministra da Educação. Ela fala de apresentar resultados, a jornalista Judite de Sousa fala de "boas intenções". A ministra não gosta: "Não são só boas intenções e expectativas, sabe porquê? É que eu sei fazer. Já tenho muito anos de trabalho em educação e sei fazer."

Para Maria Adelaide, foi como que um reencontro. Lembra-se que exclamou: "Ora aí está a Isabel Alçada!" Quando a conheceu, em 1976, tinha cinco anos de docência e a actual ministra estava no seu ano de estreia, o que a não impediu de se propor logo para o estágio de profissionalização. No ano seguinte já era coordenadora desta formação - licenciada em Filosofia, ficou a orientar o grupo de História.

"Ela sabe, porque saiu da faculdade e foi trabalhar para o Ministério da Educação. Depois deu aulas no 2.º ciclo e no ensino superior. Conhece as escolas por fora e por dentro, leccionou, dirigiu, continuou a visitá-las como escritora", avança Luís Fernando, actual director da Fernando Pessoa. Cruzou-se com Alçada quando chegou àquela escola, no início dos anos de 1980.

Pouco depois, Isabel Alçada ingressava no conselho directivo. "É uma pessoa que não se deixa intimidar pelas circunstâncias, que não rejeita desafios, mas que também não tem noção das limitações", resume Maria Adelaide.

Isabel Alçada já assumiu várias vezes que só sabe trabalhar com autonomia, diz que a tem agora, "mas é uma independente, não está filiada no PS, não tem poder político". "Daqui a um ano vem embora. Não vai perder a sua boa imagem ou deixar de vender milhares de livros só para defender a imagem de Sócrates", acrescenta.

Por trás da aparência frágil e sorridente de Alçada poderá estar portanto uma mulher que provavelmente irá dizer não a Sócrates e bater com a porta. Ramiro Marques coloca a bola do lado do primeiro-ministro: "Ou Sócrates se enganou na escolha, ou sabia com o que é contava e deu-lhe carta branca por estar desejoso de dar a volta e iniciar um novo ciclo na educação."

"A escolha de Isabel Alçada corresponde a uma tentativa de fazer as pazes com os professores. Poucas pessoas terão melhores condições do que ela para fazer essa pacificação", corrobora António Teodoro, professor da Universidade Lusófona e antigo dirigente sindical. Ana Maria Magalhães aposta mais longe: "Ela é muito forte. Jamais aceitaria o cargo para pacificar a classe e ficar tudo na mesma. Isso é contrário à sua natureza. Ela sabe e pode tomar medidas que ajudem a melhorar o sistema."

Embora o seu alegado voluntarismo suscite reservas entre alguns, quem a conhece não lhe poupa elogios.

Ramiro Marques acredita que "tem todas as condições para realizar um bom trabalho": "Tem uma ligação muito intensa às escolas. Está à vontade com a cultura dos professores. É uma deles e eles também sentem isso. É uma pessoa que gosta de resolver problemas, que tem uma enorme capacidade de trabalho e um entusiasmo contagiante."

Teresa Vasconcelos recorda os primeiros tempos da ESE de Lisboa, altura em que houve alguns conflitos e Alçada era "conciliadora, criadora de consensos e ajudava a encontrar respostas pragmáticas". Tal como na Fernando Pessoa, também na ESE se envolveu por inteiro. Foi a primeira presidente da Assembleia de Representantes, foi coordenadora de Sociologia da Educação, do centro de documentação, foi responsável pela profissionalização em serviço. "Os alunos acham que ela é muito estruturante, de um rigor imenso, com ela não fazem farinha, interpelava-os, ralhava com eles e desafiava-os. É uma verdadeira pedagoga", defende Vasconcelos.

José Fanha, poeta e escritor, foi colega de Isabel Alçada na ESE de Lisboa, a fazer formação de professores, e lembra uma mulher de "sentido prático, positiva e bem-disposta".

"Deixa lá os sindicatos" Entre reuniões, discussão de propostas e de políticas, deslocações a escolas e participações em encontros e seminários, a agenda de Isabel Alçada tem sido a habitual de um titular da pasta da Educação. Frenética. Ela acrescenta um ar da sua graça. Não suporta perder tempo. É uma das características que lhe apontam e que vai de par com outras duas, observa Carmo Clímaco: "Trabalha muito e depressa."

 

Pouco depois de ter tomado posse como ministra da Educação, fez ontem um mês, Isabel Alçada almoçou com Ana Maria Magalhães, a amiga com quem tem escrito a quatro mãos, entre outros, os já 51 livros de sucesso Uma Aventura - mais de seis milhões de exemplares vendidos. Confessou que precisava de relaxar, que não podia passar tanto tempo sem escrever .

"Deixa lá os sindicatos e anda para aqui escrever!", respondeu-lhe, a brincar, Ana Maria Magalhães. No ME, as rondas negociais com os sindicatos de professores transformaram-se, desde há dois anos, numa espécie de sessão contínua. Isabel Alçada também já se estreou nelas. Em cima da mesa estão os dossiers que incendiaram as escolas durante o mandato da sua antecessora, mas no sábado passado, em casa de Ana Maria, que é desde 1982 o pouso habitual de escrita desta dupla, Alçada voltou à escrita.

Têm em mãos um novo livro da colecção História de Portugal. Em Março será publicado mais uma volume da colecção Uma Aventura, desta vez no Pulo do Lobo.

Segunda-feira à noite. Casa cheia para Isabel Alçada, que distribui sorrisos e autógrafos pelas crianças que acorreram ao Grande Auditório do Centro Cultural de Belém para assistir à antestreia da adaptação cinematográfica de Uma Aventura na Casa Assombrada, que poderá ser vista, a partir do próximo dia 3, em 50 salas do país. Para a nova ministra é como se estivesse em casa. Está habituada a falar com crianças sobre os seus livros. É um tom que contagia as suas intervenções, mesmo em contextos diferentes. Coloca a voz e somos todos de novo crianças.

Isabel Alçada nasceu em Lisboa em 1950, estudou no Liceu Francês, começou a dar explicações aos 15 anos, casou-se aos 18 e teve uma filha aos 19. Tem três netos. O curso de Filosofia, na Faculdade de Letras de Lisboa, foi feito a trabalhar. Esteve no Ministério a Educação e, em 1976, foi dar aulas de História para a preparatória Fernando Pessoa.

A história já é conhecida de todos os que leram Uma Aventura. Foi nesse ano que as duas autoras se conheceram à porta da escola. Isabel Alçada desafiou Ana Maria Magalhães para ir beber um café e "foi amizade à primeira vista", ri a professora, agora reformada, e que na altura já dava aulas "na província".

A primeira voluntária

A escola, que hoje tem pouco mais de 600 alunos, tinha na altura quase o triplo. Isabel era responsável pela pasta dos alunos. À revelia do ministério fizeram-se experiências para integrar os estudantes mais mal comportados.

"Eram tempos muito vividos, tínhamos uma esperança enorme que as transformações iam passar pela escola e que rapidamente íamos ser responsáveis pelas mudanças na sociedade portuguesa", recorda Luís Fernando com alguma nostalgia. "Na altura, gerir uma escola era muito mais complicado", acrescenta.

Foram feitas duas turmas com os piores e só trabalhavam com esses alunos os professores que se voluntariavam. "Ela era sempre a primeira voluntária", revela Carmo Clímaco, então presidente do conselho directivo. "Quem a ouvisse achava que era agressiva, mas ela sabia o que fazer com eles e era coerente."

Entre 1981 e 1983, Isabel Alçada integrou também a direcção do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa. O facto não consta da sua biografia oficial. António Teodoro era então o presidente. E Fraústo da Silva o ministro da Educação num governo dirigido por Pinto Balsemão.

Dois dossiers em destaque na altura: a preparação da Lei de Bases da Educação, que em 1986 alargou a escolaridade obrigatória até aos 15 anos; e a chamada "profissionalização em serviço", uma espécie de estágio que visava garantir formação pedagógica necessária para se conseguir um vínculo à docência.

Alçada fazia parte da equipa sindical que negociou este processo com o ME. Teodoro recorda "uma mulher com charme, bom senso, que nunca deixava de dar as suas opiniões, que defendia as suas ideias, mas era capaz de fazer pontes, de desarmar com um sorriso, impedindo que as pessoas se acantonassem nas suas posições". "Era uma das pessoas que eu gostava de ouvir nos momentos mais tensos", diz.

Desistiu do sindicato quando começou a escrever mais assiduamente com Ana Maria Magalhães. Precisava de tempo. Foi uma das condições que também colocou na ESE de Lisboa: dar aulas só de manhã para ficar com as tardes livres para a escrita.

Para Álvaro Magalhães, autor da colecção juvenil Triângulo Jota, Isabel Alçada está melhor como ministra do que como escritora, porque não lhe reconhece esse papel: "O que Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada fazem não é literatura, mas material pedagógico. A literatura serve para inquietar, para abalar o conhecimento." O escritor José Jorge Letria, presidente da Sociedade Portuguesa de Autores e amigo de ambas, coincide na apreciação: "Do ponto de vista estilístico [o seu trabalho] não tem originalidade, mas tem identidade própria. Não ficará como um projecto literário mas como fomento da leitura."

Nas últimas semanas, Ana Maria Magalhães tem percorrido o país para apresentar a adaptação cinematográfica do livro Uma Aventura na Casa Assombrada. "Prefiro fazer sessões contínuas com 800 crianças cada do que estar na Assembleia da República a ouvir deputados. Isso seria insuportável para mim", confessa.

A verdade é que as duas autoras têm perfis completamente diferentes. Ana Maria é "pacata", sempre quis trabalhar com os alunos, nunca quis cargos de responsabilidade na escola. Isabel Alçada é alegre, comunicativa, gosta de ir a uma festa, de estar em sociedade, não se importa de ficar numa mesa onde não conhece ninguém, "brilha mais", descreve a amiga, que confessa não ter paciência para acontecimentos sociais.

"O nosso projecto comum é a escrita. Quando começamos a escrever, corremos as cortinas sobre todos os outros assuntos", confessa Ana Maria Magalhães, que revela: escrever em conjunto é como "redigir uma acta, uma vai dizendo e a outra vai escrevendo".

Têm também em comum uma mesma formação, um passado vivido em famílias numerosas e, segundo elas, felizes. Isabel Alçada é a mais velha de três irmãs. Alegando reserva da vida privada, a ministra escusou-se a falar com o P2, mas em entrevistas que deu ao longo dos últimos anos tem contado como a casa de infância estava "sempre cheia". Sobretudo de mulheres: tias, primas, amigas.

"É uma pessoa muito alegre, divertida, positiva. Uma contadora de histórias. Herdou esta veia do pai, o meu avô João", resume um dos seus quatro sobrinhos, Pedro Abecassis, 26 anos. A família ainda costuma passar férias e fins-de-semana na zona de Sintra, onde Isabel Alçada se dedica também à jardinagem. É um dos seus hobbies favoritos.

Teresa Vasconcelos não tem dúvidas de que "o trabalho da vida de Isabel Alçada foi o Plano Nacional de Leitura". Teresa Calçada, coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, que trabalhoucom ela no PNL, diz que ainda não a conhecia e já defendia a criação de um "Plano SOS Leitura", uma ideia que foi apresentando a sucessivos ministros e que só veio a ser concretizada com Maria de Lurdes Rodrigues, sob a forma do Plano Nacional de Leitura. Com o PNL, pretendia-se dar visibilidade e mediatizar a promoção da leitura e "Isabel Alçada fez isso quase na perfeição", reconhece Teresa Calçada.

Também neste campo, o escritor Álvaro Magalhães é um crítico. O que foi feito até agora foi "vulgarizar, banalizar a leitura". Também José Jorge Letria reconhece que, por vezes, "como leitor vulgar", é surpreendido com determinados livros que têm o selo do PNL. "Um plano que tem a tendência de massificar a leitura tem erros, por vezes em prejuízo dos autores de referência, mas não se pode construir um edifício sem falhas." O saldo final de três anos de PNL é "positivo", embora seja necessária uma "maior definição de critérios, com mais qualidade", recomenda Letria.

"É bom assinalar que a lista do PNL não é uma obrigação mas apenas uma orientação", salvaguarda José Fanha. A autora Maria João Lopo de Carvalho defende que o PNL pôs as escolas a ler. "À nossa ministra, nesta "aventura no Ministério da Educação" só tenho a dizer: obrigada por ter trazido alegria, emoção e prazer a tantos alunos."Isabel Alçada aos três anos em São Martinho do Porto; aos seis, com tranças; aos 13, no campo; e com

a filha Vera

ao colo

 

«Público»



publicado por Noticias do Ribatejo às 14:07
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