NOTICIAS DO RIBATEJO EM SUMARIO E ACTUALIZADAS PERIODICAMENTE - "A Imparcialidade Na Noticia" - UMA REFERÊNCIA NA INFORMAÇÃO REGIONAL -
Sábado, 27 de Junho de 2009
Apresentação das listas da CDU em Torres Novas

3

O que está em causa é a qualidade da nossa democracia caseira.

Por isso, nos dias que correm, tem mais valor esta gente que se apresenta

de cara lavada e espinha direita e que rema contra a corrente dos tempos.

Conhecemos direcções de colectividades que foram mudadas radicalmente

por causa de uma simples crítica ao poder.

Já vimos dirigentes serem escolhidos e mandatados de forma subreptícia

pelo poder.

Já vimos exemplos de prepotência e arrogância em demasia, exemplos de

autismo próprio do

 

“quero posso e mando”. “já está formalmente despoluído”? Já agora gostava“formalmente

 

E que dizer das viagens ao estrangeiro que continuam de vento em poupa

para as paragens mais exóticas do globo, mas sem que o concelho ganhe

alguma coisa com isso?

Que dizer dos gastos e despesas camarárias absolutamente infrutíferas em

almoços e jantares que continuam a engrossar o rol, como se ninguém se

importasse com isso?

E que dizer de propostas nossas que são liminarmente chumbadas com

argumentos ridículos, no fundo só por serem nossas, ainda que todos

reconheçam ser justas?

Este concelho está a necessitar de uma mudança no paradigma de gestão e

de desenvolvimento.

Este concelho não precisa de obras faustosas, mas sim de aproveitar os

equipamentos, património, infraestruturas e características que possui e

que, na maior parte dos casos, estão subaproveitados ou mesmo

desaproveitados.

Este concelho não precisa de grande crescimento e de mais construção que

desponta como cogumelos em ritmo desenfreado e um pouco por todo o

lado, mas sim de harmonia no desenvolvimento e de um correcto

ordenamento do território.

Este concelho não precisa de ilusões ou miríficas miragens alicerçadas em

projectos megalómanos completamente afastados da nossa realidade, mas

sim de pequenos investimentos adequados às nossas características e

posses e pensados racional e estruturalmente.

Este concelho não pode crescer voltado exclusivamente para a cidade, mas

sim de um desenvolvimento equilibrado que mobilize as suas

potencialidades e que se encontram um pouco por todo o lado.

Este concelho não pode ser a capital do hipermercado mas antes deve

privilegiar o investimento diversificado e o emprego qualificado.

Este concelho não pode viver em desigualdade, mas devem ser criadas

melhores condições de vida em igualdade de circunstâncias para todos.

Nós não queremos um concelho melhor só para alguns. Nós queremos um

concelho melhor para todos.

E é precisamente por isso que vamos lutar. Todos juntos.

Carlos Tomé

26 Junho 2009

 

CÂMARA MUNICIPAL TORRES NOVAS

1. Carlos António Lopes Tomé, Advogado, 51 anos

2. José Manuel Alves Mota Pereira, Sociólogo, 36 anos

3. Ana Filipa de Castro Rodrigues, Arqueóloga, 30 anos

4. Nuno Vítor Ferreira Nunes, Operário Fabril, 32 anos

5. Adriano Luís Reis Aguiar, Motorista de Passageiros, 55 anos

6. Elsa Margarida Santos Tavares, Professora, 46 anos

7. Hugo António de Oliveira Gonçalves, Engenheiro Informático, 31 anos

8. Maria Gabriela Lima da Silva Rosa, Farmacêutica, 58 anos

9. Jorge Alberto Pena Ramos, Médico, 66 anos

10. Joaquim Mendes António, Operário Têxtil, 66 anos

11. Ermelinda Júlia Rodrigues Gonçalves, Médica 55 anos

12. Hélder Rodrigues Lopes Dias, Professor, 48 anos

ASSEMBLEIA MUNICIPAL

1 - Manuel Sousa Ligeiro, Administrador Hospitalar, 60 anos

2 – Susana Domingos Gaspar, Bailarina /Coreógrafa, 29 anos

3 – Ramiro Silvestre Lopes Machado da Silva, Serralheiro Tubos, 54 anos

4 – Ana Cristina Santos Santo Banito Lopes Tomé, Assistente Técnica, 43 anos

5 – Hélder Manuel Martins Brites Moita, Mecânico Auto, 51 anos

6 – Rui Alves Pereira, Engenheiro Técnico, 58 anos

7 – Ana Ramos Maia, Engenheira do Ambiente, 28 anos

8 – António Antunes Canais, Programador de Fabrico, 74 anos

9 – Nuno Filipe Silva Guedelha, Consultor de Comunicação, 35 anos

10 – Maria Inês Beirão, Funcionária Pública, 31 anos

11 – José Duarte da Silva Vaz Teixeira, Médico, 64 anos

12 – José Alves Pereira, Professor Universitário, 61 anos

13 – Maria Helena Dinis Ramos Silva, Empregada de Escritório, 58 anos

14 – José Augusto Gomes Paixão, Chefe de Serviços, 64 anos

15 – Arlindo Grácio Inês Santos, Serralheiro, 61 anos

16 – Ana Rita Lopes Governo, Estudante, 20 anos

17 – António José Pereira Jorge, Maquinista da CP, 55 anos

18 – João José Lopes, Comerciante, 80 anos

19 – Catarina Eufémia Lopes Ribeiro, Escriturária 48 anos

20 – Pedro Jorge Souto Ferreira Rosário, Técnico de Arqueologia, 49 anos

21 – Álvaro Manuel Ferreira Maia, Engenheiro Químico, 60 anos

22 – Tânia da Silva Pereira, Arquitecta, 27 anos

23 – Luís Miguel Lopes Formiga, Engenheiro Produção Animal, 39 anos

24 – Orlando Alves Pereira, Técnico Fabril, 64 anos

25 – Sara Domingos Gaspar – Enfermeira, 25 anos

26 – Maria João Aguiar Marques – Auxiliar de Pastelaria, 24 anoa

27 – Manuel José Dias, Director Comerciaç, 66 anos

28 – Vanessa Alexandra Granja Gonçalves Pinheiro Borges, Estudante, 21 anos

29 – José Pedro Rosário, Guarda Prisional, 56 anos

30 – Ana Maria Ferreira Almeida, Assistente Técnica, 46 anos

MANDATÁRIO DAS LISTAS DA CDU PARA AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

2009:

CARLOS TRINCÃO MARQUES - ADVOGADO

 

 

 

 

 

 

 

Fomos sempre uma oposição arrojada mas séria, atenta e interveniente,

crítica mas responsável.

Pela primeira vez na história da democracia em Torres Novas, há um

partido que já não tem representação na Câmara. Se dantes a sua voz era

pianíssima, porque nunca se importou grandemente pela comunidade,

agora está absolutamente calada.

No final deste mandato nada resta de palpável da passagem do outrora

representante deste partido pela Câmara.

Foram quatro anos desperdiçados em tricas partidárias, divisões internas,

acusações, falatórios e sobretudo muita falta de bom senso. Um caso

verdadeiramente lamentável para a democracia torrejana.

Daí que a CDU tenha sido, de facto, a única força organizada de oposição, a

única credível e com trabalho sistemático, a única com todas as condições

para fazer frente à maioria que gere os destinos do município.

Não usemos de falsa modéstia. Durante todo este mandato de quatro anos,

a actual maioria foi sempre obrigada a olhar apenas para a sua esquerda,

porque o resto não existiu.

E o concelho precisa de mais representantes da CDU na Câmara e na

Assembleia Municipal. Porque quantos mais forem eleitos mais se fará ouvir

a voz que faz falta.

As maleitas no nosso concelho são mais que muitas. E quanto mais tempo

se mantiver este poder mais vão sendo agravados os problemas do

concelho, as injustiças, as desigualdades, as carências, as dificuldades.

Neste momento não irei dar grandes novidades sobre o que tem sido a

gestão actual da Câmara nos últimos anos, porque temos vindo a denunciar

essas situações desde há bastante tempo.

Todos sabem que a Câmara tem sido gerida como uma coutada privada,

uma empresa que se molda e gere à medida e como se pretende, com

contratações de funcionários em que grassa o apadrinhamento e o favor,

em que se pretende meter mais de uma centena de funcionários à pressão

na Câmara com uma alteração de última hora do quadro de pessoal;

Em que se fazem trocas e baldrocas sempre para beneficiar os que vão ao

beija-mão;

Em que se fazem promessas sucessivas sem o mínimo de pudor;

Em que se tenta controlar tudo e todos de forma subreptícia num

adormecimento democrático verdadeiramente perigoso numa evidente

estratégia da aranha de controle de colectividades, órgãos de informação,

instituições, vontades diversas em troca de promessas e almejados

benefícios futuros;

Em que se impede por todos os meios o livre debate de ideias, a

participação dos cidadãos na vida que lhes diz respeito, a crítica por mais

débil que seja, a oposição por mais rudimentar que surja a qualquer

pretensão ou projecto de quem manda.

Nunca como nos dias de hoje se dobrou tanto a coluna vertebral até roçar o

chão em vénias veneradoras e obrigadas perante o poder.

Nunca como agora se disse tantas vezes “ámen”.

Nunca se aplaudiu tanto apenas para se estar de bem com o poder; se

evitou a palavra um pouco mais crítica com receio de ser mal recebida; se

engoliu a simples opinião discordante do poder.



publicado por Noticias do Ribatejo às 15:01
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