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Terça-feira, 27 de Julho de 2010
CARTAXO-PAULO CALDAS PROPÕE REFORÇO DO APOIO MUNICIPAL ÀS EMPRESAS PARA SUSTENTAR EMPREGO

O Presidente da Câmara do Cartaxo apresentou duas novas medidas concretas
 
·        Apoio ao emprego e investimento no concelho – redução em 50% da Derrama para 2011 às empresas com mais de 150 mil euros de volume de negócios
 
·        Criação de um fundo de 200 mil euros - já em 2011 -  para apoio à criação e manutenção de emprego
 
No âmbito da Presidência Activa que Paulo Caldas promoveu no concelho do Cartaxo, no dia 26 de Julho, sob o tema “Desenvolvimento Económico – Apoio às Empresas e ao Emprego”, foram explanadas pelo Presidente da Câmara duas propostas concretas de apoio aos empresários e à empregabilidade.
 
O autarca considera que o município deve “num momento em que a taxa de desemprego quase atinge os 11%, fazer ainda mais no apoio às empresas do concelho”, propondo que “continuemos a política fiscal que nos últimos anos tem sido pioneira no país - com a baixa de impostos municipais como política activa de apoio ao emprego.”
 
O Município do Cartaxo tem baixado progressivamente os impostos aplicados às empresas. A Derrama – que tem vindo a diminuir progressivamente, tendo já sido isentadas de pagamento as empresas com volume de negócios inferior a 150 mil euros anuais – poderá agora ser reduzida em 50% para as restantes empresas, de acordo com a proposta apresentada por Paulo Caldas.
 
Outra proposta apresentada foi a criação de um fundo de 200 mil euros, já em 2011, para apoio às empresas do concelho “que será um contributo para o alavancar do investimento e do crescimento económico locais, e que privilegiará as empresas com produtos competitivos e possíveis de serem colocados nos mercados externos. Esta fundo terá como principal objectivo sustentar e criar postos de trabalho, subsidiando o investimento e melhorando a protecção social”.
 
Paulo Caldas afirmou que “este fundo será constituído por dinheiros que estavam reservados para outras medidas que, neste momento de crise, se revelam menos prioritárias”, acrescentando que “o município vai gerir este fundo sempre em estreita ligação com o Nersant, o IAPMEI e a Banca, de modo a que os projectos apoiados sejam tenham consequências efectivas na criação e manutenção de postos de trabalho”.
 
Presidência Activa visita zonas empresariais e empresas do concelho
Acompanhado pelo Vice-Presidente da Câmara, Paulo Varanda, por membros da Assembleia Municipal e presidentes de Junta de Freguesia, Paulo Caldas iniciou a Presidência Activa com a visita à Zona de Actividades Empresariais (ZAE) do Casal Branco, na freguesia de Pontével, que vai criar a médio prazo cerca de 1500 postos de trabalho.
 
Esta ZAE, onde se instalará a Avipronto, tem já alguns lotes vendidos e terá a primeira fase de investimento municipal em infra-estruturas básicas terminada até final do ano – o que custará ao município cerca de 1 milhão e 200 mil euros.
 
O presidente da Câmara congratulou-se com o facto de a existência desta ZAE dar “ao município a certeza de que temos oferta de espaço para a implantação de novas empresas, ou para a expansão de outras, o que há alguns anos era impossível no concelho”, lembrando que “alguns lotes estão já vendidos e temos muita procura para os restantes, até pelos preços muito competitivos a que decidimos colocá-los no mercado, mas a situação das empresas é neste momento difícil. Não se trata apenas da compra do lote, mas do investimento total que os empresários terão de fazer, com recurso à Banca”.
 
Quanto à Avipronto, Paulo Caldas reforçou que a empresa continua decidida a ocupar o espaço que já lhe está destinado na ZAE do Casal Branco, mas o Plano de Impacte Ambiental apenas agora teve aprovação final e a empresa está a ultimar os projectos de execução das futuras instalações.
 
A Área de Localização Empresarial (ALE) do Falcão foi também visitada, tendo o autarca explicado como se vai desenvolver a ocupação dos 65 ha do projecto.
 
“Numa primeira fase serão ocupados 30 ha, que prevêem 120 lotes empresariais e um centro vila que será um centro de negócios com todos os serviços de apoio necessários – restauração, serviços médicos e outros” explicou o autarca, acrescentando que “nos restantes 35 ha haverá lugar para mais 150 lotes empresariais”.
 
Paulo Caldas referiu que esta ALE é um projecto que potenciará o futuro do concelho e de toda a região, mas que apenas agora é possível de concretizar “porque foram criadas as acessibilidades que hoje estão consolidadas. Sem o Nó de Acesso à A1, e a variante à EN 365-2, o Cartaxo era um gueto. É verdade que todos gostaríamos de ver esta ALE avançar mais depressa, mas projectos como este têm um percurso longo. Devemos lembrar-nos que há 4 ou 5 anos atrás o Nó de Acesso era uma quimera, um sonho, algo que muitos diziam ser impossível, ele aí está e será ele a possibilitar o crescimento e tornar competitiva esta ALE”.
 
Três empresas de diferentes sectores três casos de sucesso no concelho
 
A Presidência Activa começou por visitar a Ipetex, tendo sido recebida pelo Presidente do Concelho de Administração, António João Lavrador.
 
A Ipetex é uma empresa que divide a sua área de negócio em produtos têxteis e produção de componentes auto, 50% para cada área.
 
Tendo sido a primeira empresa certificada do sector têxtil em Portugal, a Ipetex reúne uma importante carteira de clientes nacionais e internacionais, entre os quais se contam a Toyota, a Seat ou a Wolkswagen.
 
Constituída na sua totalidade por capitais nacionais, a empresa tem vindo a afirmar-se no mercado, sendo líder nacional de produção geotêxtil e exportando cerca de 50% da sua produção.
 
António João Lavrador afirmou que “sofremos com a crise, só de vendas directas sofremos uma perda de 2 milhões de euros”. O primeiro semestre de 2009 apenas vendeu metade do período homólogo de 2008, mas em 2010 recuperou e duplicou as vendas.
 
A recuperação, em tempo de crise, deveu-se à aposta firme na qualidade e inovação, que permitiu a conquista de novos mercados e clientes. A empresa vai investir em novas instalações que permitirão dar resposta aos objectivos a atingir, tais como reforçar a sua liderança em produtos muito específicos – como o não-tecido de que já é líder na Europa -, passando pela expansão da capacidade industrial no geotêxtil.
 
A empresa conquistou a produção de todo o interior de dois novos carros eléctricos que serão lançados brevemente no mercado, o que a par da detenção quase total da concepção e produção de interiores para os carros sem carta de condução – para cujo tablier desenvolveram um protótipo que conquistou o mercado - dá ao Administrador a certeza de que o investimento vai continuar e a empresa pode crescer apesar das dificuldades que tem vindo a enfrentar.
 
A expansão das instalações e o aumento da produção previsto, levará à criação de mais postos de trabalho “em 2 anos poderão ser cerca de trinta trabalhadores a mais”, afirma o Administrador, o que dependerá da evolução da estratégia adoptada e dos mercados.
 
A visita continuou com a visita à LavriCartaxo, Cooperativa Agro-pecuária tendo o Presidente da Direcção, Armando Costa, explanado a situação actual da Cooperativa e os projectos futuros.
 
Com mais de 1000 clientes e cerca de 400 sócios, quer do concelho do Cartaxo, quer dos concelhos limítrofes, dedica-se à comercialização de produtos e ferramentas para a agricultura.
 
Tendo sido fundada em 1982, a Cooperativa tem uma situação financeira estável e prepara-se para expandir e melhorar as suas instalações, com um projecto de implantação em terreno próprio, que permitirá, no entender do Presidente da Direcção, criar as condições para garantir que a Cooperativa está pronta para dar resposta aos desafios futuros, assegurando melhores condições aos clientes – de estacionamento e de circulação e utilização do espaço de venda -, e à organização e armazenagem dos produtos.
 
A Adega Cooperativa do Cartaxo, representada pelo seu Presidente da Direcção, Jorge Antunes, acompanhado pelo Enólogo responsável, Pedro Gil, que é também vereador da Câmara Municipal do Cartaxo e Responsável pelo Projecto Municipal Cartaxo Capital do Vinho, foi a terceira instituição a ser visitada.
 
Com cerca de 400 sócios, a Adega Cooperativa do Cartaxo é um exemplo de sucesso, continuando a crescer e constituindo um caso de excepção no panorama cooperativo nacional.
 
Jorge Antunes e Pedro Gil afirmam que a capacidade de enchimento é já muito limitada para dar resposta à grande procura dos vinhos comercializados, é uma das dificuldades a resolver no futuro.
 
Com uma facturação global de 10 milhões de euros, a Cooperativa não só tem uma situação financeira invejável no sector, como tem vindo a ganhar cada vez maior reconhecimento junto dos consumidores, pela qualidade e diversidade do vinho comercializado. A diversidade é, aliás, um dos factores de sucesso indicados pelos dois responsáveis – produtos diferentes para diferentes consumidores ou para diferentes momentos de consumo.
 
Os responsáveis da Adega indicam como outros motivos para o sucesso do projecto, o facto a gestão tentar sempre conseguir um equilíbrio entre a sustentabilidade financeira dos sócios, mas também da Adega; a contínua aposta em novos e mais eficazes equipamentos – sendo que o investimento em novas tecnologias e equipamentos foi de 2,5 milhões de euros desde 2004 -, a preocupação com a sensibilização dos sócios para as mais recentes exigências que vão desde as castas plantadas, o momento ideal de vindima, o modo de condução das vinhas, passando pelo acondicionamento das uvas e seu transporte para a adega; assim como uma atitude comercial mais agressiva que permitiu a conquista e entrada em novos mercados.
 
Pedro Gil afirma que “as nossas normas internas de qualidade são exigentes e abarcam todo o processo até ao produto final”, acrescentando que “o investimento dos últimos anos abarcou o processo de vinificação, o engarrafamento e as preocupações ambientais – com a construção de uma ETAR”.
 
Os últimos investimentos, que somam 280 mil euros, foram na área tecnológica – uma linha automática de bag in box e um filtro tangencial – sendo que este último traz grandes ganhos, quer em termos ambientais, quer em aproveitamento do produto, já que não há perda de vinho durante o processo de filtragem.
 
A estratégia da Adega continua a ser a do crescimento e consolidação da posição conquistada no mercado e junto do consumidor, com novos investimentos previstos já para muito breve na área de armazém de produto acabado e de consumíveis.
 
Para Paulo Caldas, os exemplos empresariais visitados mostraram “todos eles, como a crise tem efectivamente atingido as nossas empresas, mas também como em todas elas a aposta no investimento que consolide posições no mercado, que assegure inovação tecnológica, melhorias na produtividade e na diversidade e qualidade de produtos oferecidos, tem sido a pedra de toque do seu sucesso”.
 



publicado por Noticias do Ribatejo às 17:37
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