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Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010
CARTAXO - MUNICÍPIO DO CARTAXO COMEMORA 195.º ANIVERSÁRIO

Comemorações marcadas pela homenagem a personalidades e entidades locais que prestam ou prestaram serviços relevantes ao Município, nas mais diferentes áreas
 
Presidente da Câmara Municipal afirma que “a dedicação, exigência e determinação dos cartaxeiros” é fundamental para continuar a afirmar o concelho na região e no país
 
Nos tempos difíceis, “quem não tiver coerência nas decisões e determinação a definir e concretizar objectivos não consegue marcar a diferença”, defende Paulo Caldas
 
O Município do Cartaxo comemorou no dia 10 de Dezembro o 195.º aniversário de elevação a concelho, com uma cerimónia na qual a autarquia homenageou e atribuiu Diplomas e Medalhas de Mérito Municipal a personalidades e entidades locais.
 
Desde 1994 que a autarquia distingue aqueles que prestam ou tenham prestado serviços relevantes ao Município, com o objectivo de dar a conhecer aos mais novos a história do Cartaxo, realçando o passado do concelho, mas também homenageando os que, no presente, contribuem para o desenvolvimento cultural, desportivo ou social. Nestes últimos 16 anos, já foram distinguidas pela autarquia 28 personalidades e 28 instituições do concelho.
 
Neste ano, receberam o Diploma e Medalha de Mérito Municipal Venilde Anastácio e Manuel Pato – ambos a título póstumo –, a Associação Humanitária da Freguesia de Pontével, a Rádio Cartaxo e o jornal O Povo do Cartaxo.
 
Dirigindo-se a todos os cartaxeiros, Paulo Caldas, presidente da Câmara Municipal, considerou-se honrado por liderar um concelho “que valoriza todos os que ao longo deste tempo ajudaram a construir esta bonita terra”. Para o autarca, o trabalho desenvolvido tem sido “muito positivo, porque hoje o Cartaxo – próximo de Lisboa e da capital de distrito – ocupa um espaço privilegiado, onde o equilíbrio rural/urbano, o Tejo, o vinho e a vinha são factores de valorização e de afirmação”.
 
Contribuem para os “traços de modernidade presentes”, as colectividades, empresas, instituições e cidadãos, “que com a sua crítica, exigência, dedicação e empenho vão marcando a construção do nosso concelho, na área da cultura, desporto, economia ou acção social. As pessoas e entidades que homenageamos hoje são disso exemplo e devem ser uma referência para todos nós e futuras gerações”, reforçou Paulo Caldas.
 
Também todos os ex-autarcas, em todos os órgãos autárquicos, mereceram uma palavra de apreço de Paulo Caldas, que afirmou que estes souberam tirar partido da crítica para “desenvolver um trabalho mais exigente e conseguir o reconhecimento de algo que hoje é força de motivação - continuar a construir o Cartaxo”.
 
Para continuar este trabalho, Paulo Caldas defende que todos são importantes. “Devemos ter orgulho da terra onde vivemos. Nós, executivo, temos orgulho daquilo que vamos construindo, mas um homem não consegue fazer nada sozinho, precisamos uns dos outros para continuar a desenvolver e a fazer crescer o concelho. Precisamos da dedicação de todos os cartaxeiros, do seu espírito de exigência, da sua determinação”, sublinhou.
 
Defendendo um desenvolvimento descentralizado, focado na melhoria da qualidade de vida dos habitantes das oito freguesias, Paulo Caldas afirmou ainda que “sentimo-nos satisfeitos com os objectivos que vamos conquistando, mas não temos receio de assumir os nossos erros. Essa é uma atitude que nos diferencia e distingue”.
 
Para o autarca, nos tempos difíceis em que vivemos, “quem não acredita não consegue seguir em frente. Quem não tiver coerência nas decisões e determinação na definição dos objectivos não consegue marcar a diferença. É à conta destes princípios que temos conquistado financiamentos europeus e da Administração Central para os nossos investimentos, concretizado obra e melhorar as condições de vida de todos os cartaxeiros”.
 
O presidente do Município acredita que o Cartaxo, no futuro, vai ter sempre como referência os feitos que se vão concretizando no presente. “O Município do Cartaxo é liderado por uma equipa jovem, que sente orgulho desta terra e que tem tido nos menos jovens uma referência. É na juventude que devemos apostar e é a ela que temos de transmitir a importância de reconhecermos os bons contributos que os nossos conterrâneos vão dando a esta terra ao longo dos anos”, referiu.
 
A presidente da Assembleia Municipal, Maria Manuel Simão, congratulou-se também com mais um aniversário do concelho, afirmando que “o Cartaxo foi sempre um marco da democracia, quer nas lutas liberais, quer na Monarquia, quer na 1.ª República. Com a homenagem que fazemos hoje, estamos também a homenagear todos os que lutaram no passado por este concelho”, referiu.
 
Maria Manuel Simão lembrou ainda a medida tomada no passado a respeito da protecção dos vinhos e acrescentou que “esses homens tinham uma grande visão na altura e certamente hoje estariam muito contentes por saber que o Cartaxo é a Capital do Vinho”.
 
PERSONALIDADES E ENTIDADES HOMENAGEADAS
 
Venilde Vieira Rodrigues Anastácio (a título póstumo)
Nasceu a 31 de Janeiro de 1944, nos Casais Penedos, freguesia de Pontével. Ainda muito pequena, junto com os pais, foi viver para Pontével e aí permaneceu até à sua adolescência. Muito nova, foi servir para Lisboa, manifestando desde sempre uma grande habilidade para a costura, ofício que por lá desenvolveu, seguindo o seu percurso até à vida adulta como modista.
No início dos anos 70, Venilde Anastácio começa a interessar-se pelas questões culturais da vila de Pontével. Foi elemento activo do grupo de teatro T.A.R.A (Grupo de Teatro Amador de Pontével), que posteriormente passou a Grupo Cénico da Casa do Povo de Pontével. Pertenceu em simultâneo ao Rancho Folclórico, tendo participado no levantamento do historial do vestuário regional.
Devido à sua amizade com José Raposo, chegou a Pontével a Mini Revista, na altura com o actor Fernando Mendes que se encontrava em digressão pelo país.
Foi o 1.º elemento feminino na direcção da Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense, tendo sido ainda uma das fundadoras da Festa dos Fazendeiros. A convite de Vitor de Sousa, também participou na criação da Rainha das Vindimas e prémio “Estini”.
Por ser uma pessoa muito estimada na comunidade, foi levado a cabo um espectáculo em sua homenagem, ainda em vida, intitulado “Os amigos da Venilde”. A 20 de Junho de 2009, foi feita uma homenagem a título póstumo pela Junta de Freguesia de Pontével, com a atribuição do seu nome a uma rua.
Mulher franzina, de coração grande, era assim que todos a conheciam. A simplicidade era uma das qualidades mais evidentes e admiradas por todos aqueles que consigo conviveram, tendo sido, sem dúvida, uma das pessoas mais marcantes da cultura pontevelense. Amante da cultura, dos 50 anos de vida, dedicou 30 à terra onde viveu.
 
Manuel de Oliveira Pato (a título póstumo)
Nasceu em Pernes em 1924. Em 1950 escolheu o Cartaxo para viver, depois de uma caminhada nem sempre fácil pela capital portuguesa. Até aos 16 anos trabalhou como servente na construção civil. Com 23 anos especializou-se em Mestre-de-obras de Construção Civil, na Escola Machado de Castro, em Lisboa. Em 1950 instalou-se definitivamente no Cartaxo e foi a partir da construção de um prédio junto à sua casa, com a ajuda do sogro, que a vida lhe começou a sorrir.
Tornou-se o construtor com maior número de construções erguidas no Cartaxo. Além dos prédios particulares, construiu a Casa do Povo, o Pavilhão do Inatel, o Lar de São João, a Igreja de Aveiras de Cima e o Hospital de Albergaria–a-Velha.
Foi o primeiro construtor a usar “betão armado” – os prédios mais antigos que se vêem na cidade do Cartaxo foram todos obra sua. Foi também o primeiro construtor a inscrever-se na Câmara Municipal, onde mais tarde chegou a desempenhar funções de vereador.
Sincero e exigente, era assim que definia a sua postura no trabalho. Manuel de Oliveira Pato era uma referência para muitos outros construtores. Um bom mestre que deixou a marca do seu trabalho um pouco por toda a cidade do Cartaxo.
 
Associação Humanitária da Freguesia de Pontével
 
A Associação Humanitária da Freguesia de Pontével foi constituída em 31 de Outubro de 1995, em consequência da oferta de uma ambulância pelos “Quarentões de 1994”, desenvolvendo a sua actividade desde 1 de Dezembro de 1997.
Como reconhecimento do relevante serviço prestado à comunidade, é conferido à Associação, a 1 de Julho de 2000, o estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social, adquirindo a natureza de Utilidade Pública.
A sua missão principal é transportar doentes de e para os organismos prestadores de cuidados de saúde. Pela sua importância, no âmbito social, merece uma referência especial o apoio aos idosos acamados ou em cadeiras de rodas, nomeadamente, no transporte entre domicílios. Actualmente, prestam serviço nesta instituição nove colaboradores e 35 voluntários.
Com o passar do tempo foram estabelecidos protocolos com os Bombeiros Municipais do Cartaxo e o Núcleo da Cruz Vermelha do Cartaxo, na área dos transportes de doentes, e com o Instituto de Reinserção Social, com vista à criação facilitadora de execução da prestação do trabalho a favor da comunidade. Em 2004 integra a Rede Social do Concelho do Cartaxo. Desde o início de 2007 está em prática uma Parceria de Apoio ao Idoso, com a Junta de Freguesia de Pontével, para transportar, gratuitamente, os idosos residentes na Freguesia de Pontével que não possam suportar o custo com o transporte em ambulância.
Um dos momentos mais marcantes na vida da Associação foi a inauguração das novas instalações, no passado dia 5 de Dezembro.
 
Rádio Cartaxo
A Rádio Cartaxo nasceu em 1985, da vontade que juntou Carlos Palmeiro e Luís Fernando de dotar o concelho e a região de uma rádio local. Foram 25 anos de muita luta e perseverança para a Rádio ser o que hoje é – uma referência de rigor e profissionalismo.
Pirata como todas as rádios da época, eram às dezenas os colaboradores que desinteressadamente queriam ser radialistas, fazendo ouvir as suas vozes, nos mais diversos projectos. Foi grande a desilusão quando receberam do Governo ordem para encerrar a rádio, o que aconteceu a 31 de Dezembro de 1989. No entanto, não baixaram os braços e a 1 de Março de 1990 foi-lhe atribuída uma frequência oficial – a Rádio Cartaxo estava novamente no ar.
Deixou recentemente a Rua Batalhoz, mudando a sua sede para a Rua Prof. Manuel Bernardo das Neves. A Rádio Cartaxo conta agora com modernas instalações e com as tecnologias mais recentes. Ao longo destes 25 anos muitos foram os nomes que participaram nesta aventura radiofónica, os quais, apenas com a finalidade de fazer rádio, deram corpo a este sonho da cidade do Cartaxo.
 
Jornal “O Povo Do Cartaxo”
O jornal “O Povo do Cartaxo” nasceu em 6 de Janeiro de 1977. Desde o início, e durante muitos anos, a ‘alma’ do jornal foi o seu fundador e director Joaquim Bernardes Ferreira, que a ele transmitiu a sua personalidade dinâmica, inovadora e irrequieta.
Homem com grande paixão pelo jornalismo, envolveu-se com apenas 18 anos nessa actividade. Em 1954 é um dos fundadores do jornal Notícias do Cartaxo e, em 1977, arranca então com “O Povo do Cartaxo”, tendo-o dirigido ao longo de 16 anos. Por razões de saúde, afastou-se em 1993, passando o testemunho ao seu filho, Nuno Heitor Ferreira.
Ao longo deste período, o jornal foi testemunha privilegiada das transformações ocorridas no Cartaxo e de momentos de grande significado, como por exemplo a sua ascensão à categoria de cidade, a abertura da Ponte Rainha D. Amélia ao tráfego rodoviário, a visita do presidente Jorge Sampaio ou a construção do nó de ligação à auto-estrada.
Em 2008, dá-se uma mudança importante na vida do jornal, com a entrada de nova administração e nova direcção. Os objectivos do jornal continuam, no entanto, a ser os mesmos de sempre: proporcionar aos seus leitores informação objectiva e isenta, dar voz e visibilidade às forças vivas do concelho e funcionar como um espaço de reflexão e de debate.
 



publicado por Noticias do Ribatejo às 12:28
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