A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (e outras estruturas de utentes), preocupada com a prestação de cuidados de saúde na Região, reuniu com Conselho de Administração do CHMT e Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.
Na sequência da recolha de mais de 20000 (vinte mil) assinaturas de cidadãos do Médio Tejo solicitou-se uma reunião ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo.
Na opinião da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo e das outras estruturas de utentes estão criadas as condições para que se possam dar passos seguros para a concretização dos objectivos reivindicados pelas populações: melhor funcionamento da urgência e a existência da medicina interna, pediatria e cirurgia nas três unidades do CHMT e o desenvolvimento das especialidades já existentes em articulação com os cuidados de saúde primários/centros de saúde.
Embora continuemos a considerar que estas questões deveriam ser debatidas em sede de Conselho Consultivo (que não existe) propusemos ao CA a organização de um fórum onde estivessem representadas as diversas entidades interessadas na prestação de cuidados de saúde (unidades de saúde, autarquias, profissionais, ordens e sindicatos, ligas amigos, utentes, bombeiros,…) com o objectivo de definir as linhas gerais de organização dos cuidados de saúde, permitindo que de forma multilateral se esclarecessem muitas informações contraditórias e se pudesse reconquistar a “simpatia” das populações com medidas claras e viáveis.
Aproveitamos a oportunidade para referir algumas questões preocupantes, como o atraso na contratação de médicos que poderá inviabilizar a melhoria e a continuação de alguns serviços,
a deslocação de serviços entre unidades hospitalares, o aumento da lista de espera cirúrgica, a incidência das infecções hospitalares e a perspectiva de aplicação da Portaria 82/2014, assim como, a criação do agrupamento hospitalar no distrito.
Na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo transmitimos a nossa preocupação com a falta de médicos de família em alguns concelhos, situação que se poderá agravar com as férias de verão, sugerindo que as autarquias reforcem a pressão junto do Ministério para que sejam tomadas algumas medidas de carácter excepcional para resolver o assunto.
Relatamos as nossas propostas, feitas anteriormente ao CA do CHMT, sobre a organização dos cuidados hospitalares e a organização de um fórum, assim como referimos mais uma vez a nossa preocupação com a falta de trabalhadores nos serviços de saúde, especialmente médicos. Sem profissionais de saúde não se pode garantir a proximidade de cuidados. As populações ficam mais desprotegidas.
Manifestámos a nossa disponibilidade para colaborar na elaboração da “Carta de Saúde da Região do Médio Tejo”, iniciativa da CIMT.