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Por: Ana Fonseca da Luz
A nossa amizade
É tão bom ter-te como amiga!
Despedimo-nos com um abraço apertado e sincero e um até já, apesar de saberes que o nosso próximo “até já” será dito talvez daqui a muitas luas. Mas tu permaneces sempre com esse sorriso e essa amizade sincera que te escorre em cada abraço que dás e que me transmite uma calma que, de vez em quando, venho procurar em ti.
Sei que, quando eu sair e te deixar mais uma vez entregue à tua solidão, da qual eu sei que gostas, vais arrumar o teu caderninho na gaveta de cima da escrivaninha, até à próxima vez em que eu consiga umas horinhas para estar contigo e que vais sorrir para a fotografia do teu marido, que te deixou há pouco, levado pela morte.
Sei também que vais sentir a minha falta,do mesmo modo que vou sentir a tua, mas que não vais reclamar da minha ausência, porque me respeitas e sabes o quanto eu gosto de partir por longas temporadas para viagens que tu nunca farias, porque a tua natureza é tão diferente da minha.
É isso que nos completa e que fortalece esta nossa amizade, tantas vezes distante, mas sempre tão presente. É uma amizade valorizada e inflacionada com o tempo, com a distância e cheia de memórias, que nos acompanharão para além da morte.
Prometo sempre a mim mesma que, da próxima vez, vou ficar mais tempo contigo, mas não fico, porque o tempo que ficamos juntas é tão precioso que não se mede em minutos, ou horas.
Mede-se em sinceridade e em partilha e a única coisa que te peço é que me deixes continuar a aprender contigo o verdadeiro significado da palavra “amizade”