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Domingo, 4 de Maio de 2014
CARTAXO RECEBEU DESFILE ETNOGRÁFICO

Iniciativa organizada no âmbito da Festa do Vinho juntou diferentes gerações numa homenagem aos usos e costumes do concelho

 

 

A cidade do Cartaxo recebeu no dia 2 de maio o desfile etnográfico “Da Vinha ao Vinho”, promovido pela Câmara Municipal do Cartaxo, no âmbito da Festa do Vinho.

 

Mais de duas centenas de crianças do Jardim de Infância do Cartaxo e dos Agrupamentos Escolares Marcelino Mesquita e D. Sancho I apresentaram-se com trajes regionais, fazendo lembrar o antigamente, às crianças juntaram-se também perto de meia centena de seniores, da Associação Comunitária de Vila Chã de Ourique, do Centro de Dia de Pontével, do Programa de Atividades Seniores desta freguesia e do Grupo Viver Mais Viver Melhor.

 

Centenas de pessoas juntaram-se na Rua Batalhoz para ver este desfile intergeracional, que representou uma homenagem às tradições e à identidade rural do concelho, tendo como principal objetivo recordar e transmitir aos mais novos os usos e costumes do Cartaxo e das suas freguesias, reforçando a importância da vinha e do vinho, na vivência da população.

 

Pequenos e graúdos vestiram-se a rigor, envergando trajes representativos das figuras do campino, do cavaleiro, das camponesas ou do pescador. Os trajes usados no trabalho foram os mais expressivos – elas de saia rodada e avental, de lenço ou chapéu de palha na cabeça, segurando cestas de flores ou um feixe de vides; eles de boina ou barrete, de colete e camisas de fazenda –, mas houve também quem apresentasse trajes domingueiros ou de passeio.

 

Do Jardim de Infância do Cartaxo veio quase uma centena de figurantes. A professora Ana Rita Nogueira, responsável pelo grupo de vinte crianças dos cinco anos de idade, que participou neste desfile, revelou que os pais também se envolveram nesta iniciativa, recolhendo os trajes para vestir os seus filhos, e que “as crianças se mostraram muito interessadas, porque lhes explicámos antecipadamente o significado dos trajes e aquilo que vínhamos aqui fazer”.

 

Para a professora, este tipo de iniciativas “é muito importante para os mais pequenos, pela experiência que têm ao vestir o traje, porque assim assimilam muito melhor estas tradições associadas à cultura do concelho”.

 

Sara Coelho é professora na EB1 N.º 2 de Vila Chã de Ourique e também ela aceitou desde a primeira hora este convite para participar no desfile. “É nossa função estimular e continuar a dar ênfase às tradições das terras. Eu fiquei muito motivada e penso que consegui motivar também os alunos”, considerou.

 

Do grupo de 10 alunos desta escola que participaram no desfile, esteve a Beatriz, que revelou ter “gostado muito” do desfile, por ser “diferente e recordar os hábitos dos avós”.

 

O João, aluno também desta turma, achou o desfile “divertido” e vestir-se de campino foi “engraçado”, apesar do calor que sentia na cabeça, por causa do barrete.

 

O desfile terminou na Praça 15 de Dezembro, onde os participantes foram recebidos pelo presidente da Câmara Municipal, Pedro Magalhães Ribeiro, tendo depois passado pelo palco para melhor mostrarem os seus trajes regionais. O Jardim de Infância presenteou ainda o público com algumas quadras e com o Fandango do Cartaxo, da autoria de Luís Piçarra - “Não há terra como o Cartaxo, não há, no coração do Ribatejo”.

 

 

SEMINÁRIO REUNIU PROFISSIONAIS DO SETOR VITIVINÍCOLA NO CARTAXO

 

 

O Auditório Municipal da Quinta das Pratas, na cidade do Cartaxo recebeu, na tarde do dia 2 de maio, o seminário “Castas Portuguesas – Fator de Diferenciação no Mercado Internacional do Vinho”, organizado pela Câmara Municipal do Cartaxo e Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), no âmbito do aniversário desta associação e da Festa do Vinho, a decorrer no Pavilhão Municipal de Exposições até dia 4 de maio.

 

O seminário centrou-se na importância da diversidade das castas e a sua seleção como fator fundamental na valorização do vinho português, tendo proporcionado também uma reflexão sobre o contexto do mercado nacional e mundial, a competitividade dos mercados, os fatores de diferenciação dos vinhos e os principais desafios que se colocam ao setor.

 

Produtores e agentes do setor marcaram presença neste encontro, que teve como oradores Antero Martins, do Instituto Superior de Agronomia, António Ventura, presidente da Associação Portuguesa de Enologia, Maria Vicente, da Casa Agrícola Casal do Conde, e Manuel Costa e Oliveira, da AMPV.

 

Pedro Magalhães Ribeiro em defesa da ruralidade enquanto sinónimo de desenvolvimento sustentável

 

A sessão de abertura contou com a presença do presidente da Câmara Municipal do Cartaxo e da AMPV, Pedro Magalhães Ribeiro, e do presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, Frederico Falcão.

 

Pedro Magalhães Ribeiro afirmou que, para a Câmara Municipal, “o sector do vinho é extremamente importante para sua estratégia de desenvolvimento”, acrescentando que “queremos combater o significado que a ruralidade tem no senso comum. Ruralidade não significa subdesenvolvimento, tem de ser sinónimo de desenvolvimento sustentável, que comporta boas práticas de ordenamento do território e equilíbrio ambiental, envolvendo também um património histórico e cultural que convém preservar”.

 

O presidente da Câmara Municipal está consciente de que “um concelho tem de se desenvolver em diferentes vertentes”, contudo, assume como grande prioridade a promoção de “um desenvolvimento que não pode estar desligado da agricultura, do vinho e da vinha”.

 

As potencialidades do mundo rural, da gastronomia ou do Tejo, associadas à localização estratégica do concelho, “devem também ser aproveitadas pelos operadores no terreno”, acrescentou Pedro Magalhães Ribeiro, reforçando que “o enoturismo tem de ser uma grande aposta”.

 

Presidente do IVV demonstrou evolução do setor ao nível da exportação 

 

Frederico Falcão começou por enaltecer “a forma empenhada e apaixonada com que o presidente da Câmara do Cartaxo tem abraçado a causa do vinho”.

 

Entre os números apresentados, o presidente do IVV frisou que “o mercado nacional encontra-se retraído em termos de consumo”, No ano passado verificou-se uma quebra de 5,8%. Como tal, “a saída natural é a exportação”, constatou, demonstrando que “Portugal tem vindo a bater recordes ao nível do vinho exportado”, que se traduziu em 2013 em 725 milhões de euros.

 

“Temos subido sempre em valor, mas tem havido um decréscimo no que diz respeito ao volume, sobretudo devido à diminuição da exportação de vinhos a granel, porque nos engarrafados subimos a quantidade exportada”, especificou.

 

Frederico Falcão referiu-se também à diversidade de castas existentes em Portugal, onde existem 343 autorizadas. “Somos o terceiro país do mundo com maior número de castas, das quais cerca de 200 são autóctones. Em primeiro lugar, estão os italianos e em segundo está a Geórgia, contudo, se considerarmos o índice da dimensão do país, passamos para segundo”, acrescentou.

 

Para o presidente do IVV, “a imagem de Portugal deve estar associada à diversidade de castas existentes no país”, mas defende que “não é possível promovê-las todas. Não é fácil promover Rabo de Ovelha ou Fernão Pires, são nomes difíceis de traduzir. A estratégia nacional tem de passar por destacar algumas delas”.

 

Frederico Falcão alertou ainda os produtores para o novo Sistema de Autorizações, em vigor a partir do início de 2016, e que vai trazer grandes alterações aos direitos de plantação da vinha.

 

Antero Martins destaca importância da preservação das castas autóctones

 

Antero Martins participou neste seminário em representação do Instituto Superior de Agronomia e da Associação Portuguesa para a Diversidade da Videira (PORVID). Durante a sua apresentação, abordou o papel das castas antigas, “que é mais relevante do que o das variedades de outras plantas cultivadas”, uma vez que “as castas são sede de história e tradições e são um fator decisivo na diferenciação e identidade do vinho. Quando falamos de vinho, não é só o líquido que conta, é também o envolvimento cultural”, frisou.

 

Desde o início da década de 80 que se desenvolve em Portugal um trabalho para reconhecimento e identificação de castas autóctones. Contudo, “ainda hoje estamos a descobrir novas castas, elas estavam mesmo debaixo dos nossos olhos sem que nos apercebêssemos delas. Isto é uma novidade que tem cerca de três anos e o que podemos adiantar é que desde essa altura até agora já foram descobertas 15 novas castas”, revelou.

 

Presidente da APE defendeu que Portugal deve afirmar-se como “país com capacidade para produzir vinhos diferentes”

 

O presidente da Associação Portuguesa de Enologia (APE) baseou a sua apresentação na dúvida “se o vinho português será definitivamente um blend”. Antes dessa abordagem falou dos mercados internacionais, em fatores de diferenciação e na evolução da produção mundial e do consumo, apresentado vários números comparativos.

 

Face aos desafios dos mercados, António Ventura considerou o terroir como uma das principais vantagens competitivas, a par da originalidade e da diferenciação.

 

“Temos de nos focar nas nossas próprias castas. Face ao trabalho de investigação que tem vindo a ser feito, sabemos quais são aquelas que vale a pena trabalhar. O vinho português foi sempre um blend, esse blend saía da vinha. O terroir permite fazer dois vinhos diferentes em Palmela e no Cartaxo com a mesma casta. Os blenddão sempre vinhos muito mais complexos, com uma diversidade maior do que um monocasta”, frisou.

 

O presidente da APE defendeu ainda que Portugal tem que se assumir “não como um grande país produtor de vinho, mas como um país com capacidade para produzir vinhos diferentes”.

 

Maria Vicente fala da importância de uma estratégia de comunicação consistente para a afirmação de uma marca

 

A apresentação de Maria Vicente, enóloga da Casa Agrícola Casal do Conde, baseou-se nos “pormenores” a ter em conta no mercado do vinho, nomeadamente nas questões de comunicação e marketing.

 

“Os consumidores querem sentir que a garrafa que têm na mão é especial, querem cada vez mais conhecer os produtores e os enólogos, querem saber cada vez mais e usufruir do maior número de experiências relacionadas com o vinho. Nós temos de ter capacidade de responder a esse desafio”, sublinhou.

 

Identificar fatores de diferenciação, a seleção das castas, a garrafa, o estudo do mercado e da concorrência, a procura de um nicho de mercado que um vinho possa vir a liderar, a importância do rótulo e de toda uma estratégia de comunicação consistente foram temas abordados pela enóloga.

 

Manuel Costa Oliveira defende a importância da promoção de um consumo moderado de vinho por parte do setor

 

Manuel Costa Oliveira, da AMPV, foi convidado a abordar o consumo do vinho de forma moderada, um tema que tem vindo a ser muito discutido pelos agentes do setor. Manuel Costa Oliveira defende que “o setor, coletiva e individualmente, deve assumir a sua posição. Há quem pense que isso vai estragar o negócio, mas esta reflexão tem de ser feita”.

 

As preocupações quanto aos consumos abusivos de álcool, e no que ao vinho diz respeito, foram lançadas no seio da União Europeia, que desafiou o setor da produção e do comércio a promover a moderação e a responsabilidade no consumo.

 

Para Manuel Costa Oliveira, os jovens devem ser a maior preocupação. “Tenho feito esta reflexão com milhares de jovens e constatei que há uma certa ignorância no que respeita a estas matérias. O jovem vai muito pelo desafio, curiosidade, adrenalina e emoção. Compete a nós, setor, levar a informação aos jovens de que o vinho é um bem alimentar e um produto fantástico, mas que não pode ser consumido desmesuradamente”, reforçou.

 

Vasco Cunha presente na sessão de encerramento do seminário

 

O presidente da Comissão Parlamentar da Agricultura e Mar e também vereador na Câmara Municipal do Cartaxo, Vasco Cunha, marcou presença na sessão de encerramento, ao lado do presidente da autarquia e do presidente da Assembleia Municipal do Cartaxo, Gentil Duarte, que também acompanhou o seminário.

 

Vasco Cunha começou por destacar a “teimosia” da Câmara Municipal de, em momentos difíceis como aqueles que se atravessa, “persistir na continuidade da Festa do Vinho, dando ao setor a notoriedade que ele merece junto dos concidadãos”.

 

Entre os vários números apresentados, Vasco Cunha revelou que o vinho corresponde a 40% das nossas exportações no mercado agrícola, o que demonstra “o crescimento que o setor foi tendo ao longo dos anos e a sua implantação”.

 

Na indústria agroalimentar e agroindustrial, “temos quatro grandes sectores com forte dinamismo: o vinho, o azeite, as conservas de peixe e o setor do tomate. São estes os quatro grande emblemas das exportações agroalimentares”, sublinhou, acrescentando que, “no que diz respeito ao azeite, Portugal é autossuficiente”, contudo, “a quantidade de tomate que é produzida dá para quatro vezes mais do aquilo que necessitamos”.

 

Vasco Cunha identificou também as principais dificuldades que se colocam ao setor, destacando a tributação sobre este produto, a existência de uma legislação europeia que é “perniciosa” para com os produtores dos estados europeus e o movimento associativo, “onde há muito ainda para fazer”.

 

Distinção dos melhores vinhos do concelho e da região Tejo

 

A sessão de encerramento do seminário contemplou a entrega dos prémios do Concurso de Vinhos da Campanha 2013/2014 do Melhor Vinho na Produção do Concelho do Cartaxo e da Região Tejo.

 

A Sociedade Agrícola Casal do Conde, situada no concelho do Cartaxo, foi uma das casas que esteve em destaque nestes concursos, alcançando a categoria de melhor vinho tinto e melhor vinho branco no XXX Concurso de Vinhos do Concelho do Cartaxo e ainda o melhor vinho tinto e o 3º melhor vinho branco no XV Concurso de Vinhos do Tejo.

 

O melhor vinho rosé foi produzido pela Casa Agrícola Quinta do Falcão, que venceu o 1º prémio, tanto no concurso de vinhos do concelho, como no da região Tejo.

 

O prémio de melhor vinho branco da região Tejo foi atribuído a David Henriques Vieira.

 

A Adega Cooperativa do Cartaxo também arrecadou vários prémios, entre os quais o 2.º melhor vinho tinto do concelho e da Região Tejo e o 3.º melhor rosé, tanto do concurso de vinhos do concelho, como do concurso de vinhos do Tejo.



publicado por Noticias do Ribatejo às 12:34
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