A Câmara Municipal do Cartaxo aprovou, na reunião de dia 1 de setembro, alterações profundas aos contratos de prestação de serviços na área da comunicação. Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara, referiu que desde o início do mandato ficou claro que os custos com comunicação teriam de “descer dos níveis em que estavam, a nossa situação financeira não o permite, nem os serviços, como estão definidos, servem as necessidades quer do município, quer das associações, às quais precisamos dar apoio na divulgação de eventos”.
Da negociação com a empresa prestadora de serviços de jornalismo resultou uma redução de 60% do valor dos serviços de jornalismo e a estes foram acrescentados serviços de design gráfico, para cuja execução o município não dispõe nem de equipamentos, nem de recursos humanos. Os serviços de cobertura fotográfica passaram a custar menos 30% ao município.
Esta aprovação remete o assunto para a Assembleia Municipal que, por se tratar de uma despesa plurianual, tem de se pronunciar. A proposta prevê a contratação dos serviços a partir de 2015 e apenas até setembro de 2017 – último mês do mandato.
Para o presidente de Câmara “a redução é a máxima que conseguimos, diminuindo custos e aumentando o volume e o âmbito dos serviços prestados”, explicando que “estes contratos acabam com o fim do mandato, não comprometendo o futuro executivo, ao contrário dos contratos que encontrámos quando tomámos posse”.
ORÇAMENTO 2015 DEBATIDO COM JUNTAS DE FREGUESIA
Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, já iniciou as reuniões com as juntas de freguesia do concelho e com as forças políticas que se apresentaram às últimas eleições autárquicas. A União de Freguesias do Cartaxo e Vale da Pinta foi a freguesia a iniciar, no dia 28 de agosto, estes encontros de trabalho.
O presidente da Câmara considera que “o envolvimento das juntas de freguesia na construção de um documento de gestão municipal que poderá condicionar as suas próprias decisões para 2015, é para nós obrigatório”, acrescentando que “a realidade impõe novos princípios de rigor e a transparência nas decisões passou a ser fator de sucesso das medidas a adotar. O que temos para fazer é muito difícil e não se conseguirá se não resultar de um processo participado e partilhado”.
Estão já agendadas para as duas primeiras semanas de setembro, as reuniões com as restantes freguesias e forças políticas.