Sendo a concorrência fator de competitividade e a produtividade das empresas, a NERSANT realizou na sua sede, em Torres Novas, uma sessão de esclarecimento sobre a importância e regras da concorrência.
"Ao concorrerem, as empresas empenham-se em tornar os seus produtos ou serviços diferentes dos que já existem no mercado. Para isso, apostam na conceção de produto, inventam novos serviços, investem no design, melhoram técnicas de produção ou apostam na formação dos trabalhadores. Empresas mais competitivas têm mais capacidade para explorar oportunidades de expansão e para ganhar escala nos mercados internacionais" começou por dizer Maria João Milícias, Vogal do Conselho Autoridade da Concorrência, na sessão de abertura do seminário que a NERSANT organizou, em parceria com esta entidade.
Em setembro, continuou a responsável, "entraram em vigor os novos estatutos desta autoridade, pelo que viemos aqui fazer foi dar a conhecer as regras do jogo aos empresários, dissuadindo práticas de cartelização e comportamentos anticoncorrenciais entre as empresas." E alertou: "A autoridade possui poderes sancionatórios. É importante que as empresas sejam cumpridoras, e que tomem medidas internas que lhes permita cumprir as normas e regras da concorrência", concluiu.
Luís Roque, da Comissão Executiva da NERSANT, fez o acolhimento aos empresários presentes nesta sessão de esclarecimento e reforçou a importância de todos os empresários usarem as boas práticas da concorrência a seu favor. De seguida, diversos técnicos da Autoridade de Concorrência abordaram e explicaram às empresas presentes os benefícios da concorrência, práticas proibidas, controlo de concentrações, consequências do incumprimento das regras da concorrência e medidas de atuação responsável das empresas.
A Autoridade da Concorrência colocou-se ainda à disposição para o esclarecimento de dúvidas por parte das empresas, quer através de um debate proporcionado pela NERSANT no final da sessão, quer através dos contactos da autoridade facultados durante a reunião com os empresários da região.
150 empresários do Ribatejo em sessão sobre exportação para Moçambique
A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, proporcionou às empresas do Ribatejo, uma sessão de esclarecimento sobre o mercado moçambicano. A iniciativa, levada a cabo em parceria com a AICEP, focou-se nos setores agroalimentar e da metalomecânica, áreas onde há enorme potencial negocial entre estes dois países.
Cerca de 150 empresários dos setores agroalimentar e metalomecânico ficaram a conhecer o mercado moçambicano e as especificidades dos processos de exportação para o mesmo. Estas informações foram facultadas na sessão "ABC Mercado Moçambique", iniciativa da AICEP que a NERSANT acolheu e dinamizou no Ribatejo.
Na sessão de abertura do seminário, esteve presente o Vice-Presidente da Direção da NERSANT, Domingos Chambel, que agradeceu a realização desta sessão na região de Santarém, referindo que "os dois setores abordados são estratégicos e fundamentais na região do Ribatejo, têm capacidade de exportação, o que deve ser exponenciado". Domingos Chambel aproveitou ainda a ocasião para relembrar as empresas presentes de que a NERSANT "tem larga experiência no mercado moçambicano, tendo realizado diversas ações de internacionalização com empresas da região para este território, e possuindo ainda contactos privilegiados ao nível das entidades, o que pode ser benéfico para as empresas da região".
Por sua vez, José Vital Morgado, Administrador Executivo da AICEP, mostrou-se bastante agradado com o número de empresas presentes nesta sessão de esclarecimento, o que denota a dinâmica do tecido empresarial da região, bem como da NERSANT, entidade que fez a mobilização das empresas.
Logo após a sessão de abertura, os empresários puderam assistir a intervenções especializadas, nomeadamente a realização de um enquadramento do mercado nos setores agroalimentar (agricultura e agroindústria) e indústria metalomecânica, por Fernando Carvalho, Diretor do Centro de Negócios da AICEP em Moçambique, um enquadramento do Quadro de Investimento em Moçambique e Financiamento às Empresas, por Filipe Félix, International Business Diretor do Millennium BCP, uma explanação das oportunidades de investimento do Setor Agroalimentar em Moçambique, pela voz de Adérito Mavie, Diretor da Área do Agronegócio do CEPAGRI - Ministério da Agricultura de Moçambique e, por fim, uma identificação de oportunidades de investimento do Setor Metalomecânico em Moçambique, intervenção ao cargo de Mateus Matusse, Diretor Nacional da Indústria do DNI - Ministério da Indústria e Comércio de Moçambique. Seguiu-se a realização de um debate, moderado por Olga Benquerença, Diretora da Capacitação Empresarial, com a participação de duas empresas convidadas e experientes na exportação para Moçambique (LusoVini, S.A. e SIMI – Sociedade Internacional de Montagens Industriais, S.A.).
Durante a sessão plenária, os empresários presentes puderam inscrever-se nas reuniões previstas para a parte da tarde, podendo os mesmos reunir com qualquer dos oradores da sessão, para o esclarecimento de dúvidas mais específicas ou aconselhamento em matéria de exportação para Moçambique.