PRINCIPAIS DESTAQUES
Negócio bancário
Outros aspectos relevantes da actividade
PRINCIPAIS INDICADORES CONSOLIDADOS DO GRUPO CRÉDITO AGRÍCOLA
PRINCIPAIS INDICADORES DO NEGÓCIO BANCÁRIO
ACTIVIDADE DO GRUPO CRÉDITO AGRÍCOLA EM 2017
No ano de 2017, o Grupo Crédito Agrícola reforçou a sua posição de parceiro financeiro de confiança dos agentes económicos nacionais e das comunidades não residentes em Portugal. Num ano de consolidação do crescimento económico em Portugal, mas marcado pela resolução de problemas de capitalização entre os principais pares do sistema bancário nacional, a gestão prudente e os níveis confortáveis de capitalização e liquidez do Crédito Agrícola permitiram auxiliar as empresas nas suas necessidades de aumento dos níveis de investimento, de produção e de capacidade de exportação, que resultaram no aumento de 11,3% na concessão de crédito a empresas, fortalecendo a relação com o sector empresarial.
O aumento da preponderância do Grupo Crédito Agrícola como motor de desenvolvimento regional é evidenciado pelo aumento das quotas de mercado nas várias áreas de negócio e nos vários segmentos de Clientes. O princípio de proximidade adoptado pela instituição financeira permite uma adequação da vasta oferta às necessidades das famílias e empresas que, por sua vez, valorizam a estabilidade, solidez e confiança que associam ao único banco cooperativo e com capital 100% português.
RESULTADOS DO GRUPO CRÉDITO AGRÍCOLA
O resultado líquido do Grupo Crédito Agrícola foi positivo e atingiu 150,2 milhões de euros em 2017, que compara favoravelmente com os 58,3 milhões de euros registados em 2016.
RESULTADOS DO NEGÓCIO BANCÁRIO
No negócio bancário, o resultado líquido foi positivo em 147,6 milhões de euros em 2017, o que compara favoravelmente com o resultado de 2016 que se cifrou nos 72,1 milhões de euros.
Em 2017, verificou-se um aumento da margem financeira, um aumento nas comissões líquidas influenciado pelo reforço da oferta de produtos e serviços complementares (ex. seguros vida e não vida, negócio internacional, FIM, FII), e um aumento das mais-valias obtidas em activos financeiros, efeitos que, conjugados, se traduziram numa variação homóloga de 58,1 milhões de euros (+12,2%) no produto bancário.
A margem financeira alcançou os 290 milhões de euros, o que representa um crescimento homólogo de 13,7 milhões de euros (+5,0%) e que reflecte:
O produto bancário beneficiou do crescimento verificado nas comissões líquidas que, em 2017, se fixaram em 148 milhões de euros, o que se traduziu num crescimento de 9,9 milhões de euros (+7,2%) face ao observado em 2016. Acresce que o crescimento de 58,1 milhões de euros face a 2016 registado no produto bancário é, em parte, justificado pelos resultados obtidos em operações financeiras (+34,4 milhões de euros).
Verificou-se um crescimento nos custos de estrutura para os 316 milhões de euros, tendo estes aumentado cerca de 3,1 milhões de euros em termos homólogos. Esta evolução é explicada pelo aumento de 2,5 milhões de euros dos gastos gerais administrativos e de 1,3 milhões de euros nos custos com pessoal (que passaram de 175 milhões de euros em 2016 para 177 milhões de euros em 2017). O agravamento dos custos com pessoal resultou, em parte, da recomposição de titulares em funções de administração e fiscalização para os novos mandatos, em cumprimento da regulamentação sobre os requisitos de adequação daqueles titulares.
Relativamente à cobertura do crédito vencido total por provisões e imparidades, o Crédito Agrícola manteve em 2017 um rácio de provisionamento de 125,5%. Importa referir que, entre 2016 e 2017, o rácio de crédito vencido total reduziu 0,8 p.p. dos 6,3% para os 5,5%.
BALANÇO
Relativamente à estrutura de balanço do negócio bancário do Crédito Agrícola, registou-se um acréscimo de 10,5% no activo total que passou de 14.881 milhões de euros em 2016 para 16.437 milhões de euros em 2017.
O crédito a clientes, em termos brutos, registou um crescimento face a 2016 de 8,3%, tendo o crédito líquido aumentado 9,8% no mesmo período.
No que respeita à segmentação do crédito a clientes, o crédito a particulares fixou-se nos 4.042 milhões de euros, o que representa um aumento de 173 milhões de euros (+4,5%) face ao período homólogo. Este crescimento resulta do comportamento positivo das carteiras de crédito à habitação (+287 milhões de euros i.e. +11,2%) e de crédito ao consumo (+112 milhões de euros i.e. +31,9%), apesar da quebra registada no crédito a outras finalidades (-225 milhões de euros i.e. -23,7%).
No que respeita às empresas e administração pública, o crédito bruto registou um crescimento na ordem dos 548 milhões de euros (i.e. +11,3% que o verificado em 2016) para os 5.393 milhões de euros.
NEGÓCIO SEGURADOR (VIDA E NÃO VIDA) E DE GESTÃO DE ACTIVOS
A CA Vida apresentou um resultado líquido de 6,7 milhões de euros em 2017, sustentado no crescimento do número de apólices (+2%) e dos contratos de fundo de pensões (+19%).
A CA Seguros, seguradora do Grupo Crédito Agrícola para os ramos não vida, líder na criação de apólices inovadoras para o sector agrícola, registou um resultado líquido de 2,0 milhões de euros em 2017, assente num crescimento homólogo do número de clientes (+12% para os 383 mil) e de apólices (+10% para as 686 mil).
A gestora de activos do Grupo, a CA Gest, apresentou em 2017 um resultado líquido de 2,0M€. O volume de FIM comercializados na rede CA aumentou 17,4% para os 478,4 milhões de euros.
FUNDOS PRÓPRIOS E REQUISITOS DE FUNDOS PRÓPRIOS

Os fundos próprios do Grupo Crédito Agrícola, em Dezembro de 2017, ascenderam a 1.445 milhões de euros (+218 milhões de euros em relação ao período homólogo), o que representa um crescimento 17,8% face ao período homólogo.
Os requisitos de fundos próprios para cobertura dos riscos de crédito e operacional atingiram os 8.862 milhões de euros (i.e. +3,7% face ao verificado em Dezembro de 2016).
Os rácios common equity tier 1 (CET1) e solvabilidade total, calculados para 2017 com a aplicação das disposições transitórias (phased-in) e aplicação integral (fully implemented) das regras previstas no Regulamento (UE) n.º 575/2013, apresentam-se muito acima do mínimo regulamentar exigido pelo Banco de Portugal, com o CET1 a apresentar o valor de 15,5% e 15,0%, respectivamente.
RECONHECIMENTO DO MERCADO
Em 2017, o Crédito Agrícola foi premiado pelo quarto ano consecutivo com o título de “O Melhor Banco no Serviço de Atendimento ao Cliente”, encontrando-se, igualmente, referenciado no relatório de supervisão comportamental do Banco de Portugal do 1º semestre de 2017 como uma das instituições com menor número de reclamações registadas.
A CA Vida alcançou o primeiro lugar nos rankings de imagem e de lealdade do cliente, segundo o Índice Nacional de Satisfação do Cliente do ECSI Portugal 2017.
A CA Seguros foi distinguida, pelo sétimo ano consecutivo, como Melhor Seguradora Não Vida do seu segmento, um prémio atribuído pela Revista Exame em parceria com a Deloitte e Informa D&B.
Os fundos de investimento CA Monetário e CA Rendimento, comercializados na rede do Crédito Agrícola, foram os mais rentáveis em 2017 nas respectivas classes e consequentemente elegíveis para a atribuição do prémio APFIPP.