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Terça-feira, 27 de Março de 2018
CRÉDITO AGRÍCOLA COM RESULTADO POSITIVO DE 150,2 MILHÕES DE EUROS EM 2017

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PRINCIPAIS DESTAQUES

  • Num contexto macroeconómico nacional marcado por uma consolidação do crescimento económico conduzido pelo aumento da confiança dos agentes económicos, da procura interna e pelo contributo das exportações, o sector financeiro continuou a estar pressionado devido às taxas historicamente baixas da Euribor, ao processo de desalavancagem dos agentes económicos e aos crescentes requisitos de capital no quadro da regulamentação do Basileia III e do Solvência II, o Grupo Crédito Agrícola apresentou, no exercício de 2017, um resultado líquido consolidado de 150,2 milhões de euros. No mesmo período, o negócio bancário do Grupo apresentou um resultado líquido de 147,6 milhões de euros, representando um crescimento de 105% face a 2016.
  • Em 31 de Dezembro de 2017, a carteira de crédito (bruto) a clientes ascendia a 9,4 mil milhões de euros, um crescimento de 8,3%, face a 2016, o que é significativo quando comparado com a quebra de 2,8% registada pelo conjunto das instituições financeiras a actuar em Portugal.
  • É de assinalar ainda o contributo dos resultados das empresas do Grupo em 2017, nomeadamente de +6,7 milhões de euros da CA Vida (seguros vida), de +2,0 milhões de euros da CA Seguros (seguros não vida) e de +2,0 milhões de euros da CA Gest(gestora de activos).

 

Negócio bancário

  • No negócio bancário, em 2017, o Crédito Agrícola alcançou um resultado líquido de 147,6 milhões de euros, que compara com os 72,1 milhões de euros registados em 2016.
  • Em 31 de Dezembro de 2017, a carteira de crédito (bruto) a clientes ascendia a 9,4 mil milhões de euros, um crescimento de 8,3%, face a 2016, tendo o crédito bruto a empresas e sector público administrativo, com um peso relativo superior a 50% na carteira de crédito bruto, apresentado um crescimento assinalável (+11,3% face a 2016), em contraciclo com a variação de crédito bruto a empresas verificada no sistema bancário como um todo (-5,5%), o que proporcionou, uma vez mais, um reforço da quota de mercado do Grupo Crédito Agrícola neste segmento.
  • Em 2017, os recursos totais de clientes totalizaram 14,9 mil milhões de euros (dos quais 12,6 mil milhões de euros sob a forma de depósitos bancários), evidenciando um crescimento, em termos homólogos, de 5,8% correspondente a 815 milhões de euros. A evolução verificada nos produtos fora do balanço bancário foi influenciada negativamente pela quebra dos seguros de capitalização (-250 milhões de euros), apesar do crescimento verificado nos fundos de investimento de 199 milhões de euros (+26,1%) face ao período homólogo.
  • No final de 2017, o rácio de transformação de depósitos em crédito líquido ascendia a 69,5%, significativamente abaixo do limiar máximo de transformação recomendado.
  • Em termos de qualidade da carteira de crédito do Grupo Crédito Agrícola, em Dezembro de 2017, o rácio de crédito em risco situou-se nos 8,5% (versus 9,4% em 2016) e o respectivo rácio de cobertura fixou-se nos 81,8%. Por seu lado, o rácio de crédito vencido há mais de 90 dias em Dezembro de 2017 atingiu os 5,4% (versus 6,2% em 2016) e o rácio de cobertura do crédito vencido há mais de 90 dias situou-se nos 127,8%.

 

Outros aspectos relevantes da actividade

  • A rede de distribuição do Crédito Agrícola foi, ao longo de 2017, alvo de alterações pontuais no que respeita à localização e ao horário das agências enquanto estratégia privilegiada para rentabilização da sua rede, tendo existido a preocupação de minimizar os encerramentos que pudessem colocar em causa a prestação de serviços financeiros e de protecção à população. Neste contexto, a rede de retalho do Crédito Agrícola (composta por 669 agências) constitui-se como a maior rede do sistema bancário nacional, apresentando-se como um factor de desenvolvimento das regiões mais desfavorecidas do país.
  • Para além da rede física, o Crédito Agrícola disponibiliza uma rede de 259 caixas automáticas próprias “B24” com serviços em funcionamento (+1 que em 2016) e de 1.536 caixas automáticas SIBS (+16 que em 2016) e canais digitais de conveniência. Apostado em apoiar as empresas portuguesas e as comunidades emigrantes, o Crédito Agrícola possui ainda escritórios de representação em França (Paris), no Luxemburgo e na Suíça (Genebra), tendo investido recentemente no empreendimento Paris-Ásia com vista a dinamizar as operações de trade finance.
  • Em Outubro de 2017 foi formalizada a transferência da gestão dos fundos de investimento mobiliário do CA para a IM Gestão de Activos, por um período de 10 anos, com o objectivo de alargar a oferta junto da base de Clientes de retalho.
  • No passado mês de Dezembro, o Crédito Agrícola e a Inovisa revelaram os vencedores da 4ª edição do “PrémioEmpreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola”, numa cerimónia que contou com a presença do Ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, e onde foram premiados 6 entidades e projectos nacionais.
  • O Crédito Agrícola, pelo quinto ano consecutivo, pretende homenagear as empresas clientes que se destacaram pelo contributo para a competitividade e crescimento da economia, através da obtenção do estatuto de PME Excelência e PME Líder em 2017. O número de empresas que obtiveram este estatuto em 2017, por proposta do Crédito Agrícola, elevou-se para 269 (71 Excelência e 198 Líder), o que representa +48 que o verificado em 2016 e +106 que o registado em 2015.

 

PRINCIPAIS INDICADORES CONSOLIDADOS DO GRUPO CRÉDITO AGRÍCOLA

 

PRINCIPAIS INDICADORES DO NEGÓCIO BANCÁRIO

 

ACTIVIDADE DO GRUPO CRÉDITO AGRÍCOLA EM 2017

No ano de 2017, o Grupo Crédito Agrícola reforçou a sua posição de parceiro financeiro de confiança dos agentes económicos nacionais e das comunidades não residentes em Portugal. Num ano de consolidação do crescimento económico em Portugal, mas marcado pela resolução de problemas de capitalização entre os principais pares do sistema bancário nacional, a gestão prudente e os níveis confortáveis de capitalização e liquidez do Crédito Agrícola permitiram auxiliar as empresas nas suas necessidades de aumento dos níveis de investimento, de produção e de capacidade de exportação, que resultaram no aumento de 11,3% na concessão de crédito a empresas, fortalecendo a relação com o sector empresarial.

O aumento da preponderância do Grupo Crédito Agrícola como motor de desenvolvimento regional é evidenciado pelo aumento das quotas de mercado nas várias áreas de negócio e nos vários segmentos de Clientes. O princípio de proximidade adoptado pela instituição financeira permite uma adequação da vasta oferta às necessidades das famílias e empresas que, por sua vez, valorizam a estabilidade, solidez e confiança que associam ao único banco cooperativo e com capital 100% português.

 

RESULTADOS DO GRUPO CRÉDITO AGRÍCOLA

O resultado líquido do Grupo Crédito Agrícola foi positivo e atingiu 150,2 milhões de euros em 2017, que compara favoravelmente com os 58,3 milhões de euros registados em 2016.

 

RESULTADOS DO NEGÓCIO BANCÁRIO

No negócio bancário, o resultado líquido foi positivo em 147,6 milhões de euros em 2017, o que compara favoravelmente com o resultado de 2016 que se cifrou nos 72,1 milhões de euros.

Em 2017, verificou-se um aumento da margem financeira, um aumento nas comissões líquidas influenciado pelo reforço da oferta de produtos e serviços complementares (ex. seguros vida e não vida, negócio internacional, FIM, FII), e um aumento das mais-valias obtidas em activos financeiros, efeitos que, conjugados, se traduziram numa variação homóloga de 58,1 milhões de euros (+12,2%) no produto bancário.

 

A margem financeira alcançou os 290 milhões de euros, o que representa um crescimento homólogo de 13,7 milhões de euros (+5,0%) e que reflecte:

  • Efeito-volume positivo resultante do crescimento do crédito e efeito-preço negativo resultante da redução de spreads de crédito que, no global, tiveram um impacto negativo de 9,7 milhões de euros;
  • Efeito-volume positivo resultante do crescimento da carteira de títulos e efeito-preço negativo resultante da redução dos juros que, no global, tiveram um impacto positivo de 6,6 milhões de euros;
  • Efeito-volume negativo resultante do acréscimo de depósitos de clientes e de outras instituições de crédito / bancos centrais e efeito-preço positivo resultante da redução das taxas de remuneração dos novos depósitos e das renovações que, no global, tiveram um impacto positivo de 16,2 milhões de euros.

O produto bancário beneficiou do crescimento verificado nas comissões líquidas que, em 2017, se fixaram em 148 milhões de euros, o que se traduziu num crescimento de 9,9 milhões de euros (+7,2%) face ao observado em 2016. Acresce que o crescimento de 58,1 milhões de euros face a 2016 registado no produto bancário é, em parte, justificado pelos resultados obtidos em operações financeiras (+34,4 milhões de euros).

 

Verificou-se um crescimento nos custos de estrutura para os 316 milhões de euros, tendo estes aumentado cerca de 3,1 milhões de euros em termos homólogos. Esta evolução é explicada pelo aumento de 2,5 milhões de euros dos gastos gerais administrativos e de 1,3 milhões de euros nos custos com pessoal (que passaram de 175 milhões de euros em 2016 para 177 milhões de euros em 2017). O agravamento dos custos com pessoal resultou, em parte, da recomposição de titulares em funções de administração e fiscalização para os novos mandatos, em cumprimento da regulamentação sobre os requisitos de adequação daqueles titulares.

 

 

Relativamente à cobertura do crédito vencido total por provisões e imparidades, o Crédito Agrícola manteve em 2017 um rácio de provisionamento de 125,5%. Importa referir que, entre 2016 e 2017, o rácio de crédito vencido total reduziu 0,8 p.p. dos 6,3% para os 5,5%.

 

 

BALANÇO

Relativamente à estrutura de balanço do negócio bancário do Crédito Agrícola, registou-se um acréscimo de 10,5% no activo total que passou de 14.881 milhões de euros em 2016 para 16.437 milhões de euros em 2017.

O crédito a clientes, em termos brutos, registou um crescimento face a 2016 de 8,3%, tendo o crédito líquido aumentado 9,8% no mesmo período.

No que respeita à segmentação do crédito a clientes, o crédito a particulares fixou-se nos 4.042 milhões de euros, o que representa um aumento de 173 milhões de euros (+4,5%) face ao período homólogo. Este crescimento resulta do comportamento positivo das carteiras de crédito à habitação (+287 milhões de euros i.e. +11,2%) e de crédito ao consumo (+112 milhões de euros i.e. +31,9%), apesar da quebra registada no crédito a outras finalidades (-225 milhões de euros i.e. -23,7%).

No que respeita às empresas e administração pública, o crédito bruto registou um crescimento na ordem dos 548 milhões de euros (i.e. +11,3% que o verificado em 2016) para os 5.393 milhões de euros.

 

NEGÓCIO SEGURADOR (VIDA E NÃO VIDA) E DE GESTÃO DE ACTIVOS

A CA Vida apresentou um resultado líquido de 6,7 milhões de euros em 2017, sustentado no crescimento do número de apólices (+2%) e dos contratos de fundo de pensões (+19%).

A CA Seguros, seguradora do Grupo Crédito Agrícola para os ramos não vida, líder na criação de apólices inovadoras para o sector agrícola, registou um resultado líquido de 2,0 milhões de euros em 2017, assente num crescimento homólogo do número de clientes (+12% para os 383 mil) e de apólices (+10% para as 686 mil).

A gestora de activos do Grupo, a CA Gest, apresentou em 2017 um resultado líquido de 2,0M€. O volume de FIM comercializados na rede CA aumentou 17,4% para os 478,4 milhões de euros.

 

FUNDOS PRÓPRIOS E REQUISITOS DE FUNDOS PRÓPRIOS

 

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Os fundos próprios do Grupo Crédito Agrícola, em Dezembro de 2017, ascenderam a 1.445 milhões de euros (+218 milhões de euros em relação ao período homólogo), o que representa um crescimento 17,8% face ao período homólogo.

Os requisitos de fundos próprios para cobertura dos riscos de crédito e operacional atingiram os 8.862 milhões de euros (i.e. +3,7% face ao verificado em Dezembro de 2016).

 

Os rácios common equity tier 1 (CET1) e solvabilidade total, calculados para 2017 com a aplicação das disposições transitórias (phased-in) e aplicação integral (fully implemented) das regras previstas no Regulamento (UE) n.º 575/2013, apresentam-se muito acima do mínimo regulamentar exigido pelo Banco de Portugal, com o CET1 a apresentar o valor de 15,5% e 15,0%, respectivamente.

 

 

RECONHECIMENTO DO MERCADO

Em 2017, o Crédito Agrícola foi premiado pelo quarto ano consecutivo com o título de “O Melhor Banco no Serviço de Atendimento ao Cliente”, encontrando-se, igualmente, referenciado no relatório de supervisão comportamental do Banco de Portugal do 1º semestre de 2017 como uma das instituições com menor número de reclamações registadas.

A CA Vida alcançou o primeiro lugar nos rankings de imagem e de lealdade do cliente, segundo o Índice Nacional de Satisfação do Cliente do ECSI Portugal 2017.

A CA Seguros foi distinguida, pelo sétimo ano consecutivo, como Melhor Seguradora Não Vida do seu segmento, um prémio atribuído pela Revista Exame em parceria com a Deloitte e Informa D&B.

Os fundos de investimento CA Monetário e CA Rendimento, comercializados na rede do Crédito Agrícola, foram os mais rentáveis em 2017 nas respectivas classes e consequentemente elegíveis para a atribuição do prémio APFIPP.



publicado por Noticias do Ribatejo às 14:41
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