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Domingo, 1 de Março de 2015
Cultura Avieira - II Cruzeiro Religioso do Tejo - O sentir da peregrinação

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 Por: Lurdes Véstia

Fiz uns dias de interregno no II Cruzeiro Religioso do Tejo, enquanto elemento da equipa de terra, e face às inúmeras questões que me têm colocado em relação ao evento, aproveitei para fazer uma reflexão sobre o sentido, os objetivos e a espiritualidade de peregrinar, ou melhor dito, desta peregrinação em específico.

A primeira peregrinação de que tenho conhecimento terá sido a que a família de Nazaré (Maria, S. José e Jesus) realizou até ao templo de Jerusalém e que me permite alcançar o mais relevante do objetivo e da espiritualidade desta prática religiosa. Vou somente referir dois ou três apontamentos básicos. O objetivo desta família era obedecer à lei do seu Deus, indo até ao Seu templo para o adorar. Esta é uma clara manifestação da consciência da sua identidade e da sua missão.

Qualquer um que se faz peregrino foca-se numa Fé e procura algo que o guia no seu caminho e o faça entrar na comunhão com essa Fé. A consequência da peregrinação será o crescimento em sabedoria, experiências e estado de satisfação interior diante do sagrado e dos homens.

No que diz respeito ao Cruzeiro Religioso do Tejo, e tendo em conta a experiência vivenciada o ano passado e nas etapas já percorridas este ano, podemos comprovar que o trajeto é marcado pela experiência da confraternização com os outros peregrinos, com a população em geral e pela festa.

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 Saída da Imagem do Cais do Escaroupim

Quer ao longo do rio quer nos pontos de paragem, a peregrinação fluvial proporciona, de várias formas, a ocasião para exprimir fraternidade e interajuda, para dar lugar a momentos de confraternização e amizade e para soltar manifestações de espontaneidade, muitas vezes reprimidas.

Uma das consequências desta peregrinação fluvial, tanto durante o percurso como nas paragens, é que os peregrinos demonstram espontaneamente os seus sentimentos no meio das pessoas com as quais se encontram e com as quais interagem.

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A Ponte da Lezíria já ficou para trás

Os atos, a expressão e o espírito dos peregrinos desencadeiam, frequentemente, admiração em quem os escuta e observa e não é raro o desejo de participar da mesma experiência. Esta comunhão envolve igualmente, em certo sentido, a natureza que circunda o Cruzeiro e a Imagem de Nª Srª, cuja beleza, espiritualidade e simbolismo o peregrino admira e se sente levado a respeitar.

Este Cruzeiro, ou peregrinação fluvial, tem aspetos relevantes que contribuem para alcançar os objetivos definidos.

É importante, antes de mais, ter em conta os diversos momentos: a partida, o percurso, as dinâmicas ao longo do trajeto, a chegada ao lugar de pernoita, a permanência, o retomar da viagem... Cada um destes momentos tem o seu significado e contribui para o resultado da peregrinação.

A visita às Igrejas, onde se faz a pernoita da Imagem de Nª Srª, é a memória viva da manifestação do sagrado e constitui uma ocasião para meditar e deixar-se penetrar pela paz que aí se respira. A evocação e a contemplação da Imagem, no meio de outros sinais e símbolos católicos, permite aos peregrinos experienciar o silêncio e beneficiar do seu efeito pacificador.

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 A receção na Póvoa de Santa Iria

Não posso deixar de referir a participação nas celebrações sacramentais, sobretudo as Eucaristias (Missas) e as Procissões, onde os peregrinos vivem a fé e sentem a comunhão com ela. É durante estas celebrações que se faz o encontro, a confraternização e a comunhão com a população local e que vêm dar um toque mais concreto e humano à peregrinação.

Os objetivos e os aspetos relevantes deste II Cruzeiro Religioso do Tejo, de que falo ao longo destas crónicas, podem rever-se na devoção prestada à Virgem Maria em todos os momentos desta peregrinação fluvial. Estar com a Imagem de Nª Srª, contemplá-la, cantar-lhe louvores e manifestar-lhe gratidão constituem as evidências mais sentidas desta peregrinação fluvial.

Tudo tem este traço e gira à volta deste foco. De certo modo, estas palavras valem para todos os que integram as manifestações religiosas ao longo do percurso do Cruzeiro e significam que a Virgem Maria continua a amparar todos os que procuram e encontram nela proteção.

Se for bem organizada e participada, a peregrinação fluvial torna-se uma experiência marcante e feliz. Quem dera que o mesmo possam exclamar os peregrinos dos Cruzeiros Religiosos do Tejo.



publicado por Noticias do Ribatejo às 08:00
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