
Por: Ana Graciosa
O silêncio de um abraço…
A quem já nada importa, e... muito menos se se ganha ou se perde, tudo começa a ser indiferente e já quase nada tem interesse.
Será que não?
Talvez!…
E se fosse um abraço no silêncio?
Daqueles que falam, sossegam, protegem, amparam e… deixam respirar bem no fundo!
Aqueles que ao encostar a cabeça num ombro, se assemelha ao ficarmos, como se estivéssemos no paraíso…
Dos que conseguem passar da mensagem gestual para verbal, num:
Shiuuuu! Abraça-me simplesmente!
Gosto de ti!
Preciso de ti!
Amo-te!
Desejo-te!
Perdoo-te!
Que saudades!
Preciso urgentemente do silêncio de um abraço…
Não traduzível em palavras, somente daqueles que se sente. Se possível, parecido ao de quando era garota…
Sim… Sei que continuo a ser aquela garota rebelde, transformada numa mulher sensata e ponderada.
Não há mesmo forma alguma de traduzir, quer abraços, quer silêncios.
Mas… Será que se consegue descrever o silêncio de um abraço?
Será um momento, em que as palavras não têm lugar?
Um vazio que se preenche numa linguagem não verbal?
Onde tudo se encaixa e tudo se torna, menos infinito e incompreensível?
Há gestos, que nada nem ninguém, conseguem descrever o que só um abraço contém.
Assim como, há palavras que que não conseguem dizer ou transmitir o que queremos e … onde há silêncios que dizem tudo…