Por: Maria Encarnação Alexandre
Quantas vezes se abriram e fecharam?
Quantas vezes ouviram as tristezas,
Os choros, as alegrias, e, calaram
Dentro delas receios e certezas?
Quantas vezes batidas, reclamaram?
Quantas vezes se abriram em franquezas
E mesmo não querendo observaram
Brincadeiras, ternuras, safadezas?
Quantas vezes alguém as preparou
Pintou, e com orgulho as estimou
Nelas deixando o brilho do amor?
Mas, o tempo que tudo faz mudar
Recusa-lhes agora esse brilhar
Deixando que se pintem de bolor