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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2016
PROJETO “OS PRÓXIMOS 30 ANOS: SOBRE O FUTURO DOS SERVIÇOS DE ÁGUAS”

ÁGUAS DO RIBATEJO INTEGRA COORDENAÇÃO EXECUTIVA DO PROJETO

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A ÁGUAS DO RIBATEJO integra a equipa coordenadora do projeto que visa antever o Futuro dos Serviços de Águas em Portugal numa perspetiva a 30 anos. O convite para integrar o grupo de trabalho surgiu por parte da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA) que congrega a maioria das entidades gestoras em Portugal. O Presidente da ÁGUAS DO RIBATEJO, Francisco Oliveira é Secretário do Conselho Fiscal da APDA e o Diretor Administrativo e Financeiro, Miguel Carrinho foi o quadro indicado para a comissão executiva do projeto.

A primeira reunião da Comissão de Acompanhamento do evento realizou-se no dia 23 de fevereiro de 2016, na Sala Plenário da Secretaria-Geral do Ministério do Ambiente, em Lisboa. Está aberto o processo de recolha, seleção e tratamento de dados e informação para a elaboração do documento que será alvo de um debate alargado.

A apresentação da versão para discussão pública terá lugar em cerimónia a realizar em Janeiro de 2018, integrada nas comemorações dos 30 anos da APDA a celebrar durante todo o ano de 2018. O primeiro semestre será o período de discussão pública de modo a que a versão final esteja concluída no final desse ano. 

O objeto de estudo serão os serviços de águas e não os recursos hídricos, tendo sido já definido o foco do projeto: “Como Irão os Serviços de Águas Cumprir a sua Missão em 2050?”. O envolvimento da ÁGUAS DO RIBATEJO neste projeto inovador e desafiante insere-se nas políticas de inovação e de responsabilidade social e ambiental da empresa municipal porque acreditamos que só estando na linha da frente e com os que melhor fazem, podemos garantir e manter os níveis de qualidade que os nossos clientes/utilizadores merecem.

 

 

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PROJETO “OS PRÓXIMOS 30 ANOS: SOBRE O FUTURO DOS SERVIÇOS DE ÁGUAS”

 

“Quanto mais depressa anda o carro mais fortes devem ser os faróis.”

Gaston Berger

 

 ENQUADRAMENTO

Os desafios que os serviços de águas terão de ultrapassar no futuro próximo e principalmente no longo prazo são imensos. Podem-se referir como exemplos as alterações climáticas, a escassez de recursos, a ocorrência de fenómenos naturais extremos, a evolução demográfica, as reduções da procura, a incerteza do comportamento da economia com seus impactos sociais, o desenvolvimento tecnológico, a evolução dos valores sociais e culturais dos cidadãos e consumidores, etc..

Refira-se que estes desafios configuram alterações estruturais no ambiente, quer geral quer específico, em que os serviços de águas operam. Nesse sentido, a resposta aos desafios só se fará com adaptações e reconfigurações que exigirão possivelmente a formulação de novos modelos de negócio, ajustados às novas circunstâncias.

A Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA), que congrega entidades gestoras de serviços de águas e outras organizações e técnicos do setor, tem de estar atenta a todos os sinais que possam vir a influenciar o futuro da nossa indústria. Acontece que a APDA irá celebrar, em 2018, trinta anos de atividade e pretende que a data seja comemorada a pensar no futuro.

É obrigatório que se reconheça que enormes passos foram dados no passado recente, mas como a mudança é permanente e acelerada, o importante em cada momento é conseguirmos antecipar e não simplesmente responder ao que vai acontecendo.

Em 2018, a APDA celebra o 30.º aniversário e, para comemorar esse ano, provavelmente, o maior contributo que pode dar ao setor será o de o ajudar a ultrapassar a dificuldade de conceber o longo prazo, de imaginar a “longa duração”, em síntese de pensar “Os Próximos 30 Anos”.

Com este exercício prospetivo, pretende-se, nomeadamente, contribuir para que os atores-chave (decisores públicos, entidades gestoras, empresas) possam decidir providos de informação mais completa sobre a(s) direção(ões) para que o setor pode e/ou deve dirigir-se.

O objeto de estudo serão os serviços de águas e não os recursos hídricos, tendo sido já definido o foco do projeto: Como Irão os Serviços de Águas Cumprir a sua Missão em 2050.

A versão para discussão pública do estudo deverá estar concluída até janeiro de 2018, data do 30.º aniversário da APDA. O primeiro semestre de 2018 será o período de discussão pública de modo a que a versão final esteja concluída no final desse ano. 

 

EQUIPA DE COORDENAÇÃO EXECUTIVA

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A direção do projeto é da responsabilidade da Equipa de Coordenação Executiva (ECE), que integra pessoas que cobrem as várias valências (prospetiva, gestão de projetos, governância, económica/ financeira, empresarial, tecnológica, social, etc.) necessárias ao desenvolvimento do projeto:

  • Ana Luís (Águas de Portugal, SA/ APDA);

    • Carlos Póvoa (Águas de Portugal, SA);

    • Fátima Azevedo (SG-SPP-MA);

    • Hilário Ribeiro (ITRON, SA/ APDA);

    • João Simão Pires (UCP/ PPA/ APDA);

    • J. Henrique Zenha (APDA);

    • Miguel Carrinho (Águas do Ribatejo, EM, SA/ APDA);

    • Paulo Nico (SMAS de Almada/ APDA);

    • Pedro Béraud (AdP Energias, SA/ APDA);

    • Sérgio Hora Lopes – Coordenador (Águas de Portugal, SA/ APDA);

    • António Branco – Gestor do projeto (APDA). 

 

COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO

Para apoiar a ECE foi instituída uma Comissão de Acompanhamento que congrega personalidades representantes de vários stakeholders do setor, parceiros do projeto:


  • AEPSA – Associação de Empresas Portuguesas do Setor do Ambiente;

    • Águas de Coimbra, EM;

    • Águas do Porto, EM;

    • AdP – Águas de Portugal, SGPS, SA;

    • ANPC – Autoridade Nacional de Proteção Civil;

    • APA – Agência Portuguesa do Ambiente;

    • APDA – Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas;

    • ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses;

    • CNA – Conselho Nacional da Água;

    • DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor;

    • DGS – Direção-Geral da Saúde;

    • ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos;

    • EurEau – Federação Europeia das Associações Nacionais dos Serviços de Águas;

    • LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil;

    • PPA – Parceria Portuguesa para a Água;

    • Ministério do Ambiente – Secretaria Geral;

    • SMAS de Almada;

    • SMSB de Viana do Castelo. 

METODOLOGIA DO PROJETO

O projeto será desenvolvido com recurso a metodologias e técnicas próprias da prospetiva e cenarização, em torno de quatro áreas/ temas centrais:

GT 1: Demografia, território, economia, sociedade – Evolução da população e sua distribuição regional; evolução do urbano, periurbano e rural; a economia (crescimento e decrescimento; setores e geografias); inovação tecnológica (big data, digital, robótica, inteligência artificial, nanotecnologia, etc.); evolução tecnológica e eficiência no uso dos recursos; rendimento e sua distribuição; disponibilidade de recursos financeiros públicos e privados, mercado e estado; globalização; integração e nacionalismos; geopolítica e os seus riscos; valores e sua evolução; hábitos de consumo, etc..

GT 2: Ambiente e recursos hídricos – Alterações climáticas (alteração de padrões, variação da temperatura e precipitação; eventos extremos – cheias, secas e ondas de calor); quantidade e qualidade da água nas origens; poluição tópica (descargas de águas residuais tratadas e não tratadas) e difusa (escorrências agroindustriais; lixiviados de tratamento de resíduos e da indústria mineira; lamas de ETAR); gestão de águas pluviais; outras utilizações da água/ competição pelo recurso; eventos catastróficos pontuais de origem natural ou antropogénica com impacte potencial no ciclo integral da água (incêndios florestais, sismos, terrorismo, contaminação nuclear, roturas de barragens, acidentes industriais, entre outros); legislação ambiental; etc..

GT 3: Evolução e futuro das tecnologias de tratamento e informação – Tecnologias de tratamento de água e tratamento e reutilização de águas residuais e pluviais e valorização de lamas; aplicações da economia circular; tecnologias de informação; evolução das caraterísticas do produto/ serviço; smart water solutions; cidades inteligentes; novos produtos e serviços; novas interfaces de relacionamento com os utilizadores/ clientes; internet das coisas; etc..

GT 4: Governância e modelos de gestão dos serviços de águas – Âmbitos local/ nacional/ regional; participação do setor privado; centralização e descentralização; utilities integradas ou separadas; efeitos de escala e densidade; gestão de ativos; internacionalização; regulação; benchmarking com países OCDE; evolução internacional; envolvimento dos stakeholders e participação; legislação setorial; custos e a sua recuperação (aplicação do princípio dos 3T); fiscalidade; âmbito da responsabilidade de gestão e seus riscos; diferenciação dos níveis de serviço; condicionamentos impostos pela atividade política internacional e nacional, etc..

No desenvolvimento do projeto utilizar-se-á quer a revisão da literatura quer investigação própria. Os estudos serão produzidos por equipas que integram, como responsáveis, membros da ECE mas também outros peritos convidados.

O recurso a inquérito(s) de opinião dirigido(s) a um painel alargado de especialistas nacionais e estrangeiros também será utilizado.

Serão promovidos encontros periódicos e workshops, restritos e abertos, de brainstorming e divulgação, com o envolvimento de peritos.

O cronograma, apresentado em seguida, estabelece, em linhas gerais, as fases em que o projeto se estrutura. Refira-se que o cronograma reflete o estádio atual do projeto e é um documento flexível que necessariamente se ajustará ao desenvolvimento do estudo. De qualquer modo, como já se referiu, o arranque da discussão pública das conclusões será no início de 2018 e a construção dos cenários finais terá de estar concluída nesse ano. 

FASES DO PROJETO 

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O projeto “Os Próximos 30 Anos: Sobre o Futuro dos Serviços de Águas” estrutura-se nas seguintes fases: 

  • Arranque, difusão e incitamento do projeto; (concluída)

    • Âmbito: definição de área de pesquisa – foco, objetivos do projeto e sistema a analisar; (concluída) 

    • Elaboração do diagnóstico: o setor e o seu ambiente interno e externo, nomeadamente: 
  1. Definição das questões corretas a colocar; 
  2. Definição dos temas a analisar, das variáveis-chave e dos jogos dos atores; 
  3. Tendências, necessidades e análise de potencial. 
  • Prospeção do campo dos futuros possíveis e caracterização das incertezas e impactes; 

    • Escolha dos fatores-chave (incertezas críticas) para a construção dos cenários; 

    • Construção dos cenários; 

    • Transferência/ divulgação.


publicado por Noticias do Ribatejo às 10:39
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