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Por: Florbela Gil
Um dia, dois jovens, bem jovens os dois, apaixonaram-se. Casaram, e depressa nasceu um filho. A família da rapariga, nunca mostrou interesse em ajudar, em nada, a família do rapaz, sim. Pobres, mas todos ajudaram dentro do possível, porque é isso que os pais fazem, quando gostam dos filhos, e os querem ver bem. Alugaram uma casita para eles, compraram os electrodomésticos necessários, para que os dois pudessem começar a nova etapa da vida. Nasceu um menino, o que era uma grande responsabilidade em casa para ambos os pais.
Eles tentaram fazer o melhor que sabiam, mas não chegou. O rapaz (pai) estava mais vezes a jogar PlayStation, até altas horas da noite, e a mãe achava, que não tinha que cuidar sempre do filho, as brigas começaram.
Muita vez, eu própria assisti, o bebé estar a comer um bocadinho de pão, e a cadela que eles tinham estar a comer o pão do bebé ao mesmo tempo. A criança estava muito suja, a minha mãe ajudava muito este casal, dando comida, e, muitas vezes cuidava do bebé.
Até que um dia, ela (mãe) deixou a criança, e o marido, foi embora, deixando o filho com o pai.
Com tanta, desgraça, o menino tinha 8 meses, o pai, teve que regressar, para casa dos pais, dele, pois sozinho, não ia conseguir cuidar do bebé.
Os pais, dele o receberam, e cuidaram do neto, que até hoje, e já vai fazer 20 anos, vive na casa dos avós.
Bem, recuando um pouco no tempo, o pai, ainda procurou a mãe, para ver se endireitava as coisas, para ver se ela voltava para casa, não sei bem, se ele se enrolou com ela novamente, mas o que é certo, é que ela voltou a engravidar, e disse sempre, que era do marido. Como as coisas não melhoravam, ela nunca mais voltou para casa, nem para ver o filho, o pai entrou com o processo de divórcio litigioso.
Nasceu uma menina, e a mãe registou-a, com o nome do marido, pois, o divórcio, ainda não tinha sido concluído.
O marido, sempre achou que não era o pai, e pediu, os testes de ADN.
Ela faltou a todos os exames marcados. O que piorou as coisas.
Com tanta demora, e sem meios, de pagar a um bom advogado, teve que aguentar, o que lhe foi nomeado, e como tudo na vida, há bons profissionais e maus. Ele não teve sorte. Calhou com um mau.
A mãe, mais uma vez, fez das suas, deixou a menina numa ama, e desapareceu um tempo, não procurando, a filha nem a ama.
É claro, que a senhora teve que contatar os serviços, da assistência social, e fez queixa dela. Ficou a menina entregue a ela, até as assistentes sociais verem o que se podia fazer.
Foram ver em que nome de pai estava o registo da menina, e era o do marido. Foram a casa dos avós onde o pai e o irmão da menina vivia, para verem se tinham condições de ficar com ela. Os avós, disseram que sim, não iam separar dois irmãos.
A menina, saiu de casa da ama, foi para uma instituição de crianças abandonadas. E lá ficou.
Os avós foram a essa instituição, ver a menina pela primeira vez, não era permitido tirar fotos há menor, dizia uma auxiliar, deixou a menina com os avós numa sala, e saiu.
O avô, tinha levado a máquina fotográfica, e aproveitando, a ausência da auxiliar, tirou umas fotos.
Dez minutos depois, tinham que sair, estava esgotado o tempo de visita.
Prometeram, voltar, para vê-la mais tarde, até a irem entregar.
Mas o que os avós, não sabiam, era que, o filho, como não faziam os testes de ADN, e para não deixar mais um encargo, aos pais duma criança, que ele não sabia se era dele ou não, assinou, um documento dando a menina para adoção. Não sei dizer, se foi esse o conselho do advogado, mas acho que as instituições, também ganham muito do estado, por acolherem os menores.
Os avós 15 dias depois foram vê-la. Qual não foi o espanto, quando disseram, que a menina, já não estava lá, tinha sido entregue aos novos pais, que a adotaram.
Mas essa noticia, foi dada com muita arrogância, e sem coração pela sra da instituição.
Pior ainda, quando o avô foi mandar revelar as fotos, a máquina, não tinha rolo, e assim se perdeu a imagem que podiam ter ficado da suposta neta. Choraram muito. Mas o mal já estava feito. Não havia nada a fazer.
Passaram-se os anos, o menino criado pelo pai e avós, crescia bonito, e feliz, penso que ele pensava na mãe, pois na escola todos os colegas tinham mãe e pai, e, no dia da mãe, a prendinha que faziam na escola, ia para a avó. Era a mãe que tinha...a que o criou com muito amor.
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Continua para a semana, o desenrolar desta história verdadeira.