
Amanhã, dia 30 de agosto, às 21h45, a 1ª parte da Peça de Teatro "T1", do dramaturgo Português José Maria Vieira Mendes, é apresentada no Pátio 102 (ex Pátio da Caravana), integrado no Projeto Verão In. Santarém.
“T1” é o primeiro original de José Maria Vieira Mendes, escrito para várias personagens. Tudo se passa num T1, entre três rapazes e uma rapariga, “quatro personagens que entram e saem, que se encontram e se despedem, bebem e falam”, ficcionando um momento da vida de quatro jovens no início da sua independência económica e social.
Com interpretação de Carolina Seia, Gabriel Silva, Luís Coelho Graça e Pedro Pelarigo, encenação de Tiago Fernandes e música dos Conjunto!Evite, este é um Espectáculo que facilmente espelha identidades conhecidas de todos nós. São Criadores e Jovens do concelho de Santarém, que poderiam ser personagens do Espetáculo.
José Maria Vieira Mendes nasceu em 1976 e começou a escrever e a publicar em adolescente, tornando-se rapidamente um dos mais notados dramaturgos portugueses da “nova geração”. Tudo é intrincado nos trabalhos que tem vindo a apresentar desde 1998: primeiro com a Companhia de Teatro Artistas Unidos, de Jorge Silva Melo, e desde 2008 com o Teatro Praga.
Largamente premiado, José Maria Vieira Mendes é, decerto, um dos mais importantes dramaturgos portugueses do século XXI.
Publicou em outubro de 2016 o ensaio “Uma coisa não é outra coisa”, resultante da sua tese de doutoramento. Tem, além disso, duas antologias de peças publicadas (Teatro [2008] e Uma coisa [2016]) e um livro de ficção (Arroios, diário de um diário [2015]).
Filho de Miguel Lobo Antunes e Margarida Vieira Mendes, José Maria Vieira Mendes foi colaborador do jornal da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Os Fazedores de Letras.
Entre as obras escritas por Vieira Mendes encontram-se “Dois Homens”, “Morrer”, “Crime e Castigo”, “Lá Ao Fundo o Rio e Chão” e “T1”.
No seu desempenho como tradutor inclui-se, entre outros, teatro de Samuel Beckett, Duncan McLean, Jon Fosse, Harold Pinter ou Heiner Müller.
É um dos responsáveis pela edição do Teatro de Bertolt Brecht pela editora Livros Cotovia.
Foram produzidas, entre outras, as suas peças Dois Homens (1998), Lá ao Fundo o Rio (2000), T1 (2003), Se o Mundo Não Fosse Assim (2004), A Minha Mulher (2007), O Avarento ou A Última Festa (2007), Onde Vamos Morar (2008), Aos Peixes (2008) e as peças curtas Proposta Concreta (2005), Intervalo (2006) e Domingo (2007).
Algumas das suas peças foram já traduzidas para inglês, francês, italiano, espanhol, polaco, norueguês, eslovaco, sueco e alemão,[1] com produções na Alemanha e Suécia.
José Maria Vieira Mendes foi distinguido com o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte 2000 do Instituto Português das Artes do Espectáculo, Prémio ACARTE/Maria Madalena Azeredo Perdigão 2000 da Fundação Calouste Gulbenkian, Prémio Casa da Imprensa de 2005 para a área de Teatro, e Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva 2006, atribuído pelo Instituto Camões (Portugal) e pela Funarte – Fundação Nacional de Artes (Brasil), pela peça A Minha Mulher.
Em 2015 foi um dos nomeados para os Globos de Ouro da SIC na secção "Melhor Peça/Espetáculo" pela encenação partilhada com Pedro Zegre Penim e André e. Teodósio de Tropa Fandanga.[2]
Parte da sua obra foi publicada no volume Teatro, editado pelos Livros Cotovia.