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Por: Florbela Gil
Quando olhas para mim, vejo o teu sorriso estampado nos teus olhos, cor de mel, sim porque são poucas as pessoas, que sabem sorrir com o olhar.
Vou teu quarto, digo: -" Levanta-te, está na hora de ir para a escola."
Debruço-me sobre ti dando-te um beijo na testa, tu agarras-me o pescoço com teus braços, e dizes:-" Não vou! Vamos ficar aqui os dois!"
Entre beijinhos, e cócegas, lá te levantas, com preguiça, claro!
Mas mais um dia de escola te espera.
Outras vezes, do nada, te levantas da cadeira da secretária, vens ao pé de mim e dizes:" Dá-me um abracinho, mãe?."
Nem sabes o bem que me fazes, ás feridas, provocadas por outras coisas da vida, que ficam quase curadas, com com os teus miminhos, filho.
Gostava, que o teu irmão, fosse um pouco assim, mas já é um homem, cresceu com revoltas interiores. Sei que ele gosta de mim, mas não demonstra como tu.
Sabes que amo os dois, cada um, com a sua maneira de ser, meus filhos do coração.
Gostava de um dia, ( eu já me orgulho) mas ter um orgulho imenso, de vocês, a nível de trabalho, e de realização pessoal, de terem a vossa família, de me darem, uns netinhos, adorava ser avó um dia. Poder gozar esse previlegio, antes de partir.
Sinto, no entanto, um buraco, um vazio no meu coração, preciso de algo que me preencha sempre, e não só às vezes.
Quem não precisa de amor? De carinho? Todo o ser humano, precisa.
Eu sou uma eterna apaixonada, apaixono-me pelas coisas mais banais do planeta, por uma flor, um bichinho, uma paisagem, pelo campo, pelo mar,....o mar!
.....Adoro o mar, a sua brisa, o ondulado das marés, a espuma a desaparecer na areia, o vai, e vem da água, que me molha os pés.
Já no campo, adoro o silêncio ensurdecedor, do cantar dos pássaros, o barulho da água nas pedrinhas do ribeiro, o verde, e as variedades das plantas, os mais variados insectos, que não é comum ver-mos no dia a dia. Lindo.
Uma vez, fiz um passeio, a um jardim grande, muito fresquinho, coloquei uma mantinha no chão, e deitei-me de barriga para baixo, o meu filho brincava perto com outros meninos.
Olhei para o chão, e perto passava um carreirinho de formigas.
É tão giro, vê-las, a caminhar apressadas, umas vão, outras vêm, de vez em quando, param frente a frente, parecem que dizem algo uma á outra, e cada uma segue o seu caminho.
O caminho, que todos nós seguimos. O de ir, sempre para a frente. Há que olhar para trás às vezes, para aprender com os erros. Porque podemos retroceder na vida, mas essa aprendizagem dá-nos força para caminhar mais á frente. De abrir os braços, e receber o que de bom a vida tem, e nos dá.
Claro, que nem tudo na vida é bom, temos que pensar quando estamos mal, ainda há quem esteja pior que nós.
Então, já é um bem maior, termos algo a que nos agarrar, aproveitar tudo o que de bom a vida tem.
Hoje, sou uma pessoa vivida, com alguma dureza, nas mais variadas situações, rio, choro, grito, e sorrio, para não chorar mais. Lavo a cara, e digo para o espelho, : - Vamos lá, tens que ser forte, para levar este dia da melhor maneira.!"
Ai, vejo a minha estrelinha, a minha luzinha, ao fundo do túnel. Levanto a cabeça, e digo para mim mesma: "- Não me hão-de ver triste!"
Meto o meu sorriso a funcionar, lembro-me das palavras do meu filho mais novo, do seu olhar, a rir para mim, e aí vou eu, viver mais umas horas, uns dias uns anos, o tempo que Deus me deixar.
Meu lema de vida, neste momento, é aproveitar tudo o que de bom a vida tem, minuto a minuto. Façam o mesmo. Sejam felizes.